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  • Romanos 5.1,2 Resultados da Justificação pela Fé

    Romanos 5.1,2 Resultados da Justificação pela Fé

    Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.

    A justificação pela fé.

    Para se ter paz com Deus é preciso ser justificado. Deus não tem comunhão com a injustiça. Deus é justo e não se relaciona com injustos em suas injustiças.

    O único meio de sermos justificados é pela fé em Cristo Jesus.

    O resultado da justificação é a paz com Deus por meio de Cristo.

    Deduzimos que, enquanto não formos justificados pela fé, estamos em guerra contra Deus e somos réus do juízo de Deus e por isso, sem paz. Veja os ensinos bíblicos abaixo:

    João 3.18,36

    Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.

    Romanos 8.1

    Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.

    2 Tessalonicenses 1:7-10 

    7 E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder,

    8 Com labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo;

    9 Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder,

    10 Quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em todos os que creem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós).

    Teologia E Psicologia

    A nossa justificação deve ir além do nosso intelecto; deve nos levar à firmeza de nossa condição em Cristo pela fé e esperança resulte, e mover nossos sentimentos juntos com nossa compreensão teológica.

    Isto significa viver sem culpas, sem medo e sem insegurança. Fomos totalmente justificados, totalmente perdoados e reconciliados com Deus. Assim sendo, quem nos condenará? Pergunta o Apóstolo em Romanos 8.31-39:

    Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

    ³² Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?

    ³³ Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.

    ³⁴ Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e o que também intercede por nós.

    35 Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

    ³⁶ Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; somos reputados como ovelhas para o matadouro.

    ³⁷ Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

    ³⁸ Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,

    ³⁹ Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

    Nossa fé, ouvintes, deve se firmar na convicção de que a graça de Deus é suficiente, e nela vivermos seguros de que, fomos justificados e agora, mesmo naquilo que nós nos esforçamos e falhamos, somos cobertos por ela. Sobre isso, veja os seguintes textos:

    Romanos 5:20:

    Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça”.

    Entretanto,  há cristãos vivendo com sentimento  de culpa de erros antigos, anteriores à sua nova condição em Cristo.

    Há pessoas na igreja que não se sentem perdoadas por Deus e acham que ainda precisam fazer alguma coisa especial para conquistar aceitação.

    Paulo diz: “Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus”. 

    Firmeza em nossa fé em Cristo e em suas consequentes justificação e vida na graça é o que Deus espera de Deus.

    Pr. Odivan Velasco

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  • Admoestação Paterna Espiritual

    Admoestação Paterna Espiritual

    Texto Base: 1 Coríntios 4.6-21 – @prodivanvelasco

    Nos versículos de 8 a 13, o apóstolo Paulo utiliza de uma forte ironia para confrontar a conduta arrogante dos crentes da igreja de Corinto. No entanto, essa ironia não nasce da soberba ou do desejo de rebaixá-los, mas sim do profundo anseio de admoestá-los. Como o próprio apóstolo esclarece no versículo 14, ele não escreve para envergonhá-los, mas para admoestá-los como “filhos amados”, visto que ele mesmo os gerou em Cristo Jesus por meio do evangelho (v. 15).

    O termo grego traduzido para admoestar é noutheteo (νουθετεω), cujo significado prático é repreender por um erro cometido ou criticar com amor. Essa palavra representa o dever de um pai que ensina seu filho, trazendo a ideia de uma disciplina que corrige sem provocar a ira (Ef 6.4).

    1. O Pai Espiritual vs. Os Preceptores em Cristo

    No versículo 15, Paulo introduz uma distinção importante ao usar a expressão “preceptores em Cristo”. A palavra grega utilizada aqui é paidagogos (παιδαγωγοσ), da qual deriva o nosso termo “pedagogia“.

    Na antiguidade, os pedagogos ou preceptores não eram os professores encarregados do ensino formal. Eles eram, na verdade, supervisores e mestres orientadores encarregados pelo pai para vigiar a criança e conduzi-la em segurança até a escola.

    A grande questão levantada por Paulo é: ainda que os coríntios tivessem milhares de preceptores ou supervisores, quem era o verdadeiro pai deles na fé e o real responsável por ensiná-los de fato? A resposta é clara: o pai espiritual era Paulo, a quem eles deveriam ouvir e obedecer. Embora a linguagem dos versos 8 a 13 possa parecer uma tentativa de humilhar, envergonhar ou zombar, a real intenção revelada nos versículos 14 a 16 é o amor de um pai que corrige os erros de seus filhos porque se importa com eles.

    2. O Espírito da Crítica Instrutiva

    Baseando-nos nos versículos 14 a 16, aprendemos como deve ser a nossa crítica e correção aos irmãos que estão em erro. Não devemos criticar para humilhar ou envergonhar, mas sim para ensinar.

    O espírito da nossa crítica instrutiva deve ser pautado pelo amor e pela humildade, oferecendo o nosso próprio exemplo em Cristo — princípio que se alinha com outras passagens bíblicas (1Co 11.1; Gl 6.1; Mt 18.15-35; Tg 5.16-20). O espírito de soberba na instrução provoca apenas demolição e divisão, enquanto a mansidão promove edificação e união.

    Como ferramenta pedagógica e prática para essa instrução, Paulo enviou-lhes Timóteo (v. 17). O apóstolo o apresenta como um “filho amado e fiel no Senhor”. Timóteo era o modelo perfeito a ser seguido, alguém que lembraria aos crentes de Corinto os caminhos de Paulo e o conteúdo de seu ensino em todas as igrejas de Cristo.

    Reflexão Prática:

    1. Será que somos recomendáveis a uma responsabilidade tão grande quanto a que Paulo encarregou a Timóteo?
    2. Podemos desafiar as pessoas a nos imitar assim como nós imitamos a Cristo? Afinal: Somos imitadores de Cristo?

    3. O Perigo do Orgulho Carnal

    No versículo 18 (assim como em 1Co 4.6, 5.2, 8.1 e 13.4), é mencionada uma característica notável e destrutiva em um dos grupos mais influentes da igreja de Corinto: eles eram orgulhosos, soberbos e “inchados”. O crente carnal se comporta como um pavão ou um boneco inflado pelo próprio orgulho e por vaidades humanas.

    Aproveitando-se da ausência física do apóstolo, esse grupo soberbo espalhava na igreja o boato de que Paulo não voltaria mais a Corinto, esbanjando arrogância em suas condutas (v. 18).

    4. Palavra versus Poder: O Confronto com a Soberba

    A resposta de Paulo aos soberbos é imediata e firme: ele afirma que iria visitá-los em breve, se assim for a vontade do Senhor (v. 19). Nessa resposta, vemos que Paulo não operava na mesma soberba de seus opositores; ele dependia totalmente de Deus e trabalhava sob a orientação do Senhor.

    Nos versículos 19 a 21, Paulo estabelece os termos de como enfrentará os orgulhosos, trazendo questionamentos profundos sobre a essência da vida cristã:

    • O que é mais fácil demonstrar: palavras eloquentes ou poder? Certamente, discursos vazios são mais fáceis, mas o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder. Paulo afirma que testará não o discurso dos soberbos, mas o poder deles, provocando um choque de realidade na arrogância daquela liderança.
    • O que é fundamental: fazer bons discursos ou viver sob o poder de Deus? O essencial é a vida no poder do Espírito. Enquanto as pessoas muitas vezes se impressionam com bons discursos, o que elas necessitam mesmo é de bons testemunhos. E Deus, acima de tudo, prefere o testemunho fiel e frutífero.

    Por fim, Paulo coloca os coríntios diante de uma escolha clara, oferecendo duas opções de como poderia visitá-los: com vara ou com amor e espírito de mansidão (v. 21). A expressão “com vara” significa uma visita de repreensão severa e punição apostólica. Caberia aos próprios crentes de Corinto decidir, através de suas posturas, como o seu pai espiritual deveria chegar até eles.

  • Sl 51.19: Duas Bênçãos Fundamentais

    Sl 51.19: Duas Bênçãos Fundamentais

    Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. 

    Introdução:

    A vida sem princípios fundamentais e sustentáveis é igual a uma casa construída sem colunas e sem alicerces, prestes a cair.

    Mateus 7:24-27

    Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;

    E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.

    E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;

    E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda. 

    No Salmo 51.10, o salmista Davi pede a Deus duas bênçãos fundamentais. Vejamos tais bênçãos.

    1ª Bênção Fundamental: Um Coração Puro

    • O Pedido é direcionado a Deus Criador, o único que pode criar em nós um coração puro.
    • Tal oração expressa a vontade de ter um caráter elevado de santidade, de honra e dignidade; descreve o pecador inconformado com seu estado pecaminoso e desejoso de alcançar a pureza, que é algo essencial de Deus. Tal desejo é a identificação com Deus que é essencialmente Santo. E santidade é fundamental para quem quer se relacionar com Deus. 
    • Hebreus 12:14: Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor 
    • Só Deus Criador pode criar em nós um coração puro; é uma obra sobrenatural. Nossas obras, nossa própria capacidade não pode nos gerar um coração novo e puro. Só Deus, pelo seu Espírito, opera em nós o novo nascimento.
    • João 3:3: Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. 
    • 1 Pedro 1:3: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, 
    • O instrumento de renovação usado pelo Espírito de Deus é a Palavra:
    • 1 Pedro 1:23: Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre 

    O pedido de oração mais importante de todos que nunca ouvi ninguém pedir senão o salmista é: Cria em mim um novo coração. Ouço pedir por casas, emprego, vida emocional, saúde, bens materiais… O fundamental, que restaura a comunhão com Deus que a um coração puro, uma vida de santidade, fica esquecido.

    A oração sincera ativa o poder criador de Deus em nós para criar um coração puro.

    2ª Bênção é um espírito inabalável.

    • Bases internas bem firmes e seguras como bases de prédios como ferro e concreto de excelente qualidade. Assim é a vida daqueles que pedem e buscam em Deus um espírito inabalável. Tais vidas são firmadas na doutrina de Cristo (Jo 14.6; At 4.12; 1 Tm 2.5,6). 
    • Como nosso corpo é sustentado por ossos sãos e fortes, assim é o nosso espírito quando firmado na doutrina de Cristo. 
    • Isso significa perseverança na comunhão com Deus mesmo em tempos difíceis. Ventos de doutrina, dores, provações tudo só pode ser vencido por um espírito inabalável. Isso só vem Deus. 
    • Que tenhamos ambição santa por um coração puro e por um espírito inabalável.

    Leia também:

    As Lições do Chamado de Mateus

  • A Base de Sustentação do Cristão

    A Base de Sustentação do Cristão

    A Base de Sustentação do Cristão: Onde está o seu ponto de equilíbrio?

    A jornada da fé é frequentemente comparada a uma travessia. No Salmo 20:7, o salmista nos lembra que as bases humanas são frágeis: “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus”. Enquanto o mundo busca segurança em bens materiais ou na própria força, o cristão é chamado a caminhar sobre uma plataforma invisível, porém inabalável: A Fé Palavra de Cristo.

    1. O Equilíbrio na Corda Bamba da Vida

    Imagine a vida cristã como um equilibrista atravessando uma corda bamba. De um lado, o abismo das preocupações; do outro, as distrações do mundo.

    • Qual tipo de equilibrista você tem sido? * Qual é o seu ponto de apoio?

    Muitas vezes, tentamos nos equilibrar usando nossas próprias habilidades, mas a “vara de equilíbrio” do cristão não é sua autoconfiança, mas sim Jesus Cristo. Sem Ele, qualquer vento de doutrina ou tempestade emocional nos faz vacilar.

    2. A Ousadia de Sair do Barco

    O texto de Mateus 14:25-31 nos apresenta Pedro em um momento de coragem extraordinária. Enquanto os outros discípulos permaneciam detidos no barco pela desconfiança ou pelo medo do “fantasma”, Pedro desafiou a lógica: “Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas.”

    Sair do barco significa abandonar nossa zona de conforto e nossos pontos de apoio humanos para depender exclusivamente da ordem de Jesus: “Vem”. Pedro andou sobre o impossível enquanto seus olhos estavam fixos no Mestre. Sua coragem nos ensina que o poder para vencer as crises não está em nós, mas na autoridade de quem nos chama.

    3. O Vento das Provações e a Luta Mental

    O mar desta vida não é calmo. O inimigo sopra ventos de provação, engano e desânimo. O Salmo 94:19 descreve perfeitamente o campo de batalha do cristão: “Na multidão dos meus pensamentos dentro de mim, as tuas consolações recrearam a minha alma”.

    Pedro quando sentiu a força do vento, deixou de olhar para Jesus, e olhou para o poder da tempestade, por isso começou a afundar. É exatamente isso que as hostes da maldade esperam no “vale da sombra da morte”. O mundo e as trevas torcem pela nossa queda, sussurrando: “Ele não vai aguentar”. No entanto, a nossa queda não é o fim quando sabemos para quem clamar.

    4. O Socorro que Sustenta o Pé que Vacila

    A experiência de Pedro termina com uma lição de graça. Ao começar a afundar, ele não recorreu a técnicas de natação, mas gritou: “Senhor, salva-me!”.

    “Quando eu disse: O meu pé vacila; a tua benignidade, Senhor, me susteve.” (Salmos 94:18)

    Jesus não deixou Pedro submergir. Ele estendeu a mão. Embora tenha havido uma exortação sobre a “pequena fé”, houve, acima de tudo, o amparo. Jesus é o nosso socorro presente. Se as ondas da vida estão altas e você sente que vai afundar no abismo das provações, não olhe para o tamanho das ondas; olhe para a mão estendida de Cristo.


    Conclusão

    Não somos equilibristas solitários. Nossa base de sustentação não é o barco (nossas posses e segurança terrena), nem o mar (nossas circunstâncias), mas a mão Daquele que caminha sobre as águas. Mantenha seus olhos fixos no Senhor e, mesmo que o seu pé vacile, a benignidade d’Ele o sustentará

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  • As Bases para A Firmeza da Fé Cristã Lucas 1.1-4

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã Lucas 1.1-4

    Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, Segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram ministros da palavra, Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio; Para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado.

    O Evangelho de Lucas e o Livro de Atos foram endereçados à mesma pessoa (Lc 1.3 com At 1.1). Atos 1.1 se refere ao Evangelho de Lucas chamando-o de “primeiro tratado”. Atos 1 parece continuar onde Lucas 24.44-53 termina:

    • Promessa do Consolador (49)
    • Ascensão (50-53)

    Lucas foi companheiro de viagem de Paulo (2 Timóteo 4.11). Era mencionado como “médico amado” (Cl 4.14).

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    Lucas fez um levantamento histórico até Atos 15, mas também testemunhou os fatos como vemos em Atos 16.10-17; 20.5-15; 21.1-18; 27.1-28.16.

    Dos amigos de viagem de Paulo, Lucas é o único com habilidades para escrever na linguagem e estilo apresentados nesses escritos, conforme os estudiosos.

    Teófilo: “Amigo de Deus” é o destinatário.

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã 

    1 – Precisa de Ser Sólida (2,3).

    Por isso Lucas buscou informações dessas bases com os:

    1. “Que os presenciaram desde o princípio” – Esses eram os transmissores originais.

    Buscar a originalidade dos fatos para entregar com fidelidade a mensagem original.

    1. Que foram “ministros da palavra”, os nomeados pessoalmente por Cristo. 

    A Igreja cristã verdadeira, apoia-se sobre o testemunho apóstolico que forma o Novo Testamento.

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã 

    2 – Precisa Ser Transmitida Didaticamente Disposta (3).

    Isso contribui para:

    1. Respeito à inteligência dos discípulos. O  ensino desorganizado menospreza a inteligência dos discípulos.
    2. Previne contra heresias. Exemplo: A Demora da vinda do Senhor como em 2 Pedro 3:3-7: ³ Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências,⁴ E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. ⁵ Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. ⁶ Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio, ⁷ Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios. 
    1. Evita Dúvidas e promove a “plena certeza” (4). Se há alguma coisa na vida que a gente precisa ter inteira certeza é com respeito aos ensinos de Cristo. Por isso, Lucas fez uma:

    Descrição ordenada dos fatos.

    Hoje: Máximo com mínimo de tempo. 

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã 

    3 – Precisa de ministros dedicados.

    Lucas se empenhou em:

    1. Informar-se minuciosamente –  “havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio
    2. Transmitir ordenadamente – “Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem”.

    O Ensino Cristão Exige Trabalho e Dedicação

    O objetivo do ensino da fé cristã:

    Lucas escreveu para que Teófilo, um crente novo, tivesse plena certeza de sua fé cristã. informações erradas (que são muitas) levam a dúvidas. 

    Hoje somos bombardeados de informações errôneas sobre Jesus, Deus, Espírito Santo e Igreja. Precisamos de um ensino de base cristã sólida, disposta didaticamente, por pregadores e professores dedicados.

    Romanos 12:7:

    Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino.

    Leia também:

    HOMEM: UM SER ESPECIAL (ESBOÇO).

    A IGREJA APROVADA: PÉRGAMO 2

    @prodivanvelasco

  • “Goza a vida com a mulher que amas”

    “Goza a vida com a mulher que amas”

    Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol.
    Eclesiastes 9:9

    Imagem de olcay ertem por Pixabay

    Bendita hora em que Deus olhou para o homem e disse: “Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora que lhe corresponda.”

    Vejam, Deus criou um homem para uma mulher e vice-versa. Deus fez o primeiro casamento e o ordenou para sempre: Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne (Gênesis 2:24).

    Jesus lembrou aos fariseus em Mateus 19.8,9 de que este é o princípio estabelecido por Deus desde o início. Esta é, portanto, a vontade de Deus: que o casamento seja até que a morte os separe. O divórcio foi uma concessão por causa da dureza do coração humano. Jesus ensina que o casamente é para sempre (Mt 19.6).

    Quando Deus criou a mulher fez Adão dormir e quando ele acordou já estava casado, mas hoje, quem quer se casar deve por o joelho no chão porque está a cada dia mais difícil encontrar pessoas para compartilhar vida.

    Quando Adão acordou e viu a mulher que Deus criara, disse: “Isso é que é mulher!” Na verdade, as palavras literais foram: “Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada” (Gênesis 2:23).

    Eclesiastes é pessimista quanto a supervalorização das coisas desta vida. Entretanto, o autor procura filtrar desta vida as coisas mais importantes e aconselha-as como algo que devemos aproveitar o máximo, curtir. Dentre essas coisas está o casamento. Veja a ênfase:

    Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã“.

    Isto está de acordo com Provérbios 5:18: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade“. Ou seja, é um conselho para o homem apegar-se à sua mulher e valorizá-la, curtir seu amor. Aquela mulher que o laçou com laço de amor e mesmo que ela lhe dê cordas, ele não sai de perto. Para onde ele iria se só ela tem o que ele precisa e quer?

    Para este homem a orientação para os bispos em 1 Timóteo 3.2 para ter uma só mulher, não é problema nenhum. Esse bem-aventurado tem motivos de sobras para apegar-se à sua mulher, pois esta é para ele aquela de Provérbios 31.10 seguintes: virtuosa, valorosa, confiável, de bem, de boas obras, que cuida de sua casa, cujos filhos se levantam e dizem em coro afinado: Isso é que é mãe! Também seu marido diz: Isso é que é mulher!
    O ensino bíblico espera que cada família cristão seja estabelecida por pessoas assim, não perfeitas em si mesmas, mas perfeitas em Cristo (Gn 17.1). Perfeitas em obediência a Cristo.

    Somente na presença do Senhor flui perdão que cobrem as faltas; o amor que cobre uma multidão de pecadas. Há orientação segura para o sucesso da família (Ef 5.21-6.4). Na presença do Senhor as imperfeições são superadas.

    Leia também:

    HOMEM: UM SER ESPECIAL (ESBOÇO)

    Quais As Lições de Jesus em João 12?

  • O CHAMADO DE ROMANOS 12 NA ERA DIGITAL

    O CHAMADO DE ROMANOS 12 NA ERA DIGITAL

    Como viver os princípios bíblicos num mundo que deseja possuir nossa vida, nossa atenção, nossos bens e talentos? A criação de muitas tecnologias supostamente para nos equipar com qualidade de vida, está, na verdade, roubando-nos, possuindo-nos, colocando-nos de joelhos em sua adoração. Isso tem um nome na Bíblia: idolatria. 

    Então, quero apresentar um guia para vivermos os princípios bíblicos e usarei como reflexão Romanos 12. Vamos explorar problemas e soluções para que este capítulo bíblico nos chama à resposta prática.

    Imagem de Emmerich Jörg Herrich por Pixabay

    O primeiro chamado é o da Renovação Mental: Livrando-se das Amarras Cotidianas.

    Umas das amarras cotidianas que temos de enfrentar em nossos dias é tempo gasto com mídias sociais. Por toda parte as pessoas estão olhando constantemente suas mídias. Estão ocupados 100% com elas. Descuidam dos filhos, dos cônjuges, nos afazeres domésticos, do trabalho, de tudo. E onde fica Deus em nossa agenda diária? E o zelo espiritual, onde vai parar?

    Verdade que há muito aprendizado bíblico online, cultos, grupos de compartilhamentos e notícias rápidas. Ótimo! Excelente! Mas há também muita perversão. Além disso, deparamo-nos com outro problema: muitos conteúdos elaborados por inteligência artificial para atender a uma demanda de produção cada vez mais crescente e que foge à capacidade de resposta humana. Então tudo é IA: a pregação, a voz da pregação, o louvor e todo o culto.

    Entretanto o chamado de Romanos 12 é para apresentarmos a Deus os nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional. Isto envolve nossa presença física tanto quanto emocional, espiritual e intelectual. Envolvimento e interação pessoal com nossa comunidade.

    Então precisamos criar limites e hábitos intencionais para cultivar uma mentalidade voltada para o propósito divino, e não para a rolagem interminável de telas.

    O chamado do versículo 2 de Romanos 12 é diretamente desafiador. Ele nos desafia a não nos deixarmos tomar a forma do mundo, mas sim, nos permitir sermos transformados pela renovação de nosso entendimento para experimentarmos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus

    Amor Autêntico: Navegando num mundo polarizado com empatia. 

    Mencionei acima a interação pessoal com a comunidade. Pois bem, os versículos seguintes nos desafiam exatamente a isso. Notem que o versículo 3 nos chama a uma visão humilde e verdadeira de nós mesmos; nos versículos 4-5 o chamado bíblico nos conscientiza de que somos parte do corpo de Cristo que é composto por vários membros diferentes, mas cada um tendo sua justa operação, interligados uns dos outros.

    Então, embora haja diferentes dons: profecia, ensino, ministério, exortação, misericórdia… tudo deve ser feito com a medida da fé que cada um recebeu e com alegria.

    O resultado disso é o amor prático. E esta é a ênfase nos versos seguintes: O amor. Amor que nutre os relacionamentos internos e externos da comunidade de fé. Veja os conselhos: 

    ⁹ – O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem.

    1 0 – Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.

    ¹¹ – Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;

    ¹² – Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;

    ¹³ – Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade;

    ¹⁴ – Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis.

    ¹⁵ – Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram;

    ¹⁶ – Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos;

    ¹⁷ – A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens.

    ¹⁸ – Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.

    ¹⁹ – Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.

    ²⁰ – Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.

    2 1 – Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. 

    Assim, o culto diferentemente do antigo testamento que se baseava em sacrifício de animais mortos para expiar pecados, agora, o sacrifício é através de vidas dedicadas a Deus, baseados no único e eterno sacrifício de Cristo, exercendo dons para a Glória de Deus: Cada Um Com Sua Contribuição Única e pessoal.

    Você é chamado(a) para prestar culto assim a Deus e, só assim, experimentará “a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. Romanos 12:2.

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