Categoria: Estudos Bíblicos

A Bíblia é a palavra de Deus em linguagem humana. Homens falaram movidos pelo Espírito de Santo, e registraram o que ouviram de Deus.
Então, se lida e corretamente entendida, a Bíblia serve como base sólida para construirmos nossas vidas, famílias e sociedade.
Embora muitas não aceitem e até discorde que a Bíblia é a Palavra de Deus, ela testifica de si mesma em 2 Timóteo 3.16,17:
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;
Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”
Assim, seguindo os ensinos bíblicos teremos bons filhos, pais e bons cidadãos, e consequentemente, sociedade justa.

  • HOMEM: UM SER ESPECIAL (ESBOÇO).

    HOMEM: UM SER ESPECIAL (ESBOÇO).

    Gn 2.7 – HOMEM: UM SER ESPECIAL: Criado por Deus e a imagem de Deus.

    Homem = Adão = Adamah = Homem da terra, terreno; feito do planeta para o planeta. 

    Criado no sexto dia igual aos outros animais, mas diferente destes, porque nele Deus soprou o fôlego de vida.

    Fôlego de vida (nefesh + ruah).

    Imagem de Zhivko Dimitrov por Pixabay

    Relacionamento com Deus. O homem pode relacionar-se com Deus , pois é único dotado das habilidades de pensar, sentir e querer.

    Deus fez o homem perfeito (Ecl 7.29) “Deus nos fez simples e direitos, mas nós complicamos tudo”.

    Administrador do planeta. Adão escolheu um péssimo conselheiro para sua administração (Gn 3).

    Deixou um intruso entrar no seu jardim (Éden), cantar e enganar sua esposa, quando deveria expulsá-lo (Tiago 4.7).

    Gênesis 3.17: Maldita é a terra por sua causa.

    ADÃO X CRISTO

    1 Coríntios 15:47-50 Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)

    O primeiro homem foi feito do pó da terra; o segundo veio do céu. Os que pertencem à terra são como aquele que foi feito do pó da terra; os que pertencem ao céu são como aquele que veio do céu. Assim como somos parecidos com o homem feito do pó da terra, assim também seremos parecidos com o Homem do céu. Meus irmãos, o que eu quero dizer é isto: o que é feito de carne e de sangue não pode ter parte no Reino de Deus, e o que é mortal não pode ter a imortalidade.

    Resumindo: Se você quiser ir para o céu, você precisa ser igual ao Homem que veio do céu. E para isso, deixe as coisas do homem terreno.

    Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino

    1 Coríntios 13:11

    Os coríntios eram meninos na fé: Crentes carnais X Crentes espirituais

    E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo.

    Com leite vos criei, e não com carne, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis,

    Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens? 

    Coríntios 3:1-3

    Vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos. 

    1 Coríntios 16:13

    Sejam machos! Sejam homens! Do céu ou da terra? Do céu. Igual a Adão ou igual a Cristo? A cristo. 

    O homem igual a Adão é igual àquele que vive ao derredor, rugindo como leão, procurando a quem possa tragar, que olha para a vítima como uma boa presa (1Pedro 5.8).

    Duas Melhores Atitudes Em Tempos de Difíceis

    SALMO 2: A Rebelião Contra Deus e Seu Ungido

  • Como Podemos Ter Os Pecados Perdoados por Deus

    Como Podemos Ter Os Pecados Perdoados por Deus

    Atos 3.19: Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e para que venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor.

    Pecado: amartia: pecar, pecado ou adikia: praticar o mal, cometer injustiça. Pecado é errar o alvo proposto por Deus. Qualquer pecado ofende antes de tudo a Deus, e coloca o pecador em condição de condenação no julgamento de Deus. 

    O conceito bíblico é que todos pecaram (Rm 3.16) e carecem de Deus. Ou seja, o pecado é universal. 

    O salário ou recompensa pelo pecado é a morte (Rm 6.23). Então, o único remédio para o pecado é o perdão. Caso contrário a condenação.

    Você e eu, todos nós precisamos de perdão, duas atitudes fundamentais para sermos eternamente perdoados por Deus. 

    A primeira atitude é ARREPENDIMENTO. 

    “Arrependei-vos” diz a palavra. Foi a primeira mensagem pregada por Jesus (Mc 1.15). 

    O que é arrependimento? 

    É metanoia: mudança de mente, de sentimento, de pensamento em relação a uma crença errada. Nesse caso, mudar para a crença certa, orientada por Deus. Mudar da descrença para a crença em Deus. Sair da desobediência para a obediência.

    O que você tem pensado? Qual sua disposição em obedecer à orientação de Deus? 

    A Segunda atitude é converter-se a Deus. 

    Diz a palavra “convertei-vos” para serem cancelados os vossos pecados.

    Veja! O que pode cancelar seus pecados diante de Deus é a conversão. Não são obras nem religiosidade. Não. Se fosse assim, os ouvintes dessa pregação de Pedro estariam todos salvos, pois eram religiosos.

    Mas o que significa converter-se? 

    A palavra grega na Bíblia é Epistrepho: Voltar-se, voltar atrás. Fomos longe demais no pecado, no erro, na rebeldia contra Deus (Sl 53.3; Rm 3.10-23. Então percebemos que é hora de voltar para Deus.

    Em resumo: É perceber-se pecador, longe de Deus e confessar a Jesus como o único caminho de volta.

    Uma ilustração oferecida por Jesus é a Parábola do Filho Pródigo.

    Quando nos arrependemos de nossos pecados e confessamos a Deus recebemos duas grandes bênçãos.

    1ª Grande Bênção: Pecados cancelados

    Tanto a amartia , transgressão contra Deus; quanto adikia, ou seja: a injustiça, a impiedade são cancelados diante de Deus, apagados.

    “De seus pecados não me lembrarei jamais” (Hb 8.12;10.17).

    Então deixa de haver separação entre nós e Deus (Is 59.1,2) e podemos ser abençoados.

    2ª Refrigério pela presença de Senhor

    Eirene: Paz, Shalom de Deus. Isto significa que a guerra contra Deus acabou e a mais perfeita paz é a nova realidade eterna.

    E ainda a cháris; A graça e a paz juntas. Então, “sendo pois justificados pela fé temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1).

    Além e acima de tudo, temos o consolo do Consolador, o Paracleto (João 14.16)

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    Duas Melhores Atitudes Em Tempos de Difíceis

  • Duas Melhores Atitudes Em Tempos de Difíceis

    Duas Melhores Atitudes Em Tempos de Difíceis

    Muitas vezes, ao enfrentarmos dificuldades na vida, trabalhamos demais, acordamos cedo, vamos dormir tarde, noites mal dormidas. Em alguns casos nos sentimos impotentes. Não há nada que se possa fazer. Todas as possibilidades se esgotaram. Estamos de pés e mãos atados. O que fazer? Veja o Ensino e exemplo de Jesus em Mateus 26:37-45.

    Quero abordar: Duas Melhores Atitudes Em Tempos de Crise, baseado no ensino e exemplo de Cristo.

    A 1ª Melhor Atitude É Tempo de Orar.

    Quando estamos de pés e mãos amarrados, num beco sem saída, numa sinuca de bico, aí dizemos: Só um milagre! Só Deus. Só nos resta orar.

    Mas, a fé em Deus deve ser constante para tudo na vida cristã, até mesmo para dormir e acordar, à água que lava nosso rosto… A oração deve ser constante. Não apenas em horas desesperadas, de tristezas, de problemas. 

    O exemplo maior vem do Senhor Jesus que orava constantemente. A oração para Ele não era o último recurso, mas sim o primeiro. Ele sempre buscava estar em comunhão com o Pai.

    Em tempos de crises, em meio a guerras não podemos dormir eternamente em berço esplêndido. É tempo de vigiar, estar em alerta, vestir-se de força para enfrentar o inimigo, vestir a armadura (Ef 6.10s).

    Não dá certo você estar na guerra, lá na trincheira, dizer para seu inimigo: Vamos dar uma trégua que eu preciso dormir. O seu inimigo vai dizer: Dorme, neném!

    O nosso país, nossos familiares e irmãos, nós estamos em crise neste mundo. Tudo que acontece no mundo é problema nosso. É tempo de vigiar e orar como fez Jesus no momento crucial de sua vida.

    Ele buscou parceiros de oração, mas estes preferiram dormir mesmo diante do momento crucial para seu Mestre. Precisamos de parceiros de oração que vigiam conosco. Por isso Deus criou a Igreja, para ser este corpo de comunhão para todas as horas da vida.

    Mas tudo bem. Jesus não podia receber nenhuma ajuda. Ele era o campeão nomeado por Deus. O super heroi para expiar o pecado, por que só Ele, dentre toda a humanidade, desde Adão até o último homem, é a oferta propícia, aceita por Deus. Ele não deveria receber nenhuma ajuda pra ninguém requerer direitos diante de Deus. Obra exclusiva dele.

    O conselho do nosso campeão é: Vigiai e Orai. E esta ordem é constante. Vigiai e orai em todo tempo. 1 Ts 5.17: “Orai sem cessar.

    A 2ª Melhor Atitude é Confiar na Vontade de Deus.

    Muitas pessoas dizem que tem fé, mas quando as coisas caminham contra elas acabam se afastando de Deus, e agindo com incredulidade. Jesus se manteve fiel mesmo diante do silêncio de Deus, mesmo com resposta desfavorável, diante do não. 

    Mas nos dias de hoje as pessoas não aguentam ouvir o não, e ainda dizem: Eu não aceito! Pessoas mimadas que se acham no direito de exigir a benção de Deus, que Deus tem o dever de abençoá-las. 

    Entretanto, nem sempre Deus nos diz sim. Às vezes Ele nos diz espera, outras Ele nos diz não, porque Ele conhece toda nossa vida do princípio ao fim. Ele sabe o que é melhor para nós (Mt 7.7-11; Rm 8.26).

    Daí, precisamos entender que nem sempre a oração nos livra do problema, da crise, mas sempre nos dá forças para vencermos ou para enfrentarmos com dignidade e fé, fazendo com que o resultado seja o objetivo de nossa vida: Qual é esse objetivo? Vivermos para a glória de Deus (1 Co 10.31; Ef 1.12,14).

    Exemplos: Jesus – “seja feita a tua vontade” (v.39).

    Jó 1.26.

    Isto é o que significa não entrar em tentação: não cair da fé e do objetivo proposto por Deus para nós. Ef 6.13.

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  • Salmo 3: O Grito de Davi em Meio à Adversidade e o Desafio das Imprecações para o Cristão Hoje

    Salmo 3: O Grito de Davi em Meio à Adversidade e o Desafio das Imprecações para o Cristão Hoje

    A vida de Davi foi marcada por altos e baixos, vitórias e perseguições. O Salmo 3 é um testemunho vívido de um desses momentos de extrema aflição, quando o rei se viu cercado por inimigos, inclusive seu próprio filho. Mas o que podemos aprender com a oração de Davi e as chamadas “imprecações” presentes nesse salmo? E, mais importante, como isso se aplica à nossa fé cristã hoje?

    O Contexto de Angústia de Davi: A Traição de Absalão

    Ao lermos o Salmo 3, somos imediatamente confrontados com a intensidade do sofrimento de Davi:

    ¹ Senhor, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim.

    ² Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus.

    ³ Porém tu, Senhor, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça.

    ⁴ Com a minha voz clamei ao Senhor, e ouviu-me desde o seu santo monte.

    ⁵ Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou.

    ⁶ Não temerei dez milhares de pessoas que se puseram contra mim e me cercam.

    ⁷ Levanta-te, Senhor; salva-me, Deus meu; pois feriste a todos os meus inimigos nos queixos; quebraste os dentes aos ímpios.

    ⁸ A salvação vem do Senhor; sobre o teu povo seja a tua bênção.

    O cenário mais provável para essa oração pungente é a fuga de Davi de seu filho, Absalão, conforme narrado em 2 Samuel 15. Absalão, conhecido por sua beleza e vaidade, orquestrou uma conspiração para usurpar o trono de seu pai. Após vingar sua irmã Tamar e ser exilado, ele retornou e, com o apoio de figuras como Aitofel, um ex-conselheiro de Davi, conseguiu levantar uma rebelião que forçou o rei a fugir de Jerusalém.

    Davi se encontrava em uma situação de vulnerabilidade extrema. Seus inimigos eram numerosos e zombavam de sua fé, dizendo que “não havia salvação para ele em Deus“. Contudo, mesmo em meio a essa escuridão, a fé de Davi se manifestava de forma poderosa. Ele clamava a Deus, confiava em Sua proteção como um escudo e, surpreendentemente, conseguiu encontrar paz para dormir, pois sabia que o Senhor o sustentava. O medo não o paralisou; sua certeza de que a salvação vinha do Senhor era sua âncora.

    As Imprecações: Entendendo os Pedidos de Justiça Divina

    No versículo 7, Davi pede a Deus: “Levanta-te, Senhor; salva-me, Deus meu; pois feriste a todos os meus inimigos nos queixos; quebraste os dentes aos ímpios.” Essas são as chamadas imprecações: pedidos a Deus para que castigue os inimigos. Expressões como “que Deus pese a mão sobre eles” ou “que Deus os castigue” são ecos desse tipo de oração.

    É importante notar duas coisas sobre isso:

    1 Não é errado pedir a Deus que nos livre dos inimigos. A história bíblica está repleta de exemplos de justos que clamaram por livramento e justiça divina.

    2 Não é errado pedir a Deus que se vingue dos nossos inimigos, pois a vingança pertence a Ele. A Palavra de Deus é clara: “Minha é a vingança e a recompensa“, diz o Senhor (Deuteronômio 32:35). O apóstolo Paulo ecoa isso em Romanos 12:19: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.”

    A questão central não é se podemos pedir a Deus que lide com nossos inimigos, mas sim se devemos nós mesmos buscar a vingança ou desejar o mal. A Bíblia proíbe claramente a vingança pessoal.

    A Salvação no Antigo Testamento e a Plenitude em Cristo

    Para Davi, a “salvação” a que ele se referia no Salmo 3 era o livramento de inimigos humanos, como Absalão e Aitofel. No Antigo Testamento, a salvação frequentemente se relacionava a livramentos de infortúnios, doenças e opressores. Davi não tinha a plena compreensão da magnitude da salvação que viria da sua própria descendência, a saber, Jesus Cristo, o Salvador do mundo. A salvação plena, conforme revelada no Novo Testamento, é o resgate do pecado e a oferta da vida eterna.

    O Desafio de Jesus: Amar os Inimigos e Buscar a Perfeição

    É aqui que o Novo Testamento nos convida a um patamar mais elevado. Jesus, em diversas ocasiões, redefiniu a forma como Seus seguidores deveriam lidar com a inimizade:

    Em Lucas 9:54-56, quando Tiago e João quiseram pedir fogo do céu sobre os samaritanos que não queriam receber Jesus. Jesus os repreendeu severamente, afirmando: “Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.”

    Mas, o ensinamento ainda mais transformador está em Mateus 5:43-48:

    Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. […] Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.”

    O Caminho da Perfeição: Salvação, Não Destruição

    Embora pedir a Deus que nos livre dos inimigos não seja incorreto, o ensinamento de Jesus nos aponta para um caminho de perfeição. Essa perfeição implica em lutar não pela destruição, mas pela salvação de até mesmo do pior inimigo. Jesus deu o exemplo máximo disso, orando por aqueles que O crucificavam.

    É preocupante ver, em nossos dias, cristãos lançando maldições e desejando o mal a outros crentes, simplesmente por divergências de fé ou opiniões. Isso vai diretamente contra o espírito de Cristo e o chamado para amar, abençoar e orar por aqueles que nos odeiam.

    O Salmo 3 nos lembra da confiança inabalável de Davi em Deus, mesmo em face da traição. E o Novo Testamento nos desafia a ir além, amando nossos inimigos e buscando a redenção deles, assim como Cristo fez por nós.

    Qual tem sido a sua postura diante daqueles que te fazem mal? Você tem orado por eles ou desejado sua queda?

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  • SALMO 2: A Rebelião Contra Deus e Seu Ungido

    SALMO 2: A Rebelião Contra Deus e Seu Ungido

    Salmos 2:1-12: O Fracasso da Insurreição dos Povos Contra Deus e Seu Ungido

    ¹ Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs?

    ² Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo:

    ³ Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas.

    ⁴ Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles.

    ⁵ Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os turbará.

    ⁶ Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião.

    ⁷ Proclamarei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei.

    ⁸ Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão.

    ⁹ Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro.

    ¹⁰ Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra.

    ¹¹ Servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos com tremor.

    ¹² Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam. 

    Veja outra versão na Bíblia Online

    Imagem de Mirosław i Joanna Bucholc por Pixabay

    Salmo 2 Revela A Rebelião dos Povos Contra Deus e Seu Ungido

    O texto começa com uma pergunta: Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? (1).

    A resposta na mente do salmista é clara: É uma rebelião sem sentido, inútil, fadada ao fracasso.

    Os reis da terra se levantam contra o Senhor e contra seu Ungido (2). Ungido aqui no contexto se refere ao rei Davi. Podemos tomar como contexto 2 Sm 7, em que Davi se propõe a construir uma casa para Deus: Mas, Deus lhe diz que nunca precisou de casa. Ele livrou Davi de seus inimigos e lhe deu descanso e ainda fez promessas de estabelecer o seu reino para sempre. 

    Então, o Ungido neste primeiro momento é o rei Davi, mas em todos os momentos históricos se referem aos descendentes dele, até chegar o Rei Eterno de sua descendência – Jesus, o Cristo (Ungido). Por isso, este é um Salmo messiânico, e tem uma perspectiva escatológica.

    Todos do povo de Israel e de todos os povos deveriam respeitar o Ungido do Senhor. Davi nunca matou Saul ou lhe fez qualquer mal porque o tinha como ungido do Senhor. Naquele tempo só alguns tinham a unção para o ministério designado por Deus: Reis, sacerdotes, por exemplo. E só estes escolhidos tinham o Espírito Santo. Esta era a Unção. Quando Deus rejeitou Saul, o Espírito do Senhor saiu dele (1 Samuel 16.14-23).

    Entretanto, lembremo-nos de que hoje não há na igreja do Senhor um ungido especial (Ef 1.13), mas todos os crentes são ungidos do Senhor com o mesmo Espírito Santo. Ninguém deve se levantar contra ninguém porque todos somos a comunidade do Espírito de Deus. Somos todos iguais.

    O Ungido  prometido a Davi para reinar para sempre é Jesus de Nazaré. Por isso, que os apóstolos aplicaram o salmo 2 à rebelião das autoridades judaicas e romanas contra Cristo em Atos 4:24-27:

    ²⁴ E, ouvindo eles isto, unânimes levantaram a voz a Deus, e disseram: Senhor, tu és o Deus que fizeste o céu, e a terra, e o mar e tudo o que neles há;

    ²⁵ Que disseste pela boca de Davi, teu servo: Por que bramaram os gentios, e os povos pensaram coisas vãs?

    ²⁶ Levantaram-se os reis da terra, e os príncipes se ajuntaram à uma, contra o Senhor e contra o seu Ungido.

    ²⁷ Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel.

    Deus ri dos opositores: Eles são como criancinhas se rebelando contra os pais. Não têm nenhuma chance de vencer. A justiça de Deus os punirá.

    O seu Rei Ungido continuará firme. Ele não é apenas Rei. É Filho (6,7).

    Os povos estão todos debaixo do governo de Cristo (8-9).

    Os versos 10-12 : Um chamado ao arrependimento e reconhecimento do Filho de Deus para que não pereçam. 

    E termina com uma bem-aventurança:

    Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.

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  • Salmos: De Cânticos Antigos à Vida Atual

    Salmos: De Cânticos Antigos à Vida Atual

    Os salmos tratam da religião vivencial, cotidiana do povo de Israel. Mas agora é herança também da Igreja de Jesus Cristo, o herdeiro de todos as coisas.

    O livro tem 150 Salmos 2461 versículos. A forma de nos referirmos às leituras é Salmo 5, Salmo 6 e não capítulo 5, capítulo 6, como num hinário, em que dizemos hino 5, hino 6. É o maior livro da Bíblia em capítulos e palavras.

    A palavra Salmos é psalmós do grego. Indica um cântico para acompanhamento de instrumentos de cordas. O título veio da Septuaginta: Psalmoi. No hebraico:.”Tehillah” (תהילה) significa “louvor” ou “glória“. 

    Salmos tratam dos mais complexos problemas da vida tais como: depressão, ansiedade, incertezas, esperança e desesperanças, paz, guerra, questionamentos, frustrações, decepções… Mas também de louvor, adoração e de esperança com declarações messiânicas escatológicas.

    O Livro de Salmos é composto por cinco livros, cada um terminando com uma doxologia, do tipo: “Bendito seja o Senhor”. 

    Primeiro livro: 1-41 Quase todos de Davi;

    Segundo livro: 42-72 Sofrimento da alma, alegria do justo e glória de Deus;

    Terceiro livro: 73-89 Provavelmente do tempo de Josias (Provérbios 25.1);

    Quarto livro: 90-106 Alegria pela atuação de Deus na história de seu povo; Retorno do cativeiro babilônico;

    Quinto livro: 107-150 Período de Esdras e Neemias – Reconstrução do culto e da vida nacional.

    Salmo 1

    Os Bem-Aventurados e Os Amaldiçoados:

    Um paralelo com Os Dois Caminhos (Mt 7.13,14).

    Este Salmo traça um contraste entre o homem que segue a Lei do Senhor e o que a desobedece. Isso traz resposta para a pergunta: Quem são os Bem-aventurados? Quem são os verdadeiramente felizes da terra? Estes são os que andam na Lei do Senhor. Como eles se comportam? O verso 1 começa pelo que os bem-aventurados não são e não fazem.

    O versículo 1 destaca que os bem-aventurados não andam no caminho dos amaldiçoados ou ímpios.

    O homem bem-aventurado foge de forma gradual do conselho dos ímpios:

    Ele não anda no conselho dos ímpios, em q ue “andar”, significa as más influências que levam a comportamentos reprovados por Deus. O homem piedoso anda com Deus e por Ele tão somente é influenciado.

    Ele não se detém no conselho dos ímpios, em que deter-se significa parar se conformando com os malignos conselhos.  

    Ele não se assenta no conselho dos ímpios, em que assentar significa tomar parte.

    O conselho dos ímpios tenta a todo tempo seduzir o homem justo para a desgraça: convite para andar, convite para se deter e convite para se assentar. Mas o que for bem-aventurado, o justo, resiste à sedução do mal, e pratica somente o bem.

    Então, vem a ênfase de como seu caminho segue vitorioso e os motivos da vitória. Quais são esses motivos?

    Prazer na Lei do Senhor (2). Para o salmista, o maior padrão de conduta ordenado por Deus era a Lei. Para nós cristão é o ensino de Cristo que é superior ao da Lei, pois Jesus é maior do que Moisés (Hb 3.3).

    Meditar constantemente na Lei do Senhor (2). Ruminar, repetir em murmúrio para si mesmo. Pode ser repetir para memorizar.

    A Figura da Árvore Perene

    Consequentemente ele é:

    Como a árvore plantada junto a correntes de água (3). Uma planta em lugar propício e plantada com propósito no lugar certo, para que seja perenifólia. Mantém-se vívido (3)

    Dá fruto no tempo certo (3). É necessário dar fruto (Mt 21.19).

    Assim é o homem que anda na Lei do Senhor: Bem sucedido em tudo (3).

    A figura da árvore junto a fontes de águas era bem conhecida do povo de Israel que naquele tempo vivia do campo, em que a agricultura era fonte de sustento. Sabiam que as árvores precisam de água para se fortalecer. Para o cristão, a água é a Palavra de Deus, e de modo particular, os ensinos de Cristo. A água viva que Jesus ofereceu à mulher samaritana (Jo 4.1-30). A água que sustenta a vida dos que são eternamente felizes e prósperos.

    A Moinha que O Vento Espalha

    Ao contrário, os ímpios não são assim, mas são como a moinha que o vento espalha. A moinha era vegetação comum do deserto onde havia falta de água, terra seca, em que o vento as arrancava e levava facilmente. Assim são os ímpios, facilmente levados pelo caminho mal até a ruína eterna.

    Entre os discípulos de Cristo, um buscou o conselho dos ímpios. Judas Iscariotes tomou conselho com os sacerdotes e anciãos do povo para matar Jesus (Mt 27.1-10; At 1.16). Acabou tragicamente. E ainda tem de enfrentar o juízo de Deus (Sl 1.5; Mt 26.23,25; Ap 20.11-15). E “o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo” (Tiago 2:13).

    Há apenas dois caminhos: O do justo e o do ímpio (perverso); o do bem-aventurado e do amaldiçoado; o caminho dos que agradam a Deus e o dos que desagradam. Qual deles você quer seguir? 

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    Leia também: A Carta À Igreja de Filadélfia

    ESTUDO CARTA À IGREJA DE PÉRGAMO

  • O Maior Pecador da História de Israel

    O Maior Pecador da História de Israel

    O Maior Pecador da História de Israel marcou a história e levou toda sua descendência à ruína (Estudo em 1 Reis 21.25-29).

    A história bíblica está repleta de reis e rainhas, mas poucos deixaram um legado tão sombrio quanto Acabe, rei de Israel. Sua vida, marcada pela influência maligna de Jezabel, nos oferece um poderoso estudo sobre as consequências do pecado e a misericórdia divina. Em 1 Reis 21, mergulhamos em um episódio que selou o destino de sua linhagem e nos leva a refletir sobre a herança que deixamos.

    No começo do capítulo, vemos como Jezabel instigou a Acabe para cometer pecados tomando a vinha de Nabote. Ela até tomou a decisão dela mesma, dar a vinha de presente para o rei. Claro, usando de mentiras, falso testemunho, suborno e assassinato, ferindo todos os mandamentos de Deus.

    A Sentença Profética (17-24)

    Imagem de Jill Wellington por Pixabay

    Deus mandou o profeta Elias se encontrasse com o rei Acabe na vinha de Nabote. Acabe estava tomando a vinha para si (c. 17,18). Deus mandou Elias dizer a Acabe: “Mataste para tomar a herança? Serás morto e no lugar que os cães lamberam o sangue de Nabote lamberão o seu também” ( v. 19).

    Acabe chamou Elias de inimigo. Elias não negou. Perseguiu-o e alcançou-o porque ele se deixou subornar, se vender para fazer o que é mau aos olhos do Senhor (v 20).

    Em decorrência disso, Deus faria cair desgraça sobre ele: varreria a família dele em Israel (v 21). Deixariam de existir (v. 22). Também os cães devorariam Jezabel (v. 23). Os descendentes de Acabe que morressem na cidade seriam devorados pelos cães e os que morressem no campo, pelas aves (v. 24).

    Deus mandou o profeta falar com Acabe. Deus já sabia inclusive onde Acabe estava naquele momento e onde o profeta o encontraria. Este estava tomando posse da vinha alheia.

    Deus sabe onde nos encontramos e o que estamos fazendo. Deus conhece os atos de injustiça que são cometidos, e os pune (Salmos 139).

    A palavra profética é uma sentença: Mataste para tomar a herança? Serás morto e no lugar que os cães lamberam o sangue de Nabote lamberão o seu também. (v. 19).

    Uma sentença que veio de Iavé através de seu porta-voz, o profeta. A profecia contém consolo, mas também castigo. O profeta tinha uma mensagem de Deus para o rei. A palavra de Deus incomodou Acabe e tem incomodado muitas pessoas que querem viver pecando. Essas pessoas têm pavor da luz porque elas amam as trevas (Jo 3.19).

    Por causa de Acabe, seu filhos, sua linhagem seria exterminada de Israel. Que herança maldita esse pai deixou para seu filhos! O tom da sentença já era conhecido (Veja 1 Reis 14.10,11).

    Hoje, entretanto, nossos pecados não influenciam na salvação de nossos filhos. Nossos pecados não mais punidos neles. Isso foi mudado no cativeiro babilônico com Ezequiel (Ez 18). e alcançou seu auge em Jesus, em que, todo o que nele crer será salvo (Jo 3.16). Agora, cada um responde pelos seus próprios pecados (Rm 14.10,13; 2 Co 5.10).

    Porém, as histórias dos pais sempre deixarão algum tipo de herança para os filhos. Herança de vergonha, de dor, de indignidade, de opressão, etc.

    Que herança nós estamos deixando para nossos filhos Se você tem deixado uma história triste, é tempo de mudá-la. Se você recebeu uma herança maldita, há cura em Jesus para você e para seus filhos. Jesus levou sobre si as nossas maldições (Is 53; Gl 3.14).

    O Maior dos Pecadores (25,26).

    O rei Acabe superou todos os pecadores dentre seu povo e sua geração (v. 25). Ele se deixou contaminar e adotou a idolatria dos cananeus, os quais Deus mandou Moisés e Josué exterminar conforme disse a Abraão (Gn 15.16).

    Acabe aborreceu ao Senhor mais que todos os outros homens, porque sua mulher o instigava para fazer o mal. Esposa foi feita para ser companheira, amiga, ajudadora no bem (Gn 2.18). Jezabel, entretanto, só sabia praticar o mal. Não se encontrava nenhum bom conselho nela. Acabe, por sua vez, era um home sem criatividade até mesmo para pecar. Mas o que faltava nele, sobrava em Jezabel. Ela conseguiu que ele conquistasse o diploma do homem mais pecador do mundo. Conseguiu fazê-lo extremamente desagradável a Deus.

    Entretanto, das esposas cristãs, Deus espera que sejam amigas, amáveis, boas donas de casa, mestras no bem (1 Tm 2.9-15; Tt 2.3-5; 1 Pe 3.1-6), de forma que ganhem seus maridos para Cristo, até mesmo sem palavras.

    Arrependimento para o Maior Pecador (27-29).

    Até que enfim Elias conseguiu uma conversão ao Senhor. Mas será que era arrependimento mesmo ou mais um ato de medo? Parece que Acabe não fazia o que fazia por maldade, mas por fraqueza. Conversão sincera traz consigo mudança de vida, o que parece não ter acontecido com Acabe, como veremos na capítulo 22.

    A sentença permaneceria e se cumpriria (v. 19; 22.38). Apenas foi retardada pela misericórdia de Deus (v. 29), devido a um ato de respeito medroso por parte do rei. Deus é louvado pelo Apóstolo Paulo como o “Pai das misericórdia” (2 Co 1.3). Onde o pecado de Acabe foi grande, a graça foi abundantemente maior (Rm 5.20). Mas mesmo a graça não pode ser tratada como graça barata. Podemos usar da graça, mas não, abusar dela (Rm 6.12).

    Conclusão

    Devemos crer que Deus sabe tudo o que fazemos e onde estamos. Ele é justo Juiz e fará vingança contra o pecado. Não queiramos bater o recorde do rei Acabe de maior pecador. Ao invés disso, usemos do arrependimento e da graça que Deus nos oferece. Além disso, tomemos cuidados com conselhos malignos mesmo dos mais próximos. Estes podem ser nossa ruína, e deles.

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