Categoria: Estudos Bíblicos

A Bíblia é a palavra de Deus em linguagem humana. Homens falaram movidos pelo Espírito de Santo, e registraram o que ouviram de Deus.
Então, se lida e corretamente entendida, a Bíblia serve como base sólida para construirmos nossas vidas, famílias e sociedade.
Embora muitas não aceitem e até discorde que a Bíblia é a Palavra de Deus, ela testifica de si mesma em 2 Timóteo 3.16,17:
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;
Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”
Assim, seguindo os ensinos bíblicos teremos bons filhos, pais e bons cidadãos, e consequentemente, sociedade justa.

  • O Milagre que Revela O Poder de Jesus em João 11

    O Milagre que Revela O Poder de Jesus em João 11

    O Milagre que Revela o Poder de Jesus em João 11, o oitavo sinal para a fé dos discípulos. Servem, também para todas as pessoas e famílias da terra.

    O Milagre que Revela o Poder de Jesus em João 11 A Uma Família Amada (Jo 11.1-7).

    Defina a família de Lázaro com uma palavra, podemos dizer que era Hospitaleira (Lc 10.38). Quanto ao convívio entre eles podemos dizer que era harmoniosa. A pesar que havia alguns atritos entre Marta e Maria, porque aquela gostava de servir, esta de ouvir. Essas duas coisas não se combinam.

    Jesus amava a todos (v.19). Mas, a família de Lázaro tinha algo especial. Jesus conhecia o coração das pessoas (2,24). Certamente encontrou naquela família sinceridade e verdade (4.24).

    Marta era a ativista. Ela gostava de servir. Essas pessoas são importantes, pois preparam banquetes saborosos. Mas, para Jesus nem só de pão vive o homem, mas sim de toda palavra de Deus (Mt 4.4). Então, para ele era bem-aventurado aquele ou aquela que quisesse mais pão do céu.

    A notável Maria que:

    1 – Ungiu com balsamo o Senhor (Cap. 12).

    2 – Enxugou os pés dele com seu cabelo;

    3 – Que escolhera a melhor parte: Ficar aos pés do Mestre ouvindo seus ensinos (Lc 10.38-42)

    Vejamos os Sinais. Quais os sinais até aqui?

    O Evangelho de João aborda os sinais oferecidos por Jesus para a fé dos discípulos dele, como está registrado no capítulo 20.30,31:

    Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

    O Milagre que Revela o Poder de Jesus em João 11 Entre Outros.

    Veja um resumo dos sinais de Jesus operados até aqui.

    1º Transformação da Água em Vinho (2.1-1);

    2º Conhecimento do Interior das pessoas (1.48; 2.24).

    3º A purificação do templo (2.13-25);

    4º A cura do filho do oficial do rei (4.46-54);

    5º Multiplicação dos pães para 5 mil (6.1-13);

    6º Jesus anda sobre as águas (6.16-21);

    7º A cura de um cego de nascença (9.1-11);

    8º A ressurreição de Lázaro (11.1-46).

    O Oitavo Sinal: A ressurreição de Lázaro.

    Lázaro morava em Betânia, que ficava a cerca de 3 km de Jerusalém. Ficava fácil para os moradores de Jerusalém visitarem a família. Mais tarde veremos como isso serviu para Jesus demonstrar para muitos quem Ele era..

    Versos 3-6: Quando sabemos que uma pessoa amada está doente, o que queremos fazer?

    Jesus demorou 2 dias para decidir ir ver seu amigo amado e atender a família amada.

    V.21 Senhor, se estives aqui, não teria morrido meu irmão.

    Sentimentos que vêm da falta de resposta imediata ou silêncio de Deus. Quando Deus não responde como você espera, como você se sente? O que pensa sobre Deus? Sentimento de abandono pela Amado? dúvidas? insegurança na fé?

    Por que Jesus não atendeu logo? Jesus já sabia o que ia acontecer e o que Ele ia fazer para a ajudar a família amada e manifestar sua glória. Era algo extraordinário, inesperado e surpreendente.

    Versos 7-10. O medo dos discípulo e a orientação do Mestre: Andar de dia e de noite; andar na luz e nas trevas;: andar seguindo a Jesus e andar possuído de medo. Estes são mais alguns dos contrastes característicos do Evangelho de João.

    João 13.7: Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois.

    Veros 11-15: Nosso amigo Lázaro adormeceu.

    -Se dorme está bem.

    -Lázaro morreu. Fico feliz que isso tenha acontecido e não estivesse lá. Vamos ver o amigo morto.

    Versos 17-27 – Se tu estivesses aqui meu irmão não teria morrido. Jesus ausente.

    Marta era parecida com Pedro. Maria era mais parecida com João.

    O cenário estava montado de forma perfeita:

    • Um amigo amado morto a 4 dias;
    • Muitos judeus presentes chorando ao som de flautistas e cantoras de lamentos para assistir o sinal.

    28-36 – Maria vai ao encontro de Jesus.

    Maria não sabia dos detalhes da conversa de Marta e Jesus, mas a conversa entre ela e Jesus caminha no mesmo sentido.

    Nesse trecho, o que podemos ver sobre Jesus? A humanidade. A empatia. Amor. Era era realmente Homem.

    Porém todos os sinais até aqui comprovaram que Ele é, também, Deus, pois nenhum outro homem os poderia operar.

    37-45 – Então, vem a pergunta: Será que Ele não podia ter impedido que seu amigo morresse?

    Jesus chegou tarde: “Já cheira mal” (Está em estado de putrefação. Está mortinho do Silva). Disse Marta.

    Tirai a pedra, Disse Jesus. Essa pedra tem ganhado vários nomes pelos pregadores: Incredulidade, cegueira espiritual, tarefa humana, religiosidade, pedra da morte: barreira que sela os destinos. Tirai a pedra para ver o poder de Deus.

    O que significa a ressurreição de Lázaro?

    1 – Jesus tem controle sobre a vida e a morte;

    2 –Confirmação do que Ele havia ensinado, quem nele crer tem a vida eterna (3.15,16; 6.47; 10.28; 1 Jo 2.25; 5.11).

    O Milagre que Revela o Poder de Jesus em João 11 – A palavra da vida soou no túmulo:

    Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão.

    João 5:25

    Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz.

    João 5:28

    O defunto saiu (45).

    46-53 – Por que os sacerdotes e fariseus queriam matar Jesus?

    Dureza de coração: Is 6.9-19; Mc 4.12; João 12.37-43.

    Motivos: Jesus traria instabilidade Política.

    54-57 – Estava próxima a festa da Páscoa, época propícia para apresentar o Cordeiro de Deus (1.29).

    Imanência X transcendência.

    O totalmente outro (Karl Barth): Diferente de todas as outas crenças dos povos a respeito de um deus. O Deus da fé cristã é o Deus da Bíblia.

    Deus, em Jesus Cristo se fez tanto transcendente quanto imanente. João parte do transcendente, o Verbo (1.1) para apresentar o Deus-Homem. Ele disse: Nós vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai (1.14), vimos com nossos próprios olhos, nossas mãos tocaram no Verbo da vida (1 João 1.1sgs).

    Leia Também: Deus Governa O Mundo

  • Amor Cristão em Ação

    Amor Cristão em Ação

    Amor Cristão em Ação: Exemplo Inspirador que serve de modelo para a vida cristã. Que amor é esse? Como praticar o amor cristão em nossa vida? Também apresentarei um panorama resumido da palavra amor na Bíblia, 4 tipos de amor.

    No final do poste, apresentarei exemplo de uma igreja em que a amor cristão faltou e as consequências que ela teve de sofrer por causa disso.

    Enfatizo, também, a lição mais preciosa para nós hoje.

    Amor Cristão em Ação e Sua Importância

    Muitos cantam sobre o amor, por exemplo: amor sem limites, amor de verdade, amor profano, amor eterno, amor verdadeiro, etc.

    Mas será que tudo que dizem os poetas sobre o amor é verdade? Será que a nossa sociedade sabe o que é amor verdadeiro? Qual o verdadeiro amor que rege todas as coisas e que dá sentido à vida?

    Isso é importante, porque em 1 Co 13 diz que nada tem valor sem o amor.

    Breve explicação sobre o conceito de amor cristão.

    Vinícios de Moraes cantou: “Eu sei que vou te amor por toda minha vida vou te amor…”. Conversando com um amigo sobre essa música, ele disse que Vinícios amou nove mulheres da mesma forma.

    Amar é isso? Talvez sim, mas não é amor cristão. Faço um breve relato sobre a palavra amor na Bíblia.

    Nas Escrituras Sagradas, as palavras usadas para exprimir “amor” podem variar de acordo com o contexto. Vou resumir aqui em poucas palavras. Mas se você quiser conhecer mais, vou deixar o link de acesso para meu blog na descrição deste vídeo, onde você vai encontrar um artigo mas completo sobre o assunto.

    4 Tipos de Amor.

    1 Phileo: “Gostar de”, “amar” é o amor amigo, entre parentes, e amor pela humanidade. Esta palavra inicialmente foi usada com significado de “afeição”, “hospitalidade. Os seus derivados se empregam com sentidos gerais, tais como philos (amigo), philema (um beijo). Dela vem a palavra filosofia, amor ao conhecimento. Felipe vem de philos (amigo, amante) + hippos (cavalo), significando, portanto, “Aquele que ama cavalo”.

    Exemplo: Rm12.10: Amai-vos cordialmente (fhilos: amor + adelphos: irmãoamor aos irmãos) uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.

    2 Stergo: É o amor entre pais e filhos, amor entre líderes e liderados, como também, amor do cachorro pelo seu dono. Exemplo:

    Rm1.31: Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural (stergo) irreconciliáveis, sem misericórdia.

    2 Tm3.3: Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons.

    3 Erao: É amor eros do desejo, anelo e anseio entre um homem e uma mulher. É o amor sensual. Igual a Eros, deus do amor (mitologia grega) – Não ocorre no NT.

    4 Agapao: “Amar” ou “amor”; Substantivo: Ágape. Indica  generosidade de uma pessoa para com outra ou de Deus para com o homem.

    A LXX preferiu usar agapao a qualquer outra palavra, por encontrar nela significado mais condizente com o ensino geral das Escrituras.

    Com especial atenção para seu uso quanto à graça de Deus (charis). Ou seja, seu amor inabalável (hesed), que é a caridade de Deus por Israel, em sintonia com ‘ahaba, amor eletivo de Deus pelo seu povo.

    Exemplo: Jr 31.3: Porquanto com amor eterno te amei (‘ahaba), por isso com benignidade (hesed) te atraí.

    Amor Cristão em Ação: O Exemplo Inspirador

    Mas, na verdade, saber o significado dessas palavras não acrescenta muito quando olhamos para a maior expressão de Amor Cristão em Ação que É Exemplo e Inspirador no Novo Testamento.

    Eu considero o modelo de amor cristão absoluto para aplicarmos em nossas vidas diárias

    O amor de Cristo. Segundo o próprio Jesus: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15.13).

    E isto é ainda mais significativo quando avaliamos o que 1 Pedro 3:18:

    Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito”.

    Sobre isso disse, também o Apóstolo Paulo em Romanos 5.7,8:

    Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”.

    A vida e obra de Cristo é a expressão maior do amor de Deus por nós, não há exemplo mais inspirador do que esse.

    Ele padeceu fielmente para cumprir a missão de expiar nossos pecados. Seu amor foi inabalável, imutável. Sua fidelidade foi constante tanto para com o Pai quanto para conosco.

    João 13:1 diz: Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim.

    Exemplo Negativo

    A igreja de Éfeso (Ap 2.1-8) partiu para guerra contra o pecado sem a mais necessária arma: o amor. Sem amor é tudo em vão (1 Cor 13).

    Amor Cristão em Ação: Recapitulação

    Então, nós tratamos dos conceitos vazios de amor, falamos de 4 usos diferentes de amor na Bíblia, e demonstramos a maior prova de amor, maior expressão de amor, o que define todo amor de Deus: A vida e obra de Jesus Cristo.

    Agora, em João 15:12 Jesus nos desafia dizendo: O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”.

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    Aprenda mais sobre AMOR Cristão em Ação em 5 Linguagens do Amor

  • Estudo do Livro de Revelações

    Estudo do Livro de Revelações

    Estudo do Livro de Revelações, credenciais, remetente, destinatários, escritor e o Cristo Glorificado.

    Estudo do Livro de Revelações. Credenciais 1.1-3

    As credencias.  A revelação é dada por Deus-Pai a Deus-Filho (1). Assim, Apocalipse não é de João, mas de Jesus Cristo. É dele toda revelação neste livro, assim como em toda a Bíblia.

    Revelação em grego é apokalupsis quer dizer “tirar o véu”, “descortinar”. Neste caso, revelar a mensagem de Deus dada a Jesus Cristo, e confiada a João como portador encarregado de transmitir às igrejas.

    A forma é, segundo a Bíblia Shedd, semainõ, que em grego significa, “indicar”, “ensinar por símbolos”. Indicando assim, a forma de comunicação simbólica.

    A finalidade de Deus com esta mensagem é “mostrar a seus servos as coisas que brevemente devem acontecer” (1). Então, este é o objetivo do Livro.

    Este Livro revela muito mais do que uma mensagem, mas, o próprio Deus. Deus é o doador da revelação. Jesus é o receptor da dádiva. Toda revelação de Deus pertence a Jesus, “revelação de Jesus Cristo” (1). Tudo foi dado a Ele (Mt 28.18). Ele é o Dono da revelação.

    Isto revela a Pessoa de Cristo como Senhor da Igreja e do Mundo. Mais adiante veremos sua dignidade em desvendar a história, e dar-lhe o fim desejado.

    Deus é o doador, a fonte de tais revelações, o “pai das luzes” de quem “vem todo dom perfeito” (Tg 1.17). Isto demonstra que não há dois deuses, mas um só, Pai e Filho em sintonia e unidade perfeita e indivisível, agindo em cuidado para com seus servos.

    O conteúdo da mensagem: “as coisas que em breve devem acontecer” (1). Isto é, um olhar para o futuro da Igreja e do mundo.

    Mas isto não quer dizer que o Livro revele só coisas futuras. O passado e o presente serão sempre lembrados. Só como exemplo introdutório, no verso 19 diz: “Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.

    João, conforme já vimos, é o discípulo e apóstolo, filho de Zebedeu. Ele testificou, isto é, assegurou, testemunhou, garantiu convictamente a veracidade da revelação da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, assim como tudo que viu (2).

    Por essa declaração do autor, deduzimos que ele era bem conhecido e que gozava de credibilidade dos destinatários (veja mais sobre o autor na Introdução e no próximo tópico: “Credenciais”).

    No fechamento das credenciais no verso 3, a bem-aventurança do que lê, dos que ouvem, e dos que guardam as coisas escritas nesta Revelação de Jesus Cristo.

    Esta termina com uma expressão que lembra os primeiros ensinos de Cristo, uma advertência: “porque o tempo está próximo” (Mc 1.15).

    Poderíamos entender assim: O fim das oportunidades está chegando, felizes são os que estão tomando conhecimento disto antes que aconteça.

    Cumpre-se assim a palavra profética:

    Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3:7).

    João, aqui, além de Apóstolo, teve também, a função de Profeta. E o destino da profecia é a edificação da Igreja do Senhor (1 Co 14.3).

    Por isso, a Igreja é alvo final da revelação e da profecia, para que ela possa cumprir sua missão no mundo, mas também para receber atenção, cuidado do Senhor.

    Estudo do Livro de Revelações Remetente 1.1,4,9

    O remetente e escritor das cartas e de toda Revelação neste livro se identifica como João, servo de Cristo (1), irmão e companheiro da Igreja “na tribulação, e na perseverança em Jesus” (9).

    Suas credenciais o identificam com a igreja perseguida. Ele era reconhecidamente um “irmão” em Cristo, e um coparticipante, “companheiro” não nas festas, mas na tribulação e perseverança em Jesus.

    Isto é, ele era companheiro de jugo com eles. Carregava com orgulho as mesmas marcas de Cristo. Este é o real sentido da comunhão, da koinonia cristã.

    Já vimos acima sobre autoria e argumentos favoráveis a João, o Apóstolo, filho de Zebedeu, e autor do quarto Evangelho.

    Estudo do Livro de Revelações – Destinatários 1.4,11.

    Os destinatários são as sete Igrejas da Ásia nomeadas aqui: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.

    Abordarei algumas particularidades sobre elas nos estudos de cada uma das cartas.

    Ensinos da Dedicatória (1.4-8).

    A saudação é costumeira de outras cartas, com algumas particularidades e semelhanças.

    Quanto às semelhanças, as expressões “graça” e “paz”. Estas expressões aparecem em todas as cartas de Paulo, de Pedro e em Segunda de João.

    Já as particularidades, a saudação em nome de Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo típicas da linguagem apocalíptica.

    A graça, e a paz vêm “daquele que é, que era, e que há de vir” (1.4). Aquele cuja linguagem humana não pode descrever nem mesmo os seus atributos, pois são eternos.

    Eterno é um termo vago, por isso os teólogos tentaram criar outro termo: sempiterno, “Característica do que persiste, do que se mantém ou se conserva, para sempre – que é eterno: Deus é sempiterno” (Dicio); O que não tem começo nem fim.

    Deus é o grande EU SOU (Êx 3.14), o refúgio de geração em geração (Sl 90.1). Antes de tudo Ele já existia, durante tudo Ele é, depois de tudo Ele continuará sendo Deus.

    Nossas expressões do verbo ser: “é, era, virá” são defeituosas, pois apontam para passado, presente e futuro. Porém, o que é o eterno? É o que começou e não tem fim ou o que é sem começo e sem fim? Está dentro do tempo ou fora do tempo?

    Não há palavras humanas para descrever corretamente Deus e sua forma de existência. Então, nós lançamos mão de antropomorfismos.

    Gosto de pensar que a questão da eternidade e o tempo são como um relógio de parede e seus ponteiros que marcam minutos e segundos.

    O objeto que contém os ponteiros está imóvel, enquanto os ponteiros se movimentam.

    O objeto relógio de parede seria a eternidade, os ponteiros seriam o tempo. A eternidade seria assim, uma realidade que contém o tempo, mas não sofre qualquer alteração com ele.

    Seria ainda, como um conjunto infinito universo que contém todos os outros conjuntos, inclusive as esferas do passado, do presente e do futuro.

    Tudo que já aconteceu, que acontece é que acontecerá, está diante de Deus neste, e em qualquer exato momento.

    Segundo as próprias palavras do Senhor, Ele diz: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apocalipse 1:8,11, 17).

    Todas as realidades estão convergidas para Cristo (Ef 1.10). E este é o Senhor da Igreja. Que consolo!

    Eu me consolo em pensar que este SER se apresenta para mim nas Escrituras, que Ele tem uma mensagem para mim, que para me salvar seu Filho veio e padeceu neste mundo. Que privilégio!

    E este foi o objetivo para a Igreja no fim do primeiro século que sofria com a perseguição. Deus, o sempiterno enviou a ela uma mensagem de consolo dizendo que Ele está no controle e que a Igreja deveria permanecer firme na fé, pois seu fim seria glorioso.

    E este consolo vem não somente na saudação do Pai nosso, mas também do Santo Espírito, aqui mencionado como os “sete espíritos que estão diante do seu trono”. Já mencionei que o número sete significa completação, perfeição. Assim, os sete espíritos aqui simbolizam o Espírito Santo.

    E assim como é a existência de Deus-Pai é igualmente a existência do Espírito Santo com todos os atributos. A particularidade do Espírito Santo é que Ele é aquele que inspirou todas as Escrituras, Velho e Novo Testamentos, e que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8; 2 Pe 1.20,21).

    A saudação também vem da “parte de Jesus Cristo que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra” (1.5).

    Igual ao Pai e ao Espírito Santo, o Filho é também de natureza divina com todos os atributos. Mas aqui há algumas particularidades que Deus-Pai e Deus-Espírito Santo experimentam na Pessoa do Filho, que é a sua missão de salvar a humanidade. Ele é uma fiel testemunha.

    Grande parte das vezes que busco o texto em grego para verificar a palavra usada para “testemunha” é usado termo martyria. Nos dicionários grego e nos léxicos esta palavra é sempre traduzida como testemunha ou testemunho e testificar.

    Foi o que Jesus disse aos Apóstolos em Atos 1.8Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”.

    A palavra testemunha é martyria. Desta palavra vem a palavra mártires. Tenho observado que eles entenderam que a ordem era para testemunhar com a própria vida, mesmo diante da morte pelo Império.

    Com esse pensamento, eles morreram testemunhando de Cristo, seguindo o exemplo de seu Senhor (At 9.16;20.4; Fp 1.29; 1 Pd 2.21). Sendo o primeiro mártir dos Apóstolos, Tiago (At 12.2).

    Jesus foi a primeira grande testemunha que, para nos fazer seus amigos deu sua vida (Jo 15.13).  E seus discípulos seguiram o exemplo.

    Mas esse testemunho de Cristo não tem só a perspectiva da salvação do homem, mas da firmeza inseparável com a natureza e propósitos de Deus.

    O Filho teve de se tornar homem, e padecer como homem. Para isso teve de se humilhar (Fp 2.5sgs). Ele sofreu afrontas, foi espancado, provado de todas as formas, mas permaneceu firme à sua missão encarregado pelo Pai.

    Assim, Ele é a fiel testemunha. Fiel é aquele que tem a capacidade de permanecer, resistir diante da prova, sem perder seu caráter, sua dignidade; sem romper com princípios morais e espirituais.

    É como um equipamento sendo testado pelo INMETRO ou outro medidor, que depois de sofrer choques, atritos e toda prova, permanece comprovando sua capacidade, natureza, eficiência e eficácia.

    Jesus provou na cruz que Ele é a fiel testemunha com fidelidade indivisível, inseparável com Deus. Podemos confiar nele. Não há nenhuma força capaz de O fazer mudar em seu caráter; sua fidelidade foi atestada no INMETRO celestial e foi aprovada. Ele é Deus. E melhor, é Deus conosco, o Emanuel (Mt 1.23).

    E isto tudo tem a ver diretamente com a Igreja. Ela pode contar com o que é a fiel testemunha agindo em seu favor.

    É dito também, que Ele é o “príncipe dos reis da terra” (v.5). Isto quer dizer que ele tem a autoridade sobre os reinos e que todos os governantes terão de prestar contas a Ele por tudo que têm feito. Pode parecer que a história nas mãos dos homens, mas ela está nas de Deus.

    Além disso, é dito sobre Jesus que Ele é “o primogênito dentre os mortos”. Esta expressão quer dizer que Ele foi o primeiro a ressuscitar para nunca mais morrer. E isto vai acontecer com todo aquele que nele crer (Jo 6.54;1 Co 6.14). Ressuscitaremos para a vida eterna.

    Todas as provas que atestam a fidelidade de Cristo comprovam a realização da missão mais importante para mim e para você que crer, pois sua missão está diretamente direcionada para nós. Isto é, nós somos alvos de sua missão.

    Apocalipse – A Obra de Cristo

    1 – Ele provou que nos ama. O verso 5b diz: “Àquele que nos ama”. Esta foi e é a declaração de Deus por sua Igreja neste mundo de perseguições e dor. Uma declaração escrita com o sangue precioso de seu Filho na cruz. Como é confortador saber que o SER Glorioso me ama e declara seu amor por mim de tal maneira (Jo 3.16).

    2 – É dito também que Ele com “seu sangue nos lavou dos nossos pecados” (v.5). Algumas traduções trazem que Ele nos “libertou” e outras, que Ele nos “lavou” dos nossos pecados. Eu prefiro essa.

    O sangue de Jesus é o único que pode me limpar-me de todo pecado e me purificar de toda injustiça (1 Jo 1.9); me lavar completamente.

    Não há pecado que o sangue de Jesus não possa purificar mediante nossa confissão diante do Senhor.

    Não há alvejante mais poderoso do que o sangue de Jesus que possa limpar pecados. Veja o efeito purificador do sangue de Cristo em 7.13,14.

    3 – Ainda é declarado que Ele nos “fez reinos e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém” (1.6).

    Isto quer dizer que Ele e não nós ou nossas obras, nem nenhuma criatura; mas Ele, tão somente Ele, nos fez reinos e sacerdotes para Deus.

    Isto tem muitas implicações, mas eu quero destacar que: 1- com isso, nós fomos feitos propriedade particular de Deus. Pertencemos a Ele e o maligno não pode nos tocar;

    2 – Somos representantes de Deus no mundo (1 Jo 5.18; 1 Pe 2.9).

     Antes de terminar, há muito venho refletindo sobre a grandeza deste verso 7 que tem paralelo com o profeta Zacarias.

    Ap 1.7: “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém”.

     Zacarias 12.10:

    E derramarei sobre a família de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de ação de graças e de súplicas. Olharão para mim, aquele a quem traspassaram, e chorarão por ele como quem chora a perda de um filho único, e lamentarão amargamente por ele como quem lamenta a perda do filho mais velho” (Zacarias 12:10).

    Veja que Deus diz claramente: “olharão para mim, aquele a quem traspassaram”. Isto significa a conversão de Israel, como nação, a Jesus de Nazaré, que foi morto em Jerusalém mediante condenação do Conselho deles. Ele foi transpassado por eles.

    Acontecerá como ensinado por Paulo em Romanos, cap. 11. E será um tempo de glória como nunca houve na terra.

    Sobre o verso 8 já mencionei acima.

    Se você já faz parte do povo alcançado e lavado pelo sangue de Jesus, glorifique ao Senhor. Se não, é simples entrar para esta graça. Basta ter fé em Cristo e a Ele confessar seus pecados.

    Revelações – As Visões 1.9-22.21.

    Esta seção inicia as visões de João na Ilha de Patmos, e vai até o fim do Livro. O livro é todo escrito de visões em séries.

     1.9-3.22: Jesus Cristo glorificado domina a história, a igreja e seus anjos (ministros);

     A primeira série de visões se inicia com Cristo glorificado dominando a História, com atenção especial à sua Igreja, as quais destina cartas.

    Seguem-se depois disso, várias visões em série com a expressão “depois destas coisas” (4.1; 7.1,9; 18.119.1 e/ou “e vi...” (5.1; 6.1,12).

    A primeira visão é de Cristo glorificado, revelando fatos, direcionando eventos em relação ao mundo e, principalmente, sua igreja.

    1.9-20 – A Visão de Cristo Glorificado e Seu Domínio;

    Já mencionei acima sobre Autor e credenciais do Remetente, e sobre João, mas vale a pena recordar.

    João se apresenta no verso 9 como irmão e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança em Jesus. Portanto, ele era alguém conhecido, que vivia as mesmas lutas e vitórias dos demais cristãos. Por isso ele estava exilado na Ilha de Patmos.

    Patmos é uma ilha grega de formação vulcânica situada, segundo o Wikipédia no Egeu Meridional, situada a 55 km da costa Sul da Turquia, no Mar Egeu. Tem uma área total de 45 km² e uma população de 3.047 habitantes (2011). O Dicionário J. D. Davis diz que a ilha nada produz.

    Entretanto, segundo Hale, a ilha tinha como indústria principal a mineração de sal e era uma colônia penal para prisioneiros políticos de Roma.

    Segundo o mesmo autor, João fora preso ali por Cesar Domiciano (96 d.C) e solto pelo sucessor, Cesar Nerva.

    O motivo de sua prisão ali foi “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus”. Isto foi interpretado desde os primeiros leitores como sendo por causa da pregação do Evangelho, por se declarar e pregar Cristo como Senhor.

    Podemos aprender sobre isso, que este João se identificava com a igreja perseguida. Ele não era alguém estranho aos sofrimentos dos demais irmãos. Pelo contrário, neste particular ele era “companheiro”.

    O melhor testemunho do Evangelho é aquele que é escrito com sofrimento e perseverança por causa da fé.

    Mas é dito também que ele era participante no reino, pois Cristo nos tornou “reis” (1.6). Para muitos hoje, ser reis é serem isentos de sofrimentos, mas aqui, ambos estão juntos.

    Isto demonstra o quanto nossas crenças podem navegar para longe da verdade bíblica. Entretanto é fato que reinaremos com Cristo (Ap 5.10; 21.4; 2Tm 2.12).

    Além disso, ele era coparticipante no sacerdócio e na paciência ou perseverança. O sacerdócio significa que o cristão tem acesso diante de Deus, para O servir. Mas isso faz do cristão também intercessor, em Cristo, por aqueles que precisam conhecer a Deus (1 Tm 2.1-6).

    João revela que ele foi “movido pelo Espírito” (BJ), “achei-me em espírito” (ARA), “dominado pelo Espírito de Deus” (NTLH). Isto aconteceu “no dia do Senhor”.

    O dia do Senhor é o primeiro dia da semana, o domingo, dia da ressurreição de Jesus Cristo.

    Já no primeiro século (96 D.C.), como vemos aqui, o domingo foi consagrado como dia especial de culto a Deus.

    É notório e deve ser considerado isto: que o Senhor priorizou eventos nesse dia, a começar com sua própria ressurreição e aparições, assim como a igreja que passou a se reunir neste dia (Mc 16.2, 9; Lc 24.1; Mt 28.1; 1 Co 16.2; Jo 20.1, 19; At 20.7).

    Isto começou depois de consumada a Nova Aliança pelo sangue de Cristo na cruz (Mc 14.22; Mt 26.26; Hb 8.8,13; 12.2; 13.20).

    O Agente das revelações aqui como em toda a Bíblia é o Espírito Santo. O Espírito do Senhor tomou a João e mostrou a ele as visões.

    Mas veja que João não perdeu os sentidos. Ele estava cônscio para se comunicar, para entender e para escrever as visões. Não foi uma possessão física e psicológica, mas uma apropriação, uma instrumentação do Espírito Santo na vida de seu servo.

    Leia também: Carta À Igreja de Laodiceia

  • Estudo do Livro Apocalipse de João

    Estudo do Livro Apocalipse de João

    Estudo do Livro Apocalipse de João. Estrutura dos escritos de Revelação de Jesus Cristo.

    Estudo do Livro Apocalipse de João: Estrutura do Livro

    A estrutura do Livro de Apocalipse pode ser assim dividida: a parte introdutória no estilo carta, com as credenciais de remetentes, portador e destinatários.

    Depois, seguem as visões iniciando com o Cristo glorificado e as cartas às sete igrejas da Ásia, visões sequenciais até o fechamento com ordens e advertências finais e, despedida.

    Imagem de Karen .t por Pixabay

    Introdução, 1.1-11.

    Credenciais 1.1-3;

    Remetente 1.1,4,9

    Destinatários 1.4,11.

    As Visões 1.10-22.21.

     1.10-3.22: Jesus Cristo glorificado domina a história, a igreja e seus anjos (ministros);

    1.10-20  – A Visão do Domínio de Cristo;

    2.1-3.22 – Cartas às Sete Igrejas da Ásia:

    2.1-7 – Igreja de Éfeso;

    2.8-11 – Igreja de Esmirna;

    Igreja de Pérgamo 2.12-17;

    2.18-29 – Igreja de Tiatira;

    3.1-6 – Igreja de Sardes;

    3.7-13 – Igreja de Filadelfia;

    3.14-22 – Igreja de Laodiceia.

     Estudo do Livro Apocalipse de João Cap. 4 – Deus no Seu Trono Rege O Mundo;

    Cap. 5 – A Dignidade do Cristo de Deus e O Livro selado com sete selos;

    Cap. 6 – Os Sete Selos – Ações de juízo divino sobre o mundo:

    Os quatro cavaleiros:

    1º Selo – Cavalo branco, 6.1-2;

    2º Selo – Cavalo vermelho, 6.3-4;

    3º Selo – Cavalo preto, 6.5-6;

    4º Selo – Cavalo amarelo, 6.7-8;

    5º Selo – Visão do Clamor dos Mártires, 6.9-11;

    6º Selo – Situação do mundo e da Igreja, 6.12-7.17:

    Pavor dos povos diante do juízo de Deus, 6.12-17

    A Igreja eleita, 7.1-17

    Estudo do Livro Apocalipse de João Cap. 8 – Sétimo Selo – Sete trombetas em resposta às orações dos santos 8.1-11.19;

    1ª Trombeta – 8.7;

    2ª Trombeta 8.8,9;

    3ª Trombeta 8.10,11;

    4ª Trombeta 8.12,13;

    Estudo do Livro Apocalipse de João 5ª Trombeta: Os três Ais – 9.1-11.19;

    1º Ai – Abertura do Poço do Abismo – 9.1-12;

    Sexta Trombeta – Morte à terça parte dos homens, 9.13-21;

    2º Ai – 10.1-11.14;

    O Livrinho do Céu – 10.1-11;

    As Duas Testemunhas – 11.1-13;

    3º Aí – A Sétima Trombeta – 11.14-19;

    Revelações Cap. 12 – Visão da Mulher e do Dragão – 12.1-17;

    Revelações Cap. 13 – Visão das Duas Bestas – 13.1-18;

    A Besta do Mar – 13.1-10;

    A Besta da Terra – 13.11-18;

    Revelações Cap. 14 – O Cordeiro, Os Remidos, O Evangelho e A Ceifa – 14.1-20;

    O Cordeiro e Os Remidos – 14.1-5;

    O Evangelho Eterno – 14.6-13;

    A Ceifa – 14-20;

    Revelações Cap. 15 – As Sete Taças e As Sete Últimas Pragas – 15.1-16.21;

    A Glória e a Majestade de Deus – 15.1-8;

    1ª Taça – 16.1-2;

    2ª Taça – 16.3;

    3ª Taça – 16.3-7;

    4ª Taça – 16.8,9;

    5ª Taça – 16.10,11;

    6ª – Taça – 16.12-16;

    7ª Taça – 16.1721.

    Estudo do Livro Apocalipse de João Cap. 17 – A Mãe das Prostituições e Abominações da Terra – 17.1-18;

    Cap. 18 – A Queda da Grande Prostituta das Nações – 18.1-24;

    Estudo do Livro Apocalipse de João Cap. 19 – A Vitória de Deus Sobre o Mal – 19.1-21;

    Deus é louvado por sua dignidade – 19.1-10;

    A vitória de Cristo sobre a Besta e sobre o Falso Profeta- 19.11-21;

    Estudo do Livro Apocalipse de João Cap. 20 – Juízo Final – 20.1-27;

    Apocalipse – O Milênio – 20.1-6;

    O Lago de Fogo e Enxofre – 20.7-10;

    O Grande Trono Branco – 20.11-15.

    Apocalipse Cap. 21 e 22 – O Novo Céu e A Nova Terra 21.1-22.21.

    A Cidade Santa, A Nova Jerusalém – 21.1-8;

    Descrição da Nova Jerusalém – 21.9-22.5;

    Ordens e Advertências Finais, Despedida – 22.6-2.

    Leia também: Revelação de Jesus Cristo Estilo

    Jesus Cristo Domina A História

  • Revelação de Jesus Cristo Apocalipse

    Revelação de Jesus Cristo Apocalipse

    Revelação de Jesus Cristo Apocalipse. Estilo da Literatura Apocalíptica. Qual o significado dos símbolos? “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.”
    (Apocalipse 1:8)

    Apocalipse é um substantivo que vem do verbo grego apokaluptein, que significa “desvendar”, “revelar” (Broadus Hale).

    Muitos escritos apocalípticos foram produzidos entre o século III a.C. e IX d.C. Darlyson Tapajós (@tapajós) cita 19 deles.

    Apocalipse de João contém estilos cartas, profecias, mas predomina o apocalíptico. Este estilo foi bastante conhecido por judeus e cristãos.

    O gênero surgiu no período Inter Bíblico com escritos que procuravam resposta para o sofrimento do povo de Deus, já que não havia voz profética na época.

    Revelação de Jesus Cristo Apocalipse: A Mensagem

    O gênero previa a intervenção de Deus na História para livrar o seu povo do sofrimento.

    Era, portanto, uma projeção para o futuro, visões que aconteceriam como intervenções de Deus na História.

    A ênfase da apocalíptica é a vitória contra a injustiça culminando no juízo final. Isto é feito em forma de visões e sonhos em linguagem enigmáticas.  

    Neste ponto, muitos acham que o gênero apocalipse se afastava da profecia, pois esta tinha exortações espirituais e morais aplicáveis para o contexto em que o povo vivia. Ela se baseava na Lei de Moisés, apontava a transgressão do povo e suas consequências (2 Cron. 36.16; Os 6.7; Jr 34.18).

    Porém, embora o gênero apocalíptico se encarregue de vidências do futuro, o Apocalipse de João inclui também aplicações do gênero profético em geral.

    Isto é, ele tinha tanto uma mensagem de esperança para o futuro da igreja como também correções de heresias, desleixo espiritual e repreensões das mazelas toleradas pelas igrejas, e por seus pastores, o momentos em que receberam as cartas de Jesus.

    O gênero apocalíptico é em forma de simbolismo, mitologia, numerologia, êxtases, visões, drama, alegorias e prosa.

    O objetivo era consolar o povo sofrido com promessas de intervenção de Deus para livramento e exaltação.

    As mensagens eram de cunho escatológico, determinista e transcendental.

    Neste gênero predomina o simbolismo.

    Revelação de Jesus Cristo Apocalipse: Símbolos

    Vejamos alguns símbolos usados em Apocalipse de João.

    Números:

    A) “Um” = Unidade indivisível, potência, força. Atribui-se geralmente a Deus;

    B) “Dois” = Testemunho, companheirismo;

    C) “Três” = Deus na sua Triunidade indivisível, sua personalidade e obra;

    D) “Quatro” = Perfeição celestial;

    E) “Seis” = Número de imperfeição;

    F) “Sete” = Completação ou perfeição;

    G) “Dez” e seus múltiplos = Tempo divino;

    H) “Doze” = Religião perfeita; A igreja de Cristo;

    Cores:

    A) Branco: Conquista, pureza, paz;

    B) “Vermelho” = Guerra;

    C) “Preto” = Fome;

    D) “Amarelo” = Doença, peste e morte consequente.

    Membros de Homens ou animais:

    A) “Olhos” = Conhecimento pleno;

    B) “Cabelos brancos” = Sabedoria, paz;

    C) “Pés” = Firmeza.

    Fonte: Compromisso, Revista do Adulto Cristão – 4º Trimestre de 2000.

    Figuras interpretadas:

    Aquele semelhante ao filho do homem”: Jesus (1.17-18);

    Os candeeiros de ouro: As sete igrejas (1.20);

    As sete estrelas: São os sete anjos (1.20);

    O grande dragão: Satanás (12.9);

    As sete cabeças: Os sete montes em que a mulher está assentada; Sete reis (17.9);

    A meretriz: A grande cidade, provavelmente Roma (17.18).

    Fonte: Livro: Entendes o que lês – pg 223.

    Leia também: Estudo do Apocalipse

  • Estudo Apocalipse de João Introdução

    Estudo Apocalipse de João Introdução

    Estudo Apocalipse de João Introdução A mensagem de esperança endereçada por Jesus para sua igreja neste mundo de tribulação.

    A mensagem foi testificada por João e enviada às sete igrejas da Ásia, mas se aplica a todas as igrejas de todos os lugares e em todos os tempos.

    Estudo Apocalipse de João: O Autor

    Embora haja discussões a respeito da autoria do livro, atribui-se a João, o discípulo amado e autor do quarto Evangelho.

    Ele se apresenta como João, mas omite a palavra apóstolo. A linguagem é diferente do Evangelho de João. Por isso, algumas dúvidas surgiram quanto à autoria.

    Mas, tais diferenças podem ser explicadas pelo estilo literário bem diferente, como é o estilo apocalíptico (veremos mais adiante).

    Era comum uma pessoa anônima adotar o pseudônimo de pessoas com maior credibilidade para que seus escritos ganhassem autoridade e aceitação das pessoas.

    Então, como saberemos se este tal “João” era mesmo ou não o Apóstolo? Vejamos algumas considerações:

    1 – Este João era pessoa conhecida entre as Igrejas da Ásia (1.9);

    2 – Ele era classificado como profeta (22.9);

    3 – Justino Mártir (Cidade de Éfeso, em 135 d.C.) o identificou como o Apóstolo;

    4 – Irineu (180 D.C), discípulo de Policarpo, identificou este João como sendo o Apóstolo;

    5 – O Cânon Muratoriano (cerca de 175) o identificou como sendo o Apóstolo, filho de Zebedeu;

    6 – Polícrates, Clemente de Alexandria, Tertuliano e Orígenes (cerca de 225 D.C.) testemunharam que este João é o Apóstolo e autor do Evangelho de João.

    Ou seja, estes eram estudiosos bem mais próximos dos fatos no espaço e no tempo. Então, o testemunho deles deve ser considerado como mais valiosos.

    Opiniões contrárias ficam por conta de Dionísio de Alexandria (c. 265) e Eusébio (c. 325). Mas a História da Igreja contemporânea não deu crédito a eles. Prova disso é que desde aqueles tempos o Apocalipse consta como sendo de autoria joanina.

    Destinatários

    Os destinatários estão bem identificados no Livro: “…O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sarde, a Filadélfia e a Laodiceia” (Ap 1.11).

    A Ásia, aqui mencionada, foi identificada como sendo a região da Ásia Menor ou Anatólia (Turquia).

    Estudo Apocalipse de João: Época da Escrita

    A época mais aceita é o reinado do Imperador César Domiciano. Ele queria ser adorado como deus. Por isso construiu templos à sua divindade por todo império. Voltarei a mencioná-lo.

    Assim sendo, a data mais aceita pelos estudiosos é 95 d.C.

    O Local da Escrita

    O local da escrita também é identificado no Livro. O autor “estava na ilha de Patmos” (1.9), localizada na “rota marítima de Éfeso a Roma” (Introdução ao Estudo do Novo Testamento – Broadus David Hale).

    Ele estava exilado ali “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (1.9). Segundo Hale, Domiciano o teria exilado em Patmos para trabalhar nas minas de sal. A fonte destas informações é Irineu e Eusébio.

    Eusébio registra ainda que depois da morte de Domiciono, o imperador César Nerva soltou João.

    Estudo Apocalipse de João: A Data da Escrita

    Assim sendo, a data mais aceita para a escrita do Livro de Apocalipse de João é final do I século, entre 81 e 96 D.C. Adotamos 95 como a data mais provável.

    Contexto da Escrita

    O imperador César Domiciano exigia ser chamado de deus e senhor. Com isso, desejava unir todo Império sob sua adoração. Quem não declarasse em público o imperador como senhor e deus, seria condenado como ateu e traidor do Império. Além disso, teriam suas propriedades confiscadas e muitas outras opressões, até a morte.

    Mas para os cristãos só Jesus Cristo é o Senhor. Então, desenvolveu-se perseguição a esses que se recusaram a confessar o imperador.

    E mais, diante das autoridades, os cristãos declararam a Jesus como Senhor.

    Esta era a principal provação para a igreja, mas não a única. No decorrer das meditações abordarei tais perseguições com mais detalhes.

    Leia mais sobre o Apocalipse: Jesus Cristo Domina A História

  • Tempo de Duração do Dilúvio

    Tempo de Duração do Dilúvio

    Tempo de Duração do Dilúvio, você sabe quanto durou as águas sobre a terra? O dilúvio é mito universal ou verdade? E a Arca de Noé?

    Para muitos o dilúvio bíblico foi mais um mito sobre o fim do mundo narrado de mesma forma pelas prieiras civilizações da terra.

    Porém, para os cristãos protestante, especialmente, o dilúvio é fato histórico incontestável. Um dos argumentos para crermos que o dilúvio foi real é que ele foi mencionado por Jesus como acontecimento que devemos considerar inclusive para o fim do mundo (Mt 24.39). O Apóstolo Pedro também ensinou sobre isso (2 Pe 3.6)

    Assim sendo, tomado como fato real, Quanto tempo durou o dilúvio sobre a terra conforme a narrativa bíblica?

    Traçaremos um gráfico com as referências dos fatos desde o dia de entrada na arca até o dia do fim do dilúvio.

    Imagem de Jeff Jacobs por Pixabay

    ReferênciaFatoData
    Gn 7.6,11“As águas do dilúvio inundaram a terra”.No ano 600 de Noé, no 2º mês. dia 17.
    Gn 7.12, 17“copiosa chuva”40 dias e 40 noites, 40 dias.
    Gn 7.24; Gn 8.3“As águas… predominaram sobre a terra”. As águas começaram a baixar.150 dias = 5 meses.
    Gn 8.4A Arca repousou sobre o Monte de Ararate.7º mês
    Gn 8.5“Apareceram os cimos dos montes”10º mês.
    Gn 8.6Noé abriu a janela da arca, e soltou um corvo e depois uma pomba11º mês
    Gn 8.10Soltou a pomba pela 2º vez11º mês, 7 dias depois.
    Gn 8.12Noé soltou a pomba 3ª vez.11 meses e 14 dias.
    Gn 8.13,14A terra estava seca12 meses ou ano 601 de Noé. dia 27.
    Tempo de Duração do Dilúvio

    Então, Noé, sua família e os animais passaram pouquinho mais de 1 ano na arca até as águas secarem.

    Todos os homens são esquecidos nesse texto de capítulo 6-8. Nele predominam dois personagens principais: Deus e Noé. Deus tratou apenas com um homem sobre a destruição e reconstrução do mundo. Até mesmo sua família, conforme já dissemos noutro post, foi salva por causa da aliança de Deus com Noé.

    Imaginemos: Um ano dentro de uma arca cheia de animais não deve ter sido fácil. Certamente os dias foram cercados de ansiedade por ver terra seca.

    O Dilúvio Não Afogou A Memória de Deus

    Finalmente Deus se “lembrou” de Noé. O que significa: “lembrou-se” referente a Deus? Será que Deus tem memória curta?

    Esta linguagem chama-se “antropomorfismo”, atribuição de características e sentimento humanos a Deus, por não se encontrar uma palavra adequada para explicar algum evento sobrenatural.

    O fato pode ser descrito como: Deus não se esqueceu “de Noé e de todos os animais selváticos e de todos os animais domésticos que com ele estavam na arca; Deus fez soprar um vento sobre a terra e baixaram as águas” (8.1).

    Por isso “fecharam-se as fontes do abismo” e as águas se secaram. Mas é interessante pensar que Deus não se lembrou só de Noé de sua família, mas também dos animais. Claro que o homem é especial para Deus. Mas toda criação é lembrada por Ele o tempo todo. Deus jamais se esquece do que fez e faz.

    Quando saiu da arca, Noé levantou um altar ao Senhor e sacrificou animais limpos e aves limpas. Esta foi a razão deles entrarem na arca em maior número que os animais sujos (Gn 7.2). Mais tarde,  a lei diferenciaria os animais limpos dos imundos (Lv 11.47).

    O Novo mundo começou com adoração. O escritor sabia até o que Deus estava sentindo:

    “E o Senhor sentiu o suave cheiro, e o Senhor disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz” (Gênesis 8:21).

    Porém, a nota de que o homem é mau continuamente logo estragará o clima de culto.

    Leia também: Dois Ensinos Sobre o Dilúvio

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