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  • A Soberania Divina Revelada na Babilônia: Propósitos e Instrumentos

    A Soberania Divina Revelada na Babilônia: Propósitos e Instrumentos

    A narrativa bíblica dos sinais de Deus na Babilônia, presentes no Livro de Daniel, oferece uma profunda reflexão sobre a soberania divina e sua atuação na história humana. Longe de serem eventos isolados, esses sinais possuem um propósito claro e são orquestrados por Deus para revelar sua autoridade suprema sobre todos os reinos e governantes da Terra.

    Os Propósitos dos Sinais Divinos

    O principal objetivo de Deus ao manifestar sua presença na Babilônia era fazer com que os reis do mundo reconhecessem que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens. Essa revelação da soberania divina é um tema recorrente no Livro de Daniel (Dn 2.27, 28, 37, 44, 47; 4.2, 17, 25, 32, 34; 5.18, 21).

    Essa compreensão transcende o tempo e o espaço. Enquanto a humanidade vive na dimensão do efêmero, Deus opera na dimensão do eterno. A passagem de João 13:7, “O que eu faço, tu não o sabes agora; mas depois o entenderás”, ecoa essa verdade, indicando que a compreensão total dos planos divinos pode não ser imediata, mas se revelará no devido tempo. A manifestação da soberania de Deus na Babilônia demonstra que tudo o que acontece está sob sua direção e controle.

    Os Instrumentos Humanos da Revelação Divina

    Deus não opera esses sinais de forma abstrata, mas usa indivíduos que se colocam à sua disposição. Os crentes que servem como instrumentos da soberania de Deus na Babilônia possuem características marcantes:

    • Crentes que vivem em santidade: Daniel é descrito como um “homem santo” (Dn 1.8, 9), que se recusa a se contaminar com as iguarias do rei. Sua integridade e pureza de vida são a base para que Deus o utilize como canal de sua vontade.
    • Crentes cheios de sabedoria divina: Sadraque, Mesaque e Abednego, junto com Daniel, demonstram uma sabedoria superior à dos sábios e astrólogos da Babilônia (Dn 1.17, 20). Essa sabedoria não é humana, mas um dom concedido por Deus.
    • Crentes de oração: A comunhão com Deus através da oração é fundamental. Daniel e seus amigos oram fervorosamente para que Deus revele o sonho do rei Nabucodonosor (Dn 2.17, 18), demonstrando que a adoração e a dependência de Deus precedem sua intervenção.
    • Crentes ousados na fé: A ousadia santa de Sadraque, Mesaque e Abednego, que se recusam a se prostrar diante da imagem do rei (Dn 3.15-18), é um dos exemplos mais claros de fé inabalável. Essa ousadia leva ao milagre da preservação na fornalha e à exaltação do Deus de Israel (Dn 3.24-28).

    Em última análise, a fidelidade desses homens reflete a promessa de que, aos que perseveram na fé e na santidade, será dado o Reino Eterno (Dn 7.27). A história de Daniel e seus amigos na Babilônia, portanto, não é apenas um relato de eventos passados, mas um lembrete atemporal de que a soberania de Deus se manifesta através da vida daqueles que confiam n’Ele plenamente.

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  • Como Tratar da Ansiedade

    Como Tratar da Ansiedade

    Como Tratar da Ansiedade e Encontre a paz através da fé em Deus!

    MATEUS 6.33

    Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

    Como Tratar da Ansiedade: Ensino de Jesus em Mateus 6

    Em Mateus 6, a partir do versículo 25, Jesus ensina a não ficarmos ansiosos pelas questões de sobrevivência neste mundo: como preocupação com o que comer, o que beber e o que vestir.

    O excesso de preocupação com nossa sobrevivência nos traz inquietações que nos levam a uma vida ansiosa com seus males. Quais são os males causados pela ansiedade?

    Basta olharmos alguns artigos médicos/científicos em busca de resposta a esta pergunta que encontraremos problemas físicos e mentais que causam várias doenças, as vezes sem possibilidade de reversão.

    Já li tantos livros, artigos psicológicos, bem como já ouvi tantas palestras em que os especialistas falam de doenças cardíacas, gastrointestinais, musculares, distúrbios do sono, depressão, déficit de atenção, em fim, uma infinidade de males que nascem com a ansiedade.

    Aqui, neste artigo para reflexão, nos interessa os ensinos de Jesus, o Mestre por excelência. No referido texto acima, Jesus nos ensina que é inútil ficarmos ansiosos.

    A ansiedade tem a ver com cuidar com preocupação e medo, uma consequência da insegurança que gera cada vez mais insegurança.

    O que aumenta a ansiedade

    Entretanto, quem confia em Deus deve estar seguro da providência divina. Ou seja, quem tem fé em Deus confia que Ele providenciará tudo necessário.

    As vezes não conseguimos tal segurança por que queremos viver num padrão que o mundo, com seu secularismo consumista, nos impõe. Um padrão que nos afasta do que Deus estabeleceu para nós, cidadãos dos céus.

    Então, cada vez mais vemos pessoas correndo de um lado para outro em busca de mais recursos financeiros, materiais e profissionais. O tempo e as energias gastas são sempre insuficientes e insatisfatórios para atender a um mercado cada dia mais escravizante.

    E o que acontece com a vida cristã? Como ficam as necessidades espirituais, com a família…? Essas coisas não são importantes para o mundo secularista, mas devem ser prioridade para a vida do cristão. Por isso, Jesus disse: “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça”.

    Esse é o conselho para cristãos de todos os tempos, mas principalmente para o nosso em que parece que um dia de 24 horas não é suficiente.

    Como Tratar da Ansiedade sem ficarmos mais ansiosos

    Entretanto, vai aqui um alerta. Não confunda buscar primeiro o reino de Deus com se ocupar com os trabalhos eclesiásticos e litúrgicos da religião. As vezes nos ocupamos mecanicamente com o trabalho do Senhor e não propriamente com o Senhor. Alguém poderia dizer: Mas não é isso que um servo deve fazer?

    A resposta é sim, mas, primeiramente, não seremos salvos pelo muito que fizermos, e sim, pelo que Jesus fez. Devemos confiar nisso.

    Em segundo lugar, não somos meros servos, mas filhos por adoção em Cristo. Assim o serviço que devemos prestar não é de escravo que serve, mas de filhos que servem.

    Isso é bem diferente. O servo serve porque ele existe para prestar serviços contínuos ao seu senhor. Um filho ou filha de Deus serve porque tem prazer de agradar a seu Pai, numa obra em que é herdeiro(a) dos bens eternos.

    Em outras palavras, o cristão deve servir porque isso é prestar culto a Deus, e, se tiver que se emprenhar ao máximo para isso que o faça por amor, pois este é o grande mandamento:

    Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força (Mt 12.30). E se não for por amor, nada tem valor (1 Co 13).

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