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  • JESUS: A Oferta Perfeita e Completa para Expiar Os Pecados

    JESUS: A Oferta Perfeita e Completa para Expiar Os Pecados

    JESUS: A Oferta Perfeita e Completa para Expiar Os Pecados, Hebreus 10.1-17 – Rascunho.

    Cristo, o Advogado (intercessor) único diante de Deus (1 Jo 2.1,2).

    Propiciação: A única oferta aceitável que pode aplacar a ira de Deus.

    Oferta vicária: A oferta de Cristo em nosso lugar. Substitutiva.

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    A Oferta: Imagem de Chil Vera por Pixabay

    Hebreus Capítulo 10 – Resumo

    O escritor procura convencer seus leitores de que os preceitos da Lei e do culto judaico são insuficientes para expiar pecados. Para isso ele cita o Salmo Messiânico:

    Salmos 40.5-7:

    • A entrada de Cristo no mundo( v. 5): Encarnação;
    • Sacrifício e oferta não quisestes (5,6; 1 Sm 15.22,23)
    • Um corpo me formaste, diz respeito ao nascimento de Cristo.

    As prescrições da Lei não eram aceitas por Deus para remir os pecados. Essas coisas deveriam ensinar a eles a obediência, que era o que, de fato, Deus quer.

    VERSO 10 É O VERSO CHAVE

    Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas.”

    Os sacrifícios no culto da VA eram repetitivos porque não tinham poder de purificar os pecadores definitivamente. 

    O sacrifício de Cristo sim, pois conforme as profecias de Jr 31.33-34 a lei perfeita de Deus seria escrita na mente e no coração e o pecado destes seriam esquecidos de uma vez para sempre, então, não seria mais necessário oferta pelo pecado.

    Testemunho do Espírito Santo (v.15):

     2 Tm 3.16,17:

    Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça,

    para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.

    O Espírito Santo é inspirador de todas as Escrituras, desde o Gênesis até o Apocalipse. Por isso dizemos que a Bíblia é infalível. Porque ela é escrita por homens, mas sua origem e autor é Deus.

    A obra de Cristo garante a realidade do nosso perdão de forma definitiva e eterna.

    Diz o Espírito Santo 8.12; 10.17: NÃO LEMBRAREI MAIS, e eu enfatizo, NÃO LEMBRAREI MAIS DOS SEUS PECADOS. 

    Portanto, pensar em substituir isso por rituais e ofertas absurdas como animais, culto baseado em outros mediadores, mandingas e superstições é loucura, insensatez. No mínimo: Falta de bom senso. 

    O Espírito Santo é PESSOA DIVINA. Ele dá testemunho. Se fosse uma energia não daria testemunho, não falaria nada. 

    Não há mais nenhuma outra oferta pelos pecados. A de Cristo é total, final e cabal.

    Foi o que Jesus disse depois de provar o cálice da ira de Deus: 

    Tendo-o provado, Jesus disse: “Está consumado! ” Com isso, curvou a cabeça e entregou o espírito.”

    João 19:30

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  • O Que É A Fé?

    O Que É A Fé?

    O Que É A Fé? É a virtude que não é nossa, mas nos foi doado por amor, para conhecermos a Deus e nos relacionarmos com Ele.

    Hebreus 11.1-3 Define o que é fé.

    Imagem de Arnie Bragg por Pixabay

    A fé é a certeza, (hupostasis): Confiança, essência, realidade; segurança, é uma substância (ou realidade) doadora, ou uma garantia. 

    No Novo Testamento, “hupostasis” é usado para transmitir a ideia de uma realidade ou essência fundamental.

    A fé é a essência invisível das coisas visíveis (3). Mas a própria fé é uma dádiva que vem da essência invisível: Deus. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” (Ef 2.8). 

    Nós não temos capacidade para ter fé em Deus. Toda capacidade que temos é para pecar. Disso sabemos muito bem. Então, a graça e a fé são dádivas de Deus para nós. Isso prova que Deus nos ama e quer nos salvar.

    A fé é a essência da vida cristã. O que não é produto da fé, é pecado: Rm 14.23:

    Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado”. 

    A fé é um dos três pilares permanentes e fundamentais que dão sentido a tudo na vida cristã. 1 Co 13.13:  “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.”

    A fé é o meio de vivermos a vida cristã agradando a Deus (11.6). E sem fé é impossível agradar-lhe.

    Pela fé, desde o terceiro homem, Abel, e muitos outros, há milhares de anos atrás, deixaram testemunho que fala até hoje. 

    Muitos têm lido, escutado e se inspirado nos testemunhos deles, e alcançado a salvação.

    Fico pensando até onde vai meu testemunho, e o de minha geração e dos contemporâneos. Que legado estamos deixando?

    A fé de trata Hebreus é a fé em Jesus Cristo como único e absoluto meio de se achegar a Deus. Ele é o Sumo Sacerdote que entrou no tabernáculo celestial, na presença de Deus (Hb 3.1; 4.14,15; 5.20; 7.26-28; 8.1,2; 9.11).

    Jesus é o caminho novo e vivo no qual devemos andar “verdadeiro coração, em inteira certeza de fé” (Hb 10.22).

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  • Lições de Vida: O Poder do Perdão

    Banquete Para Reconciliação Familiar Gn 43.30.

    Súplica por Misericórdias (1-14).

    O mundo passava por uma grande fome. Mas no Egito havia abundância, porque José fora usado por Deus para armazenar alimento e preservar a vida do povo, inclusive sua família. Seus irmãos já haviam buscado uma primeira remessa de alimentos numa situação dramática (veja aqui). Mas agora o alimento acabou e precisavam voltar para comprar mais.

    Judá lembrou que se voltassem, deveriam levar Benjamim, ou morreriam (3,5). Uma sutileza de José para rever o irmão caçula.

    Israel (Jacó) perguntou porque havia revelado que tinham outro irmão. Judá disse que o governador do Egito os havia perguntado e não podiam saber a intenção dele. Propôs ficar como fiador de Benjamin.

    Jacó finalmente consente em deixar Benjamim ir com eles. Mas usa das suas velhas táticas: levar um presente, restituir o dinheiro em dobro, e que “Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdia diante do homem, para que deixe vir convosco vosso irmão” (13).

    Lições de Vida: Saudação de Paz (15-25)

    Eles chegaram de volta ao Egito. Ao ver Benjamim, José mandou preparar um banquete para comer com eles.

    Temerosos e pensando o que lhes aconteceria, falaram ao despenseiro de José como encontraram o dinheiro nos seus sacos de mantimentos da primeira vez, e que o trouxeram de volta, em dobro.

    O despenseiro consola-lhes: “Paz seja convosco, não temais. O vosso Deus, o Deus de vosso pai, vos deu tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro me chegou a mim” (23).

    Então lhes trouxeram fora Simeão e os levou à casa de José.

    Lições de Vida: Recebidos com Honras (26-34).

    Os irmãos de José deram-lhe o presente de seu pai e se inclinaram perante ele (26). José perguntou pelo pai deles. Eles responderam que ele estava bem. José se comoveu ao ver Benjamim e o abençoou (29). José ficou “profundamente comovido por causa de seu irmão… filho de sua mãe” (29,30). Correu para o seu quarto e chorou.

    Depois que se conteve, voltou e mandou servir à mesa (30,31). As mesas postas, os egípcios à parte, pois estes não comiam com hebreus (32).

    Na mesa dos hebreus, uma identidade cultural de família: diante do governador, o primogênito e o menor. Isto lhes deixa maravilhados. Benjamim ganha porção cinco vezes maior do que os demais. “Eles beberam e se regalaram“. O clima era de festa.

    Israel e seus filhos não sabiam quanto tempo duraria a fome. Pensaram, talvez, que até consumirem o que tinham levado, já teriam outra solução para sobreviverem. Se assim fosse, Simeão ficaria preso no Egito, pois Jacó não estava disposto a deixar Benjamim ir com eles. E não poderiam chegar lá sem Benjamim. Israel gastou até o último recurso para não deixá-lo ir, com medo de perdê-lo, sem saber que assim, estaria matando-o de fome. Kinder diz: “Tive de perdê-lo para ganhá-lo”.

    Judá foi mais nobre do que Rubem neste caso. Colocou sua própria vida como garantia.

    Israel demonstra que de alguma forma ainda era o Jacó (Suplantador), pois continua com as velhas táticas de enviar presentes, pagar em dobro, e isso, acompanhados de oração. Talvez este último ingrediente fosse o que fizesse toda a diferença na vida de Jacó: confiar, e adorar a Deus (Ver Gn 28.20-22; 35.7; 48.3).

    O presente era uma cortesia quase que indispensável (1Sm 16.20; 17.18).

    Restauração Completa.

    José que tinha ficado completamente só, agora estava prestes a se reunir, além de sua esposa e filhos, pai e irmãos. Seus filhos teriam muitos tios e tias, primos e primas.

    Seus irmãos ficaram preocupados. Não sabiam o que estava acontecendo. Estavam vivendo uma trama desconhecido. Não sabiam o que esperar.

    O despenseiro de José os consolou. Certamente o despenseiro ouvira a respeito de Deus através de José, e agora transmite àqueles homens angustiados (23). Aprendeu a ser consolador dos tristes. Simeão lhes foi restituído. O clima muda da tristeza para a alegria.

    Entregaram os presentes de seu pai, inclinaram-se de novo diante de José (26). Mais uma vez, os sonhos de José se cumpriram, pois vinham de Deus. José abençoou seu irmão Benjamim. Seu amor por ele era maior porque ambos eram filhos da mesma mãe, Raquel, a esposa amada de Jacó.

    José correu para chorar escondido de tanta emoção (29,30).

    Os costumes tradicionais de uma família trazem consigo uma marca, uma identidade. O lugar de cada membro, seus talheres e pratos, a comida preferida… Tem um sabor de comunhão.

    José, carente dessa comunhão, não aguentou e desabou a chorar (30). Para os irmãos de José que, até então, não sabiam estar ali seu irmão, a alegria é descrita em termos de satisfação (34). Por um momento, todo o drama parecia ter terminado.

    Comer separado dos egípcios, segundo Kidner, não é preconceito, mas prática cultural (46.34).

    5 Lições de Vida:

    1 – Sobre os planos de Rubem e de Judá, a proposta deste era mais coerente que a daquele. Ele mesmo ficaria como fiador e seria culpado se algo acontecesse com seu irmão mais novo. Não devemos colocar a vida de ninguém em risco. Precisamos assumir responsabilidades para não cometermos injustiças

    2 – Israel e suas táticas de Jacó. Nós também muitas vezes as usamos com o nosso “jeitinho brasileiro”. Esquecemos que nosso caráter deixou de ser do homem natural, para sermos novas criaturas em Cristo. Creio que o mesmo que salvou Israel é o que nos salva: confiar e pedir misericórdias a Deus (14). Deus é o Pai das misericórdias (2 Co 1.3).

    3 – Diante das dificuldades, os irmãos de José aprenderam a honestidade (15-25). Apertos às vezes trazem ajustes.

    4 – O despenseiro de José consolou os irmãos deste. Eles que tinham uma cultura cheia de Deus e que deveriam consolar os outros, foram consolados por um homem cuja cultura era uma das mais politeístas. Devemos consolar os aflitos, com a Palavra de Deus.

    5 – A restauração da família de Israel estava acontecendo. A forma dramática deixaria lições profundas e duradouras. Deus ensinaria a eles a terem caráter, a terem honra, fidelidade, verdade, honestidade, respeito, bondade, amor e fé. Deus quer a restauração da família. Deus é família: Deus-Pai, Deus Filho e Deus-Espírito Santo.

    Sinais de Piedade Gn 44

    Consolo e Aflição (1-13)

    José busca Sinais de Piedade: Arrependimento Sincero em seus irmãos. Para isso ele criou uma prova para eles. Mandou seu despenseiro encher-lhes os sacos de mantimento e recolocar dentro o dinheiro com que tinham comprado mantimentos.

    No saco de mantimento de Benjamim, colocassem além do dinheiro, a taça de prata. O despenseiro os seguiria, os alcançaria e os acusaria de roubo e encontraria a taça com Benjamin. Assim aconteceu.

    Confiantes de que nada tinham feito de errado, defenderam-se dizendo que com quem fosse achado algum roubo, este morreria e todos ficariam como escravos (9). Procurando desde o mais velho, achou-a com o mais moço (12). Ficaram apavorados. Recarregaram os animais e voltaram à cidade (13).

    A taça de prata parecia ter sido cobiçada durante o banquete ou, pelo menos elogiada ou José sabia do que eles gostavam, do que mais lhes chamaria atenção. Não importa. O fato é que saíram de um banquete de alegria para outro, de agonia, acusados de roubo e traição. E logo com quem fora achado a taça: o filho querido do papai, pelo qual tinham empenhado vidas.

    Arrependimento Sincero (14-34)

    Na casa de José, “prostraram-se diante dele em terra” (14) mais uma vez os sonhos de José se cumpriram. J

    osé os acusou de traição. Judá tentou defender a si mesmo, e a seus irmãos, com humildade (16). Mas, José disse que aquele com quem fosse encontrada a taça é que ficaria como escravo. Os outros poderiam voltar.

    Judá explicou que aconteceria com seu pai se perdesse o segundo, morreria de tristeza (v 28,29).

    Morte é a palavra Xeol: Heb. “Sepultura”, “Mundo dos mortos”, “Além”; Hades, no Gr. Traz também a ideia de sofrimento, opressão.

    No Novo Testamento, lugar de tormento eterno, Mt 25.41; 23.15,33; Ap 19.20; 20.10, 14-15 – (Dicionário de Teologia do Novo Testamento, Edições Vida Nova).

    Judá disse que havia assumido compromisso de ser fiador de seu irmão mais moço, e que não queria ver a infelicidade de seu pai (34). Que deixasse este ir. Ele, Judá, ficaria em seu lugar.

    Judá foi representante do grupo. Explicou toda história para dizer que ficaria em lugar de Benjamim, pois não queria ver a infelicidade de seu pai. Judá demonstrou piedade. Foi ele quem sugeriu a seus irmãos não matarem José, mas vendê-lo aos midianitas (37.26). Consciente ou não, poupou a vida de seu irmão.

    Dessa vez ele tentava honrar o compromisso feito a seu pai. Aprovado, pois José buscava evidência de piedade em seus irmãos. Ele encontrou em Judá, cujo nome significa: “louvor”.

    Novamente eles se prostram diante de José (14). Mas agora o fariam dramática e solenemente. Corriam o risco de não levar seu irmão mais moço de volta, como também, de não voltar nenhum deles. Por isso expressaram humildade (16).

    Lições de Vida:

    1 – De um banquete de alegria e ternura à provação. José, que também já havia sido acusado de algo que não fizera, sabia o que eles estavam passando. Mas a intenção era buscar sinais de piedade e de arrependimento neles. Quando somos provados, devemos ser aprovados pelo arrependimento sincero.

    2 – Judá demonstrou honra, honestidade, caráter, fidelidade, responsabilidade. Demonstrou boa índole. Ele, que havia sugerido vender José aos midianitas (37.26,27), agora estava se redimindo junto deste sem saber. Foi provado e aprovado. Foi humilde e reconheceu seu pecado (16). A humildade precede a honra (Pv 15.33; 18.12).

    3 – A vida é feita de dramas. Devemos refletir em cada situação e procurar entender a vontade de Deus. Certamente tenhamos de nos arrepender e confessar pecados (16).

    4 – Os irmãos de José demonstraram boa índole. Estavam quebrantados, humildes e piedosos.

    A Restauração da Comunhão na Família Gn 45

    Se Faz com Perdão (1-15).

    A Restauração da Comunhão na Família se Faz Com Perdão.

    José não se conteve diante da demonstração de arrependimento de Judá. Mandou todos saírem e chorou tão alto que os egípcios e a casa de Faraó ouviram.

    Então José se revelou a seus irmãos (3). Pasmaram-se. José os consolou e os isentou de culpa. Perdoou-lhes. Disse a eles que Deus o havia enviado ao Egito para “conservação da vida” e “conservar vossa sucessão na terra, e guardar-vos em vida por um grande livramento” (5,7).

    Mandou-os voltar e buscar a seu pai, e falar-lhe de sua glória no Egito. José chorou com eles e beijou-os (14,15).

    Um drama comovente: Da tristeza à alegria; da alegria à tristeza e novamente à alegria. A vida é assim. Os irmãos de José plantaram ódio, colheram tristezas e amarguras. Mas pela graça de Deus receberam perdão, mediante arrependimento.

    Quem quer perdão precisa também se arrepender. José foi surpreendentemente perdoador. Alguém poderia dizer que ele era um protótipo de Cristo. Embora Cristo esteja muito acima de todos os homens, não há dúvidas de que José foi uma espécie de Messias para a família de Israel naquele contexto.

    José foi um homem comum, fiel a Deus no seu tempo, na sua história. Nós também podemos ser iguais a ele nos nossos dias. Deus pode nos permitir passar por tribulações visando algo melhor para nós.

    José foi vendido, escravizado, acusado injustamente, preso, mas tudo isto para preservar a vida de muitos, inclusive sua família e descendência, a descendência de Abraão. A promessa foi feita por Aquele que é poderoso para cumprir.

    Vimos aqui, que os dramas da vida eram encarados como ação de Deus. Os dramas não levantaram dúvidas sobre a existência e cuidado de Deus. “O israelita reconheceu a si mesmo criatura de Deus. Como não levantou dúvidas sobre a sua própria existência, assim também não podia duvidar da existência e da realidade de Deus” (A.R. Cabtree, Pg 42).

    Além disso, eles acreditavam na bondade de Deus (43.14).

    Desfaz O Poder Mal.

    Não se trata aqui da crença de que tudo é operado por Deus. Se Deus é bom, Ele não pode operar o mal. Mas Deus intervém na história atendendo orações (doutra forma, para que orar?) e usa os dramas causados pela maldição do pecado (escolha do homem: o fruto do bem e do mal, Gn 3), e os transforma em bênçãos.

    Eles tinham consciência de que o que recebiam de mal era punição ou repreensão divina de seus próprios pecados (Gn 44.16; Nm 32.23).

    José tinha consciência de que se cedesse ao assédio da mulher de Potifar e o desrespeitasse estaria pecando contra Deus (Gn 39.9).

    Pecado no Velho Testamento é a palavra “Avon”, “iniquidade” (Sl 90.8), ou “culpa” (Gn 15.16); e “hata” e “pesha” são usados nos dois sentidos, de “culpa” e “castigo” (Mq 6.7; Jr 17.1; Am 1.3; Jó 34.6). Estão relacionados: pecado, culpa e punição (Cabtree, pg 172).

    Assim o mal era consequência do pecado. Mas tinham um Deus misericordioso, disposto a perdoar (Ng 43.14; Êx 20.6; Dt 5.10; 7.9).

    Com Presentes e honras (16-28).

    Faraó consente e dá todos os recursos, e oferece o melhor da terra para Israel e seus descendentes. José deu-lhes carros, comida e roupas para irem e voltarem à sua terra. A Benjamim deu trezentas peças de prata, e cinco mudas de roupas (22). “A seu pai enviou dez jumentos carregados do melhor do Egito, e dez jumentas carregadas de trigo, e pão e outras provisões para a sua viagem ao Egito (23).

    Quando os filhos de Jacó chegaram e lhe contaram que José estava vivo e que era o Governador do Egito, seu coração desmaiou (26). Mas eles falaram de todas as palavras de José e vendo ele, os carros, reanimou-se e disse: “Basta! Ainda vive meu filho José. Eu irei e o verei antes que morra”.

    Assim, Israel foi para o Egito.

    É Completa em Deus

    O melhor da terra lhes foi dado por Faraó por causa de José. Eles podiam dizer que eram os donos do mundo da época. Mas agora, com piedade e misericórdia provadas. Quão bom seria se fosse sempre assim! Ah se nossos governantes fossem piedosos, tementes a Deus!

    Toda a família de Israel agora estaria reunida. Todos teriam terra, casa, família, e riquezas. A restauração foi completa: material, emocional e espiritual.

    José encheu seu irmão de presentes e também honrou seu pai. Ele viria para o Egito, mas viajaria e lá chegaria como um marajá, com toda sua descendência. Foi assim que Israel foi parar no Egito: em glória, e da mesma forma sairá.

    Lições de Vida:

    1 – Na vida há choro de tristezas, mas também de alegrias. “O choro pode durar uma noite, mas pela manhã vem a alegria”(Sl 30.5). Não se desespere.

    2 – Devemos aceitar o arrependimento sincero sem reservas. Não podemos reter o perdão porque ele é de Deus. O perdão cura nossas almas.

    3 – Os caminhos de Deus não são o mesmo dos nossos caminhos, nem os pensamentos dEle os nossos pensamentos (Is 55.8). Ninguém poderia dizer que ser vendido como escravo poderia um dia salvar nossa própria vida e descendência. Saibamos descobrir Deus nas adversidades.

    4 – Realmente o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. A noite de agonia passou e veio a manhã gloriosa para Israel.

    5 – Um velho homem que estava triste pela perda de seu filho e preocupado pela ameaça de destruição de sua descendência agora viaja como um marajá para o Egito. Num tempo de escassez, gozava de fartura e glórias. Foi assim que aprenderam que a Deus pertence o abater e o exaltar. Deus sustenta o faminto na fome (1 Cro 29.11,12). O povo de Deus tem tempos difíceis, mas também tem tempos de glória neste mundo e, terá melhor ainda, no final da história: a glória eterna (Lc 12.32; Ap 12.10). Alguém poderia dizer que é assim com todo mundo, crente ou não. Mas quem é crente sabe que a vitória do crente tem um sabor diferente. Ela vem de Deus como bênção, e isso não tem preço.

    Referências

    1 – Bíblia Sagrada

    2 – Dicionário da Bíblia John D Davis

    3 – Teologia do Velho Testamento, A.R Cabtree

    4 – Comentário Bíblico Moody

    5 – Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento

    6 – Imagens do Desenho Bíblico “José do Egito”.

  • A Utilidade da Palavra Inspirada de Deus

    A Utilidade da Palavra Inspirada de Deus

    A Utilidade da Palavra Inspirada de Deus para produzir em uma pessoa a aptidão completa para todas esferas da vida.

    Qual a Utilidade da Palavra Inspirada de Deus? Ela produz em uma pessoa a aptidão completa para toda boa obra. Isto é o que diz 2 Timóteo 3.16,17: Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para repreensão, para correção e para instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.”

    Por que a Escritura tem esse poder? Porque ele é inspirada por Deus. Ou seja, Deus é a origem, a fonte, como também, Ele mesmo é a Palavra, na Pessoa do Filho (Jo 1.1).

    E há uma virtude declarada sobre a Palavra de Deus em Isaías 55:10 e 11 que diz que como a chuva cai do céu e faz a terra produzir, da mesma forma, diz Deus, “a minha palavra não voltará para mim vazia, ela fará o que deseja e atingirá o propósito para o qual a enviei“.

    Foi pela sua Palavra que Deus criou o mundo e tudo que nele há. Hebreus 11.6 diz: “Pela fé entendemos que os mundos, pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente“. Por ser tão virtuosa não há nada, nenhuma outra força, nenhuma outra palavra, nem todos os bens materiais e riquezas, nem a escola, nem as melhores faculdades ou universidades do mundo podem ser mais úteis do que a Palavra de Deus para todas as coisas, e em especial, para formação do caráter do homem.

    Digo em especial para formação do homem porque o objetivo de Deus nos enviar sua Palavra seja escrita, proferida ou na Pessoa de Cristo é a nossa salvação total, isto é, no plano horizontal e espiritual.

    Com respeito ao plano horizontal, diz respeito aos nossos relacionamentos uns com os outros: família, igreja e sociedade. Deus tem projetos para nós aqui, como peregrinos na terra, mas com uma missão: fazer discípulos, ensinar a Palavra, viver em oração, em retidão e santidade, apresentando os nossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12.1,2).

    Nesse plano horizontal, dos nossos relacionamentos interpessoais, o Espírito Santo nos forma o caráter, o temperamento e as faculdades mentais para sermos a imagem de Cristo através da Palavra. “Santifica-os na verdade, a tua Palavra é a verdade” (Jo 17.17).

    Com respeito ao plano vertical, o nosso relacionamento com Deus começa aqui no plano horizontal, mas vai para o além, para toda eternidade. Nossa mente não consegue alcançar a compreensão do que isso significa.

    Por exemplo, sobre Jesus Cristo, João 1.1 diz que Ele é o Logos, a Palavra de Deus e, ao mesmo tempo, Deus. Então, o ensino verdadeiramente superior é o que vem do alto, de Deus, do transcendente para o imanente.

    Veja o que nos diz 2 Timóteo 3.16,17:

    “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”

    Quatro verbos expressam o valor da Bíblia: Ensinar, redarguir(repreender), corrigir e instruir (educar). O ensino é a didaskalia, de onde vem a didática, que é a “Arte de ensinar, de transmitir conhecimentos por meio do ensino.” (Dicio).

    Então, a palavra inspirada por Deus tem a melhor didática, é a melhor capacitada para nos ensinar.

    Destaco ainda, o verbo instruir, que é o ato pedagógico. Pedagogia vem do grego paideia que visava a formação do cidadão ético e moral.

    A palavra pedagogia vem de paideia, é a ciência da educação e do ensino. Forma-se de paidós, (criança) + agogos (condutor). Daí, o pedagogo era o condutor de crianças na aprendizagem.

    Da mesma forma, a Palavra de Deus é a Pedagoga para nos ensinar. O problema é que cada vez mais vemos pessoas descrentes na Bíblia como Palavra de Deus. Mesmo autoridades tem rejeitado o valor da Bíblia para o ensino e formação do cidadão.

    Então, isso explica o ruma desgraçado que a sociedade vem tomando, infelizmente.

  • Ter a vida nas mãos de Deus

    Ter a vida nas mãos de Deus

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas temporais. Pelo contrário, podemos até padecer muito mais por isso. Veja esse exemplo.

    2 Timóteo 1.12: Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia.

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas temporais. Pelo contrário, podemos até padecer muito mais por isso. Porém, teremos nosso descanso eterno.

    Isto é o que vemos no verso acima. No contexto, o apóstolo Paulo diz que a vinda de Jesus Cristo, ou seja, o Natal, e consequente sua missão aboliu a morte e trouxe à luz a vida pelo evangelho.

    Então, ele, Paulo foi escolhido por Jesus pregador, apóstolo e doutor dos gentios. Mas por isso, ele padecia na prisão em Roma.

    Paulo deixa claro que sua missão aos gentios era clara e muito bem focada. Não havia nenhuma dúvida do que ele deveria fazer, sofrer, viver, em fim, enfrentar quaisquer coisas para cumprir sua missão: Levar o evangelho a todos os não judeus, ou seja, gentios.

    Não obstante sua prisão, ele estava firme em sua missão, bem como em sua confissão de fé em Cristo. Veja que ele diz enfaticamente: “Eu sei em quem tenho crido”, e “estou bem certo de que é poderoso”.

    Assim, ele estava afirmando que, apesar das adversidades e da prisão por causa do evangelho, ele não estava desanimado e nem desesperançoso. Pelo contrário, ele estava bem seguro no poder de Cristo para guardar o seu “depósito”.

    Qual era o depósito de Paulo?

    Mas que depósito é este? Certamente não era dinheiro em algum banco qualquer, muito menos em algum paraíso fiscal. O depósito de Paulo era a doutrina de Cristo que ele ensinava aos gentios em cumprimento de sua missão, e da qual ele teria de prestar contas Àquele que o chamou para o ministério, no dia do juízo, o qual ele chama de “aquele dia”.

    Ter a vida nas mãos de Deus é a certeza de sermos absolvidos

    Desta forma, todos os que vivem sob obediência a Cristo padecerão de alguma forma neste mundo, mas podem ter a certeza, igual ao apóstolo Paulo, de viver seguro de que serão livres da condenação no juízo final.

    Este dia do juízo, que em algumas traduções está com D maiúsculo é o dia mais crucial em toda a nossa existência terrena e pós terrena. Nele será decretado a nossa sentença eterna, o nosso destino eterno. Por isso, este “Dia” deve ser a nossa principal preocupação.

    E o que podemos fazer para nos sairmos bem naquele Dia? A única coisa que podemos fazer é estarmos certos, convictos e seguros no poder de Cristo para nos guardar.

    Como diz o hino do Cantor Cristão 377 “Pois eu sei em quem crido, e estou bem certo que é poderoso, pra guardar o meu tesouro, até o dia final”.

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    Jesus Cristo: A âncora do Cristão

  • Parábola do Publicano e do Fariseu

    Parábola do Publicano e do Fariseu

    Leitura Diária: Parábola do Publicano e do Fariseu, em Lucas 18.9-14 tem dois ensinos: a oração e a salvação. Vejamos como orar e como ser salvo.

    O que são parábolas?

    Jesus utilizava as parábolas em seus ensinos. As parábolas eram histórias reais ou fictícias que visam transmitir princípios morais, éticos e espirituais.

    Vejamos, então, quais os ensinos na parábola do publicano e do fariseu.

    Leitura Diária: Parábola do Publicano e do Fariseu – A Oração do Fariseu.

    Primeiramente, precisamos saber quem eram os fariseus. Em síntese, os fariseus eram um partido religioso que defendia a observância da Lei de Moisés. Mas os status político dominava a classe farisaica e eles passaram a abandonar a Lei para observar suas próprias tradições.

    Por isso, eles se opuseram a Jesus Cristo, pois viram nele uma ameaça ao seu status político dentro do judaísmo.

    Na Parábola do Publica e do Fariseu, fica claro como eles se sentiam superiores às demais pessoas. Então Jesus contou esta parábola para ensinar contra a falsa confiança em si mesmo. Vejamos o texto bíblico.

    E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:
    10 Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.
    11 O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
    12 Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
    13 O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!
    14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.”

    O verso 9 diz qual o objetivo do ensino de Jesus neste parábola e quis eram seu público alvo: “Uns que confiavam em si mesmo, crendo que eram justos, e desprezavam os outros.”.

    Fica claro, também, que estes que “confiavam em si mesmo, crendo que eram justos, e desprezavam os outros”, eram os fariseus, representados por um fariseus que orava.

    A Oração do Fariseu – Oração inútil

    Este fariseu, em sua oração se gabava de sua religiosidade, da justiça que achava que tinha diante de Deus, e desprezava as outras pessoas, veja o verso 11 e 12.

    O outro personagem da parábola era um publicano. Quem era os publicanos? Os publicanos era da nação de Israel que cobram impostos para o Império Romano.

    Eles cobram além da taxa exigida pelo Império, para tirarem um lucro a mais para eles. As palavras de Zaqueu, que era chefe de publicanos demonstra isso (Lc 19.1-10).

    Por isso, eles eram odiados e considerados pelos seus patrícios como pecadores dignos do inferno, principalmente pelos líderes religiosos: Sumo-sacerdotes, sacerdotes, escribas, fariseus…

    Como foi a oração do publicano? Veja o verso 13.

    Um único verso descreve a oração do publicano. Ele não se achava digno diante de Deus, batia no peito sentindo sua miséria, pedindo misericórdia.

    Então, Jesus disse: “Este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.”

    Esta parábola tem vários dois ensinos principais sobre a oração e salvação. Mas tem, também, outros ensinos correlacionados: a justificação, o que é a humildade, por exemplo.

    Sobre a oração, Deus responde favoravelmente não pelos méritos religiosos ou legais de alguém, mas pela sinceridade, verdade e humildade de alguém, quem quer que seja.

    O motivo disto está em outro ensino: A universalidade do pecado, pois diz a Escritura que todos pecaram (Rm 3.16).

    Logo, não há nenhum justo, nem um se quer, todos pecaram. Então, não temos nenhuma justiça a reivindicar diante de Deus.

    Por outro lado, se a pessoa confessa seu estado miserável e carente da graça e misericórdia de Deus, ela então, recebe o favor divino, pois está a favor da declaração de Deus: Todos pecaram.

    E para todos só um remédio: Arrependimento e confissão dos pecados a Jesus Cristo (1 Jo 1.9).

    Neste caso, a oração do publicano fui útil diante de Deus.

    O que é a humildade?

    Mas, então, o que é a humildade? A humildade, segundo podemos inferir desta parábola é: Reconhecermos nossas fraquezas, nossos pecados e indignidade diante de Deus, e suplicar por misericórdia.

    E isso é muito sério e importante, porque Deus não deixará nenhum soberbo (contrario de humilde) entrar no céu, pois diz a Escritura:

    Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tg 4.6) e,

    Bem-aventurados os pobres de espírito (humildes), porque deles é o reino dos céus (Mt 5.3)

    Quer ser abençoado por Deus Deus? Siga a instrução abaico:

    Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte (1 Pe 5.6)

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  • Estudo do Livro de Revelações

    Estudo do Livro de Revelações

    Estudo do Livro de Revelações, credenciais, remetente, destinatários, escritor e o Cristo Glorificado.

    Estudo do Livro de Revelações. Credenciais 1.1-3

    As credencias.  A revelação é dada por Deus-Pai a Deus-Filho (1). Assim, Apocalipse não é de João, mas de Jesus Cristo. É dele toda revelação neste livro, assim como em toda a Bíblia.

    Revelação em grego é apokalupsis quer dizer “tirar o véu”, “descortinar”. Neste caso, revelar a mensagem de Deus dada a Jesus Cristo, e confiada a João como portador encarregado de transmitir às igrejas.

    A forma é, segundo a Bíblia Shedd, semainõ, que em grego significa, “indicar”, “ensinar por símbolos”. Indicando assim, a forma de comunicação simbólica.

    A finalidade de Deus com esta mensagem é “mostrar a seus servos as coisas que brevemente devem acontecer” (1). Então, este é o objetivo do Livro.

    Este Livro revela muito mais do que uma mensagem, mas, o próprio Deus. Deus é o doador da revelação. Jesus é o receptor da dádiva. Toda revelação de Deus pertence a Jesus, “revelação de Jesus Cristo” (1). Tudo foi dado a Ele (Mt 28.18). Ele é o Dono da revelação.

    Isto revela a Pessoa de Cristo como Senhor da Igreja e do Mundo. Mais adiante veremos sua dignidade em desvendar a história, e dar-lhe o fim desejado.

    Deus é o doador, a fonte de tais revelações, o “pai das luzes” de quem “vem todo dom perfeito” (Tg 1.17). Isto demonstra que não há dois deuses, mas um só, Pai e Filho em sintonia e unidade perfeita e indivisível, agindo em cuidado para com seus servos.

    O conteúdo da mensagem: “as coisas que em breve devem acontecer” (1). Isto é, um olhar para o futuro da Igreja e do mundo.

    Mas isto não quer dizer que o Livro revele só coisas futuras. O passado e o presente serão sempre lembrados. Só como exemplo introdutório, no verso 19 diz: “Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.

    João, conforme já vimos, é o discípulo e apóstolo, filho de Zebedeu. Ele testificou, isto é, assegurou, testemunhou, garantiu convictamente a veracidade da revelação da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, assim como tudo que viu (2).

    Por essa declaração do autor, deduzimos que ele era bem conhecido e que gozava de credibilidade dos destinatários (veja mais sobre o autor na Introdução e no próximo tópico: “Credenciais”).

    No fechamento das credenciais no verso 3, a bem-aventurança do que lê, dos que ouvem, e dos que guardam as coisas escritas nesta Revelação de Jesus Cristo.

    Esta termina com uma expressão que lembra os primeiros ensinos de Cristo, uma advertência: “porque o tempo está próximo” (Mc 1.15).

    Poderíamos entender assim: O fim das oportunidades está chegando, felizes são os que estão tomando conhecimento disto antes que aconteça.

    Cumpre-se assim a palavra profética:

    Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3:7).

    João, aqui, além de Apóstolo, teve também, a função de Profeta. E o destino da profecia é a edificação da Igreja do Senhor (1 Co 14.3).

    Por isso, a Igreja é alvo final da revelação e da profecia, para que ela possa cumprir sua missão no mundo, mas também para receber atenção, cuidado do Senhor.

    Estudo do Livro de Revelações Remetente 1.1,4,9

    O remetente e escritor das cartas e de toda Revelação neste livro se identifica como João, servo de Cristo (1), irmão e companheiro da Igreja “na tribulação, e na perseverança em Jesus” (9).

    Suas credenciais o identificam com a igreja perseguida. Ele era reconhecidamente um “irmão” em Cristo, e um coparticipante, “companheiro” não nas festas, mas na tribulação e perseverança em Jesus.

    Isto é, ele era companheiro de jugo com eles. Carregava com orgulho as mesmas marcas de Cristo. Este é o real sentido da comunhão, da koinonia cristã.

    Já vimos acima sobre autoria e argumentos favoráveis a João, o Apóstolo, filho de Zebedeu, e autor do quarto Evangelho.

    Estudo do Livro de Revelações – Destinatários 1.4,11.

    Os destinatários são as sete Igrejas da Ásia nomeadas aqui: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.

    Abordarei algumas particularidades sobre elas nos estudos de cada uma das cartas.

    Ensinos da Dedicatória (1.4-8).

    A saudação é costumeira de outras cartas, com algumas particularidades e semelhanças.

    Quanto às semelhanças, as expressões “graça” e “paz”. Estas expressões aparecem em todas as cartas de Paulo, de Pedro e em Segunda de João.

    Já as particularidades, a saudação em nome de Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo típicas da linguagem apocalíptica.

    A graça, e a paz vêm “daquele que é, que era, e que há de vir” (1.4). Aquele cuja linguagem humana não pode descrever nem mesmo os seus atributos, pois são eternos.

    Eterno é um termo vago, por isso os teólogos tentaram criar outro termo: sempiterno, “Característica do que persiste, do que se mantém ou se conserva, para sempre – que é eterno: Deus é sempiterno” (Dicio); O que não tem começo nem fim.

    Deus é o grande EU SOU (Êx 3.14), o refúgio de geração em geração (Sl 90.1). Antes de tudo Ele já existia, durante tudo Ele é, depois de tudo Ele continuará sendo Deus.

    Nossas expressões do verbo ser: “é, era, virá” são defeituosas, pois apontam para passado, presente e futuro. Porém, o que é o eterno? É o que começou e não tem fim ou o que é sem começo e sem fim? Está dentro do tempo ou fora do tempo?

    Não há palavras humanas para descrever corretamente Deus e sua forma de existência. Então, nós lançamos mão de antropomorfismos.

    Gosto de pensar que a questão da eternidade e o tempo são como um relógio de parede e seus ponteiros que marcam minutos e segundos.

    O objeto que contém os ponteiros está imóvel, enquanto os ponteiros se movimentam.

    O objeto relógio de parede seria a eternidade, os ponteiros seriam o tempo. A eternidade seria assim, uma realidade que contém o tempo, mas não sofre qualquer alteração com ele.

    Seria ainda, como um conjunto infinito universo que contém todos os outros conjuntos, inclusive as esferas do passado, do presente e do futuro.

    Tudo que já aconteceu, que acontece é que acontecerá, está diante de Deus neste, e em qualquer exato momento.

    Segundo as próprias palavras do Senhor, Ele diz: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apocalipse 1:8,11, 17).

    Todas as realidades estão convergidas para Cristo (Ef 1.10). E este é o Senhor da Igreja. Que consolo!

    Eu me consolo em pensar que este SER se apresenta para mim nas Escrituras, que Ele tem uma mensagem para mim, que para me salvar seu Filho veio e padeceu neste mundo. Que privilégio!

    E este foi o objetivo para a Igreja no fim do primeiro século que sofria com a perseguição. Deus, o sempiterno enviou a ela uma mensagem de consolo dizendo que Ele está no controle e que a Igreja deveria permanecer firme na fé, pois seu fim seria glorioso.

    E este consolo vem não somente na saudação do Pai nosso, mas também do Santo Espírito, aqui mencionado como os “sete espíritos que estão diante do seu trono”. Já mencionei que o número sete significa completação, perfeição. Assim, os sete espíritos aqui simbolizam o Espírito Santo.

    E assim como é a existência de Deus-Pai é igualmente a existência do Espírito Santo com todos os atributos. A particularidade do Espírito Santo é que Ele é aquele que inspirou todas as Escrituras, Velho e Novo Testamentos, e que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8; 2 Pe 1.20,21).

    A saudação também vem da “parte de Jesus Cristo que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra” (1.5).

    Igual ao Pai e ao Espírito Santo, o Filho é também de natureza divina com todos os atributos. Mas aqui há algumas particularidades que Deus-Pai e Deus-Espírito Santo experimentam na Pessoa do Filho, que é a sua missão de salvar a humanidade. Ele é uma fiel testemunha.

    Grande parte das vezes que busco o texto em grego para verificar a palavra usada para “testemunha” é usado termo martyria. Nos dicionários grego e nos léxicos esta palavra é sempre traduzida como testemunha ou testemunho e testificar.

    Foi o que Jesus disse aos Apóstolos em Atos 1.8Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”.

    A palavra testemunha é martyria. Desta palavra vem a palavra mártires. Tenho observado que eles entenderam que a ordem era para testemunhar com a própria vida, mesmo diante da morte pelo Império.

    Com esse pensamento, eles morreram testemunhando de Cristo, seguindo o exemplo de seu Senhor (At 9.16;20.4; Fp 1.29; 1 Pd 2.21). Sendo o primeiro mártir dos Apóstolos, Tiago (At 12.2).

    Jesus foi a primeira grande testemunha que, para nos fazer seus amigos deu sua vida (Jo 15.13).  E seus discípulos seguiram o exemplo.

    Mas esse testemunho de Cristo não tem só a perspectiva da salvação do homem, mas da firmeza inseparável com a natureza e propósitos de Deus.

    O Filho teve de se tornar homem, e padecer como homem. Para isso teve de se humilhar (Fp 2.5sgs). Ele sofreu afrontas, foi espancado, provado de todas as formas, mas permaneceu firme à sua missão encarregado pelo Pai.

    Assim, Ele é a fiel testemunha. Fiel é aquele que tem a capacidade de permanecer, resistir diante da prova, sem perder seu caráter, sua dignidade; sem romper com princípios morais e espirituais.

    É como um equipamento sendo testado pelo INMETRO ou outro medidor, que depois de sofrer choques, atritos e toda prova, permanece comprovando sua capacidade, natureza, eficiência e eficácia.

    Jesus provou na cruz que Ele é a fiel testemunha com fidelidade indivisível, inseparável com Deus. Podemos confiar nele. Não há nenhuma força capaz de O fazer mudar em seu caráter; sua fidelidade foi atestada no INMETRO celestial e foi aprovada. Ele é Deus. E melhor, é Deus conosco, o Emanuel (Mt 1.23).

    E isto tudo tem a ver diretamente com a Igreja. Ela pode contar com o que é a fiel testemunha agindo em seu favor.

    É dito também, que Ele é o “príncipe dos reis da terra” (v.5). Isto quer dizer que ele tem a autoridade sobre os reinos e que todos os governantes terão de prestar contas a Ele por tudo que têm feito. Pode parecer que a história nas mãos dos homens, mas ela está nas de Deus.

    Além disso, é dito sobre Jesus que Ele é “o primogênito dentre os mortos”. Esta expressão quer dizer que Ele foi o primeiro a ressuscitar para nunca mais morrer. E isto vai acontecer com todo aquele que nele crer (Jo 6.54;1 Co 6.14). Ressuscitaremos para a vida eterna.

    Todas as provas que atestam a fidelidade de Cristo comprovam a realização da missão mais importante para mim e para você que crer, pois sua missão está diretamente direcionada para nós. Isto é, nós somos alvos de sua missão.

    Apocalipse – A Obra de Cristo

    1 – Ele provou que nos ama. O verso 5b diz: “Àquele que nos ama”. Esta foi e é a declaração de Deus por sua Igreja neste mundo de perseguições e dor. Uma declaração escrita com o sangue precioso de seu Filho na cruz. Como é confortador saber que o SER Glorioso me ama e declara seu amor por mim de tal maneira (Jo 3.16).

    2 – É dito também que Ele com “seu sangue nos lavou dos nossos pecados” (v.5). Algumas traduções trazem que Ele nos “libertou” e outras, que Ele nos “lavou” dos nossos pecados. Eu prefiro essa.

    O sangue de Jesus é o único que pode me limpar-me de todo pecado e me purificar de toda injustiça (1 Jo 1.9); me lavar completamente.

    Não há pecado que o sangue de Jesus não possa purificar mediante nossa confissão diante do Senhor.

    Não há alvejante mais poderoso do que o sangue de Jesus que possa limpar pecados. Veja o efeito purificador do sangue de Cristo em 7.13,14.

    3 – Ainda é declarado que Ele nos “fez reinos e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém” (1.6).

    Isto quer dizer que Ele e não nós ou nossas obras, nem nenhuma criatura; mas Ele, tão somente Ele, nos fez reinos e sacerdotes para Deus.

    Isto tem muitas implicações, mas eu quero destacar que: 1- com isso, nós fomos feitos propriedade particular de Deus. Pertencemos a Ele e o maligno não pode nos tocar;

    2 – Somos representantes de Deus no mundo (1 Jo 5.18; 1 Pe 2.9).

     Antes de terminar, há muito venho refletindo sobre a grandeza deste verso 7 que tem paralelo com o profeta Zacarias.

    Ap 1.7: “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém”.

     Zacarias 12.10:

    E derramarei sobre a família de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de ação de graças e de súplicas. Olharão para mim, aquele a quem traspassaram, e chorarão por ele como quem chora a perda de um filho único, e lamentarão amargamente por ele como quem lamenta a perda do filho mais velho” (Zacarias 12:10).

    Veja que Deus diz claramente: “olharão para mim, aquele a quem traspassaram”. Isto significa a conversão de Israel, como nação, a Jesus de Nazaré, que foi morto em Jerusalém mediante condenação do Conselho deles. Ele foi transpassado por eles.

    Acontecerá como ensinado por Paulo em Romanos, cap. 11. E será um tempo de glória como nunca houve na terra.

    Sobre o verso 8 já mencionei acima.

    Se você já faz parte do povo alcançado e lavado pelo sangue de Jesus, glorifique ao Senhor. Se não, é simples entrar para esta graça. Basta ter fé em Cristo e a Ele confessar seus pecados.

    Revelações – As Visões 1.9-22.21.

    Esta seção inicia as visões de João na Ilha de Patmos, e vai até o fim do Livro. O livro é todo escrito de visões em séries.

     1.9-3.22: Jesus Cristo glorificado domina a história, a igreja e seus anjos (ministros);

     A primeira série de visões se inicia com Cristo glorificado dominando a História, com atenção especial à sua Igreja, as quais destina cartas.

    Seguem-se depois disso, várias visões em série com a expressão “depois destas coisas” (4.1; 7.1,9; 18.119.1 e/ou “e vi...” (5.1; 6.1,12).

    A primeira visão é de Cristo glorificado, revelando fatos, direcionando eventos em relação ao mundo e, principalmente, sua igreja.

    1.9-20 – A Visão de Cristo Glorificado e Seu Domínio;

    Já mencionei acima sobre Autor e credenciais do Remetente, e sobre João, mas vale a pena recordar.

    João se apresenta no verso 9 como irmão e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança em Jesus. Portanto, ele era alguém conhecido, que vivia as mesmas lutas e vitórias dos demais cristãos. Por isso ele estava exilado na Ilha de Patmos.

    Patmos é uma ilha grega de formação vulcânica situada, segundo o Wikipédia no Egeu Meridional, situada a 55 km da costa Sul da Turquia, no Mar Egeu. Tem uma área total de 45 km² e uma população de 3.047 habitantes (2011). O Dicionário J. D. Davis diz que a ilha nada produz.

    Entretanto, segundo Hale, a ilha tinha como indústria principal a mineração de sal e era uma colônia penal para prisioneiros políticos de Roma.

    Segundo o mesmo autor, João fora preso ali por Cesar Domiciano (96 d.C) e solto pelo sucessor, Cesar Nerva.

    O motivo de sua prisão ali foi “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus”. Isto foi interpretado desde os primeiros leitores como sendo por causa da pregação do Evangelho, por se declarar e pregar Cristo como Senhor.

    Podemos aprender sobre isso, que este João se identificava com a igreja perseguida. Ele não era alguém estranho aos sofrimentos dos demais irmãos. Pelo contrário, neste particular ele era “companheiro”.

    O melhor testemunho do Evangelho é aquele que é escrito com sofrimento e perseverança por causa da fé.

    Mas é dito também que ele era participante no reino, pois Cristo nos tornou “reis” (1.6). Para muitos hoje, ser reis é serem isentos de sofrimentos, mas aqui, ambos estão juntos.

    Isto demonstra o quanto nossas crenças podem navegar para longe da verdade bíblica. Entretanto é fato que reinaremos com Cristo (Ap 5.10; 21.4; 2Tm 2.12).

    Além disso, ele era coparticipante no sacerdócio e na paciência ou perseverança. O sacerdócio significa que o cristão tem acesso diante de Deus, para O servir. Mas isso faz do cristão também intercessor, em Cristo, por aqueles que precisam conhecer a Deus (1 Tm 2.1-6).

    João revela que ele foi “movido pelo Espírito” (BJ), “achei-me em espírito” (ARA), “dominado pelo Espírito de Deus” (NTLH). Isto aconteceu “no dia do Senhor”.

    O dia do Senhor é o primeiro dia da semana, o domingo, dia da ressurreição de Jesus Cristo.

    Já no primeiro século (96 D.C.), como vemos aqui, o domingo foi consagrado como dia especial de culto a Deus.

    É notório e deve ser considerado isto: que o Senhor priorizou eventos nesse dia, a começar com sua própria ressurreição e aparições, assim como a igreja que passou a se reunir neste dia (Mc 16.2, 9; Lc 24.1; Mt 28.1; 1 Co 16.2; Jo 20.1, 19; At 20.7).

    Isto começou depois de consumada a Nova Aliança pelo sangue de Cristo na cruz (Mc 14.22; Mt 26.26; Hb 8.8,13; 12.2; 13.20).

    O Agente das revelações aqui como em toda a Bíblia é o Espírito Santo. O Espírito do Senhor tomou a João e mostrou a ele as visões.

    Mas veja que João não perdeu os sentidos. Ele estava cônscio para se comunicar, para entender e para escrever as visões. Não foi uma possessão física e psicológica, mas uma apropriação, uma instrumentação do Espírito Santo na vida de seu servo.

    Leia também: Carta À Igreja de Laodiceia

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