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A cena no Calvário é uma das mais dramáticas da história. No centro, o Salvador do mundo; aos lados, dois homens que representam as duas reações possíveis diante de Cristo. Ambos estavam à beira da morte, ambos eram culpados perante a lei, mas apenas um recebeu a salvadora promessa da vida eterna.
O que diferenciou um criminoso do outro? É o mesmo que diferencia um pecador do outro.O texto de Lucas 23:39-43 nos revela cinco atitudes fundamentais que abriram as portas do paraíso para aquele homem.
1. O Zelo pela Santidade (Reprovação do Mal)
Enquanto o primeiro criminoso usava suas últimas forças para insultar Jesus, o segundo não ficou calado. Ele reprovou a atitude do companheiro (v. 39-40). A salvação começa quando paramos de concordar com o erro e passamos a temer a Deus. Ele entendeu que não se deve brincar com o sagrado, especialmente diante da eternidade. Todos nós estamos sempre e em todo momento a um passo do nosso destino eterno, só que raramente pensamos nisso.Há uma conclusão lógica que sempre ouvimos: Para morrer, basta estar vivo.
2. O Reconhecimento da Própria Culpa
“Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam” (v. 41a).
Não existe salvação sem confissão. Aquele homem não deu desculpas, não culpou a sociedade ou o sistema. Ele reconheceu sua própria culpa. Ele admitiu que estava ali por seus próprios erros, um passo essencial para quem deseja a misericórdia divina. “Arrependei-vos e crede no evangelho” Disse Jesus (Mc 1.15b).
3. O Testemunho da Inocência de Jesus
Mesmo em meio à dor, ele teve clareza espiritual para enxergar quem Jesus era: “Mas este nenhum mal fez” (v. 41b). Ele deu testemunho da perfeição de Cristo. Enquanto a maioria zombava do Cristo padecendo, aquele homem declarou a santidade do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).
4. A Súplica pela Salvação
Ele não pediu para ser retirado da cruz; ele pediu para ser lembrado no Reino. Ao dizer “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino” (v. 42), ele suplicou por salvação. Ele reconheceu que Jesus tinha autoridade sobre a vida e a morte, e que o socorro de que ele precisava era espiritual, não apenas físico.
5. A Fé na Vida Eterna
A petição do criminoso revelou algo profundo: sua crença na vida eterna com Jesus. Mesmo vendo um Cristo ensanguentado e prestes a morrer, ele creu que Jesus era o Rei e que a morte não seria o fim. Ele olhou além da cruz e enxergou a eternidade. A dor não o impediu de ver o poder de Deus em Cristo.
Conclusão: O “Hoje” de Deus
Você pode estar se perguntando: quanto tempo demora para Deus perdoar um passado de erros? A resposta de Jesus é desconcertante em sua rapidez e amor: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. Em verdade pode ser entendido como: Tenha toda a certeza!
A salvação não foi fruto de anos de boas obras ou de rituais religiosos, mas de um coração arrependido que se entregou a Cristo. Para aquele homem, o tempo de espera foi nenhum. A salvação foi imediata. O mesmo Jesus que salvou o criminoso na cruz está pronto para ouvir a sua oração hoje.
Nunca é tarde demais para se arrepender, mas é urgente demais para deixar para depois.
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