Blog

  • Como Podemos Ter Os Pecados Perdoados por Deus

    Como Podemos Ter Os Pecados Perdoados por Deus

    Atos 3.19: Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e para que venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor.

    Pecado: amartia: pecar, pecado ou adikia: praticar o mal, cometer injustiça. Pecado é errar o alvo proposto por Deus. Qualquer pecado ofende antes de tudo a Deus, e coloca o pecador em condição de condenação no julgamento de Deus. 

    O conceito bíblico é que todos pecaram (Rm 3.16) e carecem de Deus. Ou seja, o pecado é universal. 

    O salário ou recompensa pelo pecado é a morte (Rm 6.23). Então, o único remédio para o pecado é o perdão. Caso contrário a condenação.

    Você e eu, todos nós precisamos de perdão, duas atitudes fundamentais para sermos eternamente perdoados por Deus. 

    A primeira atitude é ARREPENDIMENTO. 

    “Arrependei-vos” diz a palavra. Foi a primeira mensagem pregada por Jesus (Mc 1.15). 

    O que é arrependimento? 

    É metanoia: mudança de mente, de sentimento, de pensamento em relação a uma crença errada. Nesse caso, mudar para a crença certa, orientada por Deus. Mudar da descrença para a crença em Deus. Sair da desobediência para a obediência.

    O que você tem pensado? Qual sua disposição em obedecer à orientação de Deus? 

    A Segunda atitude é converter-se a Deus. 

    Diz a palavra “convertei-vos” para serem cancelados os vossos pecados.

    Veja! O que pode cancelar seus pecados diante de Deus é a conversão. Não são obras nem religiosidade. Não. Se fosse assim, os ouvintes dessa pregação de Pedro estariam todos salvos, pois eram religiosos.

    Mas o que significa converter-se? 

    A palavra grega na Bíblia é Epistrepho: Voltar-se, voltar atrás. Fomos longe demais no pecado, no erro, na rebeldia contra Deus (Sl 53.3; Rm 3.10-23. Então percebemos que é hora de voltar para Deus.

    Em resumo: É perceber-se pecador, longe de Deus e confessar a Jesus como o único caminho de volta.

    Uma ilustração oferecida por Jesus é a Parábola do Filho Pródigo.

    Quando nos arrependemos de nossos pecados e confessamos a Deus recebemos duas grandes bênçãos.

    1ª Grande Bênção: Pecados cancelados

    Tanto a amartia , transgressão contra Deus; quanto adikia, ou seja: a injustiça, a impiedade são cancelados diante de Deus, apagados.

    “De seus pecados não me lembrarei jamais” (Hb 8.12;10.17).

    Então deixa de haver separação entre nós e Deus (Is 59.1,2) e podemos ser abençoados.

    2ª Refrigério pela presença de Senhor

    Eirene: Paz, Shalom de Deus. Isto significa que a guerra contra Deus acabou e a mais perfeita paz é a nova realidade eterna.

    E ainda a cháris; A graça e a paz juntas. Então, “sendo pois justificados pela fé temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1).

    Além e acima de tudo, temos o consolo do Consolador, o Paracleto (João 14.16)

    Assista ao Vídeo no meu canal no Youtube clicando aqui.

    Leia também:

    Duas Melhores Atitudes Em Tempos de Difíceis

  • Duas Melhores Atitudes Em Tempos de Difíceis

    Duas Melhores Atitudes Em Tempos de Difíceis

    Muitas vezes, ao enfrentarmos dificuldades na vida, trabalhamos demais, acordamos cedo, vamos dormir tarde, noites mal dormidas. Em alguns casos nos sentimos impotentes. Não há nada que se possa fazer. Todas as possibilidades se esgotaram. Estamos de pés e mãos atados. O que fazer? Veja o Ensino e exemplo de Jesus em Mateus 26:37-45.

    Quero abordar: Duas Melhores Atitudes Em Tempos de Crise, baseado no ensino e exemplo de Cristo.

    A 1ª Melhor Atitude É Tempo de Orar.

    Quando estamos de pés e mãos amarrados, num beco sem saída, numa sinuca de bico, aí dizemos: Só um milagre! Só Deus. Só nos resta orar.

    Mas, a fé em Deus deve ser constante para tudo na vida cristã, até mesmo para dormir e acordar, à água que lava nosso rosto… A oração deve ser constante. Não apenas em horas desesperadas, de tristezas, de problemas. 

    O exemplo maior vem do Senhor Jesus que orava constantemente. A oração para Ele não era o último recurso, mas sim o primeiro. Ele sempre buscava estar em comunhão com o Pai.

    Em tempos de crises, em meio a guerras não podemos dormir eternamente em berço esplêndido. É tempo de vigiar, estar em alerta, vestir-se de força para enfrentar o inimigo, vestir a armadura (Ef 6.10s).

    Não dá certo você estar na guerra, lá na trincheira, dizer para seu inimigo: Vamos dar uma trégua que eu preciso dormir. O seu inimigo vai dizer: Dorme, neném!

    O nosso país, nossos familiares e irmãos, nós estamos em crise neste mundo. Tudo que acontece no mundo é problema nosso. É tempo de vigiar e orar como fez Jesus no momento crucial de sua vida.

    Ele buscou parceiros de oração, mas estes preferiram dormir mesmo diante do momento crucial para seu Mestre. Precisamos de parceiros de oração que vigiam conosco. Por isso Deus criou a Igreja, para ser este corpo de comunhão para todas as horas da vida.

    Mas tudo bem. Jesus não podia receber nenhuma ajuda. Ele era o campeão nomeado por Deus. O super heroi para expiar o pecado, por que só Ele, dentre toda a humanidade, desde Adão até o último homem, é a oferta propícia, aceita por Deus. Ele não deveria receber nenhuma ajuda pra ninguém requerer direitos diante de Deus. Obra exclusiva dele.

    O conselho do nosso campeão é: Vigiai e Orai. E esta ordem é constante. Vigiai e orai em todo tempo. 1 Ts 5.17: “Orai sem cessar.

    A 2ª Melhor Atitude é Confiar na Vontade de Deus.

    Muitas pessoas dizem que tem fé, mas quando as coisas caminham contra elas acabam se afastando de Deus, e agindo com incredulidade. Jesus se manteve fiel mesmo diante do silêncio de Deus, mesmo com resposta desfavorável, diante do não. 

    Mas nos dias de hoje as pessoas não aguentam ouvir o não, e ainda dizem: Eu não aceito! Pessoas mimadas que se acham no direito de exigir a benção de Deus, que Deus tem o dever de abençoá-las. 

    Entretanto, nem sempre Deus nos diz sim. Às vezes Ele nos diz espera, outras Ele nos diz não, porque Ele conhece toda nossa vida do princípio ao fim. Ele sabe o que é melhor para nós (Mt 7.7-11; Rm 8.26).

    Daí, precisamos entender que nem sempre a oração nos livra do problema, da crise, mas sempre nos dá forças para vencermos ou para enfrentarmos com dignidade e fé, fazendo com que o resultado seja o objetivo de nossa vida: Qual é esse objetivo? Vivermos para a glória de Deus (1 Co 10.31; Ef 1.12,14).

    Exemplos: Jesus – “seja feita a tua vontade” (v.39).

    Jó 1.26.

    Isto é o que significa não entrar em tentação: não cair da fé e do objetivo proposto por Deus para nós. Ef 6.13.

    Assista ao vídeo sobre este conteúdo no meu canal no Youtube. Clique Aqui.

    Sigam minha página no Facebook: https://www.facebook.com/prodivanvelasco.sucessovital.com.br

    Leia também:

    Salmos: De Cânticos Antigos à Vida Atual

    ESTUDO CARTA À IGREJA DE PÉRGAMO

  • Salmo 3: O Grito de Davi em Meio à Adversidade e o Desafio das Imprecações para o Cristão Hoje

    Salmo 3: O Grito de Davi em Meio à Adversidade e o Desafio das Imprecações para o Cristão Hoje

    A vida de Davi foi marcada por altos e baixos, vitórias e perseguições. O Salmo 3 é um testemunho vívido de um desses momentos de extrema aflição, quando o rei se viu cercado por inimigos, inclusive seu próprio filho. Mas o que podemos aprender com a oração de Davi e as chamadas “imprecações” presentes nesse salmo? E, mais importante, como isso se aplica à nossa fé cristã hoje?

    O Contexto de Angústia de Davi: A Traição de Absalão

    Ao lermos o Salmo 3, somos imediatamente confrontados com a intensidade do sofrimento de Davi:

    ¹ Senhor, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim.

    ² Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus.

    ³ Porém tu, Senhor, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça.

    ⁴ Com a minha voz clamei ao Senhor, e ouviu-me desde o seu santo monte.

    ⁵ Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou.

    ⁶ Não temerei dez milhares de pessoas que se puseram contra mim e me cercam.

    ⁷ Levanta-te, Senhor; salva-me, Deus meu; pois feriste a todos os meus inimigos nos queixos; quebraste os dentes aos ímpios.

    ⁸ A salvação vem do Senhor; sobre o teu povo seja a tua bênção.

    O cenário mais provável para essa oração pungente é a fuga de Davi de seu filho, Absalão, conforme narrado em 2 Samuel 15. Absalão, conhecido por sua beleza e vaidade, orquestrou uma conspiração para usurpar o trono de seu pai. Após vingar sua irmã Tamar e ser exilado, ele retornou e, com o apoio de figuras como Aitofel, um ex-conselheiro de Davi, conseguiu levantar uma rebelião que forçou o rei a fugir de Jerusalém.

    Davi se encontrava em uma situação de vulnerabilidade extrema. Seus inimigos eram numerosos e zombavam de sua fé, dizendo que “não havia salvação para ele em Deus“. Contudo, mesmo em meio a essa escuridão, a fé de Davi se manifestava de forma poderosa. Ele clamava a Deus, confiava em Sua proteção como um escudo e, surpreendentemente, conseguiu encontrar paz para dormir, pois sabia que o Senhor o sustentava. O medo não o paralisou; sua certeza de que a salvação vinha do Senhor era sua âncora.

    As Imprecações: Entendendo os Pedidos de Justiça Divina

    No versículo 7, Davi pede a Deus: “Levanta-te, Senhor; salva-me, Deus meu; pois feriste a todos os meus inimigos nos queixos; quebraste os dentes aos ímpios.” Essas são as chamadas imprecações: pedidos a Deus para que castigue os inimigos. Expressões como “que Deus pese a mão sobre eles” ou “que Deus os castigue” são ecos desse tipo de oração.

    É importante notar duas coisas sobre isso:

    1 Não é errado pedir a Deus que nos livre dos inimigos. A história bíblica está repleta de exemplos de justos que clamaram por livramento e justiça divina.

    2 Não é errado pedir a Deus que se vingue dos nossos inimigos, pois a vingança pertence a Ele. A Palavra de Deus é clara: “Minha é a vingança e a recompensa“, diz o Senhor (Deuteronômio 32:35). O apóstolo Paulo ecoa isso em Romanos 12:19: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.”

    A questão central não é se podemos pedir a Deus que lide com nossos inimigos, mas sim se devemos nós mesmos buscar a vingança ou desejar o mal. A Bíblia proíbe claramente a vingança pessoal.

    A Salvação no Antigo Testamento e a Plenitude em Cristo

    Para Davi, a “salvação” a que ele se referia no Salmo 3 era o livramento de inimigos humanos, como Absalão e Aitofel. No Antigo Testamento, a salvação frequentemente se relacionava a livramentos de infortúnios, doenças e opressores. Davi não tinha a plena compreensão da magnitude da salvação que viria da sua própria descendência, a saber, Jesus Cristo, o Salvador do mundo. A salvação plena, conforme revelada no Novo Testamento, é o resgate do pecado e a oferta da vida eterna.

    O Desafio de Jesus: Amar os Inimigos e Buscar a Perfeição

    É aqui que o Novo Testamento nos convida a um patamar mais elevado. Jesus, em diversas ocasiões, redefiniu a forma como Seus seguidores deveriam lidar com a inimizade:

    Em Lucas 9:54-56, quando Tiago e João quiseram pedir fogo do céu sobre os samaritanos que não queriam receber Jesus. Jesus os repreendeu severamente, afirmando: “Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.”

    Mas, o ensinamento ainda mais transformador está em Mateus 5:43-48:

    Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. […] Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.”

    O Caminho da Perfeição: Salvação, Não Destruição

    Embora pedir a Deus que nos livre dos inimigos não seja incorreto, o ensinamento de Jesus nos aponta para um caminho de perfeição. Essa perfeição implica em lutar não pela destruição, mas pela salvação de até mesmo do pior inimigo. Jesus deu o exemplo máximo disso, orando por aqueles que O crucificavam.

    É preocupante ver, em nossos dias, cristãos lançando maldições e desejando o mal a outros crentes, simplesmente por divergências de fé ou opiniões. Isso vai diretamente contra o espírito de Cristo e o chamado para amar, abençoar e orar por aqueles que nos odeiam.

    O Salmo 3 nos lembra da confiança inabalável de Davi em Deus, mesmo em face da traição. E o Novo Testamento nos desafia a ir além, amando nossos inimigos e buscando a redenção deles, assim como Cristo fez por nós.

    Qual tem sido a sua postura diante daqueles que te fazem mal? Você tem orado por eles ou desejado sua queda?

    Assista ao vídeo sobre o Salmo 3 no meu canal no Youtube. Clique Aqui.

    Leia também:

    Salmos: De Cânticos Antigos à Vida Atual

    A Carta À Igreja de Filadélfia

  • SALMO 2: A Rebelião Contra Deus e Seu Ungido

    SALMO 2: A Rebelião Contra Deus e Seu Ungido

    Salmos 2:1-12: O Fracasso da Insurreição dos Povos Contra Deus e Seu Ungido

    ¹ Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs?

    ² Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo:

    ³ Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas.

    ⁴ Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles.

    ⁵ Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os turbará.

    ⁶ Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião.

    ⁷ Proclamarei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei.

    ⁸ Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão.

    ⁹ Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro.

    ¹⁰ Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra.

    ¹¹ Servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos com tremor.

    ¹² Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam. 

    Veja outra versão na Bíblia Online

    Imagem de Mirosław i Joanna Bucholc por Pixabay

    Salmo 2 Revela A Rebelião dos Povos Contra Deus e Seu Ungido

    O texto começa com uma pergunta: Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? (1).

    A resposta na mente do salmista é clara: É uma rebelião sem sentido, inútil, fadada ao fracasso.

    Os reis da terra se levantam contra o Senhor e contra seu Ungido (2). Ungido aqui no contexto se refere ao rei Davi. Podemos tomar como contexto 2 Sm 7, em que Davi se propõe a construir uma casa para Deus: Mas, Deus lhe diz que nunca precisou de casa. Ele livrou Davi de seus inimigos e lhe deu descanso e ainda fez promessas de estabelecer o seu reino para sempre. 

    Então, o Ungido neste primeiro momento é o rei Davi, mas em todos os momentos históricos se referem aos descendentes dele, até chegar o Rei Eterno de sua descendência – Jesus, o Cristo (Ungido). Por isso, este é um Salmo messiânico, e tem uma perspectiva escatológica.

    Todos do povo de Israel e de todos os povos deveriam respeitar o Ungido do Senhor. Davi nunca matou Saul ou lhe fez qualquer mal porque o tinha como ungido do Senhor. Naquele tempo só alguns tinham a unção para o ministério designado por Deus: Reis, sacerdotes, por exemplo. E só estes escolhidos tinham o Espírito Santo. Esta era a Unção. Quando Deus rejeitou Saul, o Espírito do Senhor saiu dele (1 Samuel 16.14-23).

    Entretanto, lembremo-nos de que hoje não há na igreja do Senhor um ungido especial (Ef 1.13), mas todos os crentes são ungidos do Senhor com o mesmo Espírito Santo. Ninguém deve se levantar contra ninguém porque todos somos a comunidade do Espírito de Deus. Somos todos iguais.

    O Ungido  prometido a Davi para reinar para sempre é Jesus de Nazaré. Por isso, que os apóstolos aplicaram o salmo 2 à rebelião das autoridades judaicas e romanas contra Cristo em Atos 4:24-27:

    ²⁴ E, ouvindo eles isto, unânimes levantaram a voz a Deus, e disseram: Senhor, tu és o Deus que fizeste o céu, e a terra, e o mar e tudo o que neles há;

    ²⁵ Que disseste pela boca de Davi, teu servo: Por que bramaram os gentios, e os povos pensaram coisas vãs?

    ²⁶ Levantaram-se os reis da terra, e os príncipes se ajuntaram à uma, contra o Senhor e contra o seu Ungido.

    ²⁷ Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel.

    Deus ri dos opositores: Eles são como criancinhas se rebelando contra os pais. Não têm nenhuma chance de vencer. A justiça de Deus os punirá.

    O seu Rei Ungido continuará firme. Ele não é apenas Rei. É Filho (6,7).

    Os povos estão todos debaixo do governo de Cristo (8-9).

    Os versos 10-12 : Um chamado ao arrependimento e reconhecimento do Filho de Deus para que não pereçam. 

    E termina com uma bem-aventurança:

    Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.

    Assista ao vídeo sobre o Salmo 2 em meu canal no youtube. Clique Aqui.

    Leia também:

    Salmos: De Cânticos Antigos à Vida Atual

    ESTUDO CARTA À IGREJA DE PÉRGAMO

  • Salmos: De Cânticos Antigos à Vida Atual

    Salmos: De Cânticos Antigos à Vida Atual

    Os salmos tratam da religião vivencial, cotidiana do povo de Israel. Mas agora é herança também da Igreja de Jesus Cristo, o herdeiro de todos as coisas.

    O livro tem 150 Salmos 2461 versículos. A forma de nos referirmos às leituras é Salmo 5, Salmo 6 e não capítulo 5, capítulo 6, como num hinário, em que dizemos hino 5, hino 6. É o maior livro da Bíblia em capítulos e palavras.

    A palavra Salmos é psalmós do grego. Indica um cântico para acompanhamento de instrumentos de cordas. O título veio da Septuaginta: Psalmoi. No hebraico:.”Tehillah” (תהילה) significa “louvor” ou “glória“. 

    Salmos tratam dos mais complexos problemas da vida tais como: depressão, ansiedade, incertezas, esperança e desesperanças, paz, guerra, questionamentos, frustrações, decepções… Mas também de louvor, adoração e de esperança com declarações messiânicas escatológicas.

    O Livro de Salmos é composto por cinco livros, cada um terminando com uma doxologia, do tipo: “Bendito seja o Senhor”. 

    Primeiro livro: 1-41 Quase todos de Davi;

    Segundo livro: 42-72 Sofrimento da alma, alegria do justo e glória de Deus;

    Terceiro livro: 73-89 Provavelmente do tempo de Josias (Provérbios 25.1);

    Quarto livro: 90-106 Alegria pela atuação de Deus na história de seu povo; Retorno do cativeiro babilônico;

    Quinto livro: 107-150 Período de Esdras e Neemias – Reconstrução do culto e da vida nacional.

    Salmo 1

    Os Bem-Aventurados e Os Amaldiçoados:

    Um paralelo com Os Dois Caminhos (Mt 7.13,14).

    Este Salmo traça um contraste entre o homem que segue a Lei do Senhor e o que a desobedece. Isso traz resposta para a pergunta: Quem são os Bem-aventurados? Quem são os verdadeiramente felizes da terra? Estes são os que andam na Lei do Senhor. Como eles se comportam? O verso 1 começa pelo que os bem-aventurados não são e não fazem.

    O versículo 1 destaca que os bem-aventurados não andam no caminho dos amaldiçoados ou ímpios.

    O homem bem-aventurado foge de forma gradual do conselho dos ímpios:

    Ele não anda no conselho dos ímpios, em q ue “andar”, significa as más influências que levam a comportamentos reprovados por Deus. O homem piedoso anda com Deus e por Ele tão somente é influenciado.

    Ele não se detém no conselho dos ímpios, em que deter-se significa parar se conformando com os malignos conselhos.  

    Ele não se assenta no conselho dos ímpios, em que assentar significa tomar parte.

    O conselho dos ímpios tenta a todo tempo seduzir o homem justo para a desgraça: convite para andar, convite para se deter e convite para se assentar. Mas o que for bem-aventurado, o justo, resiste à sedução do mal, e pratica somente o bem.

    Então, vem a ênfase de como seu caminho segue vitorioso e os motivos da vitória. Quais são esses motivos?

    Prazer na Lei do Senhor (2). Para o salmista, o maior padrão de conduta ordenado por Deus era a Lei. Para nós cristão é o ensino de Cristo que é superior ao da Lei, pois Jesus é maior do que Moisés (Hb 3.3).

    Meditar constantemente na Lei do Senhor (2). Ruminar, repetir em murmúrio para si mesmo. Pode ser repetir para memorizar.

    A Figura da Árvore Perene

    Consequentemente ele é:

    Como a árvore plantada junto a correntes de água (3). Uma planta em lugar propício e plantada com propósito no lugar certo, para que seja perenifólia. Mantém-se vívido (3)

    Dá fruto no tempo certo (3). É necessário dar fruto (Mt 21.19).

    Assim é o homem que anda na Lei do Senhor: Bem sucedido em tudo (3).

    A figura da árvore junto a fontes de águas era bem conhecida do povo de Israel que naquele tempo vivia do campo, em que a agricultura era fonte de sustento. Sabiam que as árvores precisam de água para se fortalecer. Para o cristão, a água é a Palavra de Deus, e de modo particular, os ensinos de Cristo. A água viva que Jesus ofereceu à mulher samaritana (Jo 4.1-30). A água que sustenta a vida dos que são eternamente felizes e prósperos.

    A Moinha que O Vento Espalha

    Ao contrário, os ímpios não são assim, mas são como a moinha que o vento espalha. A moinha era vegetação comum do deserto onde havia falta de água, terra seca, em que o vento as arrancava e levava facilmente. Assim são os ímpios, facilmente levados pelo caminho mal até a ruína eterna.

    Entre os discípulos de Cristo, um buscou o conselho dos ímpios. Judas Iscariotes tomou conselho com os sacerdotes e anciãos do povo para matar Jesus (Mt 27.1-10; At 1.16). Acabou tragicamente. E ainda tem de enfrentar o juízo de Deus (Sl 1.5; Mt 26.23,25; Ap 20.11-15). E “o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo” (Tiago 2:13).

    Há apenas dois caminhos: O do justo e o do ímpio (perverso); o do bem-aventurado e do amaldiçoado; o caminho dos que agradam a Deus e o dos que desagradam. Qual deles você quer seguir? 

    Assista a este conteúdo no meu canal no Youtube. Clique Aqui.

    Leia também: A Carta À Igreja de Filadélfia

    ESTUDO CARTA À IGREJA DE PÉRGAMO

  • O Amor de Deus em um Mundo de Ódio: Uma Perspectiva Bíblica

    O Amor de Deus em um Mundo de Ódio: Uma Perspectiva Bíblica

    “Em um mundo cheio de ódio e divisão, como podemos verdadeiramente experimentar o amor de Deus? Vamos refletir sobre isso? Vamos ver a perspectiva bíblica sobre como encontrar consolo e esperança em meio ao caos.”

    Busca por Resposta

    “Tenho lutado para entender o amor de Deus em um mundo cheio de tanta dor e sofrimento. Este vídeo compartilha um pouquinho de minha jornada para encontrar respostas na Bíblia e descobrir uma nova perspectiva sobre o amor de Deus que ofereça conforto e esperança.

    Ao refletir sobre este tema e no que a Bíblia tem a dizer sobre ele, encontro uma resposta que explica todos os defeitos, problemas, conflitos, o ódio e falta de amor. Tudo que cria o caos no mundo está nessa resposta. Podemos ler essa resposta no Livro de Eclesiastes, capítulo 7.29, que diz: “Tudo o que aprendi se resume nisto: Deus nos fez simples e direitos, mas nós complicamos tudo” Então, a resposta para o caos está em nós mesmos.

    Porém, como é que complicamos tudo? Qual ou quais são nossas responsabilidades em toda falta de amor no mundo?

    Para respondermos a essas perguntas, temos de voltar ao começo de tudo, ao livro de Gênesis, o livro dos começos. Nele encontramos o começo do mundo, o começo da vida, da família, da paz e da guerra, do pecado e consequente condenação, mas também, encontramos o plano de salvação. Ou seja, no Gênesis está a explicação de como chegamos a ser o que somos e aponta o caminho que precisamos seguir para encontramos a paz.

    Há duas narrativas na parte introdutória do livro de Gênesis que estão de acordo com Eclesiastes 7.29. Na primeira narrativa, vemos o homem e sua família vivendo no Éden sem desarmonia, sem problemas, sem conflitos. Não havia o caos. Este primeiro momento está no capítulo 1 e 2.

    Na segunda narrativa, do capítulo 3 em diante, toda harmonia e rompida pela desarmonia, ódio, acusações, medo, vergonha, enfim, o caos se instaurou na família humana.

    Por que isso aconteceu? A resposta está na decisão do primeiro casal em desobedecer a Deus, de seguir conselhos malignos. Satanás em forma de serpente os enganou com falsas promessas que iam contra o plano de Deus.

    Isto é que introduziu todo ódio e desamor no mundo. Logo em seguida veio a condenação de Deus em Genesis 3.17: Maldita é a terra por sua causa. Desde então o mundo, as relações humanas e tudo mais foi colocado debaixo de maldição por culpa do seu humano.

    Por que Deus não resolveu o problema do mal?

    Mas ouço sempre a pergunta: Por que Deus, sendo Todo Poderoso, não resolveu isso? Por que Ele deixou que isso acontecesse? Afinal, Ele não é Deus? Ele não pode todas as coisas?

    A resposta a estas perguntas extrapola nosso entendimento, pois como podemos com nossa mente limitada, humana e além do mais, imperfeita por causa do pecado, sondarmos as razões daquele que é Eterno e Santo? Mas a Bíblia nos aponta algumas diretrizes. Vejamos.

    Resposta Bíblica

    No mesmo livro de Gênesis capítulo 3, versículo 15, encontramos a promessa de Deus de que o pecado seria derrotado e a obra de Satanás seria desfeita. Disse Deus à mulher: “Eu farei com que você e a mulher sejam inimigas uma da outra, e assim também serão inimigas a sua descendência e a descendência dela. Esta esmagará a sua cabeça, e você picará o calcanhar da descendência dela” Gênesis 3:15.

    Isto quer dizer que haveria uma luta entre a descendência do maligno e a descendência da mulher, mas desta nasceria um que esmagaria a cabeça da serpente, ou seja, de Satanás.

    Ainda em Gênesis, Deus começou o plano de salvação prometido ao escolher Abrão e Sarai. Deus lhes fez promessas, através deles seriam benditas todas as famílias da terra (Gn 12.1-3). E foi da descendência de Abraão que, “quando chegou o tempo certo, Deus enviou o seu próprio Filho, que veio como filho de mãe humana e viveu debaixo da lei para libertar os que estavam debaixo da lei, a fim de que nós pudéssemos nos tornar filhos de Deus” Gálatas 4:4,5.

    Ou seja, o segredo para vencermos o ódio e vivermos em paz está em Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ao obedecermos a Ele pela fé, tornamo-nos filhos de Deus também, não no sentido de criaturas dele, mas no sentido de pessoas humanas transformadas pelo seu poder em nós.

    Seguindo os ensinos de Jesus Cristo encontramos o amor necessário para vencermos o ódio e derrotarmos todo mal. E quais foram os ensinos de Jesus sobre o amor? Diz o Evangelho de João, capítulo 3, versículo 16 que “Deus amou o mundo de tal maneira, que enviou seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer, não pereça mas tenha a vida eterna.” Isso quer dizer que o próprio Deus nos amou a tal ponto de enviar seu Filho único, para expiar nossos pecados iniciados com Adão lá no começo. Jesus veio e padeceu no mundo por obediência ao Pai.

    Isso revela amor imenso, pois Deus sendo ofendido por nossos pecados saiu em nossa salvação pagando por nossas ofensas.

    Agora, pela obediência, Jesus venceu a morte e esmagou a cabeça da serpente. Isto é, desfez o poder do pecado implantado na humanidade pelo diabo. Por isso, em 1 João 3.8-10 diz: “Quem continua pecando pertence ao Diabo porque o Diabo peca desde a criação do mundo. E o Filho de Deus veio para isto: para destruir o que o Diabo tem feito”.

    Como Viver o Verdadeiro Amor

    Então concluindo, só podemos viver o verdadeiro amor pela caminhada de fé em Jesus Cristo, que mesmo pregado na cruz pelas maldades humanas disse: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem (Lucas 23.34). Quem anda nessa caminhada de fé com Cristo tem a promessa dele de ir morar com Ele em um novo lar de paz, amor e eterna alegria.

    Em Jo 14.1-3: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”

    Ah! Essas coisas já são realidades para Deus: O mal está vencido e o amor reina. Nós não podemos ver porque nossa visão humana é limitada dentro do espaço e do tempo. Mas Deus está além de tudo isso.

    Assista a este conteúdo em vídeo no meu canal no Youtube. Clique Aqui.

    Leia também:

    ESTUDO CARTA À IGREJA DE PÉRGAMO

    A Carta À Igreja de Filadélfia

  • O Destino do Rei Acabe e A Fidelidade de Elias

    O Destino do Rei Acabe e A Fidelidade de Elias

    Olá, e sejam bem-vindos ao nosso canal! Hoje vamos mergulhar em uma das passagens mais impactantes da história bíblica, focando na figura central do profeta Elias e na incrível precisão de suas profecias. Prepare-se para uma narrativa de poder divino, escolhas perigosas e um destino selado. 1 Reis 22.29-40.

    O Cenário da Batalha: Ramote-Gileade

    Nossa história nos leva ao campo de batalha de Ramote-Gileade, onde o rei Acabe de Israel e o rei Josafá de Judá se unem em uma aliança questionável para a guerra. Acabe, ciente das profecias contra ele, tenta uma manobra astuta: ele se disfarça, enquanto Josafá, em um ato de imprudência, mantém suas vestes reais. Uma armadilha mortal para escapar do destino? Talvez.

    Os sírios, com ordens claras para focar no rei de Israel, atacam Josafá, confundindo-o com Acabe. Por um fio, Josafá clamou ao Senhor, e foi milagrosamente poupado. Que lição sobre as companhias que escolhemos! Josafá, por pouco, não pagou um preço altíssimo por sua aliança com o iníquo Acabe.

    O Tiro Inesperado e o Julgamento Divino

    Mas o destino de Acabe já estava selado. Em um momento que desafia a lógica humana, um soldado sírio, atirando sem um alvo específico, acerta Acabe. A flecha encontra seu caminho “por entre as juntas de sua armadura” – um golpe cirúrgico, impossível de ser atribuído ao acaso. Este é o momento em que a onipresença e onisciência de Deus se manifestam de forma inegável. Não importa o quão bem alguém tente se esconder ou se camuflar; quando Deus tem um propósito, ele se cumpre.

    Acabe é sustentado em seu carro, enquanto seu sangue escorre, pintando o caminho. Ao cair da tarde, ele morre, e a guerra chega ao fim.

    A Profecia de Elias: Uma Confirmação Divina

    A cena final é a mais impactante: ao lavarem o carro de Acabe junto ao tanque de Samaria, os cães lambem seu sangue. Essa imagem chocante não é aleatória; ela é a confirmação literal da profecia de Elias em 1 Reis 21:19. A vingança pertence ao Senhor, e a palavra de Elias, o profeta de Javé, é mais uma vez validada. O que ele falou, se cumpriu.

    Este episódio não apenas encerra a vida de um rei que desafiou a Deus, mas também reafirma a autoridade e a fidelidade de Elias como mensageiro divino. A história de Acabe é um lembrete poderoso de que ninguém pode escapar do julgamento de Deus, e que Suas palavras, proferidas através de Seus profetas, sempre se cumprirão.

    Assista a este conteúdo no meu canal no Youtube Clicando Aqui.

error: Deseja uma cópia. Solicite-a por e-mail em nosso formulário de contato

Pr Odivan Velasco

Bíblia Sagrada: Estudos, meditações e reflexões das Escrituras Sagradaseus

Pular para o conteúdo ↓