Categoria: Reflexão

Penso logo existo (Cogito, ergo sum), disse René Descartes.
Isso verdade, pois todo ser humano traz em sua natureza o raciocínio e o pensar, o refletir sobre o mundo, sobre si mesmo, e, sobre Deus.
Esse é o diferencial entre o animal ser humano e os outros animais.
Por que existimos? Por que todas as coisas existem? Como vieram à existência? Qual o significado da existência humana e de todas as coisas? Deus existe? Podemos ver sinais de Deus na existência humana, na natureza? Qual a finalidade de tudo que existe?

  • El e Elohim: A Unicidade do Deus Criador e a Divindade de Jesus

    El e Elohim: A Unicidade do Deus Criador e a Divindade de Jesus


    A compreensão da identidade divina nas Escrituras Sagradas passa, inevitavelmente, pelo entendimento dos termos originais. Nas línguas semíticas antigas (como o árabe, o hebraico e o aramaico), as referências a “Deus” ou “deuses” eram muito comuns e compartilhavam bases linguísticas semelhantes:

    • אֵל (El): Forte, Deus, deus.
    • אלהים (Elohym): Deus; Deuses (forma plural). Conforme “O Pentateuco e sua contemporaneidade” (Isaltino G. C. Filho), o verbo barah (criar) é usado somente para os atos de Deus (Elohym). Embora o substantivo Elohym esteja no plural, o verbo aparece sempre no singular, ou seja, “no princípio criou Deus” (Elohym) e não, deuses.

    Deus (Elohym) aparece logo no primeiro capítulo e no primeiro versículo do Livro que se apresenta como a Sua Palavra. Mas o que esse plural (Elohim) e a própria história bíblica nos revelam sobre Ele?


    Jesus e a Criação: O Verbo Estava com Deus

    Onde Jesus estava no princípio? Quem era Ele?

    O Evangelho de João (Capítulo 1, versículos 1 a 3) nos responde com clareza que Jesus era o Verbo. O texto afirma que o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Diz ainda que todas as coisas foram feitas por Ele e, sem Ele, nada do que foi feito se fez.

    Em suma, João apresenta Jesus em sintonia perfeita e participativa com Deus, identificando-O também como El ou Elohim.


    O Significado de Elohim para os Hebreus

    Embora Elohim fosse originalmente um nome genérico para divindades e seres espirituais no mundo semítico, para os hebreus ele ganhou um sentido inteiramente novo. O termo passou a designar o Deus de Israel, que reivindica a unicidade — uma Personalidade suprema que reúne em si todo o significado da divindade:

    Poder, glória, honra, conhecimento, presença, eternidade, justiça e amor.

    Nesse sentido, o plural de El, Elohim (אלהים), representou para os hebreus o único Deus verdadeiro, Criador dos céus e da terra (cf. Dt 6.4,5; Is 44.6; 1 Co 8.6).


    Ensinamentos Práticos e Teológicos

    A revelação de Deus como Elohim nos traz duas grandes lições:

    1. O Criador Criativo

    A beleza, o desenho, as formas e a simetria de todas as coisas criadas nos informam que Deus não é apenas o Criador, mas também um ser inteligente e harmonioso. Há uma intencionalidade em toda a criação, e ela reflete os aspectos do seu Artífice.

    Como bem diz o Salmo 19:1:

    “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.”

    • A Lição: Desprezar a Deus é desprezar a nossa própria origem e o nosso Criador.

    2. Superioridade e Exclusividade

    Deus se apresenta de forma exclusiva. Ele exclui tudo mais que a humanidade chamava de “deus” e se coloca como Único, Dono, Soberano e Senhor de tudo, justamente por ser o Criador de tudo. Elohim é o Deus Criador com a plenitude dos atributos divinos. Por isso, colocar outros supostos deuses no lugar Dele é idolatria e pecado.

    Veja o que diz o livro do Profeta Isaías (45:5-6):

    “Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças; para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro.”


    Conclusão

    Creia em Elohim como o único Deus verdadeiro e em Jesus, a quem Ele enviou para nos salvar. A essência da nossa fé e o caminho para a eternidade estão resumidos nas palavras do próprio Cristo em João 17:3:

    “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

  • IS 55.3: O Chamado de Deus

    IS 55.3: O Chamado de Deus

    Recebemos convites de muitas gentes, para muitas coisas boas ou ruins. O melhor convite, o melhor chamado que podemos ouvir neste mundo é o chamado de Deus. Deus nos convida o tempo todo. Como? Veja!

    1 Inclinai os ouvidos e vinde a mim

    Este convite foi para o povo de Judá, que vivia uma religiosidade hipócrita, um culto fingido. No caminha de encenação em que viviam o fim seria a morte, a desgraça. Por isso, Deus em toda sua misericórdia convidou-os para a sinceridade; ouvi-lo de verdade.

    Diz o Senhor inclinai os ouvidos, como filho que escuta o pai ou o servo que está atento ao mestre, qual o comando que Ele nos dá. Deus convida a levantarmos as orelhas, as antenas de nosso aparelho auditivo e ouvir bem, ouvir com atenção, ouvir para obedecer, captar atentamente os ensinos proféticos. Deem-me ouvidos! Cheguem bem perto! Vinde a mim.

    O menino Samuel orientado pelo sacerdote Eli, disse: Fala, Senhor, pois teu servo ouve. Que todos nós estejamos prontos a ouvir a Deus.

    2 O Resultado de Ouvir a Deus nos Alcançará: “Vossa alma viverá”

    Jesus fez o mesmo convite para os que estavam cansados e oprimidos pelas hipocrisias dos escribas e fariseus: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (Mt 11.28-30).

    Vida é o que Deus nos promete em Cristo, e vida abundante (Jo 10.10; 14.6).

    O único meio de obtermos a vida eterna é pela fé em Jesus Cristo.

    O texto de Isaías aponta exatamente para esse tempo em que todas as promessas de Deus seriam realizadas em Jesus.

    Se você quer vida eterna, saiba que Jesus é o único meio. Ouvir a Jesus gera vida e vida eterna. Responda ao chamado de Cristo e viva eternamente.

    3 – A Aliança perpetua

    Deus prometeu isso a Davi, que era da tribo de Judá de quem descendeu Jesus, o Messias (Cristo) prometido para salvar.

    Isaias menciona que essas promessas são as “fiéis misericórdias prometidas a Davi”. A base para o agir de Deus é sua fidelidade e sua misericórdia. Amor é o que move Deus em nossa direção para nos salvar. No Novo Testamento isso se chama “graça” (At 13.34; Ef 2.8-9).

    Enquanto muitos convites humanos nos levam a perdição, à desgraça, ou a momentâneos prazeres, Deus nos chama para alegrias eternas que vão além desta vida terrestre.

    Não perca tempo! Achegue-se logo a Jesus!

  • Sl 51.19: Duas Bênçãos Fundamentais

    Sl 51.19: Duas Bênçãos Fundamentais

    Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. 

    Introdução:

    A vida sem princípios fundamentais e sustentáveis é igual a uma casa construída sem colunas e sem alicerces, prestes a cair.

    Mateus 7:24-27

    Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;

    E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.

    E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;

    E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda. 

    No Salmo 51.10, o salmista Davi pede a Deus duas bênçãos fundamentais. Vejamos tais bênçãos.

    1ª Bênção Fundamental: Um Coração Puro

    • O Pedido é direcionado a Deus Criador, o único que pode criar em nós um coração puro.
    • Tal oração expressa a vontade de ter um caráter elevado de santidade, de honra e dignidade; descreve o pecador inconformado com seu estado pecaminoso e desejoso de alcançar a pureza, que é algo essencial de Deus. Tal desejo é a identificação com Deus que é essencialmente Santo. E santidade é fundamental para quem quer se relacionar com Deus. 
    • Hebreus 12:14: Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor 
    • Só Deus Criador pode criar em nós um coração puro; é uma obra sobrenatural. Nossas obras, nossa própria capacidade não pode nos gerar um coração novo e puro. Só Deus, pelo seu Espírito, opera em nós o novo nascimento.
    • João 3:3: Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. 
    • 1 Pedro 1:3: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, 
    • O instrumento de renovação usado pelo Espírito de Deus é a Palavra:
    • 1 Pedro 1:23: Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre 

    O pedido de oração mais importante de todos que nunca ouvi ninguém pedir senão o salmista é: Cria em mim um novo coração. Ouço pedir por casas, emprego, vida emocional, saúde, bens materiais… O fundamental, que restaura a comunhão com Deus que a um coração puro, uma vida de santidade, fica esquecido.

    A oração sincera ativa o poder criador de Deus em nós para criar um coração puro.

    2ª Bênção é um espírito inabalável.

    • Bases internas bem firmes e seguras como bases de prédios como ferro e concreto de excelente qualidade. Assim é a vida daqueles que pedem e buscam em Deus um espírito inabalável. Tais vidas são firmadas na doutrina de Cristo (Jo 14.6; At 4.12; 1 Tm 2.5,6). 
    • Como nosso corpo é sustentado por ossos sãos e fortes, assim é o nosso espírito quando firmado na doutrina de Cristo. 
    • Isso significa perseverança na comunhão com Deus mesmo em tempos difíceis. Ventos de doutrina, dores, provações tudo só pode ser vencido por um espírito inabalável. Isso só vem Deus. 
    • Que tenhamos ambição santa por um coração puro e por um espírito inabalável.

    Leia também:

    As Lições do Chamado de Mateus

  • A Base de Sustentação do Cristão

    A Base de Sustentação do Cristão

    A Base de Sustentação do Cristão: Onde está o seu ponto de equilíbrio?

    A jornada da fé é frequentemente comparada a uma travessia. No Salmo 20:7, o salmista nos lembra que as bases humanas são frágeis: “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus”. Enquanto o mundo busca segurança em bens materiais ou na própria força, o cristão é chamado a caminhar sobre uma plataforma invisível, porém inabalável: A Fé Palavra de Cristo.

    1. O Equilíbrio na Corda Bamba da Vida

    Imagine a vida cristã como um equilibrista atravessando uma corda bamba. De um lado, o abismo das preocupações; do outro, as distrações do mundo.

    • Qual tipo de equilibrista você tem sido? * Qual é o seu ponto de apoio?

    Muitas vezes, tentamos nos equilibrar usando nossas próprias habilidades, mas a “vara de equilíbrio” do cristão não é sua autoconfiança, mas sim Jesus Cristo. Sem Ele, qualquer vento de doutrina ou tempestade emocional nos faz vacilar.

    2. A Ousadia de Sair do Barco

    O texto de Mateus 14:25-31 nos apresenta Pedro em um momento de coragem extraordinária. Enquanto os outros discípulos permaneciam detidos no barco pela desconfiança ou pelo medo do “fantasma”, Pedro desafiou a lógica: “Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas.”

    Sair do barco significa abandonar nossa zona de conforto e nossos pontos de apoio humanos para depender exclusivamente da ordem de Jesus: “Vem”. Pedro andou sobre o impossível enquanto seus olhos estavam fixos no Mestre. Sua coragem nos ensina que o poder para vencer as crises não está em nós, mas na autoridade de quem nos chama.

    3. O Vento das Provações e a Luta Mental

    O mar desta vida não é calmo. O inimigo sopra ventos de provação, engano e desânimo. O Salmo 94:19 descreve perfeitamente o campo de batalha do cristão: “Na multidão dos meus pensamentos dentro de mim, as tuas consolações recrearam a minha alma”.

    Pedro quando sentiu a força do vento, deixou de olhar para Jesus, e olhou para o poder da tempestade, por isso começou a afundar. É exatamente isso que as hostes da maldade esperam no “vale da sombra da morte”. O mundo e as trevas torcem pela nossa queda, sussurrando: “Ele não vai aguentar”. No entanto, a nossa queda não é o fim quando sabemos para quem clamar.

    4. O Socorro que Sustenta o Pé que Vacila

    A experiência de Pedro termina com uma lição de graça. Ao começar a afundar, ele não recorreu a técnicas de natação, mas gritou: “Senhor, salva-me!”.

    “Quando eu disse: O meu pé vacila; a tua benignidade, Senhor, me susteve.” (Salmos 94:18)

    Jesus não deixou Pedro submergir. Ele estendeu a mão. Embora tenha havido uma exortação sobre a “pequena fé”, houve, acima de tudo, o amparo. Jesus é o nosso socorro presente. Se as ondas da vida estão altas e você sente que vai afundar no abismo das provações, não olhe para o tamanho das ondas; olhe para a mão estendida de Cristo.


    Conclusão

    Não somos equilibristas solitários. Nossa base de sustentação não é o barco (nossas posses e segurança terrena), nem o mar (nossas circunstâncias), mas a mão Daquele que caminha sobre as águas. Mantenha seus olhos fixos no Senhor e, mesmo que o seu pé vacile, a benignidade d’Ele o sustentará

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  • As Bases para A Firmeza da Fé Cristã Lucas 1.1-4

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã Lucas 1.1-4

    Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, Segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram ministros da palavra, Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio; Para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado.

    O Evangelho de Lucas e o Livro de Atos foram endereçados à mesma pessoa (Lc 1.3 com At 1.1). Atos 1.1 se refere ao Evangelho de Lucas chamando-o de “primeiro tratado”. Atos 1 parece continuar onde Lucas 24.44-53 termina:

    • Promessa do Consolador (49)
    • Ascensão (50-53)

    Lucas foi companheiro de viagem de Paulo (2 Timóteo 4.11). Era mencionado como “médico amado” (Cl 4.14).

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    Lucas fez um levantamento histórico até Atos 15, mas também testemunhou os fatos como vemos em Atos 16.10-17; 20.5-15; 21.1-18; 27.1-28.16.

    Dos amigos de viagem de Paulo, Lucas é o único com habilidades para escrever na linguagem e estilo apresentados nesses escritos, conforme os estudiosos.

    Teófilo: “Amigo de Deus” é o destinatário.

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã 

    1 – Precisa de Ser Sólida (2,3).

    Por isso Lucas buscou informações dessas bases com os:

    1. “Que os presenciaram desde o princípio” – Esses eram os transmissores originais.

    Buscar a originalidade dos fatos para entregar com fidelidade a mensagem original.

    1. Que foram “ministros da palavra”, os nomeados pessoalmente por Cristo. 

    A Igreja cristã verdadeira, apoia-se sobre o testemunho apóstolico que forma o Novo Testamento.

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã 

    2 – Precisa Ser Transmitida Didaticamente Disposta (3).

    Isso contribui para:

    1. Respeito à inteligência dos discípulos. O  ensino desorganizado menospreza a inteligência dos discípulos.
    2. Previne contra heresias. Exemplo: A Demora da vinda do Senhor como em 2 Pedro 3:3-7: ³ Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências,⁴ E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. ⁵ Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. ⁶ Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio, ⁷ Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios. 
    1. Evita Dúvidas e promove a “plena certeza” (4). Se há alguma coisa na vida que a gente precisa ter inteira certeza é com respeito aos ensinos de Cristo. Por isso, Lucas fez uma:

    Descrição ordenada dos fatos.

    Hoje: Máximo com mínimo de tempo. 

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã 

    3 – Precisa de ministros dedicados.

    Lucas se empenhou em:

    1. Informar-se minuciosamente –  “havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio
    2. Transmitir ordenadamente – “Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem”.

    O Ensino Cristão Exige Trabalho e Dedicação

    O objetivo do ensino da fé cristã:

    Lucas escreveu para que Teófilo, um crente novo, tivesse plena certeza de sua fé cristã. informações erradas (que são muitas) levam a dúvidas. 

    Hoje somos bombardeados de informações errôneas sobre Jesus, Deus, Espírito Santo e Igreja. Precisamos de um ensino de base cristã sólida, disposta didaticamente, por pregadores e professores dedicados.

    Romanos 12:7:

    Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino.

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    A IGREJA APROVADA: PÉRGAMO 2

    @prodivanvelasco

  • “Goza a vida com a mulher que amas”

    “Goza a vida com a mulher que amas”

    Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol.
    Eclesiastes 9:9

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    Bendita hora em que Deus olhou para o homem e disse: “Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora que lhe corresponda.”

    Vejam, Deus criou um homem para uma mulher e vice-versa. Deus fez o primeiro casamento e o ordenou para sempre: Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne (Gênesis 2:24).

    Jesus lembrou aos fariseus em Mateus 19.8,9 de que este é o princípio estabelecido por Deus desde o início. Esta é, portanto, a vontade de Deus: que o casamento seja até que a morte os separe. O divórcio foi uma concessão por causa da dureza do coração humano. Jesus ensina que o casamente é para sempre (Mt 19.6).

    Quando Deus criou a mulher fez Adão dormir e quando ele acordou já estava casado, mas hoje, quem quer se casar deve por o joelho no chão porque está a cada dia mais difícil encontrar pessoas para compartilhar vida.

    Quando Adão acordou e viu a mulher que Deus criara, disse: “Isso é que é mulher!” Na verdade, as palavras literais foram: “Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada” (Gênesis 2:23).

    Eclesiastes é pessimista quanto a supervalorização das coisas desta vida. Entretanto, o autor procura filtrar desta vida as coisas mais importantes e aconselha-as como algo que devemos aproveitar o máximo, curtir. Dentre essas coisas está o casamento. Veja a ênfase:

    Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã“.

    Isto está de acordo com Provérbios 5:18: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade“. Ou seja, é um conselho para o homem apegar-se à sua mulher e valorizá-la, curtir seu amor. Aquela mulher que o laçou com laço de amor e mesmo que ela lhe dê cordas, ele não sai de perto. Para onde ele iria se só ela tem o que ele precisa e quer?

    Para este homem a orientação para os bispos em 1 Timóteo 3.2 para ter uma só mulher, não é problema nenhum. Esse bem-aventurado tem motivos de sobras para apegar-se à sua mulher, pois esta é para ele aquela de Provérbios 31.10 seguintes: virtuosa, valorosa, confiável, de bem, de boas obras, que cuida de sua casa, cujos filhos se levantam e dizem em coro afinado: Isso é que é mãe! Também seu marido diz: Isso é que é mulher!
    O ensino bíblico espera que cada família cristão seja estabelecida por pessoas assim, não perfeitas em si mesmas, mas perfeitas em Cristo (Gn 17.1). Perfeitas em obediência a Cristo.

    Somente na presença do Senhor flui perdão que cobrem as faltas; o amor que cobre uma multidão de pecadas. Há orientação segura para o sucesso da família (Ef 5.21-6.4). Na presença do Senhor as imperfeições são superadas.

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  • As Lições do Chamado de Mateus

    As Lições do Chamado de Mateus

    A urgência e a alegria do chamado de Jesus: Lições do chamado de Mateus

    A história de Levi, o cobrador de impostos, que mais tarde se tornou o apóstolo Mateus, é um poderoso lembrete sobre a natureza do chamado de Jesus. Em Lucas 5, a partir do versículo 27, vemos a radicalidade e a beleza dessa convocação. Jesus se aproxima de Levi, um homem desprezado por seu próprio povo por trabalhar para o Império Romano, e simplesmente diz: “Segue-me”. A resposta de Levi, imediata e sem hesitação, nos oferece três lições fundamentais sobre a vida cristã: a urgência, a alegria e a necessidade de tratamento.

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    1. O Chamado que exige urgência
      “Ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu.”

    Mateus não hesitou. Ele era um homem de posses, com um cargo de prestígio e muito bem remunerado. Deixar a coletoria de impostos significava abrir mão de uma vida confortável e segura. Para muitos, sua atitude poderia parecer insensata. Como alguém pode largar tudo para seguir uma pessoa que acabou de conhecer?

    No entanto, Mateus não era um estranho para a fama de Jesus. Ele já tinha ouvido falar do Messias por meio de João Batista, que preparou o caminho do Senhor, e as notícias sobre os milagres e ensinamentos de Jesus já se espalhavam por toda a região. Quando Jesus o chamou, Mateus sabia exatamente o que estava fazendo. Ele não estava seguindo um louco, mas sim o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

    A urgência do chamado de Jesus é um convite para priorizar o que realmente importa. Assim como Mateus, muitas vezes o Senhor nos chama para propósitos especiais ou para a salvação, mas a demora na resposta pode nos fazer perder grandes bênçãos. O mais importante na vida é atender ao chamado de Deus, porque isso é uma demonstração de amor e obediência. Em Mateus 22:37, Jesus nos lembra de amar o Senhor nosso Deus “de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento”. Quando amamos a Deus, queremos obedecer e estar perto dele.

    A negligência, por outro lado, traz consequências desagradáveis. O melhor caminho é atender ao Senhor com prontidão, dedicando nossos trabalhos e nossa vida a Ele. O trabalho para o Senhor pode ter suas dificuldades, mas as recompensas são eternas.

    1. O Chamado que traz alegria e convívio
      Após atender ao chamado de Jesus, a primeira coisa que Levi fez foi preparar um grande banquete em sua casa. A alegria de seu novo encontro com Jesus era tão grande que ele quis compartilhar com as pessoas de seu convívio: seus colegas cobradores de impostos e outros que eram considerados pecadores pelas autoridades judaicas.

    Esse gesto de Mateus nos ensina que a alegria de seguir a Jesus não pode ser guardada apenas para nós mesmos. A alegria do Evangelho nos motiva a compartilhar o que temos recebido. Mateus não se isolou em sua nova fé; pelo contrário, ele usou a sua influência para que seus amigos e colegas pudessem também ter a oportunidade de conhecer Jesus.

    O nosso relacionamento com a nossa comunidade e com o próximo é crucial para o nosso testemunho. A melhor estratégia de evangelismo é o nosso relacionamento genuíno com as pessoas. Como disse John Wesley: “Ninguém vai ao céu só. Deve encontrar amigos para ir com ele.” Não podemos comunicar o amor de Deus se não nos relacionamos com as pessoas. Compartilhar a nossa alegria, os nossos dons, e a nossa vida com os outros é a maior demonstração de amor que podemos dar.

    1. O Chamado para o tratamento de Deus
      A atitude de Jesus em comer com cobradores de impostos e “pecadores” gerou críticas dos fariseus e escribas. Eles se consideravam justos e separados dos pecadores. Jesus, no entanto, respondeu com uma verdade profunda: “Não necessitam de médico os sãos, mas os enfermos. Eu não vim chamar justos, e sim os pecadores, ao arrependimento.”

    Jesus veio para curar os doentes e salvar os perdidos. A história de Mateus nos lembra que todos nós precisamos de tratamento. Os fariseus, em sua autossuficiência, não puderam receber a cura e a alegria que Jesus oferecia. Eles se isolaram em sua própria justiça, enquanto aqueles que reconheceram sua necessidade, como Mateus, foram ao banquete, se aproximaram de Jesus e foram transformados.

    O convite de Jesus é para todos, especialmente para os que se sentem perdidos, doentes e pecadores. Se você reconhece que precisa de tratamento, não hesite em procurar o Médico dos médicos. O chamado de Jesus é um convite para a cura de todas as áreas de nossa vida: física, emocional, espiritual e financeira. Atender ao seu chamado é o primeiro passo para uma vida de cura, transformação e bênçãos eternas.

    Você se considera um dos que precisam de tratamento? A vida com Jesus é um convite a ser curado e transformado. Não demore, pois a alegria e a paz de Deus estão disponíveis para todos que atendem ao seu chamado com urgência e alegria.

    Assista ao vídeo sobre o chamado de Mateus no meu canal no Youtube clicando aqui.

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