Categoria: Reflexão

Penso logo existo (Cogito, ergo sum), disse René Descartes.
Isso verdade, pois todo ser humano traz em sua natureza o raciocínio e o pensar, o refletir sobre o mundo, sobre si mesmo, e, sobre Deus.
Esse é o diferencial entre o animal ser humano e os outros animais.
Por que existimos? Por que todas as coisas existem? Como vieram à existência? Qual o significado da existência humana e de todas as coisas? Deus existe? Podemos ver sinais de Deus na existência humana, na natureza? Qual a finalidade de tudo que existe?

  • NEM TODA VITÓRIA EXIGE QUE DEMOS CAMBALHOTAS DE ALEGRIA

    NEM TODA VITÓRIA EXIGE QUE DEMOS CAMBALHOTAS DE ALEGRIA

    NEM TODA VITÓRIA EXIGE QUE DEMOS CAMBALHOTAS DE ALEGRIA, Texto escrito por © Tapajós – verão 2025, publicado aqui com permissão.

    © Tapajós

    Último torneio do ano, uma partida fantástica de xadrez entre o Grande Mestre ucraniano IVANCHUK e o Grande Mestre estado-unidense NARODITSKY pelo Campeonato Mundial de Blitz. Ivanchuk, reconhecidíssimo em suas genialidades enxadrísticas, tem a vantagem no tabuleiro, mas comete um erro mínimo e perde a partida. Incrédulo, sua reação é absolutamente emotiva – veja vídeo.

    Imagem de Jan Vašek por Pixabay – A foto não é a imagem do jogo em questão aqui, mas apenas ilustrativa. As imagens reais estão no vídeo acima. Confira.

    Mas quero falar de NARODITSKY, que tinha tudo para soltar um grito, abrir um sorriso e festejar a vitória jogando em casa. Exausto e vendo a reação de Ivan, o mestre americano se contém. Abaixa também a cabeça. Mexe melancolicamente algumas peças do tabuleiro. Depois de um tempo, pega o seu copo, sua bolsa, levanta-se e sai como um fantasma.

    Alguém vendo o vídeo pela primeira vez terá dúvidas sobre quem venceu. Naroditsky foi o vencedor e respeitou a dor do derrotado.

    Essa é a implacável realidade da vida: há vencedores e perdedores. Ora estamos de um lado, ora de outro. Majoritariamente, conselheiros tendem a oferecer ajuda a quem perde, a quem é derrotado. Mas é preciso, talvez muito mais, que os vencedores recebam ajuda.

    Porque vencer nos coloca na posição de superioridade. A hierarquização dos nossos relacionamentos tem o seu lado positivo, mas ela é sempre perigosamente arrogante.

    Porque vencer nos retira a sensibilidade: num passe de mágica esquecemos a dor, muitas vezes angustiante, daqueles que são derrotados. Nossas comemorações pelas vitórias não são recheadas de empatia pelos derrotados, mas recheadas de esquecimento deles.

    Porque vencer é o resultado de disputas, de embates, de guerras. Diante de cada vitória há um rastro de sangue, morte, frustração, depressão. A História registra: para uma União Soviética vencedora na 2ª. Guerra Mundial, 20 milhões de russos mortos; para oitenta milhões de alemães felizes com 7 gols marcados contra o Brasil, duzentos milhões de brasileiros incrédulos e desnorteados em 2014. Vinte e nove pessoas sobreviveram à queda recente de um avião no Cazaquistão – 38 morreram.

    Até quando há empate num confronto, há perdas.

    Espera-se sempre que o perdedor seja civilizado, educado, esportista e reconheça de bom grado a vitória do outro. O que devemos esperar dos vencedores além de suas comemorações? Naroditsky nos deixa uma sugestão: nem toda vitória exige que demos cambalhotas de alegria – às vezes é preciso vencer sentindo a dor do derrotado.

    Muitos se preparam para a vitória. Poucos estão preparados para agir adequadamente quando vitoriosos.

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    Parábola do Publicano e do Fariseu

  • Ter a vida nas mãos de Deus

    Ter a vida nas mãos de Deus

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas temporais. Pelo contrário, podemos até padecer muito mais por isso. Veja esse exemplo.

    2 Timóteo 1.12: Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia.

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas temporais. Pelo contrário, podemos até padecer muito mais por isso. Porém, teremos nosso descanso eterno.

    Isto é o que vemos no verso acima. No contexto, o apóstolo Paulo diz que a vinda de Jesus Cristo, ou seja, o Natal, e consequente sua missão aboliu a morte e trouxe à luz a vida pelo evangelho.

    Então, ele, Paulo foi escolhido por Jesus pregador, apóstolo e doutor dos gentios. Mas por isso, ele padecia na prisão em Roma.

    Paulo deixa claro que sua missão aos gentios era clara e muito bem focada. Não havia nenhuma dúvida do que ele deveria fazer, sofrer, viver, em fim, enfrentar quaisquer coisas para cumprir sua missão: Levar o evangelho a todos os não judeus, ou seja, gentios.

    Não obstante sua prisão, ele estava firme em sua missão, bem como em sua confissão de fé em Cristo. Veja que ele diz enfaticamente: “Eu sei em quem tenho crido”, e “estou bem certo de que é poderoso”.

    Assim, ele estava afirmando que, apesar das adversidades e da prisão por causa do evangelho, ele não estava desanimado e nem desesperançoso. Pelo contrário, ele estava bem seguro no poder de Cristo para guardar o seu “depósito”.

    Qual era o depósito de Paulo?

    Mas que depósito é este? Certamente não era dinheiro em algum banco qualquer, muito menos em algum paraíso fiscal. O depósito de Paulo era a doutrina de Cristo que ele ensinava aos gentios em cumprimento de sua missão, e da qual ele teria de prestar contas Àquele que o chamou para o ministério, no dia do juízo, o qual ele chama de “aquele dia”.

    Ter a vida nas mãos de Deus é a certeza de sermos absolvidos

    Desta forma, todos os que vivem sob obediência a Cristo padecerão de alguma forma neste mundo, mas podem ter a certeza, igual ao apóstolo Paulo, de viver seguro de que serão livres da condenação no juízo final.

    Este dia do juízo, que em algumas traduções está com D maiúsculo é o dia mais crucial em toda a nossa existência terrena e pós terrena. Nele será decretado a nossa sentença eterna, o nosso destino eterno. Por isso, este “Dia” deve ser a nossa principal preocupação.

    E o que podemos fazer para nos sairmos bem naquele Dia? A única coisa que podemos fazer é estarmos certos, convictos e seguros no poder de Cristo para nos guardar.

    Como diz o hino do Cantor Cristão 377 “Pois eu sei em quem crido, e estou bem certo que é poderoso, pra guardar o meu tesouro, até o dia final”.

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    Jesus Cristo: A âncora do Cristão

  • Jesus Cristo: A Âncora do Cristão

    Jesus Cristo: A Âncora do Cristão

    Jesus Cristo: A Âncora do Cristão. A alma do crente em Cristo está ancorada na esperança que vem do Senhor. Não há necessidade de mais nada e nem de ninguém.

    Jesus Cristo: A Âncora da Nossa Alma

    Para que serve uma âncora? A âncora é um objeto pesado que permite imobilizar um outro objeto flutuante. 

    Devido ao seu desenho com um circo no topo, um formato de cruz logo abaixo e, igualmente, duas pontas na parte final, dizem ter sido usado como símbolo da Santíssima Trindade. O circo no topo representa Deus-Pai, a cruz representa Deus-Filhos e as duas pontas abaixo, representa o Espírito Santo.

    O escritor aos Hebreus, na Bíblia, usa a âncora como símbolo de firmeza e segurança da esperança cristã (Hb 6.19).

    Talvez por isso a âncora tenha sido usada como símbolo por cristãos perseguidos, segundo narram alguns.

    No sentido figurado, a palavra pode ser aplicada para várias coisas, como, abrigo, proteção, apoio, etc. Nesse sentido, o casamento deve ter o sentido de uma âncora, isto é, apoio e segurança familiar. 

    Especialmente os cônjuges devem ser âncoras um para o outro, formando um lar que seja âncora para toda a família.

    Um Caso Específico

    Voltando ao escritor aos Hebreus, o escritor ensina que a igreja tem em Cristo a âncora segura e firme da alma. Não necessita de mais nada e nem de ninguém. Cristo é suficiente, pois é maior do que tudo que se possa apresentar em termos de religião ou solução para se chegar a Deus. Jesus entrou no santo lugar no céu.

    Isso foi escrito a uma igreja que sofria forte influência dos judaizantes, que exigiam obediência à Lei de Moisés e a todos  os demais ritos judaicos.

    Assim, os cristãos estavam correndo o risco de trocarem Cristo por Moisés, ou seja, o Senhor pelo servo; O sacerdócio eterno de Cristo pelo efêmero da Velha Aliança; O caminho novo e vivo pelo sacrifício de Cristo pelo velho caminho de sacrifício de animais; O sangue de Cristo pelo sangue de bodes. Que esperança haveria para eles? Qual seria o destino deles? 

    Assim, pela negligência, corriam o risco de deixar escapar por entre os dedos a salvação por causa da apostasia que ameaçava se tornar realidade.

    O escritor escreveu para persuadi-los a manterem posição diligente e perseverante em Cristo. 

    Ainda  hoje, vemos que as ações judaizantes ainda tem muita força. Muitos cultos cristãos estão contaminados de judaísmo com ritos, petrechos e mandingas judaicas. Isso revela um cristianismo sem identidade autêntica, sem firmeza. 

    Ao cobiçarem a prosperidade judaica, muitos herdaram também o destino deles. Segundo Jesus, em Mateus 8.11 e 21.31, por exemplo, publicanos, meretrizes e gentios entram na frente deles no Reino dos céus, enquanto eles seriam lançados nas trevas.

    Quem é verdadeiramente cristão, não precisa de mais nada e nem de ninguém. Já tem a âncora de sua alma.

    Leia o texto de Hebreus 6

    Presente de Deus para os homens

    Os Três Estágios da Salvação

  • O Presente de Deus aos Homens

    O Presente de Deus aos Homens

    O Presente de Deus aos Homens é Jesus Cristo. Mas, será que é este o sentido do Natal que celebramos? Onde está jesus em nossas festas?

    O Natal de Jesus É O Presente de Deus aos Homens

    O Presente de Deus aos Homens é Jesus Cristo. Em Jesus, temos todas as bênçãos de Deus, pois ele é nosso elo de ligação com o Pai.

    Mas, será que é este o sentido do Natal que celebramos? Onde está jesus em nossas festas? Vejamos como os homens o receberam quando ele nasceu.

    O nascimento de jesus foi marcado por agitações, assim como toda sua vida. Um decreto de Cesar Augusto ordenou que todos fossem alistados por família.

    Por causa disso, José teve de viajar com Maria grávida de Nazaré da Galileia para Belém da Judeia, pois era da família de Davi.

    O Evangelho de Lucas registra que não havia lugar nas hospedarias suficientes para todos. Provavelmente por causa do recenseamento, a cidade de Belém estava lotada.

    Então, o casal foi se hospedar num curral, “e teve ali o seu filho primogênito; envolveu-o em faixas e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem” (Lucas 2.7). Que nota triste! Ninguém deu a preferência a uma mulher grávida!

    O nascimento de um filho era considerado uma bênção, principalmente de um primogênito. Este seria o líder da família quando o pai, neste caso, José, partisse. A esse filho era destinado maior herança, e ele seria o gestor dos bens da família. Havia muita expectativa no nascimento de um primogênito.

    Entretanto, este Filho especial, por causa de sua missão, não teve um lugar digno para nascer. Ainda que fosse o Unigênito de Deus e primogênito de Maria. Ninguém deu a preferência que a mãe, naquele estado, carecia.

    Além disso, queriam matá-lo e, nesse empenho mataram a muitos meninos. Mas o menino Jesus escapou pela proteção e direção de Deus.

    Muitos diriam: Mas e os outros meninos: Por que Deus não os livrou também?

    Bem, não sabemos. Mas uma consideração é que os outros eram filhos de pecadores, e, como tais, destinados à morte (Sl 14; Rm 3).

    Outro ponto a considerar é que, aquele que foi protegido seria o Salvador do mundo, inclusive dos que foram mortos naquele horrível e lamentável quadro de maldade humana.

    Desde de seu nascimento muitos queriam matar o Senhor. Só conseguiram quando chegou o momento oportuno de Deus (Jo 13). E nesse caso, a morte é assim mesmo: só demora mais um pouquinho, mas sempre vem.

    Porém, os homens não podem mais matá-lo, pois morreu e ressuscitou para nunca mais morrer. Mas muitos continuam ainda recusando dar-lhe um lugar em suas vidas e em seus lares. Infelizes, não entendem que Jesus Cristo é presente de Deus para salvá-los da condenação eterna.

  • Como Encontrar A Verdadeira Paz

    Como Encontrar A Verdadeira Paz

    Como Encontrar A Verdadeira Paz em um mundo de guerras? Muitos buscam resposta sem conseguir resultado. Salmo 37.7 ensina o segredo que vai mudar sua vida.

    Como Encontrar A Verdadeira Paz Salmo 37.7

    Descansa no Senhor, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos.

    Meditando no Versículo Bíblico

    Este Salmo é cheio de conselhos para os crentes que tendem a invejar ou ficarem confusos sobre a prosperidade dos ímpios. Desde o verso 1º ele já começa aconselhando-nos a não invejarmos os malfeitores (ímpios, gente que não teme a Deus). Eles colherão o que estão plantando (v2).

    Muitas vezes lutamos em trabalhos e fadigas tentando prosperar ou mesmo, procurando ter um algo um pouco melhor para sobreviver, e não conseguimos.

    Ao olharmos a nossa volta, vemos gente que não respeita Deus vivendo tranquilamente; parece que nada de ruim lhes acontece. Então, ficamos confusos, porque a teologia da prosperidade nos ensina sempre que os crentes devem ser prósperos financeiramente, do tipo: “Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender.

    Mas a história não é bem essa. O ensino bíblico é bem diferente. O ensino das Escrituras é que temos de aprender a viver contentes com o que temos conseguido dignamente, porque essa é a vontade de Deus: que tenhamos uma vida digna de Cristo. E essa é a nossa maior riqueza. A riqueza da comunhão com o Senhor. Essa comunhão nos leva à glória eterna.

    Além disso, devemos observar o que diz o Salmo 1.5,6: Os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos, por que o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá.

    Na linguagem usada por Jesus em Marcos 8.36: “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”

    Assim, quando nos ocupamos invejando ou ficamos confusos com a prosperidade dos perversos, perdemos a fé na providência de Deus, perdemos a paz, e caímos da graça do Senhor. Se nós caímos da graça, nos encontraremos na desgraça do destino dos ímpios no juízo de Deus.

    Além disso, corremos o risco de nos lançarmos a práticas indignas de Cristo, perderemos a comunhão com o Espírito Santo, teremos ansiedades e depressões que nos levarão à derrota.

    A Derrota de Israel

    Israel falhou em buscar a paz de Deus ao olhar para a prosperidade dos ímpios e ficar desanimado ao ponto de desprezar a obra de Deus após o cativeiro babilônico. Isso aconteceu por volta de 397 a.C. Na época eles consideram inútil servir ao Senhor, e que a serviço de Deus era desprezível.

    Por essa razão, Deus anunciou a eles o dia do juízo, quando eles então verão a diferença entre o justo e o ímpio. Veja o capítulo 3, versículo 18: “Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve.

    Precisamos aprender com Jesus que disse: “Essas coisas vos tenho dito para que tenhas paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33).

    Então o segredo para uma vida de paz é vivermos em Jesus. Nele deve estar nossa mente e coração, e não nas coisas passageiras desta vida.

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    Leia o Salmo 37 completo: Aqui.

  • Moments

    Moments

    Moments – 13 de outubro 2024. Uma reflexão baseado numa experiência real, como um diário.

    Estou aqui, curtindo meu momento em boa companhia, especialmente, a companhia de Jesus Cristo, meu Salvador, junto ao meu habitat, a natureza.

    Ah! Sou grato a Deus por esses momentos. Eles são tão valiosos nesse mundo de guerras!

    Sou grato porque nenhuma bomba cai sobre nosso país, embora eu saiba que muitas guerras estão sendo travadas no campo moral, ideológico e espiritual.

    Entretanto, aqui estou, em paz com a natureza, comigo mesmo, e mais importante, com Deus, pela fé que tenho no Senhor Jesus, sentindo o vendo fresco, contemplando a luz…

    Sou grato pela chuva que demorou, mas veio revelando a fidelidade e bondade de Deus. Posso respirar melhor, sentindo a brisa fresca do amanhecer.

    Sei que esses momentos não são permanentes, não são eternos. Muitos momentos ruins já vieram e se foram. Outros certamente virão e passarão. Então, graças a Deus, os momentos ruins vêm e vão. Nada é para sempre neste mundo. Vivemos a tensão entre o bem e mal desde o início, e será assim até o fim. Até o último momento final.

    Meu Senhor, também viveu estes momentos desde antes de nascer, até o fim. Mas, o seu último momento marcou o início do momento eterno. Ele vive para sempre e jamais voltará a morrer.

    Eu O sigo, caminhando entre bons e maus momentos até o meu momento final quanto será, com Ele, meu momento eterno. Ele está me guiando para lá. Tenho certeza que chegarei seguro.

    Essa paz de hoje, talvez eu não a tenha amanhã. Por isso, deixe eu curtir esse meu momento de agora, como se fosse o meu momento eterno.

  • Tudo por amor 1 Co 16.14.

    Tudo por amor 1 Co 16.14.

    “Tudo por Amor” ou “Todas as vossas obras sejam feitas em amor” de 1 Co 16.14: Um mandamento simples, mas de muito valor para a vida cristã.

    Acordei domingo, 20 de outubro, fiz minha oração e como de costume fui preparar o café. Enquanto preparava, o verso acima me veio à mente, sem mais nem menos. Eu não estava procurando refletir sobre nada. Estava apenas preparando o café. E de repente: Façam tudo por amor.

    Assista Tudo por Amor no Youtube Clicando Aqui.

    Acontece que o referido verso não me saiu da mente o dia todo e alcançou a segunda-feira (hoje), e acho que não vai embora. Então, sinto que Deus quer me falar algo especial que eu devo aplicar às minhas ações.

    Refletindo sobre o texto bíblico, entendo que o sentido é que nossas ações, todas elas, devem ser feitas em, por e/ou com amor.

    Assim, todas as nossas obras só terão sentido ou valor se nós as fizermos com amor. Neste caso, o amor é como o tempero da comida. Uma comida sem sal ou sem o tempero adequado não tem gosto; não tem graça. Assim são todos os nossos trabalhos feitos no automático, mecanicamente, são sem gosto.

    Então, refleti: Como estou preparando este café da manhã: Com amor, por obrigação ou necessidade? Porque vou à igreja hoje? Com que motivação faço o que tenho feito todos os dias?

    Veja que o mandamento apostólico não exclui nada, ele diz: Tudo por amor. Isto quer dizer que não há uma só coisa que podemos fazer relaxadamente, sem amor. Ou seja, isto inclui todas as nossas expressões de vida, de serviço cristão, seja a Deus ou ao próximo. Como por exemplo, preparar o café da manhã.

    Tudo por amor combina com outros ensinos de Paulo ao Coríntios. Como exemplo, temos o tão lembrado, cantado e recitado capítulo 13. Só não sei este é tão obedecido e seguido o quanto é cantado. O Apóstolo conclui o capítulo treze no verso um do quatorze dizendo: “Segui o amor…”.

    Jesus também nos deu o mesmo mandamento e com o modelo a ser seguido: “Um novo mandamento dou a vocês: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros” (João 13.34).

    O amor ordenado aqui é ágape, que, como vemos, não é usado exclusivamente para o amor de Deus, embora seja usado preferencialmente neste sentido.

    É mais interessante notarmos o porquê da enfática exortação ao amor à igreja de Corinto. Trata-se de uma igreja marcada pelo partidarismo (Cap. 1) e por desarmonia no exercício dos dons espirituais (Cap. 12-14). Certamente isso provocava desigualdades (Cap. 11) e rixas na igreja, abalando a comunhão. Então, a exortação foi bastante pertinente.

    Neste caso, nada melhor do que tomar como modelo o maior exemplo de amor que rega e vincula a comunhão, dando unidade ao Corpo, que é o amor de Deus. Então, Paulo falou do amor como “o caminho mais excelente” (12.31).

    A versão ARC traduz amor por caridade. Talvez o tradutor quisesse expressar o serviço cristão. Mas, caridade nos lembra de fazer algo a quem tem alguma necessidade especifica: suprir alimento, saúde, dinheiro, etc.

    Entretanto, a palavra “tudo” nos faz ir além: fazer não só por quem precisa necessariamente, mas, tudo por todos.

    Assim sendo, a missão suprema que temos de nos dedicar com todo amor é fazer tudo em amor.

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