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  • Parábola do Publicano e do Fariseu

    Parábola do Publicano e do Fariseu

    Leitura Diária: Parábola do Publicano e do Fariseu, em Lucas 18.9-14 tem dois ensinos: a oração e a salvação. Vejamos como orar e como ser salvo.

    O que são parábolas?

    Jesus utilizava as parábolas em seus ensinos. As parábolas eram histórias reais ou fictícias que visam transmitir princípios morais, éticos e espirituais.

    Vejamos, então, quais os ensinos na parábola do publicano e do fariseu.

    Leitura Diária: Parábola do Publicano e do Fariseu – A Oração do Fariseu.

    Primeiramente, precisamos saber quem eram os fariseus. Em síntese, os fariseus eram um partido religioso que defendia a observância da Lei de Moisés. Mas os status político dominava a classe farisaica e eles passaram a abandonar a Lei para observar suas próprias tradições.

    Por isso, eles se opuseram a Jesus Cristo, pois viram nele uma ameaça ao seu status político dentro do judaísmo.

    Na Parábola do Publica e do Fariseu, fica claro como eles se sentiam superiores às demais pessoas. Então Jesus contou esta parábola para ensinar contra a falsa confiança em si mesmo. Vejamos o texto bíblico.

    E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:
    10 Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.
    11 O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
    12 Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
    13 O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!
    14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.”

    O verso 9 diz qual o objetivo do ensino de Jesus neste parábola e quis eram seu público alvo: “Uns que confiavam em si mesmo, crendo que eram justos, e desprezavam os outros.”.

    Fica claro, também, que estes que “confiavam em si mesmo, crendo que eram justos, e desprezavam os outros”, eram os fariseus, representados por um fariseus que orava.

    A Oração do Fariseu – Oração inútil

    Este fariseu, em sua oração se gabava de sua religiosidade, da justiça que achava que tinha diante de Deus, e desprezava as outras pessoas, veja o verso 11 e 12.

    O outro personagem da parábola era um publicano. Quem era os publicanos? Os publicanos era da nação de Israel que cobram impostos para o Império Romano.

    Eles cobram além da taxa exigida pelo Império, para tirarem um lucro a mais para eles. As palavras de Zaqueu, que era chefe de publicanos demonstra isso (Lc 19.1-10).

    Por isso, eles eram odiados e considerados pelos seus patrícios como pecadores dignos do inferno, principalmente pelos líderes religiosos: Sumo-sacerdotes, sacerdotes, escribas, fariseus…

    Como foi a oração do publicano? Veja o verso 13.

    Um único verso descreve a oração do publicano. Ele não se achava digno diante de Deus, batia no peito sentindo sua miséria, pedindo misericórdia.

    Então, Jesus disse: “Este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.”

    Esta parábola tem vários dois ensinos principais sobre a oração e salvação. Mas tem, também, outros ensinos correlacionados: a justificação, o que é a humildade, por exemplo.

    Sobre a oração, Deus responde favoravelmente não pelos méritos religiosos ou legais de alguém, mas pela sinceridade, verdade e humildade de alguém, quem quer que seja.

    O motivo disto está em outro ensino: A universalidade do pecado, pois diz a Escritura que todos pecaram (Rm 3.16).

    Logo, não há nenhum justo, nem um se quer, todos pecaram. Então, não temos nenhuma justiça a reivindicar diante de Deus.

    Por outro lado, se a pessoa confessa seu estado miserável e carente da graça e misericórdia de Deus, ela então, recebe o favor divino, pois está a favor da declaração de Deus: Todos pecaram.

    E para todos só um remédio: Arrependimento e confissão dos pecados a Jesus Cristo (1 Jo 1.9).

    Neste caso, a oração do publicano fui útil diante de Deus.

    O que é a humildade?

    Mas, então, o que é a humildade? A humildade, segundo podemos inferir desta parábola é: Reconhecermos nossas fraquezas, nossos pecados e indignidade diante de Deus, e suplicar por misericórdia.

    E isso é muito sério e importante, porque Deus não deixará nenhum soberbo (contrario de humilde) entrar no céu, pois diz a Escritura:

    Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tg 4.6) e,

    Bem-aventurados os pobres de espírito (humildes), porque deles é o reino dos céus (Mt 5.3)

    Quer ser abençoado por Deus Deus? Siga a instrução abaico:

    Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte (1 Pe 5.6)

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  • Estudo do Livro de Revelações

    Estudo do Livro de Revelações

    Estudo do Livro de Revelações, credenciais, remetente, destinatários, escritor e o Cristo Glorificado.

    Estudo do Livro de Revelações. Credenciais 1.1-3

    As credencias.  A revelação é dada por Deus-Pai a Deus-Filho (1). Assim, Apocalipse não é de João, mas de Jesus Cristo. É dele toda revelação neste livro, assim como em toda a Bíblia.

    Revelação em grego é apokalupsis quer dizer “tirar o véu”, “descortinar”. Neste caso, revelar a mensagem de Deus dada a Jesus Cristo, e confiada a João como portador encarregado de transmitir às igrejas.

    A forma é, segundo a Bíblia Shedd, semainõ, que em grego significa, “indicar”, “ensinar por símbolos”. Indicando assim, a forma de comunicação simbólica.

    A finalidade de Deus com esta mensagem é “mostrar a seus servos as coisas que brevemente devem acontecer” (1). Então, este é o objetivo do Livro.

    Este Livro revela muito mais do que uma mensagem, mas, o próprio Deus. Deus é o doador da revelação. Jesus é o receptor da dádiva. Toda revelação de Deus pertence a Jesus, “revelação de Jesus Cristo” (1). Tudo foi dado a Ele (Mt 28.18). Ele é o Dono da revelação.

    Isto revela a Pessoa de Cristo como Senhor da Igreja e do Mundo. Mais adiante veremos sua dignidade em desvendar a história, e dar-lhe o fim desejado.

    Deus é o doador, a fonte de tais revelações, o “pai das luzes” de quem “vem todo dom perfeito” (Tg 1.17). Isto demonstra que não há dois deuses, mas um só, Pai e Filho em sintonia e unidade perfeita e indivisível, agindo em cuidado para com seus servos.

    O conteúdo da mensagem: “as coisas que em breve devem acontecer” (1). Isto é, um olhar para o futuro da Igreja e do mundo.

    Mas isto não quer dizer que o Livro revele só coisas futuras. O passado e o presente serão sempre lembrados. Só como exemplo introdutório, no verso 19 diz: “Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.

    João, conforme já vimos, é o discípulo e apóstolo, filho de Zebedeu. Ele testificou, isto é, assegurou, testemunhou, garantiu convictamente a veracidade da revelação da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, assim como tudo que viu (2).

    Por essa declaração do autor, deduzimos que ele era bem conhecido e que gozava de credibilidade dos destinatários (veja mais sobre o autor na Introdução e no próximo tópico: “Credenciais”).

    No fechamento das credenciais no verso 3, a bem-aventurança do que lê, dos que ouvem, e dos que guardam as coisas escritas nesta Revelação de Jesus Cristo.

    Esta termina com uma expressão que lembra os primeiros ensinos de Cristo, uma advertência: “porque o tempo está próximo” (Mc 1.15).

    Poderíamos entender assim: O fim das oportunidades está chegando, felizes são os que estão tomando conhecimento disto antes que aconteça.

    Cumpre-se assim a palavra profética:

    Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3:7).

    João, aqui, além de Apóstolo, teve também, a função de Profeta. E o destino da profecia é a edificação da Igreja do Senhor (1 Co 14.3).

    Por isso, a Igreja é alvo final da revelação e da profecia, para que ela possa cumprir sua missão no mundo, mas também para receber atenção, cuidado do Senhor.

    Estudo do Livro de Revelações Remetente 1.1,4,9

    O remetente e escritor das cartas e de toda Revelação neste livro se identifica como João, servo de Cristo (1), irmão e companheiro da Igreja “na tribulação, e na perseverança em Jesus” (9).

    Suas credenciais o identificam com a igreja perseguida. Ele era reconhecidamente um “irmão” em Cristo, e um coparticipante, “companheiro” não nas festas, mas na tribulação e perseverança em Jesus.

    Isto é, ele era companheiro de jugo com eles. Carregava com orgulho as mesmas marcas de Cristo. Este é o real sentido da comunhão, da koinonia cristã.

    Já vimos acima sobre autoria e argumentos favoráveis a João, o Apóstolo, filho de Zebedeu, e autor do quarto Evangelho.

    Estudo do Livro de Revelações – Destinatários 1.4,11.

    Os destinatários são as sete Igrejas da Ásia nomeadas aqui: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.

    Abordarei algumas particularidades sobre elas nos estudos de cada uma das cartas.

    Ensinos da Dedicatória (1.4-8).

    A saudação é costumeira de outras cartas, com algumas particularidades e semelhanças.

    Quanto às semelhanças, as expressões “graça” e “paz”. Estas expressões aparecem em todas as cartas de Paulo, de Pedro e em Segunda de João.

    Já as particularidades, a saudação em nome de Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo típicas da linguagem apocalíptica.

    A graça, e a paz vêm “daquele que é, que era, e que há de vir” (1.4). Aquele cuja linguagem humana não pode descrever nem mesmo os seus atributos, pois são eternos.

    Eterno é um termo vago, por isso os teólogos tentaram criar outro termo: sempiterno, “Característica do que persiste, do que se mantém ou se conserva, para sempre – que é eterno: Deus é sempiterno” (Dicio); O que não tem começo nem fim.

    Deus é o grande EU SOU (Êx 3.14), o refúgio de geração em geração (Sl 90.1). Antes de tudo Ele já existia, durante tudo Ele é, depois de tudo Ele continuará sendo Deus.

    Nossas expressões do verbo ser: “é, era, virá” são defeituosas, pois apontam para passado, presente e futuro. Porém, o que é o eterno? É o que começou e não tem fim ou o que é sem começo e sem fim? Está dentro do tempo ou fora do tempo?

    Não há palavras humanas para descrever corretamente Deus e sua forma de existência. Então, nós lançamos mão de antropomorfismos.

    Gosto de pensar que a questão da eternidade e o tempo são como um relógio de parede e seus ponteiros que marcam minutos e segundos.

    O objeto que contém os ponteiros está imóvel, enquanto os ponteiros se movimentam.

    O objeto relógio de parede seria a eternidade, os ponteiros seriam o tempo. A eternidade seria assim, uma realidade que contém o tempo, mas não sofre qualquer alteração com ele.

    Seria ainda, como um conjunto infinito universo que contém todos os outros conjuntos, inclusive as esferas do passado, do presente e do futuro.

    Tudo que já aconteceu, que acontece é que acontecerá, está diante de Deus neste, e em qualquer exato momento.

    Segundo as próprias palavras do Senhor, Ele diz: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apocalipse 1:8,11, 17).

    Todas as realidades estão convergidas para Cristo (Ef 1.10). E este é o Senhor da Igreja. Que consolo!

    Eu me consolo em pensar que este SER se apresenta para mim nas Escrituras, que Ele tem uma mensagem para mim, que para me salvar seu Filho veio e padeceu neste mundo. Que privilégio!

    E este foi o objetivo para a Igreja no fim do primeiro século que sofria com a perseguição. Deus, o sempiterno enviou a ela uma mensagem de consolo dizendo que Ele está no controle e que a Igreja deveria permanecer firme na fé, pois seu fim seria glorioso.

    E este consolo vem não somente na saudação do Pai nosso, mas também do Santo Espírito, aqui mencionado como os “sete espíritos que estão diante do seu trono”. Já mencionei que o número sete significa completação, perfeição. Assim, os sete espíritos aqui simbolizam o Espírito Santo.

    E assim como é a existência de Deus-Pai é igualmente a existência do Espírito Santo com todos os atributos. A particularidade do Espírito Santo é que Ele é aquele que inspirou todas as Escrituras, Velho e Novo Testamentos, e que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8; 2 Pe 1.20,21).

    A saudação também vem da “parte de Jesus Cristo que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra” (1.5).

    Igual ao Pai e ao Espírito Santo, o Filho é também de natureza divina com todos os atributos. Mas aqui há algumas particularidades que Deus-Pai e Deus-Espírito Santo experimentam na Pessoa do Filho, que é a sua missão de salvar a humanidade. Ele é uma fiel testemunha.

    Grande parte das vezes que busco o texto em grego para verificar a palavra usada para “testemunha” é usado termo martyria. Nos dicionários grego e nos léxicos esta palavra é sempre traduzida como testemunha ou testemunho e testificar.

    Foi o que Jesus disse aos Apóstolos em Atos 1.8Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”.

    A palavra testemunha é martyria. Desta palavra vem a palavra mártires. Tenho observado que eles entenderam que a ordem era para testemunhar com a própria vida, mesmo diante da morte pelo Império.

    Com esse pensamento, eles morreram testemunhando de Cristo, seguindo o exemplo de seu Senhor (At 9.16;20.4; Fp 1.29; 1 Pd 2.21). Sendo o primeiro mártir dos Apóstolos, Tiago (At 12.2).

    Jesus foi a primeira grande testemunha que, para nos fazer seus amigos deu sua vida (Jo 15.13).  E seus discípulos seguiram o exemplo.

    Mas esse testemunho de Cristo não tem só a perspectiva da salvação do homem, mas da firmeza inseparável com a natureza e propósitos de Deus.

    O Filho teve de se tornar homem, e padecer como homem. Para isso teve de se humilhar (Fp 2.5sgs). Ele sofreu afrontas, foi espancado, provado de todas as formas, mas permaneceu firme à sua missão encarregado pelo Pai.

    Assim, Ele é a fiel testemunha. Fiel é aquele que tem a capacidade de permanecer, resistir diante da prova, sem perder seu caráter, sua dignidade; sem romper com princípios morais e espirituais.

    É como um equipamento sendo testado pelo INMETRO ou outro medidor, que depois de sofrer choques, atritos e toda prova, permanece comprovando sua capacidade, natureza, eficiência e eficácia.

    Jesus provou na cruz que Ele é a fiel testemunha com fidelidade indivisível, inseparável com Deus. Podemos confiar nele. Não há nenhuma força capaz de O fazer mudar em seu caráter; sua fidelidade foi atestada no INMETRO celestial e foi aprovada. Ele é Deus. E melhor, é Deus conosco, o Emanuel (Mt 1.23).

    E isto tudo tem a ver diretamente com a Igreja. Ela pode contar com o que é a fiel testemunha agindo em seu favor.

    É dito também, que Ele é o “príncipe dos reis da terra” (v.5). Isto quer dizer que ele tem a autoridade sobre os reinos e que todos os governantes terão de prestar contas a Ele por tudo que têm feito. Pode parecer que a história nas mãos dos homens, mas ela está nas de Deus.

    Além disso, é dito sobre Jesus que Ele é “o primogênito dentre os mortos”. Esta expressão quer dizer que Ele foi o primeiro a ressuscitar para nunca mais morrer. E isto vai acontecer com todo aquele que nele crer (Jo 6.54;1 Co 6.14). Ressuscitaremos para a vida eterna.

    Todas as provas que atestam a fidelidade de Cristo comprovam a realização da missão mais importante para mim e para você que crer, pois sua missão está diretamente direcionada para nós. Isto é, nós somos alvos de sua missão.

    Apocalipse – A Obra de Cristo

    1 – Ele provou que nos ama. O verso 5b diz: “Àquele que nos ama”. Esta foi e é a declaração de Deus por sua Igreja neste mundo de perseguições e dor. Uma declaração escrita com o sangue precioso de seu Filho na cruz. Como é confortador saber que o SER Glorioso me ama e declara seu amor por mim de tal maneira (Jo 3.16).

    2 – É dito também que Ele com “seu sangue nos lavou dos nossos pecados” (v.5). Algumas traduções trazem que Ele nos “libertou” e outras, que Ele nos “lavou” dos nossos pecados. Eu prefiro essa.

    O sangue de Jesus é o único que pode me limpar-me de todo pecado e me purificar de toda injustiça (1 Jo 1.9); me lavar completamente.

    Não há pecado que o sangue de Jesus não possa purificar mediante nossa confissão diante do Senhor.

    Não há alvejante mais poderoso do que o sangue de Jesus que possa limpar pecados. Veja o efeito purificador do sangue de Cristo em 7.13,14.

    3 – Ainda é declarado que Ele nos “fez reinos e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém” (1.6).

    Isto quer dizer que Ele e não nós ou nossas obras, nem nenhuma criatura; mas Ele, tão somente Ele, nos fez reinos e sacerdotes para Deus.

    Isto tem muitas implicações, mas eu quero destacar que: 1- com isso, nós fomos feitos propriedade particular de Deus. Pertencemos a Ele e o maligno não pode nos tocar;

    2 – Somos representantes de Deus no mundo (1 Jo 5.18; 1 Pe 2.9).

     Antes de terminar, há muito venho refletindo sobre a grandeza deste verso 7 que tem paralelo com o profeta Zacarias.

    Ap 1.7: “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém”.

     Zacarias 12.10:

    E derramarei sobre a família de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de ação de graças e de súplicas. Olharão para mim, aquele a quem traspassaram, e chorarão por ele como quem chora a perda de um filho único, e lamentarão amargamente por ele como quem lamenta a perda do filho mais velho” (Zacarias 12:10).

    Veja que Deus diz claramente: “olharão para mim, aquele a quem traspassaram”. Isto significa a conversão de Israel, como nação, a Jesus de Nazaré, que foi morto em Jerusalém mediante condenação do Conselho deles. Ele foi transpassado por eles.

    Acontecerá como ensinado por Paulo em Romanos, cap. 11. E será um tempo de glória como nunca houve na terra.

    Sobre o verso 8 já mencionei acima.

    Se você já faz parte do povo alcançado e lavado pelo sangue de Jesus, glorifique ao Senhor. Se não, é simples entrar para esta graça. Basta ter fé em Cristo e a Ele confessar seus pecados.

    Revelações – As Visões 1.9-22.21.

    Esta seção inicia as visões de João na Ilha de Patmos, e vai até o fim do Livro. O livro é todo escrito de visões em séries.

     1.9-3.22: Jesus Cristo glorificado domina a história, a igreja e seus anjos (ministros);

     A primeira série de visões se inicia com Cristo glorificado dominando a História, com atenção especial à sua Igreja, as quais destina cartas.

    Seguem-se depois disso, várias visões em série com a expressão “depois destas coisas” (4.1; 7.1,9; 18.119.1 e/ou “e vi...” (5.1; 6.1,12).

    A primeira visão é de Cristo glorificado, revelando fatos, direcionando eventos em relação ao mundo e, principalmente, sua igreja.

    1.9-20 – A Visão de Cristo Glorificado e Seu Domínio;

    Já mencionei acima sobre Autor e credenciais do Remetente, e sobre João, mas vale a pena recordar.

    João se apresenta no verso 9 como irmão e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança em Jesus. Portanto, ele era alguém conhecido, que vivia as mesmas lutas e vitórias dos demais cristãos. Por isso ele estava exilado na Ilha de Patmos.

    Patmos é uma ilha grega de formação vulcânica situada, segundo o Wikipédia no Egeu Meridional, situada a 55 km da costa Sul da Turquia, no Mar Egeu. Tem uma área total de 45 km² e uma população de 3.047 habitantes (2011). O Dicionário J. D. Davis diz que a ilha nada produz.

    Entretanto, segundo Hale, a ilha tinha como indústria principal a mineração de sal e era uma colônia penal para prisioneiros políticos de Roma.

    Segundo o mesmo autor, João fora preso ali por Cesar Domiciano (96 d.C) e solto pelo sucessor, Cesar Nerva.

    O motivo de sua prisão ali foi “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus”. Isto foi interpretado desde os primeiros leitores como sendo por causa da pregação do Evangelho, por se declarar e pregar Cristo como Senhor.

    Podemos aprender sobre isso, que este João se identificava com a igreja perseguida. Ele não era alguém estranho aos sofrimentos dos demais irmãos. Pelo contrário, neste particular ele era “companheiro”.

    O melhor testemunho do Evangelho é aquele que é escrito com sofrimento e perseverança por causa da fé.

    Mas é dito também que ele era participante no reino, pois Cristo nos tornou “reis” (1.6). Para muitos hoje, ser reis é serem isentos de sofrimentos, mas aqui, ambos estão juntos.

    Isto demonstra o quanto nossas crenças podem navegar para longe da verdade bíblica. Entretanto é fato que reinaremos com Cristo (Ap 5.10; 21.4; 2Tm 2.12).

    Além disso, ele era coparticipante no sacerdócio e na paciência ou perseverança. O sacerdócio significa que o cristão tem acesso diante de Deus, para O servir. Mas isso faz do cristão também intercessor, em Cristo, por aqueles que precisam conhecer a Deus (1 Tm 2.1-6).

    João revela que ele foi “movido pelo Espírito” (BJ), “achei-me em espírito” (ARA), “dominado pelo Espírito de Deus” (NTLH). Isto aconteceu “no dia do Senhor”.

    O dia do Senhor é o primeiro dia da semana, o domingo, dia da ressurreição de Jesus Cristo.

    Já no primeiro século (96 D.C.), como vemos aqui, o domingo foi consagrado como dia especial de culto a Deus.

    É notório e deve ser considerado isto: que o Senhor priorizou eventos nesse dia, a começar com sua própria ressurreição e aparições, assim como a igreja que passou a se reunir neste dia (Mc 16.2, 9; Lc 24.1; Mt 28.1; 1 Co 16.2; Jo 20.1, 19; At 20.7).

    Isto começou depois de consumada a Nova Aliança pelo sangue de Cristo na cruz (Mc 14.22; Mt 26.26; Hb 8.8,13; 12.2; 13.20).

    O Agente das revelações aqui como em toda a Bíblia é o Espírito Santo. O Espírito do Senhor tomou a João e mostrou a ele as visões.

    Mas veja que João não perdeu os sentidos. Ele estava cônscio para se comunicar, para entender e para escrever as visões. Não foi uma possessão física e psicológica, mas uma apropriação, uma instrumentação do Espírito Santo na vida de seu servo.

    Leia também: Carta À Igreja de Laodiceia

  • Estudo do Livro Apocalipse de João

    Estudo do Livro Apocalipse de João

    Estudo do Livro Apocalipse de João. Estrutura dos escritos de Revelação de Jesus Cristo.

    Estudo do Livro Apocalipse de João: Estrutura do Livro

    A estrutura do Livro de Apocalipse pode ser assim dividida: a parte introdutória no estilo carta, com as credenciais de remetentes, portador e destinatários.

    Depois, seguem as visões iniciando com o Cristo glorificado e as cartas às sete igrejas da Ásia, visões sequenciais até o fechamento com ordens e advertências finais e, despedida.

    Imagem de Karen .t por Pixabay

    Introdução, 1.1-11.

    Credenciais 1.1-3;

    Remetente 1.1,4,9

    Destinatários 1.4,11.

    As Visões 1.10-22.21.

     1.10-3.22: Jesus Cristo glorificado domina a história, a igreja e seus anjos (ministros);

    1.10-20  – A Visão do Domínio de Cristo;

    2.1-3.22 – Cartas às Sete Igrejas da Ásia:

    2.1-7 – Igreja de Éfeso;

    2.8-11 – Igreja de Esmirna;

    Igreja de Pérgamo 2.12-17;

    2.18-29 – Igreja de Tiatira;

    3.1-6 – Igreja de Sardes;

    3.7-13 – Igreja de Filadelfia;

    3.14-22 – Igreja de Laodiceia.

     Estudo do Livro Apocalipse de João Cap. 4 – Deus no Seu Trono Rege O Mundo;

    Cap. 5 – A Dignidade do Cristo de Deus e O Livro selado com sete selos;

    Cap. 6 – Os Sete Selos – Ações de juízo divino sobre o mundo:

    Os quatro cavaleiros:

    1º Selo – Cavalo branco, 6.1-2;

    2º Selo – Cavalo vermelho, 6.3-4;

    3º Selo – Cavalo preto, 6.5-6;

    4º Selo – Cavalo amarelo, 6.7-8;

    5º Selo – Visão do Clamor dos Mártires, 6.9-11;

    6º Selo – Situação do mundo e da Igreja, 6.12-7.17:

    Pavor dos povos diante do juízo de Deus, 6.12-17

    A Igreja eleita, 7.1-17

    Estudo do Livro Apocalipse de João Cap. 8 – Sétimo Selo – Sete trombetas em resposta às orações dos santos 8.1-11.19;

    1ª Trombeta – 8.7;

    2ª Trombeta 8.8,9;

    3ª Trombeta 8.10,11;

    4ª Trombeta 8.12,13;

    Estudo do Livro Apocalipse de João 5ª Trombeta: Os três Ais – 9.1-11.19;

    1º Ai – Abertura do Poço do Abismo – 9.1-12;

    Sexta Trombeta – Morte à terça parte dos homens, 9.13-21;

    2º Ai – 10.1-11.14;

    O Livrinho do Céu – 10.1-11;

    As Duas Testemunhas – 11.1-13;

    3º Aí – A Sétima Trombeta – 11.14-19;

    Revelações Cap. 12 – Visão da Mulher e do Dragão – 12.1-17;

    Revelações Cap. 13 – Visão das Duas Bestas – 13.1-18;

    A Besta do Mar – 13.1-10;

    A Besta da Terra – 13.11-18;

    Revelações Cap. 14 – O Cordeiro, Os Remidos, O Evangelho e A Ceifa – 14.1-20;

    O Cordeiro e Os Remidos – 14.1-5;

    O Evangelho Eterno – 14.6-13;

    A Ceifa – 14-20;

    Revelações Cap. 15 – As Sete Taças e As Sete Últimas Pragas – 15.1-16.21;

    A Glória e a Majestade de Deus – 15.1-8;

    1ª Taça – 16.1-2;

    2ª Taça – 16.3;

    3ª Taça – 16.3-7;

    4ª Taça – 16.8,9;

    5ª Taça – 16.10,11;

    6ª – Taça – 16.12-16;

    7ª Taça – 16.1721.

    Estudo do Livro Apocalipse de João Cap. 17 – A Mãe das Prostituições e Abominações da Terra – 17.1-18;

    Cap. 18 – A Queda da Grande Prostituta das Nações – 18.1-24;

    Estudo do Livro Apocalipse de João Cap. 19 – A Vitória de Deus Sobre o Mal – 19.1-21;

    Deus é louvado por sua dignidade – 19.1-10;

    A vitória de Cristo sobre a Besta e sobre o Falso Profeta- 19.11-21;

    Estudo do Livro Apocalipse de João Cap. 20 – Juízo Final – 20.1-27;

    Apocalipse – O Milênio – 20.1-6;

    O Lago de Fogo e Enxofre – 20.7-10;

    O Grande Trono Branco – 20.11-15.

    Apocalipse Cap. 21 e 22 – O Novo Céu e A Nova Terra 21.1-22.21.

    A Cidade Santa, A Nova Jerusalém – 21.1-8;

    Descrição da Nova Jerusalém – 21.9-22.5;

    Ordens e Advertências Finais, Despedida – 22.6-2.

    Leia também: Revelação de Jesus Cristo Estilo

    Jesus Cristo Domina A História

  • Estudo Apocalipse de João Introdução

    Estudo Apocalipse de João Introdução

    Estudo Apocalipse de João Introdução A mensagem de esperança endereçada por Jesus para sua igreja neste mundo de tribulação.

    A mensagem foi testificada por João e enviada às sete igrejas da Ásia, mas se aplica a todas as igrejas de todos os lugares e em todos os tempos.

    Estudo Apocalipse de João: O Autor

    Embora haja discussões a respeito da autoria do livro, atribui-se a João, o discípulo amado e autor do quarto Evangelho.

    Ele se apresenta como João, mas omite a palavra apóstolo. A linguagem é diferente do Evangelho de João. Por isso, algumas dúvidas surgiram quanto à autoria.

    Mas, tais diferenças podem ser explicadas pelo estilo literário bem diferente, como é o estilo apocalíptico (veremos mais adiante).

    Era comum uma pessoa anônima adotar o pseudônimo de pessoas com maior credibilidade para que seus escritos ganhassem autoridade e aceitação das pessoas.

    Então, como saberemos se este tal “João” era mesmo ou não o Apóstolo? Vejamos algumas considerações:

    1 – Este João era pessoa conhecida entre as Igrejas da Ásia (1.9);

    2 – Ele era classificado como profeta (22.9);

    3 – Justino Mártir (Cidade de Éfeso, em 135 d.C.) o identificou como o Apóstolo;

    4 – Irineu (180 D.C), discípulo de Policarpo, identificou este João como sendo o Apóstolo;

    5 – O Cânon Muratoriano (cerca de 175) o identificou como sendo o Apóstolo, filho de Zebedeu;

    6 – Polícrates, Clemente de Alexandria, Tertuliano e Orígenes (cerca de 225 D.C.) testemunharam que este João é o Apóstolo e autor do Evangelho de João.

    Ou seja, estes eram estudiosos bem mais próximos dos fatos no espaço e no tempo. Então, o testemunho deles deve ser considerado como mais valiosos.

    Opiniões contrárias ficam por conta de Dionísio de Alexandria (c. 265) e Eusébio (c. 325). Mas a História da Igreja contemporânea não deu crédito a eles. Prova disso é que desde aqueles tempos o Apocalipse consta como sendo de autoria joanina.

    Destinatários

    Os destinatários estão bem identificados no Livro: “…O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sarde, a Filadélfia e a Laodiceia” (Ap 1.11).

    A Ásia, aqui mencionada, foi identificada como sendo a região da Ásia Menor ou Anatólia (Turquia).

    Estudo Apocalipse de João: Época da Escrita

    A época mais aceita é o reinado do Imperador César Domiciano. Ele queria ser adorado como deus. Por isso construiu templos à sua divindade por todo império. Voltarei a mencioná-lo.

    Assim sendo, a data mais aceita pelos estudiosos é 95 d.C.

    O Local da Escrita

    O local da escrita também é identificado no Livro. O autor “estava na ilha de Patmos” (1.9), localizada na “rota marítima de Éfeso a Roma” (Introdução ao Estudo do Novo Testamento – Broadus David Hale).

    Ele estava exilado ali “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (1.9). Segundo Hale, Domiciano o teria exilado em Patmos para trabalhar nas minas de sal. A fonte destas informações é Irineu e Eusébio.

    Eusébio registra ainda que depois da morte de Domiciono, o imperador César Nerva soltou João.

    Estudo Apocalipse de João: A Data da Escrita

    Assim sendo, a data mais aceita para a escrita do Livro de Apocalipse de João é final do I século, entre 81 e 96 D.C. Adotamos 95 como a data mais provável.

    Contexto da Escrita

    O imperador César Domiciano exigia ser chamado de deus e senhor. Com isso, desejava unir todo Império sob sua adoração. Quem não declarasse em público o imperador como senhor e deus, seria condenado como ateu e traidor do Império. Além disso, teriam suas propriedades confiscadas e muitas outras opressões, até a morte.

    Mas para os cristãos só Jesus Cristo é o Senhor. Então, desenvolveu-se perseguição a esses que se recusaram a confessar o imperador.

    E mais, diante das autoridades, os cristãos declararam a Jesus como Senhor.

    Esta era a principal provação para a igreja, mas não a única. No decorrer das meditações abordarei tais perseguições com mais detalhes.

    Leia mais sobre o Apocalipse: Jesus Cristo Domina A História

  • A Doutrina de Jesus Devocional

    A Doutrina de Jesus Devocional

    A Doutrina de Jesus Devocional é o tema de hoje. Leiamos Marcos 1.21-28 com intuito meditarmos nos ensinos do Senhor.

    Texto Bíblico: Marcos 1:21-28

    “Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.

    E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.

    E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou,

    Dizendo: Ah! Que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus.

    E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele.

    Então o espírito imundo, convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele.

    E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!

    E logo correu a sua fama por toda a província da Galileia.”

    A Doutrina de Jesus Devocional: Melhor Ensino

    As pessoas que, ao longo dos séculos seguem a Cristo comprovam que ele tem a melhor doutrina do mundo. Esta conclusão é a mesma a que chegaram os que ouviram o ensino do excelentíssimo Mestre na sinagoga de Cafarnaum, conforme está escrito no texto bíblico acima. Eles, na ocasião, ficaram admirados da didaskalia de Jesus.

    Este episódio foi o primeiro ensino público de Jesus numa sinagoga, conforme o Evangelho de Marcos.

    A sinagoga era a assembleia dos judeus, isto é, a reunião deles. Consequentemente, o espaço dedicado às reuniões, também passaram a se chamar sinagoga.

    O mesmo acontece conosco hoje. Por exemplo, igreja é a assembleia, ajuntamento de pessoas com propósito. Mas nós chamamos de igreja o prédio usado para tais reuniões.

    Nas sinagogas fazia-se a leitura das Escrituras (Velho Testamento) e faziam orações. Em Lucas 4.33-37 Jesus foi o expositor no texto bíblico.

    O povo logo notou a diferença entre o ensino de Jesus e o ensino dos escribas e fariseus, pois Jesus personificou os princípios que ensinava através da obediência às Escrituras com todo coração, alma e entendimento.

    A doutrina que saía dos lábios de Jesus também saia do coração e da alma. Eram verdades de Deus, enquanto que a doutrina dos fariseus eram falsas, cheias de hipocrisia (Mt 23) e preceito de homens (Mc 7.7;  Mt 15.9).

    O discípulo de Jesus precisa deixar ser apropriado pela doutrina de Cristo de tal forma que ela se torne parte dele, arraigada em sua alma (Mc 4.1-8; Ef 3.17-19).

    Somente desta forma expressaremos a vida do Mestre em nossas vidas, o Deus conosco, pois Jesus é o Emanuel (Jo.10,30; Cl 1.15-20).

    A palavra didache, “ensino”, descrevia o ato de ensinar tanto de Jesus quanto dos fariseus. Mas a distinção estava no espírito com que ensinavam e praticavam tais ensinos. Enquanto os fariseus ensinavam o que não praticavam, Jesus dava expressão aos ensinos, deixando-os fluir em seu convívio com o povo.

    Uma prova disso é que na sinagoga estava um homem possesso de “espírito imundo”. Provavelmente tal homem estivera ali desde sempre, pois era comum todos os sábados se reunirem. Porém ninguém podia curá-lo. Quando Jesus foi ali ensinar, logo libertou o homem. O ensino de Cristo liberta.

    Por isso, o ensino de Cristo passou a se chamar “Doutrina do Senhor” (At 2.42; 13.12; Jo 7.16,17).

    Tal doutrina era do Mestre dos mestres e Senhor dos senhores. Por isso, não só o ensino, mas também o conteúdo e os métodos de ensino.

    A Doutrina de Jesus Devocional: Método de Ensino (Mt 4.23; 11.28-30).

    Jesus ensinou com palavras e ações que expressavam o espírito da Lei de Moisés. Isto é, a doutrina de Jesus não eram palavras vazias carregadas de hipocrisia, mas sim, a personificação da piedade, do amor e da justiça de Deus. Este é o significado de caridade, amor aplicado na prática.

    O Ensino de Jesus ensina-nos a vivermos debaixo da autoridade de Deus. Jesus vivia de forma que Deus era com Ele para curar as pessoas do físico e da alma (Is 53, Mt 8.16,17).

    O Dicionario Internacional de Teologia do Novo Testamento descreve assim o ato de curar pela fé:

    “A cura é a recompensa da fé, porque a fé tem confiança de que mesmo depois dos homens terem feito o máximo possível e fracassado, o poder de Deus em Cristo é inesgotável. A cura não dá origem à fé, mas sim, a pressupõe (Mc 6.5,6). Não é que a fé é o poder que opera o milagre; pelo contrário, é o estado de preparação para o milagre”.

    A igreja, corpo de discípulos de Cristo, deve viver de forma a incorporar e personificar a Doutrina de Jesus e de seu Reino. Assim também, igual a Jesus, deve curar os enfermos do corpo de alma.

    • O discípulo cristão precisa encarnar os ensinos de Cristo.
    • Jesus nos ensina com sua doutrina a vivermos o sobrenatural de Deus no mundo físico.
    • Jesus é o companheiro de jugo fiel, manso e humilde que dá alívio às nossas almas.

    Leia também: Jesus Cristo Domina A História

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

  • Jesus Cristo Domina A História

    Jesus Cristo Domina A História

    Jesus Cristo Domina A História. O seu controle sobre sua igreja, seus pastores e o mundo. Apocalipse 1.9-20.

    Jesus Cristo Domina A História, A Igreja e Seus Ministros Ap. 1.9-20.

    A primeira série de visões apocalípticas se iniciam com Cristo glorificado dominando a História, com atenção especial às suas Igrejas, as quais destina cartas. 

    Seguem-se depois disso, várias visões em série com a expressão “depois destas coisas” (4.1; 7.1,9;18.119.1 e/ou “e vi…” (5.1; 6.1,12). 

    A primeira série de visões (1.9-20) é de Cristo glorificado, revelando fatos, direcionando eventos em relação ao mundo e, principalmente, sua igreja. 

    Imagem de Steen Møller Laursen por Pixabay

    1.9-20 – Jesus Cristo Domina A História – A Visão de Jesus Cristo Glorificado e Seu Domínio 

    Já mencionei acima sobre Autor e Credenciais de Remetente sobre João, mas vale a pena recordar. Ele se apresenta no verso 9 como irmão e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança em Jesus. Portanto, ele era alguém conhecido, que vivia as mesmas lutas e vitórias dos demais cristãos. Por isso ele estava exilado na Ilha de Patmos. 

    Patmos é uma ilha grega de formação vulcânica situada, segundo o Wikpédia “no Egeu Meridional, situada a 55 km da costa SO da Turquia, no Mar Egeu. Tem uma área total de 45 km² e uma população de 3.047 habitantes (2011)”.  o Dicionário J. D. Davis diz que a ilha nada produz.  

    Entretanto, segundo Hale, a ilha tinha como indústria principal a mineração de sal e era uma colônia penal para prisioneiros políticos de Roma. 

    Segundo o mesmo autor, João fora preso ali por Cesar Domiciano (96 d.C) e solto pelo sucessor, Cesar Nerva.  

    O motivo de sua prisão ali foi “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus”. Isto foi interpretado desde os primeiros leitores como sendo por causa da pregação do Evangelho, por se declarar e pregar Cristo como Senhor, o que o imperador proibia.

    Aprendemos com isso, que este João se identificava com a igreja perseguida. Ele não era alguém estranho aos sofrimentos dos demais irmãos. Pelo contrário, neste particular ele era “companheiro”. 

    O melhor testemunho do Evangelho é aquele que é escrito com sofrimento e com perseverança na fé, servido de testemunho para edificar a outros.

    O Texto Revela Um Servo Exemplar

    Mas é dito também que ele era participante no reino, pois Cristo nos tornou “reis” (1.6). Para muitos hoje ser reis é ser isentos de sofrimentos, mas aqui reis e sofrimentos estão juntos. Isto demonstra o quanto nossas crenças podem navegar para longe da verdade bíblica. É fato que reinaremos com Cristo (Ap 5.10; 21.4; 2Tm 2.12), mas ainda não é chegado o tempo.

    Além disso, ele era coparticipante no sacerdócio e na paciência ou perseverança. O sacerdócio significa que o cristão tem acesso diante de Deus para O servir. Mas faz do cristão também intercessor, em Cristo, por aqueles que precisam conhecer a Deus (1 Tm 2.1-6).  

    João Vê Jesus Cristo Glorificado no Dia do Senhor

    João revela que ele foi “movido pelo Espírito” (BJ), “achei-me em espírito” (ARA), “dominado pelo Espírito de Deus” (NTLH). Isto aconteceu “no dia do Senhor”.  

    O dia do Senhor é o primeiro dia da semana, o domingo, dia da ressurreição de Jesus Cristo. Já no primeiro século (96 d. C.), como vemos aqui, o domingo foi consagrado como dia especial de culto a Deus.  

    É notório, e deve ser considerado isto: que o Senhor priorizou eventos nesse dia, a começar com sua própria ressurreição e aparições, assim como a igreja que passou a se reunir nesse dia (Mc 16.2, 9; Lc 24.1; Mt 28.1; 1 Co 16.2; Jo 20.1, 19; At 20.7).

    Isto começou depois de consumada a Nova Aliança pelo sangue de Cristo na cruz (Mc 14.22; Mt 26.26; Hb 8.8,13;12.2; 13.20). 

    Jesus Cristo Domina A História – O Agente da Revelação

    O Agente das revelações aqui como em toda a Bíblia é o Espírito Santo. O Espírito do Senhor tomou a João e mostrou a ele as visões. Mas veja que João não perdeu os sentidos. Ele estava cônscio para se comunicar, para entender e para escrever as visões. Não foi uma possessão física e psicológica, mas uma apropriação, uma instrumentação do Espirito Santo na vida de seu servo. 

    Símbolos que Revelam A Glória de Jesus Cristo (10-20) 

    “Voz forte, como de trombeta” (Ap 1.10; 4.1). 

    É difícil para nós comparar uma voz semelhante ao som de trombeta. Creio que João tentou descrever o indescritível. Ele não achou palavras humanas ideais para o que ouviu e viu. Expressou-se por antropomorfia.

    Mas certamente o que ele ouviu era muito parecido ou lhe lembrava o som de trombeta. E qual é o significado da trombeta nesse contexto? 

    Partindo do princípio que o autor era um israelita e grande parte de seus ouvintes estavam permeados da cultura judaica, devemos levar em consideração o significado da trombeta nessa cultura. 

    Então, temos de levar em conta tal significado no Velho e no Novo Testamentos.

    Uso de Trombetas no Velho Testamento

    O som da trombeta podia ser ouvido a grande distância. No Velho Testamento, ela era usada militarmente para chamar os soldados à formação (Jz 3.37, 6.34; 1 Sm 13.3). Ela dava sinal para o combate ou para a retirada (Jó 39.24; 2 Sm 2.1,22,28).  

    O atalaia deveria tocar a trombeta em caso de perigo (Jr 6.1; Ez 33.6; Am 3.6).  

     Trombeta anunciava a coroação de reis (2 Sm 15.10; 1 Rs 1.34; 2 Rs 9.13).  

    Enfim, para festas, para guerra, para culto, para coroação, para marcar um tempo especial e para marcar a presença do Senhor (Lv 23.24,25; Nm 29.1-6; Ex 29.12,29; 30.16). 

    Uso de Trombeta no Novo Testamento

    No Novo Testamento, além do uso na guerra, a trombeta anuncia a segunda vinda de Cristo (Mt 1 Co 14.8; Mt 24.31) a ressurreição dos mortos (1 Co 15.52). As sete trombetas do Apocalipse anunciaram visões de acontecimentos na história (Ap 8 e 9).  

    Assim podemos dizer que a voz como de trombeta é a voz de Jesus Cristo chamando seus servos ao culto, a adoração e à reverência a Ele. A Igreja deve ouvir atentamente, pois Ele tem muitas e importantes coisas a anunciar. 

    Além disso, anuncia um novo tempo de espera final, que inaugurará o novo céu e a nova terra (Ap 21 e 22). 

    Assim, devemos permanecer e exortar à permanência na vigilância, como atalaias de Cristo no mundo, guardando e aguardando o cumprimento da palavra do Senhor. 

    Jesus Cristo Domina A História – “Sete candeeiro de ouro” e “Sete estrelas” (v.12 e 15). 

    João disse que ouviu a voz como de trombeta atrás dele. Quando ele se virou viu sete candeeiro de ouro e no meio dos candeeiros um semelhante a “Filho de Homem” (12). 

    O que João vê aqui é o Senhor Jesus em sua glória, difícil de descrever em palavras humanas. São coisas que nunca vimos e nunca imaginamos; coisas grandiosas que ele tenta descrever (1 Co 2.9; 2 Co 12.4), e lhe é dada ordem para escrever (v.11). São mistérios, diz o verso 20, mas que estão sendo revelados. 

    Então, João escreve e descreve da melhor forma possível o que vê. E o que ele vê? Ele vê “Sete candeeiro de ouro” (12). Como já dissemos, Apocalipse é uma linguagem simbólica. Então, o que significa os “Sete candeeiro de ouro”? (12). 

    Jesus mesmo revela estes símbolos que Ele chama de “mistério” (v.20). Ele diz que os “Sete candeeiro de ouro” são as sete igrejas da Ásia.  

    Já as “Sete estrelas” são os anjos das igrejas. Anjo significa “mensageiro” e “enviado” de Deus (J. D. Davis). A palavra vem de anunciar, contar uma mensagem. Às vezes se refere a anjos como seres espirituais e guardiões da parte de Deus (Mt 1.20; Ap 7.1; At 12.15). Mas outras vezes, aos homens como mensageiros de Deus (Lc 7.24, 27; Mc 1.2; Jo 20.18; 21; 1 Jo 1.5). Mas ainda às vezes se refere a anjos de Satanás ou demônios (Mt 25.41).  

    A interpretação mais aceita, e que eu creio é que esses anjos eram os pastores das referidas igrejas. Eles tinham a incumbência de mensageiros das palavras de Deus. Eles eram responsáveis e, nas cartas, veremos como Jesus admoesta-os à responsabilidade que tinham. 

    É dito que o Senhor Jesus tem as sete estrelas em sua mão direita (16,20). Isto quer dizer que Jesus tem poder, domínio e autoridade sobre os mensageiros. E aqui não importa qual seja o sentido de mensageiros. Jesus tem domínio sobre eles. Eles estão na mão direita do Senhor. 

    “Filho de Homem” (12). 

    João prossegue em sua descrição do Cristo glorificado. Este é semelhante a “Filho de Homem”. Esta expressão tem sentido escatológico não porque aparece aqui, mas porque foi anunciado pelo profeta Daniel (Dn 7.13m14; 10.5,6). E principalmente porque Jesus se identificou com O Filho do Homem e, ensinou isto (Mt 16.27,28). 

    A descrição de Daniel do Cristo glorificado é bem semelhante à de João. 

    Eu faço uma relação dessa expressão “Filho do Homem” com o filho prometido desde o Éden, em Gn 3.15. Este viria, por sua obediência total ao Pai, para desfazer a maldição causada pelo primeiro homem, Adão (Gn 3.17).

    Porém, esse prometido seria o Filho nascido de mulher, que satisfaria totalmente a Deus; seria o filho ideal de Deus. 

    Esse Filho do Homem foi anunciado e esperado durante todo o Velho Testamento, até chegar à plenitude dos tempos, quando Deus enviou seu Filho nascido de mulher (Gl 4.4). Ele é o novo homem, da nova geração, do novo céu e da nova terra e líder da nova humanidade. 

    A Túnica longa, branca cingido a altura do peito com cinto de ouro (13).  

    A cor branca, como já foi dito na Introdução, simboliza pureza, santidade. No capítulo 7, verso 13 e 14 vemos claramente que o conceito de santidade é caracterizado por vestes brancas. O sangue de Cristo é o único que pode branquear nossas vestes, isto é, nos santificar. Os homens só podem ser santos se forem santificados por aquele que é naturalmente Santo. 

    O ouro indica preciosidades e realeza (veja Ex 28.4; 29.5; Zc3.4). 

    Pés como latão reluzente indicam provavelmente sua firmeza (Dn 2.31-45). 

    Os olhos como chama de fogo indicam conhecimento completo e perfeito. 

    Pés como latão ou bronze incandescente ou reluzente (14). 

    Jesus Cristo Domina A História – A Voz de Jesus Glorificado

    Voz como de muitas águas (estrondo de águas corretes BJ – 15), lembra o Salmo 29 onde a voz do Senhor é majestosa e mais potente que trovões e relâmpagos, que uma tempestade. João viu o poder Cristo exercendo autoridade sobre a tempestade (Mc 4.39). Agora Jesus Cristo revela poder sobre todas as tempestades do mundo.

    Sete estrelas na mão direita (16).

    Significa que Jesus Cristo tem o domínio, autoridade e poder sobre suas igrejas. Mas também, porque elas estão em suas mãos, Ele tem cuidado delas pessoalmente. Por isso Ele continua zelando delas, ordenando a instrução delas na sua Palavra, para a santificar (Jo. 17.17).

    Espada afiada de dois gumes saia de sua boca (16).

    Hebreus 4.12 fala dessa espada. É a palavra de Deus que nunca volta vazia, mas sempre faz o que lhe apraz (Is 55.11). 

    É confortador saber que Jesus Cristo está agindo no mundo e na história, especialmente na igreja, e que faço parte desta.

    Leia também: Carta A Igreja de Éfeso Estudo

    Carta À Igreja Morta: Sardes Ap. 3.1-6

    QUEM CONTROLA SUA HISTÓRIA?

    Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

  • A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira. A Quarta Carta do Apocalipse de João. Quais as lições para para nós? (Ap 2.18-29).

    Como nas cartas anteriores, o conteúdo segue de declaração que caracteriza a Pessoa de Cristo, e do conhecimento do estado da igreja, o chamado ao arrependimento e promessas.

    Antes, porém, como fiz nas outras meditações, apresentarei algumas informações da cidade.

    A Cidade de Tiatira

    Segundo o Dicionário John D. Davis, Tiatira era uma cidade da Ásia Menor, na Lídia, nos limites da Mísia, na estrada que vai de Pérgamo a Sardes.

    Anteriormente era conhecida como Péropia e Euipia no ano 280 a.C.

    Não era um centro comercial muito importante, mas tornou-se comércio de púrpura.

    Lídia, a comerciante de púrpura de At. 15.14 era natural de Tiatira.

    Atualmente a localização de Tiatira seria Ak Hissar, onde há traços da cidade antiga.

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira e O Remetente

    Como nas cartas anteriores, o conteúdo se inicia por uma declaração da Pessoa de Cristo vista por João no início da visão no capítulo 1.9-20.

    Nesta carta, Jesus se apresenta como “Filho de Deus que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes a bronze polido” (2.18 com 1.14,15).

    Tanto nesta quanto nas outras cartas não há dúvidas quanto ao autor de seus conteúdos. A autoria é de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele morreu, ressuscitou, foi para o céu, mas continua pastoreando a igreja dele.

    Ele faz isso porque tem poder para tanto. Aqui, o poder é descrito na expressão: “olhos como chama de fogo”. Isto significa o poder de Jesus conhecer todas as coisas.

    Com seus olhos ele perscruta as coisas mais profundas em tudo, principalmente e de modo especial na igreja dele.

    Assim, essa figura significa o poder de conhecimento pleno, completo de Jesus.

    Fazendo um contraste entre Apocalipse 2.18 com Daniel, capítulo 2, vimos que a profecia era sobre Jesus e se cumpre nele.

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira Revela A Onisciência de Jesus

    Porque Ele tem os olhos como chamas de fogo, que perscruta a tudo, Ele conhece as boas e as más obras de cada um dentro da igreja dele.

    Por isso, a declaração no verso 19: “Conheço as tuas obras”. Como diz o provérbio: “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios 15:3).

    Então, Jesus é Deus Onisciente. Com seu conhecimento profundamente penetrante, Jesus viu boas obras na Igreja de Tiatira.

    Ela era uma igreja que amava o Senhor, tinha fé genuína, serviços, perseverança.

    Ao contrário da Igreja de Éfeso que perdeu seu primeiro amor, Tiatira o conservava revelado em obras até o fim (2.4,19).

    O conhecimento do Senhor é revelado em forma de elogios. Que bom é sermos conhecidos do Senhor e sabermos que Ele encontra coisas agradáveis em nós!

    Entretanto, o Senhor que conhece as coisas boas em nós, também vê coisas ruins. Ele tem uma nota de contrariedade sobre a Igreja de Tiatira.

    A Igreja tolerava uma falsa profetisa que ensina a perversão dos crentes (20).

    Jesus disse que deu tempo para ela se arrepender, mas ela não quis (21).

    Quatro ensinos

    1 – Tolerância.

    Nós devemos ser tolerantes com os pecadores, buscando o arrependimento deles. Não devemos ser vingativos ou ter pressa de sermos punitivos.

    O próprio Jesus diz que chamou ao arrependimento e que deu tempo para que tal mulher se arrependesse.

    Assim, devemos chamar as pessoas na igreja à correção de seus procedimentos pecaminosos e dar-lhes tempo para se consertarem.

    Mas, qual foi o pecado da igreja? Tolerava Jezabel. Quem era ela? Veja mais adiante.

    2 – Disciplina.

    Tolerância tem limites. Após chamar e dar tempo para arrependimento, Jesus parte para punição: Ela e os seguidores dela seriam acometidos de uma enfermidade, e receberiam o castigo por suas más obras (22).

    Mas não era vingança, era correção amorosa (Ap 3.19).

    Notem que Jesus censura a igreja por ser negligente na disciplina. Por vezes, pessoas influentes na igreja andam em pecados e nunca são chamados ao arrependimento, como havia na Igreja de Corinto (capítulo 5).

    Tal displicência na correção dos erros vem em nome de um falso amor aos perdidos, pois amor verdadeiro busca a disciplina amorosa.

    Qual pai que não disciplina seus filhos (Hb 12.8). Disciplinar é desagradável, mas necessário.

    3 – Perda da Salvação.

    A heresia leva a perda da salvação pela rejeição ao chamado de Cristo. Isto quer dizer que a pessoa conheceu a graça do Senhor, mas a heresia levou à apostasia: Rejeição da fé salvadora (Hb 6.4-6).

    4 – Enfermidade.

    Crentes podem sofrer enfermidades como castigo de Deus para promover o arrependimento (2 Co 7.10).

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira: Adultério Espiritual

    O adultério mencionado nos versos 21 e 22 se refere à sedução pelo ensino da tal Jezabel.

    Jezabel foi mulher do rei Acabe (1 Rs 16.31 – 21.54). Ela fortaleceu o baalismo em Israel levando o povo de Deus à derrota espiritual, ou seja, à rejeição por parte de Deus.

    Por isso, Jezabel passou a ser símbolo de idolatria, que, neste caso significa adultério e prostituição espiritual; traição à aliança com Deus.

    Tal ensino levava os servos do Senhor a comerem das coisas sacrificadas aos ídolos (Ap 2.20).

    Então, tal adultério não era a traição da aliança de casamento entre um homem e uma mulher. Era antes, adultério espiritual. Traição da aliança do Senhor (Jr 16.11).

    Porém, a Bíblia ensina que adultério conjugal também é pecado (Mt 19.18).

    Em consequência da traição espiritual promovido pela falsa profetisa, seus filhos, ou seja, seus seguidores seriam mortos (23).

    Isto serviria de exemplo para todas as igrejas e não somente para de Tiatira. Jesus zela pela pureza da igreja dele.

    O pastor, a quem foi endereçada a carta é responsável direto na questão da pureza da Igreja do Senhor. Mas todos são advertidos (24,25).

    O grupo herege na igreja buscava acrescentar supostos conhecimentos sobre “as profundezas de Satanás” (24).

    Entram nesse rol os ensinos exotéricos e revelações suplementares como se o Evangelho fosse insuficiente.

    A igreja precisa conhecer em todos os sentidos a Jesus. “Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo (2 Pe 3.18).

    O evangelho de Cristo, puro e cristalino é suficiente para o verdadeiro cristão.

    A Promessa

    A promessa de bênção é feita aos vencedores. Subentende-se que os infiéis serão os perdedores; não terão premiação.

    A promessa de bênçãos, portanto, é para quem for fiel até o fim. Isto quer dizer: Até o último suspiro. É aí que tudo termina nesta vida. Também é aí que começa a vida além.

    A promessa diz respeito a receber autoridade. Jesus recebeu toda autoridade no céu e na terra (Mt 28.18). Ele tem poder para dar e para tirar autoridade de quem quer que seja.

    A autoridade oferecida por Ele aqui é sobre as nações. Tudo indica que será no milênio, quando a igreja reinará com Cristo (Ap 20.4).

    Será dada também ao vencedor a “estrela da manhã” que é o próprio Senhor Jesus ou sua glória (Ap 2.28 com 22.16).

    Ele é a estrela prometida a Jacó (Nm 24.17)

    Finalidade

    Finalmente, as Cartas do Apocalipse têm aplicação para todas as igrejas de todos os lugares e de todos os tempos, inclusive as de hoje.

    As advertências, os chamados e promessas valem para nós. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2.22).

    Leia também: Carta A Igreja de Éfeso Estudo

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