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  • A Doutrina de Jesus Devocional

    A Doutrina de Jesus Devocional

    A Doutrina de Jesus Devocional é o tema de hoje. Leiamos Marcos 1.21-28 com intuito meditarmos nos ensinos do Senhor.

    Texto Bíblico: Marcos 1:21-28

    “Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.

    E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.

    E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou,

    Dizendo: Ah! Que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus.

    E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele.

    Então o espírito imundo, convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele.

    E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!

    E logo correu a sua fama por toda a província da Galileia.”

    A Doutrina de Jesus Devocional: Melhor Ensino

    As pessoas que, ao longo dos séculos seguem a Cristo comprovam que ele tem a melhor doutrina do mundo. Esta conclusão é a mesma a que chegaram os que ouviram o ensino do excelentíssimo Mestre na sinagoga de Cafarnaum, conforme está escrito no texto bíblico acima. Eles, na ocasião, ficaram admirados da didaskalia de Jesus.

    Este episódio foi o primeiro ensino público de Jesus numa sinagoga, conforme o Evangelho de Marcos.

    A sinagoga era a assembleia dos judeus, isto é, a reunião deles. Consequentemente, o espaço dedicado às reuniões, também passaram a se chamar sinagoga.

    O mesmo acontece conosco hoje. Por exemplo, igreja é a assembleia, ajuntamento de pessoas com propósito. Mas nós chamamos de igreja o prédio usado para tais reuniões.

    Nas sinagogas fazia-se a leitura das Escrituras (Velho Testamento) e faziam orações. Em Lucas 4.33-37 Jesus foi o expositor no texto bíblico.

    O povo logo notou a diferença entre o ensino de Jesus e o ensino dos escribas e fariseus, pois Jesus personificou os princípios que ensinava através da obediência às Escrituras com todo coração, alma e entendimento.

    A doutrina que saía dos lábios de Jesus também saia do coração e da alma. Eram verdades de Deus, enquanto que a doutrina dos fariseus eram falsas, cheias de hipocrisia (Mt 23) e preceito de homens (Mc 7.7;  Mt 15.9).

    O discípulo de Jesus precisa deixar ser apropriado pela doutrina de Cristo de tal forma que ela se torne parte dele, arraigada em sua alma (Mc 4.1-8; Ef 3.17-19).

    Somente desta forma expressaremos a vida do Mestre em nossas vidas, o Deus conosco, pois Jesus é o Emanuel (Jo.10,30; Cl 1.15-20).

    A palavra didache, “ensino”, descrevia o ato de ensinar tanto de Jesus quanto dos fariseus. Mas a distinção estava no espírito com que ensinavam e praticavam tais ensinos. Enquanto os fariseus ensinavam o que não praticavam, Jesus dava expressão aos ensinos, deixando-os fluir em seu convívio com o povo.

    Uma prova disso é que na sinagoga estava um homem possesso de “espírito imundo”. Provavelmente tal homem estivera ali desde sempre, pois era comum todos os sábados se reunirem. Porém ninguém podia curá-lo. Quando Jesus foi ali ensinar, logo libertou o homem. O ensino de Cristo liberta.

    Por isso, o ensino de Cristo passou a se chamar “Doutrina do Senhor” (At 2.42; 13.12; Jo 7.16,17).

    Tal doutrina era do Mestre dos mestres e Senhor dos senhores. Por isso, não só o ensino, mas também o conteúdo e os métodos de ensino.

    A Doutrina de Jesus Devocional: Método de Ensino (Mt 4.23; 11.28-30).

    Jesus ensinou com palavras e ações que expressavam o espírito da Lei de Moisés. Isto é, a doutrina de Jesus não eram palavras vazias carregadas de hipocrisia, mas sim, a personificação da piedade, do amor e da justiça de Deus. Este é o significado de caridade, amor aplicado na prática.

    O Ensino de Jesus ensina-nos a vivermos debaixo da autoridade de Deus. Jesus vivia de forma que Deus era com Ele para curar as pessoas do físico e da alma (Is 53, Mt 8.16,17).

    O Dicionario Internacional de Teologia do Novo Testamento descreve assim o ato de curar pela fé:

    “A cura é a recompensa da fé, porque a fé tem confiança de que mesmo depois dos homens terem feito o máximo possível e fracassado, o poder de Deus em Cristo é inesgotável. A cura não dá origem à fé, mas sim, a pressupõe (Mc 6.5,6). Não é que a fé é o poder que opera o milagre; pelo contrário, é o estado de preparação para o milagre”.

    A igreja, corpo de discípulos de Cristo, deve viver de forma a incorporar e personificar a Doutrina de Jesus e de seu Reino. Assim também, igual a Jesus, deve curar os enfermos do corpo de alma.

    • O discípulo cristão precisa encarnar os ensinos de Cristo.
    • Jesus nos ensina com sua doutrina a vivermos o sobrenatural de Deus no mundo físico.
    • Jesus é o companheiro de jugo fiel, manso e humilde que dá alívio às nossas almas.

    Leia também: Jesus Cristo Domina A História

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

  • PAPAI NOEL REJEIÇÃO A JESUS

    PAPAI NOEL REJEIÇÃO A JESUS

    PAPAI NOEL: REJEIÇÃO A JESUS. O verdadeiro sentido do natal foi substituído por presentes e pelo “bom velhinho” decadente.

    Papai Noel é símbolo de rejeição a Jesus, pois o verdadeiro sentido do natal foi substituído por presentes e por um “bom velhinho” decadente, em ato de camuflada rebelião contra Deus.

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    PAPAI NOEL: REJEIÇÃO A JESUS E REBELIÃO CONTRA DEUS

    Por quê? Veja o que diz a Bíblia sobre o Natal de Jesus:

    Mateus 1:21: “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.”

    Neste versículo, o anjo, em sonho, orienta a José a receber Maria, pois o que dela era gerado era do Espírito Santo, e não de homem.

    O nome de Jesus foi escolhido por Deus porque quem nomeia é quem tem autoridade para isso. Nós não escolhemos nossos nomes, mas sim, nossos pais o escolhem. Então, José não escolheu o nome de Jesus, porque não era ele o pai.

    Então, ele deveria dar ao menino o nome de Jesus. Jesus significa: Jeová é salvação. Nos versos 22 e 23 o anjo explica que isso deveria ser assim para cumprir as profecias.

    A profecia a que se referiu o anjo é Isaías 7.14 que diz assim: “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.”

    Mateus explica que a tradução de EMANUEL é Deus conosco (Mt 1.23).

    Então, o sentido do Natal é comemoração do dia em que Jesus nasceu para ser Deus conosco, o Emanuel, e para ser nossa salvação, conforme o significado de seu nome: Jeová é salvação.

    Más Preferências

    Porém, a humanidade desde o Éden continua trocando Deus pelo maligno, a fonte de águas vivas por cisternas rotas (Jr 2.13), Jesus por Barrabás (Mt 27.17-23) e agora, por Papai Noel.

    Um nome que em minha mente parece uma negação de Deus: Papai não El, em que El é abreviação do nome de Deus em Hebraico. Claro, isso é só coisa da minha cabeça.

    Fato mesmo, é que Jesus ensinou no sentido espiritual assim: “E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus” (Mateus 23:9).

    Então, no sentido espiritual, um só deve ser o nosso pai, o Pai celestial, que é verdadeiramente bom. É a este que Jesus ensinou a orar o Pai Nosso (Mt 6.9). Ele é quem nos dá o verdadeiro presente, o presente mais importante: o perdão dos pecados e a salvação.

    PAPAI NOEL: REJEIÇÃO A JESUS NAS CANÇÕES

    Entretanto, a ideia do Natal como presentes e festas é muito agradável ao mundo e ao comércio. Daí, muitas ornamentações, muitos eventos natalinos e celebrações.

    Mas estas celebrações não são sobre Jesus, mas somente sobre o Natal, em que “Natal” é o nome das celebrações com muitas festas, bebidas, comidas tudo embalado por lindas canções.

    Por falar em canções, estas são feitas por pessoas que declaradamente não gostam de Jesus. Amam o Natal, mas não amam a Jesus. Pelo contrário, zombam dele.

    Não vou citar exemplo, mas procure ver o no que acreditam os cantores das canções populares de Natal.

    Natal é Jesus, o Salvador, e não há presente melhor. Este é o presente de Deus para nós. Aceite o presente de Deus e FELIZ NATAL.

    Leia também: O Amor Entre Duas Mulheres

  • Carta A Igreja de Éfeso Estudo

    Carta A Igreja de Éfeso Estudo

    Carta A Igreja de Éfeso Estudo em Apocalipse: Advertências, elogios e exortações do Senhor Jesus.

    Estudaremos as sete cartas às igrejas da Ásia. A primeira igreja é a de Éfeso. Nós veremos os elogios, as advertências e a exortação do Senhor a essas igrejas, e as lições aplicáveis a nós (Ap 2.1-8).

    Abra sua Bíblia em Apocalipse, e leia o capítulo 2.1-8. Quais são as lições desse texto? Eu começo apresentando a igreja de Éfeso, isto é, quem eram os destinatários desta carta? Veja um resumo.

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    Carta A Igreja de Éfeso Estudo em Apocalipse – A Cidade de Éfeso.

    Primeiramente precisamos conhecer a cidade de Éfeso e algumas informações dessa cidade, para entendermos os desafios que a igreja enfrentava ali.

    Serei breve porque os desafios, que é o ponto ao qual quero chegar, já são mencionados pelo Senhor na Carta.

    A cidade de Éfeso ficava situada na “costa ocidental da Ásia Menor, na embocadura do rio Caister, entre Mileto ao sul e Esmirna ao norte” (J. D. Davis).

    A cidade tinha um templo enorme que era uma das sete maravilhas do mundo antigo, dedicado ao culto à deusa Diana ou Artêmis.

    Havia nesta cidade pessoas como Demétrios, que viviam da fabricação de nichos de culto à deusa.

    Tal trabalho ficou prejudicado pela pregação de Paulo, o apóstolo (At 19.1-14).

    Prosperidade de Éfeso.

    Efeso era uma cidade próspera por causa do templo a Diana ao qual concorriam muitos adoradores, e por ser rota comercial marítima.

    O Apóstolo João teria passado seus últimos dias em Éfeso, segundo uma tradição, apontada por Davis.

    Ali, aconteceu o terceiro concílio geral da igreja (431 d.C.) que afirmou o dogma na Pessoa Divina de Cristo Jesus: duas naturezas em uma Pessoa.

    Paulo teve duro combate nessa cidade em defesa do Evangelho de Cristo (1 Co 15.32).

    Agora já temos noção do que ameaçava a saúde espiritual dos cristãos daquela cidade.

    Tudo piorou agora com a imposição do culto ao Imperador, que queria ser adorado como Deus. Ele não aceitava que qualquer cidadão do Império tivesse outro Senhor. Mas para os cristãos, só Jesus Cristo é o Senhor.

    Com essas breves informações em mente, podemos caminhar no nosso estudo da Carta à Igreja de Éfeso.

    Carta A Igreja de Éfeso Estudo em Apocalipse: Advertências, elogios e exortações do Senhor Jesus.

    No verso 1, João recebe ordem para escrever ao anjo da Igreja. O anjo, como já mencionado em estudos anteriores, refere-se ao pastor da Igreja, responsável por entregar a mensagem e os ensinos do Senhor.

    João recebeu ordem para escrever tão somente a palavra do Senhor: “Estas coisas, diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros” (Ap 2.1).

    Voltando 1.20, vimos que Jesus deu a interpretação dessas figuras. As sete estrelas são os pastores ou anjos das sete igrejas.

    Os sete candeeiros são as sete Igrejas. Jesus tem em sua mão direita, isto é, em sua mão principal, os pastores.

    Ele tem controle sobre eles para fazer o que quiser. Ele é Senhor; é dono deles.

    O Senhor anda no meio das sete Igrejas. Isto indica sua presença em seu corpo (Ef 5.23). Sua onisciência, seu cuidado pastoral e seu zelo para com suas Igrejas não faltam.

    Por isso o verso 2 diz: “Conheço as tuas obras…”. Jesus reconhece as boas obras da Igreja: sua perseverança, seu zelo doutrinário. Os versos 2,3 e 6 são para elogiar.

    Disciplina.

    Jesus ordena e aprova a disciplina corretiva na igreja, e a ordena. Ele elogia a igreja por ter colocado à prova os falsos apóstolos (v. 6).

    Há pontos semelhantes entre a Igreja e seu Senhor: ambos odeiam as obras dos nicolaítas.

    Os nicolaítas são mencionados somente no Apocalipse. A ação deles atingia as igrejas de Éfeso e a de Pérgamo (2.6, 15).

    Suas ações são apontadas em 2.14. Eles ensinavam ao povo comer coisas sacrificadas aos ídolos e a praticar imoralidades.

    Notem que estes tinham lugar e cadeira de ensino na igreja. Tinham confiança da igreja e estavam usando desta para perverter os irmãos. O nome disso é traição.

    Carta À Igreja de Éfeso: Advertências.

    Mas há também as advertências, introduzidas por “Porém…” (v. 4,5). Aqui está o zelo do Senhor chamando a igreja ao primeiro amor.

    Alguém poderia questionar: Mas essa Igreja demonstrava muito amor com seu zelo doutrinário e suas boas obras. Que amor é esse que Jesus disse que estava esquecido?

    O verbo conhecer aqui, segundo estudiosos da língua grega, significa mais do que conhecimento superficial. Indica conhecimento das intenções mais profundas.

    Veja que Jesus é Deus. Ele é onisciente. Somos totalmente conhecidos por Ele.

    O primeiro amor pode ser entendido como o fervor inicial de um coração cheio de gratidão pela libertação e pelo perdão dos pecados.

    No início nós temos uma sintonia mais sentimental com o Senhor, e à medida que vamos entendendo o que Ele fez por nós esse sentimento tende a aumentar.

    Porém, em contexto de combate a heresias e zelo disciplinar, a tendência é ficarmos mais racionais e pouco emocionais. Transformamo-nos em políticos para afirmarmos nossas convicções engessadas.

    Rompe-se, então, o elo saudável entre razão e emoção. Aquele fervor cheio de gratidão vai desaparecendo, e começamos a agir sem refletir nos porquês. Nossas ações vão ficando mais mecânicas.

    Precisamos apresentar a Deus um culto racional (Rm 12.1). Também não podemos nos conformar com este mundo.

    Isto, nos coloca numa situação de guerra contra o pecado. Mas não podemos perder o contato amoroso e grato para com nosso Deus.

    Jesus lutou o bom combate, mas sempre teve o seu momento especial com Deus em oração (Lc 6.12).

    A melhor parte é contemplarmos ao nosso Senhor mais do que tentar servi-lo.

    Marta sempre servia (Lc 10.41; Jo 12.2). Maria sempre adorava (Lc 10.41,42). Jesus elogiou esta, e criticou aquela.

    A igreja de Éfeso parece que partiu para guerra sem a arma mais necessária: o amor. Sem amor é tudo em vão (1 Cor 13).

    Chamado ao Arrependimento

    Prosseguindo na advertência ao pastor, Jesus chama ao arrependimento (v.5). Veja as ações ordenadas:

    • Lembra-te de onde caíste.
    • Arrepende-te e:
    • Volta à prática das primeiras obras. Este é o chamado à conversão.

    Ele não é único e estacionário. Muitos pensam que um dia tomaram a decisão de declarar a Jesus como Senhor, e tudo se resume nisso.

    Mas aqui está o chamado de Cristo para a conversão constante. Precisamos voltar a Deus todos os dias.

    Por fim, vem a advertência coletiva para a Igreja. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas” (v. 7).

    Destaco duas coisas aqui: Dois Ensinos 1 – A carta é endereçada por Cristo, mas quem está falando neste verso é o Espírito Santo.

    É Ele que tem a dizer algo para a Igreja. Ele é o Consolador e Ensinador (Jo 14.26; 16.8-15; Lc 12.12).

    O Espírito Santo é Pessoa Divina. Ele fala, ensina e consola. A advertência dele se une à de Cristo. Não há conflito entre suas ações e Pessoas, mas união perfeita e indivisível, diferentemente do homem (Gn 2.24 com Cap. 3).

    Vemos aqui a ação do Espírito quando o Evangelho é pregado: chama o homem à conversão e exorta-o ao amor. Sua ação consoladora não falta na igreja.

    Devemos glorificar a Deus por Cristo, sua obra, e pelo Espírito Consolador. Estes estão trabalhando para nossa conversão, nossa volta constante a Deus.

    Chamado Universal na Carta A Igreja de Éfeso Estudo em Apocalipse

    2 – Observe o plural “igrejas”. As ordens, elogios, exortações e promessas não eram apenas para a Igreja de Éfeso, mas para todas que pudessem existir naquela cidade, e para todas as outras seis da Ásia, e em todos os lugares, e em todos os tempos.

    Isto nos inclui dentro destes ensinos e promessas. Aqui há uma promessa: comer da árvore da vida.

    A árvore da vida foi proibida a Adão depois do pecado para que ele e sua descendência não se perpetuassem no pecado.

    Agora, O Senhor promete dar de comer dela no paraíso de Deus àquele que vencer em perseverança e amor.

    Leia também: QUEM CONTROLA SUA HISTÓRIA?

  • QUEM CONTROLA SUA HISTÓRIA?

    QUEM CONTROLA SUA HISTÓRIA?

    QUEM CONTROLA SUA HISTÓRIA? “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Ap.1:8; 11;17).

    “E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último”.

    “E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1:17,18).

    INTRODUÇÃO

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    Eis um resumo deste capítulo 1 de Apocalipse:

    • A revelação é de Jesus (1);
    • Mas O autor e doador da revelação é Deus (1).
    • O Outorgante é Jesus. Aquele “tem poder para transferir, consentir e outorgar”. Ele é o Mediador único e absoluto (1 Tm 2.5,6).
    • O meio de entrega é por notificação a João, através de um anjo (mensageiro 1). Uma solenidade por meio de sinais simbólicos (ver 1.1,2).
    • O escritor é João, irmão, companheiro na aflição, no reino e na paciência de Jesus Cristo (4,9). Reconhecido.
    • O Destinatário: As Sete Igrejas da Ásia – Sete é símbolo de totalidade e de plenitude. Assim, o livro é para a totalidade das igrejas do Senhor. O que foi dito para aquelas sete valem para todas as outras em todos os tempos e lugares.

    João saúda a igreja com a paz do Eterno Deus e Pai, e do Espírito Santo, e de Jesus Cristo (4,5). Algo que só a igreja pode ter (Jo 14.17).

    Aqui está a Trindade Santa sem o drama da confusão sobre a unidade. É o mesmo Deus de Ex 3.14, o EU SOU.

    Tudo que foi dito até agora nos ensina que Deus tem o controle da história e está conduzindo-a para um fim glorioso para sua igreja. Então o nosso título é uma pergunta:

    QUEM CONTROLA SUA HISTÓRIA, IGREJA?

    1-É Deus Pai

    v.8 Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso (Apocalipse 1:8; 11;17).

    Ex 3.14, O EU SOU. AUTO EXISTENTE, NÃO TEM COMEÇO E NEM FIM. ONIPOTENTE, ONISCIENTE, ONIPRESENTE, IMUTÁVEL, SANTO, JUSTO, AMOROSO E BOM.

    Ele é a origem da obra de criação, e da salvação e também do novo começo.

    “Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão”. Isaías 65:17

    “E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis”. Apocalipse 21:5.

    Com as palavras do verso 8 Deus autentifica a revelação de Jesus Cristo, isto é, empenha a palavra dele garantindo que tudo há de se cumprir, como dizem: Ipsis litteris.

    2-É o Espírito Santo

    Sete espíritos significa a natureza e obra do Espírito Santo:

    Conforme Is 11.2: E repousará sobre ele (Messias) o:

    (1) Espírito do Senhor,

    (2) o espírito de sabedoria

    (3) e de entendimento,

    (4) o espírito de conselho

    (5) e de fortaleza,

    (6) o espírito de conhecimento

    (7) e de temor do Senhor.

    1- Jesus – A fiel testemunha,

    2-O primogênito dentre os mortos (Ap. 13.8: E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo; Ef. 1.4 elegeu nele antes; 1 Pe. 1.20 em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo).

    3-O Príncipe dos reis da terra (Ap. 19.16¹⁶ E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores).

    4-O que nos ama (presente contínuo).

    5-O que nos lavou dos nossos pecados.

    6-Nos fez reinos e sacerdotes para Deus (Ex 16.6; 1 Pe. 2.9).

    A ele a glória e o poder para todo sempre. Amém (6).

    Uma das primeiras palavras é conforto, estimulo e força: Não Temas (1.17).

    Leia também: A IGREJA APROVADA: PÉRGAMO 2

  • Carta À Igreja Morta: Sardes Ap. 3.1-6

    Carta À Igreja Morta: Sardes Ap. 3.1-6

    Carta à Igreja morta, que tinha nome de viva. A quinta das sete cartas às sete igrejas da Ásia (Apocalipse 1.4,11). Característica: corpo morto.

    Texto Bíblico: Clique Aqui.

    A Cidade de Sardes

    A cidade de Sardes orgulhava-se pelas indústrias de lã e de tinturaria. Era o centro do culto a Artêmis, chamada de Cibele naquela região, a mesma Diana dos Efésios (At 19.28).

    Sardes era capital de uma região muito fértil.

    A palavra “Serdes” vem da extração da pedra sardônica na região.

    Era uma importante cidade comercial na época.

    Tivera num passado muito distante um rei chamado Creso, famoso por ser muito rico. Na época a cidade era bem expressiva, e se tornou a capital do reino da Lídia por volta de 546 A.C.

    Mas no tempo da escrita do Apocalipse era uma província da Ásia sob domínio romano. Situava-se à 90 km de Esmirna, e não mais expressiva como outrora.

    A Igreja de Sardes

    Não há relatos de perseguição contra essa igreja. Então, qual era o problema dela? A igreja vivia de aparências, e de histórias do passado.

    Isto prova que a falta de perseguição e a prosperidade não torna uma igreja mais autêntica no seu relacionamento com Deus. Muitas vezes a prova pode até ser uma bênção.

    Então o Senhor deu a ela um ultimato: Se arrepende e vive, ou então, morre de vez.

    Aqui encontramos resposta à pergunta: Qual igreja será salva?

    Qual Igreja Será Salva?

    Quando falamos que a Igreja será salva, muitos perguntam: Qual igreja, pois há tantas? Aqui está a resposta: Muitas se dizem igrejas e tem nome de que estão vivas diante dos homens, mas não diante de Deus.

    O Senhor onisciente diz: “Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives, e está morto” (3.1c).

    Então, não basta ter nome de igreja, e dizer-se de Jesus Cristo ou de Deus, é preciso prestar adoração em Espírito e em verdade. Veja o que está escrito em João 4:23,24:

    Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.

    Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”.

    Também entenda que:

    Deus ama a verdade no íntimo: Salmos 51:6: “Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria”. Então, é em nosso íntimo que Jesus sabe se somos igreja dele ou não.

    O Apóstolo Paulo disse a Timóteo: O senhor conhece os que são seus (2 Tm 2.19), e também aos Coríntios: O Senhor “conhece os pensamentos dos homens” (1 Co 3.20)

    Jesus disse: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem” (João 10.27).

    Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas ovelhas sou conhecido” (João 10.14).

    “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7:21).

    Então, não é a placa com um nome bonito de igreja, com um pastor erudito e eloquente, nem mesmo, grandes denominações operosas na obra de Deus, mas sim, os que são conhecidos pelo Senhor Jesus Cristo no íntimo.

    Sete Espíritos e Sete Estrelas (3.1).

    Ainda no versículo 1 temos os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas. O que significam? Os sete espíritos de Deus simbolizam a plenitude do Espírito Santo. As sete estrelas são os pastores. Jesus tem a ambos (veja 3.1 com 1.4,20).

    O pastor é duramente advertido nas palavras: “Tens nome de que vives, e estás morto” (Apocalipse 3:1); e, “Não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus” (Apocalipse 3:2).

    As obras foram reprovadas, pois o senhor está procurando mais do que isto. Ele procura por vidas em comunhão, que estejam recebendo e guardando o ensino, e obedecendo ao Espírito Santo com sinceridade. Por isso a admoestação a seguir no verso 3.

    Quatro Admoestações no Versículo 3

    Quatro verbos importantes aqui: Lembra-te, guarda-o, arrepende-te e vigia.

    A primeira admoestação é: Lembra-te.

    O povo de Deus tem facilidade de esquecer os feitos do Senhor em suas vidas. Por isso, um dos objetivos da leitura, das pregações e ensinos das Escrituras é trazer-nos à memória os ensinos do Senhor (Ef 2.11segs).

    A segunda admoestação é: Guarda-o.

    Guardar os ensinos e a comunhão com o Senhor é nossa responsabilidade. Precisamos desenvolver a nossa salvação. A salvação nos é de graça, mas nós devemos cuidar dela até alcançarmos a glorificação. Isto é, até chegarmos ao céu. Como? Através da santificação e consagração ao Senhor (Rm 12.1,2).

    Guardar é conservar. A mesma ordem dada à Igreja de Filadélfia (3.11, guarda o que tens para que ninguém tome a tua coroa).

    Jesus também diz: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele” (João 14:21).

    A terceira admoestação é: Arrepende-te.

    Arrepende-te, diz o Senhor. É um chamado aos não crentes, àqueles que nunca confessaram seus pecados, e nunca entregaram suas vidas a Jesus. Mas, as vezes crentes já veteranos chega a um ponto de ter de recomeçar, voltar ao primeiro amor, como a igreja de Éfeso (Apocalipse 2.4).

    Também como os crestes hebreus que já deviam ser mestres, mas ainda necessitavam de ensino de primeiros passos na fé (Hb 5.12).

    A quarta admoestação: Vigiai.

    Vigia. Aqui vem como advertência: “Se não vigiareis, virei sobre ti como um ladrão…”, diz o Senhor.

    A necessidade de vigilância foi ensinada pelo Senhor aos seus discípulos: “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor” (Mt 24.42). Isto não foi dito para incrédulos, mas para crentes.

    Essa vigilância significa aquele conservar e guardar bem a comunhão com o Senhor. Também guardar os ensinos e a observância da Palavra com toda verdade e sinceridade, através de uma vida de consagração a Deus (Rm 12.1,2).

    A figura da vinda súbita como um ladrão se aplica à volta do Senhor para julgar o mundo. Mas aqui, porém, refere-se a um julgamento contra a igreja a qualquer momento.

    É equivalente à admoestação à Igreja de Éfeso em 2.5: “…removerei o teu castiçal (igreja)”. Isto ou ainda, um tipo de juízo como por exemplo enfermidades, igual ao que aconteceu à falsa profetisa de  Tiatira (2.22) ou algo do gênero.

    Olha, Deus é amor, mas ama primeiramente a Si mesmo, sua Palavra e seus princípios. As Escrituras têm advertências severas para a igreja:

    Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7). Isso foi dito para uma igreja, e não para incrédulos.

    O povo de Sardes já tinha experimentado derrota por confiar em sua falsa segurança. A cidade estava no alto de uma montanha cercada por penhascos difíceis de ser vencidos pelo inimigo. Nisto confiava e vivia segura, mas em sua história fora derrotada por Ciro 546 A.C, e por Alexandre, o Grande em 334 A.C.

    Também foi devastada por um terremoto.

    A situação da cidade na época da escrita do Apocalipse era outra, mas o povo ainda não abrira mão da falsa segurança das coisas deste mundo.

    A seguir temos promessas.

    Promessas com Tom de Ameaças ou Advertências (3.4,5)

    As promessas foram feitas para os que eram dignos de receber as bênçãos eternas. Estes eram “umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras” (4). Estes “andarão de branco junto” com Senhor.

    Isto significa que serão tratados como vencedores e dignos da comunhão com o Senhor, de andar juntos com Ele.

    Entretanto, não se trata com isso, de merecimento da salvação, mas de valorização da graça que recebeu. Isto está dentro do desenvolver a salvação que Paulo ensinou aos Filipenses 2.12. Ou também a Timóteo:

    Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas” (1 Timóteo 6:12).

    O presente foi dado a vocês. Recebe-o. A benção está diante de vocês. Tome posse dela. Deus faz a parte dele e exige que façamos a nossa.

    Caso contrário não teremos as vestes brancas e não andaremos com Cristo na glória eterna.

    Somente os vencedores terão as vestes brancas, símbolo de pureza, santidade e também de vitória (6.2).

    Estes, também, terão seus nomes escritos no Livro da Vida, símbolo de cidadania celestial, do novo céu e nova terra (Ex 32.32; Ap 20.12,15; 21.27; 22.19).

    Então, este livro da vida é simbolicamente das anotações de Deus no céu, dos registros das obras dos homens na terra.

    O livro de rol de membros da igreja nem sempre está de acordo com o livro de rol de membros de Deus no céu.

    Os crentes de Sardes corriam risco de ter seus nomes riscados do livro da vida. Por isso, Jesus como o Sumo Pastor das ovelhas os chama ao arrependimento e conversão.

    É dramático que uma igreja precise ser chamada à conversão ao Senhor dela, mas como diz o ditado: “Antes tarde do que nunca”.

    Se Jesus está chamando, então tem solução e salvação. Atenda ao Senhor. É melhor do que ter o passaporte cancelado.

    Finalmente, A admoestação geral, isto é, não só para a igreja de Sardes, mas também para todas em todos os tempos e lugares: Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

    Leia também: A Carta À Igreja de Filadélfia

  • DOENÇAS ESPIRITUAIS E CURA DIVINA

    DOENÇAS ESPIRITUAIS E CURA DIVINA

    DOENÇAS ESPIRITUAIS PRECISAM DE CURA DIVINA. Quais os profissionais dessa área? Na compreensão bíblica seriam os cristãos. Eles estão cumprindo sua missão?

    DOENÇAS ESPIRITUAIS: Um Exemplo em Lucas 13.10-17

    Imagem de beasternchen por Pixabay

    Em Lucas 13 de 10 a 17, o evangelista narra o episódio da cura de uma mulher que andava encurvada há dezoito anos. Então, vamos partir desse episódio para abordar a obra espiritual da igreja em alguns aspectos.

    O que devemos notar sobre a narração de Lucas? Veja, o verso 10 menciona o dia em que isso aconteceu. Foi num sábado.

    PODEMOS CURAR NO SÁBADO OU O HOSPITAL ESTARÁ FECHADO?

    Mas, o que tinha o dia a ver com a cura? É porque na Lei de Moisés o sábado era dia santo em que não era permitido trabalhar (Ex 31.13-18). Quem fosse pego fazendo alguma obra nesse dia era morto.

    Por isso, havia regras explicitas do que se podia ou não fazer no sábado. Porém, essa lei passou a ser mais severa quando em algum momento entre o ano 500 a.C. e o primeiro século antes de Cristo surgiu o judaísmo.

    Por quê? Porque o judaísmo tinha como líderes os sacerdotes, o sumo-sacerdote ou rabinos. Os rabinos produziram a Mishná, integrada ao Talmud (Um volume com vários livros com leis e regulamentos rabínicos, tradições e costumes).

    As intenções dessa obra literária eram boas, mas se perderam no tempo e no espaço, porque elas eram interpretações da Lei escrita, tanto quanto, da lei oral, e continham acréscimos ou modificações que acabavam por anular a Lei e o espírito da mesma.

    Por exemplo, Jesus disse aos escribas e fariseus: “E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus (Mt 15.6).

    Então, a lei do sábado no tempo de Jesus era muito mais rígida por que continham acréscimos das interpretações rabínicas que distorciam a Palavra de Deus.

    Ao mesmo tempo, o poder sacerdotal ganhou dimensões políticas partidárias, ou seja, jogo de poder e autoridade, tornando-os hipócritas. Eles exigiam do povo o que eles mesmos não praticavam. Veja, como exemplo Mateus, capítulo 23.

    DIA DE CURAR DOENÇAS ESPIRITUAIS

    Então, no dia de sábado, dia de reunião na sinagoga, estava uma mulher que a há dezoito anos sofria possessa de um espírito de enfermidade, sem de modo algum se endireitar (v. 11).

    Pergunta: Quem deveria tratar de doenças espirituais? Pessoas espirituais, claro. O sumo-sacerdote, os sacerdotes, os rabinos, ou seja, os que eram líderes espirituais do povo. Eles eram os médicos.

    Porém, as pessoas continuavam doentes e sem tratamento nem no sábado e nem em dia nenhum.

    Creio que a mulher possessa de enfermidade que a deixava encurvada não foi na sinagoga pela primeira vez. Ela devia ir todos os sábados, pelo menos. Era costume das pessoas frequentarem as reuniões. Também era comum encontrar possessas na sinagoga (Mc 1.21-27, 39).

    Entretanto, a mulher sofria há dezoito anos sem encontrar cura, e no dia que encontrou a cura em Jesus, os que deveriam tê-la curado, repreenderam a ela e as demais pessoas dizendo que não era dia de trabalhar (curar) no sábado (14).

    Porém, o sofrimento de dezoito anos daquela mulher terminou quando Jesus a viu, e chamou-a, e disse: Estás livre da tua enfermidade. Ele imediatamente se endireitou. Jesus impôs as mãos sobre ela, ela deu glória a Deus.

    Como que pessoas espirituais podem achar ruim a operação de cura espiritual? É que a fama e a autoridade, como escreveu alguém, envilece o homem. O poder político e religioso corrompe a muitos.

    Esta é uma das razões, também, porque muitos religiosos e religiões estão perdendo autoridade perante o povo. Porque diante de Deus já se perderam há muito tempo.

    Jesus expôs a hipocrisia deles (v15). Eles trabalhavam no sábado para salvar suas ovelhas, seu jumento ou seu boi, para levar-lhes a beber água. Por que não livrar uma filha de Abraão cativa de Satanás há dezoito anos?

    Os opositores se calaram, e saíram envergonhados (v 17).

    OS TRANSMISSORES DA CURA DIVINA HOJE

    Quem deve curar as doenças espirituais hoje? A resposta é a mesma: os espirituais, lógico. Mas, quem são os espirituais?

    A resposta é: pessoas que já foram tratadas por Jesus Cristo; pessoas que têm relacionamento com Deus através de Jesus Cristo; Pessoas que formam a igreja de Cristo, seu corpo sacerdotal aqui na terra. Eu não acredito em nenhuns outros médicos espirituais.

    Caso me digam que há outros, eu os considerarei falsos, pois só as pessoas tratadas pelo Médico dos médicos podem tratar outros doentes.

    Vejo por aí, muitos tratamentos espirituais baseados em acordo com demônios e crenças supersticiosas que podem até dar uma sensação de problema resolvido, mas mantém as pessoas cativas do medo, sob as ameaças do mal. Por exemplo, ameaçam de que o rompimento com as forças do mal trará morte. Coisas assim, que só levam à opressão e à desgraça final.

    Uma Missão Contínua

    A missão de curar doenças físicas e espirituais é sem fim; durará enquanto o mundo existir. Neste contexto esta a igreja de Jesus Cristo, que é formada por aqueles que ele escolheu, e que ouvem a voz dele (Jo 10.14).

    Embora a missão da igreja não seja propriamente curar enfermidades físicas, e sim, pregar o evangelho do Reino, ajudar os que sofrem em todos os sentidos faz parte de sua obra no mundo (Mt 10.8).

    Já as enfermidades espirituais só uma igreja autêntica do Senhor pode curar verdadeira. A autoridade do Senhor está sobre a igreja através do Espírito Santo para desfazer as obras do diabo (1 Jo 3.8).

    O preocupante é que aumentou o número de igrejas dizendo-se do Senhor, mas que não demonstra autenticidade para tratar doenças espirituais. Ou seja, igrejas no nome, mas não na realidade. Por outro lado aparecerem outras oferecendo curas por dinheiro, ou seja, falsas igrejas.

    Assim sendo, continuamos tendo muitos doentes não só frequentando os cultos, mas sim, sendo membros atuantes na igreja. Por quê? Porque não estão considerando o Corpo do Senhor (Igreja) com dignidade. Paulo acusou: “Por causa disso há entre voz muitos fracos e doentes” (1 Co 11.30). E também, não estão exercitando o que Tiago mandou? (Tg 5.16).

    Assim como no caso da mulher encurvada que frequentava a sinagoga semanalmente e não encontrava cura, muitos estão frequentando e trabalhando nas igrejas todos os dias doentes. Pastores estão se suicidando, pessoas vivem oprimidas anos e mais anos sem encontrar remédio. Sentam-se ruins nos bancos para os cultos e saem pior. Por quê?

    Com certeza que há muitas respostas, mas quero abordar apenas uma: A presença de Deus. Se a presença de Deus não for junto não adianta ir a lugar nenhum, não há nada a fazer neste mundo (Jo 15.15; Êx 33.15).

    Há muita confusão na igreja pós-moderna. Muitas, nas melhores das intenções, se lançam a realizar as obras para Deus, e acham que Deus está junto, como Marta, irmã de Lázaro e Maria, amigos de Jesus (Mt 10.40,41). Fazer boas obras para Deus nem sempre significa aprovação de Deus. Deus tem de vir antes sempre. Não se pode trocar a obra pelo Senhor da obra. Também não importa o que você faz, mas sim o que você é.

    Desta forma, a principal obra da igreja e manter-se unida ao Senhor. Haverá sempre muitos desafios a isso. Satanás sempre buscará cisão entre a igreja e o Senhor. Ele sabe que nisto esta a derrota da igreja.

    Para vencer está batalha, a igreja precisa de duas coisas básicas antes de quaisquer obras. Nestas duas coisas há cura para igreja e para o mundo: Oração e Palavra de Deus, Bíblia. Observe que as reuniões de oração são sempre pouco frequentadas, as orações são sempre curtas e vazias, sem coração, sem intenção e sem propósito.

    Observe, também, que as pregações são igualmente vazias de palavras de Deus, mas com muitas mensagens motivacionais e de crescimento material e de sucesso. Já não se fala mais de pecados, e este é o que traz dor física, emocional e espiritual.

    Além disso, as pregações são curtas e servem apenas como uma etiqueta do culto. Ninguém mais chora seus pecados, mas, choram de dor no pecado, cultivando pecados e achando que por estar na igreja, são a igreja. Até pode ser, mas não estão agindo como igreja.

    Ou seja, há muitas igrejas doentes. Por isso não podem curar. Lamentavelmente.

    Leita também: Jesus Tem O Ensino Superior

  • IGREJA PERSEGUIDA ONTEM E HOJE

    IGREJA PERSEGUIDA ONTEM E HOJE

    IGREJA PERSEGUIDA ONTEM E HOJE, realidade perto do fim. A perseguição aos cristãos continua. Porém, Jesus por Carta à Igreja de Esmirna exorta à firmeza

    IGREJA PERSEGUIDA ONTEM E HOJE CONSIDERAÇÕES

    Conforme o estilo de carta, o remetente comunica algo ao destinatário ou destinatários, que eram as igrejas cristãs da época, as sete igrejas da Ásia.

    Neste caso, é uma comunicação unilateral. Isto é, o remetente comunica sua vontade, suas leis, mandamentos, observações, etc. Então, os destinatários só tem de acatar o conteúdo. Não cabe recusa.

    Assim, Jesus enviou instruções específicas e personalizadas por meio de cartas. Cada igreja recebeu as orientações conforme suas necessidades.

    Não adiantaria a igreja contra argumentar com o céu, quer fosse por correspondências escritas ou por oração, pois o Remetente é o glorioso Senhor, o qual João, ao vê-lo, caiu por terra (1.17). O Senhor manda; o servo obedece. É Ele que sabe o que convém a sua igreja.

    Também não caberia argumento porque esse Senhor se apresenta declarando que é “o primeiro e o último” (2,8). Ele se identifica com o Personagem de 1.8, que é Deus Pai, “O Alfa e o Ômega”. Certamente nossa vida está em boas mãos.

    Carta à igreja de Esmirna: Um Exemplo a Seguir.

    Imagem de Nino Souza Nino por Pixabay

    Quanto surgimento da Igreja, não se sabe como ela se formou, mas o que temos dela aqui é suficiente para conhecermos seu valor no evangelho.

    Os opositores da igreja até hoje ainda não se deram conta de que nada pode parar a igreja do Senhor Jesus. A igreja nasceu, cresceu, debaixo de perseguições, e continua avançando a pesar das perseguições. Ela parece caminhar melhor e ser mais através das perseguições.

    Lendo os Evangelhos e o Livro de Atos dos Apóstolos, eu penso que as perseguições funcionam como fortificantes para fazer a igreja avançar com mais força.

    Ainda hoje, há muitas igrejas perseguidas por todo mundo. Mas estas continuam avançando. Por que isto? De onde vem o poder para tal proeza?

    Uma das fontes de respostas a estas perguntas são as Cartas de Jesus Às Sete Igrejas do Apocalipse ou às sete igrejas da Ásia.

    Hoje, porém, destaca as respostas contidas na Carta À Igreja de Esmirna.

    Quais as limitações da igreja de Esmirna?

    Pobreza e Tribulação

    Como resposta, olhando o verso 9, Jesus declara que conhece a “tribulação e pobreza” da igreja. Mas declara: Tu és rico. Então, pobreza e tribulação não podem parar a igreja.

    Esmirna era como as igrejas da Macedônia mencionadas em 2 Coríntios 8, de cuja “profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza”.

    Segundo o Pr. Isaltino, a palavra grega usada aqui significa pobreza extrema, mendicância. A Bíblia de Jerusalém traz “indigência”. Bem diferente da igreja de Laodiceia que era rica, mas morna, prestes a ser vomitada (3.17).

    Entretanto, a Igreja de Esmirna tinha ajuntado um tesouro no céu quando serviram aos outros na terra em louvor e glória a Deus. Há poucos hinos de louvor como este neste mundo, expressos em vida pratica.

    Falsos Mestres

    Esmirna era atribulada por judaizantes, talvez como na Igreja dos Gálatas (Gl 1.6sgs). Isto está no versículo 9: “a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás”.

    Ainda hoje, muitos crentes evangélicos consideram os judeus povo de Deus. Pensamento contrário às Escrituras. Povo de Deus é a Igreja de Cristo (Rm 2.28; Gl 6.16).

    Quais são as orientações de Jesus para a sua Igreja Perseguida de Esmirna Ontem e Hoje?

    Todas as 7 cartas são endereçadas ao Anjo da igreja como responsável mensageiro. Se de fato, “anjo” são os pastores daquelas igrejas, e se, “sete” aqui tem sentido simbólico, como característica da literatura apocalíptica, então, que representam os sete anjos aqui? São todos os pastores, de todas as igrejas do Senhor, como também, todas as igrejas de todos os tempos e lugares, enquanto houver história.

    Jesus glorificado se apresenta em todas as cartas com um aspecto de seu estado de glória mencionado em 1.9-20. Aqui, Ele é “O primeiro e o último, que foi morto, e reviveu” (2.8 com 1.17,18). Fácil identificar esse personagem único na história. Nenhum outro ressuscitou.

    A todas as cartas, Jesus declara conhecer o estado das suas igrejas. Ele diz: “Conheço as tuas obras”, expressão que está presente em todas as cartas. Ele conhece a todas as suas igrejas no espaço e no tempo, e na eternnadade.

    Jesus conhece as obras de Éfeso, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia (2.2,19; 3.1, 8,15). Já a Esmirna, “Conheço a tua tribulação” (2.9).

    E ainda, a Pérgamo, “Conheço o lugar onde habitas” (2.13). Podemos ver que o Sumo Pastor não abandona, não esquece seu rebanho. Jesus continua pastoreando sua igreja.

    Adverte-a do sofrimento certo e inevitável que virá. Não diz para ela: “Pare de sofrer” ou coisa semelhante. Mas diz: Você vai sofrer e, até pode vir a morrer. Veja adiante.

    Adverte-a de que o diabo lançara alguns deles na prisão com fim de serem provados. Isto que dizer que Deus permitiu, tal como no caso de Jó (Jo 1.6-13) que a fé deles fosse provada. Satanás nada pode fazer contra a igreja sem a permissão de Deus.

    Em todo caso, não tem problema, o Campeão, que triunfou sobre o reino das trevas (Gl 2.15) é o preparador, o técnico e capacitador da igreja. Ele já é mais que vencedora (Rm 8.37)..

    Jesus, o Sumo Pastor, já sabe como vai ser a história. A igreja perseguida é consolada. Ele diz: “Tereis uma tribulação de dez dias”.

    O que significa isso? 10 dias significa que vai passar breve. Jesus ensinou que será abreviado por causa dos escolhidos (Mc 13,20).

    Isaltino lembra que a expressão: “Até a morte” não é tempo, mas intensidade, significando: “mesmo que te leve à morte”.

    Jesus, a exorta a ser fiel até a morte. Entendeu? A igreja não vai escapar do sofrimento. Que seja fiel mesmo que morra. Ele mesmo nos deixou o exemplo para seguirmos as pisadas dele (1 Pe 2.21).

    Tudo bem. Quem disse isso foi Aquele que morreu e ressuscitou, “esteve morto e tornou a viver” e não morre nunca mais.

    Exortação Igreja Perseguida de Esmirna Ontem e Hoje

    São duas exortações:

    Admoestação universal: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” Ou seja, essas advertências, exortações, ensinos e promessas são do Consolador e servem para todas as igrejas, em todos os tempos e lugares.

    Promessa universal. Isto é, “O Espírito diz às igrejas”; Note o plural. A promessa não é exclusiva a Esmirna, mas para todas. Note, também, a ênfase na responsabilidade e individualmente de cada igreja local.

    Então, qual a promessa?

    A resposta é “o que vencer não receberá o dano da segunda morte”.

    E qual é a segunda morte? É a morte espiritual É a condenação no tribunal de Deus no Grande Trono Branco (Ap 20.6,11,14; 21.8). Esses não têm os nomes escritos no livro da vida.

    Jesus advertiu:E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mateus 10:28).

    Veja também: João 3:18,19:

    Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.”

    E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más”

    Jo 3.36:

    Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”.

    Hebreus 9:27:

    E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”

    Leia também: Passos Necessários Para Entrar no Céu

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