Categoria: Reflexão

Penso logo existo (Cogito, ergo sum), disse René Descartes.
Isso verdade, pois todo ser humano traz em sua natureza o raciocínio e o pensar, o refletir sobre o mundo, sobre si mesmo, e, sobre Deus.
Esse é o diferencial entre o animal ser humano e os outros animais.
Por que existimos? Por que todas as coisas existem? Como vieram à existência? Qual o significado da existência humana e de todas as coisas? Deus existe? Podemos ver sinais de Deus na existência humana, na natureza? Qual a finalidade de tudo que existe?

  • A Geografia da Soberania Divina: Desmistificando a Batalha Espiritual Regionalizada

    A Geografia da Soberania Divina: Desmistificando a Batalha Espiritual Regionalizada

    A Geografia da Soberania Divina: Onde Deus governa? Onde Ele exerce todo seu poder? Descubra neste post.

    A passagem bíblica que narra o confronto entre Israel e a Síria, em 1 Reis 20, nos oferece uma rica ilustração sobre a natureza onipresente e absoluta do poder de Deus. A narrativa não apenas descreve um evento histórico, mas também lança luz sobre concepções equivocadas acerca da atuação divina, tanto naquela época quanto, por analogia, em algumas correntes da teologia contemporânea.

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    O profeta, agindo como porta-voz de Deus, adverte o rei Acabe sobre a iminente investida síria, concedendo-lhe um ano para se preparar (v. 22). Contudo, a estratégia dos sírios revela uma crença limitada e territorial sobre a divindade. Seus servos atribuem a derrota na batalha anterior ao fato de os “deuses de Israel” serem divindades das montanhas, inferindo que, em um terreno diferente, no vale, a vitória seria alcançada (v. 23).

    Seguindo essa lógica falha, o rei da Síria implementou uma reestruturação militar, substituindo reis por capitães e planejando um novo ataque em um vale (v. 24-26). A disparidade entre os exércitos é gritante: Israel surge como “dois pequenos rebanhos de cabras“, enquanto os sírios cobriam a terra com sua multidão (v. 27).

    É nesse cenário de desvantagem numérica que a voz de um homem de Deus ecoa com uma verdade fundamental: “Porquanto os sírios disseram: O Senhor é deus dos montes, e não dos vales, toda esta grande multidão entregarei nas tuas mãos, e assim sabereis que eu sou o Senhor” (v. 28).

    Desmistificando a Batalha Espiritual Regionalizada

    Essa declaração profética desmistifica a crença pagã de que cada região era dominada por uma divindade específica. Em Israel, Javé poderia ter sido, erroneamente, equiparado ao limitado Baal, tido como deus dos montes e bosques. A iminente vitória demonstraria, de forma inequívoca, que Javé é Deus, independentemente da geografia. Sua soberania transcende qualquer fronteira física ou celestial. Não há recanto no universo onde Jeová não reine de forma absoluta.

    Essa antiga crença encontra um eco contemporâneo na teologia da chamada “Batalha Espiritual“, que postula a existência de castas e potestades malignas com domínio sobre regiões específicas. Embora reconheçamos que o mal pode se concentrar em determinados lugares, a lição da narrativa bíblica permanece inabalável: em qualquer lugar, Javé é o Deus absoluto.

    A declaração do profeta anônimo serve como um lembrete poderoso dessa verdade. Assim como os sírios tiveram sua visão limitada da divindade confrontada pela realidade do poder de Deus, também nós devemos firmar nossa convicção na onipresença e onipotência do Senhor.

    As palavras de Jesus ressoam com a mesma autoridade: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28:18). Como agentes de Cristo, munidos dessa certeza, avancemos contra as próprias portas do inferno (Mateus 16:18), sabendo que não há território onde o poder do nosso Senhor não alcance a vitória. A batalha não é definida pela geografia, mas pela inabalável soberania de Deus em todos os lugares.

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  • Deus em Nossa Agenda Diária É Canal de Bênção

    Deus em Nossa Agenda Diária É Canal de Bênção

    Deus em Nossa Agenda Diária É Canal de Bênção para muitos mutilados pelo pecado no coração e na alma, físico e espiritual.

    Leitura Bíblica: Atos 3.1-10: 

    1 E Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona.

    3 O qual, vendo a Pedro e a João que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola.

    2 E era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam.

    4 E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós.

    5 E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa.

    6 E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.

    7 E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram.

    8 E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.

    9 E todo o povo o viu andar e louvar a Deus;

    10 E conheciam-no, pois era ele o que se assentava a pedir esmola à porta Formosa do templo; e ficaram cheios de pasmo e assombro, pelo que lhe acontecera.

    Uma das perguntas que me faço e que sempre ouço outros fazerem é: Por que Deus não opera milagres como nos tempo bíblicos? Não encontrando respostas a isso, muitos até dizem e ensinam que os milagres cessaram. No entanto, há sempre relatos de que milagres ainda acontecem por aí.

    Porém, é inegável que se vê menos operação milagrosa de Deus nos dias de hoje. Então, eis alguns motivos que considero que sejam as causas disso.

    1 Deus em Nossa Agenda Diária

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    Talvez, ao invés de perguntarmos porque os milagres já não acontecem como antes, deveríamos perguntar: Onde está Deus em nossa agenda diária? 

    O  texto de Atos 3.1 diz que Pedro e João subiam juntos ao templo à hora de oração, a nona. Era a hora do sacrifício vespertino. Havia também, o sacrifício matutino (Êx 29.36-42).

    Isto quer dizer que Pedro e João tinham o costume de reservar esses horários para orar todos os dias. Isto é, Deus estava totalmente incluído na agenda deles.

    Na verdade, eles não tinham outras preocupações senão pregar a salvação em Jesus (evangelizar) e orar. Essa era a agenda ministerial deles. Esta era a missão deles.

    Uma prova disso é que quando o trabalho secundário, porém, importante, começou a aumentar, decidiram eleger homens cheios do Espírito Santo para ajudar, para que eles, apóstolos, continuassem a missão principal: Orar e evangelizar (Atos 6).

    Mas hoje, nós estamos (quando digo nós, estou incluído) correndo de um lado para o outro ocupados com nossas coisas, ganhar dinheiro, resolver problemas que sempre aumentam, lazer, futebol… Mesmo Ministros de tempo integral passam maior parte do tempo administrando bens próprios, da igreja, dos membros problemáticos, etc. Os ministros de hoje funcionam como bombeiros sempre tentando apagar incêndios causados por muito fogo carnal, quando lhes falta fogo espiritual. Orar? Oram sim, mas, as prioridades estão invertidas.

    Então, se Deus não estiver em nossa agenda, como Ele agirá em nossas vidas? Paulo sempre ensinava, orava e buscava lugar de oração (At 16.13). Jesus às vezes passava a noite em oração, mesmo depois de um dia intenso (Mt 14.23).

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    1 Deus em Nossa Agenda Diária É Canal de Bênção

    Só podemos realizar as obras de Deus com Deus. Jesus disse: Sem mim nada podeis fazer (Mt 15.5). Acredito que se dermos lugar a Deus para governar nossas vidas e, se dermos lugar a Ele em nossa agenda, veremos muitos milagres e o sobrenatural do Espírito Santo em nosso agir.

    O que resulta disso é a solução de problemas intransponíveis, mais alegria e libertação para nós e para todos ao nosso redor.

    Mas, quando se fala nos problemas de enfermidades e outras carências, ouço muitos dizerem: Ah se eu tivesse dinheiro! 

    Porém, o que vemos em Pedro e João? Eles disseram ao paralítico de nascença: Não temos ouro e nem prata. Isto é, não temos dinheiro, mas o temos te damos. 

    Imagino o paralítico que nunca tinha andado em toda sua vida. Todos os dias as pessoas colocavam-no à entrada da porta Formosa do Templo. Ali ele esmolava todos os dias.

    Mas um dia, Pedro e João iam passando para oração e o mendigo pediu a eles uma esmola. Quando Pedro disse: Olha para nós! Imagino o mendigo crédulo de que receberia uma boa esmola, se é que isso existe.

    Porém, quando Pedro disse que não tinha ouro e nem prata, imagino o homem murchando de tristeza. Mas logo sua alegria deve ter voltado quando ele ouviu: Mas o que tenho… – Opa! Vai sair uma esmola aí!

    Mas Pedro e João disseram ao mendigo: “Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.” Nem todo dinheiro do mundo poderia fazer o mendigo andar. Só Jesus Cristo.

    Em nome de Jesus um homem que desde do berço não andava, andou, saltou e correu. E o que ele quis fazer agora que andava era seguir Pedro e João no caminho de Cristo, glorificar a Deus e testemunhar a benção de Deus em sua vida.

    Hoje há poucos milagres porque julgamos que se tivermos recursos científicos e dinheiro podemos resolver tudo, apesar da Pandemia de Covid 19 ter nos mostrado diferente.

    O fato é: Deus já não faz mais parte de nossa agenda como na igreja primitiva.

    Leia também: Abençoai! Abençoai!

  • A Suficiência Absoluta do Sacrifício de Cristo

    A Suficiência Absoluta do Sacrifício de Cristo

    A Suficiência Absoluta do Sacrifício de Cristo deveria ser algo a que se confessam cristãos deveriam depositar total confiança. Entretanto, não é o que constatamos nas confissões e práticas de muitas religiões que se dizem cristãs. Há os que declaram não ser Cristo suficiente, e por isso, procuram estabelecer outros meios necessários para salvação tais como: obras de caridade, preceitos da Velha Aliança, uma multidão de mediadores, etc.

    Essas coisas, entretanto, não são de hoje, pois já no primeiro século do cristianismo havia igrejas tentando implementar outros meios para se achegar a Deus. Menciono dois exemplos disso: A Carta de Paulo aos Gálatas, que é uma repreensão à igreja por achar necessário incluir as práticas judaicas da Velha Aliança. Assim fazendo estavam passando para outro evangelho, no caso, um falso evangelho (Gl 1.6-8).

    Outro exemplo é a Carta aos Hebreus, onde o autor procura convencer seus leitores, que também, estavam voltando às práticas da Velha Aliança, de que o sacrifício de Cristo é eficiente, absoluto, único e suficiente para purificar-nos dos pecados. Não há outro.

    O que Cristo fez na cruz pelos que crêem nele é o único meio tanto para bênçãos terrenas e, muito mais ainda, para redenção espiritual. Quaisquer outros meios são inúteis. 

    O mesmo podemos dizer do serviço e prestação de culto. Qualquer culto em que Cristo não seja o centro e único meio de se aproximar de Deus é inútil. 

    Por que o sangue de Cristo é assim eficiente? 

    Hebreus 9 contrasta a transitoriedade e imperfeição da Velha Aliança baseada nos sacrifícios de animais com o sacrifício de Cristo na cruz. No santuário havia o santo lugar e o santo dos santos. No santo dos santos só o sumo-sacerdote entrava uma vez por ano para apresentar o  sacrifício de um animal puro e sem mácula por si mesmo e pelo povo. 

    Mas na Nova Aliança, os versos 11 e 12, do capítulo 9, diz: “Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.”

    Então, vimos que o sacrifício de Cristo é superior a quaisquer outros e nem devemos associá-los a outros, pois não é desta criação, não é transitório, não é temporal; mas é atemporal, eterno e celestial.

    • Cristo não ofereceu sangue de animais, mas ofereceu seu próprio sangue, a si mesmo.
    • Jesus Cristo é o Filho por quem Deus declarou total aceitação (Mt 3.17; Mc 9.7).
    • Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29). 
    • Jesus Cristo foi impecável diante de Deus e dos homens (Jo 8.46).

    A prova de tudo isso é que Jesus ressuscitou dentre os mortos, caso não fosse aceitável por Deus, tal não aconteceria (At 13.34-39).

    Só Jesus Cristo salva (At 4.12). 

    Jesus não precisa de advogados associados para defender ao que nele crê. Ele é suficiente.

    Concluindo, o culto verdadeiro é aquele em que a fé em Cristo é o único, absoluto e suficiente Mediador para nos aproximarmos e nos relacionarmos com Deus.

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  • Abençoai! Abençoai!

    Abençoai! Abençoai!

    “Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis” (Rm. 12.14).

    Em 1974 estreou o filme Death Wish (Desejo de Matar). O filme foi grande sucesso, de forma que teve o 1,2,3,4 e 5. 

    Paul Kersey (Charles Bronson) se torna justiceiro depois que sua esposa foi brutalmente assassinada. Então ele ficou conhecido como “O justiceiro da Noite”, porque sua atividade de vingança era sempre à noite.

    O filme foi uma resposta à falência no sistema judiciário que não punia, mas beneficiava bandidos criminosos. Aqui no Brasil, claro, fez muito sucesso e ainda é muito assistido até hoje, embora por aqui o sistema judiciário seja perfeito, impecável!

    Esse tipo de filme sempre faz muito sucesso: Os vingadores, O Protetor, O justiceiro… As pessoas estão sempre com muito Desejo de Matar. Em grande parte isso se deve às injustiças crescentes neste mundo; e a injustiça cresce porque há injustos na liderança.

    Entretanto, o cristão tem uma ordem expressa para não procurar vingança. Romanos 12.19 diz: ‘Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei”, diz o Senhor.’

    Imagem de Christine Schmidt por Pixabay

    Está claro, então, que a vingança pertence a Deus, e Ele vingará todas as injustiças e todos os atos de violências: homicídios, roubos, assaltos, violências sexuais, assassinatos, feminicídios, etc.

    Deus julgará porque Ele é Juiz de toda a terra; Ele é o Senhor (Gn 18.25, Sl 24.1).

    Além disso, vimos no nosso texto bíblico inicial a ordem: Abençoai… Abençoai…. Ela não aparece repetida por acaso, mas é uma ênfase que reforça o mandamento.

    Esse mandamento, diriam alguns que nos dias atuais gostam de questionar os mandamentos apostólicos: “Não não de Deus e nem de Cristo, mas do apóstolo Paulo.” 

    Mas temos, então, o mandamento do próprio Cristo no capítulo 6, especialmente o versículo 28 de Lucas. Jesus manda: “Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam.” 

    No referido capítulo, assim como em Mateus 5 e 6, há vários mandamentos que podemos resumir assim: “Amem os que vos odeiam, aceitem o prejuízo e a injustiça  por minha causa, assim como eu assumi a culpa de vocês e perdoei vocês. Essa ideia é expressa por Paulo em 1 Cor. 6.7.

    Esse tipo de pensamento é completamente incompatível com este mundo, mesmo tendo um grande número de cristãos. Por isso, o cristianismo não funciona com tanta eficácia: não cura, salva, não transforma quase nada.

    Na incompreensão de tal mandamento do Senhor, “grandes mentes” têm sugerido até reinscrever as Escrituras para que ela diga coisas que tais mentes julgam mais justas para o contexto de hoje. Querem uma Bíblia cheia de justiça humana, filosófica, sociológica e política; com um Deus caricaturado.

    Mas é compreensível, pois os tais não têm poder de transformar suas próprias mentes, porque não têm o Espírito de Deus (Rm 8.9), não são cristãos verdadeiros. Mas, falando de cristão verdadeiros, esses receberam o poder de serem feitos filhos de Deus (Jo 1.11,12), e foram capacitados para obedecer a Deus. Então, aos cristãos vem a ordem: Abençoai! Abençoai!  

    Porém, vemos tantas esquizofrenias no meio cristão evangélico (falo com vergonha) que de vez em quando recebo notícias de “crentes super poderosos” que amaldiçoam até mesmo cristãos de outros segmentos denominacionais, porque pensam diferente deles; imagino os incrédulos e malignos.

    Entretanto, a ordem permanece: Abençoai! Abençoai!

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  • NEM TODA VITÓRIA EXIGE QUE DEMOS CAMBALHOTAS DE ALEGRIA

    NEM TODA VITÓRIA EXIGE QUE DEMOS CAMBALHOTAS DE ALEGRIA

    NEM TODA VITÓRIA EXIGE QUE DEMOS CAMBALHOTAS DE ALEGRIA, Texto escrito por © Tapajós – verão 2025, publicado aqui com permissão.

    © Tapajós

    Último torneio do ano, uma partida fantástica de xadrez entre o Grande Mestre ucraniano IVANCHUK e o Grande Mestre estado-unidense NARODITSKY pelo Campeonato Mundial de Blitz. Ivanchuk, reconhecidíssimo em suas genialidades enxadrísticas, tem a vantagem no tabuleiro, mas comete um erro mínimo e perde a partida. Incrédulo, sua reação é absolutamente emotiva – veja vídeo.

    Imagem de Jan Vašek por Pixabay – A foto não é a imagem do jogo em questão aqui, mas apenas ilustrativa. As imagens reais estão no vídeo acima. Confira.

    Mas quero falar de NARODITSKY, que tinha tudo para soltar um grito, abrir um sorriso e festejar a vitória jogando em casa. Exausto e vendo a reação de Ivan, o mestre americano se contém. Abaixa também a cabeça. Mexe melancolicamente algumas peças do tabuleiro. Depois de um tempo, pega o seu copo, sua bolsa, levanta-se e sai como um fantasma.

    Alguém vendo o vídeo pela primeira vez terá dúvidas sobre quem venceu. Naroditsky foi o vencedor e respeitou a dor do derrotado.

    Essa é a implacável realidade da vida: há vencedores e perdedores. Ora estamos de um lado, ora de outro. Majoritariamente, conselheiros tendem a oferecer ajuda a quem perde, a quem é derrotado. Mas é preciso, talvez muito mais, que os vencedores recebam ajuda.

    Porque vencer nos coloca na posição de superioridade. A hierarquização dos nossos relacionamentos tem o seu lado positivo, mas ela é sempre perigosamente arrogante.

    Porque vencer nos retira a sensibilidade: num passe de mágica esquecemos a dor, muitas vezes angustiante, daqueles que são derrotados. Nossas comemorações pelas vitórias não são recheadas de empatia pelos derrotados, mas recheadas de esquecimento deles.

    Porque vencer é o resultado de disputas, de embates, de guerras. Diante de cada vitória há um rastro de sangue, morte, frustração, depressão. A História registra: para uma União Soviética vencedora na 2ª. Guerra Mundial, 20 milhões de russos mortos; para oitenta milhões de alemães felizes com 7 gols marcados contra o Brasil, duzentos milhões de brasileiros incrédulos e desnorteados em 2014. Vinte e nove pessoas sobreviveram à queda recente de um avião no Cazaquistão – 38 morreram.

    Até quando há empate num confronto, há perdas.

    Espera-se sempre que o perdedor seja civilizado, educado, esportista e reconheça de bom grado a vitória do outro. O que devemos esperar dos vencedores além de suas comemorações? Naroditsky nos deixa uma sugestão: nem toda vitória exige que demos cambalhotas de alegria – às vezes é preciso vencer sentindo a dor do derrotado.

    Muitos se preparam para a vitória. Poucos estão preparados para agir adequadamente quando vitoriosos.

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    Parábola do Publicano e do Fariseu

  • Ter a vida nas mãos de Deus

    Ter a vida nas mãos de Deus

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas temporais. Pelo contrário, podemos até padecer muito mais por isso. Veja esse exemplo.

    2 Timóteo 1.12: Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia.

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas temporais. Pelo contrário, podemos até padecer muito mais por isso. Porém, teremos nosso descanso eterno.

    Isto é o que vemos no verso acima. No contexto, o apóstolo Paulo diz que a vinda de Jesus Cristo, ou seja, o Natal, e consequente sua missão aboliu a morte e trouxe à luz a vida pelo evangelho.

    Então, ele, Paulo foi escolhido por Jesus pregador, apóstolo e doutor dos gentios. Mas por isso, ele padecia na prisão em Roma.

    Paulo deixa claro que sua missão aos gentios era clara e muito bem focada. Não havia nenhuma dúvida do que ele deveria fazer, sofrer, viver, em fim, enfrentar quaisquer coisas para cumprir sua missão: Levar o evangelho a todos os não judeus, ou seja, gentios.

    Não obstante sua prisão, ele estava firme em sua missão, bem como em sua confissão de fé em Cristo. Veja que ele diz enfaticamente: “Eu sei em quem tenho crido”, e “estou bem certo de que é poderoso”.

    Assim, ele estava afirmando que, apesar das adversidades e da prisão por causa do evangelho, ele não estava desanimado e nem desesperançoso. Pelo contrário, ele estava bem seguro no poder de Cristo para guardar o seu “depósito”.

    Qual era o depósito de Paulo?

    Mas que depósito é este? Certamente não era dinheiro em algum banco qualquer, muito menos em algum paraíso fiscal. O depósito de Paulo era a doutrina de Cristo que ele ensinava aos gentios em cumprimento de sua missão, e da qual ele teria de prestar contas Àquele que o chamou para o ministério, no dia do juízo, o qual ele chama de “aquele dia”.

    Ter a vida nas mãos de Deus é a certeza de sermos absolvidos

    Desta forma, todos os que vivem sob obediência a Cristo padecerão de alguma forma neste mundo, mas podem ter a certeza, igual ao apóstolo Paulo, de viver seguro de que serão livres da condenação no juízo final.

    Este dia do juízo, que em algumas traduções está com D maiúsculo é o dia mais crucial em toda a nossa existência terrena e pós terrena. Nele será decretado a nossa sentença eterna, o nosso destino eterno. Por isso, este “Dia” deve ser a nossa principal preocupação.

    E o que podemos fazer para nos sairmos bem naquele Dia? A única coisa que podemos fazer é estarmos certos, convictos e seguros no poder de Cristo para nos guardar.

    Como diz o hino do Cantor Cristão 377 “Pois eu sei em quem crido, e estou bem certo que é poderoso, pra guardar o meu tesouro, até o dia final”.

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    Jesus Cristo: A âncora do Cristão

  • Jesus Cristo: A Âncora do Cristão

    Jesus Cristo: A Âncora do Cristão

    Jesus Cristo: A Âncora do Cristão. A alma do crente em Cristo está ancorada na esperança que vem do Senhor. Não há necessidade de mais nada e nem de ninguém.

    Jesus Cristo: A Âncora da Nossa Alma

    Para que serve uma âncora? A âncora é um objeto pesado que permite imobilizar um outro objeto flutuante. 

    Devido ao seu desenho com um circo no topo, um formato de cruz logo abaixo e, igualmente, duas pontas na parte final, dizem ter sido usado como símbolo da Santíssima Trindade. O circo no topo representa Deus-Pai, a cruz representa Deus-Filhos e as duas pontas abaixo, representa o Espírito Santo.

    O escritor aos Hebreus, na Bíblia, usa a âncora como símbolo de firmeza e segurança da esperança cristã (Hb 6.19).

    Talvez por isso a âncora tenha sido usada como símbolo por cristãos perseguidos, segundo narram alguns.

    No sentido figurado, a palavra pode ser aplicada para várias coisas, como, abrigo, proteção, apoio, etc. Nesse sentido, o casamento deve ter o sentido de uma âncora, isto é, apoio e segurança familiar. 

    Especialmente os cônjuges devem ser âncoras um para o outro, formando um lar que seja âncora para toda a família.

    Um Caso Específico

    Voltando ao escritor aos Hebreus, o escritor ensina que a igreja tem em Cristo a âncora segura e firme da alma. Não necessita de mais nada e nem de ninguém. Cristo é suficiente, pois é maior do que tudo que se possa apresentar em termos de religião ou solução para se chegar a Deus. Jesus entrou no santo lugar no céu.

    Isso foi escrito a uma igreja que sofria forte influência dos judaizantes, que exigiam obediência à Lei de Moisés e a todos  os demais ritos judaicos.

    Assim, os cristãos estavam correndo o risco de trocarem Cristo por Moisés, ou seja, o Senhor pelo servo; O sacerdócio eterno de Cristo pelo efêmero da Velha Aliança; O caminho novo e vivo pelo sacrifício de Cristo pelo velho caminho de sacrifício de animais; O sangue de Cristo pelo sangue de bodes. Que esperança haveria para eles? Qual seria o destino deles? 

    Assim, pela negligência, corriam o risco de deixar escapar por entre os dedos a salvação por causa da apostasia que ameaçava se tornar realidade.

    O escritor escreveu para persuadi-los a manterem posição diligente e perseverante em Cristo. 

    Ainda  hoje, vemos que as ações judaizantes ainda tem muita força. Muitos cultos cristãos estão contaminados de judaísmo com ritos, petrechos e mandingas judaicas. Isso revela um cristianismo sem identidade autêntica, sem firmeza. 

    Ao cobiçarem a prosperidade judaica, muitos herdaram também o destino deles. Segundo Jesus, em Mateus 8.11 e 21.31, por exemplo, publicanos, meretrizes e gentios entram na frente deles no Reino dos céus, enquanto eles seriam lançados nas trevas.

    Quem é verdadeiramente cristão, não precisa de mais nada e nem de ninguém. Já tem a âncora de sua alma.

    Leia o texto de Hebreus 6

    Presente de Deus para os homens

    Os Três Estágios da Salvação

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