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  • A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira. A Quarta Carta do Apocalipse de João. Quais as lições para para nós? (Ap 2.18-29).

    Como nas cartas anteriores, o conteúdo segue de declaração que caracteriza a Pessoa de Cristo, e do conhecimento do estado da igreja, o chamado ao arrependimento e promessas.

    Antes, porém, como fiz nas outras meditações, apresentarei algumas informações da cidade.

    A Cidade de Tiatira

    Segundo o Dicionário John D. Davis, Tiatira era uma cidade da Ásia Menor, na Lídia, nos limites da Mísia, na estrada que vai de Pérgamo a Sardes.

    Anteriormente era conhecida como Péropia e Euipia no ano 280 a.C.

    Não era um centro comercial muito importante, mas tornou-se comércio de púrpura.

    Lídia, a comerciante de púrpura de At. 15.14 era natural de Tiatira.

    Atualmente a localização de Tiatira seria Ak Hissar, onde há traços da cidade antiga.

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira e O Remetente

    Como nas cartas anteriores, o conteúdo se inicia por uma declaração da Pessoa de Cristo vista por João no início da visão no capítulo 1.9-20.

    Nesta carta, Jesus se apresenta como “Filho de Deus que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes a bronze polido” (2.18 com 1.14,15).

    Tanto nesta quanto nas outras cartas não há dúvidas quanto ao autor de seus conteúdos. A autoria é de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele morreu, ressuscitou, foi para o céu, mas continua pastoreando a igreja dele.

    Ele faz isso porque tem poder para tanto. Aqui, o poder é descrito na expressão: “olhos como chama de fogo”. Isto significa o poder de Jesus conhecer todas as coisas.

    Com seus olhos ele perscruta as coisas mais profundas em tudo, principalmente e de modo especial na igreja dele.

    Assim, essa figura significa o poder de conhecimento pleno, completo de Jesus.

    Fazendo um contraste entre Apocalipse 2.18 com Daniel, capítulo 2, vimos que a profecia era sobre Jesus e se cumpre nele.

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira Revela A Onisciência de Jesus

    Porque Ele tem os olhos como chamas de fogo, que perscruta a tudo, Ele conhece as boas e as más obras de cada um dentro da igreja dele.

    Por isso, a declaração no verso 19: “Conheço as tuas obras”. Como diz o provérbio: “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios 15:3).

    Então, Jesus é Deus Onisciente. Com seu conhecimento profundamente penetrante, Jesus viu boas obras na Igreja de Tiatira.

    Ela era uma igreja que amava o Senhor, tinha fé genuína, serviços, perseverança.

    Ao contrário da Igreja de Éfeso que perdeu seu primeiro amor, Tiatira o conservava revelado em obras até o fim (2.4,19).

    O conhecimento do Senhor é revelado em forma de elogios. Que bom é sermos conhecidos do Senhor e sabermos que Ele encontra coisas agradáveis em nós!

    Entretanto, o Senhor que conhece as coisas boas em nós, também vê coisas ruins. Ele tem uma nota de contrariedade sobre a Igreja de Tiatira.

    A Igreja tolerava uma falsa profetisa que ensina a perversão dos crentes (20).

    Jesus disse que deu tempo para ela se arrepender, mas ela não quis (21).

    Quatro ensinos

    1 – Tolerância.

    Nós devemos ser tolerantes com os pecadores, buscando o arrependimento deles. Não devemos ser vingativos ou ter pressa de sermos punitivos.

    O próprio Jesus diz que chamou ao arrependimento e que deu tempo para que tal mulher se arrependesse.

    Assim, devemos chamar as pessoas na igreja à correção de seus procedimentos pecaminosos e dar-lhes tempo para se consertarem.

    Mas, qual foi o pecado da igreja? Tolerava Jezabel. Quem era ela? Veja mais adiante.

    2 – Disciplina.

    Tolerância tem limites. Após chamar e dar tempo para arrependimento, Jesus parte para punição: Ela e os seguidores dela seriam acometidos de uma enfermidade, e receberiam o castigo por suas más obras (22).

    Mas não era vingança, era correção amorosa (Ap 3.19).

    Notem que Jesus censura a igreja por ser negligente na disciplina. Por vezes, pessoas influentes na igreja andam em pecados e nunca são chamados ao arrependimento, como havia na Igreja de Corinto (capítulo 5).

    Tal displicência na correção dos erros vem em nome de um falso amor aos perdidos, pois amor verdadeiro busca a disciplina amorosa.

    Qual pai que não disciplina seus filhos (Hb 12.8). Disciplinar é desagradável, mas necessário.

    3 – Perda da Salvação.

    A heresia leva a perda da salvação pela rejeição ao chamado de Cristo. Isto quer dizer que a pessoa conheceu a graça do Senhor, mas a heresia levou à apostasia: Rejeição da fé salvadora (Hb 6.4-6).

    4 – Enfermidade.

    Crentes podem sofrer enfermidades como castigo de Deus para promover o arrependimento (2 Co 7.10).

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira: Adultério Espiritual

    O adultério mencionado nos versos 21 e 22 se refere à sedução pelo ensino da tal Jezabel.

    Jezabel foi mulher do rei Acabe (1 Rs 16.31 – 21.54). Ela fortaleceu o baalismo em Israel levando o povo de Deus à derrota espiritual, ou seja, à rejeição por parte de Deus.

    Por isso, Jezabel passou a ser símbolo de idolatria, que, neste caso significa adultério e prostituição espiritual; traição à aliança com Deus.

    Tal ensino levava os servos do Senhor a comerem das coisas sacrificadas aos ídolos (Ap 2.20).

    Então, tal adultério não era a traição da aliança de casamento entre um homem e uma mulher. Era antes, adultério espiritual. Traição da aliança do Senhor (Jr 16.11).

    Porém, a Bíblia ensina que adultério conjugal também é pecado (Mt 19.18).

    Em consequência da traição espiritual promovido pela falsa profetisa, seus filhos, ou seja, seus seguidores seriam mortos (23).

    Isto serviria de exemplo para todas as igrejas e não somente para de Tiatira. Jesus zela pela pureza da igreja dele.

    O pastor, a quem foi endereçada a carta é responsável direto na questão da pureza da Igreja do Senhor. Mas todos são advertidos (24,25).

    O grupo herege na igreja buscava acrescentar supostos conhecimentos sobre “as profundezas de Satanás” (24).

    Entram nesse rol os ensinos exotéricos e revelações suplementares como se o Evangelho fosse insuficiente.

    A igreja precisa conhecer em todos os sentidos a Jesus. “Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo (2 Pe 3.18).

    O evangelho de Cristo, puro e cristalino é suficiente para o verdadeiro cristão.

    A Promessa

    A promessa de bênção é feita aos vencedores. Subentende-se que os infiéis serão os perdedores; não terão premiação.

    A promessa de bênçãos, portanto, é para quem for fiel até o fim. Isto quer dizer: Até o último suspiro. É aí que tudo termina nesta vida. Também é aí que começa a vida além.

    A promessa diz respeito a receber autoridade. Jesus recebeu toda autoridade no céu e na terra (Mt 28.18). Ele tem poder para dar e para tirar autoridade de quem quer que seja.

    A autoridade oferecida por Ele aqui é sobre as nações. Tudo indica que será no milênio, quando a igreja reinará com Cristo (Ap 20.4).

    Será dada também ao vencedor a “estrela da manhã” que é o próprio Senhor Jesus ou sua glória (Ap 2.28 com 22.16).

    Ele é a estrela prometida a Jacó (Nm 24.17)

    Finalidade

    Finalmente, as Cartas do Apocalipse têm aplicação para todas as igrejas de todos os lugares e de todos os tempos, inclusive as de hoje.

    As advertências, os chamados e promessas valem para nós. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2.22).

    Leia também: Carta A Igreja de Éfeso Estudo

  • Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia, A Sétima do Apocalipse, uma igreja sem Cristo. Você gostaria de ser membro dela? Veja as lições. Ap. 3.14-22. 

    O Esquema da Carta À Igreja de Laodiceia

    A carta segue o mesmo esboço das anteriores: Endereçamento, uma declaração sobre a Pessoa do Autor – Jesus, declaração sobre o estado da igreja aos olhos do Senhor, advertências, exortações e chamado ao arrependimento. Antes destes pontos, uma breve nota sobre a cidade de Laodiceia.

    Imagem de Benoît DE HAAS por Pixabay

    A Cidade de Laodiceia

    O nome da cidade de Laodiceia significa “que pertence a Laodice”, segundo o Dicionário John D. Davis. O nome foi dado por Antíoco II em homenagem à sua mulher.

    A cidade estava localizada a cerca de 60 quilômetros a sudoeste de Filadélfia, junto ao rio Licos a 10 quilômetros de Hierápolis, e 16, de Colossos.

    Laodiceia era famosa, também, por suas águas termais, como Caldas Novas. Mas há relatos de que essas águas tinham suas nascentes na cidade vizinha de Hierápolis, e foram canalizadas para Laodiceia. Então, a água saia quente  de Hierápolis e chegava morna em Laodiceia.

    Hoje só existe as ruínas da cidade que é conhecida como “Eski-hissar” (Castelo Velho).

    Laodiceia era uma cidade industrial com fábrica de tecido, roupas de lã, escola de medicina com concentração em oftalmologia e importante centro bancário com forte investimento em ouro. Nela se fabricava um pó para tratar de doenças nos olhos.

    Ela foi destruída por um terremoto, segundo Davis, no ano 65 D.C. Reconstruiu-se sozinha, sem precisar do Império Romano.

    A Igreja de Laodiceia

    A Igreja de Laodiceia era operante no evangelho. O Apóstolo Paulo enviou saudações e uma carta a ela (Cl 2.1; 4.15,15).

    Entretanto, ela deve ter perdido o seu primeiro amor, como aconteceu com a igreja de Éfeso (2.4).

    A esta igreja, Jesus não teve nenhum elogio, mas só severas repreensões.  Antes, porém, das repreensões, vejamos a identidade de Jesus na carta aos Laodicenses.

    Identificação de Jesus à Igreja de Laodiceia

    Jesus se identifica como sendo o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.

    A palavra “Amém”, aqui, é um substantivo próprio; é um nome que Jesus tomou para si. Ao dizer-se “O Amém”, notem o artigo definido, Jesus estava dizendo que Ele é o que firma e estabelece a tudo. Não expressa um desejo: “Assim seja”, mas um fato: “Assim É”.

    O sentido dessa identificação é mais bem entendido quando Ele se identifica também como “fiel e verdadeiro”. Tudo se firma nele desde o princípio até o fim. Ele é o fundamento (Jo 14.6; 1 Co 3.13). Ele estava no princípio como coautor da criação (Jo 1.1-3).

    Mas Ele não foi o primeiro a ser criado como muitos pensam. Ele é o princípio gerador de tudo, tudo veio a existir por meio dele (Jo 1.1-3; Cl 1.15-18).

    Amém também é interjeição que quer dizer: “Assim seja”. Se repetida, é enfática. Na expressão de Jesus traduzida como: “Na verdade, na verdade” a palavra na língua original é amém (Jo 6.47; 8.51, 58).

    Jesus é a verdade, a testemunha fiel, o princípio, o fim (Ap 22.13).

    Repreensão de Jesus à igreja de Laodiceia.

    O conhecimento de Jesus já foi mencionado nas cartas anteriores. Ele é onisciente. Nada passa despercebido aos olhos dele e ao conhecimento dele.

    Muitas igrejas se dizem cristãs, mas Jesus conhece a igreja dele. Jesus acusa a igreja de Laodiceia de ser medíocre. Ela não era nem fria e nem quente. Era morna. Jesus condena à mediocridade.

    Além disso, a igreja tinha uma falsa imagem de si mesma. Ao contrário de seu Senhor, que se conhecia muito bem como fiel e verdadeiro, a igreja pensava ser rica, mas era pobre, miserável, infeliz.

    Ela que tinha uma escola de medicina voltada à oftalmologia, precisava do verdadeiro Médico para lhe restaurar a visão. Ele que era próspera economicamente, era pobre espiritualmente. Ela era o oposto de Esmirna (2.9).

    Jesus chama Laodiceia ao arrependimento e à conversão com o convite para comprar dele ouro refinado pelo fogo e vestiduras brancas (18). Estes símbolos se referem à verdadeira riqueza, a celestial, e à santidade e pureza que só se encontram num relacionamento íntimo com Cristo.

    Porém, Cristo estava do lado de fora da Igreja de Laodiceia (v. 20). Que trágico! Uma igreja cristã sem Cristo.

    Muitas seguem assim: tem nome de igreja, mas não são; são pessoas jurídicas neste mundo, mas não tem parte no reino dos céus. Perderam o valor de ser sal da terra e luz do mundo. Não têm mais graça.

    Entretanto o amor do Senhor continua em movimento de suas ovelhas perdidas. Ele não deixou de ser o Sumo Pastor das ovelhas (19,20; Hb13.20) e, como tal, busca por elas. Ele continua chamando à intimidade com ele, como aquela comunhão do partir do pão, e do companheiro (cum+panis = compartilhar o pão- Lc 24.35; At 2.42).

    A igreja de Laodiceia era rica financeiramente, mas espiritualmente era mendiga, miserável (v.17).

    O orgulho da riqueza e do status dominou a igreja. Ela era tinha ouro, mas precisava comprar de Jesus o verdadeiro ouro espiritual; tinha águas mortas tal como ela era espiritualmente, imbebível; eram peritos em curar os olhos físicos, mas era cega espiritualmente e precisava do colírio do Senhor para ver claramente; ela era produtora das mais ricas vestes para vestir o povo, mas espiritualmente esta nua, e precisava das vestes brancas que branqueadas no sangue do Cordeiro (7.14).

    Exortações e Promessas (19-22)

    Mesmo com todas as falhas, uma declaração de amor do Senhor: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo”. O amor não encoberta o pecado, mas repreende e corrige para restaurar verdadeiramente.

    V.20 – Jesus criou a igreja e estava fora dela. Tal como Ele veio para o que era seu e os seus não o receberam (Jo 1.11). Tal como Israel, a igreja também deixou Jesus do lado de fora.

    Jesus está dentro ou fora de nossas vidas e igrejas?

    O vencedor se sentará no trono com Cristo, assim como Ele venceu e se sentou no trono juntamente com seu Pai. Significa posição de autoridade, honra e poder. Os que se sentarem no trono com Cristo julgarão o mundo (Ap 20.4).

    Mesmo uma igreja sem Cristo poderá ser salva e reinar com Ele. O Sumo Pastor restaura-a. O ministério dele continua ativo. Ele continua chamando a todas as igrejas errantes ao arrependimento.

    Advertência

    Não poderia faltar o “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (22). Este é um conselho, uma advertência, e um chamado ao arrependimento e fé; um chamado universal. Isto é, para todas as igrejas em todos os lugares e em todas as épocas.

    Ouçamos o Espírito de Deus.

    Material Consultado:

    Dicionário John D. Davis

    Apostila Pr. Isaltino G..C. Filho

    Bíblia Shedd

    Bíblia de Jerusalém

    Bíblia Thompson

  • Carta A Igreja de Éfeso Estudo

    Carta A Igreja de Éfeso Estudo

    Carta A Igreja de Éfeso Estudo em Apocalipse: Advertências, elogios e exortações do Senhor Jesus.

    Estudaremos as sete cartas às igrejas da Ásia. A primeira igreja é a de Éfeso. Nós veremos os elogios, as advertências e a exortação do Senhor a essas igrejas, e as lições aplicáveis a nós (Ap 2.1-8).

    Abra sua Bíblia em Apocalipse, e leia o capítulo 2.1-8. Quais são as lições desse texto? Eu começo apresentando a igreja de Éfeso, isto é, quem eram os destinatários desta carta? Veja um resumo.

    Imagem de Zigor Agirrezabala Vitoria por Pixabay

    Carta A Igreja de Éfeso Estudo em Apocalipse – A Cidade de Éfeso.

    Primeiramente precisamos conhecer a cidade de Éfeso e algumas informações dessa cidade, para entendermos os desafios que a igreja enfrentava ali.

    Serei breve porque os desafios, que é o ponto ao qual quero chegar, já são mencionados pelo Senhor na Carta.

    A cidade de Éfeso ficava situada na “costa ocidental da Ásia Menor, na embocadura do rio Caister, entre Mileto ao sul e Esmirna ao norte” (J. D. Davis).

    A cidade tinha um templo enorme que era uma das sete maravilhas do mundo antigo, dedicado ao culto à deusa Diana ou Artêmis.

    Havia nesta cidade pessoas como Demétrios, que viviam da fabricação de nichos de culto à deusa.

    Tal trabalho ficou prejudicado pela pregação de Paulo, o apóstolo (At 19.1-14).

    Prosperidade de Éfeso.

    Efeso era uma cidade próspera por causa do templo a Diana ao qual concorriam muitos adoradores, e por ser rota comercial marítima.

    O Apóstolo João teria passado seus últimos dias em Éfeso, segundo uma tradição, apontada por Davis.

    Ali, aconteceu o terceiro concílio geral da igreja (431 d.C.) que afirmou o dogma na Pessoa Divina de Cristo Jesus: duas naturezas em uma Pessoa.

    Paulo teve duro combate nessa cidade em defesa do Evangelho de Cristo (1 Co 15.32).

    Agora já temos noção do que ameaçava a saúde espiritual dos cristãos daquela cidade.

    Tudo piorou agora com a imposição do culto ao Imperador, que queria ser adorado como Deus. Ele não aceitava que qualquer cidadão do Império tivesse outro Senhor. Mas para os cristãos, só Jesus Cristo é o Senhor.

    Com essas breves informações em mente, podemos caminhar no nosso estudo da Carta à Igreja de Éfeso.

    Carta A Igreja de Éfeso Estudo em Apocalipse: Advertências, elogios e exortações do Senhor Jesus.

    No verso 1, João recebe ordem para escrever ao anjo da Igreja. O anjo, como já mencionado em estudos anteriores, refere-se ao pastor da Igreja, responsável por entregar a mensagem e os ensinos do Senhor.

    João recebeu ordem para escrever tão somente a palavra do Senhor: “Estas coisas, diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros” (Ap 2.1).

    Voltando 1.20, vimos que Jesus deu a interpretação dessas figuras. As sete estrelas são os pastores ou anjos das sete igrejas.

    Os sete candeeiros são as sete Igrejas. Jesus tem em sua mão direita, isto é, em sua mão principal, os pastores.

    Ele tem controle sobre eles para fazer o que quiser. Ele é Senhor; é dono deles.

    O Senhor anda no meio das sete Igrejas. Isto indica sua presença em seu corpo (Ef 5.23). Sua onisciência, seu cuidado pastoral e seu zelo para com suas Igrejas não faltam.

    Por isso o verso 2 diz: “Conheço as tuas obras…”. Jesus reconhece as boas obras da Igreja: sua perseverança, seu zelo doutrinário. Os versos 2,3 e 6 são para elogiar.

    Disciplina.

    Jesus ordena e aprova a disciplina corretiva na igreja, e a ordena. Ele elogia a igreja por ter colocado à prova os falsos apóstolos (v. 6).

    Há pontos semelhantes entre a Igreja e seu Senhor: ambos odeiam as obras dos nicolaítas.

    Os nicolaítas são mencionados somente no Apocalipse. A ação deles atingia as igrejas de Éfeso e a de Pérgamo (2.6, 15).

    Suas ações são apontadas em 2.14. Eles ensinavam ao povo comer coisas sacrificadas aos ídolos e a praticar imoralidades.

    Notem que estes tinham lugar e cadeira de ensino na igreja. Tinham confiança da igreja e estavam usando desta para perverter os irmãos. O nome disso é traição.

    Carta À Igreja de Éfeso: Advertências.

    Mas há também as advertências, introduzidas por “Porém…” (v. 4,5). Aqui está o zelo do Senhor chamando a igreja ao primeiro amor.

    Alguém poderia questionar: Mas essa Igreja demonstrava muito amor com seu zelo doutrinário e suas boas obras. Que amor é esse que Jesus disse que estava esquecido?

    O verbo conhecer aqui, segundo estudiosos da língua grega, significa mais do que conhecimento superficial. Indica conhecimento das intenções mais profundas.

    Veja que Jesus é Deus. Ele é onisciente. Somos totalmente conhecidos por Ele.

    O primeiro amor pode ser entendido como o fervor inicial de um coração cheio de gratidão pela libertação e pelo perdão dos pecados.

    No início nós temos uma sintonia mais sentimental com o Senhor, e à medida que vamos entendendo o que Ele fez por nós esse sentimento tende a aumentar.

    Porém, em contexto de combate a heresias e zelo disciplinar, a tendência é ficarmos mais racionais e pouco emocionais. Transformamo-nos em políticos para afirmarmos nossas convicções engessadas.

    Rompe-se, então, o elo saudável entre razão e emoção. Aquele fervor cheio de gratidão vai desaparecendo, e começamos a agir sem refletir nos porquês. Nossas ações vão ficando mais mecânicas.

    Precisamos apresentar a Deus um culto racional (Rm 12.1). Também não podemos nos conformar com este mundo.

    Isto, nos coloca numa situação de guerra contra o pecado. Mas não podemos perder o contato amoroso e grato para com nosso Deus.

    Jesus lutou o bom combate, mas sempre teve o seu momento especial com Deus em oração (Lc 6.12).

    A melhor parte é contemplarmos ao nosso Senhor mais do que tentar servi-lo.

    Marta sempre servia (Lc 10.41; Jo 12.2). Maria sempre adorava (Lc 10.41,42). Jesus elogiou esta, e criticou aquela.

    A igreja de Éfeso parece que partiu para guerra sem a arma mais necessária: o amor. Sem amor é tudo em vão (1 Cor 13).

    Chamado ao Arrependimento

    Prosseguindo na advertência ao pastor, Jesus chama ao arrependimento (v.5). Veja as ações ordenadas:

    • Lembra-te de onde caíste.
    • Arrepende-te e:
    • Volta à prática das primeiras obras. Este é o chamado à conversão.

    Ele não é único e estacionário. Muitos pensam que um dia tomaram a decisão de declarar a Jesus como Senhor, e tudo se resume nisso.

    Mas aqui está o chamado de Cristo para a conversão constante. Precisamos voltar a Deus todos os dias.

    Por fim, vem a advertência coletiva para a Igreja. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas” (v. 7).

    Destaco duas coisas aqui: Dois Ensinos 1 – A carta é endereçada por Cristo, mas quem está falando neste verso é o Espírito Santo.

    É Ele que tem a dizer algo para a Igreja. Ele é o Consolador e Ensinador (Jo 14.26; 16.8-15; Lc 12.12).

    O Espírito Santo é Pessoa Divina. Ele fala, ensina e consola. A advertência dele se une à de Cristo. Não há conflito entre suas ações e Pessoas, mas união perfeita e indivisível, diferentemente do homem (Gn 2.24 com Cap. 3).

    Vemos aqui a ação do Espírito quando o Evangelho é pregado: chama o homem à conversão e exorta-o ao amor. Sua ação consoladora não falta na igreja.

    Devemos glorificar a Deus por Cristo, sua obra, e pelo Espírito Consolador. Estes estão trabalhando para nossa conversão, nossa volta constante a Deus.

    Chamado Universal na Carta A Igreja de Éfeso Estudo em Apocalipse

    2 – Observe o plural “igrejas”. As ordens, elogios, exortações e promessas não eram apenas para a Igreja de Éfeso, mas para todas que pudessem existir naquela cidade, e para todas as outras seis da Ásia, e em todos os lugares, e em todos os tempos.

    Isto nos inclui dentro destes ensinos e promessas. Aqui há uma promessa: comer da árvore da vida.

    A árvore da vida foi proibida a Adão depois do pecado para que ele e sua descendência não se perpetuassem no pecado.

    Agora, O Senhor promete dar de comer dela no paraíso de Deus àquele que vencer em perseverança e amor.

    Leia também: QUEM CONTROLA SUA HISTÓRIA?

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