Categoria: Estudos Bíblicos

A Bíblia é a palavra de Deus em linguagem humana. Homens falaram movidos pelo Espírito de Santo, e registraram o que ouviram de Deus.
Então, se lida e corretamente entendida, a Bíblia serve como base sólida para construirmos nossas vidas, famílias e sociedade.
Embora muitas não aceitem e até discorde que a Bíblia é a Palavra de Deus, ela testifica de si mesma em 2 Timóteo 3.16,17:
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;
Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”
Assim, seguindo os ensinos bíblicos teremos bons filhos, pais e bons cidadãos, e consequentemente, sociedade justa.

  • O Que É A Fé?

    O Que É A Fé?

    O Que É A Fé? É a virtude que não é nossa, mas nos foi doado por amor, para conhecermos a Deus e nos relacionarmos com Ele.

    Hebreus 11.1-3 Define o que é fé.

    Imagem de Arnie Bragg por Pixabay

    A fé é a certeza, (hupostasis): Confiança, essência, realidade; segurança, é uma substância (ou realidade) doadora, ou uma garantia. 

    No Novo Testamento, “hupostasis” é usado para transmitir a ideia de uma realidade ou essência fundamental.

    A fé é a essência invisível das coisas visíveis (3). Mas a própria fé é uma dádiva que vem da essência invisível: Deus. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” (Ef 2.8). 

    Nós não temos capacidade para ter fé em Deus. Toda capacidade que temos é para pecar. Disso sabemos muito bem. Então, a graça e a fé são dádivas de Deus para nós. Isso prova que Deus nos ama e quer nos salvar.

    A fé é a essência da vida cristã. O que não é produto da fé, é pecado: Rm 14.23:

    Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado”. 

    A fé é um dos três pilares permanentes e fundamentais que dão sentido a tudo na vida cristã. 1 Co 13.13:  “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.”

    A fé é o meio de vivermos a vida cristã agradando a Deus (11.6). E sem fé é impossível agradar-lhe.

    Pela fé, desde o terceiro homem, Abel, e muitos outros, há milhares de anos atrás, deixaram testemunho que fala até hoje. 

    Muitos têm lido, escutado e se inspirado nos testemunhos deles, e alcançado a salvação.

    Fico pensando até onde vai meu testemunho, e o de minha geração e dos contemporâneos. Que legado estamos deixando?

    A fé de trata Hebreus é a fé em Jesus Cristo como único e absoluto meio de se achegar a Deus. Ele é o Sumo Sacerdote que entrou no tabernáculo celestial, na presença de Deus (Hb 3.1; 4.14,15; 5.20; 7.26-28; 8.1,2; 9.11).

    Jesus é o caminho novo e vivo no qual devemos andar “verdadeiro coração, em inteira certeza de fé” (Hb 10.22).

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  • Lições de Vida: José do Egito Filho de Israel

    Lições de Vida: José do Egito Filho de Israel

    Lições de Vida uteis todas as pessoas, de todas as idades, seja no contexto da família ou profissional, moral ou espiritual.

    O Ódio Entre Irmãos Impede Ouvir A Voz de Deus Gn 37.1-11

    Jacó, pai de José, vivia em Canaã (1). Ele tinha 12 filhos: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom, Dã, José, Benjamim, Naftali, Gade e Aser (1Cro 2.1,2). José, aos 17 anos (2), apascentava o rebanho com os filhos de Bila e de Zilpa, mulheres de seu pai. Bila (Bilha ou Bala) serva de Raquel, dada a Jacó, (Gn 30.1-8).

    Zilpa (ou Zelfa) era escrava de Lia, que ela deu a Jacó, para que tivesse mais filhos e conquistasse seu marido, (Gn 29.24; 30.9-13).

    Ruben praticou incesto com Bila. Jacó soube disso e não fez nada de imediato para punir o filho. Deixa claro que o filho é mais importante que a escrava. Além do mais, a punição poderia causar mais desavenças na família. Embora Jacó tivesse se deitado com ela, esta não passava de uma escrava para ele.

    Porém, na sua bênção aos filhos, condena o ato louco de Ruben, (Gn 35.22; 49.3-4).

    José levava más notícias de seus irmãos a seu pai (2).

    Israel (Jacó) amava mais a José por ser o filho da sua velhice e, de sua mulher amada, Raquel, por quem trabalhara 7 anos. Por isso fez para José uma túnica de várias cores. Seus irmãos o odiavam e o injuriavam por isso (4-11).

    José (que quer dizer: possa o Senhor acrescentar) teve dois sonhos que significava que ele reinaria sobre sua família (5-11).

    Seu pai o repreendeu por isso.

    Sentimentos diversos de ódios, invejas, enganos e privilégios que fizeram dessa família um excelente estudo de casos para servir de modelos a todas as famílias com seus dramas.

    Veremos a seguir como o ódio entre irmãos impede ouvir a voz de Deus.

    O Filho Amado Odiado

    Os sonhos de José tinham uma mensagem de Deus. Deus iria realizar algo para preservar-lhes a vida. Assim, Deus cumpriria a promessa feita a Abraão, de lhe dar descendência numerosa e abençoada (Gn 12.1-4). José seria um instrumento nesse plano divino.

    Deus conduziria os descendentes de Abrão ao Egito onde ficariam por quatrocentos anos até que “a medida da iniquidade dos amorreus”, isto é, Canaã estivesse no ponto de sofrer o juízo divino (15.13-16).

    José seria eleito por Deus para salvar Israel da morte pela fome que viria, e para preservar a descendência de Abraão, de quem nasceria o Messias.

    Jacó fez uma túnica “cerimonial com ornamentos, ostentosa e provocante” para José. Por ser o preferido do papai, José conquistou a rejeição de seus irmãos, e seus sonhos foram vistos como vaidade e prepotência.

    Talvez fosse mesmo anunciado assim, já que se tratava de um rapaz de 17 anos, inexperiente.

    Os sonhos de José não foram aceitos como recado de Deus, por causa do ódio e dos ciúmes de seus 12 irmãos.

    O ódio deles tinha como raiz também o fato de José levar más notícias deles a Jacó. Mas isso que José fazia não era fofoca. Lembremo-nos de que o sistema era patriarcal. Jacó era o juiz, o líder. Se inquirido pelo pai, José teria que dizer a verdade (Lv 5.1). E a verdade é que seus irmãos não produziram nenhuma boa notícia.

    Os sonhos de José também não foram aceitos por Jacó. Mas este, mais experiente, pensava consigo mesmo se Deus não teria um propósito para a vida do rapaz.

    Bila e Zilpa certamente se sentiam como objetos de Jacó e de suas esposas, Lia e Raquel. Como eram tratadas: escravas ou esposas? Havia igualdade entre elas fora da cama? Ou eram apenas escravas reprodutoras?

    Mulheres idólatras, tratadas dessa forma, o que ensinavam a seus filhos? Talvez isso explique o mau comportamento de Dã, Naftali, Gade e Aser, filhos dessas mulheres (2).

    Ensinos para Igreja A igreja é como uma grande família, comunidade de irmãos, e precisa ser justa na trato com as pessoas (1 Tm 5.1-25) a fim de evitar ciúmes e contendas por privilégios. Precisamos evitar o ódio entre irmãos para que possamos ouvir a voz de Deus. Entretanto, espera-se que os cristãos sejam maduros espiritualmente e venham vencer tais desajustes.

    O papel do desequilíbrio é produzir o equilíbrio. Vemos na história de Jacó e sua família muitos dramas que podem nos trazer lições para nossos relacionamentos familiares hoje.

    Para os hebreus, Deus não ficava de fora de nenhum aspecto de suas vidas. “Era participante do drama da vida do homem”.

    Deus não nos abandona só porque as coisas vão mal. Ele está conosco para nos dar a vitória. Aliás, Deus, e somente Deus, pode nos dar vitórias reais.

    Quando as coisas vão mal, nós devemos clamar, e devemos manter o culto e a adoração a Deus, pois Ele nunca perde a dignidade. Ele é sempre digno de adoração.

    Sonhos, Onar (grego clássico) e enypnion (Septuaginta) v6 .

    No Antigo Testamento, no judaísmo, no mundo grego e no Oriente Próximo antigos, entendia-se, geralmente, que os sonhos continham recados de Deus, especialmente os recebidos por reis e sacerdotes. Assim entenderam Jacó em Betel (Gn 28.12ss), Eli em (1Sm 3) e Salomão em Gibeão (1Rs 3.4-15). Eram tidos como um tipo de revelação divina.

    Às vezes correspondia a uma aparição de Deus (Gn 20.3; 28.12; 31.11; 1Sm 28.6; Jó 33.14-18).

    Sonhos também podiam ser mentirosos (Jr 23.32; 27.9).

    Veja também a crítica de Zacarias (10.2), e a Lei (Dt 13.2-6), que recomendava a pena de morte para o sonhador que ensinava mentiras.

    Onar, “sonhos”, ocorre no Novo Testamento, 6 vezes em Mateus (1.20; 2.12, 13,19, 22; 27.19). Em Atos (16.9; 18.9; 23.11; 27.23-24 – Fonte: DITNT).

    Já em Atos 2.17 a palavra é anypnion.

    Os sonhos podem ser:

    1- sonhos vãos (Jó 20.8; Sl 73.20; 90.5; Is 29.8);

    2- sonhos usados por Deus para fins especiais. Estes têm finalidade de interessar à vida espiritual dos indivíduos (Jz 7.13; Mt 27.19), e de servir de meio de comunicação (proféticos) instrutivo de Deus, numa época em que a revelação era incompleta (1 Rs 3.5; Dn 2.1,4, 36).

    Devem ser submetidos à prova (Dt 13.1-5; Jr 23.25-32; 29.8; Zc 10.2).

    Eram premonições e não teofanias (aparições divinas), como seria a Moisés mais tarde (Ex 3). As teofanias eram meio de revelação mais desenvolvido do que os sonhos, pois nelas aparecia um agente divino (anjo), ouvia-se a voz de Deus em estado de consciência normal, ou alguma manifestação visível (Ex 3).

    Revelação, Conceito

    Cabe aqui um conceito de revelação, “a palavra revelar significa tirar o véu ou remover a coberta que esconde um objeto para expô-lo à vista. No Antigo Testamento o conceito limita-se exclusivamente à revelação do próprio Deus e dos mistérios divinos que o homem é incapaz de descobrir .

    Parece que José e seus contemporâneos viviam na era dos sonhos. São tantos sonhadores: José, Faraó, padeiro e copeiro-chefe.

    Hoje Deus nos fala pela Palavra, Jesus (Hb 1.1). Qualquer sonho ou outra suposta manifestação ou revelação de Deus deve ser avaliada pelo crivo aferidor das Escrituras, especialmente do Novo Testamento.

    Podem ocorrer em situações específicas, extraordinárias, e não, comum. Muitos, ao invés de ler as Escrituras vivem sonhando. Ao invés de pregar a Palavra, pregam sonhos, e até, delírios, devaneios.

    Não devemos pensar que Deus inspirou os sentimentos, pensamentos e atitudes de Jacó e seus filhos para agirem como agiram. Deus não leva ninguém a pecar. Deus não foi determinista. Não os predestinou para serem o que foram. Mas Deus se serviu das motivações naturais deles para operar na história, apesar dos pecados deles. E a ação de Deus é para salvá-los dos seus pecados.

    Da mesma forma, Deus estava esperando que a iniquidade dos cananeus chegasse a ponto de julgamento para destruí-los.

    Aplicações

    1 – É preciso conquistar a credibilidade para ter voz junto às pessoas. Precisamos construir uma autoimagem como mensageiros de Deus. A autoimagem de José estava desgastada pela preferência de seu pai, e talvez pela sua inexperiência de vida (1Tm 3.6,7). Porém, como Jesus disse, “Não há profeta sem honra a não ser na sua terra e na sua casa” (Mt 13.57).

    2 – Quando os pais têm preferências por algum dos filhos, discriminam os outros. Coloca os seus preferidos como vilões e destroem a autoimagem deles perante os outros. Cria um ambiente de ódio, invejas e intrigas que os impede de ouvir a voz de Deus.

    3 – Devemos anunciar os planos e as mensagens de Deus com humildade e no momento oportuno. Porém, às vezes não há forma delicada e simpática de dizer a verdade nua e crua (Mt 23).

    4 – Deus usa os nossos dramas naturais da vida para manifestar seus planos e seu poder, e para preservar, disciplinar e santificar seu povo.

    5 – Os sonhos que Deus nos dá se cumprem. Não devemos desprezar os sonhos, mas avaliá-los a luz da Bíblia.

    6 “Deus era com ele”. Potifar entregou nas mãos de José tudo quanto tinha. Deus abençoou a casa e o campo do egípcio por causa de José. José teve sucesso não por posição política ou de autoridade humana. O sucesso dele era por estar no centro da vontade de Deus. Ele era agradável a Deus. Deus operava em seu favor. Sua vitória era acima de tudo, moral e espiritual, mais do que política e financeira.

    Todo drama vivido por José teria o objetivo de impedir o plano de Deus, de salvar sua posteridade. Mas Deus estava com ele para reverter toda contrariedade em bênçãos. Duas coisas contribuíram para a vitória na vida de José:

    1 – Ele era fiel a Deus e aos seus contratos com os homens (v 9);

    2 – Deus se agrada e abençoa a vida dos fiéis, fazendo-os prosperar em quaisquer circunstâncias (v 2). Em José nós temos um retrato do tipo de pessoas que agradam a Deus. E vale lembrar que estamos falando de um jovem de 17 anos.

    Sim. José era um Jovem bonito de corpo e de boa aparência. A mulher de Potifar “pôs os olhos em José” e começou a assediá-lo. José se recusava a ceder ao assédio dela, porque ele era fiel e tinha a confiança de Potifar. Porém, mais importante ainda, ele era fiel a Deus (v. 9).

    Antes de atingir aos homens, os nossos pecados atingem a Deus. Um dia a mulher de Potifar agarrou José. Ele correu deixando sua capa. Ela chamou os guardas e acusou-o de tentar estuprá-la. Ao saber disso, Potifar o mandou prender.

    Pense! Qualquer jovem que estivesse na situação de José naquele tempo seria morto. Por que será que Potifar não mandou matar José? José tinha toda autoridade dada por Potifar, mas não era uma oportunista. Não usou da autoridade para tirar proveito da situação. Outros o teriam feito. Mas lealdade era uma das marcas de José, e isso é o que falta a muitas pessoas nos dias de hoje. Se Deus se agrada dos fiéis, desagrada dos infiéis, pois Deus é Fiel. A fidelidade é virtude divina.

    Quando somos fiéis nos identificamos com Deus. Deus abençoa homens de honra. Honra também é virtude divina. O procedimento de José viria a combinar com o 10º mandamento (Dt 5.21): “Não cobiçarás“.

    O Apóstolo Paulo disse: “Pois eu não teria conhecido a concupiscência se a lei não dissesse: Não cobiçarás” (Rm 7.7b).

    Mas José tinha consciência de pecado antes da Lei existir. O Espírito da Lei de Deus já estava no seu coração. Isso demonstra que uma pessoa pode obedecer aos preceitos da Lei de Deus mesmo sem um mandamento específico, pois ela é a imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26,27).

    Mas José deve ter aprendido tais preceitos não só por ser intuição, mas pela tradição oral que era transmitida de pais para filhos, sobre os feitos de Deus aos seus ancestrais.

    Com certeza, ele ouviu falar do pecado de Adão e de Eva, de Caim e da geração má dos tempos de Noé (Gn 4.7,8;6.5ss), e disso deve ter tirado princípios para sua vida. Por que seus irmãos não fizeram o mesmo?

    Responsabilidade, respeito, honra, caráter, dignidade, fidelidade, honestidade, bondade e veracidade são características que Deus encontrou e aprovou na vida de José, e aprova na vida de qualquer pessoa, de qualquer lugar e de qualquer época. Estes são princípios eternos. São doutrinas para a vida cristã e para todas as pessoas.

    Um jovem aos 17 anos resistir aos assédios de uma mulher que, com certeza era extremamente bonita (Potifar não teria mulher feia), tinha que ter muito caráter. De fato, foi por isso que ele fugiu e veio a cumprir também o mandamento apostólico (1 Co 6.18; 2 Tm 2.22).

    Há muita falta de preocupação com caráter, com honra e com moral nos dias de hoje. Os devassos acusam aos cristãos de um discurso moralista. Abaixo o moralismo! Mas ainda assim é melhor um discurso moralista do que um discurso imoral, libertino, devasso.

    A mulher de Potifar foi caluniadora. Assim como a honra, a verdade e a fidelidade identificam a pessoa com Deus, a calúnia identifica-a com o Diabo (diábolos, grego, “caluniador”).

    A ação da calúnia provocou a injustiça e a opressão a José. Mas Deus estava com ele e lhe deu vitória. A fidelidade a Deus tem um preço a pagar. José foi acusado e preso injustamente. Mas mesmo assim, como é bom ter a consciência tranquila perante Deus e os homens!

    Para um jovem nos dias de hoje, José seria um “babaca”. Esta é uma crença diabólica. A crença do “levar vantagem em tudo” e tirar o máximo proveito da situação é semelhante à ação do Diabo que anda ao derredor, como caçador buscando a quem possa tragar (1 Pe 5.8).

    Certamente José não era perfeito, sem pecado, mas um homem de princípios e íntegro, por que Deus era com ele. Uma pessoa pode prosperar em quaisquer circunstâncias. Se um homem ou mulher honrar a Deus, Deus não os abandonará, mas os abençoará. Mesmo na prisão (20b-23), o Senhor era com José, e “estendeu sobre ele a sua benignidade, e lhe concedeu graça aos olhos do carcereiro.” (21).

    O carcereiro entregou todos os presos e toda prisão sob administração de José. Quando Deus está conosco, nós prosperamos em todas as circunstâncias, mesmo as mais difíceis. Deus abençoa as pessoas fiéis.

    Fugir do assédio sexual não é caretice, nem burrice, mas esperteza (Pv 5;7). Fugindo do mal, nós temos a amizade de Deus; de outra forma, a inimizade (2 Jo 2.15-17).

    Por causa de crenças mundanas de infidelidade é que crescem os assassinatos, brigas, filhos sem pais criados por avós ou abandonados, num crescimento da injustiça, da miséria e da dor. Princípios estes que Satanás usa para oprimir psicológica, moral, física e espiritualmente. “Um abismo chama outro abismo” (Sl 42.7).

    Que o injusto continue na injustiça e o sujo na sujeira (Ap 22.11), porém quem quer ter a amizade de Deus, que fuja dessas coisas.

    O ódio tenta destruir os sonhos de Deus em nossa vida e família (Gn 33.1,2; 37.12-36).

    As preferências paternas.

    Israel chamou José e o mandou espionar seus irmãos. José foi a Siquém onde seus irmãos pastoreavam e onde deveriam estar, mas eles tinham ido para Dotã, onde os encontrou.

    Seus irmãos o viram de longe e tramaram matá-lo e jogá-lo em um poço, pensando assim em destruir os seus sonhos (v 20).

    Mas Rúben, querendo livrá-lo e devolvê-lo a Jacó convenceu seus irmãos a não matá-lo, mas apenas jogá-lo no poço.

    Vindo uma caravana de Ismaelitas que levava especiarias para comercializar no Egito, venderam José a eles por 20 siclos de prata.

    Ruben o procurou mais tarde e não o encontrou no poço. Ficou desesperado. Seus irmãos mataram um cabrito e com o sangue deste tingiram a túnica de José e enviaram-na a seu pai dizendo que um animal selvagem o havia devorado.

    Jacó chorou pela morte de José por muitos dias (v 33). Seus filhos e filhas tentaram consolá-lo, mas ele estava inconsolável (v 35).

    José foi vendido para Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda egípcia (v 36).

    É assim que o ódio tenta destruir os sonhos de Deus. Pai Insensato Mandar um adolescente espiar dez homens, em clima de ódio formado por preferência paterna e pelos sonhos de grandeza do jovem, sabendo que seus filhos eram de má fama; foi um ato incoerente de Jacó.

    Entretanto suas suspeitas se confirmaram, pois seus outros filhos não estavam em Siquém, onde deveriam estar, mas em Dotã.

    “A mentira tem pernas curtas”. “Coitado do mentiroso. Mente uma vez, mente sempre. Mesmo que diga a verdade. Todos lhe dizem que mente” (Estes versos constavam da cartilha que estudei na infância).

    Entretanto, o fato de estarem em Dotã quase um dia de viagem de Siquém, mais longe de casa, deve ter sido parte de um plano já premeditado para pôr fim a vida de José. Até o estranho que andava por ali sabia exatamente onde José os encontraria.

    O Ódio e os sonhos de Deus Para Nós

    Movidos pelo ódio, os irmãos de José tentaram matá-lo e destruir seus sonhos. Mas tais sonhos eram de Deus e, o objetivo como veremos mais adiante, era salvar suas próprias vidas e posteridade, bem como, cumprir a promessa feita a Abraão (Gn 12.1-3).

    Destruindo os sonhos de José, eles destruiriam suas próprias vidas e história.

    A vingança traz destruição, desgraça. O ódio tenta destruir os sonhos de Deus para nossa vida e família.

    As Hipocrisias na Família

    Ver seu pai chora por muitos dias de tristeza e ainda chorar com ele demonstra a hipocrisia, a covardia e a impiedade de seus filhos, que sabiam o que de fato tinha acontecido (v 35). Se pessoas tão íntimas podem ser tão ímpias, imagine pessoas estranhas.

    Kinder lembra a ironia que Jacó estava sofrendo. Ele usou um cabrito para enganar seu pai (Gn 27) agora recebe a traição e impiedade de seus filhos com o sangue de um cabrito.

    Ruben demonstrou boa intenção, mas não tinha personalidade forte o bastante para fazer o que era certo. Não basta querer fazer o bem. Temos que fazê-lo mesmo que nos custe alto preço. Não é por acaso que se diz que “de boas intenções o inferno está cheio”.

    Também não sabemos se ele queria mesmo fazer o bem a seu irmão ou se estava com medo de que, se algo desse errado, tivesse de enfrentar seu pai, uma vez que era o mais velho e já estava em falta (35.22).

    Irmão Mercadoria

    Judá parecia importar-se mais com o lucro, ou seja, “que proveito” (lucro) teria se matassem a José. Vendendo-o se livrariam do incômodo irmão e lucrariam algo.

    Um Pecado Sobre Outro

    Do Hebrom a Siquém a distância era pouco mais de 100 km. E Dotã estava a cerca de 30 km, nas colinas da Serra de Carmelo, em Sumária. Jacó estava preocupado com o que Simeão e Levi haviam feito antes quando da violência contra sua irmã, Diná (Gn 34) e com as notícias que recebera de José (37.2).

    A mentira dos irmãos de José (v 12) evoluiu para premeditação de homicídio, tentativa de homicídio ( v 20), transformou-os em mercadores de escravo ( 24-28). Um pecado atrai ou leva a outros pecados.

    Lições:

    1 – Os filhos de Israel (Jacó) não eram confiáveis. Por isso, Jacó mandou espioná-los. Filhos mentirosos perdem a confiança dos pais e das pessoas em geral. É fácil perder a confiança dos outros. Mas é muito difícil conquistá-la. Filhos que dizem que vão a um lugar e vão a outro, cedo ou tarde serão descobertos e colherão o fruto da mentira: desgraça.

    2 – Ato de insensatez de Jacó mandar seu filho querido espionar as víboras de seus irmãos. Já devia conhecê-los o suficiente. Um empregado poderia ser o espião.

    3 – Os sonhos de José eram planos de Deus. Por isso Deus usou Ruben para poupar a José da morte. Deus tem planos para nossa vida e Ele o cumprirá, apesar de nós. Eles quase destruíram aquele que mais tarde viria a servir de instrumento de Deus para salvá-los. Igual ao que fizeram com Jesus. Às vezes nossos planos são de morte para nós mesmos. O ódio cega, mata e tenta destruir os sonhos de Deus para nossa vida.

    4 – Pessoas dominadas pelo ódio e pela inveja podem fazer as piores atrocidades, até mesmo aos seus. Elas podem matar, roubar, escravizar, portar-se com hipocrisia.

    5 – José foi lançado em um poço e vendido como escravo, mas tudo isso seria usado por Deus para salvar vidas e disciplinar seu povo. Deus pode permitir-nos experiências amargas, visando um plano maior. Pode até tirar nossa vida, para salvar outras, como fez com Jesus. Nossa salvação é garantida, mas não somos poupados de sofrer para cumprir a vontade de Deus. Não é Deus que nos faz sofrer. Somos nós mesmos. Deus usa nossa realidade para disciplinar-nos.

    6 – Um jovem foi vendido como escravo por 20 siclos de prata. Este era o preço de um escravo (Lv 27.5). Quanto ele valeria um pouco mais de 20 anos depois?

    O Intérprete De Sonhos, Consolador dos Aflitos, Gn 40.1-23,

    Por causa de mentiras, José foi preso no Egito. Mas mesmo assim ele passou de simples prisioneiro, pois era o intérprete de sonhos, consolador dos aflitos; Deus estava com ele.

    O copeiro-chefe e o padeiro chefe do rei do Egito ofenderam-lhe e foram presos onde estava José. Numa noite ambos sonharam. Eles ficaram perturbados por não saberem que significavam os sonhos.

    Pela manhã José viu que eles estavam perturbados (6) e perguntou-lhes o que estava acontecendo.

    Contaram-lhe os sonhos. O copeiro-chefe contou-lhe o seu sonho. José o interpretou: em três dias Faraó o restauraria à sua função no palácio. José pediu-lhe que se lembrasse dele quando o sonho se realizasse (14).

    O padeiro-chefe também contou seu sonho. José o interpretou. Em três dias o padeiro seria enforcado e as aves do céu lhe comeriam a carne.

    O que José disse, aconteceu. Mas o copeiro-chefe não intercedeu por José.

    Aqui vemos a injustiça que José sofreu. Aqueles dois homens mereciam estar na prisão porque “ofenderam” ao rei. Kinder diz que o hebraico indica ofensa grave.

    Mas como eles eram egípcios e de cargos importantes no palácio real, José que estava ali injustamente teve de servir os injustos (4).

    A história do padeiro e do copeiro pode trazer-nos muitas lições. Mas o foco principal aqui é José, o abençoado por Deus. Ele se interessava pelos problemas dos outros e usava seu dom de intérprete de sonhos para ajudar as pessoas (6). Ajudando aos outros ele também buscava solução para seus problemas.

    Pessoas testemunham de que quando ajudam aos outros também são ajudadas, de alguma forma. Sim, o intérprete dos sonhos, sofrendo injustiças na prisão, consolou os aflitos na prisão. Ele também consola aqueles que sofrem com os enigmas dos sonhos não compreendidos.

    Quão horrível é ter a sensação de que algo está para acontecer, ter um recado de Deus e não saber exatamente o que é.

    Os sonhos para os egípcios eram recados da divindade. Tinham sentido profético.

    A interpretação do sonho do padeiro não era nada boa, mas era a realidade. Nem sempre Deus tem bons sonhos para nós. Mas pelo menos era a realidade e ele podia ter uma perspectiva real para qual podia se preparar.

    O copeiro não intercedeu por José. Nem sempre as pessoas correspondem ou demonstram gratidão pelo bem que lhes fazemos. Não importa. O nosso socorro vem de Deus (Sl 46.1).

    Lições:

    1 – Quando os sonhos nos perturbam devemos buscar a paz de Deus, o Senhor dos sonhos.

    2 – Mesmo em situação difícil o cristão precisa ser bússola para orientar os perdidos (6).

    3 – Não devemos esperar misericórdia dos homens, mas de Deus, que é o nosso socorro bem presente na angústia (Sl 46.1). O copeiro não se lembrou de José, mas Deus nunca o esqueceu. Que importa o copeiro?

    4 – Tentar ajudar aos outros pode ser útil na resolução de nossos próprios problemas. Mas esta não é a motivação correta.

    5 – Os sonhos daqueles homens diziam respeito aos seus destinos e eles nem sabiam. Devemos advertir aos homens de seus destinos quanto à resposta que eles devem dar ao Evangelho. O começo, o fim da vida e o destino depois disso pertencem a Deus, e Ele os revela pelo Evangelho.

    Intérprete dos Sonhos 2, Consolador dos Aflitos Gn 41: Rei Angustiado (1-8).

    Além do padeiro e do copeiro, Faraó, rei do Egito, também teve dois sonhos: 7 vacas magras devoravam 7 vacas gordas e 7 espigas miúdas devoravam 7 espigas cheias.

    O natural é o forte devorar o fraco, mas aqui é diferente.

    Faraó ficou perturbado e não houve adivinhadores ou sábios no Egito que conseguisse decifrar os sonhos.

    As pessoas tinham os sonhos como meio de receber mensagem divina, sobrenatural. Angustiava-se quando não conseguiam saber o significado.

    José, O Intérprete dos Sonhos Se Apresenta a Faraó

    Finalmente o copeiro-chefe falou a Faraó a respeito de José. Faraó mandou trazer José à sua presença.

    José não se apresentou diante de Faraó de qualquer jeito. Por quê? Parece que era costume (Jr 41.5).

    Seja como for, o fato é que José se apresentou como um vitorioso. Fosse ele alguém vingativo, deixaria seu opressor em angústias. Mas José se apresentou perante Faraó pronto para aproveitar a oportunidade que Deus estava lhe dando.

    Por causa do espírito de vingança muitas pessoas se fecham para as oportunidades.

    Arrependimento Oportuno (9-13). O copeiro-chefe falou como José interpretou o sonho dele e como ele o ajudará em situação semelhante. Reconhece sua falta em não ter falado de José antes (9).

    Conta a Faraó como José interpretou o sonho dele e do padeiro-chefe, e que tudo havia acontecido como lhes dissera. O copeiro-chefe finalmente reconheceu seu erro. “Antes tarde do que nunca”. O arrependimento sincero é virtude salvadora (9).

    Dando Glória a Deus (14-24)

    Faraó manda chamar José, ele se arruma, e se apresenta ao rei. Ao falar sobre a habilidade de José, este diz que “Deus é que dará uma resposta de paz a Faraó” (16).

    Então, José fala a respeito do Intérprete dos Sonhos, Deus. Deus é quem cria a oportunidade de testemunho. Deus pode mostrar algum plano aos incrédulos como Faraó, mas é preciso um crente fiel para ajudá-lo a entender completamente. E esta é a oportunidade de testemunho do crente.

    Lições de Vida: Determinado por Deus (25-36)

    José, O Intérprete dos Sonhos explicou os sonhos de Faraó. Ambos os sonhos têm uma só mensagem. É Deus quem revela a Faraó o que vai acontecer (25.28,32).

    Claro, o Deus verdadeiro conhece o futuro. Haveria sete anos de fartura que seria devorado por sucessivos sete anos de fome (29-31).

    O sonho duplo era porque o fato estava determinado por Deus (32).

    José aconselhou a Faraó que armazenasse a quinta parte dos sete anos de fartura para suprir os 7 anos de fome, e que ele colocasse um homem sábio, e administradores sobre este negócio.

    O Intérprete dos Sonhos: Da Prisão Ao Palácio (41-37)

    Faraó gostou da interpretação dos sonhos e do conselho, e reconheceu em José a presença de Deus (38-39).

    Sua palavra parece ter sido resultado do testemunho de José em glorificar a Deus (38,39) e parece com Jo 11.49,52, quando Caifás deu testemunho da obra de Cristo.

    José, O Governador do Egito

    Faraó constituiu a José governador do Egito, autoridade máxima depois dele. Deu-lhe Asenate por esposa, e José viajou pelo Egito orientando a produção e armazenamento de alimentos em todas as cidades.

    José e Asenate tiveram dois filhos. Manassés e Efraim e, então, a fome veio a todas as terras (54), mas no Egito havia fartura.

    Todos foram comprar alimento de José no Egito (57).

    Os tempos das vacas magras vieram, mas para José já eram passados. Agora começaria o tempo das vacas gordas.

    José passou a ser o segundo homem mais importante de todo o mundo. Ele se tornou o vizir do Egito e recebeu o anel de sinete, que representava autoridade real. Todos os outros países precisaram comprar alimento de José.

    José teria a conservação da vida em suas mãos. Ele foi administrador de uma causa existencial.

    A partir de então, teria família e vida emocional quase completa. Só faltaria a reconciliação com seus irmãos. Mas isto logo se resolverá.

    Aplicações e Lições de Vida:

    Quando estamos no centro da vontade de Deus é assim: do cárcere para a glória; da prisão ao palácio; do condenado, a liberto. É isto também o que Cristo faz a todos que nele crê (Ap 1.5-6).

    Muitas pessoas estão angustiadas com problemas e perturbadas por sonhos incompreendidos. Os cristãos são os que devem orientar-lhes com o evangelho de Cristo.

    Quando estamos desorientados na vida, precisamos de voz profética. A voz profética não vê só o futuro, mas também o que devemos fazer no presente para evitar a calamidade futura: plantar e armazenar hoje, para não sofrer amanhã.

    O copeiro, que também fora preso, agora tinha a oportunidade de ser instrumento de Deus. “Ele tinha a faca e o queijo na mão”.Isto é, podia ficar em silêncio para se vingar de Faraó. Mas ele falou a Faraó a respeito de José, e demonstrou arrependimento por não tê-lo feito antes. Ele era o único que sabia quem poderia ajudar e o indicou. Mesmo sem intenção, agindo bem salvou sua própria vida da fome.

    Devemos indicar o caminho, e a verdade, e a vida àqueles que estão perdidos. Deus planejou e executou tais planos para que os descendentes de Abraão fossem para o Egito. Três motivos:

    1º que eles fossem mensageiros de Deus aos egípcios e demais povos, demonstrando Sua soberania e providência na história;

    2º Através dos dramas e alegrias vividos, disciplinar e preparar os descendentes de Abraão para receber Seu Pacto e ser Seu povo;

    3º Relembrar, manter e cumprir sua promessa de enviar o Messias (descendente de Abraão – Gn 17 com Gl 3.29; 4.4-7).

    Não devemos lamentar os tempos difíceis, de vacas magras. Se Deus está conosco, virão os tempos de vacas gordas. As provações não podem roubar a nossa esperança em Deus.

    José glorificou a Deus diante de Faraó dizendo que Deus é quem dá entendimento e resposta de paz (16.28,32). A sabedoria vem de Deus. A glória e a honra devem ser dadas a Deus. Não perca a oportunidade de glorificar a Deus.

    Os Sonhos Que se Cumprem São Providências de Deus (Gn 42.6)

    Jacó mandou seus filhos ao Egito para comprar alimento. Os 10 foram. Benjamim, o caçula irmão de José, ficou. Jacó teve medo de perdê-lo como perdera José. Os dois, José e Benjamim, eram filhos de Jacó com Raquel, sua mulher amada.

    Os filhos de Jacó foram comprar alimento de José no Egito e se inclinaram “diante dele com o rosto em terra” (6), sem reconhecê-lo. José os reconheceu, mas se fingiu de estranho e falou-lhes através de intérprete (13 anos havia se passado. ver cap 37.2; 41.46).

    José se lembrou do sonho que tivera (v. 9 com 37.5-11).

    José os acusou de espiões e insistiu, embora eles apresentassem argumentos de defesa: “Sois espiões e querem descobrir os pontos fracos do povo” (12, 14, 16).

    Diante disso, um deles deveria ficar. Os outros deveriam ir embora levando alimento e voltar trazendo o irmão mais novo para confirmar o que estavam dizendo. Colocados na prisão por três dias (18), refletiram que tudo lhes acontecia porque eram culpados das angústias que causaram a José.

    Rúben os lembrou de como os advertira. José entendendo o que se passava, comoveu-se e retirou-se para o seu quarto, para chorar escondido (24).

    Em seguida, prende Simeão. Manda dar-lhes cereal e restituir-lhes o dinheiro, escondido.

    No caminho, ao abrir os sacos de alimento para dar comida aos animais, descobriram o dinheiro e temeram dizendo: “O que é isto que Deus nos fez?”

    Ao chegar a casa explicaram tudo a Jacó, dizendo que o senhor da terra lhes tratara asperamente e que exigiu que lhe levasse o irmão mais novo.

    Jacó os acusou de tirar-lhe os filhos e se recusou a deixar Benjamim ir com eles.

    Rubem tentou convencê-lo. Disse que seu pai poderia matar os filhos dele se não trouxesse Benjamim de volta (37).

    Jacó amava mais José e Benjamim porque eram filhos de Raquel, a esposa amada, por quem trabalhou sete anos para o sogro (Gn 29.15- 30).

    O caçula era o único que lhe restava de lembrança dela, já que ele não sabia que José estava vivo.

    Os filhos de Israel inclinaram-se diante de José no Egito.

    Os sonhos dele (cap 37) começaram a se cumprir (6). Os sonhos que Deus nos dá, não se perdem com o tempo e nem com as adversidades da vida, pois Deus é poderoso para cumprir seus projetos.

    Para Nosso Arrependimento José quis aplicar-lhes uma lição, para ver se haviam se arrependido. “O gato escaldado tem medo de água fria”. Trazendo o irmão mais novo comprovariam que diziam a verdade, que tinham palavra, boa índole e caráter.

    Além disso, José mataria logo a saudade de seu irmão. Ele não foi vingativo, mas bondoso e amável (16-19; 24).

    Rubem firmou um compromisso louco, garantindo a vida de seu irmão com a vida de seus filhos. Por que não garantiu com sua própria vida? É fácil entregar os outros como nossos fiadores; fazer negócios com a vida alheia.

    José se apresentou como temente a Deus (18-20). E os desafiou: “Se sois homens de retidão…”. Teriam de pensar sobre essas palavras e lembrar dos fatos antigos. “O que é isto que Deus nos fez“, demonstra que eles estavam refletindo sobre o que fizeram de errado. Foram contristados por Deus para chegar ao arrependimento. Eles se viram nas mãos de Deus. Pensaram em julgamento (25).

    Algumas Lições:

    1 – Os irmãos de José se apresentaram no Egito com a missão de levar alimento para casa e preservar a vida de sua família. Para isso, prostraram-se com rosto em terra. Demonstraram humildade e reconhecimento das dignidades. Devemos trabalhar com diligência e humildade para sermos bem-sucedidos. Além do mais, mesmo sem saber, estavam cumprindo os sonhos de Deus em José.

    2 – Os sonhos de José eram planos de Deus. Ninguém pode destruir os sonhos e planos de Deus em nós (15.13-16; 37.5-11; 42.9).

    3 – José conhecia bem a índole de seus irmãos. Quis ver se continuavam os mesmos ou se tinham mudado. Constatou neles arrependimento (21-24). O pecado traz consequências. Devemos pesar bem as consequências de nossos erros e assumirmos nossa culpa, arrependidos (1 Jo 1.9).

    4 – José chorou a agonia deles. Devemos chorar com os que choram por causa do pecado. Mesmo com aqueles que nos causam males (Mt 5.44).

    5 – A ação de Rubem chegou ao extremo do desespero, colocando a vida de seus filhos em perigo. “Medidas Desesperadas” (Filme) leva-nos a cometer injustiças e desgraças. Devemos agir com fé em Deus. O verdadeiro arrependimento o levaria a comprometer a sua própria vida e não a dos filhos. Mesmo que tal ato fosse um jeito de seu pai se sentir seguro quanto ao cumprimento da promessa, foi um ato louco

  • Apocalipse 19 .1-10 Culto no Céu

    Apocalipse 19 .1-10 Culto no Céu

    Apocalipse 19.1-10 Culto no Céu. O Clima de adoração a Deus é enfático: os anjos, a multidão remida e toda a corte celestial O louva.

    Apocalipse 19.1-10 Culto no Céu: Deus recebe louvor da multidão dos anjos (1-3;7,11,12).

    A adoração e o louvor é carregado de Aleluias (Deus seja Louvado!).

    Quais os motivos? Por sua salvação é uma das respostas. Então temos aqui outra expressão de culto, que é a gratidão pelo que Cristo fez por nós.

    Mas também, se reconhece a gloria de Deus. Este reconhecimento marca a reverência à dignidade de Deus.

    Também é reconhecida a sua honra. Não há outro digno de honra universal senão Deus. Ele é único Deus.

    Ainda há menção do seu poder. Há então, o reconhecimento do domínio, do controle de tudo. Deus é o pantókrator, o que controla todas as coisas ou que tem tudo em suas mãos.

    Imagem de Sabine Zierer por Pixabay

    Apocalipse 19.1-10: Deus Recebe Louvor da Multidão dos Remidos (4-5).

    Os doze patriarcas de Israel e os doze apóstolos de Jesus formam a totalidade da Igreja ou Povo de Deus.

    As quatro criaturas, possivelmente Querubins e representam toda a natureza (Sl 14, Rm 8.19).

    Os profetas e os mártires junto com todos os fiéis louvam a Deus (6.10;7.3;10.7;11.18; 12.6; 17.14;19.2). O clima é de alegria porque chegou a justiça. Aleluia!

    Apocalipse 19.1-10 Culto no Céu: Deus Recebe Louvor de Toda A Corte Celestial (6-9)

    Os anjos de todas as ordens angelicais, junto com todos os remidos provocam um estrondoso louvor no céu: músicas, águas, forte trovões…

    O motivo é o Reino estabelecido do Messias, o Cordeiro de Deu (6).

    Pelas bodas do Cordeiro com sua noite, a Igreja redimida, vestida de linho fino resplandecente, que são as obras de justiça, vida consagrada e pureza (santidade).

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  • Conselhos para Aprovação de Deus

    Conselhos para Aprovação de Deus

    Conselhos para Aprovação de Deus, baseado em 2 Timóteo 2.3-7. Como ser um obreiro aprovado? Vejamos o conselho de Paulo ao jovem pastor Timóteo.

    Conselhos para Aprovação de Deus em 2 Tm 2.3-7

    Assume a tua parte de sofrimento como um bom soldado de Cristo Jesus. Ninguém, engajando-se no exército, se deixa envolver pelas questões da vida civil, se quer dar satisfação àquele que o arregimentou. Do mesmo modo um atleta não recebe a coroa se não lutou segundo as regras. O agricultor que trabalha deve ser o primeiro a participar dos frutos. Entende o que eu digo; e o Senhor te dará compreensão em todas as coisas.” (Bíblia de Jerusalém).

    Os conselhos do Apóstolo Paulo ao jovem pastor Timóteo era para ensiná-lo e o objetivo a ser alcançado está no verso 7: “Entende o que eu digo; e o Senhor te dará compreensão em todas as coisas“.

    Ou seja, Paulo queria que Timóteo alcançasse o entendimento para que ele tivesse também compreensão dada pelo Senhor em todas as áreas da vida.

    Quais os Conselhos que Ajudariam Timóteo Alcançar Maior Compreensão da Parte de Deus?

    Os Conselhos para a o entendimento e compreensão vindos de Deus são:

    Imagem de Mohamed Hassan por Pixabay

    1 A figura do bom soldado de Cristo Jesus (v.3)

    São muitas as aplicações da vida militar no vida cristã dentro da Bíblia. Não mencioná-los aqui, mas isto é facilmente comprovado. Apenas para citar um dos muitos exemplos, veja Efésios 6.10sgs.

    Por que a figura do soldado? Porque o soldado estava sempre de prontidão. Nada deveria se interpor entre ele e sua missão. A missão era sua prioridade máxima.

    Assim, também deve ser o obreiro cristão, seja pastor, missionário, evangelista ou mesmo o mais simples discípulo de Cristo deve estar sempre pronto a servir desembaraçadamente ao Senhor.

    Claro que isso é muito mais aplicado e exigido dos chamado exclusivamente para o ministério da Palavra, ou seja, pastor e missionário.

    Trata-se de uma caminhada de fé na provisão de Deus, o Senhor dos Exércitos não deixará seus soldados passarem necessidade.

    Porém, vemo-nos envolvidos em tantos negócios deste mundo que nos impede de servir apropriadamente ao Senhor. O resultado disso são cultos pobres da Palavra de Deus e de vidas santas e consagradas ao Senhor.

    2 A figura do Atleta (v.5)

    Vemos, também, a figura do atleta. O foco está no atleta que lutava no Coliseu, por exemplo, onde ocorriam as competições esportivas mais diversas, exemplo: lutas entre gladiadores.

    Mas havia as regras para o combate, e só seriam coroados vencedores os que lutassem segundo as regras.

    A aplicação desse ensino é que nenhum pastor, missionário ou qualquer atleta de Cristo não receberia a aprovação do Senhor se não jogasse conforme as regras estabelecidas por Deus.

    Muitas vezes, ministros cristãos se veem em apertos por querer servir à causa e a muitas outras, faltando com a prioridade que a obra de Deus exige e merece.

    Jesus ensinou que ninguém pode servir a dois senhores. E isso, precisa ser bem considerado por todos os que são chamado pelo Senhor. Estes precisam ter uma vida desembaraçada das coisas desta vida, mesmo as coisas licitas e normais, como o sustento.

    Assista no Youtbe

    3 A figura do lavrador (v.6)

    A terceira e última figura é a do lavrador. É dito que o lavrador que trabalha deve ser o primeiro a participar do frutos.

    É bom destacar que esse trabalhar expresso aqui significa trabalhar dentro das regras anteriores aplicadas ao soldado cristão e ao atleta cristão. Ou seja, aquele que trabalha com inteira dedicação e prioridade máxima. Ele trabalha intensas e dedicadamente para o Senhor. Este devem ser os primeiros a usufruir dos frutos de sua dedicação.

    Porém, mesmo Paulo teve de fazer tendas para se sustentar no ministério apostólico, quanto mais um postar em pleno século XXI, marcado por um lado por gananciosos e por outro, por servos sinceros, porém sem condições de se manterem.

    Além disso, há muitas igrejas sem condições de sustentar adequadamente um pastor de tempo integral no ministério da palavra.

    Por outro lado, há outras com condições, porém com muita má vontade de cumprir com seu dever de sustentar adequadamente seus obreiros.

    Diante disso, muitos fazem tendas como Paulo. Ou seja, se lançam aos muitos trabalhos seculares e se desdobram para servir na causa ministerial.

    Fala-se muito mal dos pastores hoje, por causa dos maus obreiros, dos gananciosos e avarentos. mas a obra de Deus hoje é realizada por pastores pedreiros, missionários carpinteiros, empresários, médicos, comerciantes etc. Gente dedica que se desdobram para servir a Deus por que creem que serão recompensada no céu.

    Assim, em meio a tantas responsabilidades e trabalhos, os obreiros cristãos não podem esquecer a prioridade: Servir a Deus com o máximo empenho possível.

    E então, como diz o Senhor em Mateus 25:21: “E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.”

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  • OS TRÊS ESTÁGIOS DA SALVAÇÃO

    OS TRÊS ESTÁGIOS DA SALVAÇÃO

    OS TRÊS ESTÁGIOS DA SALVAÇÃO: Regeneração e justificação, santificação e glorificação.

    Versículo do Dia

    Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. Jo 5.24

    Vamos destacar deste versículo as palavras:

    • Ouvir: Obedecer
    • Crer: Confiar
    • Morte: Estado pecaminoso (Ef 2.1,2,5)

    OS TRÊS ESTÁGIOS DA SALVAÇÃO É UM PROCESSO

    A Salvação Acontece com Um Processo de Três Estágios.

    Estágios da salvação: Inicia com a fé em Jesus (Hb 11.6 Ora, sem a fé é impossível ser-lhe agradável, Pois aquele que se aproxima de Deus deve crer que ele existe e que recompensa os que o procuram). A fé vem pelo ouvir (obedecer) a palavra de Deus (Rm 10.17 A fé vem…)

    1º ESTÁGIO: Regeneração e Justificação

    Jesus ensinou que quem que não nascer de novo não pode entrar no Reino de Deus (Jo 3.3, 5,6).

    Pedro ensinou que:

    Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre” (1 Pe 1.23). Crer na palavra. Arrepende-se de seus pecados (Mc 1.15).

    Quando entramos nesse processo nos tornamos novas criaturas em Cristo (2 Co 5.17): “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

    Quando a pessoa é regenerada ela também recebe a Justificação Rm 5.1. Funciona como uma declaração de Deus de que você não está mais em ofensa das leis dele.

    É isso que Jesus disse com a expressão: “Não entra em condenação, mas passou da morte para a vida”, o “escrito de dívida perante a justiça de Deus foi riscado pelo perdão de Cristo e você é justificado (Cl 2.13-15).

    Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, pois a lei do Espírito da vida em Cristo te libertou da lei do pecado e da morte (Rm 8.1,2).

    2º ESTÁGIO: Santificação

    O processo deve continuar transformando a vida do cristão de um home natural na imagem de Cristo, porque Deus nos chama para a santidade. “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1.16).

    Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Entretanto esses agora devem andar no Espírito, isto é, em comunhão com o Espírito de Deus constantemente, pois os que andam na natureza humana não podem agradar a Deus. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo (Rm 8.9).

    Segui a paz com todos e a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).

    3º ESTÁGIO: Glorificação

    É o último estágio da salvação. Ocorre quando o cristão entra no estágio espiritual, ao terminar sua carreira terrena, seja pelo arrebatamento que ocorrerá quando Cristo voltar, ou ainda, pela ressurreição.

    Veja o que diz Rm 8.30

    “E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.”

    Vejas os seguintes textos bíblicos:

    1 Jo 3.2

    “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.”

    1 Co 15.42-44

    “Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.”

    Fl 3.20,21

    “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.

    1 Ts 4.17,18:

    Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.

    Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.

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    Como Tratar da Ansiedade

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  • Como Tratar da Ansiedade

    Como Tratar da Ansiedade

    Como Tratar da Ansiedade e Encontre a paz através da fé em Deus!

    MATEUS 6.33

    Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

    Como Tratar da Ansiedade: Ensino de Jesus em Mateus 6

    Em Mateus 6, a partir do versículo 25, Jesus ensina a não ficarmos ansiosos pelas questões de sobrevivência neste mundo: como preocupação com o que comer, o que beber e o que vestir.

    O excesso de preocupação com nossa sobrevivência nos traz inquietações que nos levam a uma vida ansiosa com seus males. Quais são os males causados pela ansiedade?

    Basta olharmos alguns artigos médicos/científicos em busca de resposta a esta pergunta que encontraremos problemas físicos e mentais que causam várias doenças, as vezes sem possibilidade de reversão.

    Já li tantos livros, artigos psicológicos, bem como já ouvi tantas palestras em que os especialistas falam de doenças cardíacas, gastrointestinais, musculares, distúrbios do sono, depressão, déficit de atenção, em fim, uma infinidade de males que nascem com a ansiedade.

    Aqui, neste artigo para reflexão, nos interessa os ensinos de Jesus, o Mestre por excelência. No referido texto acima, Jesus nos ensina que é inútil ficarmos ansiosos.

    A ansiedade tem a ver com cuidar com preocupação e medo, uma consequência da insegurança que gera cada vez mais insegurança.

    O que aumenta a ansiedade

    Entretanto, quem confia em Deus deve estar seguro da providência divina. Ou seja, quem tem fé em Deus confia que Ele providenciará tudo necessário.

    As vezes não conseguimos tal segurança por que queremos viver num padrão que o mundo, com seu secularismo consumista, nos impõe. Um padrão que nos afasta do que Deus estabeleceu para nós, cidadãos dos céus.

    Então, cada vez mais vemos pessoas correndo de um lado para outro em busca de mais recursos financeiros, materiais e profissionais. O tempo e as energias gastas são sempre insuficientes e insatisfatórios para atender a um mercado cada dia mais escravizante.

    E o que acontece com a vida cristã? Como ficam as necessidades espirituais, com a família…? Essas coisas não são importantes para o mundo secularista, mas devem ser prioridade para a vida do cristão. Por isso, Jesus disse: “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça”.

    Esse é o conselho para cristãos de todos os tempos, mas principalmente para o nosso em que parece que um dia de 24 horas não é suficiente.

    Como Tratar da Ansiedade sem ficarmos mais ansiosos

    Entretanto, vai aqui um alerta. Não confunda buscar primeiro o reino de Deus com se ocupar com os trabalhos eclesiásticos e litúrgicos da religião. As vezes nos ocupamos mecanicamente com o trabalho do Senhor e não propriamente com o Senhor. Alguém poderia dizer: Mas não é isso que um servo deve fazer?

    A resposta é sim, mas, primeiramente, não seremos salvos pelo muito que fizermos, e sim, pelo que Jesus fez. Devemos confiar nisso.

    Em segundo lugar, não somos meros servos, mas filhos por adoção em Cristo. Assim o serviço que devemos prestar não é de escravo que serve, mas de filhos que servem.

    Isso é bem diferente. O servo serve porque ele existe para prestar serviços contínuos ao seu senhor. Um filho ou filha de Deus serve porque tem prazer de agradar a seu Pai, numa obra em que é herdeiro(a) dos bens eternos.

    Em outras palavras, o cristão deve servir porque isso é prestar culto a Deus, e, se tiver que se emprenhar ao máximo para isso que o faça por amor, pois este é o grande mandamento:

    Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força (Mt 12.30). E se não for por amor, nada tem valor (1 Co 13).

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  • Parábola do Publicano e do Fariseu

    Parábola do Publicano e do Fariseu

    Leitura Diária: Parábola do Publicano e do Fariseu, em Lucas 18.9-14 tem dois ensinos: a oração e a salvação. Vejamos como orar e como ser salvo.

    O que são parábolas?

    Jesus utilizava as parábolas em seus ensinos. As parábolas eram histórias reais ou fictícias que visam transmitir princípios morais, éticos e espirituais.

    Vejamos, então, quais os ensinos na parábola do publicano e do fariseu.

    Leitura Diária: Parábola do Publicano e do Fariseu – A Oração do Fariseu.

    Primeiramente, precisamos saber quem eram os fariseus. Em síntese, os fariseus eram um partido religioso que defendia a observância da Lei de Moisés. Mas os status político dominava a classe farisaica e eles passaram a abandonar a Lei para observar suas próprias tradições.

    Por isso, eles se opuseram a Jesus Cristo, pois viram nele uma ameaça ao seu status político dentro do judaísmo.

    Na Parábola do Publica e do Fariseu, fica claro como eles se sentiam superiores às demais pessoas. Então Jesus contou esta parábola para ensinar contra a falsa confiança em si mesmo. Vejamos o texto bíblico.

    E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:
    10 Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.
    11 O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
    12 Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
    13 O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!
    14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.”

    O verso 9 diz qual o objetivo do ensino de Jesus neste parábola e quis eram seu público alvo: “Uns que confiavam em si mesmo, crendo que eram justos, e desprezavam os outros.”.

    Fica claro, também, que estes que “confiavam em si mesmo, crendo que eram justos, e desprezavam os outros”, eram os fariseus, representados por um fariseus que orava.

    A Oração do Fariseu – Oração inútil

    Este fariseu, em sua oração se gabava de sua religiosidade, da justiça que achava que tinha diante de Deus, e desprezava as outras pessoas, veja o verso 11 e 12.

    O outro personagem da parábola era um publicano. Quem era os publicanos? Os publicanos era da nação de Israel que cobram impostos para o Império Romano.

    Eles cobram além da taxa exigida pelo Império, para tirarem um lucro a mais para eles. As palavras de Zaqueu, que era chefe de publicanos demonstra isso (Lc 19.1-10).

    Por isso, eles eram odiados e considerados pelos seus patrícios como pecadores dignos do inferno, principalmente pelos líderes religiosos: Sumo-sacerdotes, sacerdotes, escribas, fariseus…

    Como foi a oração do publicano? Veja o verso 13.

    Um único verso descreve a oração do publicano. Ele não se achava digno diante de Deus, batia no peito sentindo sua miséria, pedindo misericórdia.

    Então, Jesus disse: “Este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.”

    Esta parábola tem vários dois ensinos principais sobre a oração e salvação. Mas tem, também, outros ensinos correlacionados: a justificação, o que é a humildade, por exemplo.

    Sobre a oração, Deus responde favoravelmente não pelos méritos religiosos ou legais de alguém, mas pela sinceridade, verdade e humildade de alguém, quem quer que seja.

    O motivo disto está em outro ensino: A universalidade do pecado, pois diz a Escritura que todos pecaram (Rm 3.16).

    Logo, não há nenhum justo, nem um se quer, todos pecaram. Então, não temos nenhuma justiça a reivindicar diante de Deus.

    Por outro lado, se a pessoa confessa seu estado miserável e carente da graça e misericórdia de Deus, ela então, recebe o favor divino, pois está a favor da declaração de Deus: Todos pecaram.

    E para todos só um remédio: Arrependimento e confissão dos pecados a Jesus Cristo (1 Jo 1.9).

    Neste caso, a oração do publicano fui útil diante de Deus.

    O que é a humildade?

    Mas, então, o que é a humildade? A humildade, segundo podemos inferir desta parábola é: Reconhecermos nossas fraquezas, nossos pecados e indignidade diante de Deus, e suplicar por misericórdia.

    E isso é muito sério e importante, porque Deus não deixará nenhum soberbo (contrario de humilde) entrar no céu, pois diz a Escritura:

    Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tg 4.6) e,

    Bem-aventurados os pobres de espírito (humildes), porque deles é o reino dos céus (Mt 5.3)

    Quer ser abençoado por Deus Deus? Siga a instrução abaico:

    Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte (1 Pe 5.6)

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