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  • Romanos 5.1,2 Resultados da Justificação pela Fé

    Romanos 5.1,2 Resultados da Justificação pela Fé

    Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.

    A justificação pela fé.

    Para se ter paz com Deus é preciso ser justificado. Deus não tem comunhão com a injustiça. Deus é justo e não se relaciona com injustos em suas injustiças.

    O único meio de sermos justificados é pela fé em Cristo Jesus.

    O resultado da justificação é a paz com Deus por meio de Cristo.

    Deduzimos que, enquanto não formos justificados pela fé, estamos em guerra contra Deus e somos réus do juízo de Deus e por isso, sem paz. Veja os ensinos bíblicos abaixo:

    João 3.18,36

    Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.

    Romanos 8.1

    Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.

    2 Tessalonicenses 1:7-10 

    7 E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder,

    8 Com labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo;

    9 Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder,

    10 Quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em todos os que creem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós).

    Teologia E Psicologia

    A nossa justificação deve ir além do nosso intelecto; deve nos levar à firmeza de nossa condição em Cristo pela fé e esperança resulte, e mover nossos sentimentos juntos com nossa compreensão teológica.

    Isto significa viver sem culpas, sem medo e sem insegurança. Fomos totalmente justificados, totalmente perdoados e reconciliados com Deus. Assim sendo, quem nos condenará? Pergunta o Apóstolo em Romanos 8.31-39:

    Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

    ³² Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?

    ³³ Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.

    ³⁴ Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e o que também intercede por nós.

    35 Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

    ³⁶ Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; somos reputados como ovelhas para o matadouro.

    ³⁷ Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

    ³⁸ Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,

    ³⁹ Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

    Nossa fé, ouvintes, deve se firmar na convicção de que a graça de Deus é suficiente, e nela vivermos seguros de que, fomos justificados e agora, mesmo naquilo que nós nos esforçamos e falhamos, somos cobertos por ela. Sobre isso, veja os seguintes textos:

    Romanos 5:20:

    Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça”.

    Entretanto,  há cristãos vivendo com sentimento  de culpa de erros antigos, anteriores à sua nova condição em Cristo.

    Há pessoas na igreja que não se sentem perdoadas por Deus e acham que ainda precisam fazer alguma coisa especial para conquistar aceitação.

    Paulo diz: “Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus”. 

    Firmeza em nossa fé em Cristo e em suas consequentes justificação e vida na graça é o que Deus espera de Deus.

    Pr. Odivan Velasco

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  • Admoestação Paterna Espiritual

    Admoestação Paterna Espiritual

    Texto Base: 1 Coríntios 4.6-21 – @prodivanvelasco

    Nos versículos de 8 a 13, o apóstolo Paulo utiliza de uma forte ironia para confrontar a conduta arrogante dos crentes da igreja de Corinto. No entanto, essa ironia não nasce da soberba ou do desejo de rebaixá-los, mas sim do profundo anseio de admoestá-los. Como o próprio apóstolo esclarece no versículo 14, ele não escreve para envergonhá-los, mas para admoestá-los como “filhos amados”, visto que ele mesmo os gerou em Cristo Jesus por meio do evangelho (v. 15).

    O termo grego traduzido para admoestar é noutheteo (νουθετεω), cujo significado prático é repreender por um erro cometido ou criticar com amor. Essa palavra representa o dever de um pai que ensina seu filho, trazendo a ideia de uma disciplina que corrige sem provocar a ira (Ef 6.4).

    1. O Pai Espiritual vs. Os Preceptores em Cristo

    No versículo 15, Paulo introduz uma distinção importante ao usar a expressão “preceptores em Cristo”. A palavra grega utilizada aqui é paidagogos (παιδαγωγοσ), da qual deriva o nosso termo “pedagogia“.

    Na antiguidade, os pedagogos ou preceptores não eram os professores encarregados do ensino formal. Eles eram, na verdade, supervisores e mestres orientadores encarregados pelo pai para vigiar a criança e conduzi-la em segurança até a escola.

    A grande questão levantada por Paulo é: ainda que os coríntios tivessem milhares de preceptores ou supervisores, quem era o verdadeiro pai deles na fé e o real responsável por ensiná-los de fato? A resposta é clara: o pai espiritual era Paulo, a quem eles deveriam ouvir e obedecer. Embora a linguagem dos versos 8 a 13 possa parecer uma tentativa de humilhar, envergonhar ou zombar, a real intenção revelada nos versículos 14 a 16 é o amor de um pai que corrige os erros de seus filhos porque se importa com eles.

    2. O Espírito da Crítica Instrutiva

    Baseando-nos nos versículos 14 a 16, aprendemos como deve ser a nossa crítica e correção aos irmãos que estão em erro. Não devemos criticar para humilhar ou envergonhar, mas sim para ensinar.

    O espírito da nossa crítica instrutiva deve ser pautado pelo amor e pela humildade, oferecendo o nosso próprio exemplo em Cristo — princípio que se alinha com outras passagens bíblicas (1Co 11.1; Gl 6.1; Mt 18.15-35; Tg 5.16-20). O espírito de soberba na instrução provoca apenas demolição e divisão, enquanto a mansidão promove edificação e união.

    Como ferramenta pedagógica e prática para essa instrução, Paulo enviou-lhes Timóteo (v. 17). O apóstolo o apresenta como um “filho amado e fiel no Senhor”. Timóteo era o modelo perfeito a ser seguido, alguém que lembraria aos crentes de Corinto os caminhos de Paulo e o conteúdo de seu ensino em todas as igrejas de Cristo.

    Reflexão Prática:

    1. Será que somos recomendáveis a uma responsabilidade tão grande quanto a que Paulo encarregou a Timóteo?
    2. Podemos desafiar as pessoas a nos imitar assim como nós imitamos a Cristo? Afinal: Somos imitadores de Cristo?

    3. O Perigo do Orgulho Carnal

    No versículo 18 (assim como em 1Co 4.6, 5.2, 8.1 e 13.4), é mencionada uma característica notável e destrutiva em um dos grupos mais influentes da igreja de Corinto: eles eram orgulhosos, soberbos e “inchados”. O crente carnal se comporta como um pavão ou um boneco inflado pelo próprio orgulho e por vaidades humanas.

    Aproveitando-se da ausência física do apóstolo, esse grupo soberbo espalhava na igreja o boato de que Paulo não voltaria mais a Corinto, esbanjando arrogância em suas condutas (v. 18).

    4. Palavra versus Poder: O Confronto com a Soberba

    A resposta de Paulo aos soberbos é imediata e firme: ele afirma que iria visitá-los em breve, se assim for a vontade do Senhor (v. 19). Nessa resposta, vemos que Paulo não operava na mesma soberba de seus opositores; ele dependia totalmente de Deus e trabalhava sob a orientação do Senhor.

    Nos versículos 19 a 21, Paulo estabelece os termos de como enfrentará os orgulhosos, trazendo questionamentos profundos sobre a essência da vida cristã:

    • O que é mais fácil demonstrar: palavras eloquentes ou poder? Certamente, discursos vazios são mais fáceis, mas o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder. Paulo afirma que testará não o discurso dos soberbos, mas o poder deles, provocando um choque de realidade na arrogância daquela liderança.
    • O que é fundamental: fazer bons discursos ou viver sob o poder de Deus? O essencial é a vida no poder do Espírito. Enquanto as pessoas muitas vezes se impressionam com bons discursos, o que elas necessitam mesmo é de bons testemunhos. E Deus, acima de tudo, prefere o testemunho fiel e frutífero.

    Por fim, Paulo coloca os coríntios diante de uma escolha clara, oferecendo duas opções de como poderia visitá-los: com vara ou com amor e espírito de mansidão (v. 21). A expressão “com vara” significa uma visita de repreensão severa e punição apostólica. Caberia aos próprios crentes de Corinto decidir, através de suas posturas, como o seu pai espiritual deveria chegar até eles.

  • El e Elohim: A Unicidade do Deus Criador e a Divindade de Jesus

    El e Elohim: A Unicidade do Deus Criador e a Divindade de Jesus


    A compreensão da identidade divina nas Escrituras Sagradas passa, inevitavelmente, pelo entendimento dos termos originais. Nas línguas semíticas antigas (como o árabe, o hebraico e o aramaico), as referências a “Deus” ou “deuses” eram muito comuns e compartilhavam bases linguísticas semelhantes:

    • אֵל (El): Forte, Deus, deus.
    • אלהים (Elohym): Deus; Deuses (forma plural). Conforme “O Pentateuco e sua contemporaneidade” (Isaltino G. C. Filho), o verbo barah (criar) é usado somente para os atos de Deus (Elohym). Embora o substantivo Elohym esteja no plural, o verbo aparece sempre no singular, ou seja, “no princípio criou Deus” (Elohym) e não, deuses.

    Deus (Elohym) aparece logo no primeiro capítulo e no primeiro versículo do Livro que se apresenta como a Sua Palavra. Mas o que esse plural (Elohim) e a própria história bíblica nos revelam sobre Ele?


    Jesus e a Criação: O Verbo Estava com Deus

    Onde Jesus estava no princípio? Quem era Ele?

    O Evangelho de João (Capítulo 1, versículos 1 a 3) nos responde com clareza que Jesus era o Verbo. O texto afirma que o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Diz ainda que todas as coisas foram feitas por Ele e, sem Ele, nada do que foi feito se fez.

    Em suma, João apresenta Jesus em sintonia perfeita e participativa com Deus, identificando-O também como El ou Elohim.


    O Significado de Elohim para os Hebreus

    Embora Elohim fosse originalmente um nome genérico para divindades e seres espirituais no mundo semítico, para os hebreus ele ganhou um sentido inteiramente novo. O termo passou a designar o Deus de Israel, que reivindica a unicidade — uma Personalidade suprema que reúne em si todo o significado da divindade:

    Poder, glória, honra, conhecimento, presença, eternidade, justiça e amor.

    Nesse sentido, o plural de El, Elohim (אלהים), representou para os hebreus o único Deus verdadeiro, Criador dos céus e da terra (cf. Dt 6.4,5; Is 44.6; 1 Co 8.6).


    Ensinamentos Práticos e Teológicos

    A revelação de Deus como Elohim nos traz duas grandes lições:

    1. O Criador Criativo

    A beleza, o desenho, as formas e a simetria de todas as coisas criadas nos informam que Deus não é apenas o Criador, mas também um ser inteligente e harmonioso. Há uma intencionalidade em toda a criação, e ela reflete os aspectos do seu Artífice.

    Como bem diz o Salmo 19:1:

    “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.”

    • A Lição: Desprezar a Deus é desprezar a nossa própria origem e o nosso Criador.

    2. Superioridade e Exclusividade

    Deus se apresenta de forma exclusiva. Ele exclui tudo mais que a humanidade chamava de “deus” e se coloca como Único, Dono, Soberano e Senhor de tudo, justamente por ser o Criador de tudo. Elohim é o Deus Criador com a plenitude dos atributos divinos. Por isso, colocar outros supostos deuses no lugar Dele é idolatria e pecado.

    Veja o que diz o livro do Profeta Isaías (45:5-6):

    “Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças; para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro.”


    Conclusão

    Creia em Elohim como o único Deus verdadeiro e em Jesus, a quem Ele enviou para nos salvar. A essência da nossa fé e o caminho para a eternidade estão resumidos nas palavras do próprio Cristo em João 17:3:

    “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

  • IS 55.3: O Chamado de Deus

    IS 55.3: O Chamado de Deus

    Recebemos convites de muitas gentes, para muitas coisas boas ou ruins. O melhor convite, o melhor chamado que podemos ouvir neste mundo é o chamado de Deus. Deus nos convida o tempo todo. Como? Veja!

    1 Inclinai os ouvidos e vinde a mim

    Este convite foi para o povo de Judá, que vivia uma religiosidade hipócrita, um culto fingido. No caminha de encenação em que viviam o fim seria a morte, a desgraça. Por isso, Deus em toda sua misericórdia convidou-os para a sinceridade; ouvi-lo de verdade.

    Diz o Senhor inclinai os ouvidos, como filho que escuta o pai ou o servo que está atento ao mestre, qual o comando que Ele nos dá. Deus convida a levantarmos as orelhas, as antenas de nosso aparelho auditivo e ouvir bem, ouvir com atenção, ouvir para obedecer, captar atentamente os ensinos proféticos. Deem-me ouvidos! Cheguem bem perto! Vinde a mim.

    O menino Samuel orientado pelo sacerdote Eli, disse: Fala, Senhor, pois teu servo ouve. Que todos nós estejamos prontos a ouvir a Deus.

    2 O Resultado de Ouvir a Deus nos Alcançará: “Vossa alma viverá”

    Jesus fez o mesmo convite para os que estavam cansados e oprimidos pelas hipocrisias dos escribas e fariseus: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (Mt 11.28-30).

    Vida é o que Deus nos promete em Cristo, e vida abundante (Jo 10.10; 14.6).

    O único meio de obtermos a vida eterna é pela fé em Jesus Cristo.

    O texto de Isaías aponta exatamente para esse tempo em que todas as promessas de Deus seriam realizadas em Jesus.

    Se você quer vida eterna, saiba que Jesus é o único meio. Ouvir a Jesus gera vida e vida eterna. Responda ao chamado de Cristo e viva eternamente.

    3 – A Aliança perpetua

    Deus prometeu isso a Davi, que era da tribo de Judá de quem descendeu Jesus, o Messias (Cristo) prometido para salvar.

    Isaias menciona que essas promessas são as “fiéis misericórdias prometidas a Davi”. A base para o agir de Deus é sua fidelidade e sua misericórdia. Amor é o que move Deus em nossa direção para nos salvar. No Novo Testamento isso se chama “graça” (At 13.34; Ef 2.8-9).

    Enquanto muitos convites humanos nos levam a perdição, à desgraça, ou a momentâneos prazeres, Deus nos chama para alegrias eternas que vão além desta vida terrestre.

    Não perca tempo! Achegue-se logo a Jesus!

  • A Salvação de um Criminoso: Lições de um Arrependimento de Última Hora

    A Salvação de um Criminoso: Lições de um Arrependimento de Última Hora

    A cena no Calvário é uma das mais dramáticas da história. No centro, o Salvador do mundo; aos lados, dois homens que representam as duas reações possíveis diante de Cristo. Ambos estavam à beira da morte, ambos eram culpados perante a lei, mas apenas um recebeu a salvadora promessa da vida eterna.

    O que diferenciou um criminoso do outro? É o mesmo que diferencia um pecador do outro.O texto de Lucas 23:39-43 nos revela cinco atitudes fundamentais que abriram as portas do paraíso para aquele homem.

    1. O Zelo pela Santidade (Reprovação do Mal)

    Enquanto o primeiro criminoso usava suas últimas forças para insultar Jesus, o segundo não ficou calado. Ele reprovou a atitude do companheiro (v. 39-40). A salvação começa quando paramos de concordar com o erro e passamos a temer a Deus. Ele entendeu que não se deve brincar com o sagrado, especialmente diante da eternidade. Todos nós estamos sempre e em todo momento a um passo do nosso destino eterno, só que raramente pensamos nisso.Há uma conclusão lógica que sempre ouvimos: Para morrer, basta estar vivo.

    2. O Reconhecimento da Própria Culpa

    “Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam” (v. 41a).

    Não existe salvação sem confissão. Aquele homem não deu desculpas, não culpou a sociedade ou o sistema. Ele reconheceu sua própria culpa. Ele admitiu que estava ali por seus próprios erros, um passo essencial para quem deseja a misericórdia divina. “Arrependei-vos e crede no evangelho” Disse Jesus (Mc 1.15b).

    3. O Testemunho da Inocência de Jesus

    Mesmo em meio à dor, ele teve clareza espiritual para enxergar quem Jesus era: “Mas este nenhum mal fez” (v. 41b). Ele deu testemunho da perfeição de Cristo. Enquanto a maioria zombava do Cristo padecendo, aquele homem declarou a santidade do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).

    4. A Súplica pela Salvação

    Ele não pediu para ser retirado da cruz; ele pediu para ser lembrado no Reino. Ao dizer “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino” (v. 42), ele suplicou por salvação. Ele reconheceu que Jesus tinha autoridade sobre a vida e a morte, e que o socorro de que ele precisava era espiritual, não apenas físico.

    5. A Fé na Vida Eterna

    A petição do criminoso revelou algo profundo: sua crença na vida eterna com Jesus. Mesmo vendo um Cristo ensanguentado e prestes a morrer, ele creu que Jesus era o Rei e que a morte não seria o fim. Ele olhou além da cruz e enxergou a eternidade. A dor não o impediu de ver o poder de Deus em Cristo.

    Conclusão: O “Hoje” de Deus

    Você pode estar se perguntando: quanto tempo demora para Deus perdoar um passado de erros? A resposta de Jesus é desconcertante em sua rapidez e amor: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. Em verdade pode ser entendido como: Tenha toda a certeza!

    A salvação não foi fruto de anos de boas obras ou de rituais religiosos, mas de um coração arrependido que se entregou a Cristo. Para aquele homem, o tempo de espera foi nenhum. A salvação foi imediata. O mesmo Jesus que salvou o criminoso na cruz está pronto para ouvir a sua oração hoje.

    Nunca é tarde demais para se arrepender, mas é urgente demais para deixar para depois.

  • Sl 51.19: Duas Bênçãos Fundamentais

    Sl 51.19: Duas Bênçãos Fundamentais

    Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. 

    Introdução:

    A vida sem princípios fundamentais e sustentáveis é igual a uma casa construída sem colunas e sem alicerces, prestes a cair.

    Mateus 7:24-27

    Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;

    E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.

    E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;

    E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda. 

    No Salmo 51.10, o salmista Davi pede a Deus duas bênçãos fundamentais. Vejamos tais bênçãos.

    1ª Bênção Fundamental: Um Coração Puro

    • O Pedido é direcionado a Deus Criador, o único que pode criar em nós um coração puro.
    • Tal oração expressa a vontade de ter um caráter elevado de santidade, de honra e dignidade; descreve o pecador inconformado com seu estado pecaminoso e desejoso de alcançar a pureza, que é algo essencial de Deus. Tal desejo é a identificação com Deus que é essencialmente Santo. E santidade é fundamental para quem quer se relacionar com Deus. 
    • Hebreus 12:14: Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor 
    • Só Deus Criador pode criar em nós um coração puro; é uma obra sobrenatural. Nossas obras, nossa própria capacidade não pode nos gerar um coração novo e puro. Só Deus, pelo seu Espírito, opera em nós o novo nascimento.
    • João 3:3: Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. 
    • 1 Pedro 1:3: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, 
    • O instrumento de renovação usado pelo Espírito de Deus é a Palavra:
    • 1 Pedro 1:23: Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre 

    O pedido de oração mais importante de todos que nunca ouvi ninguém pedir senão o salmista é: Cria em mim um novo coração. Ouço pedir por casas, emprego, vida emocional, saúde, bens materiais… O fundamental, que restaura a comunhão com Deus que a um coração puro, uma vida de santidade, fica esquecido.

    A oração sincera ativa o poder criador de Deus em nós para criar um coração puro.

    2ª Bênção é um espírito inabalável.

    • Bases internas bem firmes e seguras como bases de prédios como ferro e concreto de excelente qualidade. Assim é a vida daqueles que pedem e buscam em Deus um espírito inabalável. Tais vidas são firmadas na doutrina de Cristo (Jo 14.6; At 4.12; 1 Tm 2.5,6). 
    • Como nosso corpo é sustentado por ossos sãos e fortes, assim é o nosso espírito quando firmado na doutrina de Cristo. 
    • Isso significa perseverança na comunhão com Deus mesmo em tempos difíceis. Ventos de doutrina, dores, provações tudo só pode ser vencido por um espírito inabalável. Isso só vem Deus. 
    • Que tenhamos ambição santa por um coração puro e por um espírito inabalável.

    Leia também:

    As Lições do Chamado de Mateus

  • A Base de Sustentação do Cristão

    A Base de Sustentação do Cristão

    A Base de Sustentação do Cristão: Onde está o seu ponto de equilíbrio?

    A jornada da fé é frequentemente comparada a uma travessia. No Salmo 20:7, o salmista nos lembra que as bases humanas são frágeis: “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus”. Enquanto o mundo busca segurança em bens materiais ou na própria força, o cristão é chamado a caminhar sobre uma plataforma invisível, porém inabalável: A Fé Palavra de Cristo.

    1. O Equilíbrio na Corda Bamba da Vida

    Imagine a vida cristã como um equilibrista atravessando uma corda bamba. De um lado, o abismo das preocupações; do outro, as distrações do mundo.

    • Qual tipo de equilibrista você tem sido? * Qual é o seu ponto de apoio?

    Muitas vezes, tentamos nos equilibrar usando nossas próprias habilidades, mas a “vara de equilíbrio” do cristão não é sua autoconfiança, mas sim Jesus Cristo. Sem Ele, qualquer vento de doutrina ou tempestade emocional nos faz vacilar.

    2. A Ousadia de Sair do Barco

    O texto de Mateus 14:25-31 nos apresenta Pedro em um momento de coragem extraordinária. Enquanto os outros discípulos permaneciam detidos no barco pela desconfiança ou pelo medo do “fantasma”, Pedro desafiou a lógica: “Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas.”

    Sair do barco significa abandonar nossa zona de conforto e nossos pontos de apoio humanos para depender exclusivamente da ordem de Jesus: “Vem”. Pedro andou sobre o impossível enquanto seus olhos estavam fixos no Mestre. Sua coragem nos ensina que o poder para vencer as crises não está em nós, mas na autoridade de quem nos chama.

    3. O Vento das Provações e a Luta Mental

    O mar desta vida não é calmo. O inimigo sopra ventos de provação, engano e desânimo. O Salmo 94:19 descreve perfeitamente o campo de batalha do cristão: “Na multidão dos meus pensamentos dentro de mim, as tuas consolações recrearam a minha alma”.

    Pedro quando sentiu a força do vento, deixou de olhar para Jesus, e olhou para o poder da tempestade, por isso começou a afundar. É exatamente isso que as hostes da maldade esperam no “vale da sombra da morte”. O mundo e as trevas torcem pela nossa queda, sussurrando: “Ele não vai aguentar”. No entanto, a nossa queda não é o fim quando sabemos para quem clamar.

    4. O Socorro que Sustenta o Pé que Vacila

    A experiência de Pedro termina com uma lição de graça. Ao começar a afundar, ele não recorreu a técnicas de natação, mas gritou: “Senhor, salva-me!”.

    “Quando eu disse: O meu pé vacila; a tua benignidade, Senhor, me susteve.” (Salmos 94:18)

    Jesus não deixou Pedro submergir. Ele estendeu a mão. Embora tenha havido uma exortação sobre a “pequena fé”, houve, acima de tudo, o amparo. Jesus é o nosso socorro presente. Se as ondas da vida estão altas e você sente que vai afundar no abismo das provações, não olhe para o tamanho das ondas; olhe para a mão estendida de Cristo.


    Conclusão

    Não somos equilibristas solitários. Nossa base de sustentação não é o barco (nossas posses e segurança terrena), nem o mar (nossas circunstâncias), mas a mão Daquele que caminha sobre as águas. Mantenha seus olhos fixos no Senhor e, mesmo que o seu pé vacile, a benignidade d’Ele o sustentará

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Pr Odivan Velasco

Bíblia Sagrada: Estudos, meditações e reflexões das Escrituras Sagradaseus

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