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  • Coisa Horrível na Igreja (1 Coríntios 5)

    Coisa Horrível na Igreja (1 Coríntios 5)

    1. O Problema e a Tolerância do Pecado na Igreja

    Que coisa horrível havia na Igreja de Corinto e que às vezes há nas igrejas de hoje e qual era a atitude da igreja contra esse mal?

    O problema que existia e era tolerado era a fornicação ou imoralidade. A palavra grega para essa imoralidade é porneia (de onde vêm os termos “pornô” e “pornografia”), que, dentro do contexto bíblico, significa quaisquer relações sexuais ilícitas.

    Havia na igreja um homem que se relacionava sexualmente com sua própria madrasta. Quer o pai estivesse vivo, morto ou fosse divorciado de tal mulher, essa não era uma prática aceitável nem pelo Velho Testamento (Lv 18:7,8; Am 2:7), nem pela própria Igreja (conforme determinação do Concílio de Jerusalém em At 15:20) e tampouco pela sociedade da época.

    A sociedade secular tratava tais práticas como incestus, adulterium (adultério) e stuprum (crime sexual ilícito). Isto fica explícito no texto bíblico quando Paulo afirma no versículo 1 que se tratava de algo “...que nem ainda entre os gentios se nomeia…”. Ou seja, era uma prática condenada pelo mundo, mas que a igreja — que deveria servir de modelo — simplesmente tolerava. Trágico! Isso a colocava em uma posição pior do que o próprio mundo em seus pecados.

    2. A Causa da Inércia: Orgulho e Soberba

    O pior é que a igreja encarava essa situação com naturalidade porque estava mergulhada em uma soberba e alta autoestima que a impedia de enxergar e corrigir a prática (v. 2). A soberba é pecado e, como todo pecado, cega o entendimento.

    O fato é que tal coisa horrível precisava de correção, mas os crentes pareciam não se importar. Eles estavam dominados por jactância, orgulho e vanglória; ao invés de lamentar o pecado no seu meio, estavam se orgulhando.

    Paulo os reprova severamente. Usando a analogia do fermento (igual ao da laranja podre), ele alerta: Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa? A tolerância com o erro resultaria em uma comunidade espiritualmente desvirtuada e podre.  

    A igreja deve oferecer um modelo para a sociedade perdida. Ela é diferente, formada por pessoas “santificadas em Cristo” e “chamadas santas” (1.1) — e a santidade pressupõe pureza. O pecado é sujeira, e Deus não se relaciona com a sujeira do pecado. Por isso fomos purificados pelo sangue de Cristo.

    3. A Decisão Disciplinar de Paulo

    Diante disso, o Apóstolo Paulo, mesmo ausente fisicamente, coloca-se como presidente da assembleia e decide o que deve ser feito. Invocando o nome de Jesus Cristo, ele chama a igreja à união espiritual com ele para que o faltoso:

    Seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus.” (v. 5)

    Esta é uma decisão dura, mas com finalidade nobre: a salvação no Dia do Senhor (ver 1:8; 3:13).

    Mas como alguém entregue a Satanás pode ser salvo? A ideia é que, ao ser colocado fora dos domínios e da proteção da Igreja (corpo de Cristo) e entregue ao domínio do maligno, o peso da excomunhão traria o arrependimento e a consequente cura da alma. Assim, a finalidade da disciplina é medicinal — tanto para o indivíduo quanto para a comunidade, visando amputar um membro doente para que não contamine os demais. Se alguém tiver um câncer no nariz e for necessário amputá-lo é melhor do que deixá-lo contaminar todo o corpo. 

    4. Limites da Comunhão e a Didática da Disciplina

    Nos versículos 9 a 11, Paulo ordena que a igreja não se “associe” com os imorais que estão dentro da comunidade. Evitar os de fora seria impossível, mas quanto àquele que se diz irmão, Paulo é categórico:

    “...se alguém, dizendo-se irmão, for fornicador, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.”

    Note que, para o Apóstolo, tais pessoas nem são, de fato, irmãos. O cristão não pode conviver passivamente com o pecado — nem com o seu, nem com o da irmandade.

    Uma reflexão sobre a aplicação da disciplina: Lembro-me de uma surra que meu pai me deu quando eu era criança. Apanhei tanto que fiquei caído por algum tempo, pensando: “O que foi que eu fiz?”. Nunca me esqueci daquilo. Demorei a entender exatamente o mal que tinha praticado para merecer tal agressão. Quando andamos sob a influência dos outros, coisas erradas parecem normais, e só fui entender o erro de fato quando já era adulto.

    Por isso, minha conclusão é que nenhuma disciplina deve ser aplicada sem uma conversa mansa, didática e pedagógica (Gl 6:1). A verdadeira “vara” da disciplina é a Palavra de Deus. O problema é que, às vezes, falta-nos maturidade e inteligência emocional para lidar com isso.

    5. Conclusão: Arrependimento e Restauração

    Apesar da dureza da medida tomada em Corinto, o método funcionou. Conforme vemos em 2 Coríntios 2:5-11 (assumindo que se trata da mesma pessoa repreendida), a disciplina provocou uma tristeza profunda no homem (2 Co 2:7), mas gerou o fruto desejado: arrependimento, perdão e reconciliação.

    Lembremo-nos de que Paulo tinha informações das questões disciplinares da Igreja através de cartas ou notícias dos que o visitavam, e que os fatos podiam ser controversos. Não havia redes sociais. 

    A disciplina bíblica, quando aplicada com o coração correto e a didática certa, não visa a destruição do pecador, mas a sua plena restauração e a pureza da Igreja em geral.

  • A Receita para a Vida Eterna

    A Receita para a Vida Eterna

    1 João 2:17: E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”

    Aqui está o contraste entre o que é efêmero e o que é eterno e, a receita para a vida eterna.

    O que é efêmero, passageiro? 

    É tudo o que há no mundo, no cosmos em seus vários sentidos: as coisas que existem no mundo, os bens do mundo, os prazeres do mundo e, principalmente neste contexto, as concupiscências da carne, dos olhos e a soberba da vida, exatamente o que mais as pessoas buscam. A busca por essas coisas é tão intensa que chega à ostentação. Não há mais pudor, pelo contrário, há orgulho de expor tudo que é vergonhoso.

    A palavra mundo aqui, então, tem o sentido de mundanismo que é a vida voltada para as coisas materiais, fúteis, efêmeras em contraste com a vida espiritual. É o mundo dos pecados comuns da natureza humana com seus vícios imorais e paixões carnais.

    Entretanto, tudo isso é passageiro, efêmero e, além do mais, a busca desenfreada dos desejos carnais, paixões impuras e imorais ofendem a Deus, pois ocupa o lugar de Deus, único que deve ser adorado acima de tudo e de todos. Por isso, João diz: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” – 1 João 2:15.

    Mateus 22:37-39: E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

    Aqueles que se entregam à cobiça, aos desejos imorais seguem os conselhos dos ímpios. Isso é o que o mundanismo promove. Mas como diz o Salmo 1.1,2: Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores e nem se assenta na roda dos escarnecedores, antes tem o seu prazer na lei do Senhor e na sua lei medita de dia e de noite.

    Qual a receita para a vida eterna?

    É dito que: E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. 1 Jo 2.17a

    Para viver eternamente é preciso fazer a vontade de Deus. Fazer a vontade de outra pessoa não é sempre bom, mesmo a outra pessoa sendo Deus, porque muitas vezes fere nossa própria vontade. Eu não posso fazer tudo que quero, não posso dizer tudo que penso, não tenho liberdade para pecar ofendendo a Deus. Mas para viver eternamente precisamos fazer a vontade, seguir os ensinos daquele que é, em essência, a vida: Jesus Cristo.

    Como é isto? Como viver para sempre se todo mundo está morrendo, inclusive os que creem nisso?

    Muitos questionam assim sem entender que a vida não se resume nesta vida terrena, mas há a vida espiritual. A vida continua depois desta vida aqui e vivê-la em seu pleno significado de paz e alegria significa prosseguir, depois daqui, em comunhão com Deus.

    Os discípulos de Jesus não entenderam isso até que viram o Cristo ressurreto. Antes, eles viram Jesus ressuscitar a filha de Jairo, o filho da viúva de Naim e Lázaro, mas só entenderam de fato, quando o próprio Cristo ressuscitou e apareceu para eles e conversaram e comeram juntos.

    Então eles entenderam que a morte não é o fim para quem crê em Jesus, mas sim, um novo começo glorioso, em eterna e perfeita comunhão com Deus. Por isso que eles não tinham mais medo, eles enfrentaram tudo e todos, sofreram com alegria porque viram que o destino deles seria o mesmo de seu Senhor: A vida Perfeita e gloriosa junto a Deus.

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  • Firmes na Fé, Avançando na Missão

    Firmes na Fé, Avançando na Missão

    Superando Desafios

    @prodivanvelasco

    Deuteronômio 31:8:

    O Senhor Deus irá na sua frente; ele mesmo estará com você e não o deixará, não o abandonará. Não se assuste, nem tenha medo (NTLH).

    Minha fala seguirá o seguinte esquema: A missão de Israel, depois a missão da igreja e as semelhanças e diferenças entre ambas. Por último, análise e aplicações para a igreja.

    O Contexto de Israel

    Moisés estava com 120 anos. Deus o impedira de entrar na terra prometida por causa do episódio em que Deus mandou ele falar rocha, mas ele bateu duas vezes na rocha (Nm 20.7-12). 1ª Lição: Obediência a Deus é tudo.

    Josué seria o próximo líder do povo na entrada e conquista de Canaã.

    Como líder, Josué iria à frente do povo. 2ª lição: Liderar é isso, ir na frente.

    Mas, à frente de Josué, assim como fora com Moisés, iria Deus, “O Senhor Deus irá na sua frente”, diz nosso texto base. 

    3ª lição: Deus era o líder supremo da missão, o que vai à frente de seu povo.

    Nessa conquista, mesmo sabendo que Deus estaria à frente, Israel tinha grandes desafios: Quais esses desafios?

    1 – Desafio externo: O povo de Canaã era numeroso, alto  e forte (Nm 13 e 14), dos 12 espiões enviados por Moisés, 10 temeram e desanimaram o povo. Só dois, Josué e Calebe encorajaram para levantar os ânimos do povo e a fé em Deus.

    2 – Desafio interno individual: O medo e o desânimo interno eram os piores desafios a vencer.

    O medo nos paralisa. Há casos de pessoas que não andam porque pensam que são aleijadas, quando na verdade, são sãs. 

    O povo de Israel avançou contra Canaã no tempo determinado por Deus para executar juízo sobre os cananitas. A missão de Israel era conquistar a terra e destruir todo o povo. Israel avançaria contra eles com a fé em Deus, coragem no coração e espada na mão.

    Hoje, entretanto, a missão da igreja também tem seus desafios, temos de avançar com a mesma fé em Deus, mas com a espada do Espírito que é a Palavra de Deus viva e eficaz, mais penetrante do que qualquer espadas de dois gumes (Hb 4.12) , a única que pode destruir fortalezas (2 Co 10.5) e levar todo pensamento cativo a Cristo.

    Qual a missão da igreja?

    Qual é a missão da Igreja? Qual a nossa missão? No final do século passado, discutiu-se muito sobre isso. Livros foram escritos para conscientizar a Igreja de sua missão. A tensão estava em determinar se a missão da igreja era: Evangelizar o mundo ou adorar a Deus. Eu tenho um amigo que diz que não temos de evangelizar o Brasil, mas reevangelizá-lo porque ele foi mal evangelizado.

    Mas qual é a missão da igreja? Evangelizar ou adorar a Deus?

    O que é evangelizar? Evangelizar é pregar o evangelho. Assim disse Jesus: 

    “Vão pelo mundo inteiro e anunciem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.”

    Marcos 16:15,16.

    Mas, notem que dentro dessa ordem está a expressão “quem crê e for batizado”. Isto quer dizer que devemos apresentar o evangelho para as pessoas de modo que elas creiam em Cristo, sejam batizadas e sejam perseverantes. Isto envolve outra versão desta ordem em Mt 28.18 a 20:

    Então Jesus chegou perto deles e disse: — Deus me deu todo o poder no céu e na terra.

    Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

    e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.”

    Então, evangelizar não significa apenas fazer as pessoas tornarem-se crentes de nome, mas seguidores de fato, obedientes aos ensinos de Cristo.

    Tal como Deus prometera estar com Moisés e com Josué no Velho Testamento, Jesus prometeu estar com a Igreja no Novo Testamento e ainda, nos deu o Espírito Santo para estar em nós para sempre. 

    Agora pergunto: Tem como separar a obediência a esta ordem de evangelizar o mundo da adoração a Deus? Não. Não tem. Por que, então, a discussão?

    Três motivos

    1 – Medo ou comodismo que vem conseguindo paralisar a igreja no cumprimento de sua missão. 

    Sempre foi um desafio falar de Jesus para as pessoas. Ouvia meu pastor falar das campanhas evangelísticas em São Paulo, Minas e Goiás, a cavalo. Quantas tocaias armadas fizeram para eles, templos destruídos, bancos é bíblias queimadas em praças no começo do século passado. Graças ao avanço deles contra toda oposição, hoje temos essa liberdade.

    Os desafios de hoje. O mundo quer e cria leis para nos obrigar aceitar doutrinas diabólicas e tudo o que a Bíblia condena. Nós dizemos que a Bíblia é a Palavra de Deus. Entretanto, temos medo de confrontar, porque isso nos trará lutas e perdas. Quanto tentaram calar os apóstolos, eles responderam: “Nós não podemos parar de falar do que temos visto e ouvido” (At 4.20) apesar das prisões e chicotadas. 

    Devemos prosseguir Firmes na Fé, Avançando na Missão e Superando o desafio do medo.

    2 – Crescimento do falso evangelho confundindo o verdadeiro.

    O falso evangelho é uma obra maligna que tenta confundir e enganar as pessoas e uma de suas estratégias é camuflar-se do verdadeiro evangelho. Parece evangelho, mas não é. Parece igreja, tem nome de igreja, mas não é. Fala de Deus, mas é do diabo.

    Devemos ser Firmes na Fé, Avançando na Missão e Superando este desafio através do real conhecimento da Palavra de Deus.

    3 – A Multiplicação da iniquidade.

    A multiplicação da iniquidade é uma profecia bíblica. Mas Jesus não mandou nos acomodar, fugir ou parar.

    Mateus 24:12,13:

    A maldade vai se espalhar tanto, que o amor de muitos esfriará; mas quem ficar firme até o fim será salvo”.

    Paulo disse a Timóteo que nos últimos dias viriam “tempos trabalhosos”, “tempos difíceis” em que as pessoas seriam sem amor e sem piedade (1Tm 3). Estamos vivendo esse tempo.

    Dentro desse contexto a ordem de Paulo a Timóteo foi:

    prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.” 2 Tm 4.2.

    Avançar sempre, retroceder jamais!

    Pode haver tensão entre evangelizar e adorar? 

    Não. As pessoas pensam que adorar é cantar músicas cristãs, orações fervorosas, nostalgia gospel, catarse espiritual onde o centro é o culto no templo. Aí cria-se muitos programas e eventos, decoração de ambientes internos, equipamentos etc. Tudo isso pode servir à adoração ou atrapalhá-la. 

    O que é adoração a Deus?

    Adoração é  render-se diante de Deus em obediência absoluta! Se não for assim, pode haver eventos cheios de emoções, alegrias e cheio de gente, mas não terá valor nenhum diante de Deus, nem será culto, mas sim, mais um evento religioso.

    E quando falamos em  obediência absoluta a Deus, falamos de evangelização porque Jesus nos deu esta ordem. Falamos também de discipulado que hoje é necessário dizer que é “intencional”, algo que é totalmente desnecessário para os que são verdadeiros adoradores, pois não se precisa  dizer isso para quem vive para Cristo. Tudo na vida de um verdadeiro adorador tem que ser intencional, ele quer ser como Cristo, e viver Cristo todo tempo e em tudo. Não pode haver cristão verdadeiro que não seja intencional em seus procedimentos.

    A igreja a que pertencia no Rio não tinha nenhum programa especial de discipulado a não  ser a Escola Bíblica Dominical e a União de Treinamento. Todas as igrejas Batistas tinham essas duas instituições. Mas eu me senti discipulado naturalmente. Só não melhorei muito por causa de mim mesmo.

    O discipulado acontecia enquanto nos reunimos, conversávamos e realizamos a obra de Deus, tudo naturalmente. Não pode haver cristianismo sem intenção de viver Cristo.

    Secularismo

    Todos esses desafios que apresentei têm seu carro chefe: O Secularismo. Vou resumir aqui porque o tema é vasto. O secularismo tem suas versões ao longo do tempo. Porque o secularismo é a tentativa de eliminar Deus, é proibir a crença em Cristo. O secularismo é anticristão e segue a didática do Anticristo. 

    O secularismo existe desde o começo, desde o Éden. O primeiro pregador do secularismo foi Satanás incorporado na serpente: 

    – Foi assim que Deus disse? Não é assim. Faço do jeito que eu mando e tudo vai ficar bem, você vai ficar melhor. Igual a Deus.

    Secularismo consiste em dizer que Deus está morto porque nós o matamos, como disse Friedrich Nietzsche. Entretanto, Nietzsche quis dizer com sua declaração: Deus está morto porque nós o matamos, o excluímos de nossas vidas seguindo conselhos malditos.

    E como matamos Deus? Com nossa desobediência aos ensinos de Cristo, quando resistimos ao Espírito Santo e o extinguimos de nossas vidas, então nós crucificamos de novo o Filho de Deus. 

    Paulo disse em 1 Ts 5.19 Não extingais o Espírito. O que quer dizer isso? Extinguir é apagar, acabar ou destruir por completo. Claro que isso não significa matar o Espírito de Deus, isso é impossível, pois Deus é imortal. Mas, significa excluí-lo de nossas vidas. Que vida cristã poderia haver sem o Espírito Santo? Nenhuma. Quando tentamos matar Deus, excluí-lo de nossas vidas, nós e quem morremos. 

    Pluralidade

    Um dos agentes poderosos do secularismo nos dias de hoje é a pluralidade de mercados, múltiplas ofertas. Você encontra várias marcas de um mesmo produto e todas prometendo ser a melhor. 

    Essa pluralidade de ofertas se expressa também em versões do cristianismo. Por isso que há múltiplas igrejas e denominações. Igrejas às vezes da mesma denominação, uma ao lado da outra. Isso passa uma mensagem para quem vê:

    Por que há tantas igrejas do mesmo segmento uma perto da outra? Eles não se entendem? São rivais? Estão competindo? Então, será que isso é de Deus?

    Além disso, nessa pluralidade de ofertas de igrejas encontram-se muitas que pensam que são igrejas, dizem que são igrejas, tem forma de igreja, mas não são de Cristo. Parece a Igreja de Laodicéia de Ap 3.14-22, Cristo estava de fora. 

    A nossa fé não está em lugares tidos como sagrados, mas em uma Pessoa: Cristo, e tão somente, Cristo.

    Há muito o que dizer sobre o secularismo, mas não há tempo. 

    A conclusão de tudo o que disse é simples. Para seguirmos “Firmes na Fé, Avançando na Missão e Superando Desafios”, precisamos ser verdadeiros adoradores, vivendo em obediência às ordens de Cristo e ao Espírito Santo. Não há outra receita para a vitória em nossa missão. Só pela nossa obediência é que Cristo irá à nossa frente destruindo as fortalezas da oposição. Isto não depende do pastor somente, mas da disposição interna de cada um de nós em  sermos como Josué e Calebe, cheios de coragem e fé, como Pedro e João, Paulo…

    Todos queremos a vitória de Cristo, mas sem viver em obediência a Cristo. Isso não é possível. Jesus disse: Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. (João 15:5).

    Você quer ter uma vida frutífera? Quer a partir de hoje consagrar-se mais a Cristo? Entregue-se em obediência a Ele.

  • Admoestação Paterna Espiritual

    Admoestação Paterna Espiritual

    Texto Base: 1 Coríntios 4.6-21 – @prodivanvelasco

    Nos versículos de 8 a 13, o apóstolo Paulo utiliza de uma forte ironia para confrontar a conduta arrogante dos crentes da igreja de Corinto. No entanto, essa ironia não nasce da soberba ou do desejo de rebaixá-los, mas sim do profundo anseio de admoestá-los. Como o próprio apóstolo esclarece no versículo 14, ele não escreve para envergonhá-los, mas para admoestá-los como “filhos amados”, visto que ele mesmo os gerou em Cristo Jesus por meio do evangelho (v. 15).

    O termo grego traduzido para admoestar é noutheteo (νουθετεω), cujo significado prático é repreender por um erro cometido ou criticar com amor. Essa palavra representa o dever de um pai que ensina seu filho, trazendo a ideia de uma disciplina que corrige sem provocar a ira (Ef 6.4).

    1. O Pai Espiritual vs. Os Preceptores em Cristo

    No versículo 15, Paulo introduz uma distinção importante ao usar a expressão “preceptores em Cristo”. A palavra grega utilizada aqui é paidagogos (παιδαγωγοσ), da qual deriva o nosso termo “pedagogia“.

    Na antiguidade, os pedagogos ou preceptores não eram os professores encarregados do ensino formal. Eles eram, na verdade, supervisores e mestres orientadores encarregados pelo pai para vigiar a criança e conduzi-la em segurança até a escola.

    A grande questão levantada por Paulo é: ainda que os coríntios tivessem milhares de preceptores ou supervisores, quem era o verdadeiro pai deles na fé e o real responsável por ensiná-los de fato? A resposta é clara: o pai espiritual era Paulo, a quem eles deveriam ouvir e obedecer. Embora a linguagem dos versos 8 a 13 possa parecer uma tentativa de humilhar, envergonhar ou zombar, a real intenção revelada nos versículos 14 a 16 é o amor de um pai que corrige os erros de seus filhos porque se importa com eles.

    2. O Espírito da Crítica Instrutiva

    Baseando-nos nos versículos 14 a 16, aprendemos como deve ser a nossa crítica e correção aos irmãos que estão em erro. Não devemos criticar para humilhar ou envergonhar, mas sim para ensinar.

    O espírito da nossa crítica instrutiva deve ser pautado pelo amor e pela humildade, oferecendo o nosso próprio exemplo em Cristo — princípio que se alinha com outras passagens bíblicas (1Co 11.1; Gl 6.1; Mt 18.15-35; Tg 5.16-20). O espírito de soberba na instrução provoca apenas demolição e divisão, enquanto a mansidão promove edificação e união.

    Como ferramenta pedagógica e prática para essa instrução, Paulo enviou-lhes Timóteo (v. 17). O apóstolo o apresenta como um “filho amado e fiel no Senhor”. Timóteo era o modelo perfeito a ser seguido, alguém que lembraria aos crentes de Corinto os caminhos de Paulo e o conteúdo de seu ensino em todas as igrejas de Cristo.

    Reflexão Prática:

    1. Será que somos recomendáveis a uma responsabilidade tão grande quanto a que Paulo encarregou a Timóteo?
    2. Podemos desafiar as pessoas a nos imitar assim como nós imitamos a Cristo? Afinal: Somos imitadores de Cristo?

    3. O Perigo do Orgulho Carnal

    No versículo 18 (assim como em 1Co 4.6, 5.2, 8.1 e 13.4), é mencionada uma característica notável e destrutiva em um dos grupos mais influentes da igreja de Corinto: eles eram orgulhosos, soberbos e “inchados”. O crente carnal se comporta como um pavão ou um boneco inflado pelo próprio orgulho e por vaidades humanas.

    Aproveitando-se da ausência física do apóstolo, esse grupo soberbo espalhava na igreja o boato de que Paulo não voltaria mais a Corinto, esbanjando arrogância em suas condutas (v. 18).

    4. Palavra versus Poder: O Confronto com a Soberba

    A resposta de Paulo aos soberbos é imediata e firme: ele afirma que iria visitá-los em breve, se assim for a vontade do Senhor (v. 19). Nessa resposta, vemos que Paulo não operava na mesma soberba de seus opositores; ele dependia totalmente de Deus e trabalhava sob a orientação do Senhor.

    Nos versículos 19 a 21, Paulo estabelece os termos de como enfrentará os orgulhosos, trazendo questionamentos profundos sobre a essência da vida cristã:

    • O que é mais fácil demonstrar: palavras eloquentes ou poder? Certamente, discursos vazios são mais fáceis, mas o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder. Paulo afirma que testará não o discurso dos soberbos, mas o poder deles, provocando um choque de realidade na arrogância daquela liderança.
    • O que é fundamental: fazer bons discursos ou viver sob o poder de Deus? O essencial é a vida no poder do Espírito. Enquanto as pessoas muitas vezes se impressionam com bons discursos, o que elas necessitam mesmo é de bons testemunhos. E Deus, acima de tudo, prefere o testemunho fiel e frutífero.

    Por fim, Paulo coloca os coríntios diante de uma escolha clara, oferecendo duas opções de como poderia visitá-los: com vara ou com amor e espírito de mansidão (v. 21). A expressão “com vara” significa uma visita de repreensão severa e punição apostólica. Caberia aos próprios crentes de Corinto decidir, através de suas posturas, como o seu pai espiritual deveria chegar até eles.

  • A Salvação de um Criminoso: Lições de um Arrependimento de Última Hora

    A Salvação de um Criminoso: Lições de um Arrependimento de Última Hora

    A cena no Calvário é uma das mais dramáticas da história. No centro, o Salvador do mundo; aos lados, dois homens que representam as duas reações possíveis diante de Cristo. Ambos estavam à beira da morte, ambos eram culpados perante a lei, mas apenas um recebeu a salvadora promessa da vida eterna.

    O que diferenciou um criminoso do outro? É o mesmo que diferencia um pecador do outro.O texto de Lucas 23:39-43 nos revela cinco atitudes fundamentais que abriram as portas do paraíso para aquele homem.

    1. O Zelo pela Santidade (Reprovação do Mal)

    Enquanto o primeiro criminoso usava suas últimas forças para insultar Jesus, o segundo não ficou calado. Ele reprovou a atitude do companheiro (v. 39-40). A salvação começa quando paramos de concordar com o erro e passamos a temer a Deus. Ele entendeu que não se deve brincar com o sagrado, especialmente diante da eternidade. Todos nós estamos sempre e em todo momento a um passo do nosso destino eterno, só que raramente pensamos nisso.Há uma conclusão lógica que sempre ouvimos: Para morrer, basta estar vivo.

    2. O Reconhecimento da Própria Culpa

    “Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam” (v. 41a).

    Não existe salvação sem confissão. Aquele homem não deu desculpas, não culpou a sociedade ou o sistema. Ele reconheceu sua própria culpa. Ele admitiu que estava ali por seus próprios erros, um passo essencial para quem deseja a misericórdia divina. “Arrependei-vos e crede no evangelho” Disse Jesus (Mc 1.15b).

    3. O Testemunho da Inocência de Jesus

    Mesmo em meio à dor, ele teve clareza espiritual para enxergar quem Jesus era: “Mas este nenhum mal fez” (v. 41b). Ele deu testemunho da perfeição de Cristo. Enquanto a maioria zombava do Cristo padecendo, aquele homem declarou a santidade do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).

    4. A Súplica pela Salvação

    Ele não pediu para ser retirado da cruz; ele pediu para ser lembrado no Reino. Ao dizer “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino” (v. 42), ele suplicou por salvação. Ele reconheceu que Jesus tinha autoridade sobre a vida e a morte, e que o socorro de que ele precisava era espiritual, não apenas físico.

    5. A Fé na Vida Eterna

    A petição do criminoso revelou algo profundo: sua crença na vida eterna com Jesus. Mesmo vendo um Cristo ensanguentado e prestes a morrer, ele creu que Jesus era o Rei e que a morte não seria o fim. Ele olhou além da cruz e enxergou a eternidade. A dor não o impediu de ver o poder de Deus em Cristo.

    Conclusão: O “Hoje” de Deus

    Você pode estar se perguntando: quanto tempo demora para Deus perdoar um passado de erros? A resposta de Jesus é desconcertante em sua rapidez e amor: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. Em verdade pode ser entendido como: Tenha toda a certeza!

    A salvação não foi fruto de anos de boas obras ou de rituais religiosos, mas de um coração arrependido que se entregou a Cristo. Para aquele homem, o tempo de espera foi nenhum. A salvação foi imediata. O mesmo Jesus que salvou o criminoso na cruz está pronto para ouvir a sua oração hoje.

    Nunca é tarde demais para se arrepender, mas é urgente demais para deixar para depois.

  • As Bases para A Firmeza da Fé Cristã Lucas 1.1-4

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã Lucas 1.1-4

    Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, Segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram ministros da palavra, Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio; Para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado.

    O Evangelho de Lucas e o Livro de Atos foram endereçados à mesma pessoa (Lc 1.3 com At 1.1). Atos 1.1 se refere ao Evangelho de Lucas chamando-o de “primeiro tratado”. Atos 1 parece continuar onde Lucas 24.44-53 termina:

    • Promessa do Consolador (49)
    • Ascensão (50-53)

    Lucas foi companheiro de viagem de Paulo (2 Timóteo 4.11). Era mencionado como “médico amado” (Cl 4.14).

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    Lucas fez um levantamento histórico até Atos 15, mas também testemunhou os fatos como vemos em Atos 16.10-17; 20.5-15; 21.1-18; 27.1-28.16.

    Dos amigos de viagem de Paulo, Lucas é o único com habilidades para escrever na linguagem e estilo apresentados nesses escritos, conforme os estudiosos.

    Teófilo: “Amigo de Deus” é o destinatário.

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã 

    1 – Precisa de Ser Sólida (2,3).

    Por isso Lucas buscou informações dessas bases com os:

    1. “Que os presenciaram desde o princípio” – Esses eram os transmissores originais.

    Buscar a originalidade dos fatos para entregar com fidelidade a mensagem original.

    1. Que foram “ministros da palavra”, os nomeados pessoalmente por Cristo. 

    A Igreja cristã verdadeira, apoia-se sobre o testemunho apóstolico que forma o Novo Testamento.

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã 

    2 – Precisa Ser Transmitida Didaticamente Disposta (3).

    Isso contribui para:

    1. Respeito à inteligência dos discípulos. O  ensino desorganizado menospreza a inteligência dos discípulos.
    2. Previne contra heresias. Exemplo: A Demora da vinda do Senhor como em 2 Pedro 3:3-7: ³ Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências,⁴ E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. ⁵ Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. ⁶ Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio, ⁷ Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios. 
    1. Evita Dúvidas e promove a “plena certeza” (4). Se há alguma coisa na vida que a gente precisa ter inteira certeza é com respeito aos ensinos de Cristo. Por isso, Lucas fez uma:

    Descrição ordenada dos fatos.

    Hoje: Máximo com mínimo de tempo. 

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã 

    3 – Precisa de ministros dedicados.

    Lucas se empenhou em:

    1. Informar-se minuciosamente –  “havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio
    2. Transmitir ordenadamente – “Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem”.

    O Ensino Cristão Exige Trabalho e Dedicação

    O objetivo do ensino da fé cristã:

    Lucas escreveu para que Teófilo, um crente novo, tivesse plena certeza de sua fé cristã. informações erradas (que são muitas) levam a dúvidas. 

    Hoje somos bombardeados de informações errôneas sobre Jesus, Deus, Espírito Santo e Igreja. Precisamos de um ensino de base cristã sólida, disposta didaticamente, por pregadores e professores dedicados.

    Romanos 12:7:

    Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino.

    Leia também:

    HOMEM: UM SER ESPECIAL (ESBOÇO).

    A IGREJA APROVADA: PÉRGAMO 2

    @prodivanvelasco

  • O CHAMADO DE ROMANOS 12 NA ERA DIGITAL

    O CHAMADO DE ROMANOS 12 NA ERA DIGITAL

    Como viver os princípios bíblicos num mundo que deseja possuir nossa vida, nossa atenção, nossos bens e talentos? A criação de muitas tecnologias supostamente para nos equipar com qualidade de vida, está, na verdade, roubando-nos, possuindo-nos, colocando-nos de joelhos em sua adoração. Isso tem um nome na Bíblia: idolatria. 

    Então, quero apresentar um guia para vivermos os princípios bíblicos e usarei como reflexão Romanos 12. Vamos explorar problemas e soluções para que este capítulo bíblico nos chama à resposta prática.

    Imagem de Emmerich Jörg Herrich por Pixabay

    O primeiro chamado é o da Renovação Mental: Livrando-se das Amarras Cotidianas.

    Umas das amarras cotidianas que temos de enfrentar em nossos dias é tempo gasto com mídias sociais. Por toda parte as pessoas estão olhando constantemente suas mídias. Estão ocupados 100% com elas. Descuidam dos filhos, dos cônjuges, nos afazeres domésticos, do trabalho, de tudo. E onde fica Deus em nossa agenda diária? E o zelo espiritual, onde vai parar?

    Verdade que há muito aprendizado bíblico online, cultos, grupos de compartilhamentos e notícias rápidas. Ótimo! Excelente! Mas há também muita perversão. Além disso, deparamo-nos com outro problema: muitos conteúdos elaborados por inteligência artificial para atender a uma demanda de produção cada vez mais crescente e que foge à capacidade de resposta humana. Então tudo é IA: a pregação, a voz da pregação, o louvor e todo o culto.

    Entretanto o chamado de Romanos 12 é para apresentarmos a Deus os nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional. Isto envolve nossa presença física tanto quanto emocional, espiritual e intelectual. Envolvimento e interação pessoal com nossa comunidade.

    Então precisamos criar limites e hábitos intencionais para cultivar uma mentalidade voltada para o propósito divino, e não para a rolagem interminável de telas.

    O chamado do versículo 2 de Romanos 12 é diretamente desafiador. Ele nos desafia a não nos deixarmos tomar a forma do mundo, mas sim, nos permitir sermos transformados pela renovação de nosso entendimento para experimentarmos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus

    Amor Autêntico: Navegando num mundo polarizado com empatia. 

    Mencionei acima a interação pessoal com a comunidade. Pois bem, os versículos seguintes nos desafiam exatamente a isso. Notem que o versículo 3 nos chama a uma visão humilde e verdadeira de nós mesmos; nos versículos 4-5 o chamado bíblico nos conscientiza de que somos parte do corpo de Cristo que é composto por vários membros diferentes, mas cada um tendo sua justa operação, interligados uns dos outros.

    Então, embora haja diferentes dons: profecia, ensino, ministério, exortação, misericórdia… tudo deve ser feito com a medida da fé que cada um recebeu e com alegria.

    O resultado disso é o amor prático. E esta é a ênfase nos versos seguintes: O amor. Amor que nutre os relacionamentos internos e externos da comunidade de fé. Veja os conselhos: 

    ⁹ – O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem.

    1 0 – Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.

    ¹¹ – Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;

    ¹² – Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;

    ¹³ – Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade;

    ¹⁴ – Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis.

    ¹⁵ – Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram;

    ¹⁶ – Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos;

    ¹⁷ – A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens.

    ¹⁸ – Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.

    ¹⁹ – Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.

    ²⁰ – Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.

    2 1 – Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. 

    Assim, o culto diferentemente do antigo testamento que se baseava em sacrifício de animais mortos para expiar pecados, agora, o sacrifício é através de vidas dedicadas a Deus, baseados no único e eterno sacrifício de Cristo, exercendo dons para a Glória de Deus: Cada Um Com Sua Contribuição Única e pessoal.

    Você é chamado(a) para prestar culto assim a Deus e, só assim, experimentará “a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. Romanos 12:2.

    Assista ao vídeo no meu canal no Youtube clicando aqui.

    Leia também:

    Duas Melhores Atitudes Em Tempos de Difíceis

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