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  • Apocalipse 19 .1-10 Culto no Céu

    Apocalipse 19 .1-10 Culto no Céu

    Apocalipse 19.1-10 Culto no Céu. O Clima de adoração a Deus é enfático: os anjos, a multidão remida e toda a corte celestial O louva.

    Apocalipse 19.1-10 Culto no Céu: Deus recebe louvor da multidão dos anjos (1-3;7,11,12).

    A adoração e o louvor é carregado de Aleluias (Deus seja Louvado!).

    Quais os motivos? Por sua salvação é uma das respostas. Então temos aqui outra expressão de culto, que é a gratidão pelo que Cristo fez por nós.

    Mas também, se reconhece a gloria de Deus. Este reconhecimento marca a reverência à dignidade de Deus.

    Também é reconhecida a sua honra. Não há outro digno de honra universal senão Deus. Ele é único Deus.

    Ainda há menção do seu poder. Há então, o reconhecimento do domínio, do controle de tudo. Deus é o pantókrator, o que controla todas as coisas ou que tem tudo em suas mãos.

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    Apocalipse 19.1-10: Deus Recebe Louvor da Multidão dos Remidos (4-5).

    Os doze patriarcas de Israel e os doze apóstolos de Jesus formam a totalidade da Igreja ou Povo de Deus.

    As quatro criaturas, possivelmente Querubins e representam toda a natureza (Sl 14, Rm 8.19).

    Os profetas e os mártires junto com todos os fiéis louvam a Deus (6.10;7.3;10.7;11.18; 12.6; 17.14;19.2). O clima é de alegria porque chegou a justiça. Aleluia!

    Apocalipse 19.1-10 Culto no Céu: Deus Recebe Louvor de Toda A Corte Celestial (6-9)

    Os anjos de todas as ordens angelicais, junto com todos os remidos provocam um estrondoso louvor no céu: músicas, águas, forte trovões…

    O motivo é o Reino estabelecido do Messias, o Cordeiro de Deu (6).

    Pelas bodas do Cordeiro com sua noite, a Igreja redimida, vestida de linho fino resplandecente, que são as obras de justiça, vida consagrada e pureza (santidade).

    Leia também:

    Nem Toda Vitória Exige Que Demos Cambalhota de Alegria

    Revelação de Jesus Cristo

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  • Deus Governa O Mundo e Revela O Destino da Igreja

    Deus Governa O Mundo e Revela O Destino da Igreja

    Deus Governa O Mundo e Revela O Destino da Igreja. A mensagem para a igreja perseguida na terra pelos governos humanos. Esta é a mensagem do Apocalipse.

    Deus Governa O Mundo e Revela O Destino da Igreja. A mensagem para a igreja perseguida na terra pelos governos humanos: Deus está no controle

    A segunda série das visões de João iniciada no capítulo 1.9 continua. Passou a série das sete igrejas, as coisas no tempo presente de João. Agora, um olhar para o futuro do tempo de João mostrando uma porta aberta no céu (4.1) e um chamado para subir e ver as coisas que aconteceriam após aquelas já vistas.

    João imediatamente foi arrebatado em espírito e a visão prosseguiu mostrando o desencadear da história.

    A primeira mensagem de conforto que vemos aqui é que Deus abre a porta do céu para os seus como quem abre a porta de sua casa para receber amigos. A igreja tem porta aberta no céu, pois é povo de Deus.

    A igreja é daquele que é Santo e Verdadeiro e Tem A Chave de Davi, que abre ninguém fecha e fecha e ninguém abre (Ap 3.7,8).

    Ele mesmo é a porta para o aprisco celestial (João 10.7,9). Ele mesmo é o caminho, e a verdade, e a vida (Jo 14.6a).

    Ele é, também, a porta estreita que leva à vida, e em Mateus 7.13,14 ele nos chama a entrar:

    Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.

    Mas, além disso, à igreja é revelado o governo do mundo, e o direcionamento da história. Por mais que possa parecer, o mundo não está desgovernado. Não era César quem dominava, mas Deus. Deus tem um plano eterno e o executará.

    O curso dos acontecimentos e o fim da história no mundo, bem como o novo começo são revelados à igreja. Ela é participante da história e agente de Deus no mundo em caos. Ela caminha na terra com os olhos no céu. Ela é peregrina na terra, mas tem o céu aberto como sua casa definitiva.

    O Exilado na Terra Vê Deus no Céu (4.1-3).

    João estava exilado na ilha de Patmos, afastado e banido pelo trono dos homens na terra. Mas Jesus o convidou a entrar no céu e a estar diante do trono de Deus. Enquanto o mundo segue na escuridão, João tem a visão panorâmica do alto.

    No céu, João viu Deus sendo adorado constantemente, tal como o profeta Isaías viu (Is 6.1-3). Ele viu Deus sentado no trono. Isto significa que Deus continua reinando. A história está debaixo do controle de Deus. Veja Também Ezequiel 1 e 10.

    O Que Mais João Vê? Deus é reverenciado no céu (3-6)

    Deus é muito formidável na assembleia dos santos, e para ser reverenciado por todos os que o cercam” (Salmos 89:7).

    Várias traduções mencionam o “arco ires” semelhante à esmeralda (4). Ele aparece circulando o trono onde está Deus cuja majestade é figurada por coisas esplendorosas: pedra de jaspe e de sardônico. Deus é majestoso.

    Prefiro chamar a este de arco, de arco Deus ou como a versão Almeida Revista e Corrigida: “arco celeste”. Arco ires significa: arco de deusa Ires. Mas a Bíblia não tem nada sobre deusa alguma, mas sobre o Deus único.

    O arco celeste lembra o pacto de Deus com Noé e com toda a criação (Gn 9.16).

    João Vê 24 Anciãos

    João vê, também, vinte e quatro anciãos. Estes representam todo o povo de Deus somados os da Antiga Aliança com os da Nova Aliança. Aqueles representados pelas doze tribos de Israel, este representado pelos doze apóstolos de Cristo. É a totalidade do povo de Deus.

    Doze simboliza religião perfeita. Os deuses do olimpo grego eram doze. O panteão romano também tinha doze. A igreja tem duas vezes doze.

    A igreja não somente está representada no céu, mas ela tem tronos junto ao trono de Deus. Vinte e quatro tronos para os vinte e quatro anciãos. Estes também têm suas coroas. Eles estão reinando, pois Jesus os fez reis e sacerdotes para Deus (4.4 com 1.5-6).

    Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões (5-6). Uma teofania (aparecimento de Deus). O Espírito Santo é figurado entre a glória celestial pelas sete tochas acesas diante do trono (v 5). Tudo isso representa a majestade de Deus. Para muitos, assustador, mas os salvos não têm o que temer. Eles são íntimos de Deus.

    Mas, tinha o “mar de vidro”. Ele representa certo afastamento, separação. Entretanto, ele deixará de existir (21.1)

    Os 24 Anciãos: Quem São?

    Os vinte e quatro seres viventes (4,10). Estes representam toda a criação. “O leão representa os animais selvagens; o touro representa os animais domésticos; o homem, a coroa da criação; e a águia representa toda sorte de animais que voam. Assim toda criação louvará ao Senhor (Sl 148). (Revista Compromisso 4º Trimestre de 2020).

    Outra figura que cabe muito bem aqui é que estes seres representam os Querubins e Serafins vistos pelos profetas Isaías e Ezequiel (Is 6.1-3; Ez 10.14).

    Estes têm olhos por todos os lados. Isto representa vigilância e louvor, pois louvam constantemente ao Senhor:

    “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir” (Apocalipse 4:8).

    Juntamente com eles, os representantes dos salvos, que simbolizam toda igreja, cantam em louvor a Deus:

    “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” (Apocalipse 4:11).

    Todos no céu: a criação e os salvos reconhecem a majestade de Deus. E você?

    Leia também: Amor Cristão em Ação

  • Estudo do Livro de Revelações

    Estudo do Livro de Revelações

    Estudo do Livro de Revelações, credenciais, remetente, destinatários, escritor e o Cristo Glorificado.

    Estudo do Livro de Revelações. Credenciais 1.1-3

    As credencias.  A revelação é dada por Deus-Pai a Deus-Filho (1). Assim, Apocalipse não é de João, mas de Jesus Cristo. É dele toda revelação neste livro, assim como em toda a Bíblia.

    Revelação em grego é apokalupsis quer dizer “tirar o véu”, “descortinar”. Neste caso, revelar a mensagem de Deus dada a Jesus Cristo, e confiada a João como portador encarregado de transmitir às igrejas.

    A forma é, segundo a Bíblia Shedd, semainõ, que em grego significa, “indicar”, “ensinar por símbolos”. Indicando assim, a forma de comunicação simbólica.

    A finalidade de Deus com esta mensagem é “mostrar a seus servos as coisas que brevemente devem acontecer” (1). Então, este é o objetivo do Livro.

    Este Livro revela muito mais do que uma mensagem, mas, o próprio Deus. Deus é o doador da revelação. Jesus é o receptor da dádiva. Toda revelação de Deus pertence a Jesus, “revelação de Jesus Cristo” (1). Tudo foi dado a Ele (Mt 28.18). Ele é o Dono da revelação.

    Isto revela a Pessoa de Cristo como Senhor da Igreja e do Mundo. Mais adiante veremos sua dignidade em desvendar a história, e dar-lhe o fim desejado.

    Deus é o doador, a fonte de tais revelações, o “pai das luzes” de quem “vem todo dom perfeito” (Tg 1.17). Isto demonstra que não há dois deuses, mas um só, Pai e Filho em sintonia e unidade perfeita e indivisível, agindo em cuidado para com seus servos.

    O conteúdo da mensagem: “as coisas que em breve devem acontecer” (1). Isto é, um olhar para o futuro da Igreja e do mundo.

    Mas isto não quer dizer que o Livro revele só coisas futuras. O passado e o presente serão sempre lembrados. Só como exemplo introdutório, no verso 19 diz: “Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.

    João, conforme já vimos, é o discípulo e apóstolo, filho de Zebedeu. Ele testificou, isto é, assegurou, testemunhou, garantiu convictamente a veracidade da revelação da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, assim como tudo que viu (2).

    Por essa declaração do autor, deduzimos que ele era bem conhecido e que gozava de credibilidade dos destinatários (veja mais sobre o autor na Introdução e no próximo tópico: “Credenciais”).

    No fechamento das credenciais no verso 3, a bem-aventurança do que lê, dos que ouvem, e dos que guardam as coisas escritas nesta Revelação de Jesus Cristo.

    Esta termina com uma expressão que lembra os primeiros ensinos de Cristo, uma advertência: “porque o tempo está próximo” (Mc 1.15).

    Poderíamos entender assim: O fim das oportunidades está chegando, felizes são os que estão tomando conhecimento disto antes que aconteça.

    Cumpre-se assim a palavra profética:

    Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3:7).

    João, aqui, além de Apóstolo, teve também, a função de Profeta. E o destino da profecia é a edificação da Igreja do Senhor (1 Co 14.3).

    Por isso, a Igreja é alvo final da revelação e da profecia, para que ela possa cumprir sua missão no mundo, mas também para receber atenção, cuidado do Senhor.

    Estudo do Livro de Revelações Remetente 1.1,4,9

    O remetente e escritor das cartas e de toda Revelação neste livro se identifica como João, servo de Cristo (1), irmão e companheiro da Igreja “na tribulação, e na perseverança em Jesus” (9).

    Suas credenciais o identificam com a igreja perseguida. Ele era reconhecidamente um “irmão” em Cristo, e um coparticipante, “companheiro” não nas festas, mas na tribulação e perseverança em Jesus.

    Isto é, ele era companheiro de jugo com eles. Carregava com orgulho as mesmas marcas de Cristo. Este é o real sentido da comunhão, da koinonia cristã.

    Já vimos acima sobre autoria e argumentos favoráveis a João, o Apóstolo, filho de Zebedeu, e autor do quarto Evangelho.

    Estudo do Livro de Revelações – Destinatários 1.4,11.

    Os destinatários são as sete Igrejas da Ásia nomeadas aqui: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.

    Abordarei algumas particularidades sobre elas nos estudos de cada uma das cartas.

    Ensinos da Dedicatória (1.4-8).

    A saudação é costumeira de outras cartas, com algumas particularidades e semelhanças.

    Quanto às semelhanças, as expressões “graça” e “paz”. Estas expressões aparecem em todas as cartas de Paulo, de Pedro e em Segunda de João.

    Já as particularidades, a saudação em nome de Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo típicas da linguagem apocalíptica.

    A graça, e a paz vêm “daquele que é, que era, e que há de vir” (1.4). Aquele cuja linguagem humana não pode descrever nem mesmo os seus atributos, pois são eternos.

    Eterno é um termo vago, por isso os teólogos tentaram criar outro termo: sempiterno, “Característica do que persiste, do que se mantém ou se conserva, para sempre – que é eterno: Deus é sempiterno” (Dicio); O que não tem começo nem fim.

    Deus é o grande EU SOU (Êx 3.14), o refúgio de geração em geração (Sl 90.1). Antes de tudo Ele já existia, durante tudo Ele é, depois de tudo Ele continuará sendo Deus.

    Nossas expressões do verbo ser: “é, era, virá” são defeituosas, pois apontam para passado, presente e futuro. Porém, o que é o eterno? É o que começou e não tem fim ou o que é sem começo e sem fim? Está dentro do tempo ou fora do tempo?

    Não há palavras humanas para descrever corretamente Deus e sua forma de existência. Então, nós lançamos mão de antropomorfismos.

    Gosto de pensar que a questão da eternidade e o tempo são como um relógio de parede e seus ponteiros que marcam minutos e segundos.

    O objeto que contém os ponteiros está imóvel, enquanto os ponteiros se movimentam.

    O objeto relógio de parede seria a eternidade, os ponteiros seriam o tempo. A eternidade seria assim, uma realidade que contém o tempo, mas não sofre qualquer alteração com ele.

    Seria ainda, como um conjunto infinito universo que contém todos os outros conjuntos, inclusive as esferas do passado, do presente e do futuro.

    Tudo que já aconteceu, que acontece é que acontecerá, está diante de Deus neste, e em qualquer exato momento.

    Segundo as próprias palavras do Senhor, Ele diz: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apocalipse 1:8,11, 17).

    Todas as realidades estão convergidas para Cristo (Ef 1.10). E este é o Senhor da Igreja. Que consolo!

    Eu me consolo em pensar que este SER se apresenta para mim nas Escrituras, que Ele tem uma mensagem para mim, que para me salvar seu Filho veio e padeceu neste mundo. Que privilégio!

    E este foi o objetivo para a Igreja no fim do primeiro século que sofria com a perseguição. Deus, o sempiterno enviou a ela uma mensagem de consolo dizendo que Ele está no controle e que a Igreja deveria permanecer firme na fé, pois seu fim seria glorioso.

    E este consolo vem não somente na saudação do Pai nosso, mas também do Santo Espírito, aqui mencionado como os “sete espíritos que estão diante do seu trono”. Já mencionei que o número sete significa completação, perfeição. Assim, os sete espíritos aqui simbolizam o Espírito Santo.

    E assim como é a existência de Deus-Pai é igualmente a existência do Espírito Santo com todos os atributos. A particularidade do Espírito Santo é que Ele é aquele que inspirou todas as Escrituras, Velho e Novo Testamentos, e que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8; 2 Pe 1.20,21).

    A saudação também vem da “parte de Jesus Cristo que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra” (1.5).

    Igual ao Pai e ao Espírito Santo, o Filho é também de natureza divina com todos os atributos. Mas aqui há algumas particularidades que Deus-Pai e Deus-Espírito Santo experimentam na Pessoa do Filho, que é a sua missão de salvar a humanidade. Ele é uma fiel testemunha.

    Grande parte das vezes que busco o texto em grego para verificar a palavra usada para “testemunha” é usado termo martyria. Nos dicionários grego e nos léxicos esta palavra é sempre traduzida como testemunha ou testemunho e testificar.

    Foi o que Jesus disse aos Apóstolos em Atos 1.8Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”.

    A palavra testemunha é martyria. Desta palavra vem a palavra mártires. Tenho observado que eles entenderam que a ordem era para testemunhar com a própria vida, mesmo diante da morte pelo Império.

    Com esse pensamento, eles morreram testemunhando de Cristo, seguindo o exemplo de seu Senhor (At 9.16;20.4; Fp 1.29; 1 Pd 2.21). Sendo o primeiro mártir dos Apóstolos, Tiago (At 12.2).

    Jesus foi a primeira grande testemunha que, para nos fazer seus amigos deu sua vida (Jo 15.13).  E seus discípulos seguiram o exemplo.

    Mas esse testemunho de Cristo não tem só a perspectiva da salvação do homem, mas da firmeza inseparável com a natureza e propósitos de Deus.

    O Filho teve de se tornar homem, e padecer como homem. Para isso teve de se humilhar (Fp 2.5sgs). Ele sofreu afrontas, foi espancado, provado de todas as formas, mas permaneceu firme à sua missão encarregado pelo Pai.

    Assim, Ele é a fiel testemunha. Fiel é aquele que tem a capacidade de permanecer, resistir diante da prova, sem perder seu caráter, sua dignidade; sem romper com princípios morais e espirituais.

    É como um equipamento sendo testado pelo INMETRO ou outro medidor, que depois de sofrer choques, atritos e toda prova, permanece comprovando sua capacidade, natureza, eficiência e eficácia.

    Jesus provou na cruz que Ele é a fiel testemunha com fidelidade indivisível, inseparável com Deus. Podemos confiar nele. Não há nenhuma força capaz de O fazer mudar em seu caráter; sua fidelidade foi atestada no INMETRO celestial e foi aprovada. Ele é Deus. E melhor, é Deus conosco, o Emanuel (Mt 1.23).

    E isto tudo tem a ver diretamente com a Igreja. Ela pode contar com o que é a fiel testemunha agindo em seu favor.

    É dito também, que Ele é o “príncipe dos reis da terra” (v.5). Isto quer dizer que ele tem a autoridade sobre os reinos e que todos os governantes terão de prestar contas a Ele por tudo que têm feito. Pode parecer que a história nas mãos dos homens, mas ela está nas de Deus.

    Além disso, é dito sobre Jesus que Ele é “o primogênito dentre os mortos”. Esta expressão quer dizer que Ele foi o primeiro a ressuscitar para nunca mais morrer. E isto vai acontecer com todo aquele que nele crer (Jo 6.54;1 Co 6.14). Ressuscitaremos para a vida eterna.

    Todas as provas que atestam a fidelidade de Cristo comprovam a realização da missão mais importante para mim e para você que crer, pois sua missão está diretamente direcionada para nós. Isto é, nós somos alvos de sua missão.

    Apocalipse – A Obra de Cristo

    1 – Ele provou que nos ama. O verso 5b diz: “Àquele que nos ama”. Esta foi e é a declaração de Deus por sua Igreja neste mundo de perseguições e dor. Uma declaração escrita com o sangue precioso de seu Filho na cruz. Como é confortador saber que o SER Glorioso me ama e declara seu amor por mim de tal maneira (Jo 3.16).

    2 – É dito também que Ele com “seu sangue nos lavou dos nossos pecados” (v.5). Algumas traduções trazem que Ele nos “libertou” e outras, que Ele nos “lavou” dos nossos pecados. Eu prefiro essa.

    O sangue de Jesus é o único que pode me limpar-me de todo pecado e me purificar de toda injustiça (1 Jo 1.9); me lavar completamente.

    Não há pecado que o sangue de Jesus não possa purificar mediante nossa confissão diante do Senhor.

    Não há alvejante mais poderoso do que o sangue de Jesus que possa limpar pecados. Veja o efeito purificador do sangue de Cristo em 7.13,14.

    3 – Ainda é declarado que Ele nos “fez reinos e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém” (1.6).

    Isto quer dizer que Ele e não nós ou nossas obras, nem nenhuma criatura; mas Ele, tão somente Ele, nos fez reinos e sacerdotes para Deus.

    Isto tem muitas implicações, mas eu quero destacar que: 1- com isso, nós fomos feitos propriedade particular de Deus. Pertencemos a Ele e o maligno não pode nos tocar;

    2 – Somos representantes de Deus no mundo (1 Jo 5.18; 1 Pe 2.9).

     Antes de terminar, há muito venho refletindo sobre a grandeza deste verso 7 que tem paralelo com o profeta Zacarias.

    Ap 1.7: “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém”.

     Zacarias 12.10:

    E derramarei sobre a família de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de ação de graças e de súplicas. Olharão para mim, aquele a quem traspassaram, e chorarão por ele como quem chora a perda de um filho único, e lamentarão amargamente por ele como quem lamenta a perda do filho mais velho” (Zacarias 12:10).

    Veja que Deus diz claramente: “olharão para mim, aquele a quem traspassaram”. Isto significa a conversão de Israel, como nação, a Jesus de Nazaré, que foi morto em Jerusalém mediante condenação do Conselho deles. Ele foi transpassado por eles.

    Acontecerá como ensinado por Paulo em Romanos, cap. 11. E será um tempo de glória como nunca houve na terra.

    Sobre o verso 8 já mencionei acima.

    Se você já faz parte do povo alcançado e lavado pelo sangue de Jesus, glorifique ao Senhor. Se não, é simples entrar para esta graça. Basta ter fé em Cristo e a Ele confessar seus pecados.

    Revelações – As Visões 1.9-22.21.

    Esta seção inicia as visões de João na Ilha de Patmos, e vai até o fim do Livro. O livro é todo escrito de visões em séries.

     1.9-3.22: Jesus Cristo glorificado domina a história, a igreja e seus anjos (ministros);

     A primeira série de visões se inicia com Cristo glorificado dominando a História, com atenção especial à sua Igreja, as quais destina cartas.

    Seguem-se depois disso, várias visões em série com a expressão “depois destas coisas” (4.1; 7.1,9; 18.119.1 e/ou “e vi...” (5.1; 6.1,12).

    A primeira visão é de Cristo glorificado, revelando fatos, direcionando eventos em relação ao mundo e, principalmente, sua igreja.

    1.9-20 – A Visão de Cristo Glorificado e Seu Domínio;

    Já mencionei acima sobre Autor e credenciais do Remetente, e sobre João, mas vale a pena recordar.

    João se apresenta no verso 9 como irmão e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança em Jesus. Portanto, ele era alguém conhecido, que vivia as mesmas lutas e vitórias dos demais cristãos. Por isso ele estava exilado na Ilha de Patmos.

    Patmos é uma ilha grega de formação vulcânica situada, segundo o Wikipédia no Egeu Meridional, situada a 55 km da costa Sul da Turquia, no Mar Egeu. Tem uma área total de 45 km² e uma população de 3.047 habitantes (2011). O Dicionário J. D. Davis diz que a ilha nada produz.

    Entretanto, segundo Hale, a ilha tinha como indústria principal a mineração de sal e era uma colônia penal para prisioneiros políticos de Roma.

    Segundo o mesmo autor, João fora preso ali por Cesar Domiciano (96 d.C) e solto pelo sucessor, Cesar Nerva.

    O motivo de sua prisão ali foi “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus”. Isto foi interpretado desde os primeiros leitores como sendo por causa da pregação do Evangelho, por se declarar e pregar Cristo como Senhor.

    Podemos aprender sobre isso, que este João se identificava com a igreja perseguida. Ele não era alguém estranho aos sofrimentos dos demais irmãos. Pelo contrário, neste particular ele era “companheiro”.

    O melhor testemunho do Evangelho é aquele que é escrito com sofrimento e perseverança por causa da fé.

    Mas é dito também que ele era participante no reino, pois Cristo nos tornou “reis” (1.6). Para muitos hoje, ser reis é serem isentos de sofrimentos, mas aqui, ambos estão juntos.

    Isto demonstra o quanto nossas crenças podem navegar para longe da verdade bíblica. Entretanto é fato que reinaremos com Cristo (Ap 5.10; 21.4; 2Tm 2.12).

    Além disso, ele era coparticipante no sacerdócio e na paciência ou perseverança. O sacerdócio significa que o cristão tem acesso diante de Deus, para O servir. Mas isso faz do cristão também intercessor, em Cristo, por aqueles que precisam conhecer a Deus (1 Tm 2.1-6).

    João revela que ele foi “movido pelo Espírito” (BJ), “achei-me em espírito” (ARA), “dominado pelo Espírito de Deus” (NTLH). Isto aconteceu “no dia do Senhor”.

    O dia do Senhor é o primeiro dia da semana, o domingo, dia da ressurreição de Jesus Cristo.

    Já no primeiro século (96 D.C.), como vemos aqui, o domingo foi consagrado como dia especial de culto a Deus.

    É notório e deve ser considerado isto: que o Senhor priorizou eventos nesse dia, a começar com sua própria ressurreição e aparições, assim como a igreja que passou a se reunir neste dia (Mc 16.2, 9; Lc 24.1; Mt 28.1; 1 Co 16.2; Jo 20.1, 19; At 20.7).

    Isto começou depois de consumada a Nova Aliança pelo sangue de Cristo na cruz (Mc 14.22; Mt 26.26; Hb 8.8,13; 12.2; 13.20).

    O Agente das revelações aqui como em toda a Bíblia é o Espírito Santo. O Espírito do Senhor tomou a João e mostrou a ele as visões.

    Mas veja que João não perdeu os sentidos. Ele estava cônscio para se comunicar, para entender e para escrever as visões. Não foi uma possessão física e psicológica, mas uma apropriação, uma instrumentação do Espírito Santo na vida de seu servo.

    Leia também: Carta À Igreja de Laodiceia

  • Estudo do Livro Apocalipse de João

    Estudo do Livro Apocalipse de João

    Estudo do Livro Apocalipse de João. Estrutura dos escritos de Revelação de Jesus Cristo.

    Estudo do Livro Apocalipse de João: Estrutura do Livro

    A estrutura do Livro de Apocalipse pode ser assim dividida: a parte introdutória no estilo carta, com as credenciais de remetentes, portador e destinatários.

    Depois, seguem as visões iniciando com o Cristo glorificado e as cartas às sete igrejas da Ásia, visões sequenciais até o fechamento com ordens e advertências finais e, despedida.

    Imagem de Karen .t por Pixabay

    Introdução, 1.1-11.

    Credenciais 1.1-3;

    Remetente 1.1,4,9

    Destinatários 1.4,11.

    As Visões 1.10-22.21.

     1.10-3.22: Jesus Cristo glorificado domina a história, a igreja e seus anjos (ministros);

    1.10-20  – A Visão do Domínio de Cristo;

    2.1-3.22 – Cartas às Sete Igrejas da Ásia:

    2.1-7 – Igreja de Éfeso;

    2.8-11 – Igreja de Esmirna;

    Igreja de Pérgamo 2.12-17;

    2.18-29 – Igreja de Tiatira;

    3.1-6 – Igreja de Sardes;

    3.7-13 – Igreja de Filadelfia;

    3.14-22 – Igreja de Laodiceia.

     Estudo do Livro Apocalipse de João Cap. 4 – Deus no Seu Trono Rege O Mundo;

    Cap. 5 – A Dignidade do Cristo de Deus e O Livro selado com sete selos;

    Cap. 6 – Os Sete Selos – Ações de juízo divino sobre o mundo:

    Os quatro cavaleiros:

    1º Selo – Cavalo branco, 6.1-2;

    2º Selo – Cavalo vermelho, 6.3-4;

    3º Selo – Cavalo preto, 6.5-6;

    4º Selo – Cavalo amarelo, 6.7-8;

    5º Selo – Visão do Clamor dos Mártires, 6.9-11;

    6º Selo – Situação do mundo e da Igreja, 6.12-7.17:

    Pavor dos povos diante do juízo de Deus, 6.12-17

    A Igreja eleita, 7.1-17

    Estudo do Livro Apocalipse de João Cap. 8 – Sétimo Selo – Sete trombetas em resposta às orações dos santos 8.1-11.19;

    1ª Trombeta – 8.7;

    2ª Trombeta 8.8,9;

    3ª Trombeta 8.10,11;

    4ª Trombeta 8.12,13;

    Estudo do Livro Apocalipse de João 5ª Trombeta: Os três Ais – 9.1-11.19;

    1º Ai – Abertura do Poço do Abismo – 9.1-12;

    Sexta Trombeta – Morte à terça parte dos homens, 9.13-21;

    2º Ai – 10.1-11.14;

    O Livrinho do Céu – 10.1-11;

    As Duas Testemunhas – 11.1-13;

    3º Aí – A Sétima Trombeta – 11.14-19;

    Revelações Cap. 12 – Visão da Mulher e do Dragão – 12.1-17;

    Revelações Cap. 13 – Visão das Duas Bestas – 13.1-18;

    A Besta do Mar – 13.1-10;

    A Besta da Terra – 13.11-18;

    Revelações Cap. 14 – O Cordeiro, Os Remidos, O Evangelho e A Ceifa – 14.1-20;

    O Cordeiro e Os Remidos – 14.1-5;

    O Evangelho Eterno – 14.6-13;

    A Ceifa – 14-20;

    Revelações Cap. 15 – As Sete Taças e As Sete Últimas Pragas – 15.1-16.21;

    A Glória e a Majestade de Deus – 15.1-8;

    1ª Taça – 16.1-2;

    2ª Taça – 16.3;

    3ª Taça – 16.3-7;

    4ª Taça – 16.8,9;

    5ª Taça – 16.10,11;

    6ª – Taça – 16.12-16;

    7ª Taça – 16.1721.

    Estudo do Livro Apocalipse de João Cap. 17 – A Mãe das Prostituições e Abominações da Terra – 17.1-18;

    Cap. 18 – A Queda da Grande Prostituta das Nações – 18.1-24;

    Estudo do Livro Apocalipse de João Cap. 19 – A Vitória de Deus Sobre o Mal – 19.1-21;

    Deus é louvado por sua dignidade – 19.1-10;

    A vitória de Cristo sobre a Besta e sobre o Falso Profeta- 19.11-21;

    Estudo do Livro Apocalipse de João Cap. 20 – Juízo Final – 20.1-27;

    Apocalipse – O Milênio – 20.1-6;

    O Lago de Fogo e Enxofre – 20.7-10;

    O Grande Trono Branco – 20.11-15.

    Apocalipse Cap. 21 e 22 – O Novo Céu e A Nova Terra 21.1-22.21.

    A Cidade Santa, A Nova Jerusalém – 21.1-8;

    Descrição da Nova Jerusalém – 21.9-22.5;

    Ordens e Advertências Finais, Despedida – 22.6-2.

    Leia também: Revelação de Jesus Cristo Estilo

    Jesus Cristo Domina A História

  • Estudo Apocalipse de João Introdução

    Estudo Apocalipse de João Introdução

    Estudo Apocalipse de João Introdução A mensagem de esperança endereçada por Jesus para sua igreja neste mundo de tribulação.

    A mensagem foi testificada por João e enviada às sete igrejas da Ásia, mas se aplica a todas as igrejas de todos os lugares e em todos os tempos.

    Estudo Apocalipse de João: O Autor

    Embora haja discussões a respeito da autoria do livro, atribui-se a João, o discípulo amado e autor do quarto Evangelho.

    Ele se apresenta como João, mas omite a palavra apóstolo. A linguagem é diferente do Evangelho de João. Por isso, algumas dúvidas surgiram quanto à autoria.

    Mas, tais diferenças podem ser explicadas pelo estilo literário bem diferente, como é o estilo apocalíptico (veremos mais adiante).

    Era comum uma pessoa anônima adotar o pseudônimo de pessoas com maior credibilidade para que seus escritos ganhassem autoridade e aceitação das pessoas.

    Então, como saberemos se este tal “João” era mesmo ou não o Apóstolo? Vejamos algumas considerações:

    1 – Este João era pessoa conhecida entre as Igrejas da Ásia (1.9);

    2 – Ele era classificado como profeta (22.9);

    3 – Justino Mártir (Cidade de Éfeso, em 135 d.C.) o identificou como o Apóstolo;

    4 – Irineu (180 D.C), discípulo de Policarpo, identificou este João como sendo o Apóstolo;

    5 – O Cânon Muratoriano (cerca de 175) o identificou como sendo o Apóstolo, filho de Zebedeu;

    6 – Polícrates, Clemente de Alexandria, Tertuliano e Orígenes (cerca de 225 D.C.) testemunharam que este João é o Apóstolo e autor do Evangelho de João.

    Ou seja, estes eram estudiosos bem mais próximos dos fatos no espaço e no tempo. Então, o testemunho deles deve ser considerado como mais valiosos.

    Opiniões contrárias ficam por conta de Dionísio de Alexandria (c. 265) e Eusébio (c. 325). Mas a História da Igreja contemporânea não deu crédito a eles. Prova disso é que desde aqueles tempos o Apocalipse consta como sendo de autoria joanina.

    Destinatários

    Os destinatários estão bem identificados no Livro: “…O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sarde, a Filadélfia e a Laodiceia” (Ap 1.11).

    A Ásia, aqui mencionada, foi identificada como sendo a região da Ásia Menor ou Anatólia (Turquia).

    Estudo Apocalipse de João: Época da Escrita

    A época mais aceita é o reinado do Imperador César Domiciano. Ele queria ser adorado como deus. Por isso construiu templos à sua divindade por todo império. Voltarei a mencioná-lo.

    Assim sendo, a data mais aceita pelos estudiosos é 95 d.C.

    O Local da Escrita

    O local da escrita também é identificado no Livro. O autor “estava na ilha de Patmos” (1.9), localizada na “rota marítima de Éfeso a Roma” (Introdução ao Estudo do Novo Testamento – Broadus David Hale).

    Ele estava exilado ali “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (1.9). Segundo Hale, Domiciano o teria exilado em Patmos para trabalhar nas minas de sal. A fonte destas informações é Irineu e Eusébio.

    Eusébio registra ainda que depois da morte de Domiciono, o imperador César Nerva soltou João.

    Estudo Apocalipse de João: A Data da Escrita

    Assim sendo, a data mais aceita para a escrita do Livro de Apocalipse de João é final do I século, entre 81 e 96 D.C. Adotamos 95 como a data mais provável.

    Contexto da Escrita

    O imperador César Domiciano exigia ser chamado de deus e senhor. Com isso, desejava unir todo Império sob sua adoração. Quem não declarasse em público o imperador como senhor e deus, seria condenado como ateu e traidor do Império. Além disso, teriam suas propriedades confiscadas e muitas outras opressões, até a morte.

    Mas para os cristãos só Jesus Cristo é o Senhor. Então, desenvolveu-se perseguição a esses que se recusaram a confessar o imperador.

    E mais, diante das autoridades, os cristãos declararam a Jesus como Senhor.

    Esta era a principal provação para a igreja, mas não a única. No decorrer das meditações abordarei tais perseguições com mais detalhes.

    Leia mais sobre o Apocalipse: Jesus Cristo Domina A História

  • A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira. A Quarta Carta do Apocalipse de João. Quais as lições para para nós? (Ap 2.18-29).

    Como nas cartas anteriores, o conteúdo segue de declaração que caracteriza a Pessoa de Cristo, e do conhecimento do estado da igreja, o chamado ao arrependimento e promessas.

    Antes, porém, como fiz nas outras meditações, apresentarei algumas informações da cidade.

    A Cidade de Tiatira

    Segundo o Dicionário John D. Davis, Tiatira era uma cidade da Ásia Menor, na Lídia, nos limites da Mísia, na estrada que vai de Pérgamo a Sardes.

    Anteriormente era conhecida como Péropia e Euipia no ano 280 a.C.

    Não era um centro comercial muito importante, mas tornou-se comércio de púrpura.

    Lídia, a comerciante de púrpura de At. 15.14 era natural de Tiatira.

    Atualmente a localização de Tiatira seria Ak Hissar, onde há traços da cidade antiga.

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira e O Remetente

    Como nas cartas anteriores, o conteúdo se inicia por uma declaração da Pessoa de Cristo vista por João no início da visão no capítulo 1.9-20.

    Nesta carta, Jesus se apresenta como “Filho de Deus que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes a bronze polido” (2.18 com 1.14,15).

    Tanto nesta quanto nas outras cartas não há dúvidas quanto ao autor de seus conteúdos. A autoria é de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele morreu, ressuscitou, foi para o céu, mas continua pastoreando a igreja dele.

    Ele faz isso porque tem poder para tanto. Aqui, o poder é descrito na expressão: “olhos como chama de fogo”. Isto significa o poder de Jesus conhecer todas as coisas.

    Com seus olhos ele perscruta as coisas mais profundas em tudo, principalmente e de modo especial na igreja dele.

    Assim, essa figura significa o poder de conhecimento pleno, completo de Jesus.

    Fazendo um contraste entre Apocalipse 2.18 com Daniel, capítulo 2, vimos que a profecia era sobre Jesus e se cumpre nele.

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira Revela A Onisciência de Jesus

    Porque Ele tem os olhos como chamas de fogo, que perscruta a tudo, Ele conhece as boas e as más obras de cada um dentro da igreja dele.

    Por isso, a declaração no verso 19: “Conheço as tuas obras”. Como diz o provérbio: “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios 15:3).

    Então, Jesus é Deus Onisciente. Com seu conhecimento profundamente penetrante, Jesus viu boas obras na Igreja de Tiatira.

    Ela era uma igreja que amava o Senhor, tinha fé genuína, serviços, perseverança.

    Ao contrário da Igreja de Éfeso que perdeu seu primeiro amor, Tiatira o conservava revelado em obras até o fim (2.4,19).

    O conhecimento do Senhor é revelado em forma de elogios. Que bom é sermos conhecidos do Senhor e sabermos que Ele encontra coisas agradáveis em nós!

    Entretanto, o Senhor que conhece as coisas boas em nós, também vê coisas ruins. Ele tem uma nota de contrariedade sobre a Igreja de Tiatira.

    A Igreja tolerava uma falsa profetisa que ensina a perversão dos crentes (20).

    Jesus disse que deu tempo para ela se arrepender, mas ela não quis (21).

    Quatro ensinos

    1 – Tolerância.

    Nós devemos ser tolerantes com os pecadores, buscando o arrependimento deles. Não devemos ser vingativos ou ter pressa de sermos punitivos.

    O próprio Jesus diz que chamou ao arrependimento e que deu tempo para que tal mulher se arrependesse.

    Assim, devemos chamar as pessoas na igreja à correção de seus procedimentos pecaminosos e dar-lhes tempo para se consertarem.

    Mas, qual foi o pecado da igreja? Tolerava Jezabel. Quem era ela? Veja mais adiante.

    2 – Disciplina.

    Tolerância tem limites. Após chamar e dar tempo para arrependimento, Jesus parte para punição: Ela e os seguidores dela seriam acometidos de uma enfermidade, e receberiam o castigo por suas más obras (22).

    Mas não era vingança, era correção amorosa (Ap 3.19).

    Notem que Jesus censura a igreja por ser negligente na disciplina. Por vezes, pessoas influentes na igreja andam em pecados e nunca são chamados ao arrependimento, como havia na Igreja de Corinto (capítulo 5).

    Tal displicência na correção dos erros vem em nome de um falso amor aos perdidos, pois amor verdadeiro busca a disciplina amorosa.

    Qual pai que não disciplina seus filhos (Hb 12.8). Disciplinar é desagradável, mas necessário.

    3 – Perda da Salvação.

    A heresia leva a perda da salvação pela rejeição ao chamado de Cristo. Isto quer dizer que a pessoa conheceu a graça do Senhor, mas a heresia levou à apostasia: Rejeição da fé salvadora (Hb 6.4-6).

    4 – Enfermidade.

    Crentes podem sofrer enfermidades como castigo de Deus para promover o arrependimento (2 Co 7.10).

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira: Adultério Espiritual

    O adultério mencionado nos versos 21 e 22 se refere à sedução pelo ensino da tal Jezabel.

    Jezabel foi mulher do rei Acabe (1 Rs 16.31 – 21.54). Ela fortaleceu o baalismo em Israel levando o povo de Deus à derrota espiritual, ou seja, à rejeição por parte de Deus.

    Por isso, Jezabel passou a ser símbolo de idolatria, que, neste caso significa adultério e prostituição espiritual; traição à aliança com Deus.

    Tal ensino levava os servos do Senhor a comerem das coisas sacrificadas aos ídolos (Ap 2.20).

    Então, tal adultério não era a traição da aliança de casamento entre um homem e uma mulher. Era antes, adultério espiritual. Traição da aliança do Senhor (Jr 16.11).

    Porém, a Bíblia ensina que adultério conjugal também é pecado (Mt 19.18).

    Em consequência da traição espiritual promovido pela falsa profetisa, seus filhos, ou seja, seus seguidores seriam mortos (23).

    Isto serviria de exemplo para todas as igrejas e não somente para de Tiatira. Jesus zela pela pureza da igreja dele.

    O pastor, a quem foi endereçada a carta é responsável direto na questão da pureza da Igreja do Senhor. Mas todos são advertidos (24,25).

    O grupo herege na igreja buscava acrescentar supostos conhecimentos sobre “as profundezas de Satanás” (24).

    Entram nesse rol os ensinos exotéricos e revelações suplementares como se o Evangelho fosse insuficiente.

    A igreja precisa conhecer em todos os sentidos a Jesus. “Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo (2 Pe 3.18).

    O evangelho de Cristo, puro e cristalino é suficiente para o verdadeiro cristão.

    A Promessa

    A promessa de bênção é feita aos vencedores. Subentende-se que os infiéis serão os perdedores; não terão premiação.

    A promessa de bênçãos, portanto, é para quem for fiel até o fim. Isto quer dizer: Até o último suspiro. É aí que tudo termina nesta vida. Também é aí que começa a vida além.

    A promessa diz respeito a receber autoridade. Jesus recebeu toda autoridade no céu e na terra (Mt 28.18). Ele tem poder para dar e para tirar autoridade de quem quer que seja.

    A autoridade oferecida por Ele aqui é sobre as nações. Tudo indica que será no milênio, quando a igreja reinará com Cristo (Ap 20.4).

    Será dada também ao vencedor a “estrela da manhã” que é o próprio Senhor Jesus ou sua glória (Ap 2.28 com 22.16).

    Ele é a estrela prometida a Jacó (Nm 24.17)

    Finalidade

    Finalmente, as Cartas do Apocalipse têm aplicação para todas as igrejas de todos os lugares e de todos os tempos, inclusive as de hoje.

    As advertências, os chamados e promessas valem para nós. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2.22).

    Leia também: Carta A Igreja de Éfeso Estudo

  • Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia, A Sétima do Apocalipse, uma igreja sem Cristo. Você gostaria de ser membro dela? Veja as lições. Ap. 3.14-22. 

    O Esquema da Carta À Igreja de Laodiceia

    A carta segue o mesmo esboço das anteriores: Endereçamento, uma declaração sobre a Pessoa do Autor – Jesus, declaração sobre o estado da igreja aos olhos do Senhor, advertências, exortações e chamado ao arrependimento. Antes destes pontos, uma breve nota sobre a cidade de Laodiceia.

    Imagem de Benoît DE HAAS por Pixabay

    A Cidade de Laodiceia

    O nome da cidade de Laodiceia significa “que pertence a Laodice”, segundo o Dicionário John D. Davis. O nome foi dado por Antíoco II em homenagem à sua mulher.

    A cidade estava localizada a cerca de 60 quilômetros a sudoeste de Filadélfia, junto ao rio Licos a 10 quilômetros de Hierápolis, e 16, de Colossos.

    Laodiceia era famosa, também, por suas águas termais, como Caldas Novas. Mas há relatos de que essas águas tinham suas nascentes na cidade vizinha de Hierápolis, e foram canalizadas para Laodiceia. Então, a água saia quente  de Hierápolis e chegava morna em Laodiceia.

    Hoje só existe as ruínas da cidade que é conhecida como “Eski-hissar” (Castelo Velho).

    Laodiceia era uma cidade industrial com fábrica de tecido, roupas de lã, escola de medicina com concentração em oftalmologia e importante centro bancário com forte investimento em ouro. Nela se fabricava um pó para tratar de doenças nos olhos.

    Ela foi destruída por um terremoto, segundo Davis, no ano 65 D.C. Reconstruiu-se sozinha, sem precisar do Império Romano.

    A Igreja de Laodiceia

    A Igreja de Laodiceia era operante no evangelho. O Apóstolo Paulo enviou saudações e uma carta a ela (Cl 2.1; 4.15,15).

    Entretanto, ela deve ter perdido o seu primeiro amor, como aconteceu com a igreja de Éfeso (2.4).

    A esta igreja, Jesus não teve nenhum elogio, mas só severas repreensões.  Antes, porém, das repreensões, vejamos a identidade de Jesus na carta aos Laodicenses.

    Identificação de Jesus à Igreja de Laodiceia

    Jesus se identifica como sendo o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.

    A palavra “Amém”, aqui, é um substantivo próprio; é um nome que Jesus tomou para si. Ao dizer-se “O Amém”, notem o artigo definido, Jesus estava dizendo que Ele é o que firma e estabelece a tudo. Não expressa um desejo: “Assim seja”, mas um fato: “Assim É”.

    O sentido dessa identificação é mais bem entendido quando Ele se identifica também como “fiel e verdadeiro”. Tudo se firma nele desde o princípio até o fim. Ele é o fundamento (Jo 14.6; 1 Co 3.13). Ele estava no princípio como coautor da criação (Jo 1.1-3).

    Mas Ele não foi o primeiro a ser criado como muitos pensam. Ele é o princípio gerador de tudo, tudo veio a existir por meio dele (Jo 1.1-3; Cl 1.15-18).

    Amém também é interjeição que quer dizer: “Assim seja”. Se repetida, é enfática. Na expressão de Jesus traduzida como: “Na verdade, na verdade” a palavra na língua original é amém (Jo 6.47; 8.51, 58).

    Jesus é a verdade, a testemunha fiel, o princípio, o fim (Ap 22.13).

    Repreensão de Jesus à igreja de Laodiceia.

    O conhecimento de Jesus já foi mencionado nas cartas anteriores. Ele é onisciente. Nada passa despercebido aos olhos dele e ao conhecimento dele.

    Muitas igrejas se dizem cristãs, mas Jesus conhece a igreja dele. Jesus acusa a igreja de Laodiceia de ser medíocre. Ela não era nem fria e nem quente. Era morna. Jesus condena à mediocridade.

    Além disso, a igreja tinha uma falsa imagem de si mesma. Ao contrário de seu Senhor, que se conhecia muito bem como fiel e verdadeiro, a igreja pensava ser rica, mas era pobre, miserável, infeliz.

    Ela que tinha uma escola de medicina voltada à oftalmologia, precisava do verdadeiro Médico para lhe restaurar a visão. Ele que era próspera economicamente, era pobre espiritualmente. Ela era o oposto de Esmirna (2.9).

    Jesus chama Laodiceia ao arrependimento e à conversão com o convite para comprar dele ouro refinado pelo fogo e vestiduras brancas (18). Estes símbolos se referem à verdadeira riqueza, a celestial, e à santidade e pureza que só se encontram num relacionamento íntimo com Cristo.

    Porém, Cristo estava do lado de fora da Igreja de Laodiceia (v. 20). Que trágico! Uma igreja cristã sem Cristo.

    Muitas seguem assim: tem nome de igreja, mas não são; são pessoas jurídicas neste mundo, mas não tem parte no reino dos céus. Perderam o valor de ser sal da terra e luz do mundo. Não têm mais graça.

    Entretanto o amor do Senhor continua em movimento de suas ovelhas perdidas. Ele não deixou de ser o Sumo Pastor das ovelhas (19,20; Hb13.20) e, como tal, busca por elas. Ele continua chamando à intimidade com ele, como aquela comunhão do partir do pão, e do companheiro (cum+panis = compartilhar o pão- Lc 24.35; At 2.42).

    A igreja de Laodiceia era rica financeiramente, mas espiritualmente era mendiga, miserável (v.17).

    O orgulho da riqueza e do status dominou a igreja. Ela era tinha ouro, mas precisava comprar de Jesus o verdadeiro ouro espiritual; tinha águas mortas tal como ela era espiritualmente, imbebível; eram peritos em curar os olhos físicos, mas era cega espiritualmente e precisava do colírio do Senhor para ver claramente; ela era produtora das mais ricas vestes para vestir o povo, mas espiritualmente esta nua, e precisava das vestes brancas que branqueadas no sangue do Cordeiro (7.14).

    Exortações e Promessas (19-22)

    Mesmo com todas as falhas, uma declaração de amor do Senhor: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo”. O amor não encoberta o pecado, mas repreende e corrige para restaurar verdadeiramente.

    V.20 – Jesus criou a igreja e estava fora dela. Tal como Ele veio para o que era seu e os seus não o receberam (Jo 1.11). Tal como Israel, a igreja também deixou Jesus do lado de fora.

    Jesus está dentro ou fora de nossas vidas e igrejas?

    O vencedor se sentará no trono com Cristo, assim como Ele venceu e se sentou no trono juntamente com seu Pai. Significa posição de autoridade, honra e poder. Os que se sentarem no trono com Cristo julgarão o mundo (Ap 20.4).

    Mesmo uma igreja sem Cristo poderá ser salva e reinar com Ele. O Sumo Pastor restaura-a. O ministério dele continua ativo. Ele continua chamando a todas as igrejas errantes ao arrependimento.

    Advertência

    Não poderia faltar o “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (22). Este é um conselho, uma advertência, e um chamado ao arrependimento e fé; um chamado universal. Isto é, para todas as igrejas em todos os lugares e em todas as épocas.

    Ouçamos o Espírito de Deus.

    Material Consultado:

    Dicionário John D. Davis

    Apostila Pr. Isaltino G..C. Filho

    Bíblia Shedd

    Bíblia de Jerusalém

    Bíblia Thompson

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