Categoria: Estudos Bíblicos

A Bíblia é a palavra de Deus em linguagem humana. Homens falaram movidos pelo Espírito de Santo, e registraram o que ouviram de Deus.
Então, se lida e corretamente entendida, a Bíblia serve como base sólida para construirmos nossas vidas, famílias e sociedade.
Embora muitas não aceitem e até discorde que a Bíblia é a Palavra de Deus, ela testifica de si mesma em 2 Timóteo 3.16,17:
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;
Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”
Assim, seguindo os ensinos bíblicos teremos bons filhos, pais e bons cidadãos, e consequentemente, sociedade justa.

  • Romanos 5.1,2 Resultados da Justificação pela Fé

    Romanos 5.1,2 Resultados da Justificação pela Fé

    Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.

    A justificação pela fé.

    Para se ter paz com Deus é preciso ser justificado. Deus não tem comunhão com a injustiça. Deus é justo e não se relaciona com injustos em suas injustiças.

    O único meio de sermos justificados é pela fé em Cristo Jesus.

    O resultado da justificação é a paz com Deus por meio de Cristo.

    Deduzimos que, enquanto não formos justificados pela fé, estamos em guerra contra Deus e somos réus do juízo de Deus e por isso, sem paz. Veja os ensinos bíblicos abaixo:

    João 3.18,36

    Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.

    Romanos 8.1

    Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.

    2 Tessalonicenses 1:7-10 

    7 E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder,

    8 Com labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo;

    9 Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder,

    10 Quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em todos os que creem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós).

    Teologia E Psicologia

    A nossa justificação deve ir além do nosso intelecto; deve nos levar à firmeza de nossa condição em Cristo pela fé e esperança resulte, e mover nossos sentimentos juntos com nossa compreensão teológica.

    Isto significa viver sem culpas, sem medo e sem insegurança. Fomos totalmente justificados, totalmente perdoados e reconciliados com Deus. Assim sendo, quem nos condenará? Pergunta o Apóstolo em Romanos 8.31-39:

    Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

    ³² Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?

    ³³ Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.

    ³⁴ Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e o que também intercede por nós.

    35 Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

    ³⁶ Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; somos reputados como ovelhas para o matadouro.

    ³⁷ Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

    ³⁸ Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,

    ³⁹ Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

    Nossa fé, ouvintes, deve se firmar na convicção de que a graça de Deus é suficiente, e nela vivermos seguros de que, fomos justificados e agora, mesmo naquilo que nós nos esforçamos e falhamos, somos cobertos por ela. Sobre isso, veja os seguintes textos:

    Romanos 5:20:

    Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça”.

    Entretanto,  há cristãos vivendo com sentimento  de culpa de erros antigos, anteriores à sua nova condição em Cristo.

    Há pessoas na igreja que não se sentem perdoadas por Deus e acham que ainda precisam fazer alguma coisa especial para conquistar aceitação.

    Paulo diz: “Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus”. 

    Firmeza em nossa fé em Cristo e em suas consequentes justificação e vida na graça é o que Deus espera de Deus.

    Pr. Odivan Velasco

    Assista no Youtube

  • Admoestação Paterna Espiritual

    Admoestação Paterna Espiritual

    Texto Base: 1 Coríntios 4.6-21 – @prodivanvelasco

    Nos versículos de 8 a 13, o apóstolo Paulo utiliza de uma forte ironia para confrontar a conduta arrogante dos crentes da igreja de Corinto. No entanto, essa ironia não nasce da soberba ou do desejo de rebaixá-los, mas sim do profundo anseio de admoestá-los. Como o próprio apóstolo esclarece no versículo 14, ele não escreve para envergonhá-los, mas para admoestá-los como “filhos amados”, visto que ele mesmo os gerou em Cristo Jesus por meio do evangelho (v. 15).

    O termo grego traduzido para admoestar é noutheteo (νουθετεω), cujo significado prático é repreender por um erro cometido ou criticar com amor. Essa palavra representa o dever de um pai que ensina seu filho, trazendo a ideia de uma disciplina que corrige sem provocar a ira (Ef 6.4).

    1. O Pai Espiritual vs. Os Preceptores em Cristo

    No versículo 15, Paulo introduz uma distinção importante ao usar a expressão “preceptores em Cristo”. A palavra grega utilizada aqui é paidagogos (παιδαγωγοσ), da qual deriva o nosso termo “pedagogia“.

    Na antiguidade, os pedagogos ou preceptores não eram os professores encarregados do ensino formal. Eles eram, na verdade, supervisores e mestres orientadores encarregados pelo pai para vigiar a criança e conduzi-la em segurança até a escola.

    A grande questão levantada por Paulo é: ainda que os coríntios tivessem milhares de preceptores ou supervisores, quem era o verdadeiro pai deles na fé e o real responsável por ensiná-los de fato? A resposta é clara: o pai espiritual era Paulo, a quem eles deveriam ouvir e obedecer. Embora a linguagem dos versos 8 a 13 possa parecer uma tentativa de humilhar, envergonhar ou zombar, a real intenção revelada nos versículos 14 a 16 é o amor de um pai que corrige os erros de seus filhos porque se importa com eles.

    2. O Espírito da Crítica Instrutiva

    Baseando-nos nos versículos 14 a 16, aprendemos como deve ser a nossa crítica e correção aos irmãos que estão em erro. Não devemos criticar para humilhar ou envergonhar, mas sim para ensinar.

    O espírito da nossa crítica instrutiva deve ser pautado pelo amor e pela humildade, oferecendo o nosso próprio exemplo em Cristo — princípio que se alinha com outras passagens bíblicas (1Co 11.1; Gl 6.1; Mt 18.15-35; Tg 5.16-20). O espírito de soberba na instrução provoca apenas demolição e divisão, enquanto a mansidão promove edificação e união.

    Como ferramenta pedagógica e prática para essa instrução, Paulo enviou-lhes Timóteo (v. 17). O apóstolo o apresenta como um “filho amado e fiel no Senhor”. Timóteo era o modelo perfeito a ser seguido, alguém que lembraria aos crentes de Corinto os caminhos de Paulo e o conteúdo de seu ensino em todas as igrejas de Cristo.

    Reflexão Prática:

    1. Será que somos recomendáveis a uma responsabilidade tão grande quanto a que Paulo encarregou a Timóteo?
    2. Podemos desafiar as pessoas a nos imitar assim como nós imitamos a Cristo? Afinal: Somos imitadores de Cristo?

    3. O Perigo do Orgulho Carnal

    No versículo 18 (assim como em 1Co 4.6, 5.2, 8.1 e 13.4), é mencionada uma característica notável e destrutiva em um dos grupos mais influentes da igreja de Corinto: eles eram orgulhosos, soberbos e “inchados”. O crente carnal se comporta como um pavão ou um boneco inflado pelo próprio orgulho e por vaidades humanas.

    Aproveitando-se da ausência física do apóstolo, esse grupo soberbo espalhava na igreja o boato de que Paulo não voltaria mais a Corinto, esbanjando arrogância em suas condutas (v. 18).

    4. Palavra versus Poder: O Confronto com a Soberba

    A resposta de Paulo aos soberbos é imediata e firme: ele afirma que iria visitá-los em breve, se assim for a vontade do Senhor (v. 19). Nessa resposta, vemos que Paulo não operava na mesma soberba de seus opositores; ele dependia totalmente de Deus e trabalhava sob a orientação do Senhor.

    Nos versículos 19 a 21, Paulo estabelece os termos de como enfrentará os orgulhosos, trazendo questionamentos profundos sobre a essência da vida cristã:

    • O que é mais fácil demonstrar: palavras eloquentes ou poder? Certamente, discursos vazios são mais fáceis, mas o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder. Paulo afirma que testará não o discurso dos soberbos, mas o poder deles, provocando um choque de realidade na arrogância daquela liderança.
    • O que é fundamental: fazer bons discursos ou viver sob o poder de Deus? O essencial é a vida no poder do Espírito. Enquanto as pessoas muitas vezes se impressionam com bons discursos, o que elas necessitam mesmo é de bons testemunhos. E Deus, acima de tudo, prefere o testemunho fiel e frutífero.

    Por fim, Paulo coloca os coríntios diante de uma escolha clara, oferecendo duas opções de como poderia visitá-los: com vara ou com amor e espírito de mansidão (v. 21). A expressão “com vara” significa uma visita de repreensão severa e punição apostólica. Caberia aos próprios crentes de Corinto decidir, através de suas posturas, como o seu pai espiritual deveria chegar até eles.

  • El e Elohim: A Unicidade do Deus Criador e a Divindade de Jesus

    El e Elohim: A Unicidade do Deus Criador e a Divindade de Jesus


    A compreensão da identidade divina nas Escrituras Sagradas passa, inevitavelmente, pelo entendimento dos termos originais. Nas línguas semíticas antigas (como o árabe, o hebraico e o aramaico), as referências a “Deus” ou “deuses” eram muito comuns e compartilhavam bases linguísticas semelhantes:

    • אֵל (El): Forte, Deus, deus.
    • אלהים (Elohym): Deus; Deuses (forma plural). Conforme “O Pentateuco e sua contemporaneidade” (Isaltino G. C. Filho), o verbo barah (criar) é usado somente para os atos de Deus (Elohym). Embora o substantivo Elohym esteja no plural, o verbo aparece sempre no singular, ou seja, “no princípio criou Deus” (Elohym) e não, deuses.

    Deus (Elohym) aparece logo no primeiro capítulo e no primeiro versículo do Livro que se apresenta como a Sua Palavra. Mas o que esse plural (Elohim) e a própria história bíblica nos revelam sobre Ele?


    Jesus e a Criação: O Verbo Estava com Deus

    Onde Jesus estava no princípio? Quem era Ele?

    O Evangelho de João (Capítulo 1, versículos 1 a 3) nos responde com clareza que Jesus era o Verbo. O texto afirma que o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Diz ainda que todas as coisas foram feitas por Ele e, sem Ele, nada do que foi feito se fez.

    Em suma, João apresenta Jesus em sintonia perfeita e participativa com Deus, identificando-O também como El ou Elohim.


    O Significado de Elohim para os Hebreus

    Embora Elohim fosse originalmente um nome genérico para divindades e seres espirituais no mundo semítico, para os hebreus ele ganhou um sentido inteiramente novo. O termo passou a designar o Deus de Israel, que reivindica a unicidade — uma Personalidade suprema que reúne em si todo o significado da divindade:

    Poder, glória, honra, conhecimento, presença, eternidade, justiça e amor.

    Nesse sentido, o plural de El, Elohim (אלהים), representou para os hebreus o único Deus verdadeiro, Criador dos céus e da terra (cf. Dt 6.4,5; Is 44.6; 1 Co 8.6).


    Ensinamentos Práticos e Teológicos

    A revelação de Deus como Elohim nos traz duas grandes lições:

    1. O Criador Criativo

    A beleza, o desenho, as formas e a simetria de todas as coisas criadas nos informam que Deus não é apenas o Criador, mas também um ser inteligente e harmonioso. Há uma intencionalidade em toda a criação, e ela reflete os aspectos do seu Artífice.

    Como bem diz o Salmo 19:1:

    “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.”

    • A Lição: Desprezar a Deus é desprezar a nossa própria origem e o nosso Criador.

    2. Superioridade e Exclusividade

    Deus se apresenta de forma exclusiva. Ele exclui tudo mais que a humanidade chamava de “deus” e se coloca como Único, Dono, Soberano e Senhor de tudo, justamente por ser o Criador de tudo. Elohim é o Deus Criador com a plenitude dos atributos divinos. Por isso, colocar outros supostos deuses no lugar Dele é idolatria e pecado.

    Veja o que diz o livro do Profeta Isaías (45:5-6):

    “Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças; para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro.”


    Conclusão

    Creia em Elohim como o único Deus verdadeiro e em Jesus, a quem Ele enviou para nos salvar. A essência da nossa fé e o caminho para a eternidade estão resumidos nas palavras do próprio Cristo em João 17:3:

    “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

  • IS 55.3: O Chamado de Deus

    IS 55.3: O Chamado de Deus

    Recebemos convites de muitas gentes, para muitas coisas boas ou ruins. O melhor convite, o melhor chamado que podemos ouvir neste mundo é o chamado de Deus. Deus nos convida o tempo todo. Como? Veja!

    1 Inclinai os ouvidos e vinde a mim

    Este convite foi para o povo de Judá, que vivia uma religiosidade hipócrita, um culto fingido. No caminha de encenação em que viviam o fim seria a morte, a desgraça. Por isso, Deus em toda sua misericórdia convidou-os para a sinceridade; ouvi-lo de verdade.

    Diz o Senhor inclinai os ouvidos, como filho que escuta o pai ou o servo que está atento ao mestre, qual o comando que Ele nos dá. Deus convida a levantarmos as orelhas, as antenas de nosso aparelho auditivo e ouvir bem, ouvir com atenção, ouvir para obedecer, captar atentamente os ensinos proféticos. Deem-me ouvidos! Cheguem bem perto! Vinde a mim.

    O menino Samuel orientado pelo sacerdote Eli, disse: Fala, Senhor, pois teu servo ouve. Que todos nós estejamos prontos a ouvir a Deus.

    2 O Resultado de Ouvir a Deus nos Alcançará: “Vossa alma viverá”

    Jesus fez o mesmo convite para os que estavam cansados e oprimidos pelas hipocrisias dos escribas e fariseus: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (Mt 11.28-30).

    Vida é o que Deus nos promete em Cristo, e vida abundante (Jo 10.10; 14.6).

    O único meio de obtermos a vida eterna é pela fé em Jesus Cristo.

    O texto de Isaías aponta exatamente para esse tempo em que todas as promessas de Deus seriam realizadas em Jesus.

    Se você quer vida eterna, saiba que Jesus é o único meio. Ouvir a Jesus gera vida e vida eterna. Responda ao chamado de Cristo e viva eternamente.

    3 – A Aliança perpetua

    Deus prometeu isso a Davi, que era da tribo de Judá de quem descendeu Jesus, o Messias (Cristo) prometido para salvar.

    Isaias menciona que essas promessas são as “fiéis misericórdias prometidas a Davi”. A base para o agir de Deus é sua fidelidade e sua misericórdia. Amor é o que move Deus em nossa direção para nos salvar. No Novo Testamento isso se chama “graça” (At 13.34; Ef 2.8-9).

    Enquanto muitos convites humanos nos levam a perdição, à desgraça, ou a momentâneos prazeres, Deus nos chama para alegrias eternas que vão além desta vida terrestre.

    Não perca tempo! Achegue-se logo a Jesus!

  • Sl 51.19: Duas Bênçãos Fundamentais

    Sl 51.19: Duas Bênçãos Fundamentais

    Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. 

    Introdução:

    A vida sem princípios fundamentais e sustentáveis é igual a uma casa construída sem colunas e sem alicerces, prestes a cair.

    Mateus 7:24-27

    Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;

    E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.

    E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;

    E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda. 

    No Salmo 51.10, o salmista Davi pede a Deus duas bênçãos fundamentais. Vejamos tais bênçãos.

    1ª Bênção Fundamental: Um Coração Puro

    • O Pedido é direcionado a Deus Criador, o único que pode criar em nós um coração puro.
    • Tal oração expressa a vontade de ter um caráter elevado de santidade, de honra e dignidade; descreve o pecador inconformado com seu estado pecaminoso e desejoso de alcançar a pureza, que é algo essencial de Deus. Tal desejo é a identificação com Deus que é essencialmente Santo. E santidade é fundamental para quem quer se relacionar com Deus. 
    • Hebreus 12:14: Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor 
    • Só Deus Criador pode criar em nós um coração puro; é uma obra sobrenatural. Nossas obras, nossa própria capacidade não pode nos gerar um coração novo e puro. Só Deus, pelo seu Espírito, opera em nós o novo nascimento.
    • João 3:3: Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. 
    • 1 Pedro 1:3: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, 
    • O instrumento de renovação usado pelo Espírito de Deus é a Palavra:
    • 1 Pedro 1:23: Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre 

    O pedido de oração mais importante de todos que nunca ouvi ninguém pedir senão o salmista é: Cria em mim um novo coração. Ouço pedir por casas, emprego, vida emocional, saúde, bens materiais… O fundamental, que restaura a comunhão com Deus que a um coração puro, uma vida de santidade, fica esquecido.

    A oração sincera ativa o poder criador de Deus em nós para criar um coração puro.

    2ª Bênção é um espírito inabalável.

    • Bases internas bem firmes e seguras como bases de prédios como ferro e concreto de excelente qualidade. Assim é a vida daqueles que pedem e buscam em Deus um espírito inabalável. Tais vidas são firmadas na doutrina de Cristo (Jo 14.6; At 4.12; 1 Tm 2.5,6). 
    • Como nosso corpo é sustentado por ossos sãos e fortes, assim é o nosso espírito quando firmado na doutrina de Cristo. 
    • Isso significa perseverança na comunhão com Deus mesmo em tempos difíceis. Ventos de doutrina, dores, provações tudo só pode ser vencido por um espírito inabalável. Isso só vem Deus. 
    • Que tenhamos ambição santa por um coração puro e por um espírito inabalável.

    Leia também:

    As Lições do Chamado de Mateus

  • As Bases para A Firmeza da Fé Cristã Lucas 1.1-4

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã Lucas 1.1-4

    Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, Segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram ministros da palavra, Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio; Para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado.

    O Evangelho de Lucas e o Livro de Atos foram endereçados à mesma pessoa (Lc 1.3 com At 1.1). Atos 1.1 se refere ao Evangelho de Lucas chamando-o de “primeiro tratado”. Atos 1 parece continuar onde Lucas 24.44-53 termina:

    • Promessa do Consolador (49)
    • Ascensão (50-53)

    Lucas foi companheiro de viagem de Paulo (2 Timóteo 4.11). Era mencionado como “médico amado” (Cl 4.14).

    Imagem de Pexels por Pixabay

    Lucas fez um levantamento histórico até Atos 15, mas também testemunhou os fatos como vemos em Atos 16.10-17; 20.5-15; 21.1-18; 27.1-28.16.

    Dos amigos de viagem de Paulo, Lucas é o único com habilidades para escrever na linguagem e estilo apresentados nesses escritos, conforme os estudiosos.

    Teófilo: “Amigo de Deus” é o destinatário.

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã 

    1 – Precisa de Ser Sólida (2,3).

    Por isso Lucas buscou informações dessas bases com os:

    1. “Que os presenciaram desde o princípio” – Esses eram os transmissores originais.

    Buscar a originalidade dos fatos para entregar com fidelidade a mensagem original.

    1. Que foram “ministros da palavra”, os nomeados pessoalmente por Cristo. 

    A Igreja cristã verdadeira, apoia-se sobre o testemunho apóstolico que forma o Novo Testamento.

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã 

    2 – Precisa Ser Transmitida Didaticamente Disposta (3).

    Isso contribui para:

    1. Respeito à inteligência dos discípulos. O  ensino desorganizado menospreza a inteligência dos discípulos.
    2. Previne contra heresias. Exemplo: A Demora da vinda do Senhor como em 2 Pedro 3:3-7: ³ Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências,⁴ E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. ⁵ Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. ⁶ Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio, ⁷ Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios. 
    1. Evita Dúvidas e promove a “plena certeza” (4). Se há alguma coisa na vida que a gente precisa ter inteira certeza é com respeito aos ensinos de Cristo. Por isso, Lucas fez uma:

    Descrição ordenada dos fatos.

    Hoje: Máximo com mínimo de tempo. 

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã 

    3 – Precisa de ministros dedicados.

    Lucas se empenhou em:

    1. Informar-se minuciosamente –  “havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio
    2. Transmitir ordenadamente – “Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem”.

    O Ensino Cristão Exige Trabalho e Dedicação

    O objetivo do ensino da fé cristã:

    Lucas escreveu para que Teófilo, um crente novo, tivesse plena certeza de sua fé cristã. informações erradas (que são muitas) levam a dúvidas. 

    Hoje somos bombardeados de informações errôneas sobre Jesus, Deus, Espírito Santo e Igreja. Precisamos de um ensino de base cristã sólida, disposta didaticamente, por pregadores e professores dedicados.

    Romanos 12:7:

    Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino.

    Leia também:

    HOMEM: UM SER ESPECIAL (ESBOÇO).

    A IGREJA APROVADA: PÉRGAMO 2

    @prodivanvelasco

  • As Lições do Chamado de Mateus

    As Lições do Chamado de Mateus

    A urgência e a alegria do chamado de Jesus: Lições do chamado de Mateus

    A história de Levi, o cobrador de impostos, que mais tarde se tornou o apóstolo Mateus, é um poderoso lembrete sobre a natureza do chamado de Jesus. Em Lucas 5, a partir do versículo 27, vemos a radicalidade e a beleza dessa convocação. Jesus se aproxima de Levi, um homem desprezado por seu próprio povo por trabalhar para o Império Romano, e simplesmente diz: “Segue-me”. A resposta de Levi, imediata e sem hesitação, nos oferece três lições fundamentais sobre a vida cristã: a urgência, a alegria e a necessidade de tratamento.

    Imagem de Airgil Daviss por Pixabay

    1. O Chamado que exige urgência
      “Ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu.”

    Mateus não hesitou. Ele era um homem de posses, com um cargo de prestígio e muito bem remunerado. Deixar a coletoria de impostos significava abrir mão de uma vida confortável e segura. Para muitos, sua atitude poderia parecer insensata. Como alguém pode largar tudo para seguir uma pessoa que acabou de conhecer?

    No entanto, Mateus não era um estranho para a fama de Jesus. Ele já tinha ouvido falar do Messias por meio de João Batista, que preparou o caminho do Senhor, e as notícias sobre os milagres e ensinamentos de Jesus já se espalhavam por toda a região. Quando Jesus o chamou, Mateus sabia exatamente o que estava fazendo. Ele não estava seguindo um louco, mas sim o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

    A urgência do chamado de Jesus é um convite para priorizar o que realmente importa. Assim como Mateus, muitas vezes o Senhor nos chama para propósitos especiais ou para a salvação, mas a demora na resposta pode nos fazer perder grandes bênçãos. O mais importante na vida é atender ao chamado de Deus, porque isso é uma demonstração de amor e obediência. Em Mateus 22:37, Jesus nos lembra de amar o Senhor nosso Deus “de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento”. Quando amamos a Deus, queremos obedecer e estar perto dele.

    A negligência, por outro lado, traz consequências desagradáveis. O melhor caminho é atender ao Senhor com prontidão, dedicando nossos trabalhos e nossa vida a Ele. O trabalho para o Senhor pode ter suas dificuldades, mas as recompensas são eternas.

    1. O Chamado que traz alegria e convívio
      Após atender ao chamado de Jesus, a primeira coisa que Levi fez foi preparar um grande banquete em sua casa. A alegria de seu novo encontro com Jesus era tão grande que ele quis compartilhar com as pessoas de seu convívio: seus colegas cobradores de impostos e outros que eram considerados pecadores pelas autoridades judaicas.

    Esse gesto de Mateus nos ensina que a alegria de seguir a Jesus não pode ser guardada apenas para nós mesmos. A alegria do Evangelho nos motiva a compartilhar o que temos recebido. Mateus não se isolou em sua nova fé; pelo contrário, ele usou a sua influência para que seus amigos e colegas pudessem também ter a oportunidade de conhecer Jesus.

    O nosso relacionamento com a nossa comunidade e com o próximo é crucial para o nosso testemunho. A melhor estratégia de evangelismo é o nosso relacionamento genuíno com as pessoas. Como disse John Wesley: “Ninguém vai ao céu só. Deve encontrar amigos para ir com ele.” Não podemos comunicar o amor de Deus se não nos relacionamos com as pessoas. Compartilhar a nossa alegria, os nossos dons, e a nossa vida com os outros é a maior demonstração de amor que podemos dar.

    1. O Chamado para o tratamento de Deus
      A atitude de Jesus em comer com cobradores de impostos e “pecadores” gerou críticas dos fariseus e escribas. Eles se consideravam justos e separados dos pecadores. Jesus, no entanto, respondeu com uma verdade profunda: “Não necessitam de médico os sãos, mas os enfermos. Eu não vim chamar justos, e sim os pecadores, ao arrependimento.”

    Jesus veio para curar os doentes e salvar os perdidos. A história de Mateus nos lembra que todos nós precisamos de tratamento. Os fariseus, em sua autossuficiência, não puderam receber a cura e a alegria que Jesus oferecia. Eles se isolaram em sua própria justiça, enquanto aqueles que reconheceram sua necessidade, como Mateus, foram ao banquete, se aproximaram de Jesus e foram transformados.

    O convite de Jesus é para todos, especialmente para os que se sentem perdidos, doentes e pecadores. Se você reconhece que precisa de tratamento, não hesite em procurar o Médico dos médicos. O chamado de Jesus é um convite para a cura de todas as áreas de nossa vida: física, emocional, espiritual e financeira. Atender ao seu chamado é o primeiro passo para uma vida de cura, transformação e bênçãos eternas.

    Você se considera um dos que precisam de tratamento? A vida com Jesus é um convite a ser curado e transformado. Não demore, pois a alegria e a paz de Deus estão disponíveis para todos que atendem ao seu chamado com urgência e alegria.

    Assista ao vídeo sobre o chamado de Mateus no meu canal no Youtube clicando aqui.

    Leia também:

    HOMEM: UM SER ESPECIAL (ESBOÇO).

    Quais As Lições de Jesus em João 12?

error: Deseja uma cópia. Solicite-a por e-mail em nosso formulário de contato