Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.
A justificação pela fé.
Para se ter paz com Deus é preciso ser justificado. Deus não tem comunhão com a injustiça. Deus é justo e não se relaciona com injustos em suas injustiças.
O único meio de sermos justificados é pela fé em Cristo Jesus.
O resultado da justificação é a paz com Deus por meio de Cristo.
Deduzimos que, enquanto não formos justificados pela fé, estamos em guerra contra Deus e somos réus do juízo de Deus e por isso, sem paz. Veja os ensinos bíblicos abaixo:
João 3.18,36
Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.
Romanos 8.1
Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.
2 Tessalonicenses 1:7-10
7 E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder,
8 Com labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo;
9 Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder,
10 Quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em todos os que creem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós).
Teologia E Psicologia
A nossa justificação deve ir além do nosso intelecto; deve nos levar à firmeza de nossa condição em Cristo pela fé e esperança resulte, e mover nossos sentimentos juntos com nossa compreensão teológica.
Isto significa viver sem culpas, sem medo e sem insegurança. Fomos totalmente justificados, totalmente perdoados e reconciliados com Deus. Assim sendo, quem nos condenará? Pergunta o Apóstolo em Romanos 8.31-39:
Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
³² Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?
³³ Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.
³⁴ Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e o que também intercede por nós.
35 Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
³⁶ Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; somos reputados como ovelhas para o matadouro.
³⁷ Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.
³⁸ Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
³⁹ Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.
Nossa fé, ouvintes, deve se firmar na convicção de que a graça de Deus é suficiente, e nela vivermos seguros de que, fomos justificados e agora, mesmo naquilo que nós nos esforçamos e falhamos, somos cobertos por ela. Sobre isso, veja os seguintes textos:
Romanos 5:20:
“Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça”.
Entretanto, há cristãos vivendo com sentimento de culpa de erros antigos, anteriores à sua nova condição em Cristo.
Há pessoas na igreja que não se sentem perdoadas por Deus e acham que ainda precisam fazer alguma coisa especial para conquistar aceitação.
Paulo diz: “Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus”.
Firmeza em nossa fé em Cristo e em suas consequentes justificação e vida na graça é o que Deus espera de Deus.
Pr. Odivan Velasco

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