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  • DOENÇAS ESPIRITUAIS E CURA DIVINA

    DOENÇAS ESPIRITUAIS E CURA DIVINA

    DOENÇAS ESPIRITUAIS PRECISAM DE CURA DIVINA. Quais os profissionais dessa área? Na compreensão bíblica seriam os cristãos. Eles estão cumprindo sua missão?

    DOENÇAS ESPIRITUAIS: Um Exemplo em Lucas 13.10-17

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    Em Lucas 13 de 10 a 17, o evangelista narra o episódio da cura de uma mulher que andava encurvada há dezoito anos. Então, vamos partir desse episódio para abordar a obra espiritual da igreja em alguns aspectos.

    O que devemos notar sobre a narração de Lucas? Veja, o verso 10 menciona o dia em que isso aconteceu. Foi num sábado.

    PODEMOS CURAR NO SÁBADO OU O HOSPITAL ESTARÁ FECHADO?

    Mas, o que tinha o dia a ver com a cura? É porque na Lei de Moisés o sábado era dia santo em que não era permitido trabalhar (Ex 31.13-18). Quem fosse pego fazendo alguma obra nesse dia era morto.

    Por isso, havia regras explicitas do que se podia ou não fazer no sábado. Porém, essa lei passou a ser mais severa quando em algum momento entre o ano 500 a.C. e o primeiro século antes de Cristo surgiu o judaísmo.

    Por quê? Porque o judaísmo tinha como líderes os sacerdotes, o sumo-sacerdote ou rabinos. Os rabinos produziram a Mishná, integrada ao Talmud (Um volume com vários livros com leis e regulamentos rabínicos, tradições e costumes).

    As intenções dessa obra literária eram boas, mas se perderam no tempo e no espaço, porque elas eram interpretações da Lei escrita, tanto quanto, da lei oral, e continham acréscimos ou modificações que acabavam por anular a Lei e o espírito da mesma.

    Por exemplo, Jesus disse aos escribas e fariseus: “E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus (Mt 15.6).

    Então, a lei do sábado no tempo de Jesus era muito mais rígida por que continham acréscimos das interpretações rabínicas que distorciam a Palavra de Deus.

    Ao mesmo tempo, o poder sacerdotal ganhou dimensões políticas partidárias, ou seja, jogo de poder e autoridade, tornando-os hipócritas. Eles exigiam do povo o que eles mesmos não praticavam. Veja, como exemplo Mateus, capítulo 23.

    DIA DE CURAR DOENÇAS ESPIRITUAIS

    Então, no dia de sábado, dia de reunião na sinagoga, estava uma mulher que a há dezoito anos sofria possessa de um espírito de enfermidade, sem de modo algum se endireitar (v. 11).

    Pergunta: Quem deveria tratar de doenças espirituais? Pessoas espirituais, claro. O sumo-sacerdote, os sacerdotes, os rabinos, ou seja, os que eram líderes espirituais do povo. Eles eram os médicos.

    Porém, as pessoas continuavam doentes e sem tratamento nem no sábado e nem em dia nenhum.

    Creio que a mulher possessa de enfermidade que a deixava encurvada não foi na sinagoga pela primeira vez. Ela devia ir todos os sábados, pelo menos. Era costume das pessoas frequentarem as reuniões. Também era comum encontrar possessas na sinagoga (Mc 1.21-27, 39).

    Entretanto, a mulher sofria há dezoito anos sem encontrar cura, e no dia que encontrou a cura em Jesus, os que deveriam tê-la curado, repreenderam a ela e as demais pessoas dizendo que não era dia de trabalhar (curar) no sábado (14).

    Porém, o sofrimento de dezoito anos daquela mulher terminou quando Jesus a viu, e chamou-a, e disse: Estás livre da tua enfermidade. Ele imediatamente se endireitou. Jesus impôs as mãos sobre ela, ela deu glória a Deus.

    Como que pessoas espirituais podem achar ruim a operação de cura espiritual? É que a fama e a autoridade, como escreveu alguém, envilece o homem. O poder político e religioso corrompe a muitos.

    Esta é uma das razões, também, porque muitos religiosos e religiões estão perdendo autoridade perante o povo. Porque diante de Deus já se perderam há muito tempo.

    Jesus expôs a hipocrisia deles (v15). Eles trabalhavam no sábado para salvar suas ovelhas, seu jumento ou seu boi, para levar-lhes a beber água. Por que não livrar uma filha de Abraão cativa de Satanás há dezoito anos?

    Os opositores se calaram, e saíram envergonhados (v 17).

    OS TRANSMISSORES DA CURA DIVINA HOJE

    Quem deve curar as doenças espirituais hoje? A resposta é a mesma: os espirituais, lógico. Mas, quem são os espirituais?

    A resposta é: pessoas que já foram tratadas por Jesus Cristo; pessoas que têm relacionamento com Deus através de Jesus Cristo; Pessoas que formam a igreja de Cristo, seu corpo sacerdotal aqui na terra. Eu não acredito em nenhuns outros médicos espirituais.

    Caso me digam que há outros, eu os considerarei falsos, pois só as pessoas tratadas pelo Médico dos médicos podem tratar outros doentes.

    Vejo por aí, muitos tratamentos espirituais baseados em acordo com demônios e crenças supersticiosas que podem até dar uma sensação de problema resolvido, mas mantém as pessoas cativas do medo, sob as ameaças do mal. Por exemplo, ameaçam de que o rompimento com as forças do mal trará morte. Coisas assim, que só levam à opressão e à desgraça final.

    Uma Missão Contínua

    A missão de curar doenças físicas e espirituais é sem fim; durará enquanto o mundo existir. Neste contexto esta a igreja de Jesus Cristo, que é formada por aqueles que ele escolheu, e que ouvem a voz dele (Jo 10.14).

    Embora a missão da igreja não seja propriamente curar enfermidades físicas, e sim, pregar o evangelho do Reino, ajudar os que sofrem em todos os sentidos faz parte de sua obra no mundo (Mt 10.8).

    Já as enfermidades espirituais só uma igreja autêntica do Senhor pode curar verdadeira. A autoridade do Senhor está sobre a igreja através do Espírito Santo para desfazer as obras do diabo (1 Jo 3.8).

    O preocupante é que aumentou o número de igrejas dizendo-se do Senhor, mas que não demonstra autenticidade para tratar doenças espirituais. Ou seja, igrejas no nome, mas não na realidade. Por outro lado aparecerem outras oferecendo curas por dinheiro, ou seja, falsas igrejas.

    Assim sendo, continuamos tendo muitos doentes não só frequentando os cultos, mas sim, sendo membros atuantes na igreja. Por quê? Porque não estão considerando o Corpo do Senhor (Igreja) com dignidade. Paulo acusou: “Por causa disso há entre voz muitos fracos e doentes” (1 Co 11.30). E também, não estão exercitando o que Tiago mandou? (Tg 5.16).

    Assim como no caso da mulher encurvada que frequentava a sinagoga semanalmente e não encontrava cura, muitos estão frequentando e trabalhando nas igrejas todos os dias doentes. Pastores estão se suicidando, pessoas vivem oprimidas anos e mais anos sem encontrar remédio. Sentam-se ruins nos bancos para os cultos e saem pior. Por quê?

    Com certeza que há muitas respostas, mas quero abordar apenas uma: A presença de Deus. Se a presença de Deus não for junto não adianta ir a lugar nenhum, não há nada a fazer neste mundo (Jo 15.15; Êx 33.15).

    Há muita confusão na igreja pós-moderna. Muitas, nas melhores das intenções, se lançam a realizar as obras para Deus, e acham que Deus está junto, como Marta, irmã de Lázaro e Maria, amigos de Jesus (Mt 10.40,41). Fazer boas obras para Deus nem sempre significa aprovação de Deus. Deus tem de vir antes sempre. Não se pode trocar a obra pelo Senhor da obra. Também não importa o que você faz, mas sim o que você é.

    Desta forma, a principal obra da igreja e manter-se unida ao Senhor. Haverá sempre muitos desafios a isso. Satanás sempre buscará cisão entre a igreja e o Senhor. Ele sabe que nisto esta a derrota da igreja.

    Para vencer está batalha, a igreja precisa de duas coisas básicas antes de quaisquer obras. Nestas duas coisas há cura para igreja e para o mundo: Oração e Palavra de Deus, Bíblia. Observe que as reuniões de oração são sempre pouco frequentadas, as orações são sempre curtas e vazias, sem coração, sem intenção e sem propósito.

    Observe, também, que as pregações são igualmente vazias de palavras de Deus, mas com muitas mensagens motivacionais e de crescimento material e de sucesso. Já não se fala mais de pecados, e este é o que traz dor física, emocional e espiritual.

    Além disso, as pregações são curtas e servem apenas como uma etiqueta do culto. Ninguém mais chora seus pecados, mas, choram de dor no pecado, cultivando pecados e achando que por estar na igreja, são a igreja. Até pode ser, mas não estão agindo como igreja.

    Ou seja, há muitas igrejas doentes. Por isso não podem curar. Lamentavelmente.

    Leita também: Jesus Tem O Ensino Superior

  • A IGREJA APROVADA: PÉRGAMO 2

    A IGREJA APROVADA: PÉRGAMO 2

    A IGREJA APROVADA. AP 2.12-17. Carta à Igreja de Pérgamo. Quais os ensinos?

    V.12 Destinada ao “Anjo da igreja” – Mensageiro ou pastor responsável por transmitir a mensagem do Senhor à Igreja.

    É importante notarmos aqui que este pastor mensageiro não recebe a revelação diretamente, mas a recebe através da escrita de um Apóstolo do Senhor Jesus.

    Então, é assim: A revelação de Jesus é dádiva de Deus (1.1), comunicada por um anjo a um homem devidamente escolhido para recebê-la e transmiti-la a outros responsáveis por transmiti-las a outros e assim sucessivamente (Ap 1.1,4,11; 2 Tm 2.2).

    Revelação: Homens inspirados pelo Espirito Santo.

    Iluminação: Compreensão da mensagem revelada.

    A esta altura é bom entendermos o que era uma igreja naquele tempo.

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    IGREJA NAQUELE CONTEXTO

    Era bem diferente do que é hoje. Para começar, igreja não era templo. Era gente.

    A palavra Igreja é Ekklesia, reunião dos cidadãos convocados às assembleias legislativas (At 19.32,41). Esta palavra foi aplicada à comunidade dos discípulos de Jesus Cristo (Mt 16.18; 18.17; At 2.47; 5.11).

    Com crescimento da comunidade de discípulos, cada cidade passou a ter sua igreja local, que a princípio se reunia na casa de algum dos membros, e tinha um pastor responsável e certa independência administrativa (At 9.31;15.41; Rm 16.4; 1Co 9 7.17; 1 Ts 2.14).

    Assim era a Igreja da cidade de Pérgamo.

    Cidade de Pérgamo (1.11; 2.12)

    Pérgamo quer dizer: “cidadela”, “burgo”. Era cidade grega muito importante da Mísia, e se situava às margens do rio Caíco, distante 20 milhas do mar em 214 A. C.

    A cidade possuía uma importante biblioteca, que só perdia para a de Alexandria, no Egito e à qual foi anexada mais tarde por Marco Antônio, para satisfazer a vontade de Cleópatra.

    Os romanos, por volta de 133 A.C. elevaram Pérgamo à capital da província romana da Ásia.

    Atualmente, a antiga Pérgamo é Bergama, uma cidade e distrito na província de Esmirna, na região do Egeu da Turquia.

    Ali havia um grande altar dedicado a Zeus, outro dedicado a Atene, deusa da mitologia grega, e também ao romano divino Augusto.

    Também tinha um altar dedicado a Esculápio, deus da medicina, procurado pelas multidões em busca de cura.

    Mas o perigo maior para a Igreja em Pérgamo era o santuário erigido para implantação do culto ao imperador romano. Era considera centro da religião pagã (Sheed). Todos teriam que adorar ao imperador, o que a igreja jamais faria, e por isso, foi perseguida.

    Note, também, que o v.13 diz duas vezes que ali estava o trono de Satanás (Observe que o dito cujo está solto e tem certo poder. Trono significa poder, autoridade, regência). Então, era um grande desafio ser cristão em Pérgamo.

    Porém, o poder de Satanás se torna insignificante mediante a identidade do Senhor Jesus. Qual é a identidade dele nesta carta? Então vejamos a identidade do remetente da carta.

    Identificação do Remetente

    No começo de cada uma das cartas às sete igrejas da Ásia, Jesus se identifica com uma das características apresentadas em sua aparência gloriosa a João no capítulo 1.9-20.

    À igreja de Pérgamo a característica é: “Aquele que tem a espada afiada de dois gumes”. Em 1.16, tal como também em 19.15, diz que essa espada de dois gumes saía da boca do Senhor.

    Então, essa espada é a Palavra de Deus, na verdade mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes (Hb 4.12) e a mesma “espada do Espírito de Ef 6.18.

    Espada aqui, é uma metáfora da Palavra de Cristo, e quer dizer que ela é penetrante e, como uma espada de dois gumes (corte dos dois lados). Ela é plena em ação, para julgar e para defender seu povo.

    Como diz o profeta Isaías 55:11: “Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.

    Ela esteve no início na construção do mundo (Gn 1 e 2; Jo 1.1-3; Hb 11.3). Ela está no mundo salvando o pecador através do Evangelho (Mc 1.14,15; Lc 21.33) e estará no fim encerrando a história (Ap 19.15,16).

    Nessa identificação do remetente, temos assim revelados, alguns dos atributos do Senhor.

    ATRIBUTOS REVELADOS (13).

    Os atributos mencionados nesta carta são: 1-A espada afiada de dois gumes (Palavra Poderosa. Revela Onipotência), 2-O conhecimento completo e perfeito (Onisciência).

    Jesus declara: “Conheço o lugar onde habitas”. A todas as sete cartas Jesus declara conhecer o estado da igreja. A igreja é dele. Ele a conhece como ninguém, pois é Deus onisciente.

    Além do mais, Ele é o Sumo pastor das ovelhas (1 Pe 5.4), e não se descuida delas.

    E quanto a igreja de Pérgamo? Quais as virtudes dela?

    AS VIRTUDES DA IGREJA DE PÉRGAMO

    A igreja era fiel em meio à perseguição. Ela mantinha sua fidelidade mesmo morando numa cidade que era o trono de Satanás (Adversário, Acusador, Tentador). Essa expressão é repetida duas vezes enfaticamente (13).

    A igreja tinha o vizinho do barulho, acusador, caluniador (diabo).

    Aquela cidade de Pérgamo era fortemente pagã e idólatra. Ali o império romano instituiu o culto ao imperador no ano 29 A.C. O imperador queria o lugar de Deus. Então, quem o dominava?

    Assim, Satanás tinha grande influência sobre Pérgamo. Por isso, era desafiador ser cristão em Pérgamo. Mas a igreja era fiel.

    FIDELIDADE NOTÁVEL

    A fidelidade da igreja tinha um mártir (testemunha) notável, Antipas. Nada se sabe dele fora deste versículo. Mas porque então ele é notável? Porque o que é dito a respeito dele vem dos lábios afiados como espada de dois gumes do Senhor, o Onipotente e Onisciente.

    Note, então, como Jesus fala de Antipas, como se diz quando alguém se gaba de outro alguém, de “boca cheia”: “Minha fiel testemunha”. Ou seja, da mesma forma como Deus se gabou de Jó perante Satanás em (Jó 1:8: “E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal”.

    Observe também, que Antipas morreu como fiel testemunha e Jesus sabia disso e não o impediu de morrer e nem o trouxe de volta. Considera que Antipas cumpriu bem sua missão.

    Entendeu? Vou explicar com as palavras de Jesus em Marcos 8:34,35:

    “E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará”.

    O cristão é chamado a morrer para o mundo e a viver para Deus.

    Quanto às reprovações: quais eram?

    REPROVAÇÕES CONTRA A IGREJA DE PÉRGAMO (14,15).

    São “Poucas” ou “algumas coisas”. Quais?

    1 – Mantinha alguns que sustentavam a doutrina de Balaão. Isto é, que ensinava armar ciladas, comer coisas sacrificadas aos ídolos e a prostituição (ver Nm 22-25; 31.16).  O comer das coisas sacrificadas pode significar participar de festas pagãs, e se prostituir em ambos sentidos: Espiritual, adorar deuses e lascívia.

    2 – Mantinha os que sustentavam a doutrina dos nicolaítas (15) um ensino em conexão com a doutrina de Balaão (Ver carta à igreja de Éfeso, v 6).

    Ensinos:

    A igreja só tem um doutrinador que é Cristo.

    A igreja só tem uma doutrina: A de Cristo.

    Quaisquer outras doutrinas e doutrinadores devem ser enfrentados com firmeza, custe o que custar.

    A Bíblia ensina muito bem a disciplina na igreja em vários casos (Mt 7.15-23; Cap.18; Rm 16.17,18; 2 Co 11.13-15; Gl 1.6-9).

    Prosseguindo, veremos agora as exortações universais. Estas se aplicam a todos as igrejas.

    EXORTAÇÃO UNIVERSAL (16-17)

    Em primeiro lugar, o chamado ao arrependimento com advertências e promessas aos vencedores.

    Lembrando que as condições para vencermos são oferecidos por aquele que nos chama, ou seja, o próprio Senhor onipotente e onisciente. Até porque nada podemos sem Ele (Jo 15.5).

    O CHAMADO AO ARREPENDIMENTO

    O que é arrependimento e qual sua importância? O arrependimento é metanoia, mudança de mente e de mentalidade. Isto envolve trocar crenças erradas por crenças de que se conscientizou ser a certa. O mesmo se aplica a valores éticos e morais.

    João, o Batista, pregou enfaticamente o batismo de arrependimento para remissão dos pecados (Mc 1.4). Na ocasião, ele chamava as pessoas a confessar os pecados e a mudar comportamentos.

    Então, não há tratamento para o problema do pecado sem que haja sincero arrependimento e confissão (1 Jo 1.9).

    Depois de João, Jesus veio também pregando arrependimento como pre requisito para entrar no Reino dos Céus (Mc 1.14,15). Não se pode entrar no céu sem arrependimento sincero e sem confissão de pecados.

    Em seguida, temos advertência universais.

    URGÊNCIA NA OBEDIÊNCIA

    Aqui há uma expressão importante nos Evangelhos e dentro do Apocalipse, especialmente. Jesus diz repetidas vezes:  “Venho sem demora” (2.5,16; 3.11 Carta à Igreja de Filadélfia); “brevemente” 1.1; “Cedo venho” (22.7,11,20). Junto com essa expressão há uma advertência.

    Tais repetições significam fato certo, garantido. Vai acontecer mesmo com urgência, brevidade. A palavra para brevemente, segundo Pr. Isaltino é táxei, de táxi, rápido.

    Junto com a advertência há um alerta com respeito a vinda do Senhor. Isto também é fato certo. O Senhor está vindo (2.5, 16,25; 3.3,11; 22.7,11,20).

    O chamado do Senhor exige urgência na obediência. Precisamos atender urgentemente esse chamado e nos arrependermos dos nossos pecados. “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

    Então não podemos tratar o chamado do Senhor brasileiramente, isto é, deixando tudo para a última hora. Por isso, o hino nos adverte: Meu amigo hoje tu tens a escolha, vida ou morte: Qual vais aceitar? Amanhã pode ser muito tarde, hoje Cristo te quer libertar” (CC 259).

    ADVERTÊNCIA UNIVERSAL: OUÇA O ESPÍRITO SANTO (17)

    Quando leio repetidamente essa expressão, parece-me que o Espírito Santo foi a Jesus e disse: Olha, é melhor você escrever uma carta para os seus discípulos porque eles não querem me ouvir. Manda a eles que me ouçam, que me respeitem.

    Então, Jesus manda João escrever sete vezes em seguida: “Quem tem ouvidos para ouvir, Ouça o que o Espírito diz às igrejas” (2.7,11. 17,29; 3.6,13,22). A ênfase quer dizer que isso é importante e inadiável; urgente.

    É drástico quando os discípulos não ouvem intencionalmente com intuito de obedecer à Palavra do Senhor ministrada pelo Ensinador e Consolador.

    As igrejas têm abandonado a Palavra inspirada pelo Espírito Santo. Muitas delas têm a Palavra como parcialmente inspirada. Outras acham que a Bíblia como Palavra de Deus precisa ser reescrita e reinterpretada, fazendo-a dizer o que eles querem ouvir. Querem ditar para o Espírito Santo o que Ele deve falar.

    Isso é tão sério que à Igreja dos Tessalonicenses, disse Paulo: 1 Tessalonicenses 5:19-22:

    “Não extingais o Espírito.

    Não desprezeis as profecias.

    Examinai tudo. Retende o bem.

    Abstende-vos de toda a aparência do mal”.

    Ora, sinceramente, precisava alguém dizer isso a uma verdadeira igreja do Senhor? É óbvio que não. No entanto, a advertência é constante e não é à toa. É porque a igreja se faz de surda.

    Muitas, a surdez delas já as mataram, e elas ainda nem perceberam que já não são igrejas verdadeiras, e, se não são verdadeiras, são falsas. Muitas, para não dizer a maioria, são igrejas zumbis (ver Carta à Igreja de Éfeso), que caíram do conceito de igreja bíblica, mas ainda não perceberam. Outras são mortas como a Igreja de Sardes (3.1-6) pensam que vivem, mas estão mortas, Outras ainda, por causa da mediocridade e prepotência, deixaram Jesus de fora, como a Igreja de Laodiceia (3.14-22).

    Entretanto, mesmo a essas igrejas Jesus endereça suas cartas, chamando-as ao arrependermos e a vida. Então, como a palavra é poderosa como espada de dois gumes, há esperança.

    Ainda mais, este é um dos ensinos das Sete Cartas do Apocalipse. Como sete simboliza completude, estes ensinos falam a todas as igrejas em todos os tempos e lugares chamando ao arrependimento para remissão de pecados para recebermos o perdão de Deus.

    PROMESSA UNIVERSAL (17).

    O vencedor vai receber o maná escondido e uma pedrinha branca com um nome novo e secreto. Quais os significados disso?

    O maná lembra aquele que caiu do céu no quando o povo de Israel peregrinava no deserto (Nm 11). Mas tal maná físico foi substituído ou reinterpretado no Novo Testamento como o pão do céu ou pão da vida, Jesus (Jo 6.31-58).

    Agora, os obedientes ao Senhor terão esse pão no banquete celestial, na grande ceia no céu, quando participarem das Bodas do Cordeiro (Ap 19.9).

    Pedrinha branca. Sheed diz que na antiguidade, “usava-se uma pedrinha branca como voto em benefício de um réu, e como ‘documento’ de um escravo liberto”. Então seria como uma Carta de Alforria.

    Isaltino aponta quatro possibilidades em que todas se aplicam: “1º) o réu absolvido; 2º) o escravo libertado; 3º) o vencedor de corridas; 4º) guerreiro vitorioso”.

    O Novo nome fala da nova identidade pessoal oriunda da Nova Aliança em Cristo. Mudança de nome geralmente tem a ver com mudança de caráter, de identidade.

    Interessante notarmos que quem nomeia é quem tem autoridade sobre o nomeado. Nossos pais nos deram o nome que temos porque tinham autoridade para isso. Quer gostemos de nossos nomes ou não.

    Leia também sobre carta à igreja de Esmirna: IGREJA PERSEGUIDA ONTEM E HOJE

  • ESTUDO CARTA À IGREJA DE PÉRGAMO

    ESTUDO CARTA À IGREJA DE PÉRGAMO

    Estudo Carta à Igreja de Pérgamo. Jesus Cristo exorta sua igreja. Que lições podemos aprender? AP 2.12-17

    À RESPONSABILIDADE PASTORAL V.12 Destinada ao “Anjo da igreja” – Pastor

    Não recebe a revelação diretamente, através da escrita de um Apóstolo do Senhor Jesus.

    A revelação de Jesus é dádiva de Deus (1.1).

    Revelação: Tirar o véu, revelar o que está oculto. Mistério revelado.

    Inspiração Bíblica: Homens inspirados pelo Espirito Santo. Deus soprou para dentro dos homens a sua palavra. Não é possessão. Cônscios das faculdades mentais (2 Pe 1.20,21).

    Iluminação: Compreensão da mensagem revelada.

    À RESPONSABILIDADE CONGREGACIONAL. Ekklesia, reunião dos cidadãos convocados às assembleias legislativas (At 19.32,41).

    Sinagoga dos judeus.

    Igreja local Crescimento da obra a igreja se reunia na casa de algum dos membros, e tinha um pastor responsável e certa independência administrativa (At 9.31;15.41; Rm 16.4; 1Co 9 7.17; 1 Ts 2.14).

    Cidade de Pérgamo (1.11; 2.12). “Cidadela”, “burgo”. Bergama atualmente.

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    Altar dedicado a Zeus, a Atene, deuses da mitologia grega, ao romano divino Augusto e a  Esculápio, deus da medicina, procurado pelas multidões em busca de cura.

    O santuário erigido para implantação do culto ao imperador romano.

    v.13 diz duas vezes que ali estava o trono de Satanás. Observe que o dito cujo está solto e tem certo poder.

    Trono significa poder, autoridade, regência. Era um grande desafio ser cristão em Pérgamo.

    O poder de Satanás é Insignificante mediante a identidade do Senhor Jesus.
    Qual é a identidade de JESUS nesta carta? 

    Aquele que tem a espada afiada de dois gumes”. Em 1.16, tal como também em 19.15, diz que essa espada de dois gumes saía da boca do Senhor.

    É Palavra de Deus, mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes (Hb 4.12) e a mesma “espada do Espírito” de Ef 6.18.

    Isaías 55:11: Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.

    PRESENTE NA CRIAÇÃO (Gn 1 e 2; Jo 1.1-3; Hb 11.3); SALVAÇÃO (Mc 1.14,15; Lc 21.33) ENCERRAMENTO DA HISTÓRIA (Ap 19.15,16).

    Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão (Marcos 13:31).

     QUAIS OS ATRIBUTOS DE JESUS REVELADOS? (13).

    1-A espada afiada de dois gumes (Palavra Poderosa. Revela Onipotência),

    2-O conhecimento completo e perfeito (Onisciência).

    Conheço o lugar onde habitas”. A todas as sete cartas Jesus declara conhecer o estado da igreja. A igreja é dele. Sumo Pastor das ovelhas (1 Pe 5.4).

    A EXORTAÇÃO DE JESUS ELOGIA AS VIRTUDES (13)

    Fidelidade mesmo morando numa cidade que era o trono de Satanás (Adversário, Acusador, Tentador). Essa expressão é repetida duas vezes enfaticamente (13). A igreja tinha o vizinho do barulho, acusador, caluniador (diabo).

    Cidade pagã e idólatra. O culto ao imperador.

    Cabe-nos uma reflexão: Quem governa nossas cidades e nosso país? Que tipo de cristãos Jesus espera que sejamos nesse contexto?

    EXEMPLAR DE FIDELIDADE. Antipas. Nada se sabe dele fora deste versículo. Mas porque então ele é notável? Porque o que é dito a respeito dele vem dos lábios afiados como espada de dois gumes do Senhor, o Onipotente e Onisciente.

    Jesus fala de Antipas de “boca cheia”: “Minha fiel testemunha”, da mesma forma como Deus se gabou de Jó perante Satanás em (Jó 1:8: “E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal”.

    Observe também, Antipas morreu como fiel testemunha e Jesus sabia disso e não o impediu de morrer e nem o trouxe de volta. Considera que Antipas cumpriu bem sua missão.

    Entendeu? Marcos 8:34,35:

    “E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perde-la-a, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará”.

    Testemunha é martirian – mártir, martírio. O cristão é chamado a morrer para o mundo e a viver para Deus. Testemunhar mesmo se necessário com a própria morte.

    SUBMISSÃO. Em muitos, quando a provação vem e entra pela porta, a submissão foge pela janela.

    REPROVAÇÕES (14,15).

    São “Poucas” ou “algumas coisas”. Quais?

    1 – Mantinha alguns que sustentavam a doutrina de Balaão. Isto é, que ensinava armar ciladas, comer coisas sacrificadas aos ídolos e a prostituição (ver Nm 22-25; 31.16).   Espiritual, adorar deuses e lascívia.

    2 – Mantinha os que sustentavam a doutrina dos nicolaítas (15) um ensino em conexão com a doutrina de Balaão (Ver carta à igreja de Éfeso, v 6).

    Ensinos:

    A igreja só tem um doutrinador que é Cristo.

    A igreja só tem uma doutrina: A de Cristo.

    Quaisquer outras doutrinas e doutrinadores devem ser enfrentados com firmeza, custe o que custar.

    A Bíblia ensina muito bem a disciplina na igreja em vários casos (Mt 7.15-23; Cap.18; Rm 16.17,18; 2 Co 11.13-15; Gl 1.6-9).

    EXORTAÇÃO UNIVERSAL (16-17)

    O chamado ao arrependimento com advertências e promessas aos vencedores.

    1-O CHAMADO AO ARREPENDIMENTO

    Metanoia, mudança de mente e de mentalidade. Isto envolve trocar crenças erradas por crenças de que se conscientizou ser a certa. O mesmo se aplica a valores éticos e morais.

    João, o Batista (Mc 1.4).

    1ª Pregação de Jesus. Mc 1.14,15). Não se pode entrar no céu sem arrependimento sincero e sem confissão de pecados.

    Não há tratamento para o problema do pecado sem que haja sincero arrependimento e confissão de pecados (1 Jo 1.9).

    2-URGÊNCIA NA OBEDIÊNCIA (16)

    Expressão importante “Venho sem demora” (2.5,16; 3.11 Carta à Igreja de Filadélfia); “brevemente” 1.1; “Cedo venho” (22.7,11,20). Junto com essa expressão há uma advertência.

    Tais repetições significam fato certo, garantido.

    Brevemente, é táxei, de “táxi”, meio de transporte rápido.

    O Senhor está vindo (2.5, 16,25; 3.3,11; 22.7,11,20).

    O chamado do Senhor exige urgência na obediência. Precisamos atender urgentemente esse chamado e nos arrependermos dos nossos pecados. “Manda quem pode, obedece quem tem juízo.”

    Não podemos tratar o chamado do Senhor brasileiramente. (CC 259).

    ADVERTÊNCIA UNIVERSAL: OUÇA O ESPÍRITO SANTO (17)

    Quando leio repetidamente essa expressão, parece-me que o Espírito Santo foi a Jesus e disse:

    _ Olha, é melhor você escrever uma carta para os seus discípulos porque eles não querem me ouvir. Manda a eles que me ouçam, que me respeitem.

    Então, Jesus manda João escrever sete vezes em seguida: “Quem tem ouvidos para ouvir, Ouça o que o Espírito diz às igrejas” (2.7,11. 17,29; 3.6,13,22). A ênfase quer dizer que isso é importante e inadiável; urgente.

    É absurdo que os discípulos não ouçam intencionalmente a Palavra do Senhor ministrada pelo Ensinador e Consolador.

    As igrejas têm abandonado a Palavra inspirada pelo Espírito Santo. Parcialmente inspirada. Rescrita e reinterpretada, fazendo-a dizer o que eles querem ouvir.

    Querem ditar para o Espírito Santo o que Ele deve falar.

    1 Tessalonicenses 5:19-22:

    • “Não extingais o Espírito.
    • Não desprezeis as profecias.
    • Examinai tudo. Retende o bem.
    • Abstende-vos de toda a aparência do mal.

    Ora, sinceramente, precisava alguém dizer isso a uma verdadeira igreja do Senhor? É óbvio que não. No entanto, a advertência é constante e não é à toa. É porque a igreja se faz de surda.

    Muitas igrejas a surdez delas já as mataram, e elas ainda nem perceberam que já não são igrejas verdadeiras, e, se não são verdadeiras, são falsas.

    Muitas são igrejas zumbis (ver Carta à Igreja de Éfeso), caíram do conceito de igreja bíblia, mas ainda não perceberam.

    Outras são mortas como a Igreja de Sardes (3.1-6) pensam que vivem, mas estão mortas,

    Outras ainda, por causa da mediocridade e prepotência, deixaram Jesus de fora, como a Igreja de Laodiceia (3.14-22).

    Mas notem isso: Mesmo a essas igrejas Jesus endereça suas cartas, chamando-as ao arrependermos e a vida. Então, como a palavra é poderosa como espada de dois gumes, há esperança.

    Sete simboliza completude, a todas as igrejas em todos os tempos e lugares.

    PROMESSA UNIVERSAL (17).

    O vencedor vai receber o maná escondido e uma pedrinha branca com um nome novo e secreto. Quais os significados disso?

    O maná lembra aquele que caiu do céu no deserto (Nm 11).

    Substituído ou reinterpretado no Novo Testamento. O pão do céu ou pão da vida (Jo 6.31-58).

    Banquete celestial, na grande ceia no céu, quando participarem das Bodas do Cordeiro (Ap 19.9).

    Pedrinha branca. “Usava-se uma pedrinha branca como voto em benefício de um réu, e como ‘documento’ de um escravo liberto”. Carta de Alforria.

    Também: “1º) o réu absolvido; 2º) o escravo libertado; 3º) o vencedor de corridas; 4º) guerreiro vitorioso”.

    O Novo nome escrito na pedrinha branca, nova identidade oriunda da Nova Aliança em Cristo.

    Mudança de caráter, de identidade.

    Interessante notarmos que quem nomeia é quem tem autoridade sobre o nomeado. Nossos pais nos deram o nome que temos porque tinham autoridade para isso. Quer gostemos de nossos nomes ou não.

    Leia também: Passos Necessários Para Entrar no Céu

  • Pessoas da Família de Jesus

    Pessoas da Família de Jesus

    Pessoas da Família de Jesus. “Livro da Genealogia de Jesus Cristo”, é assim que Mateus começa seu Evangelho, e relata pessoas improváveis de serem aceitas.

    Qual A Importância do Livro da Genealogia de Jesus Cristo?

    O “Livro da Genealogia de Jesus Cristo“, conforme o Evangelho de Mateus, creio eu, inspirado pelo Espírito Santo traz muitas lições. Mas, particularmente a respeito da genealogia de Jesus, conforme está no capítulo 1.1-17, o que podemos ver nela através de um olhar superficial?

    Pessoas da Família de Jesus Que Eram Improváveis

    Recentemente escrevi sobre “pessoas que Deus usa”. Quais são as pessoas que Deus usa? Por que isso é importante dentro da Genealogia de Jesus?

    Imagem de Djane Daviss por Pixabay

    1 Deus Usa Pessoas Fora de Seu Povo

    Então, pensando nisso, encontramos pessoas que foram aceitas dentro da história de Israel, e se tornaram grandes nomes indiscutíveis. Dentre esses estão Raabe e Rute, por exemplo.

    Raabe

    Raabe fora uma prostituta cananeia que morava nos muros de Jericó. Provavelmente uma sem teto que construiu sua casa no muro da cidade.

    Mas, ela escondeu e ajudou os espiões enviados por Josué para fazer um levantamento da cidade (Js 2). E ainda buscou uma aliança com os israelitas de que ela e sua família seria salva quando eles invadissem a cidade.

    Então, na conquista de Jericó Raabe e sua família foram salvas e aceitas no meio de Israel, claro, vivendo sob as leis israelitas, a Lei de Moisés, de não ter outros deuses, e todos os demais mandamentos, Estatutos e Testemunhos.

    Rute

    A outra personagem foi Rute, a Moabita. Uma personagem brilhante, com uma história marcada pela fidelidade e compromisso com as pessoas e com Deus.

    Por isso, digo, por sua marca, Rute foi protagonista da salvação da história de Elimeleque e Noemi. Tendo ela e Noemi ficado viúvas, Rute veio a ser esposa de Boaz que, por sinal, era filho de Raabe (Rt 4.21; Mt 1.5).

    Mateus deixa claro e parece enfatizar que estas estrangeiras fazem parte da Genealogia de Jesus, e que isso era aceito normalmente dentro da história.

    Entretanto, os judeus dos tempos de Jesus eram separatistas: Nós somos gente; os outros são gentios ou gentalhas; Nós somos limpos, os outros são sujos; nós somos de Deus, os outros, do diabo.

    Cornélio

    Por isso não entravam na casa de um gentio, e foi preciso Deus dar uma visão a Pedro para ele aceitar ir na casa de Cornélio, um gentio temente a Deus (At 10).

    Mas, chegando lá e falando à família, e amigos de Cornélio, o Espírito Santo desceu sobre eles. Então Pedro compreendeu que Deus não faz acepção de pessoas (Dt 10.17; At 10.34).

    Pois bem, o Livro da Genealogia de Jesus Cristo tem essa mensagem: Deus não faz acepção de pessoas, conquanto que essas pessoas aceitem ser trabalhadas por Ele. Também, ensina que Jesus não é só para os israelitas ou judeus, mas para todas as famílias da terra, conforme Deus tinha dito a Abrão quando o chamou (Gn 12.1-3): Em ti serão benditas todas as famílias da terra.

    Pessoas com Feridas Marcantes

    Todos os personagens têm história das quais podemos tirar lições. Mas quero abordar três para tirarmos lições. Um deles é Tamar. Quem foi ela?

    Tamar (Palmeira)

    A história começa com Judá tomando uma mulher cananeia como esposa. Começou com rebeldia, pois isso era proibido por Deus. O israelita deveria casar-se com mulher israelita.

    A mulher teve três filhos. O mais velho se chamava Her, e o pai lhe arranjou uma esposa. O nome dela era Tamar. Porém, Her era mau aos olhos do Senhor e, por isso, Deus o matou (Gn 38.7). Ele morreu sem deixar descendência.

    Entretanto, uma lei dizia que o irmão deveria ter relações com a cunhada para dar descendência ao irmão falecido(Gn 38.9,10).

    Porém, Onã, o outro filho de Judá, não querendo dar descendência a seu irmão falecido tinha relações com Tamar, mas derramava o sêmen fora. Isso era mau procedimento perante Deus. Por isso, Deus o matou também.

    Judá tinha outro filho mais moço, Sela. Então pediu a Tamar para voltar para a casa do pai dela e esperar até Sela crescer e se tornar adulto. Então, Sela a tomaria como mulher.

    Tento Sela crescido, e não sendo ela dada a ele, ela sabendo que Judá, agora viúvo, iria à cidade de Timna, vestiu-se de prostituta e ficou à beira do caminho.

    Então Judá a viu e propôs ter relações com ela. Ela aceitou, mas ele não tinha com que pagar na hora. Ela pediu garantias. A garantia foi o selo, o cajado e o cordão de Judá. Ele teve relações com ela sem saber quem ela era, pois estava disfarçada de prostituta. Ela, então, engravidou dele.

    Quando Judá soube que ela estava grávida quis condená-la à morte queimada viva (Gn 38.24). Então ela mandou mensageiro com o cajado, selo e o cordão dizendo: Estou grávida do homem de quem eram essas coisas. Reconhece-as?

    Então Judá reconheceu que aquelas coisas era dele e que ele é quem a havia engravidado. Ele, então, reconheceu-a como justa, e ele, injusto.

    Pois bem, desse drama nasceram gêmeos: Perez e Zerá. E Perez e Tamar constam na genealogia de Jesus (Mt 1.3).

    Uma mulher que foi casada com um homem mau ao ponto de Deus o matar, teve como segundo marido outro também perverso e morto por Deus.

    Ela foi injustiçada pelo sogro, e quase condenada a morte. Mas ela fez parte da família de Jesus, onde há aceitação, cura, perdão e salvação.

    Pessoas da Família de Jesus Improváveis Em Israel

    Davi, Batseba e Salomão

    Esses três personagens estão entrelaçados, pois se trata de pai, mãe e filho. Só que, o filho foi o segundo fruto do adultério de Davi com Batseba, mulher de Urias. O primeiro, Deus não permitiu viver, como punição ao casal.

    Notem que o pecado foi de Davi, principalmente. Ele era o rei instituído por Deus e era homem. Sobre o homem por si só já recai maior responsabilidade perante Deus, quanto mais sendo rei. Ele deveria ser o exemplo.

    Entretanto as consequências do pecado recaiu sobre toda a família de Davi, como também, todo Israel.

    Davi, entretanto, conhecia a fraqueza de Deus. Isto é, ele sabia que Deus não resiste a um coração quebrantado e contrito (Sl 51.17). Então ele se quebrantou perante Deus com sinceridade, e orou pedindo perdão e para que Deus não retirasse dele o Espírito Santo (Salmo 51).

    Deus o perdoou, mas não sem as consequências do pecado, que respingou em toda sua família. Em 2 Sm 12.10 está a punição. A espada nunca se afastaria da casa de Davi.

    Salomão

    Depois, Salomão que reinou após a morte de Davi, começou bem, mas depois bancou o menino todo poderoso. Então Deus retirou dele o reino, porém não no seu tempo, mas no reinado do filho Roboão. Isto, por amor a Davi.

    Entretanto, Salomão seguiu o caminho do pai quanto à reconciliação com Deus nos seus últimos dias. Ele deixou um conselho para seu filho:

    De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.” (Ec 12.13,14).

    Pois bem, lá estão Davi, Batseba e Salomão incluídos na genealogia de Jesus. Ou seja, Deus enviou Jesus a essa família cheia de problemas e pecados, “porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” (Mt 1.21).

    Este foi apenas um breve resumo das pessoas que Deus usa. O objetivo é demonstrar que Deus, e somente Deus, tem o coração aberto e todo poder para tratar de quaisquer pessoas, de qualquer pecado. Não importa, sejam essas pessoas israelitas ou estrangeiras e muito erradas na vida, mas que estejam prontas a aceitar a soberania dele.

    2 O Livro da Genealogia de Jesus Cristo Faz Conexão do Antigo com o Novo Testamento

    E essa Conexão do Antigo com o Novo Testamento significa dizer que a História não terminou, que Deus ainda está trabalhando para cumprir as PROMESSAS feitas aos patriarcas, a Moisés e a Davi de enviar o Messias, que em grego significa CRISTO.

    Então depois de cerca de 400 anos, Deus quebra o silêncio com o ministério profético de João, o Batista (Mac 1.1-8), e também com o anjo anunciando a Maria o nascimento de Jesus (Lc 1.26-31).

    O grande ensino é que Deus não esquece suas promessas e não abandonou entregues ao mal. Ele veio habitar entre nós trazendo-nos salvação.

    E com isso, Mateus tenta demonstrar aos seus patrícios Judeus que Jesus é o Cristo.

    O Livro da Genealogia de Jesus Cristo em Forma Didática

    Uma escritura em forma mnemônica, didática de 14 em 14 gerações. Partindo de Abraão a Davi, 14 gerações; de Davi ao exílio babilônico, 14, e do Exílio babilônico a Cristo, 14 gerações.

    Assim, ficaria mais fácil lembrar e ensinar. As gerações são tomadas de um nome importante de destaque dentro da história a outro igualmente notável

    Leia também: Jesus Tem O Ensino Superior

  • Jesus Tem O Ensino Superior

    Jesus Tem O Ensino Superior

    Jesus Tem O Ensino Superior. A Doutrina de Cristo é notável. Leia Marcos 1.21-28 e confira a didática de Jesus Cristo, o Mestre dos mestres.

    Texto Bíblico: Marcos 1:21-28

    “Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.

    E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.

    E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou,

    Dizendo: Ah! que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus.

    E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele.

    Então o espírito imundo, convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele.

    E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!

    E logo correu a sua fama por toda a província da Galileia.”

    Jesus Tem O Ensino Superior Melhor do Mundo

    Imagem de Erich Steinwendner por Pixabay

    As pessoas que, ao longo dos séculos seguem a Cristo comprovam que ele tem a melhor ensino mundo. Esta conclusão é a mesma a que chegaram os que ouviram a doutrina do excelentíssimo Mestre na sinagoga de Cafarnaum, conforme está escrito no texto bíblico acima. Eles, na ocasião, ficaram admirados com a didaskalia de Jesus.

    Didaskalia é palavra grega derivada de didaskalos que significa professor, mestre. Didaskalia é o ensino, instrução. Dessas palavras vem a didache, forma de ensino, método de ensino.

    O episódio do texto bíblico acima foi o primeiro ensino público de Jesus numa sinagoga, conforme o Evangelho de Marcos.

    A sinagoga era a assembleia dos judeus, isto é, a reunião deles. Consequentemente, o espaço dedicado às reuniões, também passaram a se chamar sinagoga.

    O mesmo acontece com a igreja. Por exemplo, igreja é a assembleia, ajuntamento de pessoas com um propósito. Mas nós chamamos de igreja o prédio usado para tais reuniões.

    Nas sinagogas, fazia-se a leitura das Escrituras (Velho Testamento) e orações. Em Lucas 4.33-37 Jesus foi o expositor no texto bíblico.

    O povo logo notou a diferença entre o ensino de Jesus e dos escribas e fariseus, pois Jesus personificou os princípios que ensinava através da obediência às Escrituras com todo coração, alma e entendimento.

    A doutrina que saía dos lábios de Jesus também saia do coração e da alma. Eram verdades de Deus, enquanto que a doutrina dos fariseus eram falsas, cheias de hipocrisia (Mt 23) e preceito de homens (Mc 7.7;  Mt 15.9).

    O discípulo de Jesus precisa deixar ser apropriado pelo Jesus Tem O Ensino Superior de tal forma que este torne parte dele, arraigada em sua alma (Mc 4.1-8; Ef 3.17-19).

    Somente desta forma expressaremos a vida do Mestre em nossas vidas, o Deus conosco, o Emanuel (Jo.10,30; Cl 1.15-20).

    A palavra didache, “ensino”, descrevia o ato de ensinar tanto de Jesus quanto dos fariseus. Mas a distinção estava no espírito com que ensinavam e praticavam tais ensinos. Enquanto os fariseus ensinavam o que não praticavam, Jesus dava expressão aos ensinos, deixando-os fruir no seu convívio com o povo.

    Uma prova disso é que na sinagoga estava um homem possesso de “espírito imundo”. Provavelmente tal homem estivera ali desde sempre, pois era comum todos os sábados se reunirem. Porém ninguém podia curá-lo. Quando Jesus foi ali ensinar, logo libertou o homem. O ensino de Cristo liberta.

    Por isso, o ensino de Jesus Cristo passou a se chamar “Doutrina do Senhor” (At 2.42; 13.12; Jo 7.16,17).

    Tal doutrina era do Mestre dos mestres e Senhor dos senhores. Por isso, não só o ensino, mas também o Senhor penetrou a vida do povo.

    O Melhor Método de Ensino (Mt 4.23; 11.28-30).

    Jesus ensinou com palavras e ações que expressavam o espírito da Lei de Moisés. Isto é, a doutrina de Jesus não eram palavras vazias carregadas de hipocrisia, mas sim, a personificação da piedade, do amor e da justiça de Deus. Este é o significado de caridade, amor aplicado na prática.

    O Ensino de Jesus nos forma para vivermos debaixo da autoridade de Deus. Jesus vivia de forma que Deus era com Ele para curar as pessoas do físico e da alma (Is 53, Mt 8.16,17).

    Jesus Tem O Ensino Superior capaz de curar corpo e alma.

    O Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento descreve assim o ato de curar pela fé:

    “A cura é a recompensa da fé, porque a fé tem confiança de que mesmo depois dos homens terem feito o máximo possível e fracassado, o poder de Deus em Cristo é inesgotável. A cura não dá origem à fé, mas sim, a pressupõe (Mc 6.5,6). Não é que a fé é o poder que opera o milagre; pelo contrário, é o estado de preparação para o milagre”.

    A igreja, corpo de discípulos de Cristo, deve viver de forma a incorporar e personificar a Doutrina de Jesus e de seu Reino. Assim também, igual a Jesus, deve curar os enfermos do corpo de alma.

    • O discípulo cristão precisa encarnar os ensinos de Cristo.
    • Jesus nos ensina com sua doutrina a vivermos o sobrenatural de Deus no mundo físico.
    • Jesus é o companheiro de jugo fiel, manso e humilde que dá alívio às nossas almas

    Leia também: Passos Necessários Para Entrar no Céu

    IGREJA PERSEGUIDA ONTEM E HOJE

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