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  • IS 55.3: O Chamado de Deus

    IS 55.3: O Chamado de Deus

    Recebemos convites de muitas gentes, para muitas coisas boas ou ruins. O melhor convite, o melhor chamado que podemos ouvir neste mundo é o chamado de Deus. Deus nos convida o tempo todo. Como? Veja!

    1 Inclinai os ouvidos e vinde a mim

    Este convite foi para o povo de Judá, que vivia uma religiosidade hipócrita, um culto fingido. No caminha de encenação em que viviam o fim seria a morte, a desgraça. Por isso, Deus em toda sua misericórdia convidou-os para a sinceridade; ouvi-lo de verdade.

    Diz o Senhor inclinai os ouvidos, como filho que escuta o pai ou o servo que está atento ao mestre, qual o comando que Ele nos dá. Deus convida a levantarmos as orelhas, as antenas de nosso aparelho auditivo e ouvir bem, ouvir com atenção, ouvir para obedecer, captar atentamente os ensinos proféticos. Deem-me ouvidos! Cheguem bem perto! Vinde a mim.

    O menino Samuel orientado pelo sacerdote Eli, disse: Fala, Senhor, pois teu servo ouve. Que todos nós estejamos prontos a ouvir a Deus.

    2 O Resultado de Ouvir a Deus nos Alcançará: “Vossa alma viverá”

    Jesus fez o mesmo convite para os que estavam cansados e oprimidos pelas hipocrisias dos escribas e fariseus: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (Mt 11.28-30).

    Vida é o que Deus nos promete em Cristo, e vida abundante (Jo 10.10; 14.6).

    O único meio de obtermos a vida eterna é pela fé em Jesus Cristo.

    O texto de Isaías aponta exatamente para esse tempo em que todas as promessas de Deus seriam realizadas em Jesus.

    Se você quer vida eterna, saiba que Jesus é o único meio. Ouvir a Jesus gera vida e vida eterna. Responda ao chamado de Cristo e viva eternamente.

    3 – A Aliança perpetua

    Deus prometeu isso a Davi, que era da tribo de Judá de quem descendeu Jesus, o Messias (Cristo) prometido para salvar.

    Isaias menciona que essas promessas são as “fiéis misericórdias prometidas a Davi”. A base para o agir de Deus é sua fidelidade e sua misericórdia. Amor é o que move Deus em nossa direção para nos salvar. No Novo Testamento isso se chama “graça” (At 13.34; Ef 2.8-9).

    Enquanto muitos convites humanos nos levam a perdição, à desgraça, ou a momentâneos prazeres, Deus nos chama para alegrias eternas que vão além desta vida terrestre.

    Não perca tempo! Achegue-se logo a Jesus!

  • A Soberania Divina Revelada na Babilônia: Propósitos e Instrumentos

    A Soberania Divina Revelada na Babilônia: Propósitos e Instrumentos

    A narrativa bíblica dos sinais de Deus na Babilônia, presentes no Livro de Daniel, oferece uma profunda reflexão sobre a soberania divina e sua atuação na história humana. Longe de serem eventos isolados, esses sinais possuem um propósito claro e são orquestrados por Deus para revelar sua autoridade suprema sobre todos os reinos e governantes da Terra.

    Os Propósitos dos Sinais Divinos

    O principal objetivo de Deus ao manifestar sua presença na Babilônia era fazer com que os reis do mundo reconhecessem que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens. Essa revelação da soberania divina é um tema recorrente no Livro de Daniel (Dn 2.27, 28, 37, 44, 47; 4.2, 17, 25, 32, 34; 5.18, 21).

    Essa compreensão transcende o tempo e o espaço. Enquanto a humanidade vive na dimensão do efêmero, Deus opera na dimensão do eterno. A passagem de João 13:7, “O que eu faço, tu não o sabes agora; mas depois o entenderás”, ecoa essa verdade, indicando que a compreensão total dos planos divinos pode não ser imediata, mas se revelará no devido tempo. A manifestação da soberania de Deus na Babilônia demonstra que tudo o que acontece está sob sua direção e controle.

    Os Instrumentos Humanos da Revelação Divina

    Deus não opera esses sinais de forma abstrata, mas usa indivíduos que se colocam à sua disposição. Os crentes que servem como instrumentos da soberania de Deus na Babilônia possuem características marcantes:

    • Crentes que vivem em santidade: Daniel é descrito como um “homem santo” (Dn 1.8, 9), que se recusa a se contaminar com as iguarias do rei. Sua integridade e pureza de vida são a base para que Deus o utilize como canal de sua vontade.
    • Crentes cheios de sabedoria divina: Sadraque, Mesaque e Abednego, junto com Daniel, demonstram uma sabedoria superior à dos sábios e astrólogos da Babilônia (Dn 1.17, 20). Essa sabedoria não é humana, mas um dom concedido por Deus.
    • Crentes de oração: A comunhão com Deus através da oração é fundamental. Daniel e seus amigos oram fervorosamente para que Deus revele o sonho do rei Nabucodonosor (Dn 2.17, 18), demonstrando que a adoração e a dependência de Deus precedem sua intervenção.
    • Crentes ousados na fé: A ousadia santa de Sadraque, Mesaque e Abednego, que se recusam a se prostrar diante da imagem do rei (Dn 3.15-18), é um dos exemplos mais claros de fé inabalável. Essa ousadia leva ao milagre da preservação na fornalha e à exaltação do Deus de Israel (Dn 3.24-28).

    Em última análise, a fidelidade desses homens reflete a promessa de que, aos que perseveram na fé e na santidade, será dado o Reino Eterno (Dn 7.27). A história de Daniel e seus amigos na Babilônia, portanto, não é apenas um relato de eventos passados, mas um lembrete atemporal de que a soberania de Deus se manifesta através da vida daqueles que confiam n’Ele plenamente.

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  • A Aliança Maldita: Quando a Vitória Ofusca a Obediência

    A Aliança Maldita: Quando a Vitória Ofusca a Obediência

    A Aliança Maldita desconsiderando preceitos bíblicos tem levado muitos à derrota.

    A fragilidade humana muitas vezes se manifesta na incapacidade de lidar com o sucesso. Mal experimentamos o sabor da vitória e já nos permitimos abusar do poder conquistado. O rei Acabe, protagonista da narrativa em 1 Reis 20, personifica essa tendência perigosa. Apesar da clara advertência profética sobre a iminente ameaça síria (v. 22), sua inclinação à desobediência o guia por um caminho tortuoso.

    Em um momento de aparente humildade encenada – os sacos e as cordas eram vestimentas típicas dos pobres, um gesto de submissão (v. 31) – o rei sírio Ben-Hadade implora pela vida. Acabe, então, profere palavras surpreendentes: “É meu irmão” (v. 32). Nesse gesto, sela uma aliança perigosa, uma afronta direta à vontade do Soberano Deus.

    Ben-Hadade, em troca de sua vida, oferece a devolução de cidades que outrora pertenciam a Israel e que, pela recente vitória, Acabe tinha o direito de reaver (v. 34). O rei israelita, em vez de exercer sua autoridade divina, firma um pacto com o inimigo e o deixa partir livremente.

    A Aliança Maldita Ocorre Quando a Vitória Ofusca a Obediência

    Essa atitude nos remete à sabedoria do Salmo 1: “Bem-aventurado é o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”. Unir-se em “jogo desigual com os infiéis” (2 Coríntios 6:14-15) é um terreno escorregadio para a fé. O Novo Dicionário da Bíblia levanta a hipótese de que a aliança de Acabe com a Síria tenha sido motivada pelo temor da crescente ameaça assíria, buscando um aliado estratégico. Contudo, Acabe ainda não compreendera que sua única aliança capaz de garantir a verdadeira vitória era aquela firmada com o próprio Deus.

    A narrativa prossegue com um episódio intrigante envolvendo um dos filhos dos profetas (discípulos dos profetas, v. 33). Por ordem divina, ele solicita a um homem que o fira, mas este se recusa (v. 35). A consequência é imediata e severa: o profeta anuncia que, por sua desobediência, um leão o matará, o que prontamente acontece (v. 36). Em seguida, o profeta faz o mesmo pedido a outro homem, que obedece e o fere (v. 37).

    Com o rosto disfarçado, o profeta se posta à beira do caminho por onde o rei passaria (v. 38). Ao avistar Acabe, ele clama, simulando uma situação de guerra: um homem lhe confiara a guarda de outro, com a ameaça de perder a própria vida ou pagar um talento de prata caso o prisioneiro escapasse (v. 39). Alegando distração, o homem sumiu. A resposta de Acabe é taxativa: ele próprio havia proferido sua sentença (v. 40).

    Nesse momento, o profeta revela seu rosto, sendo reconhecido pelo rei. A mensagem divina chega com o peso da justiça: “Assim diz o Senhor: Porquanto soltaste da mão o homem que eu havia condenado, a tua vida será em lugar da sua vida, e o teu povo em lugar do seu povo” (v. 42). Acabe se retira, consumido pelo desgosto e pela indignação.

    Uma Ilustração Viva da Seriedade que É Desobedecer a Deus

    Essa ilustração vívida da mensagem divina pode nos soar dramática em nossos dias. Imaginemos a necessidade de sermos feridos para transmitir a palavra de Deus! No entanto, de alguma forma, essa realidade ainda se manifesta. Somos todos pecadores, e Jesus, sendo Senhor e Mestre, padeceu infinitamente mais por nós (1 Pedro 2:21; 3:18).

    Acabe, embriagado pela vitória inicial, permitiu que os “holofotes do poder” o cegassem para a obediência a Deus. É crucial não confundirmos resultados com aprovação divina. Riquezas, autoridade e aplausos podem parecer sinais de sucesso, mas podem estar desprovidos da chancela do Senhor (Apocalipse 3:17, A igreja que se achava rica, mas era pobre).

    A autoridade do povo de Deus é concedida, limitada e retirada por Ele. Como nos lembra o Salmo 75:7: “Mas Deus é o juiz; a um abate, e a outro exalta”. Jamais devemos nos superestimar (2 Coríntios 1:9; 3:5). A vitória não nos pertence; ela é do Senhor (1 Crônicas 29:11). A nós, ela é concedida unicamente por sermos Seu povo (Salmo 44:7).

    A Marca dos Fiéis

    O profeta foi reconhecido por uma marca distintiva, comum entre os profetas da época. O primeiro profeta se apresentou para anunciar a vitória de Deus (v. 28). Este se revela para anunciar o juízo divino: a consequência direta da desobediência de Acabe em poupar aquele que Deus havia condenado.

    Assim como Elias se sentiu sozinho, este profeta anônimo surge para cumprir uma missão específica, demonstrando que Deus sempre tem provisão para realizar Sua vontade.

    Da mesma forma, a igreja possui uma marca que a identifica como Corpo de Cristo (Efésios 1:13). O que, então, identifica um cristão com Cristo? A resposta encontramos em 2 Coríntios 1:21-22: a unção do Espírito Santo que é o selo de Deus em nossos corações. Que essa marca seja sempre um lembrete de nossa aliança primordial com o Soberano, a única aliança que nos garante a verdadeira e duradoura vitória.

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    A Derrota de Um Rei Ébrio: Uma Lição Atemporal

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  • A Derrota de Um Rei Ébrio: Uma Lição Atemporal

    A Derrota de Um Rei Ébrio: Uma Lição Atemporal

    A Derrota de Um Rei Ébrio deve servir de lição para todos os que gostam de embriagar

    O relato bíblico de 1 Reis 20:16-21 nos apresenta uma cena surpreendente: um rei, Ben-Hadade da Síria, imerso na embriaguez em meio a seus aliados, trinta e dois outros reis. Em vez de estar vigilante e estrategicamente posicionado, o líder se entrega aos prazeres da bebida, confiante em sua aparente superioridade numérica e armamentista. Essa imagem vívida nos oferece uma poderosa lição sobre a fragilidade do poder quando aliado à imprudência e à falta de autodomínio.

    Lembre-se, mesmo os que não têm grandes responsabilidades como um rei, têm, entretanto, a coisa mais valiosa a guardar: suas vidas, que exige sobriedade e responsabilidade.

    Os espiões de Ben-Hadade cumprem seu papel, informando sobre a saída de um grupo de homens de Samaria. Eram os líderes da província acompanhados de seus jovens. A reação do rei sírio, embriagado pela bebida e pela arrogância, é ordenar a captura de todos com vida. Essa decisão, tomada sob a influência do álcool, demonstra uma subestimação perigosa do inimigo e uma completa desconexão com a realidade da situação.

    A Derrota de Um Rei Ébrio Surpreendido

    O que se segue é um revés inesperado para Ben-Hadade. Atrás dos jovens surge um exército de sete mil homens, que persegue os sírios e os inflige uma grande derrota. O próprio rei sírio mal consegue escapar. O versículo 21 resume a humilhação: “O rei de Israel destruiu os cavalos e os carros, e feriu os sírios com grande estrago”.

    Agora, presta atenção! É impressionante notar de quem Acabe, rei de Israel, tinha medo: um homem entregue à embriaguez em pleno dia. A embriaguez cega para o julgamento, enfraquece a vigilância e mina a capacidade de liderança. Como bem nos adverte o livro de Provérbios (31:4), “Não é para reis, ó Lemuel, não é para reis beber vinho, nem para príncipes desejar bebida forte”. Claramente, o rei da Síria não teve a sabedoria de uma mãe como a do rei Lemuel para guiá-lo, ou se tinha, como muitos, a desprezou.

    Apesar da eficiência de seus espiões em coletar informações, a embriaguez de Ben-Hadade o impediu de utilizar esses dados de forma eficaz. Essa situação ecoa em nossos dias. Muitos ouvem os alertas sobre a necessidade de preparação espiritual e de prestar contas a Deus, mas preferem viver embriagados pelas ilusões do mundo, negligenciando o chamado à sobriedade e à vigilância.

    Sob Os Efeitos da Obediência A Deus

    A narrativa bíblica também destaca a importância da obediência. Conforme a palavra do homem de Deus, a vitória se concretizou (v. 13). Acabe experimentou o sabor de um triunfo genuíno porque, naquela ocasião específica, escolheu seguir as instruções divinas.

    No cotidiano, observamos as consequências trágicas da embriaguez e do uso de outras drogas. Notícias de violência, crimes e acidentes de trânsito frequentemente revelam a influência dessas substâncias. O Apóstolo Paulo nos exorta a fugir das “bebedices, glutonarias e coisas semelhantes” (Gálatas 5:19-21).

    A sabedoria reside em dar ouvidos a essa Palavra, reconhecendo que a sobriedade e o autodomínio são caminhos para a verdadeira vitória, tanto em batalhas literais quanto nos desafios da vida, nas lutas interiores e pessoais.

    A Derrota de Um Rei Ébrio É Um Alerta

    A história do rei ébrio Ben-Hadade serve como um alerta perene. A embriaguez, em suas diversas formas, obscurece o discernimento e nos torna vulneráveis à derrota. Que possamos aprender com esse relato e buscar a sobriedade em todas as áreas de nossa vida, para que, ao contrário do rei sírio, possamos aproveitar as informações que recebemos e trilhar o caminho da verdadeira vitória, guiados pela sabedoria e pela obediência a Deus, o Guia perfeito.

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  • Israel Sob O Rei Acabe: Navegando Entre Honra e Um Fio da Dignidade

    Israel Sob O Rei Acabe: Navegando Entre Honra e Um Fio da Dignidade

    Israel Sob Acabe viveu mais em derrotas do que vitórias, embora houvesse nele um fio de dignidade.

    Israel Sob O Rei Acabe Rei sem honra (1 Rs 20.1-6)

    Agora o problema não é a seca, mas Ben-Hadade, rei da Síria. Ele é de personalidade forte, e cônscio de sua autoridade militar (2,3). Manda dizer que o ouro, as mulheres mais fortes e os filhos de Acabe são dele. Acabe diz, noutras palavras: “Sim, senhor”. Diante da fraqueza deste, Ben-Hadade manda dizer que quer muito mais, “tudo que te for aprazível”.

    Como um homem desse poderia reinar sobre um país? Trata-se de uma pessoa sem honra, sem dignidade de homem, muito menos de rei. Qual será o seu fim? Parece que ele só peitava a Deus e os profetas de Deus. Que pena!

    A resposta de Acabe não é aquela que precisa ser dada com força quando o adversário e seus agentes nos propõem atitudes desonrosas, imorais e infiéis a Deus. Quando nos oferecem subornos, drogas, condutas indecentes e libertinas. Uma pessoa que tem honra e dignidade se posiciona com firmeza e com liberdade padrão normativo de conduta. Não se prostra diante de ditadores e líderes perversos.

    O prepotente Ben-Hadade, seguro do seu poder militar, procurava humilhar. O povo de Deus precisa ter honra e conduta corajosa baseada nos princípios bíblicos e ser fiel a Deus. Caso contrário os inimigos o farão, como se diz: “Gato e sapato”.

    Imagem de Nick115 por Pixabay

    Um fio de Dignidade (7-12)

    Diante da ameaça de Bem-Hadade, Acabe parece ressuscitar um fio de dignidade: Toma conselho com os anciãos (conselheiros) e se nega ceder (v. 7-9).

    O rei da Síria fica furioso ao jurar pelos deuses destruir Samaria, a capital de Israel. Acabe responde algo semelhante a: “Não cante vitória antes da batalha”. Então Ben-Hadade ordenou seu exército a se preparar para a batalha.

    Olha o homem! Parece que sobrou um fio de dignidade nele. Resolveu enfrentar o adversário. Respondeu com segurança! É assim que se fala! Será que é da autoria ou plágio? Não importa. A resposta foi boa.

    É assim que se fala, irmão e irmã! Devemos enfrentar o mal quando ele vem contra nós. Mas lembremo-nos: “Nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os principados e potestades” (Ef 6.12). Nossa guerra é espiritual. Não temos que matar os sírios que vêm contra nós hoje, mas temos que enfrentar seus pecados; suas malignidades com coragem e fé em Deus.

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    OS TRÊS ESTÁGIOS DA SALVAÇÃO

  • Elias no Divã de Deus

    Elias no Divã de Deus

    Elias no Divã de Deus: “Que Fazes Aqui?” e a Cura para o Desânimo (1 Reis 19. 9-18)

    Elias entrou numa caverna onde passou a noite e lhe veio a palavra do Senhor dizendo: “Que fazes aqui, Elias?” (v. 9). 

    Elias falou de seu zelo pelo Senhor Deus, enquanto “os filhos de Israel deixaram a aliança, derrubaram os altares de Deus, e mataram os profetas do Senhor.

    Só eu fiquei e tentam matar-me também, disse ele (v.10). Deus o chama para fora da caverna, a se pôr em sua presença, pois Deus vai passar. Passa um vento forte que despedaçava as penhas, mas o Senhor não está no vento. 

    Depois veio um terremoto, mas o Senhor não está no terremoto (v. 11). 

    Depois um fogo, porém o Senhor não estava no fogo.

    Depois uma voz calma e suave (v. 12). Só então Elias saiu à entrada da caverna. “Ouvindo-a, Elias envolveu o rosto na capa e, saindo, pôs-se à entrada da caverna”.

    Elias no Divã de Deus Desabafa Sua Angústia e Solidão

    Uma voz lhe dizia: “Que fazes aqui, Elias?” (v. 13). Elias torna a falar do seu zelo, enquanto os filhos de Israel deixaram a aliança, derrubaram os altares, e mataram os profetas de Deus. Resta só ele e querem matá-lo também (v. 14). 

    Deus lhe diz: “Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco. Quando lá chegares, unge a Hazael rei sobre a Síria” (v.15) e a Jeú, rei de Israel, e a Eliseu ungirás profeta em teu lugar (v. 16). “Quem escapar da espada de Hazael, Jeú matará, e quem escapar da espada de Jeú, Eliseu o matará” (v. 17). “Também conservei em Israel sete mil – todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou” (v. 18).

    Elias chegou ao Horebe ou Sinai, entrou numa caverna onde passou a noite e o Senhor falou com Ele: “Que fazes aqui Elias?”. Foi ali que um dia Deus falou com Moisés e lhe deu Sua palavra (Ex 20). Agora Deus fala com o seu profeta. Era um lugar considerado sagrado. O lugar da presença de Deus. Por isso era chamado “o monte de Deus” (8). Quando estamos abatidos, tristes, desanimados devemos buscar perseverantemente a presença de Deus. 

    Algumas Considerações

    Muitos quando estão desanimados nem se quer vão às reuniões da igreja, que muitas vezes fica ao lado de sua casa, no seu bairro ou cidade.

    Elias investiu numa caminhada de “quarenta dias e quarenta noites” (v.8) para buscar essa presença bendita. A voz de Deus lhe dera forças e direção para prosseguir no seu ministério. 

    Elias respondeu a Deus falando de seu zelo e de como os filhos de Israel estavam pecando. Aqui temos a tônica de todos os profetas, o objetivo principal da profecia: o povo deixou a aliança, derrubou os altares, e mataram os profetas (veja Mt 23.37). 

    A partir disso o profeta chamava o povo ao arrependimento e à conversão a Deus. Isto quer dizer que o profeta olhava para trás (o pacto no Sinai, Ex 20), para a situação em que se encontravam, e proferia uma sentença futura. O profeta não é um vidente, embora haja evidência na profecia.

    A queixa de Elias, como já vimos, tem fundamento. Ele está abatido com razão. Ele está sofrendo de depressão por motivos reais e em decorrência de seu ministério estressante. 

    De fato, muitos constatam que “lidar com gente é pior do que lidar com animais”. Mas Deus está interessado em gente, e não há como o profeta se esquivar. Ele terá que sair da caverna e cumprir a vontade de Deus. 

    Mas primeiro, Deus, o Psicólogo, vai curar-lhe a depressão. Elias está no Divã de Deus. A forma de tratamento é singular: Só Deus conhece essa terapia. 

    Elias, devido aos milagres realizados, talvez pensasse que não adiantava mais lutar, não tinha mais o que fazer. Já havia anunciado falta de chuva, faltou. Anuncia chuva, choveu. Onde havia a última porção de comida disse que não faltaria, não faltou. Pediu para Deus msndar fogo do céu, desceu e consumiu completamente não só o holocausto, mas tudo que sobre onde estava preparado. Correu mais veloz do que os cavalos do rei.Bem, o que mais poderia fazer para o rei, a rainha e o povo se converterem e acabar a perseguição? 

    Agora a rainha jurou-lhe de morte e ele não está vendo jeito de escapar, senão, fugir. Talvez Elias estivesse esperando Deus fazer algo ainda mais extraordinário. Então Deus mostrou algumas coisas como veremos a seguir sobre Sua maneira de agir.

    Como Deus Age

    1 – Deus não age apenas de forma sobrenatural. Nem sempre teremos um vento destruir, ou fogo descendo do céu, terremoto (At 4.24-31). Às vezes ele age de forma mansa e tranquila. Nem sempre sua voz estremece como aconteceu quando Deus falou com Moisés ali mesmo no Horebe (Êx 19.16-19). Ele também fala mansamente. 

    2 – Elias foi parar ali por causa do medo e do desânimo. Mas Deus o chamou para fora, para ele ouvir Sua voz, e para cumprir a missão profética. Mais tarde o Apóstolo Paulo diria ao um jovem pastor: “Sofre as aflições como bom soldado de Jesus Cristo” (2 Tm 2.3).

    Muitas vezes estamos escondidos na caverna do desânimo e do medo, mas Deus nos chama para fora. Precisamos ouvir a voz de Deus e sairmos da nossa caverna. Precisamos enfrentar a vida com fé em Deus e sua palavra. Elias estava no “monte de Deus“, muitos estão também na igreja de Deus, mas como se estivessem na caverna.

    3 – Elias apresentou suas justificações (ou seriam desculpas?). Ele se sentia só, como Moisés, cujo povo nem esperou ele descer do monte com a palavra de Deus (Ex 32.8). De fato eram problemas sérios. Mas, pessoas estressadas têm a tendência de aumentar, supervalorizar os problemas. 

    Devido a isso, o Pr Jilton Moraes disse que “quase que teríamos um livro chamado Lamentação de Elias”. Entretanto, Deus está acima das circunstâncias difíceis que envolvem nossa vida e ministério. 

    Paremos de lamentar nossa debilidade, nossa dificuldade, os problemas da vida. Deus é maior que tudo isso. Deus chamou Elias para fora e fez-lhe ver coisas ocultas que ele não sabia (Jr 33.3). 

    Ele pensava estar só. Deus lhe mostrou que havia sete mil que não dobraram os joelhos a Baal. Estes lhe serviriam de apoio. 

    Deus mostrou-lhe o que fazer: ungir Hazael, rei da Síria, Jeú, rei de Israel. Estes executariam justiça em Israel. 

    Mandou também ungir a Eliseu, como profeta em seu lugar. Mediante isso, a rainha perversa seria punida e morta (2 Rs 9;), Acabe também (1 Rs 22.29ss) e ele, Elias, iria se aposentar em grande estilo, e iria curtir a aposentadoria no céu, sem precisar passar pelo estresse da morte (2 Rs 2.11). Deus reconheceu que o ministério de seu servo é estressante.

    Lição de Elias no Divã de Deus

    Devemos ouvir a pergunta de Deus: O que você está fazendo aqui, meu filho, minha filha? O que você está fazendo desanimado(a), com medo, estressado? Sai para fora desta caverna. Sai dessa situação. Venha! Ouça-me! Tenho vitória para você. Tenho direção para sua vida. Tenho para você, apoio e uma missão a cumprir. 

    Há sete mil que não dobraram os joelhos perante Baal, o que demonstra que sua pregação tem resultado, embora você não o saiba (18).

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    Leia também: Abençoai! Abençoai!

  • Lições de Vida: O Poder do Perdão

    Banquete Para Reconciliação Familiar Gn 43.30.

    Súplica por Misericórdias (1-14).

    O mundo passava por uma grande fome. Mas no Egito havia abundância, porque José fora usado por Deus para armazenar alimento e preservar a vida do povo, inclusive sua família. Seus irmãos já haviam buscado uma primeira remessa de alimentos numa situação dramática (veja aqui). Mas agora o alimento acabou e precisavam voltar para comprar mais.

    Judá lembrou que se voltassem, deveriam levar Benjamim, ou morreriam (3,5). Uma sutileza de José para rever o irmão caçula.

    Israel (Jacó) perguntou porque havia revelado que tinham outro irmão. Judá disse que o governador do Egito os havia perguntado e não podiam saber a intenção dele. Propôs ficar como fiador de Benjamin.

    Jacó finalmente consente em deixar Benjamim ir com eles. Mas usa das suas velhas táticas: levar um presente, restituir o dinheiro em dobro, e que “Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdia diante do homem, para que deixe vir convosco vosso irmão” (13).

    Lições de Vida: Saudação de Paz (15-25)

    Eles chegaram de volta ao Egito. Ao ver Benjamim, José mandou preparar um banquete para comer com eles.

    Temerosos e pensando o que lhes aconteceria, falaram ao despenseiro de José como encontraram o dinheiro nos seus sacos de mantimentos da primeira vez, e que o trouxeram de volta, em dobro.

    O despenseiro consola-lhes: “Paz seja convosco, não temais. O vosso Deus, o Deus de vosso pai, vos deu tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro me chegou a mim” (23).

    Então lhes trouxeram fora Simeão e os levou à casa de José.

    Lições de Vida: Recebidos com Honras (26-34).

    Os irmãos de José deram-lhe o presente de seu pai e se inclinaram perante ele (26). José perguntou pelo pai deles. Eles responderam que ele estava bem. José se comoveu ao ver Benjamim e o abençoou (29). José ficou “profundamente comovido por causa de seu irmão… filho de sua mãe” (29,30). Correu para o seu quarto e chorou.

    Depois que se conteve, voltou e mandou servir à mesa (30,31). As mesas postas, os egípcios à parte, pois estes não comiam com hebreus (32).

    Na mesa dos hebreus, uma identidade cultural de família: diante do governador, o primogênito e o menor. Isto lhes deixa maravilhados. Benjamim ganha porção cinco vezes maior do que os demais. “Eles beberam e se regalaram“. O clima era de festa.

    Israel e seus filhos não sabiam quanto tempo duraria a fome. Pensaram, talvez, que até consumirem o que tinham levado, já teriam outra solução para sobreviverem. Se assim fosse, Simeão ficaria preso no Egito, pois Jacó não estava disposto a deixar Benjamim ir com eles. E não poderiam chegar lá sem Benjamim. Israel gastou até o último recurso para não deixá-lo ir, com medo de perdê-lo, sem saber que assim, estaria matando-o de fome. Kinder diz: “Tive de perdê-lo para ganhá-lo”.

    Judá foi mais nobre do que Rubem neste caso. Colocou sua própria vida como garantia.

    Israel demonstra que de alguma forma ainda era o Jacó (Suplantador), pois continua com as velhas táticas de enviar presentes, pagar em dobro, e isso, acompanhados de oração. Talvez este último ingrediente fosse o que fizesse toda a diferença na vida de Jacó: confiar, e adorar a Deus (Ver Gn 28.20-22; 35.7; 48.3).

    O presente era uma cortesia quase que indispensável (1Sm 16.20; 17.18).

    Restauração Completa.

    José que tinha ficado completamente só, agora estava prestes a se reunir, além de sua esposa e filhos, pai e irmãos. Seus filhos teriam muitos tios e tias, primos e primas.

    Seus irmãos ficaram preocupados. Não sabiam o que estava acontecendo. Estavam vivendo uma trama desconhecido. Não sabiam o que esperar.

    O despenseiro de José os consolou. Certamente o despenseiro ouvira a respeito de Deus através de José, e agora transmite àqueles homens angustiados (23). Aprendeu a ser consolador dos tristes. Simeão lhes foi restituído. O clima muda da tristeza para a alegria.

    Entregaram os presentes de seu pai, inclinaram-se de novo diante de José (26). Mais uma vez, os sonhos de José se cumpriram, pois vinham de Deus. José abençoou seu irmão Benjamim. Seu amor por ele era maior porque ambos eram filhos da mesma mãe, Raquel, a esposa amada de Jacó.

    José correu para chorar escondido de tanta emoção (29,30).

    Os costumes tradicionais de uma família trazem consigo uma marca, uma identidade. O lugar de cada membro, seus talheres e pratos, a comida preferida… Tem um sabor de comunhão.

    José, carente dessa comunhão, não aguentou e desabou a chorar (30). Para os irmãos de José que, até então, não sabiam estar ali seu irmão, a alegria é descrita em termos de satisfação (34). Por um momento, todo o drama parecia ter terminado.

    Comer separado dos egípcios, segundo Kidner, não é preconceito, mas prática cultural (46.34).

    5 Lições de Vida:

    1 – Sobre os planos de Rubem e de Judá, a proposta deste era mais coerente que a daquele. Ele mesmo ficaria como fiador e seria culpado se algo acontecesse com seu irmão mais novo. Não devemos colocar a vida de ninguém em risco. Precisamos assumir responsabilidades para não cometermos injustiças

    2 – Israel e suas táticas de Jacó. Nós também muitas vezes as usamos com o nosso “jeitinho brasileiro”. Esquecemos que nosso caráter deixou de ser do homem natural, para sermos novas criaturas em Cristo. Creio que o mesmo que salvou Israel é o que nos salva: confiar e pedir misericórdias a Deus (14). Deus é o Pai das misericórdias (2 Co 1.3).

    3 – Diante das dificuldades, os irmãos de José aprenderam a honestidade (15-25). Apertos às vezes trazem ajustes.

    4 – O despenseiro de José consolou os irmãos deste. Eles que tinham uma cultura cheia de Deus e que deveriam consolar os outros, foram consolados por um homem cuja cultura era uma das mais politeístas. Devemos consolar os aflitos, com a Palavra de Deus.

    5 – A restauração da família de Israel estava acontecendo. A forma dramática deixaria lições profundas e duradouras. Deus ensinaria a eles a terem caráter, a terem honra, fidelidade, verdade, honestidade, respeito, bondade, amor e fé. Deus quer a restauração da família. Deus é família: Deus-Pai, Deus Filho e Deus-Espírito Santo.

    Sinais de Piedade Gn 44

    Consolo e Aflição (1-13)

    José busca Sinais de Piedade: Arrependimento Sincero em seus irmãos. Para isso ele criou uma prova para eles. Mandou seu despenseiro encher-lhes os sacos de mantimento e recolocar dentro o dinheiro com que tinham comprado mantimentos.

    No saco de mantimento de Benjamim, colocassem além do dinheiro, a taça de prata. O despenseiro os seguiria, os alcançaria e os acusaria de roubo e encontraria a taça com Benjamin. Assim aconteceu.

    Confiantes de que nada tinham feito de errado, defenderam-se dizendo que com quem fosse achado algum roubo, este morreria e todos ficariam como escravos (9). Procurando desde o mais velho, achou-a com o mais moço (12). Ficaram apavorados. Recarregaram os animais e voltaram à cidade (13).

    A taça de prata parecia ter sido cobiçada durante o banquete ou, pelo menos elogiada ou José sabia do que eles gostavam, do que mais lhes chamaria atenção. Não importa. O fato é que saíram de um banquete de alegria para outro, de agonia, acusados de roubo e traição. E logo com quem fora achado a taça: o filho querido do papai, pelo qual tinham empenhado vidas.

    Arrependimento Sincero (14-34)

    Na casa de José, “prostraram-se diante dele em terra” (14) mais uma vez os sonhos de José se cumpriram. J

    osé os acusou de traição. Judá tentou defender a si mesmo, e a seus irmãos, com humildade (16). Mas, José disse que aquele com quem fosse encontrada a taça é que ficaria como escravo. Os outros poderiam voltar.

    Judá explicou que aconteceria com seu pai se perdesse o segundo, morreria de tristeza (v 28,29).

    Morte é a palavra Xeol: Heb. “Sepultura”, “Mundo dos mortos”, “Além”; Hades, no Gr. Traz também a ideia de sofrimento, opressão.

    No Novo Testamento, lugar de tormento eterno, Mt 25.41; 23.15,33; Ap 19.20; 20.10, 14-15 – (Dicionário de Teologia do Novo Testamento, Edições Vida Nova).

    Judá disse que havia assumido compromisso de ser fiador de seu irmão mais moço, e que não queria ver a infelicidade de seu pai (34). Que deixasse este ir. Ele, Judá, ficaria em seu lugar.

    Judá foi representante do grupo. Explicou toda história para dizer que ficaria em lugar de Benjamim, pois não queria ver a infelicidade de seu pai. Judá demonstrou piedade. Foi ele quem sugeriu a seus irmãos não matarem José, mas vendê-lo aos midianitas (37.26). Consciente ou não, poupou a vida de seu irmão.

    Dessa vez ele tentava honrar o compromisso feito a seu pai. Aprovado, pois José buscava evidência de piedade em seus irmãos. Ele encontrou em Judá, cujo nome significa: “louvor”.

    Novamente eles se prostram diante de José (14). Mas agora o fariam dramática e solenemente. Corriam o risco de não levar seu irmão mais moço de volta, como também, de não voltar nenhum deles. Por isso expressaram humildade (16).

    Lições de Vida:

    1 – De um banquete de alegria e ternura à provação. José, que também já havia sido acusado de algo que não fizera, sabia o que eles estavam passando. Mas a intenção era buscar sinais de piedade e de arrependimento neles. Quando somos provados, devemos ser aprovados pelo arrependimento sincero.

    2 – Judá demonstrou honra, honestidade, caráter, fidelidade, responsabilidade. Demonstrou boa índole. Ele, que havia sugerido vender José aos midianitas (37.26,27), agora estava se redimindo junto deste sem saber. Foi provado e aprovado. Foi humilde e reconheceu seu pecado (16). A humildade precede a honra (Pv 15.33; 18.12).

    3 – A vida é feita de dramas. Devemos refletir em cada situação e procurar entender a vontade de Deus. Certamente tenhamos de nos arrepender e confessar pecados (16).

    4 – Os irmãos de José demonstraram boa índole. Estavam quebrantados, humildes e piedosos.

    A Restauração da Comunhão na Família Gn 45

    Se Faz com Perdão (1-15).

    A Restauração da Comunhão na Família se Faz Com Perdão.

    José não se conteve diante da demonstração de arrependimento de Judá. Mandou todos saírem e chorou tão alto que os egípcios e a casa de Faraó ouviram.

    Então José se revelou a seus irmãos (3). Pasmaram-se. José os consolou e os isentou de culpa. Perdoou-lhes. Disse a eles que Deus o havia enviado ao Egito para “conservação da vida” e “conservar vossa sucessão na terra, e guardar-vos em vida por um grande livramento” (5,7).

    Mandou-os voltar e buscar a seu pai, e falar-lhe de sua glória no Egito. José chorou com eles e beijou-os (14,15).

    Um drama comovente: Da tristeza à alegria; da alegria à tristeza e novamente à alegria. A vida é assim. Os irmãos de José plantaram ódio, colheram tristezas e amarguras. Mas pela graça de Deus receberam perdão, mediante arrependimento.

    Quem quer perdão precisa também se arrepender. José foi surpreendentemente perdoador. Alguém poderia dizer que ele era um protótipo de Cristo. Embora Cristo esteja muito acima de todos os homens, não há dúvidas de que José foi uma espécie de Messias para a família de Israel naquele contexto.

    José foi um homem comum, fiel a Deus no seu tempo, na sua história. Nós também podemos ser iguais a ele nos nossos dias. Deus pode nos permitir passar por tribulações visando algo melhor para nós.

    José foi vendido, escravizado, acusado injustamente, preso, mas tudo isto para preservar a vida de muitos, inclusive sua família e descendência, a descendência de Abraão. A promessa foi feita por Aquele que é poderoso para cumprir.

    Vimos aqui, que os dramas da vida eram encarados como ação de Deus. Os dramas não levantaram dúvidas sobre a existência e cuidado de Deus. “O israelita reconheceu a si mesmo criatura de Deus. Como não levantou dúvidas sobre a sua própria existência, assim também não podia duvidar da existência e da realidade de Deus” (A.R. Cabtree, Pg 42).

    Além disso, eles acreditavam na bondade de Deus (43.14).

    Desfaz O Poder Mal.

    Não se trata aqui da crença de que tudo é operado por Deus. Se Deus é bom, Ele não pode operar o mal. Mas Deus intervém na história atendendo orações (doutra forma, para que orar?) e usa os dramas causados pela maldição do pecado (escolha do homem: o fruto do bem e do mal, Gn 3), e os transforma em bênçãos.

    Eles tinham consciência de que o que recebiam de mal era punição ou repreensão divina de seus próprios pecados (Gn 44.16; Nm 32.23).

    José tinha consciência de que se cedesse ao assédio da mulher de Potifar e o desrespeitasse estaria pecando contra Deus (Gn 39.9).

    Pecado no Velho Testamento é a palavra “Avon”, “iniquidade” (Sl 90.8), ou “culpa” (Gn 15.16); e “hata” e “pesha” são usados nos dois sentidos, de “culpa” e “castigo” (Mq 6.7; Jr 17.1; Am 1.3; Jó 34.6). Estão relacionados: pecado, culpa e punição (Cabtree, pg 172).

    Assim o mal era consequência do pecado. Mas tinham um Deus misericordioso, disposto a perdoar (Ng 43.14; Êx 20.6; Dt 5.10; 7.9).

    Com Presentes e honras (16-28).

    Faraó consente e dá todos os recursos, e oferece o melhor da terra para Israel e seus descendentes. José deu-lhes carros, comida e roupas para irem e voltarem à sua terra. A Benjamim deu trezentas peças de prata, e cinco mudas de roupas (22). “A seu pai enviou dez jumentos carregados do melhor do Egito, e dez jumentas carregadas de trigo, e pão e outras provisões para a sua viagem ao Egito (23).

    Quando os filhos de Jacó chegaram e lhe contaram que José estava vivo e que era o Governador do Egito, seu coração desmaiou (26). Mas eles falaram de todas as palavras de José e vendo ele, os carros, reanimou-se e disse: “Basta! Ainda vive meu filho José. Eu irei e o verei antes que morra”.

    Assim, Israel foi para o Egito.

    É Completa em Deus

    O melhor da terra lhes foi dado por Faraó por causa de José. Eles podiam dizer que eram os donos do mundo da época. Mas agora, com piedade e misericórdia provadas. Quão bom seria se fosse sempre assim! Ah se nossos governantes fossem piedosos, tementes a Deus!

    Toda a família de Israel agora estaria reunida. Todos teriam terra, casa, família, e riquezas. A restauração foi completa: material, emocional e espiritual.

    José encheu seu irmão de presentes e também honrou seu pai. Ele viria para o Egito, mas viajaria e lá chegaria como um marajá, com toda sua descendência. Foi assim que Israel foi parar no Egito: em glória, e da mesma forma sairá.

    Lições de Vida:

    1 – Na vida há choro de tristezas, mas também de alegrias. “O choro pode durar uma noite, mas pela manhã vem a alegria”(Sl 30.5). Não se desespere.

    2 – Devemos aceitar o arrependimento sincero sem reservas. Não podemos reter o perdão porque ele é de Deus. O perdão cura nossas almas.

    3 – Os caminhos de Deus não são o mesmo dos nossos caminhos, nem os pensamentos dEle os nossos pensamentos (Is 55.8). Ninguém poderia dizer que ser vendido como escravo poderia um dia salvar nossa própria vida e descendência. Saibamos descobrir Deus nas adversidades.

    4 – Realmente o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. A noite de agonia passou e veio a manhã gloriosa para Israel.

    5 – Um velho homem que estava triste pela perda de seu filho e preocupado pela ameaça de destruição de sua descendência agora viaja como um marajá para o Egito. Num tempo de escassez, gozava de fartura e glórias. Foi assim que aprenderam que a Deus pertence o abater e o exaltar. Deus sustenta o faminto na fome (1 Cro 29.11,12). O povo de Deus tem tempos difíceis, mas também tem tempos de glória neste mundo e, terá melhor ainda, no final da história: a glória eterna (Lc 12.32; Ap 12.10). Alguém poderia dizer que é assim com todo mundo, crente ou não. Mas quem é crente sabe que a vitória do crente tem um sabor diferente. Ela vem de Deus como bênção, e isso não tem preço.

    Referências

    1 – Bíblia Sagrada

    2 – Dicionário da Bíblia John D Davis

    3 – Teologia do Velho Testamento, A.R Cabtree

    4 – Comentário Bíblico Moody

    5 – Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento

    6 – Imagens do Desenho Bíblico “José do Egito”.

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