1 João 2:17: E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”
Aqui está o contraste entre o que é efêmero e o que é eterno e, a receita para a vida eterna.
O que é efêmero, passageiro?
É tudo o que há no mundo, no cosmos em seus vários sentidos: as coisas que existem no mundo, os bens do mundo, os prazeres do mundo e, principalmente neste contexto, as concupiscências da carne, dos olhos e a soberba da vida, exatamente o que mais as pessoas buscam. A busca por essas coisas é tão intensa que chega à ostentação. Não há mais pudor, pelo contrário, há orgulho de expor tudo que é vergonhoso.
A palavra mundo aqui, então, tem o sentido de mundanismo que é a vida voltada para as coisas materiais, fúteis, efêmeras em contraste com a vida espiritual. É o mundo dos pecados comuns da natureza humana com seus vícios imorais e paixões carnais.
Entretanto, tudo isso é passageiro, efêmero e, além do mais, a busca desenfreada dos desejos carnais, paixões impuras e imorais ofendem a Deus, pois ocupa o lugar de Deus, único que deve ser adorado acima de tudo e de todos. Por isso, João diz: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” – 1 João 2:15.
Mateus 22:37-39: E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Aqueles que se entregam à cobiça, aos desejos imorais seguem os conselhos dos ímpios. Isso é o que o mundanismo promove. Mas como diz o Salmo 1.1,2: Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores e nem se assenta na roda dos escarnecedores, antes tem o seu prazer na lei do Senhor e na sua lei medita de dia e de noite.
Qual a receita para a vida eterna?
É dito que: E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. 1 Jo 2.17a
Para viver eternamente é preciso fazer a vontade de Deus. Fazer a vontade de outra pessoa não é sempre bom, mesmo a outra pessoa sendo Deus, porque muitas vezes fere nossa própria vontade. Eu não posso fazer tudo que quero, não posso dizer tudo que penso, não tenho liberdade para pecar ofendendo a Deus. Mas para viver eternamente precisamos fazer a vontade, seguir os ensinos daquele que é, em essência, a vida: Jesus Cristo.
Como é isto? Como viver para sempre se todo mundo está morrendo, inclusive os que creem nisso?
Muitos questionam assim sem entender que a vida não se resume nesta vida terrena, mas há a vida espiritual. A vida continua depois desta vida aqui e vivê-la em seu pleno significado de paz e alegria significa prosseguir, depois daqui, em comunhão com Deus.
Os discípulos de Jesus não entenderam isso até que viram o Cristo ressurreto. Antes, eles viram Jesus ressuscitar a filha de Jairo, o filho da viúva de Naim e Lázaro, mas só entenderam de fato, quando o próprio Cristo ressuscitou e apareceu para eles e conversaram e comeram juntos.
Então eles entenderam que a morte não é o fim para quem crê em Jesus, mas sim, um novo começo glorioso, em eterna e perfeita comunhão com Deus. Por isso que eles não tinham mais medo, eles enfrentaram tudo e todos, sofreram com alegria porque viram que o destino deles seria o mesmo de seu Senhor: A vida Perfeita e gloriosa junto a Deus.

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