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  • O Destino do Rei Acabe e A Fidelidade de Elias

    O Destino do Rei Acabe e A Fidelidade de Elias

    Olá, e sejam bem-vindos ao nosso canal! Hoje vamos mergulhar em uma das passagens mais impactantes da história bíblica, focando na figura central do profeta Elias e na incrível precisão de suas profecias. Prepare-se para uma narrativa de poder divino, escolhas perigosas e um destino selado. 1 Reis 22.29-40.

    O Cenário da Batalha: Ramote-Gileade

    Nossa história nos leva ao campo de batalha de Ramote-Gileade, onde o rei Acabe de Israel e o rei Josafá de Judá se unem em uma aliança questionável para a guerra. Acabe, ciente das profecias contra ele, tenta uma manobra astuta: ele se disfarça, enquanto Josafá, em um ato de imprudência, mantém suas vestes reais. Uma armadilha mortal para escapar do destino? Talvez.

    Os sírios, com ordens claras para focar no rei de Israel, atacam Josafá, confundindo-o com Acabe. Por um fio, Josafá clamou ao Senhor, e foi milagrosamente poupado. Que lição sobre as companhias que escolhemos! Josafá, por pouco, não pagou um preço altíssimo por sua aliança com o iníquo Acabe.

    O Tiro Inesperado e o Julgamento Divino

    Mas o destino de Acabe já estava selado. Em um momento que desafia a lógica humana, um soldado sírio, atirando sem um alvo específico, acerta Acabe. A flecha encontra seu caminho “por entre as juntas de sua armadura” – um golpe cirúrgico, impossível de ser atribuído ao acaso. Este é o momento em que a onipresença e onisciência de Deus se manifestam de forma inegável. Não importa o quão bem alguém tente se esconder ou se camuflar; quando Deus tem um propósito, ele se cumpre.

    Acabe é sustentado em seu carro, enquanto seu sangue escorre, pintando o caminho. Ao cair da tarde, ele morre, e a guerra chega ao fim.

    A Profecia de Elias: Uma Confirmação Divina

    A cena final é a mais impactante: ao lavarem o carro de Acabe junto ao tanque de Samaria, os cães lambem seu sangue. Essa imagem chocante não é aleatória; ela é a confirmação literal da profecia de Elias em 1 Reis 21:19. A vingança pertence ao Senhor, e a palavra de Elias, o profeta de Javé, é mais uma vez validada. O que ele falou, se cumpriu.

    Este episódio não apenas encerra a vida de um rei que desafiou a Deus, mas também reafirma a autoridade e a fidelidade de Elias como mensageiro divino. A história de Acabe é um lembrete poderoso de que ninguém pode escapar do julgamento de Deus, e que Suas palavras, proferidas através de Seus profetas, sempre se cumprirão.

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  • O Maior Pecador da História de Israel

    O Maior Pecador da História de Israel

    O Maior Pecador da História de Israel marcou a história e levou toda sua descendência à ruína (Estudo em 1 Reis 21.25-29).

    A história bíblica está repleta de reis e rainhas, mas poucos deixaram um legado tão sombrio quanto Acabe, rei de Israel. Sua vida, marcada pela influência maligna de Jezabel, nos oferece um poderoso estudo sobre as consequências do pecado e a misericórdia divina. Em 1 Reis 21, mergulhamos em um episódio que selou o destino de sua linhagem e nos leva a refletir sobre a herança que deixamos.

    No começo do capítulo, vemos como Jezabel instigou a Acabe para cometer pecados tomando a vinha de Nabote. Ela até tomou a decisão dela mesma, dar a vinha de presente para o rei. Claro, usando de mentiras, falso testemunho, suborno e assassinato, ferindo todos os mandamentos de Deus.

    A Sentença Profética (17-24)

    Imagem de Jill Wellington por Pixabay

    Deus mandou o profeta Elias se encontrasse com o rei Acabe na vinha de Nabote. Acabe estava tomando a vinha para si (c. 17,18). Deus mandou Elias dizer a Acabe: “Mataste para tomar a herança? Serás morto e no lugar que os cães lamberam o sangue de Nabote lamberão o seu também” ( v. 19).

    Acabe chamou Elias de inimigo. Elias não negou. Perseguiu-o e alcançou-o porque ele se deixou subornar, se vender para fazer o que é mau aos olhos do Senhor (v 20).

    Em decorrência disso, Deus faria cair desgraça sobre ele: varreria a família dele em Israel (v 21). Deixariam de existir (v. 22). Também os cães devorariam Jezabel (v. 23). Os descendentes de Acabe que morressem na cidade seriam devorados pelos cães e os que morressem no campo, pelas aves (v. 24).

    Deus mandou o profeta falar com Acabe. Deus já sabia inclusive onde Acabe estava naquele momento e onde o profeta o encontraria. Este estava tomando posse da vinha alheia.

    Deus sabe onde nos encontramos e o que estamos fazendo. Deus conhece os atos de injustiça que são cometidos, e os pune (Salmos 139).

    A palavra profética é uma sentença: Mataste para tomar a herança? Serás morto e no lugar que os cães lamberam o sangue de Nabote lamberão o seu também. (v. 19).

    Uma sentença que veio de Iavé através de seu porta-voz, o profeta. A profecia contém consolo, mas também castigo. O profeta tinha uma mensagem de Deus para o rei. A palavra de Deus incomodou Acabe e tem incomodado muitas pessoas que querem viver pecando. Essas pessoas têm pavor da luz porque elas amam as trevas (Jo 3.19).

    Por causa de Acabe, seu filhos, sua linhagem seria exterminada de Israel. Que herança maldita esse pai deixou para seu filhos! O tom da sentença já era conhecido (Veja 1 Reis 14.10,11).

    Hoje, entretanto, nossos pecados não influenciam na salvação de nossos filhos. Nossos pecados não mais punidos neles. Isso foi mudado no cativeiro babilônico com Ezequiel (Ez 18). e alcançou seu auge em Jesus, em que, todo o que nele crer será salvo (Jo 3.16). Agora, cada um responde pelos seus próprios pecados (Rm 14.10,13; 2 Co 5.10).

    Porém, as histórias dos pais sempre deixarão algum tipo de herança para os filhos. Herança de vergonha, de dor, de indignidade, de opressão, etc.

    Que herança nós estamos deixando para nossos filhos Se você tem deixado uma história triste, é tempo de mudá-la. Se você recebeu uma herança maldita, há cura em Jesus para você e para seus filhos. Jesus levou sobre si as nossas maldições (Is 53; Gl 3.14).

    O Maior dos Pecadores (25,26).

    O rei Acabe superou todos os pecadores dentre seu povo e sua geração (v. 25). Ele se deixou contaminar e adotou a idolatria dos cananeus, os quais Deus mandou Moisés e Josué exterminar conforme disse a Abraão (Gn 15.16).

    Acabe aborreceu ao Senhor mais que todos os outros homens, porque sua mulher o instigava para fazer o mal. Esposa foi feita para ser companheira, amiga, ajudadora no bem (Gn 2.18). Jezabel, entretanto, só sabia praticar o mal. Não se encontrava nenhum bom conselho nela. Acabe, por sua vez, era um home sem criatividade até mesmo para pecar. Mas o que faltava nele, sobrava em Jezabel. Ela conseguiu que ele conquistasse o diploma do homem mais pecador do mundo. Conseguiu fazê-lo extremamente desagradável a Deus.

    Entretanto, das esposas cristãs, Deus espera que sejam amigas, amáveis, boas donas de casa, mestras no bem (1 Tm 2.9-15; Tt 2.3-5; 1 Pe 3.1-6), de forma que ganhem seus maridos para Cristo, até mesmo sem palavras.

    Arrependimento para o Maior Pecador (27-29).

    Até que enfim Elias conseguiu uma conversão ao Senhor. Mas será que era arrependimento mesmo ou mais um ato de medo? Parece que Acabe não fazia o que fazia por maldade, mas por fraqueza. Conversão sincera traz consigo mudança de vida, o que parece não ter acontecido com Acabe, como veremos na capítulo 22.

    A sentença permaneceria e se cumpriria (v. 19; 22.38). Apenas foi retardada pela misericórdia de Deus (v. 29), devido a um ato de respeito medroso por parte do rei. Deus é louvado pelo Apóstolo Paulo como o “Pai das misericórdia” (2 Co 1.3). Onde o pecado de Acabe foi grande, a graça foi abundantemente maior (Rm 5.20). Mas mesmo a graça não pode ser tratada como graça barata. Podemos usar da graça, mas não, abusar dela (Rm 6.12).

    Conclusão

    Devemos crer que Deus sabe tudo o que fazemos e onde estamos. Ele é justo Juiz e fará vingança contra o pecado. Não queiramos bater o recorde do rei Acabe de maior pecador. Ao invés disso, usemos do arrependimento e da graça que Deus nos oferece. Além disso, tomemos cuidados com conselhos malignos mesmo dos mais próximos. Estes podem ser nossa ruína, e deles.

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  • Israel Sob O Rei Acabe: Navegando Entre Honra e Um Fio da Dignidade

    Israel Sob O Rei Acabe: Navegando Entre Honra e Um Fio da Dignidade

    Israel Sob Acabe viveu mais em derrotas do que vitórias, embora houvesse nele um fio de dignidade.

    Israel Sob O Rei Acabe Rei sem honra (1 Rs 20.1-6)

    Agora o problema não é a seca, mas Ben-Hadade, rei da Síria. Ele é de personalidade forte, e cônscio de sua autoridade militar (2,3). Manda dizer que o ouro, as mulheres mais fortes e os filhos de Acabe são dele. Acabe diz, noutras palavras: “Sim, senhor”. Diante da fraqueza deste, Ben-Hadade manda dizer que quer muito mais, “tudo que te for aprazível”.

    Como um homem desse poderia reinar sobre um país? Trata-se de uma pessoa sem honra, sem dignidade de homem, muito menos de rei. Qual será o seu fim? Parece que ele só peitava a Deus e os profetas de Deus. Que pena!

    A resposta de Acabe não é aquela que precisa ser dada com força quando o adversário e seus agentes nos propõem atitudes desonrosas, imorais e infiéis a Deus. Quando nos oferecem subornos, drogas, condutas indecentes e libertinas. Uma pessoa que tem honra e dignidade se posiciona com firmeza e com liberdade padrão normativo de conduta. Não se prostra diante de ditadores e líderes perversos.

    O prepotente Ben-Hadade, seguro do seu poder militar, procurava humilhar. O povo de Deus precisa ter honra e conduta corajosa baseada nos princípios bíblicos e ser fiel a Deus. Caso contrário os inimigos o farão, como se diz: “Gato e sapato”.

    Imagem de Nick115 por Pixabay

    Um fio de Dignidade (7-12)

    Diante da ameaça de Bem-Hadade, Acabe parece ressuscitar um fio de dignidade: Toma conselho com os anciãos (conselheiros) e se nega ceder (v. 7-9).

    O rei da Síria fica furioso ao jurar pelos deuses destruir Samaria, a capital de Israel. Acabe responde algo semelhante a: “Não cante vitória antes da batalha”. Então Ben-Hadade ordenou seu exército a se preparar para a batalha.

    Olha o homem! Parece que sobrou um fio de dignidade nele. Resolveu enfrentar o adversário. Respondeu com segurança! É assim que se fala! Será que é da autoria ou plágio? Não importa. A resposta foi boa.

    É assim que se fala, irmão e irmã! Devemos enfrentar o mal quando ele vem contra nós. Mas lembremo-nos: “Nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os principados e potestades” (Ef 6.12). Nossa guerra é espiritual. Não temos que matar os sírios que vêm contra nós hoje, mas temos que enfrentar seus pecados; suas malignidades com coragem e fé em Deus.

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    Leia também: A Carta À Igreja de Filadélfia

    OS TRÊS ESTÁGIOS DA SALVAÇÃO

  • Elias e Eliseu: Transferência de Ministério

    Elias e Eliseu: Transferência de Ministério

    Elias e Eliseu: Transferência de Ministério. Deus anunciou a aposentadoria de Elias (1 Reis 19-21).

    Elias partiu e encontrou Eliseu lavrando com doze juntas de bois. Lançou-lhe a capa (v. 19). Eliseu deixou os bois, correu atrás de Elias e pediu para deixar ir “beijar” o pai e a mãe. 

    Imagem de Djane Daviss por Pixabay

    Elias lhe diz: “Vai, volta; o que te fiz eu?” (v. 21). 

    Eliseu deixou Elias, voltou, matou sua junta de bois e o cozeu com a madeira dos aparelhos do arado e a deu ao povo. Então seguiu a Elias.

    Os nomes de Elias, “Jeová é Deus”, e Eliseu, “Deus é Salvação”, formam uma mensagem doutrinária e evangelística. O primeiro ensina que Jeová é o único Deus. Não existe outro. Nem Baal, nem Aserá nem qualquer outro pode valer. 

    O segundo informa que esse Deus Jeová é salvação. Isaías enfatizaria isto mais tarde..

    Eliseu era um homem ocupado. Ele estava arando a terra quando Elias o chamou. A Bíblia Vida Nova diz que “se as doze juntas de bois pertenciam a seu pai e povo mencionado em 21 eram servos domésticos e agrícolas, e sua família deveria ser próspera”. 

    Bem, para ter matado os bois, assado a carne com a madeira do arado e dado tudo ao povo (v. 21), só podia ser o dono, pois um empregado dificilmente faria isso. 

    O chamado de Elias foi mais importante do que o seu trabalho, porque era o chamado de Deus. E com que maestria ele exerceria seu ministério! Que dedicação exemplar! Também, trata-se do chamado do homem considerado o pai dos profetas, Elias. 

    Este aparece na transfiguração de Jesus representando todos os profetas (Lc 9.30). Sua autoridade é indiscutível. Eliseu sabia muito bem a quem estava seguindo. Ele não é seguidor de profetas loucos. Mas seguir o homem de Deus.

    O Chamado de Deus

    Deus tem chamado muitas pessoas durante muitos anos, mas elas continuam apegadas aos seus bois. Consideram-no mais importante do que o serviço de Deus. 

    Muitas coisas têm efêmeras têm mantido as pessoas longe de Deus e de seu propósito. Até quando permanecerão cativas?

    Jesus foi mais exigente que Elias. Este permitiu a Eliseu despedir-se de seus pais. Jesus exigiu obediência imediata (Lc 9.57-62). 

    O chamado de Jesus não é o chamado de um profeta, mas do Filho de Deus. Manda quem pode; obedece quem tem juízo.

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    Leia também: A mulher que amas

  • Elias no Divã de Deus

    Elias no Divã de Deus

    Elias no Divã de Deus: “Que Fazes Aqui?” e a Cura para o Desânimo (1 Reis 19. 9-18)

    Elias entrou numa caverna onde passou a noite e lhe veio a palavra do Senhor dizendo: “Que fazes aqui, Elias?” (v. 9). 

    Elias falou de seu zelo pelo Senhor Deus, enquanto “os filhos de Israel deixaram a aliança, derrubaram os altares de Deus, e mataram os profetas do Senhor.

    Só eu fiquei e tentam matar-me também, disse ele (v.10). Deus o chama para fora da caverna, a se pôr em sua presença, pois Deus vai passar. Passa um vento forte que despedaçava as penhas, mas o Senhor não está no vento. 

    Depois veio um terremoto, mas o Senhor não está no terremoto (v. 11). 

    Depois um fogo, porém o Senhor não estava no fogo.

    Depois uma voz calma e suave (v. 12). Só então Elias saiu à entrada da caverna. “Ouvindo-a, Elias envolveu o rosto na capa e, saindo, pôs-se à entrada da caverna”.

    Elias no Divã de Deus Desabafa Sua Angústia e Solidão

    Uma voz lhe dizia: “Que fazes aqui, Elias?” (v. 13). Elias torna a falar do seu zelo, enquanto os filhos de Israel deixaram a aliança, derrubaram os altares, e mataram os profetas de Deus. Resta só ele e querem matá-lo também (v. 14). 

    Deus lhe diz: “Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco. Quando lá chegares, unge a Hazael rei sobre a Síria” (v.15) e a Jeú, rei de Israel, e a Eliseu ungirás profeta em teu lugar (v. 16). “Quem escapar da espada de Hazael, Jeú matará, e quem escapar da espada de Jeú, Eliseu o matará” (v. 17). “Também conservei em Israel sete mil – todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou” (v. 18).

    Elias chegou ao Horebe ou Sinai, entrou numa caverna onde passou a noite e o Senhor falou com Ele: “Que fazes aqui Elias?”. Foi ali que um dia Deus falou com Moisés e lhe deu Sua palavra (Ex 20). Agora Deus fala com o seu profeta. Era um lugar considerado sagrado. O lugar da presença de Deus. Por isso era chamado “o monte de Deus” (8). Quando estamos abatidos, tristes, desanimados devemos buscar perseverantemente a presença de Deus. 

    Algumas Considerações

    Muitos quando estão desanimados nem se quer vão às reuniões da igreja, que muitas vezes fica ao lado de sua casa, no seu bairro ou cidade.

    Elias investiu numa caminhada de “quarenta dias e quarenta noites” (v.8) para buscar essa presença bendita. A voz de Deus lhe dera forças e direção para prosseguir no seu ministério. 

    Elias respondeu a Deus falando de seu zelo e de como os filhos de Israel estavam pecando. Aqui temos a tônica de todos os profetas, o objetivo principal da profecia: o povo deixou a aliança, derrubou os altares, e mataram os profetas (veja Mt 23.37). 

    A partir disso o profeta chamava o povo ao arrependimento e à conversão a Deus. Isto quer dizer que o profeta olhava para trás (o pacto no Sinai, Ex 20), para a situação em que se encontravam, e proferia uma sentença futura. O profeta não é um vidente, embora haja evidência na profecia.

    A queixa de Elias, como já vimos, tem fundamento. Ele está abatido com razão. Ele está sofrendo de depressão por motivos reais e em decorrência de seu ministério estressante. 

    De fato, muitos constatam que “lidar com gente é pior do que lidar com animais”. Mas Deus está interessado em gente, e não há como o profeta se esquivar. Ele terá que sair da caverna e cumprir a vontade de Deus. 

    Mas primeiro, Deus, o Psicólogo, vai curar-lhe a depressão. Elias está no Divã de Deus. A forma de tratamento é singular: Só Deus conhece essa terapia. 

    Elias, devido aos milagres realizados, talvez pensasse que não adiantava mais lutar, não tinha mais o que fazer. Já havia anunciado falta de chuva, faltou. Anuncia chuva, choveu. Onde havia a última porção de comida disse que não faltaria, não faltou. Pediu para Deus msndar fogo do céu, desceu e consumiu completamente não só o holocausto, mas tudo que sobre onde estava preparado. Correu mais veloz do que os cavalos do rei.Bem, o que mais poderia fazer para o rei, a rainha e o povo se converterem e acabar a perseguição? 

    Agora a rainha jurou-lhe de morte e ele não está vendo jeito de escapar, senão, fugir. Talvez Elias estivesse esperando Deus fazer algo ainda mais extraordinário. Então Deus mostrou algumas coisas como veremos a seguir sobre Sua maneira de agir.

    Como Deus Age

    1 – Deus não age apenas de forma sobrenatural. Nem sempre teremos um vento destruir, ou fogo descendo do céu, terremoto (At 4.24-31). Às vezes ele age de forma mansa e tranquila. Nem sempre sua voz estremece como aconteceu quando Deus falou com Moisés ali mesmo no Horebe (Êx 19.16-19). Ele também fala mansamente. 

    2 – Elias foi parar ali por causa do medo e do desânimo. Mas Deus o chamou para fora, para ele ouvir Sua voz, e para cumprir a missão profética. Mais tarde o Apóstolo Paulo diria ao um jovem pastor: “Sofre as aflições como bom soldado de Jesus Cristo” (2 Tm 2.3).

    Muitas vezes estamos escondidos na caverna do desânimo e do medo, mas Deus nos chama para fora. Precisamos ouvir a voz de Deus e sairmos da nossa caverna. Precisamos enfrentar a vida com fé em Deus e sua palavra. Elias estava no “monte de Deus“, muitos estão também na igreja de Deus, mas como se estivessem na caverna.

    3 – Elias apresentou suas justificações (ou seriam desculpas?). Ele se sentia só, como Moisés, cujo povo nem esperou ele descer do monte com a palavra de Deus (Ex 32.8). De fato eram problemas sérios. Mas, pessoas estressadas têm a tendência de aumentar, supervalorizar os problemas. 

    Devido a isso, o Pr Jilton Moraes disse que “quase que teríamos um livro chamado Lamentação de Elias”. Entretanto, Deus está acima das circunstâncias difíceis que envolvem nossa vida e ministério. 

    Paremos de lamentar nossa debilidade, nossa dificuldade, os problemas da vida. Deus é maior que tudo isso. Deus chamou Elias para fora e fez-lhe ver coisas ocultas que ele não sabia (Jr 33.3). 

    Ele pensava estar só. Deus lhe mostrou que havia sete mil que não dobraram os joelhos a Baal. Estes lhe serviriam de apoio. 

    Deus mostrou-lhe o que fazer: ungir Hazael, rei da Síria, Jeú, rei de Israel. Estes executariam justiça em Israel. 

    Mandou também ungir a Eliseu, como profeta em seu lugar. Mediante isso, a rainha perversa seria punida e morta (2 Rs 9;), Acabe também (1 Rs 22.29ss) e ele, Elias, iria se aposentar em grande estilo, e iria curtir a aposentadoria no céu, sem precisar passar pelo estresse da morte (2 Rs 2.11). Deus reconheceu que o ministério de seu servo é estressante.

    Lição de Elias no Divã de Deus

    Devemos ouvir a pergunta de Deus: O que você está fazendo aqui, meu filho, minha filha? O que você está fazendo desanimado(a), com medo, estressado? Sai para fora desta caverna. Sai dessa situação. Venha! Ouça-me! Tenho vitória para você. Tenho direção para sua vida. Tenho para você, apoio e uma missão a cumprir. 

    Há sete mil que não dobraram os joelhos perante Baal, o que demonstra que sua pregação tem resultado, embora você não o saiba (18).

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    Leia também: Abençoai! Abençoai!

  • Terapia Divina: Profeta Elias

    Terapia Divina: Profeta Elias

    Terapia Divina: Profeta Elias sentou no divã de Deus onde encontrou renovo (1 Reis 19.4-8).

    Elias caminhou durante um dia para o deserto. Então ele orou:  “Já basta, ó Senhor. Toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais” (v. 4). 

    Imagem de Silvia por Pixabay

    Depois deitou e dormiu debaixo de uma árvore. De repente um anjo o tocou e disse:”Levanta-te, e come” (v. 5). 

    Ele olhou, viu um pão cozido e uma botija de água, come, bebe e torna a deitar-se (v. 6). O anjo o tocou pela segunda vez e lhe disse: “Levanta-te e come, pois muito longo te será o caminho” (v.7). 

    Então ele levantou, comeu e bebeu e com a força daquela comida ele caminhou quarenta dias e quarenta noites até o Horebe (v. 8).

    Terapia Divina por Meio de Anjos

    Elias, que antes fora sustentado por corvos, agora é sustentado por anjos. Mas Deus é o agente, porque os corvos foram ordenados por Deus, e o anjo também, pois é o “anjo do Senhor” (v.7), aquele que se acampa ao redor dos que temem a Deus (S1 34.7).

    Há momentos na vida que nos sentimos estressados, desanimados com os embates contra o pecado e contra o mal em nós mesmos e no mundo; contra crises psicológicas: depressão, dificuldades de saúde e financeira, etc. 

    Nesses momentos temos vontade de fazer como Elias. Muitos são os que pedem a morte ou deitam-se inertes sem força para lutar. O pior é que muitos nem oram; perdem o ânimo até para orar.

    Felizmente Elias falou com Deus a respeito de seu estado, e Deus enviou seu anjo para sustentá-lo e fortalecê-lo. Podemos nos sentir desanimados, mas nunca devemos deixar de orar, porque Deus responde à oração e nos envia consolo e força. 

    O nosso melhor psicólogo é Deus. Sentemo-nos no divã de Deus a cada dia e conversemos com Ele sobre nossas dores, tristezas, alegrias, etc.

    Origem do Desânimo de Elias

    O desânimo de Elias tinha razão de ser. A idolatria era intensa. Um rei sem personalidade, influenciado por sua esposa perversa estava no comando do país. Outros profetas já haviam morrido (18.4). Elias enfrentou o rei (18.18), estava destruindo o culto a Baal, defendido e protegido pela rainha (18.22ss), o que deveria esperar? 

    Ele enfrentou, sozinho, 850 profetas (18.19). A rainha, revoltada, queria matá-lo (19.2). Ele se sentia só (19.14) muitos perdem as esperanças. Por muito menos que isto muitos estão morrendo de estresses imaginários. Os problemas de Elias ao menos eram reais. 

    Se você está desanimado(a), faça como diz o hino: “confia em Deus, que Ele sempre te ouvirá, confia em Deus, que Ele nunca falhará, confia em Deus, e a negra nuvem passará, oh não duvides, mas confia em Deus“.

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    Leia também: Deus em nossa agenda diária

    Abençoai! Abençoai!

  • “Teve Medo”: O Medo Humano do Profeta Elias

    “Teve Medo”: O Medo Humano do Profeta Elias

    Até grandes heróis temem: Ao receber a mensagem de que Jezabel jurou matá-lo, Elias “teve medo” (1 Reis 19.1-3).

    Acabe contou para Jezabel o que Elias fez e como ele matou os profetas de Baal (v.1). Jezabel mandou um recado jurando matá-lo (v. 2). Elias temeu. Deixou seu moço em Berseba e fugiu (3).

    Imagem de Etienne Marais por Pixabay

    O profeta valente que enfrentou 450 profetas de Baal e 400 de Aserá tem medo do recado de uma mulher. Bem, esta não era uma mulher qualquer. Como já vimos ela era filha de Etbaal que quer dizer “Com Baal” (16.31). Portanto, a adoração a Baal era uma tradição de família. Jezabel demonstrou isso claramente quando “massacrou” os profetas de Deus(18.4). Ela deixou a marca de seu temperamento perverso na história (veja cap. 21; 2 Rs 9.10,30,36).

    Sua marca negativa alcançou o último livro da Bíblia, o Apocalipse. Na Igreja de Tiatira havia uma mulher que ensinava perversão e era tolerada. O Senhor Jesus repreendeu a igreja por isso.

    Mas a tal mulher provavelmente não se chamava Jezabel. Este nome era a marca de perversidade deixada pela esposa de Acabe. Veja Apocalipse 2.20:

    Mas algumas poucas coisas tenho contra ti que deixas Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que forniquem e comam dos sacrifícios da idolatria”

    Acabe era um homem de personalidade fraca. Jezabel tinha forte influência sobre ele. E que influência demoníaca! Seus conselhos eram sempre diabólicos (16.31,32; 18.4; 21. 7ss).

    Elias “Teve Medo”

    “Elias teve medo”. A Bíblia da Imprensa Bíblica traz “quando ele viu isto”. A expressão “vendo ele” parece ser a melhor tradução (3).

    A Bíblia Vida Nova comenta que Elias não teve medo, mas desânimo e precisava estar a sós com Deus. 

    O fato é que ele estava fazendo uma retirada e parece que esta não era estratégica, mas sim, forçada pela aparente falta de solução. Ele não viu perspectiva. Sua única solução foi recuar até obter uma resposta clara de Iavé. Deixou seu moço ou servo em Berseba, a uns 160 km ao sul de Jezreel (3) e fugiu. 

    Aplicações

    1 O profeta que correu no poder do Senhor do Carmelo a Jezreel (18.46), agora corre no poder do medo.

    2 Elias não era perfeito. Ele não era o Messias (Cristo). Todos nós temos medo. O importante é procurarmos a força em Deus. Deus sabe nossas fraquezas. Ele quer ver em nós sinceridade e verdade, mesmo que essa verdade seja: “Senhor, estou com medo!”

    Há pessoas que tentam exercer influências sobre nós. Algumas vezes, influências benignas. Outras vezes, malignas, como Jezabel.  Devemos permanecer atentos.

    3Jezabel deixou uma marca horrível na história. Que marca nós estamos deixando nos nossos dias?

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    O Que É A Fé

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