Categoria: Estudos Bíblicos

A Bíblia é a palavra de Deus em linguagem humana. Homens falaram movidos pelo Espírito de Santo, e registraram o que ouviram de Deus.
Então, se lida e corretamente entendida, a Bíblia serve como base sólida para construirmos nossas vidas, famílias e sociedade.
Embora muitas não aceitem e até discorde que a Bíblia é a Palavra de Deus, ela testifica de si mesma em 2 Timóteo 3.16,17:
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;
Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”
Assim, seguindo os ensinos bíblicos teremos bons filhos, pais e bons cidadãos, e consequentemente, sociedade justa.

  • O Livro Selado e o Significado de Seus Selos (Ap 5)

    O Livro Selado e o Significado de Seus Selos (Ap 5)

    O Livro Selado e o Significado de Seus Selos (Apocalipse 5): Desvendando o Destino da Igreja

    Introdução:

    A seção de Apocalipse que se estende do capítulo 5 até o início do capítulo 8 nos transporta para uma cena celestial de profundo significado. Nela, o apóstolo João testemunha a centralidade de um livro selado com sete selos, um símbolo poderoso do plano divino para a história e o destino da Igreja. Este artigo explora o simbolismo deste livro, a busca por alguém digno de abri-lo e a gloriosa revelação do único capaz: o Cordeiro de Deus.

    Imagem de Jeff Jacobs por Pixabay

    O Drama Celestial: Quem Pode Revelar o Futuro da Igreja?

    Após a visão da porta aberta no céu (Apocalipse 4), João se depara com um dilema cósmico: quem possui a autoridade para desvendar a história e o futuro da Igreja em meio às tribulações terrenas? A pergunta ecoa no céu, carregada de expectativa e apreensão.

    O Livro Selado na Mão de Deus (Apocalipse 5:1-5)

    João observa um livro selado firmemente seguro na mão direita de Deus. Este não era um livro como conhecemos hoje, mas sim um pergaminho enrolado, escrito tanto por dentro quanto por fora, indicando a vastidão do conteúdo a ser revelado. A presença de sete selos reforça a ideia de que esta é a história completa e perfeita, conforme os desígnios do Soberano.

    A busca por alguém digno de se aproximar, tomar o livro e romper seus selos gera um momento de intensa dramaticidade. Um anjo forte proclama a pergunta, mas o silêncio ensurdecedor revela a incapacidade de qualquer ser celestial ou terrestre de realizar tal ato. A angústia de João é palpável: “e eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem mesmo de olhar para ele” (Apocalipse 5:4).

    O Consolo e a Revelação: O Leão que é Cordeiro (Apocalipse 5:5-7)

    Em meio ao desespero de João, um dos anciãos oferece palavras de conforto e esperança: “Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos” (Apocalipse 5:5).

    Aquele que é apresentado como o Leão da tribo de Judá, símbolo de realeza e poder, e a Raiz de Davi, que aponta para sua linhagem messiânica, revela-se surpreendentemente como um Cordeiro que estava morto (Apocalipse 5:6). Esta imagem paradoxal carrega profundos significados teológicos:

    Leão de Judá e Raiz de Davi: Confirmam a identidade de Jesus como o Messias prometido no Antigo Testamento, o Rei com autoridade e poder.

    Cordeiro que foi morto: Remete ao sacrifício vicário de Jesus na cruz, o meio pelo qual Ele venceu o pecado e a morte, tornando-se digno de redimir a humanidade. Sua vitória não reside no poder terreno, mas na submissão e obediência até a morte (Filipenses 2:5-11).

    Os sete chifres e sete olhos do Cordeiro simbolizam sua onipotência (poder pleno) e onisciência (conhecimento perfeito), respectivamente (Zacarias 4:10).

    A Adoração ao Cordeiro Digno (Apocalipse 5:8-14)

    Ao tomar o livro da mão de Deus, o Cordeiro Jesus é imediatamente alvo de adoração universal. Os vinte e quatro anciãos, representando a totalidade dos salvos em todos os tempos, prostram-se diante Dele com taças de ouro cheias de incenso, que simbolizam as orações dos santos. Essa imagem poderosa nos ensina que as orações dos crentes são preciosas para Deus e sobem como aroma agradável à Sua presença.

    A cena culmina em um crescendo de louvor:

    Os salvos cantam um novo cântico, reconhecendo a dignidade do Cordeiro por sua obra redentora (Apocalipse 5:9-10).

    Multidões de anjos unem suas vozes em um coro poderoso, exaltando o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória e a bênção do Cordeiro (Apocalipse 5:11-12).

    Toda a criação nos céus, na terra, debaixo da terra e no mar, proclama louvor e honra àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro para todo o sempre (Apocalipse 5:13-14).

    Conclusão:

    A passagem de Apocalipse 5:1-8:5 nos revela a centralidade de Jesus Cristo no plano redentor de Deus. Ele é o único digno de desvendar a história e o destino da Igreja, não por poder terreno, mas por meio de seu sacrifício vitorioso. A cena celestial de adoração nos encoraja a reconhecer a preciosidade de nossas orações e a nos unirmos ao coro universal de louvor ao Cordeiro de Deus, nosso Salvador.

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  • A Aliança Maldita: Quando a Vitória Ofusca a Obediência

    A Aliança Maldita: Quando a Vitória Ofusca a Obediência

    A Aliança Maldita desconsiderando preceitos bíblicos tem levado muitos à derrota.

    A fragilidade humana muitas vezes se manifesta na incapacidade de lidar com o sucesso. Mal experimentamos o sabor da vitória e já nos permitimos abusar do poder conquistado. O rei Acabe, protagonista da narrativa em 1 Reis 20, personifica essa tendência perigosa. Apesar da clara advertência profética sobre a iminente ameaça síria (v. 22), sua inclinação à desobediência o guia por um caminho tortuoso.

    Em um momento de aparente humildade encenada – os sacos e as cordas eram vestimentas típicas dos pobres, um gesto de submissão (v. 31) – o rei sírio Ben-Hadade implora pela vida. Acabe, então, profere palavras surpreendentes: “É meu irmão” (v. 32). Nesse gesto, sela uma aliança perigosa, uma afronta direta à vontade do Soberano Deus.

    Ben-Hadade, em troca de sua vida, oferece a devolução de cidades que outrora pertenciam a Israel e que, pela recente vitória, Acabe tinha o direito de reaver (v. 34). O rei israelita, em vez de exercer sua autoridade divina, firma um pacto com o inimigo e o deixa partir livremente.

    A Aliança Maldita Ocorre Quando a Vitória Ofusca a Obediência

    Essa atitude nos remete à sabedoria do Salmo 1: “Bem-aventurado é o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”. Unir-se em “jogo desigual com os infiéis” (2 Coríntios 6:14-15) é um terreno escorregadio para a fé. O Novo Dicionário da Bíblia levanta a hipótese de que a aliança de Acabe com a Síria tenha sido motivada pelo temor da crescente ameaça assíria, buscando um aliado estratégico. Contudo, Acabe ainda não compreendera que sua única aliança capaz de garantir a verdadeira vitória era aquela firmada com o próprio Deus.

    A narrativa prossegue com um episódio intrigante envolvendo um dos filhos dos profetas (discípulos dos profetas, v. 33). Por ordem divina, ele solicita a um homem que o fira, mas este se recusa (v. 35). A consequência é imediata e severa: o profeta anuncia que, por sua desobediência, um leão o matará, o que prontamente acontece (v. 36). Em seguida, o profeta faz o mesmo pedido a outro homem, que obedece e o fere (v. 37).

    Com o rosto disfarçado, o profeta se posta à beira do caminho por onde o rei passaria (v. 38). Ao avistar Acabe, ele clama, simulando uma situação de guerra: um homem lhe confiara a guarda de outro, com a ameaça de perder a própria vida ou pagar um talento de prata caso o prisioneiro escapasse (v. 39). Alegando distração, o homem sumiu. A resposta de Acabe é taxativa: ele próprio havia proferido sua sentença (v. 40).

    Nesse momento, o profeta revela seu rosto, sendo reconhecido pelo rei. A mensagem divina chega com o peso da justiça: “Assim diz o Senhor: Porquanto soltaste da mão o homem que eu havia condenado, a tua vida será em lugar da sua vida, e o teu povo em lugar do seu povo” (v. 42). Acabe se retira, consumido pelo desgosto e pela indignação.

    Uma Ilustração Viva da Seriedade que É Desobedecer a Deus

    Essa ilustração vívida da mensagem divina pode nos soar dramática em nossos dias. Imaginemos a necessidade de sermos feridos para transmitir a palavra de Deus! No entanto, de alguma forma, essa realidade ainda se manifesta. Somos todos pecadores, e Jesus, sendo Senhor e Mestre, padeceu infinitamente mais por nós (1 Pedro 2:21; 3:18).

    Acabe, embriagado pela vitória inicial, permitiu que os “holofotes do poder” o cegassem para a obediência a Deus. É crucial não confundirmos resultados com aprovação divina. Riquezas, autoridade e aplausos podem parecer sinais de sucesso, mas podem estar desprovidos da chancela do Senhor (Apocalipse 3:17, A igreja que se achava rica, mas era pobre).

    A autoridade do povo de Deus é concedida, limitada e retirada por Ele. Como nos lembra o Salmo 75:7: “Mas Deus é o juiz; a um abate, e a outro exalta”. Jamais devemos nos superestimar (2 Coríntios 1:9; 3:5). A vitória não nos pertence; ela é do Senhor (1 Crônicas 29:11). A nós, ela é concedida unicamente por sermos Seu povo (Salmo 44:7).

    A Marca dos Fiéis

    O profeta foi reconhecido por uma marca distintiva, comum entre os profetas da época. O primeiro profeta se apresentou para anunciar a vitória de Deus (v. 28). Este se revela para anunciar o juízo divino: a consequência direta da desobediência de Acabe em poupar aquele que Deus havia condenado.

    Assim como Elias se sentiu sozinho, este profeta anônimo surge para cumprir uma missão específica, demonstrando que Deus sempre tem provisão para realizar Sua vontade.

    Da mesma forma, a igreja possui uma marca que a identifica como Corpo de Cristo (Efésios 1:13). O que, então, identifica um cristão com Cristo? A resposta encontramos em 2 Coríntios 1:21-22: a unção do Espírito Santo que é o selo de Deus em nossos corações. Que essa marca seja sempre um lembrete de nossa aliança primordial com o Soberano, a única aliança que nos garante a verdadeira e duradoura vitória.

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    Leia também: Por que pregamos o Evangelho de Cristo?

    EVENTOS MARCANTES DO INÍCIO DA IGREJA DE CRISTO

    A Derrota de Um Rei Ébrio: Uma Lição Atemporal

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  • EVENTOS MARCANTES DO INÍCIO DA IGREJA DE CRISTO

    EVENTOS MARCANTES DO INÍCIO DA IGREJA DE CRISTO

    EVENTOS MARCANTES DO INÍCIO DA IGREJA DE CRISTO é um esboço que fiz com adaptação, da Lição 3 da Revista Realização Nº 106 da EBD, Estudo do Livro Atos dos Apóstolos, nos textos: At 2.1-13; 3.1-10; 5.1-16; 9.32-43.

    Objetivo do Estudo

    Imagem de Jose Weslley por Pixabay

    Nos estudos de hoje vamos compreender o significado dos eventos que marcaram o início da igreja de Cristo e o que significa o derramamento do Espírito Santo.

    Compreendendo isso, iremos vivenciar a prática da fé cristã e a crença no poder sobrenatural de Deus que continua atuando na história para a expansão do evangelho.

    Quais foram os eventos destacados na revista em nossa  lição de hoje?

    • O pentecostes (At 2.1-13)
    • A cura de um deficiente físico (At 3.1-10)
    • Como Deus matou Ananias e Safira por causa do pecado da mentira (At 5.1-16)
    • A cura de Enéias (At 9.32-35)
    • A ressurreição de Tabita (At 9.36-43)

    Sobre qual desses fatos você tem dúvidas? Quais são suas dúvidas? Vamos resumir os ensinos de cada um desses eventos.

    O pentecostes (At 2.1-13)

    Qual o significado da palavra Pentecostes? 

    pentēkostḗ = Quinquagésimo dia.

    Festa das Semanas ou Primícias celebrada sete semanas após a Páscoa (Lv 23.15-21; Dt 16.9-11). Estavam todos reunidos? Quantos? 120 (1.15). Onde? Não sabemos, provavelmente em algum lugar público no templo (ou casa do templo) porque havia muita gente reunida.

    Quem mais estava ali? Em que língua falavam?

    Ali estavam falando os Galileus, naturais da Galiléia, Mc 14.70; Lc 13.1, onde Jesus começou seu ministério e chamou seus primeiros discípulos. Agora eles estavam em Jerusalém, na Judeia. 

    Estavam ali também homens de todas as nações: Judeus helenistas, por causa das dispersões. 

    Como aconteceu o derramamento do Espírito Santo? Um som como de um vento impetuoso, e línguas como que de fogo.

    Qual o significado?

    Cumprimento das promessas. Onde estão as promessas? Jo 14.16,17, 23,26; 16.1-10, 13,14; Até 1.8 Mas só nesses? Não. Também Joel 2.28-32. E poderíamos mencionar também muitos outros textos de Isaías, Jeremias, Ezequiel etc. Significado: Deus habitando em seu povo (Jo 14. 23).

    Qual foi o pastor que batizou-os com o Espírito Santo? Veja Lc 3.16;

    Dom (At 2.28). O que é o derramamento do Espírito Santo? É a dádiva por Deus do seu Espírito para morar nos que lhe obedecem. Qual a diferença entre dom do Espírito e dons espirituais? O dom é a dádiva. Os dons são as capacitações que o Espírito Santo (O Dom) gera nos crentes para o exercício do ministério e edificação da igreja.

    Dom de Línguas (At 2.8-11). Quais línguas? O que significa? 

    As línguas aqui não eram estranhas, mas estrangeiras. Ação contrária a Babel ( Gn 16.6,7).

    Significado: Deus abençoando todos os povos da terra, sem barreiras de línguas, culturais e étnicas, através da salvação em Jesus, o descendente de Abraão, por meio do povo de Israel que creu em Jesus de Nazaré como o Cristo (Messias).

    A cura de um deficiente físico (At 3.1-10)

    Três fatores marcantes: 

    • O Espírito Santo Agindo nos Crentes
    • O testemunho dos apóstolos
    • A operação de sinais de poder pelo nome de Jesus 

    Os Atos dos Apóstolos eram Atos do Espírito Santo,  principalmente nos Apóstolos nomeados por Jesus para esse fim, mas também em toda a comunidade dos discípulos. Começa assim, o sacerdócio universal dos crentes em Jesus Cristo.

    O que percebemos a respeito disso? 

    1. Os apóstolos estavam engajados 100% com a missão. Qual era a missão? (At 6.4,7).
    2. A oração da hora nona. 3 h da tarde. 
    3. Testemunho: Não temos ouro e nem prata, mas o que temos te damos. O que tinham?  O Nome de Jesus é tudo que precisamos. Jesus é cura, salvação, restauração. 
    4. O Nome de Jesus é o caráter, a índole de Jesus  e não um nome mágico do tipo “abracadabra” de Aladim.
    5. Para quem tem o Espírito Santo, não é preciso dinheiro para realizar a missão? É preciso fé e obediência a Jesus.
    6. Jesus morreu, ressuscitou, está à direita de Deus,  operando em sua igreja através do Espírito Santo para salvar os que creem e Voltará para julgar o mundo (2.31-36; 4.12; 17.31).

    Os apóstolos não tinham uma agenda e nem uma vida particular. A agenda deles era a que Cristo estabeleceu: Ser-me-eis testemunhas (At 1.8).

    Por que Deus matou Ananias e Safira? (At 5.1-16)

    Qual o significado?

    Deus não aceita falsa adoração.

    A cura de Enéias (At 9.32-35)

    Onde? Lida, perto de Jope, talvez Lode (50 km a noroeste de Jerusalém). 

    Desceu Pedro a toda parte (Viagem em cumprimento da missão. Viagem missionária. Não era turismo nem negócios particulares. Eles não tinham particulares).

    Parece que Pedro foi aí só confirmar a evangelização já feita por Felipe.

    Significado: Cumprimento de Promessa de Jesus: Marcos 16:15-20. 

    O Exercício da Missão:

    ¹⁵ E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

    ¹⁶ Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

    ¹⁷ E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;

    ¹⁸ Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e sararão.

    ¹⁹ Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus.

    ²⁰ E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiam. Amém. 

    Significado para Hoje?

    Devemos orar sempre sem jamais desfalecer (Lc 8.1). 

    Devemos contar com a operação milagrosa do Espírito Santo.

    O Nome de Jesus é o caráter, a índole de Jesus  e não um nome mágico do tipo “abracadabra” de Aladim.

    A ressurreição de Tabita (At 9.36-43).

    Receberam dons (capacitação para a missão) doados pelo DOM. Quem era o DOM? O Espírito Santo.

    Significado: Não significa que vamos ressuscitar toda gente boa que morrer, caso contrário a história nunca termina para recomeçar. 

    Significada: No nome de Jesus está o poder da vida física e espiritual. Não só o espírito do homem será salvo, mas também a alma vivente (vida animal) e o corpo. Promessa 1 Co 15.

    A Derrota de Um Rei Ébrio: Uma Lição Atemporal

    Israel Sob O Rei Acabe: Navegando Entre Honra e…

  • Israel Sob O Rei Acabe: Navegando Entre Honra e Um Fio da Dignidade

    Israel Sob O Rei Acabe: Navegando Entre Honra e Um Fio da Dignidade

    Israel Sob Acabe viveu mais em derrotas do que vitórias, embora houvesse nele um fio de dignidade.

    Israel Sob O Rei Acabe Rei sem honra (1 Rs 20.1-6)

    Agora o problema não é a seca, mas Ben-Hadade, rei da Síria. Ele é de personalidade forte, e cônscio de sua autoridade militar (2,3). Manda dizer que o ouro, as mulheres mais fortes e os filhos de Acabe são dele. Acabe diz, noutras palavras: “Sim, senhor”. Diante da fraqueza deste, Ben-Hadade manda dizer que quer muito mais, “tudo que te for aprazível”.

    Como um homem desse poderia reinar sobre um país? Trata-se de uma pessoa sem honra, sem dignidade de homem, muito menos de rei. Qual será o seu fim? Parece que ele só peitava a Deus e os profetas de Deus. Que pena!

    A resposta de Acabe não é aquela que precisa ser dada com força quando o adversário e seus agentes nos propõem atitudes desonrosas, imorais e infiéis a Deus. Quando nos oferecem subornos, drogas, condutas indecentes e libertinas. Uma pessoa que tem honra e dignidade se posiciona com firmeza e com liberdade padrão normativo de conduta. Não se prostra diante de ditadores e líderes perversos.

    O prepotente Ben-Hadade, seguro do seu poder militar, procurava humilhar. O povo de Deus precisa ter honra e conduta corajosa baseada nos princípios bíblicos e ser fiel a Deus. Caso contrário os inimigos o farão, como se diz: “Gato e sapato”.

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    Um fio de Dignidade (7-12)

    Diante da ameaça de Bem-Hadade, Acabe parece ressuscitar um fio de dignidade: Toma conselho com os anciãos (conselheiros) e se nega ceder (v. 7-9).

    O rei da Síria fica furioso ao jurar pelos deuses destruir Samaria, a capital de Israel. Acabe responde algo semelhante a: “Não cante vitória antes da batalha”. Então Ben-Hadade ordenou seu exército a se preparar para a batalha.

    Olha o homem! Parece que sobrou um fio de dignidade nele. Resolveu enfrentar o adversário. Respondeu com segurança! É assim que se fala! Será que é da autoria ou plágio? Não importa. A resposta foi boa.

    É assim que se fala, irmão e irmã! Devemos enfrentar o mal quando ele vem contra nós. Mas lembremo-nos: “Nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os principados e potestades” (Ef 6.12). Nossa guerra é espiritual. Não temos que matar os sírios que vêm contra nós hoje, mas temos que enfrentar seus pecados; suas malignidades com coragem e fé em Deus.

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    Leia também: A Carta À Igreja de Filadélfia

    OS TRÊS ESTÁGIOS DA SALVAÇÃO

  • Elias no Divã de Deus

    Elias no Divã de Deus

    Elias no Divã de Deus: “Que Fazes Aqui?” e a Cura para o Desânimo (1 Reis 19. 9-18)

    Elias entrou numa caverna onde passou a noite e lhe veio a palavra do Senhor dizendo: “Que fazes aqui, Elias?” (v. 9). 

    Elias falou de seu zelo pelo Senhor Deus, enquanto “os filhos de Israel deixaram a aliança, derrubaram os altares de Deus, e mataram os profetas do Senhor.

    Só eu fiquei e tentam matar-me também, disse ele (v.10). Deus o chama para fora da caverna, a se pôr em sua presença, pois Deus vai passar. Passa um vento forte que despedaçava as penhas, mas o Senhor não está no vento. 

    Depois veio um terremoto, mas o Senhor não está no terremoto (v. 11). 

    Depois um fogo, porém o Senhor não estava no fogo.

    Depois uma voz calma e suave (v. 12). Só então Elias saiu à entrada da caverna. “Ouvindo-a, Elias envolveu o rosto na capa e, saindo, pôs-se à entrada da caverna”.

    Elias no Divã de Deus Desabafa Sua Angústia e Solidão

    Uma voz lhe dizia: “Que fazes aqui, Elias?” (v. 13). Elias torna a falar do seu zelo, enquanto os filhos de Israel deixaram a aliança, derrubaram os altares, e mataram os profetas de Deus. Resta só ele e querem matá-lo também (v. 14). 

    Deus lhe diz: “Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco. Quando lá chegares, unge a Hazael rei sobre a Síria” (v.15) e a Jeú, rei de Israel, e a Eliseu ungirás profeta em teu lugar (v. 16). “Quem escapar da espada de Hazael, Jeú matará, e quem escapar da espada de Jeú, Eliseu o matará” (v. 17). “Também conservei em Israel sete mil – todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou” (v. 18).

    Elias chegou ao Horebe ou Sinai, entrou numa caverna onde passou a noite e o Senhor falou com Ele: “Que fazes aqui Elias?”. Foi ali que um dia Deus falou com Moisés e lhe deu Sua palavra (Ex 20). Agora Deus fala com o seu profeta. Era um lugar considerado sagrado. O lugar da presença de Deus. Por isso era chamado “o monte de Deus” (8). Quando estamos abatidos, tristes, desanimados devemos buscar perseverantemente a presença de Deus. 

    Algumas Considerações

    Muitos quando estão desanimados nem se quer vão às reuniões da igreja, que muitas vezes fica ao lado de sua casa, no seu bairro ou cidade.

    Elias investiu numa caminhada de “quarenta dias e quarenta noites” (v.8) para buscar essa presença bendita. A voz de Deus lhe dera forças e direção para prosseguir no seu ministério. 

    Elias respondeu a Deus falando de seu zelo e de como os filhos de Israel estavam pecando. Aqui temos a tônica de todos os profetas, o objetivo principal da profecia: o povo deixou a aliança, derrubou os altares, e mataram os profetas (veja Mt 23.37). 

    A partir disso o profeta chamava o povo ao arrependimento e à conversão a Deus. Isto quer dizer que o profeta olhava para trás (o pacto no Sinai, Ex 20), para a situação em que se encontravam, e proferia uma sentença futura. O profeta não é um vidente, embora haja evidência na profecia.

    A queixa de Elias, como já vimos, tem fundamento. Ele está abatido com razão. Ele está sofrendo de depressão por motivos reais e em decorrência de seu ministério estressante. 

    De fato, muitos constatam que “lidar com gente é pior do que lidar com animais”. Mas Deus está interessado em gente, e não há como o profeta se esquivar. Ele terá que sair da caverna e cumprir a vontade de Deus. 

    Mas primeiro, Deus, o Psicólogo, vai curar-lhe a depressão. Elias está no Divã de Deus. A forma de tratamento é singular: Só Deus conhece essa terapia. 

    Elias, devido aos milagres realizados, talvez pensasse que não adiantava mais lutar, não tinha mais o que fazer. Já havia anunciado falta de chuva, faltou. Anuncia chuva, choveu. Onde havia a última porção de comida disse que não faltaria, não faltou. Pediu para Deus msndar fogo do céu, desceu e consumiu completamente não só o holocausto, mas tudo que sobre onde estava preparado. Correu mais veloz do que os cavalos do rei.Bem, o que mais poderia fazer para o rei, a rainha e o povo se converterem e acabar a perseguição? 

    Agora a rainha jurou-lhe de morte e ele não está vendo jeito de escapar, senão, fugir. Talvez Elias estivesse esperando Deus fazer algo ainda mais extraordinário. Então Deus mostrou algumas coisas como veremos a seguir sobre Sua maneira de agir.

    Como Deus Age

    1 – Deus não age apenas de forma sobrenatural. Nem sempre teremos um vento destruir, ou fogo descendo do céu, terremoto (At 4.24-31). Às vezes ele age de forma mansa e tranquila. Nem sempre sua voz estremece como aconteceu quando Deus falou com Moisés ali mesmo no Horebe (Êx 19.16-19). Ele também fala mansamente. 

    2 – Elias foi parar ali por causa do medo e do desânimo. Mas Deus o chamou para fora, para ele ouvir Sua voz, e para cumprir a missão profética. Mais tarde o Apóstolo Paulo diria ao um jovem pastor: “Sofre as aflições como bom soldado de Jesus Cristo” (2 Tm 2.3).

    Muitas vezes estamos escondidos na caverna do desânimo e do medo, mas Deus nos chama para fora. Precisamos ouvir a voz de Deus e sairmos da nossa caverna. Precisamos enfrentar a vida com fé em Deus e sua palavra. Elias estava no “monte de Deus“, muitos estão também na igreja de Deus, mas como se estivessem na caverna.

    3 – Elias apresentou suas justificações (ou seriam desculpas?). Ele se sentia só, como Moisés, cujo povo nem esperou ele descer do monte com a palavra de Deus (Ex 32.8). De fato eram problemas sérios. Mas, pessoas estressadas têm a tendência de aumentar, supervalorizar os problemas. 

    Devido a isso, o Pr Jilton Moraes disse que “quase que teríamos um livro chamado Lamentação de Elias”. Entretanto, Deus está acima das circunstâncias difíceis que envolvem nossa vida e ministério. 

    Paremos de lamentar nossa debilidade, nossa dificuldade, os problemas da vida. Deus é maior que tudo isso. Deus chamou Elias para fora e fez-lhe ver coisas ocultas que ele não sabia (Jr 33.3). 

    Ele pensava estar só. Deus lhe mostrou que havia sete mil que não dobraram os joelhos a Baal. Estes lhe serviriam de apoio. 

    Deus mostrou-lhe o que fazer: ungir Hazael, rei da Síria, Jeú, rei de Israel. Estes executariam justiça em Israel. 

    Mandou também ungir a Eliseu, como profeta em seu lugar. Mediante isso, a rainha perversa seria punida e morta (2 Rs 9;), Acabe também (1 Rs 22.29ss) e ele, Elias, iria se aposentar em grande estilo, e iria curtir a aposentadoria no céu, sem precisar passar pelo estresse da morte (2 Rs 2.11). Deus reconheceu que o ministério de seu servo é estressante.

    Lição de Elias no Divã de Deus

    Devemos ouvir a pergunta de Deus: O que você está fazendo aqui, meu filho, minha filha? O que você está fazendo desanimado(a), com medo, estressado? Sai para fora desta caverna. Sai dessa situação. Venha! Ouça-me! Tenho vitória para você. Tenho direção para sua vida. Tenho para você, apoio e uma missão a cumprir. 

    Há sete mil que não dobraram os joelhos perante Baal, o que demonstra que sua pregação tem resultado, embora você não o saiba (18).

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    Leia também: Abençoai! Abençoai!

  • Terapia Divina: Profeta Elias

    Terapia Divina: Profeta Elias

    Terapia Divina: Profeta Elias sentou no divã de Deus onde encontrou renovo (1 Reis 19.4-8).

    Elias caminhou durante um dia para o deserto. Então ele orou:  “Já basta, ó Senhor. Toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais” (v. 4). 

    Imagem de Silvia por Pixabay

    Depois deitou e dormiu debaixo de uma árvore. De repente um anjo o tocou e disse:”Levanta-te, e come” (v. 5). 

    Ele olhou, viu um pão cozido e uma botija de água, come, bebe e torna a deitar-se (v. 6). O anjo o tocou pela segunda vez e lhe disse: “Levanta-te e come, pois muito longo te será o caminho” (v.7). 

    Então ele levantou, comeu e bebeu e com a força daquela comida ele caminhou quarenta dias e quarenta noites até o Horebe (v. 8).

    Terapia Divina por Meio de Anjos

    Elias, que antes fora sustentado por corvos, agora é sustentado por anjos. Mas Deus é o agente, porque os corvos foram ordenados por Deus, e o anjo também, pois é o “anjo do Senhor” (v.7), aquele que se acampa ao redor dos que temem a Deus (S1 34.7).

    Há momentos na vida que nos sentimos estressados, desanimados com os embates contra o pecado e contra o mal em nós mesmos e no mundo; contra crises psicológicas: depressão, dificuldades de saúde e financeira, etc. 

    Nesses momentos temos vontade de fazer como Elias. Muitos são os que pedem a morte ou deitam-se inertes sem força para lutar. O pior é que muitos nem oram; perdem o ânimo até para orar.

    Felizmente Elias falou com Deus a respeito de seu estado, e Deus enviou seu anjo para sustentá-lo e fortalecê-lo. Podemos nos sentir desanimados, mas nunca devemos deixar de orar, porque Deus responde à oração e nos envia consolo e força. 

    O nosso melhor psicólogo é Deus. Sentemo-nos no divã de Deus a cada dia e conversemos com Ele sobre nossas dores, tristezas, alegrias, etc.

    Origem do Desânimo de Elias

    O desânimo de Elias tinha razão de ser. A idolatria era intensa. Um rei sem personalidade, influenciado por sua esposa perversa estava no comando do país. Outros profetas já haviam morrido (18.4). Elias enfrentou o rei (18.18), estava destruindo o culto a Baal, defendido e protegido pela rainha (18.22ss), o que deveria esperar? 

    Ele enfrentou, sozinho, 850 profetas (18.19). A rainha, revoltada, queria matá-lo (19.2). Ele se sentia só (19.14) muitos perdem as esperanças. Por muito menos que isto muitos estão morrendo de estresses imaginários. Os problemas de Elias ao menos eram reais. 

    Se você está desanimado(a), faça como diz o hino: “confia em Deus, que Ele sempre te ouvirá, confia em Deus, que Ele nunca falhará, confia em Deus, e a negra nuvem passará, oh não duvides, mas confia em Deus“.

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  • JESUS: A Oferta Perfeita e Completa para Expiar Os Pecados

    JESUS: A Oferta Perfeita e Completa para Expiar Os Pecados

    JESUS: A Oferta Perfeita e Completa para Expiar Os Pecados, Hebreus 10.1-17 – Rascunho.

    Cristo, o Advogado (intercessor) único diante de Deus (1 Jo 2.1,2).

    Propiciação: A única oferta aceitável que pode aplacar a ira de Deus.

    Oferta vicária: A oferta de Cristo em nosso lugar. Substitutiva.

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    A Oferta: Imagem de Chil Vera por Pixabay

    Hebreus Capítulo 10 – Resumo

    O escritor procura convencer seus leitores de que os preceitos da Lei e do culto judaico são insuficientes para expiar pecados. Para isso ele cita o Salmo Messiânico:

    Salmos 40.5-7:

    • A entrada de Cristo no mundo( v. 5): Encarnação;
    • Sacrifício e oferta não quisestes (5,6; 1 Sm 15.22,23)
    • Um corpo me formaste, diz respeito ao nascimento de Cristo.

    As prescrições da Lei não eram aceitas por Deus para remir os pecados. Essas coisas deveriam ensinar a eles a obediência, que era o que, de fato, Deus quer.

    VERSO 10 É O VERSO CHAVE

    Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas.”

    Os sacrifícios no culto da VA eram repetitivos porque não tinham poder de purificar os pecadores definitivamente. 

    O sacrifício de Cristo sim, pois conforme as profecias de Jr 31.33-34 a lei perfeita de Deus seria escrita na mente e no coração e o pecado destes seriam esquecidos de uma vez para sempre, então, não seria mais necessário oferta pelo pecado.

    Testemunho do Espírito Santo (v.15):

     2 Tm 3.16,17:

    Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça,

    para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.

    O Espírito Santo é inspirador de todas as Escrituras, desde o Gênesis até o Apocalipse. Por isso dizemos que a Bíblia é infalível. Porque ela é escrita por homens, mas sua origem e autor é Deus.

    A obra de Cristo garante a realidade do nosso perdão de forma definitiva e eterna.

    Diz o Espírito Santo 8.12; 10.17: NÃO LEMBRAREI MAIS, e eu enfatizo, NÃO LEMBRAREI MAIS DOS SEUS PECADOS. 

    Portanto, pensar em substituir isso por rituais e ofertas absurdas como animais, culto baseado em outros mediadores, mandingas e superstições é loucura, insensatez. No mínimo: Falta de bom senso. 

    O Espírito Santo é PESSOA DIVINA. Ele dá testemunho. Se fosse uma energia não daria testemunho, não falaria nada. 

    Não há mais nenhuma outra oferta pelos pecados. A de Cristo é total, final e cabal.

    Foi o que Jesus disse depois de provar o cálice da ira de Deus: 

    Tendo-o provado, Jesus disse: “Está consumado! ” Com isso, curvou a cabeça e entregou o espírito.”

    João 19:30

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