Categoria: Estudos Bíblicos

A Bíblia é a palavra de Deus em linguagem humana. Homens falaram movidos pelo Espírito de Santo, e registraram o que ouviram de Deus.
Então, se lida e corretamente entendida, a Bíblia serve como base sólida para construirmos nossas vidas, famílias e sociedade.
Embora muitas não aceitem e até discorde que a Bíblia é a Palavra de Deus, ela testifica de si mesma em 2 Timóteo 3.16,17:
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;
Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”
Assim, seguindo os ensinos bíblicos teremos bons filhos, pais e bons cidadãos, e consequentemente, sociedade justa.

  • Estudo Apocalipse de João Introdução

    Estudo Apocalipse de João Introdução

    Estudo Apocalipse de João Introdução A mensagem de esperança endereçada por Jesus para sua igreja neste mundo de tribulação.

    A mensagem foi testificada por João e enviada às sete igrejas da Ásia, mas se aplica a todas as igrejas de todos os lugares e em todos os tempos.

    Estudo Apocalipse de João: O Autor

    Embora haja discussões a respeito da autoria do livro, atribui-se a João, o discípulo amado e autor do quarto Evangelho.

    Ele se apresenta como João, mas omite a palavra apóstolo. A linguagem é diferente do Evangelho de João. Por isso, algumas dúvidas surgiram quanto à autoria.

    Mas, tais diferenças podem ser explicadas pelo estilo literário bem diferente, como é o estilo apocalíptico (veremos mais adiante).

    Era comum uma pessoa anônima adotar o pseudônimo de pessoas com maior credibilidade para que seus escritos ganhassem autoridade e aceitação das pessoas.

    Então, como saberemos se este tal “João” era mesmo ou não o Apóstolo? Vejamos algumas considerações:

    1 – Este João era pessoa conhecida entre as Igrejas da Ásia (1.9);

    2 – Ele era classificado como profeta (22.9);

    3 – Justino Mártir (Cidade de Éfeso, em 135 d.C.) o identificou como o Apóstolo;

    4 – Irineu (180 D.C), discípulo de Policarpo, identificou este João como sendo o Apóstolo;

    5 – O Cânon Muratoriano (cerca de 175) o identificou como sendo o Apóstolo, filho de Zebedeu;

    6 – Polícrates, Clemente de Alexandria, Tertuliano e Orígenes (cerca de 225 D.C.) testemunharam que este João é o Apóstolo e autor do Evangelho de João.

    Ou seja, estes eram estudiosos bem mais próximos dos fatos no espaço e no tempo. Então, o testemunho deles deve ser considerado como mais valiosos.

    Opiniões contrárias ficam por conta de Dionísio de Alexandria (c. 265) e Eusébio (c. 325). Mas a História da Igreja contemporânea não deu crédito a eles. Prova disso é que desde aqueles tempos o Apocalipse consta como sendo de autoria joanina.

    Destinatários

    Os destinatários estão bem identificados no Livro: “…O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sarde, a Filadélfia e a Laodiceia” (Ap 1.11).

    A Ásia, aqui mencionada, foi identificada como sendo a região da Ásia Menor ou Anatólia (Turquia).

    Estudo Apocalipse de João: Época da Escrita

    A época mais aceita é o reinado do Imperador César Domiciano. Ele queria ser adorado como deus. Por isso construiu templos à sua divindade por todo império. Voltarei a mencioná-lo.

    Assim sendo, a data mais aceita pelos estudiosos é 95 d.C.

    O Local da Escrita

    O local da escrita também é identificado no Livro. O autor “estava na ilha de Patmos” (1.9), localizada na “rota marítima de Éfeso a Roma” (Introdução ao Estudo do Novo Testamento – Broadus David Hale).

    Ele estava exilado ali “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (1.9). Segundo Hale, Domiciano o teria exilado em Patmos para trabalhar nas minas de sal. A fonte destas informações é Irineu e Eusébio.

    Eusébio registra ainda que depois da morte de Domiciono, o imperador César Nerva soltou João.

    Estudo Apocalipse de João: A Data da Escrita

    Assim sendo, a data mais aceita para a escrita do Livro de Apocalipse de João é final do I século, entre 81 e 96 D.C. Adotamos 95 como a data mais provável.

    Contexto da Escrita

    O imperador César Domiciano exigia ser chamado de deus e senhor. Com isso, desejava unir todo Império sob sua adoração. Quem não declarasse em público o imperador como senhor e deus, seria condenado como ateu e traidor do Império. Além disso, teriam suas propriedades confiscadas e muitas outras opressões, até a morte.

    Mas para os cristãos só Jesus Cristo é o Senhor. Então, desenvolveu-se perseguição a esses que se recusaram a confessar o imperador.

    E mais, diante das autoridades, os cristãos declararam a Jesus como Senhor.

    Esta era a principal provação para a igreja, mas não a única. No decorrer das meditações abordarei tais perseguições com mais detalhes.

    Leia mais sobre o Apocalipse: Jesus Cristo Domina A História

  • Tempo de Duração do Dilúvio

    Tempo de Duração do Dilúvio

    Tempo de Duração do Dilúvio, você sabe quanto durou as águas sobre a terra? O dilúvio é mito universal ou verdade? E a Arca de Noé?

    Para muitos o dilúvio bíblico foi mais um mito sobre o fim do mundo narrado de mesma forma pelas prieiras civilizações da terra.

    Porém, para os cristãos protestante, especialmente, o dilúvio é fato histórico incontestável. Um dos argumentos para crermos que o dilúvio foi real é que ele foi mencionado por Jesus como acontecimento que devemos considerar inclusive para o fim do mundo (Mt 24.39). O Apóstolo Pedro também ensinou sobre isso (2 Pe 3.6)

    Assim sendo, tomado como fato real, Quanto tempo durou o dilúvio sobre a terra conforme a narrativa bíblica?

    Traçaremos um gráfico com as referências dos fatos desde o dia de entrada na arca até o dia do fim do dilúvio.

    Imagem de Jeff Jacobs por Pixabay

    ReferênciaFatoData
    Gn 7.6,11“As águas do dilúvio inundaram a terra”.No ano 600 de Noé, no 2º mês. dia 17.
    Gn 7.12, 17“copiosa chuva”40 dias e 40 noites, 40 dias.
    Gn 7.24; Gn 8.3“As águas… predominaram sobre a terra”. As águas começaram a baixar.150 dias = 5 meses.
    Gn 8.4A Arca repousou sobre o Monte de Ararate.7º mês
    Gn 8.5“Apareceram os cimos dos montes”10º mês.
    Gn 8.6Noé abriu a janela da arca, e soltou um corvo e depois uma pomba11º mês
    Gn 8.10Soltou a pomba pela 2º vez11º mês, 7 dias depois.
    Gn 8.12Noé soltou a pomba 3ª vez.11 meses e 14 dias.
    Gn 8.13,14A terra estava seca12 meses ou ano 601 de Noé. dia 27.
    Tempo de Duração do Dilúvio

    Então, Noé, sua família e os animais passaram pouquinho mais de 1 ano na arca até as águas secarem.

    Todos os homens são esquecidos nesse texto de capítulo 6-8. Nele predominam dois personagens principais: Deus e Noé. Deus tratou apenas com um homem sobre a destruição e reconstrução do mundo. Até mesmo sua família, conforme já dissemos noutro post, foi salva por causa da aliança de Deus com Noé.

    Imaginemos: Um ano dentro de uma arca cheia de animais não deve ter sido fácil. Certamente os dias foram cercados de ansiedade por ver terra seca.

    O Dilúvio Não Afogou A Memória de Deus

    Finalmente Deus se “lembrou” de Noé. O que significa: “lembrou-se” referente a Deus? Será que Deus tem memória curta?

    Esta linguagem chama-se “antropomorfismo”, atribuição de características e sentimento humanos a Deus, por não se encontrar uma palavra adequada para explicar algum evento sobrenatural.

    O fato pode ser descrito como: Deus não se esqueceu “de Noé e de todos os animais selváticos e de todos os animais domésticos que com ele estavam na arca; Deus fez soprar um vento sobre a terra e baixaram as águas” (8.1).

    Por isso “fecharam-se as fontes do abismo” e as águas se secaram. Mas é interessante pensar que Deus não se lembrou só de Noé de sua família, mas também dos animais. Claro que o homem é especial para Deus. Mas toda criação é lembrada por Ele o tempo todo. Deus jamais se esquece do que fez e faz.

    Quando saiu da arca, Noé levantou um altar ao Senhor e sacrificou animais limpos e aves limpas. Esta foi a razão deles entrarem na arca em maior número que os animais sujos (Gn 7.2). Mais tarde,  a lei diferenciaria os animais limpos dos imundos (Lv 11.47).

    O Novo mundo começou com adoração. O escritor sabia até o que Deus estava sentindo:

    “E o Senhor sentiu o suave cheiro, e o Senhor disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz” (Gênesis 8:21).

    Porém, a nota de que o homem é mau continuamente logo estragará o clima de culto.

    Leia também: Dois Ensinos Sobre o Dilúvio

  • Trabalho É A Sorte da Vida Diligente

    Trabalho É A Sorte da Vida Diligente

    Trabalho É A Sorte da Vida Diligente. Acasos não existem, mas sim, providências divinas. Equivale a dizer: “Não foi sorte. Foi Deus”.

    Veja o que diz Rute 2.3: “Ela se foi, chegou ao campo e apanhava após os segadores; por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz, o qual era da família de Elimeleque.”

    Imagem de Sasin Tipchai por Pixabay

    Casualidade Consequente do Trabalho

    Percebemos que a sorte de Rute e Noemi começou a mudar. Elas voltaram de Moabe para Belém porque ouviram a notícia de que Deus tinha acabado com a fome ali.

    Mas, ainda assim, ao chegarem em Belém, teriam de trabalhar e buscar meios de sobrevivência. Rute não perdeu tempo, mas propôs-se logo a trabalhar apanhando espigas de trigo após os segadores no campo.

    Havia leis de Deus que os fazendeiros deixassem os pobres colherem o resto das espigas que caia e/ou que sobrava durante a colheita (Lv 19.9; 23.22; Dt 24.19).

    Havia, então, um recurso embora que mínimo, para manter a vida do pobre e das viúvas desamparadas.

    Este recurso, entretanto, não era conquistado sem trabalho. O meio estabelecido por Deus para nossa sobrevivência é o trabalho. Disse Deus:

    “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3.19).

    A Bíblia ensina que todos devemos trabalhar e fazer o que é bom. E mais, quem não trabalha, não deve ter o que comer (2 Ts 3.10).

    Então, percebemos que Rute era uma mulher diligente, trabalhadora e por isso ela se encontrou com a “casualidade” de colher restos de espigas na terra de Boaz.

    Por “acaso” ela sem saber foi colher espiga na terra de um possível remidor.

    As aspas nas palavras acima casualidade e acaso são para dizer que não existem estas não existe nas vidas guiadas por Deus.

    Deus estava guiando as vidas de Rute e Noemi. Ele via o valor daquelas mulheres e se alegrava com elas. Por isso, a história delas não teve acaso,  ao meu ver, teve providências.

    Além disso, esse drama revela pessoas de caráter, de honra e de responsabilidade, coisas que Deus busca e aprova nas pessoas.

    Não foi sorte. Foi Deus. Não foi fácil. Foi trabalho duro e horado.

    Leia Também: Amor Entre Duas Mulheres

  • A Doutrina de Jesus Devocional

    A Doutrina de Jesus Devocional

    A Doutrina de Jesus Devocional é o tema de hoje. Leiamos Marcos 1.21-28 com intuito meditarmos nos ensinos do Senhor.

    Texto Bíblico: Marcos 1:21-28

    “Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.

    E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.

    E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou,

    Dizendo: Ah! Que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus.

    E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele.

    Então o espírito imundo, convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele.

    E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!

    E logo correu a sua fama por toda a província da Galileia.”

    A Doutrina de Jesus Devocional: Melhor Ensino

    As pessoas que, ao longo dos séculos seguem a Cristo comprovam que ele tem a melhor doutrina do mundo. Esta conclusão é a mesma a que chegaram os que ouviram o ensino do excelentíssimo Mestre na sinagoga de Cafarnaum, conforme está escrito no texto bíblico acima. Eles, na ocasião, ficaram admirados da didaskalia de Jesus.

    Este episódio foi o primeiro ensino público de Jesus numa sinagoga, conforme o Evangelho de Marcos.

    A sinagoga era a assembleia dos judeus, isto é, a reunião deles. Consequentemente, o espaço dedicado às reuniões, também passaram a se chamar sinagoga.

    O mesmo acontece conosco hoje. Por exemplo, igreja é a assembleia, ajuntamento de pessoas com propósito. Mas nós chamamos de igreja o prédio usado para tais reuniões.

    Nas sinagogas fazia-se a leitura das Escrituras (Velho Testamento) e faziam orações. Em Lucas 4.33-37 Jesus foi o expositor no texto bíblico.

    O povo logo notou a diferença entre o ensino de Jesus e o ensino dos escribas e fariseus, pois Jesus personificou os princípios que ensinava através da obediência às Escrituras com todo coração, alma e entendimento.

    A doutrina que saía dos lábios de Jesus também saia do coração e da alma. Eram verdades de Deus, enquanto que a doutrina dos fariseus eram falsas, cheias de hipocrisia (Mt 23) e preceito de homens (Mc 7.7;  Mt 15.9).

    O discípulo de Jesus precisa deixar ser apropriado pela doutrina de Cristo de tal forma que ela se torne parte dele, arraigada em sua alma (Mc 4.1-8; Ef 3.17-19).

    Somente desta forma expressaremos a vida do Mestre em nossas vidas, o Deus conosco, pois Jesus é o Emanuel (Jo.10,30; Cl 1.15-20).

    A palavra didache, “ensino”, descrevia o ato de ensinar tanto de Jesus quanto dos fariseus. Mas a distinção estava no espírito com que ensinavam e praticavam tais ensinos. Enquanto os fariseus ensinavam o que não praticavam, Jesus dava expressão aos ensinos, deixando-os fluir em seu convívio com o povo.

    Uma prova disso é que na sinagoga estava um homem possesso de “espírito imundo”. Provavelmente tal homem estivera ali desde sempre, pois era comum todos os sábados se reunirem. Porém ninguém podia curá-lo. Quando Jesus foi ali ensinar, logo libertou o homem. O ensino de Cristo liberta.

    Por isso, o ensino de Cristo passou a se chamar “Doutrina do Senhor” (At 2.42; 13.12; Jo 7.16,17).

    Tal doutrina era do Mestre dos mestres e Senhor dos senhores. Por isso, não só o ensino, mas também o conteúdo e os métodos de ensino.

    A Doutrina de Jesus Devocional: Método de Ensino (Mt 4.23; 11.28-30).

    Jesus ensinou com palavras e ações que expressavam o espírito da Lei de Moisés. Isto é, a doutrina de Jesus não eram palavras vazias carregadas de hipocrisia, mas sim, a personificação da piedade, do amor e da justiça de Deus. Este é o significado de caridade, amor aplicado na prática.

    O Ensino de Jesus ensina-nos a vivermos debaixo da autoridade de Deus. Jesus vivia de forma que Deus era com Ele para curar as pessoas do físico e da alma (Is 53, Mt 8.16,17).

    O Dicionario Internacional de Teologia do Novo Testamento descreve assim o ato de curar pela fé:

    “A cura é a recompensa da fé, porque a fé tem confiança de que mesmo depois dos homens terem feito o máximo possível e fracassado, o poder de Deus em Cristo é inesgotável. A cura não dá origem à fé, mas sim, a pressupõe (Mc 6.5,6). Não é que a fé é o poder que opera o milagre; pelo contrário, é o estado de preparação para o milagre”.

    A igreja, corpo de discípulos de Cristo, deve viver de forma a incorporar e personificar a Doutrina de Jesus e de seu Reino. Assim também, igual a Jesus, deve curar os enfermos do corpo de alma.

    • O discípulo cristão precisa encarnar os ensinos de Cristo.
    • Jesus nos ensina com sua doutrina a vivermos o sobrenatural de Deus no mundo físico.
    • Jesus é o companheiro de jugo fiel, manso e humilde que dá alívio às nossas almas.

    Leia também: Jesus Cristo Domina A História

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

  • Jesus Cristo Domina A História

    Jesus Cristo Domina A História

    Jesus Cristo Domina A História. O seu controle sobre sua igreja, seus pastores e o mundo. Apocalipse 1.9-20.

    Jesus Cristo Domina A História, A Igreja e Seus Ministros Ap. 1.9-20.

    A primeira série de visões apocalípticas se iniciam com Cristo glorificado dominando a História, com atenção especial às suas Igrejas, as quais destina cartas. 

    Seguem-se depois disso, várias visões em série com a expressão “depois destas coisas” (4.1; 7.1,9;18.119.1 e/ou “e vi…” (5.1; 6.1,12). 

    A primeira série de visões (1.9-20) é de Cristo glorificado, revelando fatos, direcionando eventos em relação ao mundo e, principalmente, sua igreja. 

    Imagem de Steen Møller Laursen por Pixabay

    1.9-20 – Jesus Cristo Domina A História – A Visão de Jesus Cristo Glorificado e Seu Domínio 

    Já mencionei acima sobre Autor e Credenciais de Remetente sobre João, mas vale a pena recordar. Ele se apresenta no verso 9 como irmão e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança em Jesus. Portanto, ele era alguém conhecido, que vivia as mesmas lutas e vitórias dos demais cristãos. Por isso ele estava exilado na Ilha de Patmos. 

    Patmos é uma ilha grega de formação vulcânica situada, segundo o Wikpédia “no Egeu Meridional, situada a 55 km da costa SO da Turquia, no Mar Egeu. Tem uma área total de 45 km² e uma população de 3.047 habitantes (2011)”.  o Dicionário J. D. Davis diz que a ilha nada produz.  

    Entretanto, segundo Hale, a ilha tinha como indústria principal a mineração de sal e era uma colônia penal para prisioneiros políticos de Roma. 

    Segundo o mesmo autor, João fora preso ali por Cesar Domiciano (96 d.C) e solto pelo sucessor, Cesar Nerva.  

    O motivo de sua prisão ali foi “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus”. Isto foi interpretado desde os primeiros leitores como sendo por causa da pregação do Evangelho, por se declarar e pregar Cristo como Senhor, o que o imperador proibia.

    Aprendemos com isso, que este João se identificava com a igreja perseguida. Ele não era alguém estranho aos sofrimentos dos demais irmãos. Pelo contrário, neste particular ele era “companheiro”. 

    O melhor testemunho do Evangelho é aquele que é escrito com sofrimento e com perseverança na fé, servido de testemunho para edificar a outros.

    O Texto Revela Um Servo Exemplar

    Mas é dito também que ele era participante no reino, pois Cristo nos tornou “reis” (1.6). Para muitos hoje ser reis é ser isentos de sofrimentos, mas aqui reis e sofrimentos estão juntos. Isto demonstra o quanto nossas crenças podem navegar para longe da verdade bíblica. É fato que reinaremos com Cristo (Ap 5.10; 21.4; 2Tm 2.12), mas ainda não é chegado o tempo.

    Além disso, ele era coparticipante no sacerdócio e na paciência ou perseverança. O sacerdócio significa que o cristão tem acesso diante de Deus para O servir. Mas faz do cristão também intercessor, em Cristo, por aqueles que precisam conhecer a Deus (1 Tm 2.1-6).  

    João Vê Jesus Cristo Glorificado no Dia do Senhor

    João revela que ele foi “movido pelo Espírito” (BJ), “achei-me em espírito” (ARA), “dominado pelo Espírito de Deus” (NTLH). Isto aconteceu “no dia do Senhor”.  

    O dia do Senhor é o primeiro dia da semana, o domingo, dia da ressurreição de Jesus Cristo. Já no primeiro século (96 d. C.), como vemos aqui, o domingo foi consagrado como dia especial de culto a Deus.  

    É notório, e deve ser considerado isto: que o Senhor priorizou eventos nesse dia, a começar com sua própria ressurreição e aparições, assim como a igreja que passou a se reunir nesse dia (Mc 16.2, 9; Lc 24.1; Mt 28.1; 1 Co 16.2; Jo 20.1, 19; At 20.7).

    Isto começou depois de consumada a Nova Aliança pelo sangue de Cristo na cruz (Mc 14.22; Mt 26.26; Hb 8.8,13;12.2; 13.20). 

    Jesus Cristo Domina A História – O Agente da Revelação

    O Agente das revelações aqui como em toda a Bíblia é o Espírito Santo. O Espírito do Senhor tomou a João e mostrou a ele as visões. Mas veja que João não perdeu os sentidos. Ele estava cônscio para se comunicar, para entender e para escrever as visões. Não foi uma possessão física e psicológica, mas uma apropriação, uma instrumentação do Espirito Santo na vida de seu servo. 

    Símbolos que Revelam A Glória de Jesus Cristo (10-20) 

    “Voz forte, como de trombeta” (Ap 1.10; 4.1). 

    É difícil para nós comparar uma voz semelhante ao som de trombeta. Creio que João tentou descrever o indescritível. Ele não achou palavras humanas ideais para o que ouviu e viu. Expressou-se por antropomorfia.

    Mas certamente o que ele ouviu era muito parecido ou lhe lembrava o som de trombeta. E qual é o significado da trombeta nesse contexto? 

    Partindo do princípio que o autor era um israelita e grande parte de seus ouvintes estavam permeados da cultura judaica, devemos levar em consideração o significado da trombeta nessa cultura. 

    Então, temos de levar em conta tal significado no Velho e no Novo Testamentos.

    Uso de Trombetas no Velho Testamento

    O som da trombeta podia ser ouvido a grande distância. No Velho Testamento, ela era usada militarmente para chamar os soldados à formação (Jz 3.37, 6.34; 1 Sm 13.3). Ela dava sinal para o combate ou para a retirada (Jó 39.24; 2 Sm 2.1,22,28).  

    O atalaia deveria tocar a trombeta em caso de perigo (Jr 6.1; Ez 33.6; Am 3.6).  

     Trombeta anunciava a coroação de reis (2 Sm 15.10; 1 Rs 1.34; 2 Rs 9.13).  

    Enfim, para festas, para guerra, para culto, para coroação, para marcar um tempo especial e para marcar a presença do Senhor (Lv 23.24,25; Nm 29.1-6; Ex 29.12,29; 30.16). 

    Uso de Trombeta no Novo Testamento

    No Novo Testamento, além do uso na guerra, a trombeta anuncia a segunda vinda de Cristo (Mt 1 Co 14.8; Mt 24.31) a ressurreição dos mortos (1 Co 15.52). As sete trombetas do Apocalipse anunciaram visões de acontecimentos na história (Ap 8 e 9).  

    Assim podemos dizer que a voz como de trombeta é a voz de Jesus Cristo chamando seus servos ao culto, a adoração e à reverência a Ele. A Igreja deve ouvir atentamente, pois Ele tem muitas e importantes coisas a anunciar. 

    Além disso, anuncia um novo tempo de espera final, que inaugurará o novo céu e a nova terra (Ap 21 e 22). 

    Assim, devemos permanecer e exortar à permanência na vigilância, como atalaias de Cristo no mundo, guardando e aguardando o cumprimento da palavra do Senhor. 

    Jesus Cristo Domina A História – “Sete candeeiro de ouro” e “Sete estrelas” (v.12 e 15). 

    João disse que ouviu a voz como de trombeta atrás dele. Quando ele se virou viu sete candeeiro de ouro e no meio dos candeeiros um semelhante a “Filho de Homem” (12). 

    O que João vê aqui é o Senhor Jesus em sua glória, difícil de descrever em palavras humanas. São coisas que nunca vimos e nunca imaginamos; coisas grandiosas que ele tenta descrever (1 Co 2.9; 2 Co 12.4), e lhe é dada ordem para escrever (v.11). São mistérios, diz o verso 20, mas que estão sendo revelados. 

    Então, João escreve e descreve da melhor forma possível o que vê. E o que ele vê? Ele vê “Sete candeeiro de ouro” (12). Como já dissemos, Apocalipse é uma linguagem simbólica. Então, o que significa os “Sete candeeiro de ouro”? (12). 

    Jesus mesmo revela estes símbolos que Ele chama de “mistério” (v.20). Ele diz que os “Sete candeeiro de ouro” são as sete igrejas da Ásia.  

    Já as “Sete estrelas” são os anjos das igrejas. Anjo significa “mensageiro” e “enviado” de Deus (J. D. Davis). A palavra vem de anunciar, contar uma mensagem. Às vezes se refere a anjos como seres espirituais e guardiões da parte de Deus (Mt 1.20; Ap 7.1; At 12.15). Mas outras vezes, aos homens como mensageiros de Deus (Lc 7.24, 27; Mc 1.2; Jo 20.18; 21; 1 Jo 1.5). Mas ainda às vezes se refere a anjos de Satanás ou demônios (Mt 25.41).  

    A interpretação mais aceita, e que eu creio é que esses anjos eram os pastores das referidas igrejas. Eles tinham a incumbência de mensageiros das palavras de Deus. Eles eram responsáveis e, nas cartas, veremos como Jesus admoesta-os à responsabilidade que tinham. 

    É dito que o Senhor Jesus tem as sete estrelas em sua mão direita (16,20). Isto quer dizer que Jesus tem poder, domínio e autoridade sobre os mensageiros. E aqui não importa qual seja o sentido de mensageiros. Jesus tem domínio sobre eles. Eles estão na mão direita do Senhor. 

    “Filho de Homem” (12). 

    João prossegue em sua descrição do Cristo glorificado. Este é semelhante a “Filho de Homem”. Esta expressão tem sentido escatológico não porque aparece aqui, mas porque foi anunciado pelo profeta Daniel (Dn 7.13m14; 10.5,6). E principalmente porque Jesus se identificou com O Filho do Homem e, ensinou isto (Mt 16.27,28). 

    A descrição de Daniel do Cristo glorificado é bem semelhante à de João. 

    Eu faço uma relação dessa expressão “Filho do Homem” com o filho prometido desde o Éden, em Gn 3.15. Este viria, por sua obediência total ao Pai, para desfazer a maldição causada pelo primeiro homem, Adão (Gn 3.17).

    Porém, esse prometido seria o Filho nascido de mulher, que satisfaria totalmente a Deus; seria o filho ideal de Deus. 

    Esse Filho do Homem foi anunciado e esperado durante todo o Velho Testamento, até chegar à plenitude dos tempos, quando Deus enviou seu Filho nascido de mulher (Gl 4.4). Ele é o novo homem, da nova geração, do novo céu e da nova terra e líder da nova humanidade. 

    A Túnica longa, branca cingido a altura do peito com cinto de ouro (13).  

    A cor branca, como já foi dito na Introdução, simboliza pureza, santidade. No capítulo 7, verso 13 e 14 vemos claramente que o conceito de santidade é caracterizado por vestes brancas. O sangue de Cristo é o único que pode branquear nossas vestes, isto é, nos santificar. Os homens só podem ser santos se forem santificados por aquele que é naturalmente Santo. 

    O ouro indica preciosidades e realeza (veja Ex 28.4; 29.5; Zc3.4). 

    Pés como latão reluzente indicam provavelmente sua firmeza (Dn 2.31-45). 

    Os olhos como chama de fogo indicam conhecimento completo e perfeito. 

    Pés como latão ou bronze incandescente ou reluzente (14). 

    Jesus Cristo Domina A História – A Voz de Jesus Glorificado

    Voz como de muitas águas (estrondo de águas corretes BJ – 15), lembra o Salmo 29 onde a voz do Senhor é majestosa e mais potente que trovões e relâmpagos, que uma tempestade. João viu o poder Cristo exercendo autoridade sobre a tempestade (Mc 4.39). Agora Jesus Cristo revela poder sobre todas as tempestades do mundo.

    Sete estrelas na mão direita (16).

    Significa que Jesus Cristo tem o domínio, autoridade e poder sobre suas igrejas. Mas também, porque elas estão em suas mãos, Ele tem cuidado delas pessoalmente. Por isso Ele continua zelando delas, ordenando a instrução delas na sua Palavra, para a santificar (Jo. 17.17).

    Espada afiada de dois gumes saia de sua boca (16).

    Hebreus 4.12 fala dessa espada. É a palavra de Deus que nunca volta vazia, mas sempre faz o que lhe apraz (Is 55.11). 

    É confortador saber que Jesus Cristo está agindo no mundo e na história, especialmente na igreja, e que faço parte desta.

    Leia também: Carta A Igreja de Éfeso Estudo

    Carta À Igreja Morta: Sardes Ap. 3.1-6

    QUEM CONTROLA SUA HISTÓRIA?

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    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

  • A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira. A Quarta Carta do Apocalipse de João. Quais as lições para para nós? (Ap 2.18-29).

    Como nas cartas anteriores, o conteúdo segue de declaração que caracteriza a Pessoa de Cristo, e do conhecimento do estado da igreja, o chamado ao arrependimento e promessas.

    Antes, porém, como fiz nas outras meditações, apresentarei algumas informações da cidade.

    A Cidade de Tiatira

    Segundo o Dicionário John D. Davis, Tiatira era uma cidade da Ásia Menor, na Lídia, nos limites da Mísia, na estrada que vai de Pérgamo a Sardes.

    Anteriormente era conhecida como Péropia e Euipia no ano 280 a.C.

    Não era um centro comercial muito importante, mas tornou-se comércio de púrpura.

    Lídia, a comerciante de púrpura de At. 15.14 era natural de Tiatira.

    Atualmente a localização de Tiatira seria Ak Hissar, onde há traços da cidade antiga.

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira e O Remetente

    Como nas cartas anteriores, o conteúdo se inicia por uma declaração da Pessoa de Cristo vista por João no início da visão no capítulo 1.9-20.

    Nesta carta, Jesus se apresenta como “Filho de Deus que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes a bronze polido” (2.18 com 1.14,15).

    Tanto nesta quanto nas outras cartas não há dúvidas quanto ao autor de seus conteúdos. A autoria é de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele morreu, ressuscitou, foi para o céu, mas continua pastoreando a igreja dele.

    Ele faz isso porque tem poder para tanto. Aqui, o poder é descrito na expressão: “olhos como chama de fogo”. Isto significa o poder de Jesus conhecer todas as coisas.

    Com seus olhos ele perscruta as coisas mais profundas em tudo, principalmente e de modo especial na igreja dele.

    Assim, essa figura significa o poder de conhecimento pleno, completo de Jesus.

    Fazendo um contraste entre Apocalipse 2.18 com Daniel, capítulo 2, vimos que a profecia era sobre Jesus e se cumpre nele.

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira Revela A Onisciência de Jesus

    Porque Ele tem os olhos como chamas de fogo, que perscruta a tudo, Ele conhece as boas e as más obras de cada um dentro da igreja dele.

    Por isso, a declaração no verso 19: “Conheço as tuas obras”. Como diz o provérbio: “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios 15:3).

    Então, Jesus é Deus Onisciente. Com seu conhecimento profundamente penetrante, Jesus viu boas obras na Igreja de Tiatira.

    Ela era uma igreja que amava o Senhor, tinha fé genuína, serviços, perseverança.

    Ao contrário da Igreja de Éfeso que perdeu seu primeiro amor, Tiatira o conservava revelado em obras até o fim (2.4,19).

    O conhecimento do Senhor é revelado em forma de elogios. Que bom é sermos conhecidos do Senhor e sabermos que Ele encontra coisas agradáveis em nós!

    Entretanto, o Senhor que conhece as coisas boas em nós, também vê coisas ruins. Ele tem uma nota de contrariedade sobre a Igreja de Tiatira.

    A Igreja tolerava uma falsa profetisa que ensina a perversão dos crentes (20).

    Jesus disse que deu tempo para ela se arrepender, mas ela não quis (21).

    Quatro ensinos

    1 – Tolerância.

    Nós devemos ser tolerantes com os pecadores, buscando o arrependimento deles. Não devemos ser vingativos ou ter pressa de sermos punitivos.

    O próprio Jesus diz que chamou ao arrependimento e que deu tempo para que tal mulher se arrependesse.

    Assim, devemos chamar as pessoas na igreja à correção de seus procedimentos pecaminosos e dar-lhes tempo para se consertarem.

    Mas, qual foi o pecado da igreja? Tolerava Jezabel. Quem era ela? Veja mais adiante.

    2 – Disciplina.

    Tolerância tem limites. Após chamar e dar tempo para arrependimento, Jesus parte para punição: Ela e os seguidores dela seriam acometidos de uma enfermidade, e receberiam o castigo por suas más obras (22).

    Mas não era vingança, era correção amorosa (Ap 3.19).

    Notem que Jesus censura a igreja por ser negligente na disciplina. Por vezes, pessoas influentes na igreja andam em pecados e nunca são chamados ao arrependimento, como havia na Igreja de Corinto (capítulo 5).

    Tal displicência na correção dos erros vem em nome de um falso amor aos perdidos, pois amor verdadeiro busca a disciplina amorosa.

    Qual pai que não disciplina seus filhos (Hb 12.8). Disciplinar é desagradável, mas necessário.

    3 – Perda da Salvação.

    A heresia leva a perda da salvação pela rejeição ao chamado de Cristo. Isto quer dizer que a pessoa conheceu a graça do Senhor, mas a heresia levou à apostasia: Rejeição da fé salvadora (Hb 6.4-6).

    4 – Enfermidade.

    Crentes podem sofrer enfermidades como castigo de Deus para promover o arrependimento (2 Co 7.10).

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira: Adultério Espiritual

    O adultério mencionado nos versos 21 e 22 se refere à sedução pelo ensino da tal Jezabel.

    Jezabel foi mulher do rei Acabe (1 Rs 16.31 – 21.54). Ela fortaleceu o baalismo em Israel levando o povo de Deus à derrota espiritual, ou seja, à rejeição por parte de Deus.

    Por isso, Jezabel passou a ser símbolo de idolatria, que, neste caso significa adultério e prostituição espiritual; traição à aliança com Deus.

    Tal ensino levava os servos do Senhor a comerem das coisas sacrificadas aos ídolos (Ap 2.20).

    Então, tal adultério não era a traição da aliança de casamento entre um homem e uma mulher. Era antes, adultério espiritual. Traição da aliança do Senhor (Jr 16.11).

    Porém, a Bíblia ensina que adultério conjugal também é pecado (Mt 19.18).

    Em consequência da traição espiritual promovido pela falsa profetisa, seus filhos, ou seja, seus seguidores seriam mortos (23).

    Isto serviria de exemplo para todas as igrejas e não somente para de Tiatira. Jesus zela pela pureza da igreja dele.

    O pastor, a quem foi endereçada a carta é responsável direto na questão da pureza da Igreja do Senhor. Mas todos são advertidos (24,25).

    O grupo herege na igreja buscava acrescentar supostos conhecimentos sobre “as profundezas de Satanás” (24).

    Entram nesse rol os ensinos exotéricos e revelações suplementares como se o Evangelho fosse insuficiente.

    A igreja precisa conhecer em todos os sentidos a Jesus. “Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo (2 Pe 3.18).

    O evangelho de Cristo, puro e cristalino é suficiente para o verdadeiro cristão.

    A Promessa

    A promessa de bênção é feita aos vencedores. Subentende-se que os infiéis serão os perdedores; não terão premiação.

    A promessa de bênçãos, portanto, é para quem for fiel até o fim. Isto quer dizer: Até o último suspiro. É aí que tudo termina nesta vida. Também é aí que começa a vida além.

    A promessa diz respeito a receber autoridade. Jesus recebeu toda autoridade no céu e na terra (Mt 28.18). Ele tem poder para dar e para tirar autoridade de quem quer que seja.

    A autoridade oferecida por Ele aqui é sobre as nações. Tudo indica que será no milênio, quando a igreja reinará com Cristo (Ap 20.4).

    Será dada também ao vencedor a “estrela da manhã” que é o próprio Senhor Jesus ou sua glória (Ap 2.28 com 22.16).

    Ele é a estrela prometida a Jacó (Nm 24.17)

    Finalidade

    Finalmente, as Cartas do Apocalipse têm aplicação para todas as igrejas de todos os lugares e de todos os tempos, inclusive as de hoje.

    As advertências, os chamados e promessas valem para nós. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2.22).

    Leia também: Carta A Igreja de Éfeso Estudo

  • Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia, A Sétima do Apocalipse, uma igreja sem Cristo. Você gostaria de ser membro dela? Veja as lições. Ap. 3.14-22. 

    O Esquema da Carta À Igreja de Laodiceia

    A carta segue o mesmo esboço das anteriores: Endereçamento, uma declaração sobre a Pessoa do Autor – Jesus, declaração sobre o estado da igreja aos olhos do Senhor, advertências, exortações e chamado ao arrependimento. Antes destes pontos, uma breve nota sobre a cidade de Laodiceia.

    Imagem de Benoît DE HAAS por Pixabay

    A Cidade de Laodiceia

    O nome da cidade de Laodiceia significa “que pertence a Laodice”, segundo o Dicionário John D. Davis. O nome foi dado por Antíoco II em homenagem à sua mulher.

    A cidade estava localizada a cerca de 60 quilômetros a sudoeste de Filadélfia, junto ao rio Licos a 10 quilômetros de Hierápolis, e 16, de Colossos.

    Laodiceia era famosa, também, por suas águas termais, como Caldas Novas. Mas há relatos de que essas águas tinham suas nascentes na cidade vizinha de Hierápolis, e foram canalizadas para Laodiceia. Então, a água saia quente  de Hierápolis e chegava morna em Laodiceia.

    Hoje só existe as ruínas da cidade que é conhecida como “Eski-hissar” (Castelo Velho).

    Laodiceia era uma cidade industrial com fábrica de tecido, roupas de lã, escola de medicina com concentração em oftalmologia e importante centro bancário com forte investimento em ouro. Nela se fabricava um pó para tratar de doenças nos olhos.

    Ela foi destruída por um terremoto, segundo Davis, no ano 65 D.C. Reconstruiu-se sozinha, sem precisar do Império Romano.

    A Igreja de Laodiceia

    A Igreja de Laodiceia era operante no evangelho. O Apóstolo Paulo enviou saudações e uma carta a ela (Cl 2.1; 4.15,15).

    Entretanto, ela deve ter perdido o seu primeiro amor, como aconteceu com a igreja de Éfeso (2.4).

    A esta igreja, Jesus não teve nenhum elogio, mas só severas repreensões.  Antes, porém, das repreensões, vejamos a identidade de Jesus na carta aos Laodicenses.

    Identificação de Jesus à Igreja de Laodiceia

    Jesus se identifica como sendo o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.

    A palavra “Amém”, aqui, é um substantivo próprio; é um nome que Jesus tomou para si. Ao dizer-se “O Amém”, notem o artigo definido, Jesus estava dizendo que Ele é o que firma e estabelece a tudo. Não expressa um desejo: “Assim seja”, mas um fato: “Assim É”.

    O sentido dessa identificação é mais bem entendido quando Ele se identifica também como “fiel e verdadeiro”. Tudo se firma nele desde o princípio até o fim. Ele é o fundamento (Jo 14.6; 1 Co 3.13). Ele estava no princípio como coautor da criação (Jo 1.1-3).

    Mas Ele não foi o primeiro a ser criado como muitos pensam. Ele é o princípio gerador de tudo, tudo veio a existir por meio dele (Jo 1.1-3; Cl 1.15-18).

    Amém também é interjeição que quer dizer: “Assim seja”. Se repetida, é enfática. Na expressão de Jesus traduzida como: “Na verdade, na verdade” a palavra na língua original é amém (Jo 6.47; 8.51, 58).

    Jesus é a verdade, a testemunha fiel, o princípio, o fim (Ap 22.13).

    Repreensão de Jesus à igreja de Laodiceia.

    O conhecimento de Jesus já foi mencionado nas cartas anteriores. Ele é onisciente. Nada passa despercebido aos olhos dele e ao conhecimento dele.

    Muitas igrejas se dizem cristãs, mas Jesus conhece a igreja dele. Jesus acusa a igreja de Laodiceia de ser medíocre. Ela não era nem fria e nem quente. Era morna. Jesus condena à mediocridade.

    Além disso, a igreja tinha uma falsa imagem de si mesma. Ao contrário de seu Senhor, que se conhecia muito bem como fiel e verdadeiro, a igreja pensava ser rica, mas era pobre, miserável, infeliz.

    Ela que tinha uma escola de medicina voltada à oftalmologia, precisava do verdadeiro Médico para lhe restaurar a visão. Ele que era próspera economicamente, era pobre espiritualmente. Ela era o oposto de Esmirna (2.9).

    Jesus chama Laodiceia ao arrependimento e à conversão com o convite para comprar dele ouro refinado pelo fogo e vestiduras brancas (18). Estes símbolos se referem à verdadeira riqueza, a celestial, e à santidade e pureza que só se encontram num relacionamento íntimo com Cristo.

    Porém, Cristo estava do lado de fora da Igreja de Laodiceia (v. 20). Que trágico! Uma igreja cristã sem Cristo.

    Muitas seguem assim: tem nome de igreja, mas não são; são pessoas jurídicas neste mundo, mas não tem parte no reino dos céus. Perderam o valor de ser sal da terra e luz do mundo. Não têm mais graça.

    Entretanto o amor do Senhor continua em movimento de suas ovelhas perdidas. Ele não deixou de ser o Sumo Pastor das ovelhas (19,20; Hb13.20) e, como tal, busca por elas. Ele continua chamando à intimidade com ele, como aquela comunhão do partir do pão, e do companheiro (cum+panis = compartilhar o pão- Lc 24.35; At 2.42).

    A igreja de Laodiceia era rica financeiramente, mas espiritualmente era mendiga, miserável (v.17).

    O orgulho da riqueza e do status dominou a igreja. Ela era tinha ouro, mas precisava comprar de Jesus o verdadeiro ouro espiritual; tinha águas mortas tal como ela era espiritualmente, imbebível; eram peritos em curar os olhos físicos, mas era cega espiritualmente e precisava do colírio do Senhor para ver claramente; ela era produtora das mais ricas vestes para vestir o povo, mas espiritualmente esta nua, e precisava das vestes brancas que branqueadas no sangue do Cordeiro (7.14).

    Exortações e Promessas (19-22)

    Mesmo com todas as falhas, uma declaração de amor do Senhor: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo”. O amor não encoberta o pecado, mas repreende e corrige para restaurar verdadeiramente.

    V.20 – Jesus criou a igreja e estava fora dela. Tal como Ele veio para o que era seu e os seus não o receberam (Jo 1.11). Tal como Israel, a igreja também deixou Jesus do lado de fora.

    Jesus está dentro ou fora de nossas vidas e igrejas?

    O vencedor se sentará no trono com Cristo, assim como Ele venceu e se sentou no trono juntamente com seu Pai. Significa posição de autoridade, honra e poder. Os que se sentarem no trono com Cristo julgarão o mundo (Ap 20.4).

    Mesmo uma igreja sem Cristo poderá ser salva e reinar com Ele. O Sumo Pastor restaura-a. O ministério dele continua ativo. Ele continua chamando a todas as igrejas errantes ao arrependimento.

    Advertência

    Não poderia faltar o “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (22). Este é um conselho, uma advertência, e um chamado ao arrependimento e fé; um chamado universal. Isto é, para todas as igrejas em todos os lugares e em todas as épocas.

    Ouçamos o Espírito de Deus.

    Material Consultado:

    Dicionário John D. Davis

    Apostila Pr. Isaltino G..C. Filho

    Bíblia Shedd

    Bíblia de Jerusalém

    Bíblia Thompson

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