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  • Lições de Vida: O Poder do Perdão

    Banquete Para Reconciliação Familiar Gn 43.30.

    Súplica por Misericórdias (1-14).

    O mundo passava por uma grande fome. Mas no Egito havia abundância, porque José fora usado por Deus para armazenar alimento e preservar a vida do povo, inclusive sua família. Seus irmãos já haviam buscado uma primeira remessa de alimentos numa situação dramática (veja aqui). Mas agora o alimento acabou e precisavam voltar para comprar mais.

    Judá lembrou que se voltassem, deveriam levar Benjamim, ou morreriam (3,5). Uma sutileza de José para rever o irmão caçula.

    Israel (Jacó) perguntou porque havia revelado que tinham outro irmão. Judá disse que o governador do Egito os havia perguntado e não podiam saber a intenção dele. Propôs ficar como fiador de Benjamin.

    Jacó finalmente consente em deixar Benjamim ir com eles. Mas usa das suas velhas táticas: levar um presente, restituir o dinheiro em dobro, e que “Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdia diante do homem, para que deixe vir convosco vosso irmão” (13).

    Lições de Vida: Saudação de Paz (15-25)

    Eles chegaram de volta ao Egito. Ao ver Benjamim, José mandou preparar um banquete para comer com eles.

    Temerosos e pensando o que lhes aconteceria, falaram ao despenseiro de José como encontraram o dinheiro nos seus sacos de mantimentos da primeira vez, e que o trouxeram de volta, em dobro.

    O despenseiro consola-lhes: “Paz seja convosco, não temais. O vosso Deus, o Deus de vosso pai, vos deu tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro me chegou a mim” (23).

    Então lhes trouxeram fora Simeão e os levou à casa de José.

    Lições de Vida: Recebidos com Honras (26-34).

    Os irmãos de José deram-lhe o presente de seu pai e se inclinaram perante ele (26). José perguntou pelo pai deles. Eles responderam que ele estava bem. José se comoveu ao ver Benjamim e o abençoou (29). José ficou “profundamente comovido por causa de seu irmão… filho de sua mãe” (29,30). Correu para o seu quarto e chorou.

    Depois que se conteve, voltou e mandou servir à mesa (30,31). As mesas postas, os egípcios à parte, pois estes não comiam com hebreus (32).

    Na mesa dos hebreus, uma identidade cultural de família: diante do governador, o primogênito e o menor. Isto lhes deixa maravilhados. Benjamim ganha porção cinco vezes maior do que os demais. “Eles beberam e se regalaram“. O clima era de festa.

    Israel e seus filhos não sabiam quanto tempo duraria a fome. Pensaram, talvez, que até consumirem o que tinham levado, já teriam outra solução para sobreviverem. Se assim fosse, Simeão ficaria preso no Egito, pois Jacó não estava disposto a deixar Benjamim ir com eles. E não poderiam chegar lá sem Benjamim. Israel gastou até o último recurso para não deixá-lo ir, com medo de perdê-lo, sem saber que assim, estaria matando-o de fome. Kinder diz: “Tive de perdê-lo para ganhá-lo”.

    Judá foi mais nobre do que Rubem neste caso. Colocou sua própria vida como garantia.

    Israel demonstra que de alguma forma ainda era o Jacó (Suplantador), pois continua com as velhas táticas de enviar presentes, pagar em dobro, e isso, acompanhados de oração. Talvez este último ingrediente fosse o que fizesse toda a diferença na vida de Jacó: confiar, e adorar a Deus (Ver Gn 28.20-22; 35.7; 48.3).

    O presente era uma cortesia quase que indispensável (1Sm 16.20; 17.18).

    Restauração Completa.

    José que tinha ficado completamente só, agora estava prestes a se reunir, além de sua esposa e filhos, pai e irmãos. Seus filhos teriam muitos tios e tias, primos e primas.

    Seus irmãos ficaram preocupados. Não sabiam o que estava acontecendo. Estavam vivendo uma trama desconhecido. Não sabiam o que esperar.

    O despenseiro de José os consolou. Certamente o despenseiro ouvira a respeito de Deus através de José, e agora transmite àqueles homens angustiados (23). Aprendeu a ser consolador dos tristes. Simeão lhes foi restituído. O clima muda da tristeza para a alegria.

    Entregaram os presentes de seu pai, inclinaram-se de novo diante de José (26). Mais uma vez, os sonhos de José se cumpriram, pois vinham de Deus. José abençoou seu irmão Benjamim. Seu amor por ele era maior porque ambos eram filhos da mesma mãe, Raquel, a esposa amada de Jacó.

    José correu para chorar escondido de tanta emoção (29,30).

    Os costumes tradicionais de uma família trazem consigo uma marca, uma identidade. O lugar de cada membro, seus talheres e pratos, a comida preferida… Tem um sabor de comunhão.

    José, carente dessa comunhão, não aguentou e desabou a chorar (30). Para os irmãos de José que, até então, não sabiam estar ali seu irmão, a alegria é descrita em termos de satisfação (34). Por um momento, todo o drama parecia ter terminado.

    Comer separado dos egípcios, segundo Kidner, não é preconceito, mas prática cultural (46.34).

    5 Lições de Vida:

    1 – Sobre os planos de Rubem e de Judá, a proposta deste era mais coerente que a daquele. Ele mesmo ficaria como fiador e seria culpado se algo acontecesse com seu irmão mais novo. Não devemos colocar a vida de ninguém em risco. Precisamos assumir responsabilidades para não cometermos injustiças

    2 – Israel e suas táticas de Jacó. Nós também muitas vezes as usamos com o nosso “jeitinho brasileiro”. Esquecemos que nosso caráter deixou de ser do homem natural, para sermos novas criaturas em Cristo. Creio que o mesmo que salvou Israel é o que nos salva: confiar e pedir misericórdias a Deus (14). Deus é o Pai das misericórdias (2 Co 1.3).

    3 – Diante das dificuldades, os irmãos de José aprenderam a honestidade (15-25). Apertos às vezes trazem ajustes.

    4 – O despenseiro de José consolou os irmãos deste. Eles que tinham uma cultura cheia de Deus e que deveriam consolar os outros, foram consolados por um homem cuja cultura era uma das mais politeístas. Devemos consolar os aflitos, com a Palavra de Deus.

    5 – A restauração da família de Israel estava acontecendo. A forma dramática deixaria lições profundas e duradouras. Deus ensinaria a eles a terem caráter, a terem honra, fidelidade, verdade, honestidade, respeito, bondade, amor e fé. Deus quer a restauração da família. Deus é família: Deus-Pai, Deus Filho e Deus-Espírito Santo.

    Sinais de Piedade Gn 44

    Consolo e Aflição (1-13)

    José busca Sinais de Piedade: Arrependimento Sincero em seus irmãos. Para isso ele criou uma prova para eles. Mandou seu despenseiro encher-lhes os sacos de mantimento e recolocar dentro o dinheiro com que tinham comprado mantimentos.

    No saco de mantimento de Benjamim, colocassem além do dinheiro, a taça de prata. O despenseiro os seguiria, os alcançaria e os acusaria de roubo e encontraria a taça com Benjamin. Assim aconteceu.

    Confiantes de que nada tinham feito de errado, defenderam-se dizendo que com quem fosse achado algum roubo, este morreria e todos ficariam como escravos (9). Procurando desde o mais velho, achou-a com o mais moço (12). Ficaram apavorados. Recarregaram os animais e voltaram à cidade (13).

    A taça de prata parecia ter sido cobiçada durante o banquete ou, pelo menos elogiada ou José sabia do que eles gostavam, do que mais lhes chamaria atenção. Não importa. O fato é que saíram de um banquete de alegria para outro, de agonia, acusados de roubo e traição. E logo com quem fora achado a taça: o filho querido do papai, pelo qual tinham empenhado vidas.

    Arrependimento Sincero (14-34)

    Na casa de José, “prostraram-se diante dele em terra” (14) mais uma vez os sonhos de José se cumpriram. J

    osé os acusou de traição. Judá tentou defender a si mesmo, e a seus irmãos, com humildade (16). Mas, José disse que aquele com quem fosse encontrada a taça é que ficaria como escravo. Os outros poderiam voltar.

    Judá explicou que aconteceria com seu pai se perdesse o segundo, morreria de tristeza (v 28,29).

    Morte é a palavra Xeol: Heb. “Sepultura”, “Mundo dos mortos”, “Além”; Hades, no Gr. Traz também a ideia de sofrimento, opressão.

    No Novo Testamento, lugar de tormento eterno, Mt 25.41; 23.15,33; Ap 19.20; 20.10, 14-15 – (Dicionário de Teologia do Novo Testamento, Edições Vida Nova).

    Judá disse que havia assumido compromisso de ser fiador de seu irmão mais moço, e que não queria ver a infelicidade de seu pai (34). Que deixasse este ir. Ele, Judá, ficaria em seu lugar.

    Judá foi representante do grupo. Explicou toda história para dizer que ficaria em lugar de Benjamim, pois não queria ver a infelicidade de seu pai. Judá demonstrou piedade. Foi ele quem sugeriu a seus irmãos não matarem José, mas vendê-lo aos midianitas (37.26). Consciente ou não, poupou a vida de seu irmão.

    Dessa vez ele tentava honrar o compromisso feito a seu pai. Aprovado, pois José buscava evidência de piedade em seus irmãos. Ele encontrou em Judá, cujo nome significa: “louvor”.

    Novamente eles se prostram diante de José (14). Mas agora o fariam dramática e solenemente. Corriam o risco de não levar seu irmão mais moço de volta, como também, de não voltar nenhum deles. Por isso expressaram humildade (16).

    Lições de Vida:

    1 – De um banquete de alegria e ternura à provação. José, que também já havia sido acusado de algo que não fizera, sabia o que eles estavam passando. Mas a intenção era buscar sinais de piedade e de arrependimento neles. Quando somos provados, devemos ser aprovados pelo arrependimento sincero.

    2 – Judá demonstrou honra, honestidade, caráter, fidelidade, responsabilidade. Demonstrou boa índole. Ele, que havia sugerido vender José aos midianitas (37.26,27), agora estava se redimindo junto deste sem saber. Foi provado e aprovado. Foi humilde e reconheceu seu pecado (16). A humildade precede a honra (Pv 15.33; 18.12).

    3 – A vida é feita de dramas. Devemos refletir em cada situação e procurar entender a vontade de Deus. Certamente tenhamos de nos arrepender e confessar pecados (16).

    4 – Os irmãos de José demonstraram boa índole. Estavam quebrantados, humildes e piedosos.

    A Restauração da Comunhão na Família Gn 45

    Se Faz com Perdão (1-15).

    A Restauração da Comunhão na Família se Faz Com Perdão.

    José não se conteve diante da demonstração de arrependimento de Judá. Mandou todos saírem e chorou tão alto que os egípcios e a casa de Faraó ouviram.

    Então José se revelou a seus irmãos (3). Pasmaram-se. José os consolou e os isentou de culpa. Perdoou-lhes. Disse a eles que Deus o havia enviado ao Egito para “conservação da vida” e “conservar vossa sucessão na terra, e guardar-vos em vida por um grande livramento” (5,7).

    Mandou-os voltar e buscar a seu pai, e falar-lhe de sua glória no Egito. José chorou com eles e beijou-os (14,15).

    Um drama comovente: Da tristeza à alegria; da alegria à tristeza e novamente à alegria. A vida é assim. Os irmãos de José plantaram ódio, colheram tristezas e amarguras. Mas pela graça de Deus receberam perdão, mediante arrependimento.

    Quem quer perdão precisa também se arrepender. José foi surpreendentemente perdoador. Alguém poderia dizer que ele era um protótipo de Cristo. Embora Cristo esteja muito acima de todos os homens, não há dúvidas de que José foi uma espécie de Messias para a família de Israel naquele contexto.

    José foi um homem comum, fiel a Deus no seu tempo, na sua história. Nós também podemos ser iguais a ele nos nossos dias. Deus pode nos permitir passar por tribulações visando algo melhor para nós.

    José foi vendido, escravizado, acusado injustamente, preso, mas tudo isto para preservar a vida de muitos, inclusive sua família e descendência, a descendência de Abraão. A promessa foi feita por Aquele que é poderoso para cumprir.

    Vimos aqui, que os dramas da vida eram encarados como ação de Deus. Os dramas não levantaram dúvidas sobre a existência e cuidado de Deus. “O israelita reconheceu a si mesmo criatura de Deus. Como não levantou dúvidas sobre a sua própria existência, assim também não podia duvidar da existência e da realidade de Deus” (A.R. Cabtree, Pg 42).

    Além disso, eles acreditavam na bondade de Deus (43.14).

    Desfaz O Poder Mal.

    Não se trata aqui da crença de que tudo é operado por Deus. Se Deus é bom, Ele não pode operar o mal. Mas Deus intervém na história atendendo orações (doutra forma, para que orar?) e usa os dramas causados pela maldição do pecado (escolha do homem: o fruto do bem e do mal, Gn 3), e os transforma em bênçãos.

    Eles tinham consciência de que o que recebiam de mal era punição ou repreensão divina de seus próprios pecados (Gn 44.16; Nm 32.23).

    José tinha consciência de que se cedesse ao assédio da mulher de Potifar e o desrespeitasse estaria pecando contra Deus (Gn 39.9).

    Pecado no Velho Testamento é a palavra “Avon”, “iniquidade” (Sl 90.8), ou “culpa” (Gn 15.16); e “hata” e “pesha” são usados nos dois sentidos, de “culpa” e “castigo” (Mq 6.7; Jr 17.1; Am 1.3; Jó 34.6). Estão relacionados: pecado, culpa e punição (Cabtree, pg 172).

    Assim o mal era consequência do pecado. Mas tinham um Deus misericordioso, disposto a perdoar (Ng 43.14; Êx 20.6; Dt 5.10; 7.9).

    Com Presentes e honras (16-28).

    Faraó consente e dá todos os recursos, e oferece o melhor da terra para Israel e seus descendentes. José deu-lhes carros, comida e roupas para irem e voltarem à sua terra. A Benjamim deu trezentas peças de prata, e cinco mudas de roupas (22). “A seu pai enviou dez jumentos carregados do melhor do Egito, e dez jumentas carregadas de trigo, e pão e outras provisões para a sua viagem ao Egito (23).

    Quando os filhos de Jacó chegaram e lhe contaram que José estava vivo e que era o Governador do Egito, seu coração desmaiou (26). Mas eles falaram de todas as palavras de José e vendo ele, os carros, reanimou-se e disse: “Basta! Ainda vive meu filho José. Eu irei e o verei antes que morra”.

    Assim, Israel foi para o Egito.

    É Completa em Deus

    O melhor da terra lhes foi dado por Faraó por causa de José. Eles podiam dizer que eram os donos do mundo da época. Mas agora, com piedade e misericórdia provadas. Quão bom seria se fosse sempre assim! Ah se nossos governantes fossem piedosos, tementes a Deus!

    Toda a família de Israel agora estaria reunida. Todos teriam terra, casa, família, e riquezas. A restauração foi completa: material, emocional e espiritual.

    José encheu seu irmão de presentes e também honrou seu pai. Ele viria para o Egito, mas viajaria e lá chegaria como um marajá, com toda sua descendência. Foi assim que Israel foi parar no Egito: em glória, e da mesma forma sairá.

    Lições de Vida:

    1 – Na vida há choro de tristezas, mas também de alegrias. “O choro pode durar uma noite, mas pela manhã vem a alegria”(Sl 30.5). Não se desespere.

    2 – Devemos aceitar o arrependimento sincero sem reservas. Não podemos reter o perdão porque ele é de Deus. O perdão cura nossas almas.

    3 – Os caminhos de Deus não são o mesmo dos nossos caminhos, nem os pensamentos dEle os nossos pensamentos (Is 55.8). Ninguém poderia dizer que ser vendido como escravo poderia um dia salvar nossa própria vida e descendência. Saibamos descobrir Deus nas adversidades.

    4 – Realmente o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. A noite de agonia passou e veio a manhã gloriosa para Israel.

    5 – Um velho homem que estava triste pela perda de seu filho e preocupado pela ameaça de destruição de sua descendência agora viaja como um marajá para o Egito. Num tempo de escassez, gozava de fartura e glórias. Foi assim que aprenderam que a Deus pertence o abater e o exaltar. Deus sustenta o faminto na fome (1 Cro 29.11,12). O povo de Deus tem tempos difíceis, mas também tem tempos de glória neste mundo e, terá melhor ainda, no final da história: a glória eterna (Lc 12.32; Ap 12.10). Alguém poderia dizer que é assim com todo mundo, crente ou não. Mas quem é crente sabe que a vitória do crente tem um sabor diferente. Ela vem de Deus como bênção, e isso não tem preço.

    Referências

    1 – Bíblia Sagrada

    2 – Dicionário da Bíblia John D Davis

    3 – Teologia do Velho Testamento, A.R Cabtree

    4 – Comentário Bíblico Moody

    5 – Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento

    6 – Imagens do Desenho Bíblico “José do Egito”.

  • A Mulher Que Amas: Bênção de Deus

    A Mulher Que Amas: Bênção de Deus

    A Mulher Que Amas: Bênção de Deus, Eclesiastes 9.9: Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol.

    A Mulher Que Amas, ou seja, sua esposa, com quem você se casou, homem, é bênção de Deus para sua vida. O amor dessa mulher deve ser o prêmio para a vida do marido todos os dias.

    A Mulher Que Amas, Quem É Ela?

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    A gente sabe que não é bem assim, mas este é o ideal, e é o que pode fazer um casamento pleno de bênçãos e alegrias. Provérbios 18.22 diz: “Aquele que encontra uma esposa, acha o bem, e alcança a benevolência do Senhor.

    É claro que uma coisa leva à outra, pois a mulher boa esposa que o escritor bíblico tem em mente é aquela de Provérbios 31.10-31, a mulher  virtuosa.

    Então, bendita hora em que Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora que lhe corresponda.”

    Vejam que Deus criou um homem para uma mulher e uma mulher para um homem, e casou-os. Foi o primeiro casamento da história da humanidade (Gn 2.2).

    Jesus lembrou aos fariseus que este é o princípio estabelecido por Deus (Mt 19,8,9). Essa é a vontade de Deus. Divórcio  é uma concessão “por causa da dureza de coração” de homens e mulheres, consequências do pecado. Jesus ensina que o casamento deve ser perpétuo (Mt 196b).

    Mulher: Bênção de Deus

    Assim, o casamento entre um homem e uma mulher é bênção de Deus. Foi isso que Adão expressou em Gênesis 2.23: “Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.” Este cântico ou poesia foi para dizer: “Essa é que é mulher!”.

    Então note, homem, Adão foi o único da história que podemos dizer que dormiu solteiro, e acordou casado. Mas você que é solteiro, não pense que vai acontecer o mesmo com você. Sai à conquista de sua esposa com joelho no chão em oração ao Senhor, para que a sua mulher seja bênção na sua vida. Muitos acham que a mulher é maldição, mas é porque não a buscou como bênção de Deus.

    O autor de Eclesiastes é pessimista quanto à supervalorização das coisas desta vida. O autor procura filtrar desta vida as coisas mais importantes, e as aconselha, como algo que podemos aproveitar ao máximo, curtir. Dentre essas coisas, está o casamento. Veja a ênfase: “Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã”. Este pensamento está permeando todo o Livro, como por exemplo, 5.18 (Confira).

    A mulher que amas”, é aquela que o laçou com laço de amor e mesmo que ela lhe dê cordas, você não sai de perto. Você diz assim: “Para quem irei eu, se só você tem o que preciso?” Mais ou menos como Pedro disse a Jesus: Para quem iremos nós? (Jo 6.68).

    Paulo orientou aos bispos a que fossem maridos de uma só mulher. Mas certamente que o que se tem em mente é a mulher ideal, mulher com M maiúsculo, cuja performance está muito bem descrita em Provérbios 31.10-31. Quais são os adjetivos dessa mulher: Ela é virtuosa, valorosa, confiável, cheia de boas obras, que cuida com excelência da casa, cujo os filhos se levantam e a elogia dizendo: “Essa é que é mãe. E o seu marido diz: “Essa é que é mulher!

    Mas certamente, essa mulher espera ter maridos e filhos honrados, que a respeitem. Penso que a ideia é que cada lar seja representado por uma família real em que o marido é o rei, a mulher a rainha e os filhos são  príncipes e princesas. Esse é o desafio para a família em Cristo ou seja, família cristã.

    Com certeza não será uma família perfeita em si mesma, mas o será em Cristo, a família que Deus espera que sejamos.

    Na presença do Senhor flui o amor e o  perdão que o lar precisa para cobrir as imperfeições. Há orientações seguras para o sucesso da família em Efésios 5.21-6.4.

    Veja as bênçãos do casamento:

    1- Afetividade. “A mulher que amas”. Reconhece que o homem é um ser carente de amor: a) Primeiramente de Deus; b) Mas também do próximo: Parentes e amigos; c) Conjugal: Romântico e sexual. 

    2 – Alegria.  O Verso básico diz: “Goza”, isto é, “alegre-se”. O prazer que os cônjuges têm no casamento abençoado. 

    Certo jovem estava namorando uma moça já fazia muitos anos e não a pediu em casamento. Quando ela insistiu em querer saber porque, ele disse que queria gozar a vida primeiro antes de casar. Então ela disse, tá certo. Você está livre para gozar a vida, mas eu quero me casar e vou procurar alguém que o queira.

    Não há nada mais agradável para o homem do que casar conforme a Bíblia orienta.

    3 – Perpetuidade ou seja, descobrir as bênçãos da permanência na união. É como descobrir a cada dia o sabor do vinho que quanto mais velho, melhor.

    4 – Alimento para a alma em que há segurança emocional. Esta é a porção desta vida que logo terminará. No além não há casamento (Ec 9.10).

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    Leia também: Lições de Vida: História de José do Egito

    Utilidade da Palavra Inspirada por Deus

  • A Utilidade da Palavra Inspirada de Deus

    A Utilidade da Palavra Inspirada de Deus

    A Utilidade da Palavra Inspirada de Deus para produzir em uma pessoa a aptidão completa para todas esferas da vida.

    Qual a Utilidade da Palavra Inspirada de Deus? Ela produz em uma pessoa a aptidão completa para toda boa obra. Isto é o que diz 2 Timóteo 3.16,17: Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para repreensão, para correção e para instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.”

    Por que a Escritura tem esse poder? Porque ele é inspirada por Deus. Ou seja, Deus é a origem, a fonte, como também, Ele mesmo é a Palavra, na Pessoa do Filho (Jo 1.1).

    E há uma virtude declarada sobre a Palavra de Deus em Isaías 55:10 e 11 que diz que como a chuva cai do céu e faz a terra produzir, da mesma forma, diz Deus, “a minha palavra não voltará para mim vazia, ela fará o que deseja e atingirá o propósito para o qual a enviei“.

    Foi pela sua Palavra que Deus criou o mundo e tudo que nele há. Hebreus 11.6 diz: “Pela fé entendemos que os mundos, pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente“. Por ser tão virtuosa não há nada, nenhuma outra força, nenhuma outra palavra, nem todos os bens materiais e riquezas, nem a escola, nem as melhores faculdades ou universidades do mundo podem ser mais úteis do que a Palavra de Deus para todas as coisas, e em especial, para formação do caráter do homem.

    Digo em especial para formação do homem porque o objetivo de Deus nos enviar sua Palavra seja escrita, proferida ou na Pessoa de Cristo é a nossa salvação total, isto é, no plano horizontal e espiritual.

    Com respeito ao plano horizontal, diz respeito aos nossos relacionamentos uns com os outros: família, igreja e sociedade. Deus tem projetos para nós aqui, como peregrinos na terra, mas com uma missão: fazer discípulos, ensinar a Palavra, viver em oração, em retidão e santidade, apresentando os nossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12.1,2).

    Nesse plano horizontal, dos nossos relacionamentos interpessoais, o Espírito Santo nos forma o caráter, o temperamento e as faculdades mentais para sermos a imagem de Cristo através da Palavra. “Santifica-os na verdade, a tua Palavra é a verdade” (Jo 17.17).

    Com respeito ao plano vertical, o nosso relacionamento com Deus começa aqui no plano horizontal, mas vai para o além, para toda eternidade. Nossa mente não consegue alcançar a compreensão do que isso significa.

    Por exemplo, sobre Jesus Cristo, João 1.1 diz que Ele é o Logos, a Palavra de Deus e, ao mesmo tempo, Deus. Então, o ensino verdadeiramente superior é o que vem do alto, de Deus, do transcendente para o imanente.

    Veja o que nos diz 2 Timóteo 3.16,17:

    “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”

    Quatro verbos expressam o valor da Bíblia: Ensinar, redarguir(repreender), corrigir e instruir (educar). O ensino é a didaskalia, de onde vem a didática, que é a “Arte de ensinar, de transmitir conhecimentos por meio do ensino.” (Dicio).

    Então, a palavra inspirada por Deus tem a melhor didática, é a melhor capacitada para nos ensinar.

    Destaco ainda, o verbo instruir, que é o ato pedagógico. Pedagogia vem do grego paideia que visava a formação do cidadão ético e moral.

    A palavra pedagogia vem de paideia, é a ciência da educação e do ensino. Forma-se de paidós, (criança) + agogos (condutor). Daí, o pedagogo era o condutor de crianças na aprendizagem.

    Da mesma forma, a Palavra de Deus é a Pedagoga para nos ensinar. O problema é que cada vez mais vemos pessoas descrentes na Bíblia como Palavra de Deus. Mesmo autoridades tem rejeitado o valor da Bíblia para o ensino e formação do cidadão.

    Então, isso explica o ruma desgraçado que a sociedade vem tomando, infelizmente.

  • A Verdadeira História do Natal de Jesus

    A Verdadeira História do Natal de Jesus

    A Verdadeira História do Natal de Jesus está a ligada à expressão: “Plenitude dos Tempos” de Gálatas 4.4,5: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei; Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.

    Imagem de G.C. por Pixabay

    O Que A Verdadeira História do Natal de Jesus tem a Ver com A Plenitude dos Tempos?

    Qual a relação entre a Verdadeira História do Natal de Jesus com a “A Plenitude dos Tempos” no Relógio de Deus?

    O Livro de Eclesiastes inicia o capítulo 3 dizendo que “ Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. 

    Então, Deus determinou o tempo em que enviaria seu Filho ao mundo. Esse tempo determinado é a “plenitude dos tempos”. Não é um tempo acidental ou entregue ao acaso, mas um tempo proposital, marcado no calendário e no relógio de Deus.

    Por isso, não é apenas um tempo qualquer, mas o tempo pleno, que marcou o centro da história, e a dividiu em antes e depois de Cristo. 

    A expressão: “Deus enviou seu Filho” atesta a identidade de Jesus como Deus-Filho com Deus-Pai.

    Além disso, atesta também, sua preexistência. Jesus não começou a viver no dia em que nasceu de Maria, mas já existia antes. Ele é o Verbo de Deus, o criador de todas as coisas (Jo 1.1-3).

    A expressão “nascido de mulher”. comprova a narrativa do nascimento de Jesus da virgem Maria, mas também que Ele, e somente Ele, “se fez carne” e habitou entre nós, conforme o Evangelho de João 1.14. Ou seja, Ele não foi feito. Ele se fez. Ainda, Jesus não reencarnou, mas se fez carne. 

    Diz também que Ele nasceu sob a lei para remir os que estavam debaixo da lei. Isto significa que Jesus nasceu debaixo da lei de Moisés e a cumpriu ao ponto de se tornar duas vezes Senhor da Lei.

    Então, Ele é duas vezes Senhor da lei. Uma como Deus, o autor dela e outra, como o único homem, cumpridor dela.

    Portanto, Jesus é o Senhor da lei. Onde a lei nos condena, Ele, pelo seu senhoria e graça, nos perdoa, mediante nosso arrependimento a confissão de pecados.

    Assim, podemos ser filhos adotivos de Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.

    Em resumo, esta é a verdadeira história do Natal.

    A Plenitude dos Tempos

    Mas ainda, há um tempo determinado para a volta de Jesus para buscar sua igreja e julgar o mundo. Isto também está no calendário de Deus como um tempo especial.

    Isto foi ensinado por Jesus em Atos 1.7: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.

    Deus tem o seu cronos e seu kairos, ou seja, tempos e épocas oportunos para cada coisa. Deus é organizado. Jesus está voltando! Prepare-se!

    Feliz Natal!

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    Leia também:

    Ter a vida nas mãos de Deus

    o presente de deus para os homens

  • Quais As Lições de Jesus em João 12?

    Quais As Lições de Jesus em João 12?

    Nos seus últimos dias, Jesus caminha para a vitória da morte e do pecado, ceia com discípulos em Betânia e grandes lições. Esboço.

    Caminho para a vitória da morte em João 12.1-50

    Imagem de Roger Casco por Pixabay

    1-2 – O que estivera Morto agora está Ceando com o Mestre, a Igreja de Laodiceia (Ap 3.20) era rica, morna e sem Cristo. Jesus estava à porta pedindo entrada: “Eis que estou à porta...”.

    Quais As Lições de Jesus em Mateus 26.6-13

    E, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso,

    7 Aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.

    8 E os seus discípulos, vendo isto, indignaram-se, dizendo: Por que é este desperdício?

    9 Pois este ungüento podia vender-se por grande preço, e dar-se o dinheiro aos pobres.

    10 Jesus, porém, conhecendo isto, disse-lhes: Por que afligis esta mulher? pois praticou uma boa ação para comigo.

    11 Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre.

    Quais As Lições de Jesus – Marcos 14.3-9

    E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça.

    4 E alguns houve que em si mesmos se indignaram, e disseram: Para que se fez este desperdício de unguento?

    5 Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros, e dá-lo aos pobres. E bramavam contra ela.

    Jesus, porém, disse: Deixai-a, por que a molestais? Ela fez-me boa obra.

    7 Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes.

    8 Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura.

    9 Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória.

    10 E Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais dos sacerdotes para lho entregar.

    Nardo Puro (Nardostachys jatamansi, Família das Valerianas), planta que produz Perfume e remédio.

    1 = 1 dia do trabalhador braçal. 300 denários = 300 dias de trabalho.

    9-11 – Manchete do Jornal do dia: O Defunto ressuscitou e corre risco de morte.

    12-19 – Entrada triunfal antes da morte

    Jesus não rejeitou a aclamação de Rei – Ele é Rei mesmo.

    Não rejeitou adoração a Deus. Ele é Deus mesmo.

     20-26 – O gregos querem ver Jesus

    Judeus que foram dispersos que vinham para as festas. Helenistas. At 2.

    Glorificado. Antes foi humilhado e morto. A obediência na cruz resultou em glorificação como Salvador.

    24 – O grão ao nascer e dá origem a nova planta que produz mais frutos.

    Morte, ressurreição e criação da igreja (expansão do Evangelho).

    26 – Quem o serve será honrado pelo Pai.

    37-42 – Rejeitados por Deus.

    Por que motivo? V.43.

    44-50 – Ouvir e seguir a Jesus é ouvir e seguir a Deus.

    Não ouvir a Jesus é ser julgado pela palavra dele.

    Quem rejeita a Jesus rejeita a Deus.

  • O DESAFIO DA TRADUÇÃO BÍBLICA

    O DESAFIO DA TRADUÇÃO BÍBLICA

    O DESAFIO DA TRADUÇÃO BÍBLICA POR © Tapajós – inverno 2024 com respeita à tradução da pergunta de Jesus a Maria na festa de casamente de Caná da Galileia.

    Que pergunta foi aquela que Jesus fez à sua mãe numa festa de casamento?

    O texto é bem curto:

    Τί ἐμοὶ καὶ σοί γύναι; (Evangelho de São João 2,4)

    Como traduzir essa expressão sem verbo? Cada tradutor ou equipe de tradução precisa decidir o sentido dessa expressão idiomática semítica, pois a tradução literal não faz sentido. Na ordem das palavras:

    O que a mim/em mim/comigo/por mim e a ti/em ti/contigo/por ti, mulher?

    Ou seja, a tradução literal deixaria o texto confuso, sem entendimento, qualquer que fosse/seja a opção do tradutor.

    Comentando algumas traduções:

    Traduções Católicas:

     “Mulher, que é isso, para mim e para ti?” (CNBB). Os tradutores entenderam os dativos como sendo de vantagem (para mim, para ti). Não explicam o motivo!

     “Que queres de mim, mulher” (TEB; BdP). Os tradutores eliminaram o segundo dativo, e transformaram o primeiro dativo em um genitivo. Criatividade!

     “Mulher, que nos importa a mim e a ti isso?” (VULGATA). Jerônimo manteve os dativos de vantagem, mas introduziu o verbo “importar-se”, reforçando-os com o oblíquo “nos”. Por quê?

     “Mulher, que existe entre nós?” (BEP). Unificou os dois dativos em um só (“entre nós”) e deu sentido à frase com o verbo “existir”. É permitido isso, Arnaldo?

    Traduções Protestantes:

     “Por que a senhora está me dizendo isso?” (NAA). Não traduziu, apenas interpretou de forma livre!

     “Mulher, em que essa tua preocupação tem a ver comigo?” (KJA). Entendeu o pronome interrogativo nominativo como sendo dativo; incluiu o aspecto da “preocupação”; transformou o segundo dativo em genitivo; entendeu o primeiro dativo como sendo de interesse/acompanhamento. Pode fazer isso, Arnaldo?

     “Mulher, que tenho contigo?” (ARA; ARC; ACF). O primeiro dativo é entendido no nominativo e o segundo de interesse/acompanhamento – e a sentença não ficou clara!

     “Que temos nós em comum, mulher?” (NVI). Transformou os dois dativos em uma proposição nominativa. E não ficou claro o motivo de Jesus fazer tal pergunta à sua mãe!

     “O que isso tem a ver contigo, mulher?” (LUTERO). O primeiro dativo foi eliminado, ficando apenas o segundo. Por qual motivo?

     “Não é preciso que a senhora diga o que eu devo fazer” (NTLH). Eliminou a pergunta e abusou da criatividade: não traduziu – parafraseou!

    O DESAFIO DA TRADUÇÃO BÍBLICA NA PREFERÊNCIA DO AUTOR

    Sigo a Bíblia de Jerusalém no entendimento do texto: “Que temos nós com isso, mulher?”, bem como Raymond Brown, um dos maiores eruditos do Ev. de João: “Mulher, o que essa sua preocupação tem a ver comigo?”

    Além disso, falta-nos a entonação com que tal frase foi pronunciada. Se Jesus falou isso sorrindo, por exemplo, o quadro todo muda de sentido!

    Leia também: O milagre que revela o poder de Jesus

  • Deus Governa O Mundo e Revela O Destino da Igreja

    Deus Governa O Mundo e Revela O Destino da Igreja

    Deus Governa O Mundo e Revela O Destino da Igreja. A mensagem para a igreja perseguida na terra pelos governos humanos. Esta é a mensagem do Apocalipse.

    Deus Governa O Mundo e Revela O Destino da Igreja. A mensagem para a igreja perseguida na terra pelos governos humanos: Deus está no controle

    A segunda série das visões de João iniciada no capítulo 1.9 continua. Passou a série das sete igrejas, as coisas no tempo presente de João. Agora, um olhar para o futuro do tempo de João mostrando uma porta aberta no céu (4.1) e um chamado para subir e ver as coisas que aconteceriam após aquelas já vistas.

    João imediatamente foi arrebatado em espírito e a visão prosseguiu mostrando o desencadear da história.

    A primeira mensagem de conforto que vemos aqui é que Deus abre a porta do céu para os seus como quem abre a porta de sua casa para receber amigos. A igreja tem porta aberta no céu, pois é povo de Deus.

    A igreja é daquele que é Santo e Verdadeiro e Tem A Chave de Davi, que abre ninguém fecha e fecha e ninguém abre (Ap 3.7,8).

    Ele mesmo é a porta para o aprisco celestial (João 10.7,9). Ele mesmo é o caminho, e a verdade, e a vida (Jo 14.6a).

    Ele é, também, a porta estreita que leva à vida, e em Mateus 7.13,14 ele nos chama a entrar:

    Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.

    Mas, além disso, à igreja é revelado o governo do mundo, e o direcionamento da história. Por mais que possa parecer, o mundo não está desgovernado. Não era César quem dominava, mas Deus. Deus tem um plano eterno e o executará.

    O curso dos acontecimentos e o fim da história no mundo, bem como o novo começo são revelados à igreja. Ela é participante da história e agente de Deus no mundo em caos. Ela caminha na terra com os olhos no céu. Ela é peregrina na terra, mas tem o céu aberto como sua casa definitiva.

    O Exilado na Terra Vê Deus no Céu (4.1-3).

    João estava exilado na ilha de Patmos, afastado e banido pelo trono dos homens na terra. Mas Jesus o convidou a entrar no céu e a estar diante do trono de Deus. Enquanto o mundo segue na escuridão, João tem a visão panorâmica do alto.

    No céu, João viu Deus sendo adorado constantemente, tal como o profeta Isaías viu (Is 6.1-3). Ele viu Deus sentado no trono. Isto significa que Deus continua reinando. A história está debaixo do controle de Deus. Veja Também Ezequiel 1 e 10.

    O Que Mais João Vê? Deus é reverenciado no céu (3-6)

    Deus é muito formidável na assembleia dos santos, e para ser reverenciado por todos os que o cercam” (Salmos 89:7).

    Várias traduções mencionam o “arco ires” semelhante à esmeralda (4). Ele aparece circulando o trono onde está Deus cuja majestade é figurada por coisas esplendorosas: pedra de jaspe e de sardônico. Deus é majestoso.

    Prefiro chamar a este de arco, de arco Deus ou como a versão Almeida Revista e Corrigida: “arco celeste”. Arco ires significa: arco de deusa Ires. Mas a Bíblia não tem nada sobre deusa alguma, mas sobre o Deus único.

    O arco celeste lembra o pacto de Deus com Noé e com toda a criação (Gn 9.16).

    João Vê 24 Anciãos

    João vê, também, vinte e quatro anciãos. Estes representam todo o povo de Deus somados os da Antiga Aliança com os da Nova Aliança. Aqueles representados pelas doze tribos de Israel, este representado pelos doze apóstolos de Cristo. É a totalidade do povo de Deus.

    Doze simboliza religião perfeita. Os deuses do olimpo grego eram doze. O panteão romano também tinha doze. A igreja tem duas vezes doze.

    A igreja não somente está representada no céu, mas ela tem tronos junto ao trono de Deus. Vinte e quatro tronos para os vinte e quatro anciãos. Estes também têm suas coroas. Eles estão reinando, pois Jesus os fez reis e sacerdotes para Deus (4.4 com 1.5-6).

    Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões (5-6). Uma teofania (aparecimento de Deus). O Espírito Santo é figurado entre a glória celestial pelas sete tochas acesas diante do trono (v 5). Tudo isso representa a majestade de Deus. Para muitos, assustador, mas os salvos não têm o que temer. Eles são íntimos de Deus.

    Mas, tinha o “mar de vidro”. Ele representa certo afastamento, separação. Entretanto, ele deixará de existir (21.1)

    Os 24 Anciãos: Quem São?

    Os vinte e quatro seres viventes (4,10). Estes representam toda a criação. “O leão representa os animais selvagens; o touro representa os animais domésticos; o homem, a coroa da criação; e a águia representa toda sorte de animais que voam. Assim toda criação louvará ao Senhor (Sl 148). (Revista Compromisso 4º Trimestre de 2020).

    Outra figura que cabe muito bem aqui é que estes seres representam os Querubins e Serafins vistos pelos profetas Isaías e Ezequiel (Is 6.1-3; Ez 10.14).

    Estes têm olhos por todos os lados. Isto representa vigilância e louvor, pois louvam constantemente ao Senhor:

    “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir” (Apocalipse 4:8).

    Juntamente com eles, os representantes dos salvos, que simbolizam toda igreja, cantam em louvor a Deus:

    “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” (Apocalipse 4:11).

    Todos no céu: a criação e os salvos reconhecem a majestade de Deus. E você?

    Leia também: Amor Cristão em Ação

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