El e Elohim: A Unicidade do Deus Criador e a Divindade de Jesus

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A compreensão da identidade divina nas Escrituras Sagradas passa, inevitavelmente, pelo entendimento dos termos originais. Nas línguas semíticas antigas (como o árabe, o hebraico e o aramaico), as referências a “Deus” ou “deuses” eram muito comuns e compartilhavam bases linguísticas semelhantes:

  • אֵל (El): Deus, deus.
  • אלהים (Elohim): Deus; Deuses (forma plural).

Deus aparece logo no primeiro capítulo e no primeiro versículo do Livro que se apresenta como a Sua Palavra. Mas o que esse plural (Elohim) e a própria história bíblica nos revelam sobre Ele?


Jesus e a Criação: O Verbo Estava com Deus

Onde Jesus estava no princípio? Quem era Ele?

O Evangelho de João (Capítulo 1, versículos 1 a 3) nos responde com clareza que Jesus era o Verbo. O texto afirma que o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Diz ainda que todas as coisas foram feitas por Ele e, sem Ele, nada do que foi feito se fez.

Em suma, João apresenta Jesus em sintonia perfeita e participativa com Deus, identificando-O também como El ou Elohim.


O Significado de Elohim para os Hebreus

Embora Elohim fosse originalmente um nome genérico para divindades e seres espirituais no mundo semítico, para os hebreus ele ganhou um sentido inteiramente novo. O termo passou a designar o Deus de Israel, que reivindica a unicidade — uma Personalidade suprema que reúne em si todo o significado da divindade:

Poder, glória, honra, conhecimento, presença, eternidade, justiça e amor.

Nesse sentido, o plural de El, Elohim (אלהים), representou para os hebreus o único Deus verdadeiro, Criador dos céus e da terra (cf. Dt 6.4,5; Is 44.6; 1 Co 8.6).


Ensinamentos Práticos e Teológicos

A revelação de Deus como Elohim nos traz duas grandes lições:

1. O Criador Criativo

A beleza, o desenho, as formas e a simetria de todas as coisas criadas nos informam que Deus não é apenas o Criador, mas também um ser inteligente e harmonioso. Há uma intencionalidade em toda a criação, e ela reflete os aspectos do seu Artífice.

Como bem diz o Salmo 19:1:

“Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.”

  • A Lição: Desprezar a Deus é desprezar a nossa própria origem e o nosso Criador.

2. Superioridade e Exclusividade

Deus se apresenta de forma exclusiva. Ele exclui tudo mais que a humanidade chamava de “deus” e se coloca como Único, Dono, Soberano e Senhor de tudo, justamente por ser o Criador de tudo. Elohim é o Deus Criador com a plenitude dos atributos divinos. Por isso, colocar outros supostos deuses no lugar Dele é idolatria e pecado.

Veja o que diz o livro do Profeta Isaías (45:5-6):

“Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças; para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro.”


Conclusão

Creia em Elohim como o único Deus verdadeiro e em Jesus, a quem Ele enviou para nos salvar. A essência da nossa fé e o caminho para a eternidade estão resumidos nas palavras do próprio Cristo em João 17:3:

“E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”


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