Categoria: Estudos Bíblicos

A Bíblia é a palavra de Deus em linguagem humana. Homens falaram movidos pelo Espírito de Santo, e registraram o que ouviram de Deus.
Então, se lida e corretamente entendida, a Bíblia serve como base sólida para construirmos nossas vidas, famílias e sociedade.
Embora muitas não aceitem e até discorde que a Bíblia é a Palavra de Deus, ela testifica de si mesma em 2 Timóteo 3.16,17:
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;
Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”
Assim, seguindo os ensinos bíblicos teremos bons filhos, pais e bons cidadãos, e consequentemente, sociedade justa.

  • Salmos: De Cânticos Antigos à Vida Atual

    Salmos: De Cânticos Antigos à Vida Atual

    Os salmos tratam da religião vivencial, cotidiana do povo de Israel. Mas agora é herança também da Igreja de Jesus Cristo, o herdeiro de todos as coisas.

    O livro tem 150 Salmos 2461 versículos. A forma de nos referirmos às leituras é Salmo 5, Salmo 6 e não capítulo 5, capítulo 6, como num hinário, em que dizemos hino 5, hino 6. É o maior livro da Bíblia em capítulos e palavras.

    A palavra Salmos é psalmós do grego. Indica um cântico para acompanhamento de instrumentos de cordas. O título veio da Septuaginta: Psalmoi. No hebraico:.”Tehillah” (תהילה) significa “louvor” ou “glória“. 

    Salmos tratam dos mais complexos problemas da vida tais como: depressão, ansiedade, incertezas, esperança e desesperanças, paz, guerra, questionamentos, frustrações, decepções… Mas também de louvor, adoração e de esperança com declarações messiânicas escatológicas.

    O Livro de Salmos é composto por cinco livros, cada um terminando com uma doxologia, do tipo: “Bendito seja o Senhor”. 

    Primeiro livro: 1-41 Quase todos de Davi;

    Segundo livro: 42-72 Sofrimento da alma, alegria do justo e glória de Deus;

    Terceiro livro: 73-89 Provavelmente do tempo de Josias (Provérbios 25.1);

    Quarto livro: 90-106 Alegria pela atuação de Deus na história de seu povo; Retorno do cativeiro babilônico;

    Quinto livro: 107-150 Período de Esdras e Neemias – Reconstrução do culto e da vida nacional.

    Salmo 1

    Os Bem-Aventurados e Os Amaldiçoados:

    Um paralelo com Os Dois Caminhos (Mt 7.13,14).

    Este Salmo traça um contraste entre o homem que segue a Lei do Senhor e o que a desobedece. Isso traz resposta para a pergunta: Quem são os Bem-aventurados? Quem são os verdadeiramente felizes da terra? Estes são os que andam na Lei do Senhor. Como eles se comportam? O verso 1 começa pelo que os bem-aventurados não são e não fazem.

    O versículo 1 destaca que os bem-aventurados não andam no caminho dos amaldiçoados ou ímpios.

    O homem bem-aventurado foge de forma gradual do conselho dos ímpios:

    Ele não anda no conselho dos ímpios, em q ue “andar”, significa as más influências que levam a comportamentos reprovados por Deus. O homem piedoso anda com Deus e por Ele tão somente é influenciado.

    Ele não se detém no conselho dos ímpios, em que deter-se significa parar se conformando com os malignos conselhos.  

    Ele não se assenta no conselho dos ímpios, em que assentar significa tomar parte.

    O conselho dos ímpios tenta a todo tempo seduzir o homem justo para a desgraça: convite para andar, convite para se deter e convite para se assentar. Mas o que for bem-aventurado, o justo, resiste à sedução do mal, e pratica somente o bem.

    Então, vem a ênfase de como seu caminho segue vitorioso e os motivos da vitória. Quais são esses motivos?

    Prazer na Lei do Senhor (2). Para o salmista, o maior padrão de conduta ordenado por Deus era a Lei. Para nós cristão é o ensino de Cristo que é superior ao da Lei, pois Jesus é maior do que Moisés (Hb 3.3).

    Meditar constantemente na Lei do Senhor (2). Ruminar, repetir em murmúrio para si mesmo. Pode ser repetir para memorizar.

    A Figura da Árvore Perene

    Consequentemente ele é:

    Como a árvore plantada junto a correntes de água (3). Uma planta em lugar propício e plantada com propósito no lugar certo, para que seja perenifólia. Mantém-se vívido (3)

    Dá fruto no tempo certo (3). É necessário dar fruto (Mt 21.19).

    Assim é o homem que anda na Lei do Senhor: Bem sucedido em tudo (3).

    A figura da árvore junto a fontes de águas era bem conhecida do povo de Israel que naquele tempo vivia do campo, em que a agricultura era fonte de sustento. Sabiam que as árvores precisam de água para se fortalecer. Para o cristão, a água é a Palavra de Deus, e de modo particular, os ensinos de Cristo. A água viva que Jesus ofereceu à mulher samaritana (Jo 4.1-30). A água que sustenta a vida dos que são eternamente felizes e prósperos.

    A Moinha que O Vento Espalha

    Ao contrário, os ímpios não são assim, mas são como a moinha que o vento espalha. A moinha era vegetação comum do deserto onde havia falta de água, terra seca, em que o vento as arrancava e levava facilmente. Assim são os ímpios, facilmente levados pelo caminho mal até a ruína eterna.

    Entre os discípulos de Cristo, um buscou o conselho dos ímpios. Judas Iscariotes tomou conselho com os sacerdotes e anciãos do povo para matar Jesus (Mt 27.1-10; At 1.16). Acabou tragicamente. E ainda tem de enfrentar o juízo de Deus (Sl 1.5; Mt 26.23,25; Ap 20.11-15). E “o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo” (Tiago 2:13).

    Há apenas dois caminhos: O do justo e o do ímpio (perverso); o do bem-aventurado e do amaldiçoado; o caminho dos que agradam a Deus e o dos que desagradam. Qual deles você quer seguir? 

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    Leia também: A Carta À Igreja de Filadélfia

    ESTUDO CARTA À IGREJA DE PÉRGAMO

  • O Maior Pecador da História de Israel

    O Maior Pecador da História de Israel

    O Maior Pecador da História de Israel marcou a história e levou toda sua descendência à ruína (Estudo em 1 Reis 21.25-29).

    A história bíblica está repleta de reis e rainhas, mas poucos deixaram um legado tão sombrio quanto Acabe, rei de Israel. Sua vida, marcada pela influência maligna de Jezabel, nos oferece um poderoso estudo sobre as consequências do pecado e a misericórdia divina. Em 1 Reis 21, mergulhamos em um episódio que selou o destino de sua linhagem e nos leva a refletir sobre a herança que deixamos.

    No começo do capítulo, vemos como Jezabel instigou a Acabe para cometer pecados tomando a vinha de Nabote. Ela até tomou a decisão dela mesma, dar a vinha de presente para o rei. Claro, usando de mentiras, falso testemunho, suborno e assassinato, ferindo todos os mandamentos de Deus.

    A Sentença Profética (17-24)

    Imagem de Jill Wellington por Pixabay

    Deus mandou o profeta Elias se encontrasse com o rei Acabe na vinha de Nabote. Acabe estava tomando a vinha para si (c. 17,18). Deus mandou Elias dizer a Acabe: “Mataste para tomar a herança? Serás morto e no lugar que os cães lamberam o sangue de Nabote lamberão o seu também” ( v. 19).

    Acabe chamou Elias de inimigo. Elias não negou. Perseguiu-o e alcançou-o porque ele se deixou subornar, se vender para fazer o que é mau aos olhos do Senhor (v 20).

    Em decorrência disso, Deus faria cair desgraça sobre ele: varreria a família dele em Israel (v 21). Deixariam de existir (v. 22). Também os cães devorariam Jezabel (v. 23). Os descendentes de Acabe que morressem na cidade seriam devorados pelos cães e os que morressem no campo, pelas aves (v. 24).

    Deus mandou o profeta falar com Acabe. Deus já sabia inclusive onde Acabe estava naquele momento e onde o profeta o encontraria. Este estava tomando posse da vinha alheia.

    Deus sabe onde nos encontramos e o que estamos fazendo. Deus conhece os atos de injustiça que são cometidos, e os pune (Salmos 139).

    A palavra profética é uma sentença: Mataste para tomar a herança? Serás morto e no lugar que os cães lamberam o sangue de Nabote lamberão o seu também. (v. 19).

    Uma sentença que veio de Iavé através de seu porta-voz, o profeta. A profecia contém consolo, mas também castigo. O profeta tinha uma mensagem de Deus para o rei. A palavra de Deus incomodou Acabe e tem incomodado muitas pessoas que querem viver pecando. Essas pessoas têm pavor da luz porque elas amam as trevas (Jo 3.19).

    Por causa de Acabe, seu filhos, sua linhagem seria exterminada de Israel. Que herança maldita esse pai deixou para seu filhos! O tom da sentença já era conhecido (Veja 1 Reis 14.10,11).

    Hoje, entretanto, nossos pecados não influenciam na salvação de nossos filhos. Nossos pecados não mais punidos neles. Isso foi mudado no cativeiro babilônico com Ezequiel (Ez 18). e alcançou seu auge em Jesus, em que, todo o que nele crer será salvo (Jo 3.16). Agora, cada um responde pelos seus próprios pecados (Rm 14.10,13; 2 Co 5.10).

    Porém, as histórias dos pais sempre deixarão algum tipo de herança para os filhos. Herança de vergonha, de dor, de indignidade, de opressão, etc.

    Que herança nós estamos deixando para nossos filhos Se você tem deixado uma história triste, é tempo de mudá-la. Se você recebeu uma herança maldita, há cura em Jesus para você e para seus filhos. Jesus levou sobre si as nossas maldições (Is 53; Gl 3.14).

    O Maior dos Pecadores (25,26).

    O rei Acabe superou todos os pecadores dentre seu povo e sua geração (v. 25). Ele se deixou contaminar e adotou a idolatria dos cananeus, os quais Deus mandou Moisés e Josué exterminar conforme disse a Abraão (Gn 15.16).

    Acabe aborreceu ao Senhor mais que todos os outros homens, porque sua mulher o instigava para fazer o mal. Esposa foi feita para ser companheira, amiga, ajudadora no bem (Gn 2.18). Jezabel, entretanto, só sabia praticar o mal. Não se encontrava nenhum bom conselho nela. Acabe, por sua vez, era um home sem criatividade até mesmo para pecar. Mas o que faltava nele, sobrava em Jezabel. Ela conseguiu que ele conquistasse o diploma do homem mais pecador do mundo. Conseguiu fazê-lo extremamente desagradável a Deus.

    Entretanto, das esposas cristãs, Deus espera que sejam amigas, amáveis, boas donas de casa, mestras no bem (1 Tm 2.9-15; Tt 2.3-5; 1 Pe 3.1-6), de forma que ganhem seus maridos para Cristo, até mesmo sem palavras.

    Arrependimento para o Maior Pecador (27-29).

    Até que enfim Elias conseguiu uma conversão ao Senhor. Mas será que era arrependimento mesmo ou mais um ato de medo? Parece que Acabe não fazia o que fazia por maldade, mas por fraqueza. Conversão sincera traz consigo mudança de vida, o que parece não ter acontecido com Acabe, como veremos na capítulo 22.

    A sentença permaneceria e se cumpriria (v. 19; 22.38). Apenas foi retardada pela misericórdia de Deus (v. 29), devido a um ato de respeito medroso por parte do rei. Deus é louvado pelo Apóstolo Paulo como o “Pai das misericórdia” (2 Co 1.3). Onde o pecado de Acabe foi grande, a graça foi abundantemente maior (Rm 5.20). Mas mesmo a graça não pode ser tratada como graça barata. Podemos usar da graça, mas não, abusar dela (Rm 6.12).

    Conclusão

    Devemos crer que Deus sabe tudo o que fazemos e onde estamos. Ele é justo Juiz e fará vingança contra o pecado. Não queiramos bater o recorde do rei Acabe de maior pecador. Ao invés disso, usemos do arrependimento e da graça que Deus nos oferece. Além disso, tomemos cuidados com conselhos malignos mesmo dos mais próximos. Estes podem ser nossa ruína, e deles.

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  • O Livro Selado e o Significado de Seus Selos (Ap 5)

    O Livro Selado e o Significado de Seus Selos (Ap 5)

    O Livro Selado e o Significado de Seus Selos (Apocalipse 5): Desvendando o Destino da Igreja

    Introdução:

    A seção de Apocalipse que se estende do capítulo 5 até o início do capítulo 8 nos transporta para uma cena celestial de profundo significado. Nela, o apóstolo João testemunha a centralidade de um livro selado com sete selos, um símbolo poderoso do plano divino para a história e o destino da Igreja. Este artigo explora o simbolismo deste livro, a busca por alguém digno de abri-lo e a gloriosa revelação do único capaz: o Cordeiro de Deus.

    Imagem de Jeff Jacobs por Pixabay

    O Drama Celestial: Quem Pode Revelar o Futuro da Igreja?

    Após a visão da porta aberta no céu (Apocalipse 4), João se depara com um dilema cósmico: quem possui a autoridade para desvendar a história e o futuro da Igreja em meio às tribulações terrenas? A pergunta ecoa no céu, carregada de expectativa e apreensão.

    O Livro Selado na Mão de Deus (Apocalipse 5:1-5)

    João observa um livro selado firmemente seguro na mão direita de Deus. Este não era um livro como conhecemos hoje, mas sim um pergaminho enrolado, escrito tanto por dentro quanto por fora, indicando a vastidão do conteúdo a ser revelado. A presença de sete selos reforça a ideia de que esta é a história completa e perfeita, conforme os desígnios do Soberano.

    A busca por alguém digno de se aproximar, tomar o livro e romper seus selos gera um momento de intensa dramaticidade. Um anjo forte proclama a pergunta, mas o silêncio ensurdecedor revela a incapacidade de qualquer ser celestial ou terrestre de realizar tal ato. A angústia de João é palpável: “e eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem mesmo de olhar para ele” (Apocalipse 5:4).

    O Consolo e a Revelação: O Leão que é Cordeiro (Apocalipse 5:5-7)

    Em meio ao desespero de João, um dos anciãos oferece palavras de conforto e esperança: “Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos” (Apocalipse 5:5).

    Aquele que é apresentado como o Leão da tribo de Judá, símbolo de realeza e poder, e a Raiz de Davi, que aponta para sua linhagem messiânica, revela-se surpreendentemente como um Cordeiro que estava morto (Apocalipse 5:6). Esta imagem paradoxal carrega profundos significados teológicos:

    Leão de Judá e Raiz de Davi: Confirmam a identidade de Jesus como o Messias prometido no Antigo Testamento, o Rei com autoridade e poder.

    Cordeiro que foi morto: Remete ao sacrifício vicário de Jesus na cruz, o meio pelo qual Ele venceu o pecado e a morte, tornando-se digno de redimir a humanidade. Sua vitória não reside no poder terreno, mas na submissão e obediência até a morte (Filipenses 2:5-11).

    Os sete chifres e sete olhos do Cordeiro simbolizam sua onipotência (poder pleno) e onisciência (conhecimento perfeito), respectivamente (Zacarias 4:10).

    A Adoração ao Cordeiro Digno (Apocalipse 5:8-14)

    Ao tomar o livro da mão de Deus, o Cordeiro Jesus é imediatamente alvo de adoração universal. Os vinte e quatro anciãos, representando a totalidade dos salvos em todos os tempos, prostram-se diante Dele com taças de ouro cheias de incenso, que simbolizam as orações dos santos. Essa imagem poderosa nos ensina que as orações dos crentes são preciosas para Deus e sobem como aroma agradável à Sua presença.

    A cena culmina em um crescendo de louvor:

    Os salvos cantam um novo cântico, reconhecendo a dignidade do Cordeiro por sua obra redentora (Apocalipse 5:9-10).

    Multidões de anjos unem suas vozes em um coro poderoso, exaltando o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória e a bênção do Cordeiro (Apocalipse 5:11-12).

    Toda a criação nos céus, na terra, debaixo da terra e no mar, proclama louvor e honra àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro para todo o sempre (Apocalipse 5:13-14).

    Conclusão:

    A passagem de Apocalipse 5:1-8:5 nos revela a centralidade de Jesus Cristo no plano redentor de Deus. Ele é o único digno de desvendar a história e o destino da Igreja, não por poder terreno, mas por meio de seu sacrifício vitorioso. A cena celestial de adoração nos encoraja a reconhecer a preciosidade de nossas orações e a nos unirmos ao coro universal de louvor ao Cordeiro de Deus, nosso Salvador.

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    A IGREJA APROVADA: PÉRGAMO 2

  • A Aliança Maldita: Quando a Vitória Ofusca a Obediência

    A Aliança Maldita: Quando a Vitória Ofusca a Obediência

    A Aliança Maldita desconsiderando preceitos bíblicos tem levado muitos à derrota.

    A fragilidade humana muitas vezes se manifesta na incapacidade de lidar com o sucesso. Mal experimentamos o sabor da vitória e já nos permitimos abusar do poder conquistado. O rei Acabe, protagonista da narrativa em 1 Reis 20, personifica essa tendência perigosa. Apesar da clara advertência profética sobre a iminente ameaça síria (v. 22), sua inclinação à desobediência o guia por um caminho tortuoso.

    Em um momento de aparente humildade encenada – os sacos e as cordas eram vestimentas típicas dos pobres, um gesto de submissão (v. 31) – o rei sírio Ben-Hadade implora pela vida. Acabe, então, profere palavras surpreendentes: “É meu irmão” (v. 32). Nesse gesto, sela uma aliança perigosa, uma afronta direta à vontade do Soberano Deus.

    Ben-Hadade, em troca de sua vida, oferece a devolução de cidades que outrora pertenciam a Israel e que, pela recente vitória, Acabe tinha o direito de reaver (v. 34). O rei israelita, em vez de exercer sua autoridade divina, firma um pacto com o inimigo e o deixa partir livremente.

    A Aliança Maldita Ocorre Quando a Vitória Ofusca a Obediência

    Essa atitude nos remete à sabedoria do Salmo 1: “Bem-aventurado é o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”. Unir-se em “jogo desigual com os infiéis” (2 Coríntios 6:14-15) é um terreno escorregadio para a fé. O Novo Dicionário da Bíblia levanta a hipótese de que a aliança de Acabe com a Síria tenha sido motivada pelo temor da crescente ameaça assíria, buscando um aliado estratégico. Contudo, Acabe ainda não compreendera que sua única aliança capaz de garantir a verdadeira vitória era aquela firmada com o próprio Deus.

    A narrativa prossegue com um episódio intrigante envolvendo um dos filhos dos profetas (discípulos dos profetas, v. 33). Por ordem divina, ele solicita a um homem que o fira, mas este se recusa (v. 35). A consequência é imediata e severa: o profeta anuncia que, por sua desobediência, um leão o matará, o que prontamente acontece (v. 36). Em seguida, o profeta faz o mesmo pedido a outro homem, que obedece e o fere (v. 37).

    Com o rosto disfarçado, o profeta se posta à beira do caminho por onde o rei passaria (v. 38). Ao avistar Acabe, ele clama, simulando uma situação de guerra: um homem lhe confiara a guarda de outro, com a ameaça de perder a própria vida ou pagar um talento de prata caso o prisioneiro escapasse (v. 39). Alegando distração, o homem sumiu. A resposta de Acabe é taxativa: ele próprio havia proferido sua sentença (v. 40).

    Nesse momento, o profeta revela seu rosto, sendo reconhecido pelo rei. A mensagem divina chega com o peso da justiça: “Assim diz o Senhor: Porquanto soltaste da mão o homem que eu havia condenado, a tua vida será em lugar da sua vida, e o teu povo em lugar do seu povo” (v. 42). Acabe se retira, consumido pelo desgosto e pela indignação.

    Uma Ilustração Viva da Seriedade que É Desobedecer a Deus

    Essa ilustração vívida da mensagem divina pode nos soar dramática em nossos dias. Imaginemos a necessidade de sermos feridos para transmitir a palavra de Deus! No entanto, de alguma forma, essa realidade ainda se manifesta. Somos todos pecadores, e Jesus, sendo Senhor e Mestre, padeceu infinitamente mais por nós (1 Pedro 2:21; 3:18).

    Acabe, embriagado pela vitória inicial, permitiu que os “holofotes do poder” o cegassem para a obediência a Deus. É crucial não confundirmos resultados com aprovação divina. Riquezas, autoridade e aplausos podem parecer sinais de sucesso, mas podem estar desprovidos da chancela do Senhor (Apocalipse 3:17, A igreja que se achava rica, mas era pobre).

    A autoridade do povo de Deus é concedida, limitada e retirada por Ele. Como nos lembra o Salmo 75:7: “Mas Deus é o juiz; a um abate, e a outro exalta”. Jamais devemos nos superestimar (2 Coríntios 1:9; 3:5). A vitória não nos pertence; ela é do Senhor (1 Crônicas 29:11). A nós, ela é concedida unicamente por sermos Seu povo (Salmo 44:7).

    A Marca dos Fiéis

    O profeta foi reconhecido por uma marca distintiva, comum entre os profetas da época. O primeiro profeta se apresentou para anunciar a vitória de Deus (v. 28). Este se revela para anunciar o juízo divino: a consequência direta da desobediência de Acabe em poupar aquele que Deus havia condenado.

    Assim como Elias se sentiu sozinho, este profeta anônimo surge para cumprir uma missão específica, demonstrando que Deus sempre tem provisão para realizar Sua vontade.

    Da mesma forma, a igreja possui uma marca que a identifica como Corpo de Cristo (Efésios 1:13). O que, então, identifica um cristão com Cristo? A resposta encontramos em 2 Coríntios 1:21-22: a unção do Espírito Santo que é o selo de Deus em nossos corações. Que essa marca seja sempre um lembrete de nossa aliança primordial com o Soberano, a única aliança que nos garante a verdadeira e duradoura vitória.

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    EVENTOS MARCANTES DO INÍCIO DA IGREJA DE CRISTO

    A Derrota de Um Rei Ébrio: Uma Lição Atemporal

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  • EVENTOS MARCANTES DO INÍCIO DA IGREJA DE CRISTO

    EVENTOS MARCANTES DO INÍCIO DA IGREJA DE CRISTO

    EVENTOS MARCANTES DO INÍCIO DA IGREJA DE CRISTO é um esboço que fiz com adaptação, da Lição 3 da Revista Realização Nº 106 da EBD, Estudo do Livro Atos dos Apóstolos, nos textos: At 2.1-13; 3.1-10; 5.1-16; 9.32-43.

    Objetivo do Estudo

    Imagem de Jose Weslley por Pixabay

    Nos estudos de hoje vamos compreender o significado dos eventos que marcaram o início da igreja de Cristo e o que significa o derramamento do Espírito Santo.

    Compreendendo isso, iremos vivenciar a prática da fé cristã e a crença no poder sobrenatural de Deus que continua atuando na história para a expansão do evangelho.

    Quais foram os eventos destacados na revista em nossa  lição de hoje?

    • O pentecostes (At 2.1-13)
    • A cura de um deficiente físico (At 3.1-10)
    • Como Deus matou Ananias e Safira por causa do pecado da mentira (At 5.1-16)
    • A cura de Enéias (At 9.32-35)
    • A ressurreição de Tabita (At 9.36-43)

    Sobre qual desses fatos você tem dúvidas? Quais são suas dúvidas? Vamos resumir os ensinos de cada um desses eventos.

    O pentecostes (At 2.1-13)

    Qual o significado da palavra Pentecostes? 

    pentēkostḗ = Quinquagésimo dia.

    Festa das Semanas ou Primícias celebrada sete semanas após a Páscoa (Lv 23.15-21; Dt 16.9-11). Estavam todos reunidos? Quantos? 120 (1.15). Onde? Não sabemos, provavelmente em algum lugar público no templo (ou casa do templo) porque havia muita gente reunida.

    Quem mais estava ali? Em que língua falavam?

    Ali estavam falando os Galileus, naturais da Galiléia, Mc 14.70; Lc 13.1, onde Jesus começou seu ministério e chamou seus primeiros discípulos. Agora eles estavam em Jerusalém, na Judeia. 

    Estavam ali também homens de todas as nações: Judeus helenistas, por causa das dispersões. 

    Como aconteceu o derramamento do Espírito Santo? Um som como de um vento impetuoso, e línguas como que de fogo.

    Qual o significado?

    Cumprimento das promessas. Onde estão as promessas? Jo 14.16,17, 23,26; 16.1-10, 13,14; Até 1.8 Mas só nesses? Não. Também Joel 2.28-32. E poderíamos mencionar também muitos outros textos de Isaías, Jeremias, Ezequiel etc. Significado: Deus habitando em seu povo (Jo 14. 23).

    Qual foi o pastor que batizou-os com o Espírito Santo? Veja Lc 3.16;

    Dom (At 2.28). O que é o derramamento do Espírito Santo? É a dádiva por Deus do seu Espírito para morar nos que lhe obedecem. Qual a diferença entre dom do Espírito e dons espirituais? O dom é a dádiva. Os dons são as capacitações que o Espírito Santo (O Dom) gera nos crentes para o exercício do ministério e edificação da igreja.

    Dom de Línguas (At 2.8-11). Quais línguas? O que significa? 

    As línguas aqui não eram estranhas, mas estrangeiras. Ação contrária a Babel ( Gn 16.6,7).

    Significado: Deus abençoando todos os povos da terra, sem barreiras de línguas, culturais e étnicas, através da salvação em Jesus, o descendente de Abraão, por meio do povo de Israel que creu em Jesus de Nazaré como o Cristo (Messias).

    A cura de um deficiente físico (At 3.1-10)

    Três fatores marcantes: 

    • O Espírito Santo Agindo nos Crentes
    • O testemunho dos apóstolos
    • A operação de sinais de poder pelo nome de Jesus 

    Os Atos dos Apóstolos eram Atos do Espírito Santo,  principalmente nos Apóstolos nomeados por Jesus para esse fim, mas também em toda a comunidade dos discípulos. Começa assim, o sacerdócio universal dos crentes em Jesus Cristo.

    O que percebemos a respeito disso? 

    1. Os apóstolos estavam engajados 100% com a missão. Qual era a missão? (At 6.4,7).
    2. A oração da hora nona. 3 h da tarde. 
    3. Testemunho: Não temos ouro e nem prata, mas o que temos te damos. O que tinham?  O Nome de Jesus é tudo que precisamos. Jesus é cura, salvação, restauração. 
    4. O Nome de Jesus é o caráter, a índole de Jesus  e não um nome mágico do tipo “abracadabra” de Aladim.
    5. Para quem tem o Espírito Santo, não é preciso dinheiro para realizar a missão? É preciso fé e obediência a Jesus.
    6. Jesus morreu, ressuscitou, está à direita de Deus,  operando em sua igreja através do Espírito Santo para salvar os que creem e Voltará para julgar o mundo (2.31-36; 4.12; 17.31).

    Os apóstolos não tinham uma agenda e nem uma vida particular. A agenda deles era a que Cristo estabeleceu: Ser-me-eis testemunhas (At 1.8).

    Por que Deus matou Ananias e Safira? (At 5.1-16)

    Qual o significado?

    Deus não aceita falsa adoração.

    A cura de Enéias (At 9.32-35)

    Onde? Lida, perto de Jope, talvez Lode (50 km a noroeste de Jerusalém). 

    Desceu Pedro a toda parte (Viagem em cumprimento da missão. Viagem missionária. Não era turismo nem negócios particulares. Eles não tinham particulares).

    Parece que Pedro foi aí só confirmar a evangelização já feita por Felipe.

    Significado: Cumprimento de Promessa de Jesus: Marcos 16:15-20. 

    O Exercício da Missão:

    ¹⁵ E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

    ¹⁶ Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

    ¹⁷ E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;

    ¹⁸ Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e sararão.

    ¹⁹ Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus.

    ²⁰ E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiam. Amém. 

    Significado para Hoje?

    Devemos orar sempre sem jamais desfalecer (Lc 8.1). 

    Devemos contar com a operação milagrosa do Espírito Santo.

    O Nome de Jesus é o caráter, a índole de Jesus  e não um nome mágico do tipo “abracadabra” de Aladim.

    A ressurreição de Tabita (At 9.36-43).

    Receberam dons (capacitação para a missão) doados pelo DOM. Quem era o DOM? O Espírito Santo.

    Significado: Não significa que vamos ressuscitar toda gente boa que morrer, caso contrário a história nunca termina para recomeçar. 

    Significada: No nome de Jesus está o poder da vida física e espiritual. Não só o espírito do homem será salvo, mas também a alma vivente (vida animal) e o corpo. Promessa 1 Co 15.

    A Derrota de Um Rei Ébrio: Uma Lição Atemporal

    Israel Sob O Rei Acabe: Navegando Entre Honra e…

  • Israel Sob O Rei Acabe: Navegando Entre Honra e Um Fio da Dignidade

    Israel Sob O Rei Acabe: Navegando Entre Honra e Um Fio da Dignidade

    Israel Sob Acabe viveu mais em derrotas do que vitórias, embora houvesse nele um fio de dignidade.

    Israel Sob O Rei Acabe Rei sem honra (1 Rs 20.1-6)

    Agora o problema não é a seca, mas Ben-Hadade, rei da Síria. Ele é de personalidade forte, e cônscio de sua autoridade militar (2,3). Manda dizer que o ouro, as mulheres mais fortes e os filhos de Acabe são dele. Acabe diz, noutras palavras: “Sim, senhor”. Diante da fraqueza deste, Ben-Hadade manda dizer que quer muito mais, “tudo que te for aprazível”.

    Como um homem desse poderia reinar sobre um país? Trata-se de uma pessoa sem honra, sem dignidade de homem, muito menos de rei. Qual será o seu fim? Parece que ele só peitava a Deus e os profetas de Deus. Que pena!

    A resposta de Acabe não é aquela que precisa ser dada com força quando o adversário e seus agentes nos propõem atitudes desonrosas, imorais e infiéis a Deus. Quando nos oferecem subornos, drogas, condutas indecentes e libertinas. Uma pessoa que tem honra e dignidade se posiciona com firmeza e com liberdade padrão normativo de conduta. Não se prostra diante de ditadores e líderes perversos.

    O prepotente Ben-Hadade, seguro do seu poder militar, procurava humilhar. O povo de Deus precisa ter honra e conduta corajosa baseada nos princípios bíblicos e ser fiel a Deus. Caso contrário os inimigos o farão, como se diz: “Gato e sapato”.

    Imagem de Nick115 por Pixabay

    Um fio de Dignidade (7-12)

    Diante da ameaça de Bem-Hadade, Acabe parece ressuscitar um fio de dignidade: Toma conselho com os anciãos (conselheiros) e se nega ceder (v. 7-9).

    O rei da Síria fica furioso ao jurar pelos deuses destruir Samaria, a capital de Israel. Acabe responde algo semelhante a: “Não cante vitória antes da batalha”. Então Ben-Hadade ordenou seu exército a se preparar para a batalha.

    Olha o homem! Parece que sobrou um fio de dignidade nele. Resolveu enfrentar o adversário. Respondeu com segurança! É assim que se fala! Será que é da autoria ou plágio? Não importa. A resposta foi boa.

    É assim que se fala, irmão e irmã! Devemos enfrentar o mal quando ele vem contra nós. Mas lembremo-nos: “Nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os principados e potestades” (Ef 6.12). Nossa guerra é espiritual. Não temos que matar os sírios que vêm contra nós hoje, mas temos que enfrentar seus pecados; suas malignidades com coragem e fé em Deus.

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    Leia também: A Carta À Igreja de Filadélfia

    OS TRÊS ESTÁGIOS DA SALVAÇÃO

  • Elias no Divã de Deus

    Elias no Divã de Deus

    Elias no Divã de Deus: “Que Fazes Aqui?” e a Cura para o Desânimo (1 Reis 19. 9-18)

    Elias entrou numa caverna onde passou a noite e lhe veio a palavra do Senhor dizendo: “Que fazes aqui, Elias?” (v. 9). 

    Elias falou de seu zelo pelo Senhor Deus, enquanto “os filhos de Israel deixaram a aliança, derrubaram os altares de Deus, e mataram os profetas do Senhor.

    Só eu fiquei e tentam matar-me também, disse ele (v.10). Deus o chama para fora da caverna, a se pôr em sua presença, pois Deus vai passar. Passa um vento forte que despedaçava as penhas, mas o Senhor não está no vento. 

    Depois veio um terremoto, mas o Senhor não está no terremoto (v. 11). 

    Depois um fogo, porém o Senhor não estava no fogo.

    Depois uma voz calma e suave (v. 12). Só então Elias saiu à entrada da caverna. “Ouvindo-a, Elias envolveu o rosto na capa e, saindo, pôs-se à entrada da caverna”.

    Elias no Divã de Deus Desabafa Sua Angústia e Solidão

    Uma voz lhe dizia: “Que fazes aqui, Elias?” (v. 13). Elias torna a falar do seu zelo, enquanto os filhos de Israel deixaram a aliança, derrubaram os altares, e mataram os profetas de Deus. Resta só ele e querem matá-lo também (v. 14). 

    Deus lhe diz: “Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco. Quando lá chegares, unge a Hazael rei sobre a Síria” (v.15) e a Jeú, rei de Israel, e a Eliseu ungirás profeta em teu lugar (v. 16). “Quem escapar da espada de Hazael, Jeú matará, e quem escapar da espada de Jeú, Eliseu o matará” (v. 17). “Também conservei em Israel sete mil – todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou” (v. 18).

    Elias chegou ao Horebe ou Sinai, entrou numa caverna onde passou a noite e o Senhor falou com Ele: “Que fazes aqui Elias?”. Foi ali que um dia Deus falou com Moisés e lhe deu Sua palavra (Ex 20). Agora Deus fala com o seu profeta. Era um lugar considerado sagrado. O lugar da presença de Deus. Por isso era chamado “o monte de Deus” (8). Quando estamos abatidos, tristes, desanimados devemos buscar perseverantemente a presença de Deus. 

    Algumas Considerações

    Muitos quando estão desanimados nem se quer vão às reuniões da igreja, que muitas vezes fica ao lado de sua casa, no seu bairro ou cidade.

    Elias investiu numa caminhada de “quarenta dias e quarenta noites” (v.8) para buscar essa presença bendita. A voz de Deus lhe dera forças e direção para prosseguir no seu ministério. 

    Elias respondeu a Deus falando de seu zelo e de como os filhos de Israel estavam pecando. Aqui temos a tônica de todos os profetas, o objetivo principal da profecia: o povo deixou a aliança, derrubou os altares, e mataram os profetas (veja Mt 23.37). 

    A partir disso o profeta chamava o povo ao arrependimento e à conversão a Deus. Isto quer dizer que o profeta olhava para trás (o pacto no Sinai, Ex 20), para a situação em que se encontravam, e proferia uma sentença futura. O profeta não é um vidente, embora haja evidência na profecia.

    A queixa de Elias, como já vimos, tem fundamento. Ele está abatido com razão. Ele está sofrendo de depressão por motivos reais e em decorrência de seu ministério estressante. 

    De fato, muitos constatam que “lidar com gente é pior do que lidar com animais”. Mas Deus está interessado em gente, e não há como o profeta se esquivar. Ele terá que sair da caverna e cumprir a vontade de Deus. 

    Mas primeiro, Deus, o Psicólogo, vai curar-lhe a depressão. Elias está no Divã de Deus. A forma de tratamento é singular: Só Deus conhece essa terapia. 

    Elias, devido aos milagres realizados, talvez pensasse que não adiantava mais lutar, não tinha mais o que fazer. Já havia anunciado falta de chuva, faltou. Anuncia chuva, choveu. Onde havia a última porção de comida disse que não faltaria, não faltou. Pediu para Deus msndar fogo do céu, desceu e consumiu completamente não só o holocausto, mas tudo que sobre onde estava preparado. Correu mais veloz do que os cavalos do rei.Bem, o que mais poderia fazer para o rei, a rainha e o povo se converterem e acabar a perseguição? 

    Agora a rainha jurou-lhe de morte e ele não está vendo jeito de escapar, senão, fugir. Talvez Elias estivesse esperando Deus fazer algo ainda mais extraordinário. Então Deus mostrou algumas coisas como veremos a seguir sobre Sua maneira de agir.

    Como Deus Age

    1 – Deus não age apenas de forma sobrenatural. Nem sempre teremos um vento destruir, ou fogo descendo do céu, terremoto (At 4.24-31). Às vezes ele age de forma mansa e tranquila. Nem sempre sua voz estremece como aconteceu quando Deus falou com Moisés ali mesmo no Horebe (Êx 19.16-19). Ele também fala mansamente. 

    2 – Elias foi parar ali por causa do medo e do desânimo. Mas Deus o chamou para fora, para ele ouvir Sua voz, e para cumprir a missão profética. Mais tarde o Apóstolo Paulo diria ao um jovem pastor: “Sofre as aflições como bom soldado de Jesus Cristo” (2 Tm 2.3).

    Muitas vezes estamos escondidos na caverna do desânimo e do medo, mas Deus nos chama para fora. Precisamos ouvir a voz de Deus e sairmos da nossa caverna. Precisamos enfrentar a vida com fé em Deus e sua palavra. Elias estava no “monte de Deus“, muitos estão também na igreja de Deus, mas como se estivessem na caverna.

    3 – Elias apresentou suas justificações (ou seriam desculpas?). Ele se sentia só, como Moisés, cujo povo nem esperou ele descer do monte com a palavra de Deus (Ex 32.8). De fato eram problemas sérios. Mas, pessoas estressadas têm a tendência de aumentar, supervalorizar os problemas. 

    Devido a isso, o Pr Jilton Moraes disse que “quase que teríamos um livro chamado Lamentação de Elias”. Entretanto, Deus está acima das circunstâncias difíceis que envolvem nossa vida e ministério. 

    Paremos de lamentar nossa debilidade, nossa dificuldade, os problemas da vida. Deus é maior que tudo isso. Deus chamou Elias para fora e fez-lhe ver coisas ocultas que ele não sabia (Jr 33.3). 

    Ele pensava estar só. Deus lhe mostrou que havia sete mil que não dobraram os joelhos a Baal. Estes lhe serviriam de apoio. 

    Deus mostrou-lhe o que fazer: ungir Hazael, rei da Síria, Jeú, rei de Israel. Estes executariam justiça em Israel. 

    Mandou também ungir a Eliseu, como profeta em seu lugar. Mediante isso, a rainha perversa seria punida e morta (2 Rs 9;), Acabe também (1 Rs 22.29ss) e ele, Elias, iria se aposentar em grande estilo, e iria curtir a aposentadoria no céu, sem precisar passar pelo estresse da morte (2 Rs 2.11). Deus reconheceu que o ministério de seu servo é estressante.

    Lição de Elias no Divã de Deus

    Devemos ouvir a pergunta de Deus: O que você está fazendo aqui, meu filho, minha filha? O que você está fazendo desanimado(a), com medo, estressado? Sai para fora desta caverna. Sai dessa situação. Venha! Ouça-me! Tenho vitória para você. Tenho direção para sua vida. Tenho para você, apoio e uma missão a cumprir. 

    Há sete mil que não dobraram os joelhos perante Baal, o que demonstra que sua pregação tem resultado, embora você não o saiba (18).

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