Categoria: Reflexão

Penso logo existo (Cogito, ergo sum), disse René Descartes.
Isso verdade, pois todo ser humano traz em sua natureza o raciocínio e o pensar, o refletir sobre o mundo, sobre si mesmo, e, sobre Deus.
Esse é o diferencial entre o animal ser humano e os outros animais.
Por que existimos? Por que todas as coisas existem? Como vieram à existência? Qual o significado da existência humana e de todas as coisas? Deus existe? Podemos ver sinais de Deus na existência humana, na natureza? Qual a finalidade de tudo que existe?

  • O Dia em Que o Sol se Escondeu

    O Dia em Que o Sol se Escondeu

    O Dia em Que o Sol se Escondeu: Reflexões Sobre a Morte de Jesus e as últimas descobertas da NASA.

    A passagem de Mateus 27:45 nos transporta para um momento sombrio e crucial da história: “E desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra, até à hora nona.”

    Recentemente, uma notícia da Bossa News Brasil (Veja referências abaixo) viralizou na internet, com a manchete chamativa: “NASA afirma ter descoberto o dia exato da crucificação de Jesus”. Segundo a reportagem, simulações da agência espacial indicariam que a lua teria adquirido uma coloração avermelhada na noite de 3 de abril de 33 d.C., sendo essa a data precisa da morte de Cristo.

    Imagem de Couleur por Pixabay

    Curiosamente, abril é o mês em que o mundo ocidental celebra a Paixão de Cristo. E, de fato, a história bíblica está repleta de fenômenos celestes que acompanharam eventos divinos, como a estrela que guiou os Reis Magos ao encontro do menino Jesus (Mt 2.1,2).

    Mas a data é o mais importante?

    Apesar da fascinação que a precisão histórica pode despertar, o cerne da questão não reside na data exata. O que verdadeiramente importa é a realidade de que Jesus Cristo veio, viveu e padeceu pelos pecados do mundo. É nesse sacrifício redentor que devemos concentrar nossa atenção: Cristo morreu por nós.

    O versículo de Mateus nos relata aquele momento decisivo em que o Justo foi entregue à morte pelos injustos, com o propósito de nos conduzir a Deus (1 Pedro 3:18). Naquele dia fatídico, a escuridão cobriu a terra desde o meio-dia (hora sexta) até às três da tarde (hora nona). Pouco tempo depois, em uma ou no máximo duas horas, Jesus entregaria o Seu espírito.

    E, no instante em que Ele expirou, sinais poderosos aconteceram: o véu do templo se rasgou de alto a baixo, a terra tremeu e as pedras se fenderam. Um terremoto sacudiu a região.

    A forma como o véu se rasgou é significativa. Se fosse ação humana, teria sido de baixo para cima. O fato ficou caracterizado como ato divino. 

    O rasgo de cima para baixo simboliza o caminho aberto para o Santo dos Santos, para a presença de Deus, sem a necessidade de qualquer intermediação humana. Foi o primeiro sinal da vitória definitiva e eterna sobre o pecado e as trevas.

    O segundo sinal impressionante foi a ressurreição de muitos mortos naquele exato momento, que apareceram andando e foram reconhecidos por muitos na cidade de Jerusalém.

    Ciência e Fé: Caminhos que se Encontram. O Dia em Que o Sol se Escondeu Revela Reflexões Sobre a Morte de Jesus

    Assim, o possível eclipse lunar avermelhado que a NASA pode ter simulado para aquela data seria apenas mais um sinal de que algo extraordinário estava acontecendo no planeta Terra.

    Quando o texto bíblico menciona “toda a terra” coberta por trevas, é importante entender o ponto de vista do observador, no caso, o evangelista Mateus. A escuridão se estendeu por toda a terra de Jerusalém e seus arredores, até onde o olhar humano poderia alcançar.

    Vemos, portanto, que a ciência e a narrativa bíblica podem coexistir sem conflitos. O bom senso nos permite reconhecer que a fé, no entanto, nos leva a enxergar muito além do que a ciência pode explicar. A fé nos conecta com o significado profundo daquele dia em que o sol se escondeu, um dia que marcou a vitória do amor sobre a morte e a abertura do caminho para a redenção da humanidade

    Referências:

    Bossa News Brasil

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  • Por que pregamos o Evangelho de Cristo?

    Por que pregamos o Evangelho de Cristo?

    Por que pregamos o Evangelho de Cristo? Respondendo à pergunta: “Por que esses crentes vivem pregando querendo converter todo mundo?”

    Outro dia alguém perguntou: “Por que esses crentes vivem pregando querendo converter todo mundo?”

    Aí eu respondi apontando os motivos pelo qual pregamos o evangelho de Cristo. Não sei dos motivos de outros pregadores, e de outras igrejas, mas, os meus motivos encontram-se nas Escrituras Sagradas. Vou tomar em minha defesa o texto de Marcos 16.15,16:

    E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

    Vejam bem: Eu poderia nesta manhã linda de outono, pegar minha cadelinha, ir para o cerradinho lá perto de casa, e ficar contemplando a natureza, ouvindo o canto dos pássaros, orando e depois ir para casa almoçar, depois tirar aquela soneca, enfim, levar a vida assim, numa boa.

    Por que, então, interrompo esse programa super agradável para ir pregar ou ensinar o evangelho?

    Por que os crentes fazem isso? Vamos aos motivos expressos neste texto das Escrituras.

    Imagem de travel2h por Pixabay

    1º Motivo: Estamos Cumprindo a Missão: Obedecendo a ordem de Jesus.

    Jesus mandou aos primeiros discípulos. Eles obedeceram. Por isso o evangelho chegou até nós hoje e nós continuamos a fazer a mesma coisa e continuaremos até que Jesus volte.

    É uma ordem soberana. Jesus disse: “Todo poder me foi dado no céu e na terra, por tanto ide…” (Mt 28.18-20).

    Então, manda quem pode. Obedece quem tem juízo. Procuro ser ajuizado, porque sei quem é o Senhor.

    2º Motivo: O evangelho é a melhor notícia de todos os tempos? 

    Qual ordem é ir e pregar o evangelho para todos. Mas o que é evangelho? O evangelho é a mensagem de salvação, as boas novas ou boas notícias de salvação. 

    Mas vai além de boas notícias, pois há muitas boas notícias neste mundo, porém nenhuma melhor do que o evangelho. Veja! Uma pessoa ser curada de câncer é uma boa notícia, não é verdade? Ser curado de Covid19 é uma excelente notícia; ganhar muito dinheiro é ótima notícia. 

    Mas ainda não são as melhores notícias, pois uma pessoa pode ser curada dessas doenças e de outras enfermidades, ganhar muito dinheiro, e ainda assim perder a salvação, e padecer no inferno eternamente.

    Mas o evangelho é a notícia mais importante porque só por ele você pode evitar a perdição eterna. 

    Mateus 16:26: Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma? 

    Nada. Absolutamente, nada. Não há nada que alguém possa oferecer a Deus pela sua salvação, porque tudo que pudermos fazer será apenas obras de pecadores, e obras de pecadores não salvam. Só a oferta de uma vida pura e santa é capaz de salvar. Essa oferta só Jesus pode oferecer; mas ninguém.

    Por isso, nunca houve, não há, e jamais haverá outra notícia mais importante do que a pregação do evangelho.

    Para tudo e ouça o evangelho. Para tudo, igreja, e pregue o evangelho

    Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. 

    Romanos 1:16

    A grande notícia é: Deus quer salvar a todos. E só há salvação em Jesus Cristo

    3º Motivo: O Evangelho é a salvação?

    O evangelho é o meio pelo qual Deus desvia de nós o julgamento. Obedecendo ao evangelho seremos absolvidos no juízo de Deus porque Jesus, na cruz, padeceu em nosso lugar.

    2 Co 5.10: Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.

    2 Tessalonicenses 1:5-10: Prova clara do justo juízo de Deus, para que sejais havidos por dignos do reino de Deus, pelo qual também padeceis; Se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam, E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, Com labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder, Quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em todos os que creem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós). 

    Mc 16.16: Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

    Ninguém pode comparecer num tribunal sem um advogado. Então, precisamos de um Advogado. Deus só aceita a advocacia de Jesus em nossa defesa. Se alguém comparecer no tribunal de Deus sem a fé em Jesus, será condenado (2 Tm. 2.5,6; At 4.12). 

    Como podemos obter a advocacia de Jesus em nosso favor? Como ele pode nos defender? Arrependei-vos e crede no evangelho, disse Jesus em Mc 1.15. A fé em Cristo e a confissão de pecados a Ele são o único meio de contratarmos os serviços de Jesus na cruz em nosso favor.

    Pela graça sois salvos por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus (Ef 2.8).

    Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

    Deus quer que todos os homens sejam salvos, e venham ao conhecimento da verdade. 

    1 Timóteo 2:4

    Nós anunciamos e pregamos que Deus quer salvar você, quer salvar a todos. Deus não quer que ninguém se perca.

    Nós também não queremos que ninguém seja condenado. Por isso, pregamos o evangelho. 

    Jesus não quer que ninguém seja condenado, por isso pregamos. 

    E você? Você quer ser condenado(a)? Alguém aqui quer ser condenado?

    Então, o que tem de fazer?

    Creia em Jesus.

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  • A Geografia da Soberania Divina: Desmistificando a Batalha Espiritual Regionalizada

    A Geografia da Soberania Divina: Desmistificando a Batalha Espiritual Regionalizada

    A Geografia da Soberania Divina: Onde Deus governa? Onde Ele exerce todo seu poder? Descubra neste post.

    A passagem bíblica que narra o confronto entre Israel e a Síria, em 1 Reis 20, nos oferece uma rica ilustração sobre a natureza onipresente e absoluta do poder de Deus. A narrativa não apenas descreve um evento histórico, mas também lança luz sobre concepções equivocadas acerca da atuação divina, tanto naquela época quanto, por analogia, em algumas correntes da teologia contemporânea.

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    O profeta, agindo como porta-voz de Deus, adverte o rei Acabe sobre a iminente investida síria, concedendo-lhe um ano para se preparar (v. 22). Contudo, a estratégia dos sírios revela uma crença limitada e territorial sobre a divindade. Seus servos atribuem a derrota na batalha anterior ao fato de os “deuses de Israel” serem divindades das montanhas, inferindo que, em um terreno diferente, no vale, a vitória seria alcançada (v. 23).

    Seguindo essa lógica falha, o rei da Síria implementou uma reestruturação militar, substituindo reis por capitães e planejando um novo ataque em um vale (v. 24-26). A disparidade entre os exércitos é gritante: Israel surge como “dois pequenos rebanhos de cabras“, enquanto os sírios cobriam a terra com sua multidão (v. 27).

    É nesse cenário de desvantagem numérica que a voz de um homem de Deus ecoa com uma verdade fundamental: “Porquanto os sírios disseram: O Senhor é deus dos montes, e não dos vales, toda esta grande multidão entregarei nas tuas mãos, e assim sabereis que eu sou o Senhor” (v. 28).

    Desmistificando a Batalha Espiritual Regionalizada

    Essa declaração profética desmistifica a crença pagã de que cada região era dominada por uma divindade específica. Em Israel, Javé poderia ter sido, erroneamente, equiparado ao limitado Baal, tido como deus dos montes e bosques. A iminente vitória demonstraria, de forma inequívoca, que Javé é Deus, independentemente da geografia. Sua soberania transcende qualquer fronteira física ou celestial. Não há recanto no universo onde Jeová não reine de forma absoluta.

    Essa antiga crença encontra um eco contemporâneo na teologia da chamada “Batalha Espiritual“, que postula a existência de castas e potestades malignas com domínio sobre regiões específicas. Embora reconheçamos que o mal pode se concentrar em determinados lugares, a lição da narrativa bíblica permanece inabalável: em qualquer lugar, Javé é o Deus absoluto.

    A declaração do profeta anônimo serve como um lembrete poderoso dessa verdade. Assim como os sírios tiveram sua visão limitada da divindade confrontada pela realidade do poder de Deus, também nós devemos firmar nossa convicção na onipresença e onipotência do Senhor.

    As palavras de Jesus ressoam com a mesma autoridade: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28:18). Como agentes de Cristo, munidos dessa certeza, avancemos contra as próprias portas do inferno (Mateus 16:18), sabendo que não há território onde o poder do nosso Senhor não alcance a vitória. A batalha não é definida pela geografia, mas pela inabalável soberania de Deus em todos os lugares.

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  • Deus em Nossa Agenda Diária É Canal de Bênção

    Deus em Nossa Agenda Diária É Canal de Bênção

    Deus em Nossa Agenda Diária É Canal de Bênção para muitos mutilados pelo pecado no coração e na alma, físico e espiritual.

    Leitura Bíblica: Atos 3.1-10: 

    1 E Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona.

    3 O qual, vendo a Pedro e a João que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola.

    2 E era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam.

    4 E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós.

    5 E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa.

    6 E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.

    7 E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram.

    8 E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.

    9 E todo o povo o viu andar e louvar a Deus;

    10 E conheciam-no, pois era ele o que se assentava a pedir esmola à porta Formosa do templo; e ficaram cheios de pasmo e assombro, pelo que lhe acontecera.

    Uma das perguntas que me faço e que sempre ouço outros fazerem é: Por que Deus não opera milagres como nos tempo bíblicos? Não encontrando respostas a isso, muitos até dizem e ensinam que os milagres cessaram. No entanto, há sempre relatos de que milagres ainda acontecem por aí.

    Porém, é inegável que se vê menos operação milagrosa de Deus nos dias de hoje. Então, eis alguns motivos que considero que sejam as causas disso.

    1 Deus em Nossa Agenda Diária

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    Talvez, ao invés de perguntarmos porque os milagres já não acontecem como antes, deveríamos perguntar: Onde está Deus em nossa agenda diária? 

    O  texto de Atos 3.1 diz que Pedro e João subiam juntos ao templo à hora de oração, a nona. Era a hora do sacrifício vespertino. Havia também, o sacrifício matutino (Êx 29.36-42).

    Isto quer dizer que Pedro e João tinham o costume de reservar esses horários para orar todos os dias. Isto é, Deus estava totalmente incluído na agenda deles.

    Na verdade, eles não tinham outras preocupações senão pregar a salvação em Jesus (evangelizar) e orar. Essa era a agenda ministerial deles. Esta era a missão deles.

    Uma prova disso é que quando o trabalho secundário, porém, importante, começou a aumentar, decidiram eleger homens cheios do Espírito Santo para ajudar, para que eles, apóstolos, continuassem a missão principal: Orar e evangelizar (Atos 6).

    Mas hoje, nós estamos (quando digo nós, estou incluído) correndo de um lado para o outro ocupados com nossas coisas, ganhar dinheiro, resolver problemas que sempre aumentam, lazer, futebol… Mesmo Ministros de tempo integral passam maior parte do tempo administrando bens próprios, da igreja, dos membros problemáticos, etc. Os ministros de hoje funcionam como bombeiros sempre tentando apagar incêndios causados por muito fogo carnal, quando lhes falta fogo espiritual. Orar? Oram sim, mas, as prioridades estão invertidas.

    Então, se Deus não estiver em nossa agenda, como Ele agirá em nossas vidas? Paulo sempre ensinava, orava e buscava lugar de oração (At 16.13). Jesus às vezes passava a noite em oração, mesmo depois de um dia intenso (Mt 14.23).

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    1 Deus em Nossa Agenda Diária É Canal de Bênção

    Só podemos realizar as obras de Deus com Deus. Jesus disse: Sem mim nada podeis fazer (Mt 15.5). Acredito que se dermos lugar a Deus para governar nossas vidas e, se dermos lugar a Ele em nossa agenda, veremos muitos milagres e o sobrenatural do Espírito Santo em nosso agir.

    O que resulta disso é a solução de problemas intransponíveis, mais alegria e libertação para nós e para todos ao nosso redor.

    Mas, quando se fala nos problemas de enfermidades e outras carências, ouço muitos dizerem: Ah se eu tivesse dinheiro! 

    Porém, o que vemos em Pedro e João? Eles disseram ao paralítico de nascença: Não temos ouro e nem prata. Isto é, não temos dinheiro, mas o temos te damos. 

    Imagino o paralítico que nunca tinha andado em toda sua vida. Todos os dias as pessoas colocavam-no à entrada da porta Formosa do Templo. Ali ele esmolava todos os dias.

    Mas um dia, Pedro e João iam passando para oração e o mendigo pediu a eles uma esmola. Quando Pedro disse: Olha para nós! Imagino o mendigo crédulo de que receberia uma boa esmola, se é que isso existe.

    Porém, quando Pedro disse que não tinha ouro e nem prata, imagino o homem murchando de tristeza. Mas logo sua alegria deve ter voltado quando ele ouviu: Mas o que tenho… – Opa! Vai sair uma esmola aí!

    Mas Pedro e João disseram ao mendigo: “Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.” Nem todo dinheiro do mundo poderia fazer o mendigo andar. Só Jesus Cristo.

    Em nome de Jesus um homem que desde do berço não andava, andou, saltou e correu. E o que ele quis fazer agora que andava era seguir Pedro e João no caminho de Cristo, glorificar a Deus e testemunhar a benção de Deus em sua vida.

    Hoje há poucos milagres porque julgamos que se tivermos recursos científicos e dinheiro podemos resolver tudo, apesar da Pandemia de Covid 19 ter nos mostrado diferente.

    O fato é: Deus já não faz mais parte de nossa agenda como na igreja primitiva.

    Leia também: Abençoai! Abençoai!

  • A Suficiência Absoluta do Sacrifício de Cristo

    A Suficiência Absoluta do Sacrifício de Cristo

    A Suficiência Absoluta do Sacrifício de Cristo deveria ser algo a que se confessam cristãos deveriam depositar total confiança. Entretanto, não é o que constatamos nas confissões e práticas de muitas religiões que se dizem cristãs. Há os que declaram não ser Cristo suficiente, e por isso, procuram estabelecer outros meios necessários para salvação tais como: obras de caridade, preceitos da Velha Aliança, uma multidão de mediadores, etc.

    Essas coisas, entretanto, não são de hoje, pois já no primeiro século do cristianismo havia igrejas tentando implementar outros meios para se achegar a Deus. Menciono dois exemplos disso: A Carta de Paulo aos Gálatas, que é uma repreensão à igreja por achar necessário incluir as práticas judaicas da Velha Aliança. Assim fazendo estavam passando para outro evangelho, no caso, um falso evangelho (Gl 1.6-8).

    Outro exemplo é a Carta aos Hebreus, onde o autor procura convencer seus leitores, que também, estavam voltando às práticas da Velha Aliança, de que o sacrifício de Cristo é eficiente, absoluto, único e suficiente para purificar-nos dos pecados. Não há outro.

    O que Cristo fez na cruz pelos que crêem nele é o único meio tanto para bênçãos terrenas e, muito mais ainda, para redenção espiritual. Quaisquer outros meios são inúteis. 

    O mesmo podemos dizer do serviço e prestação de culto. Qualquer culto em que Cristo não seja o centro e único meio de se aproximar de Deus é inútil. 

    Por que o sangue de Cristo é assim eficiente? 

    Hebreus 9 contrasta a transitoriedade e imperfeição da Velha Aliança baseada nos sacrifícios de animais com o sacrifício de Cristo na cruz. No santuário havia o santo lugar e o santo dos santos. No santo dos santos só o sumo-sacerdote entrava uma vez por ano para apresentar o  sacrifício de um animal puro e sem mácula por si mesmo e pelo povo. 

    Mas na Nova Aliança, os versos 11 e 12, do capítulo 9, diz: “Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.”

    Então, vimos que o sacrifício de Cristo é superior a quaisquer outros e nem devemos associá-los a outros, pois não é desta criação, não é transitório, não é temporal; mas é atemporal, eterno e celestial.

    • Cristo não ofereceu sangue de animais, mas ofereceu seu próprio sangue, a si mesmo.
    • Jesus Cristo é o Filho por quem Deus declarou total aceitação (Mt 3.17; Mc 9.7).
    • Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29). 
    • Jesus Cristo foi impecável diante de Deus e dos homens (Jo 8.46).

    A prova de tudo isso é que Jesus ressuscitou dentre os mortos, caso não fosse aceitável por Deus, tal não aconteceria (At 13.34-39).

    Só Jesus Cristo salva (At 4.12). 

    Jesus não precisa de advogados associados para defender ao que nele crê. Ele é suficiente.

    Concluindo, o culto verdadeiro é aquele em que a fé em Cristo é o único, absoluto e suficiente Mediador para nos aproximarmos e nos relacionarmos com Deus.

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  • Abençoai! Abençoai!

    Abençoai! Abençoai!

    “Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis” (Rm. 12.14).

    Em 1974 estreou o filme Death Wish (Desejo de Matar). O filme foi grande sucesso, de forma que teve o 1,2,3,4 e 5. 

    Paul Kersey (Charles Bronson) se torna justiceiro depois que sua esposa foi brutalmente assassinada. Então ele ficou conhecido como “O justiceiro da Noite”, porque sua atividade de vingança era sempre à noite.

    O filme foi uma resposta à falência no sistema judiciário que não punia, mas beneficiava bandidos criminosos. Aqui no Brasil, claro, fez muito sucesso e ainda é muito assistido até hoje, embora por aqui o sistema judiciário seja perfeito, impecável!

    Esse tipo de filme sempre faz muito sucesso: Os vingadores, O Protetor, O justiceiro… As pessoas estão sempre com muito Desejo de Matar. Em grande parte isso se deve às injustiças crescentes neste mundo; e a injustiça cresce porque há injustos na liderança.

    Entretanto, o cristão tem uma ordem expressa para não procurar vingança. Romanos 12.19 diz: ‘Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei”, diz o Senhor.’

    Imagem de Christine Schmidt por Pixabay

    Está claro, então, que a vingança pertence a Deus, e Ele vingará todas as injustiças e todos os atos de violências: homicídios, roubos, assaltos, violências sexuais, assassinatos, feminicídios, etc.

    Deus julgará porque Ele é Juiz de toda a terra; Ele é o Senhor (Gn 18.25, Sl 24.1).

    Além disso, vimos no nosso texto bíblico inicial a ordem: Abençoai… Abençoai…. Ela não aparece repetida por acaso, mas é uma ênfase que reforça o mandamento.

    Esse mandamento, diriam alguns que nos dias atuais gostam de questionar os mandamentos apostólicos: “Não não de Deus e nem de Cristo, mas do apóstolo Paulo.” 

    Mas temos, então, o mandamento do próprio Cristo no capítulo 6, especialmente o versículo 28 de Lucas. Jesus manda: “Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam.” 

    No referido capítulo, assim como em Mateus 5 e 6, há vários mandamentos que podemos resumir assim: “Amem os que vos odeiam, aceitem o prejuízo e a injustiça  por minha causa, assim como eu assumi a culpa de vocês e perdoei vocês. Essa ideia é expressa por Paulo em 1 Cor. 6.7.

    Esse tipo de pensamento é completamente incompatível com este mundo, mesmo tendo um grande número de cristãos. Por isso, o cristianismo não funciona com tanta eficácia: não cura, salva, não transforma quase nada.

    Na incompreensão de tal mandamento do Senhor, “grandes mentes” têm sugerido até reinscrever as Escrituras para que ela diga coisas que tais mentes julgam mais justas para o contexto de hoje. Querem uma Bíblia cheia de justiça humana, filosófica, sociológica e política; com um Deus caricaturado.

    Mas é compreensível, pois os tais não têm poder de transformar suas próprias mentes, porque não têm o Espírito de Deus (Rm 8.9), não são cristãos verdadeiros. Mas, falando de cristão verdadeiros, esses receberam o poder de serem feitos filhos de Deus (Jo 1.11,12), e foram capacitados para obedecer a Deus. Então, aos cristãos vem a ordem: Abençoai! Abençoai!  

    Porém, vemos tantas esquizofrenias no meio cristão evangélico (falo com vergonha) que de vez em quando recebo notícias de “crentes super poderosos” que amaldiçoam até mesmo cristãos de outros segmentos denominacionais, porque pensam diferente deles; imagino os incrédulos e malignos.

    Entretanto, a ordem permanece: Abençoai! Abençoai!

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    Leia também: A Mulher que Amas

  • NEM TODA VITÓRIA EXIGE QUE DEMOS CAMBALHOTAS DE ALEGRIA

    NEM TODA VITÓRIA EXIGE QUE DEMOS CAMBALHOTAS DE ALEGRIA

    NEM TODA VITÓRIA EXIGE QUE DEMOS CAMBALHOTAS DE ALEGRIA, Texto escrito por © Tapajós – verão 2025, publicado aqui com permissão.

    © Tapajós

    Último torneio do ano, uma partida fantástica de xadrez entre o Grande Mestre ucraniano IVANCHUK e o Grande Mestre estado-unidense NARODITSKY pelo Campeonato Mundial de Blitz. Ivanchuk, reconhecidíssimo em suas genialidades enxadrísticas, tem a vantagem no tabuleiro, mas comete um erro mínimo e perde a partida. Incrédulo, sua reação é absolutamente emotiva – veja vídeo.

    Imagem de Jan Vašek por Pixabay – A foto não é a imagem do jogo em questão aqui, mas apenas ilustrativa. As imagens reais estão no vídeo acima. Confira.

    Mas quero falar de NARODITSKY, que tinha tudo para soltar um grito, abrir um sorriso e festejar a vitória jogando em casa. Exausto e vendo a reação de Ivan, o mestre americano se contém. Abaixa também a cabeça. Mexe melancolicamente algumas peças do tabuleiro. Depois de um tempo, pega o seu copo, sua bolsa, levanta-se e sai como um fantasma.

    Alguém vendo o vídeo pela primeira vez terá dúvidas sobre quem venceu. Naroditsky foi o vencedor e respeitou a dor do derrotado.

    Essa é a implacável realidade da vida: há vencedores e perdedores. Ora estamos de um lado, ora de outro. Majoritariamente, conselheiros tendem a oferecer ajuda a quem perde, a quem é derrotado. Mas é preciso, talvez muito mais, que os vencedores recebam ajuda.

    Porque vencer nos coloca na posição de superioridade. A hierarquização dos nossos relacionamentos tem o seu lado positivo, mas ela é sempre perigosamente arrogante.

    Porque vencer nos retira a sensibilidade: num passe de mágica esquecemos a dor, muitas vezes angustiante, daqueles que são derrotados. Nossas comemorações pelas vitórias não são recheadas de empatia pelos derrotados, mas recheadas de esquecimento deles.

    Porque vencer é o resultado de disputas, de embates, de guerras. Diante de cada vitória há um rastro de sangue, morte, frustração, depressão. A História registra: para uma União Soviética vencedora na 2ª. Guerra Mundial, 20 milhões de russos mortos; para oitenta milhões de alemães felizes com 7 gols marcados contra o Brasil, duzentos milhões de brasileiros incrédulos e desnorteados em 2014. Vinte e nove pessoas sobreviveram à queda recente de um avião no Cazaquistão – 38 morreram.

    Até quando há empate num confronto, há perdas.

    Espera-se sempre que o perdedor seja civilizado, educado, esportista e reconheça de bom grado a vitória do outro. O que devemos esperar dos vencedores além de suas comemorações? Naroditsky nos deixa uma sugestão: nem toda vitória exige que demos cambalhotas de alegria – às vezes é preciso vencer sentindo a dor do derrotado.

    Muitos se preparam para a vitória. Poucos estão preparados para agir adequadamente quando vitoriosos.

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