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  • Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi

    Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi

    Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi. É assim que Jesus se apresenta em Apocalipse 3.7-13, na sexta carta à Igreja de Filadélfia. Mas, qual o significado dessa declaração?

    “Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi” Três Mensagens

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    Jesus É Essencialmente Santo

    Em primeiro lugar, a palavra “Santo” aqui deve ser tomado no seu sentido real absoluto. Isto é, Jesus não é Santo porque foi santificado e nem beatificado por religião ou personalidades humanas quaisquer. Ele é Santo porque este é seu atributo moral. A santidade é intrínseca de Jesus, porque Ele é Deus.

    Então, Santo aqui tem o sentido próprio absoluto. A santidade é da natureza de Deus. É integrante de seu caráter. E Jesus é Santo.

    Jesus É Essencialmente Verdadeiro

    Além de Santo, Jesus é, também, Verdadeiro. De fato, Ele já havia declaro ser a verdade (Jo 14.6). E aqui mais uma vez quando o sentido é também absoluto. Jesus é a verdade no sentido mais iluminado, mais elevado, algo que foge ao entendimento da mente mais brilhante do mundo.

    Notamos, também, que o fato de Jesus ser verdadeiro, Ele está em contraste com os mentirosos e com o anticristo ou falso cristo. Por isso, Jesus diz que fará os falsos e mentirosos prostrarem-se diante da igreja e reconhecer que “Eu te amei” – Diz Ele (9).

    Daí, quem anda na fé em Jesus Cristo, anda na verdade. Quem não anda na fé em Jesus, anda na mentira. Simples assim.

    Pelo menos três vezes no livro Jesus é o Verdadeiro (3.7; 6.10; 19.11). Lembrando que Apocalipse usa linguagem simbólica e três significa PERFEIÇÃO DIVINA.

    Jesus É Rei Legítimo

    Aqui, então, esta legitimidade está na chave de Davi. Vejamos o significado da chave de Davi. O que é isto?

    Em Isaías 22.21 e 22 está escrito uma profecia sobre o Messias:

    E vesti-lo-ei da tua túnica, e cingi-lo-ei com o teu cinto, e entregarei nas suas mãos o teu domínio, e será como pai para os moradores de Jerusalém, e para a casa de Judá.

    E porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro, e abrirá, e ninguém fechará; e fechará, e ninguém abrirá.”

    Esta promessa foi feita para Eliaquim que substituiu Sebna, o administrador presunçoso que quis ter um túmulo de rei. Por isso, Deus o destituiu e elevou Eliaquim a administrador, e lhe prometeu autoridade real.

    Jesus tomou estas palavras para Si, pois lhe são próprias. Ele é o rei descendente de Davi, por isso, com a chave de Davi.

    Esta promessa de Deus a Eliaquim está relacionada com o que prometeu, também, a Davi em 2 Sm 7.12-16, de nunca lhe faltar sucessor no trono de Israel.

    Assim sendo, “a chave de Davi” significa autoridade real, identidade real, poder real, e, legitimidade para reinar. O poder está nas mãos de Cristo (Is 9.6).

    Isto quer dizer que Jesus, e tão somente Jesus, tem o poder e autoridade legítimo para abrir a porta do céu ou fechá-la para quem Ele quiser. Não é Pedro. Não é igreja nenhuma. Nenhuma doutrina ou ciência. Não é judaísmo. “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra”, disse Jesus (Mt 28.18). Daí, quem quiser entrar no céu tem de crer somente, e tão somente, em Jesus.

    Por isso, Jesus diz à igreja que pôs diante dela uma porta aberta que ninguém pode fechar. Ele disse que a igreja tinha pouca força, mas guardou a palavra dele (8).

    Pode ser um pequenino grupo de pessoas, mas se reunido em Cristo, está sendo assistido por Ele e recebe as garantias de salvação oferecidas por Ele.

    Então, estes que creem terão o nome de Deus, que significa possessão, propriedade particular de Deus, e estarão no santuário de Deus no céu (12).

    Os crentes também terão sobre eles “o nome da cidade do meu Deus”, disse Jesus (12). Isto significa cidadania celestial, da “nova Jerusalém que desce do céu vinda de Deus” .

    Quando isto se cumprir, então se cumprirá também a oração ensinada por Jesus; “Venha o teu reino e seja feita tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10).

    E assim os crentes no novo reino terão o novo nome de Jesus Cristo de Jesus. O novo nome indica selo de propriedade exclusiva de Jesus, como também, a nova identidade dos salvos na glória eterna.

    Leia também: Israel Corrupção Moral e Espiritual

  • Carta A Igreja de Éfeso Estudo

    Carta A Igreja de Éfeso Estudo

    Carta A Igreja de Éfeso Estudo em Apocalipse: Advertências, elogios e exortações do Senhor Jesus.

    Estudaremos as sete cartas às igrejas da Ásia. A primeira igreja é a de Éfeso. Nós veremos os elogios, as advertências e a exortação do Senhor a essas igrejas, e as lições aplicáveis a nós (Ap 2.1-8).

    Abra sua Bíblia em Apocalipse, e leia o capítulo 2.1-8. Quais são as lições desse texto? Eu começo apresentando a igreja de Éfeso, isto é, quem eram os destinatários desta carta? Veja um resumo.

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    Carta A Igreja de Éfeso Estudo em Apocalipse – A Cidade de Éfeso.

    Primeiramente precisamos conhecer a cidade de Éfeso e algumas informações dessa cidade, para entendermos os desafios que a igreja enfrentava ali.

    Serei breve porque os desafios, que é o ponto ao qual quero chegar, já são mencionados pelo Senhor na Carta.

    A cidade de Éfeso ficava situada na “costa ocidental da Ásia Menor, na embocadura do rio Caister, entre Mileto ao sul e Esmirna ao norte” (J. D. Davis).

    A cidade tinha um templo enorme que era uma das sete maravilhas do mundo antigo, dedicado ao culto à deusa Diana ou Artêmis.

    Havia nesta cidade pessoas como Demétrios, que viviam da fabricação de nichos de culto à deusa.

    Tal trabalho ficou prejudicado pela pregação de Paulo, o apóstolo (At 19.1-14).

    Prosperidade de Éfeso.

    Efeso era uma cidade próspera por causa do templo a Diana ao qual concorriam muitos adoradores, e por ser rota comercial marítima.

    O Apóstolo João teria passado seus últimos dias em Éfeso, segundo uma tradição, apontada por Davis.

    Ali, aconteceu o terceiro concílio geral da igreja (431 d.C.) que afirmou o dogma na Pessoa Divina de Cristo Jesus: duas naturezas em uma Pessoa.

    Paulo teve duro combate nessa cidade em defesa do Evangelho de Cristo (1 Co 15.32).

    Agora já temos noção do que ameaçava a saúde espiritual dos cristãos daquela cidade.

    Tudo piorou agora com a imposição do culto ao Imperador, que queria ser adorado como Deus. Ele não aceitava que qualquer cidadão do Império tivesse outro Senhor. Mas para os cristãos, só Jesus Cristo é o Senhor.

    Com essas breves informações em mente, podemos caminhar no nosso estudo da Carta à Igreja de Éfeso.

    Carta A Igreja de Éfeso Estudo em Apocalipse: Advertências, elogios e exortações do Senhor Jesus.

    No verso 1, João recebe ordem para escrever ao anjo da Igreja. O anjo, como já mencionado em estudos anteriores, refere-se ao pastor da Igreja, responsável por entregar a mensagem e os ensinos do Senhor.

    João recebeu ordem para escrever tão somente a palavra do Senhor: “Estas coisas, diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros” (Ap 2.1).

    Voltando 1.20, vimos que Jesus deu a interpretação dessas figuras. As sete estrelas são os pastores ou anjos das sete igrejas.

    Os sete candeeiros são as sete Igrejas. Jesus tem em sua mão direita, isto é, em sua mão principal, os pastores.

    Ele tem controle sobre eles para fazer o que quiser. Ele é Senhor; é dono deles.

    O Senhor anda no meio das sete Igrejas. Isto indica sua presença em seu corpo (Ef 5.23). Sua onisciência, seu cuidado pastoral e seu zelo para com suas Igrejas não faltam.

    Por isso o verso 2 diz: “Conheço as tuas obras…”. Jesus reconhece as boas obras da Igreja: sua perseverança, seu zelo doutrinário. Os versos 2,3 e 6 são para elogiar.

    Disciplina.

    Jesus ordena e aprova a disciplina corretiva na igreja, e a ordena. Ele elogia a igreja por ter colocado à prova os falsos apóstolos (v. 6).

    Há pontos semelhantes entre a Igreja e seu Senhor: ambos odeiam as obras dos nicolaítas.

    Os nicolaítas são mencionados somente no Apocalipse. A ação deles atingia as igrejas de Éfeso e a de Pérgamo (2.6, 15).

    Suas ações são apontadas em 2.14. Eles ensinavam ao povo comer coisas sacrificadas aos ídolos e a praticar imoralidades.

    Notem que estes tinham lugar e cadeira de ensino na igreja. Tinham confiança da igreja e estavam usando desta para perverter os irmãos. O nome disso é traição.

    Carta À Igreja de Éfeso: Advertências.

    Mas há também as advertências, introduzidas por “Porém…” (v. 4,5). Aqui está o zelo do Senhor chamando a igreja ao primeiro amor.

    Alguém poderia questionar: Mas essa Igreja demonstrava muito amor com seu zelo doutrinário e suas boas obras. Que amor é esse que Jesus disse que estava esquecido?

    O verbo conhecer aqui, segundo estudiosos da língua grega, significa mais do que conhecimento superficial. Indica conhecimento das intenções mais profundas.

    Veja que Jesus é Deus. Ele é onisciente. Somos totalmente conhecidos por Ele.

    O primeiro amor pode ser entendido como o fervor inicial de um coração cheio de gratidão pela libertação e pelo perdão dos pecados.

    No início nós temos uma sintonia mais sentimental com o Senhor, e à medida que vamos entendendo o que Ele fez por nós esse sentimento tende a aumentar.

    Porém, em contexto de combate a heresias e zelo disciplinar, a tendência é ficarmos mais racionais e pouco emocionais. Transformamo-nos em políticos para afirmarmos nossas convicções engessadas.

    Rompe-se, então, o elo saudável entre razão e emoção. Aquele fervor cheio de gratidão vai desaparecendo, e começamos a agir sem refletir nos porquês. Nossas ações vão ficando mais mecânicas.

    Precisamos apresentar a Deus um culto racional (Rm 12.1). Também não podemos nos conformar com este mundo.

    Isto, nos coloca numa situação de guerra contra o pecado. Mas não podemos perder o contato amoroso e grato para com nosso Deus.

    Jesus lutou o bom combate, mas sempre teve o seu momento especial com Deus em oração (Lc 6.12).

    A melhor parte é contemplarmos ao nosso Senhor mais do que tentar servi-lo.

    Marta sempre servia (Lc 10.41; Jo 12.2). Maria sempre adorava (Lc 10.41,42). Jesus elogiou esta, e criticou aquela.

    A igreja de Éfeso parece que partiu para guerra sem a arma mais necessária: o amor. Sem amor é tudo em vão (1 Cor 13).

    Chamado ao Arrependimento

    Prosseguindo na advertência ao pastor, Jesus chama ao arrependimento (v.5). Veja as ações ordenadas:

    • Lembra-te de onde caíste.
    • Arrepende-te e:
    • Volta à prática das primeiras obras. Este é o chamado à conversão.

    Ele não é único e estacionário. Muitos pensam que um dia tomaram a decisão de declarar a Jesus como Senhor, e tudo se resume nisso.

    Mas aqui está o chamado de Cristo para a conversão constante. Precisamos voltar a Deus todos os dias.

    Por fim, vem a advertência coletiva para a Igreja. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas” (v. 7).

    Destaco duas coisas aqui: Dois Ensinos 1 – A carta é endereçada por Cristo, mas quem está falando neste verso é o Espírito Santo.

    É Ele que tem a dizer algo para a Igreja. Ele é o Consolador e Ensinador (Jo 14.26; 16.8-15; Lc 12.12).

    O Espírito Santo é Pessoa Divina. Ele fala, ensina e consola. A advertência dele se une à de Cristo. Não há conflito entre suas ações e Pessoas, mas união perfeita e indivisível, diferentemente do homem (Gn 2.24 com Cap. 3).

    Vemos aqui a ação do Espírito quando o Evangelho é pregado: chama o homem à conversão e exorta-o ao amor. Sua ação consoladora não falta na igreja.

    Devemos glorificar a Deus por Cristo, sua obra, e pelo Espírito Consolador. Estes estão trabalhando para nossa conversão, nossa volta constante a Deus.

    Chamado Universal na Carta A Igreja de Éfeso Estudo em Apocalipse

    2 – Observe o plural “igrejas”. As ordens, elogios, exortações e promessas não eram apenas para a Igreja de Éfeso, mas para todas que pudessem existir naquela cidade, e para todas as outras seis da Ásia, e em todos os lugares, e em todos os tempos.

    Isto nos inclui dentro destes ensinos e promessas. Aqui há uma promessa: comer da árvore da vida.

    A árvore da vida foi proibida a Adão depois do pecado para que ele e sua descendência não se perpetuassem no pecado.

    Agora, O Senhor promete dar de comer dela no paraíso de Deus àquele que vencer em perseverança e amor.

    Leia também: QUEM CONTROLA SUA HISTÓRIA?

  • IGREJA PERSEGUIDA ONTEM E HOJE

    IGREJA PERSEGUIDA ONTEM E HOJE

    IGREJA PERSEGUIDA ONTEM E HOJE, realidade perto do fim. A perseguição aos cristãos continua. Porém, Jesus por Carta à Igreja de Esmirna exorta à firmeza

    IGREJA PERSEGUIDA ONTEM E HOJE CONSIDERAÇÕES

    Conforme o estilo de carta, o remetente comunica algo ao destinatário ou destinatários, que eram as igrejas cristãs da época, as sete igrejas da Ásia.

    Neste caso, é uma comunicação unilateral. Isto é, o remetente comunica sua vontade, suas leis, mandamentos, observações, etc. Então, os destinatários só tem de acatar o conteúdo. Não cabe recusa.

    Assim, Jesus enviou instruções específicas e personalizadas por meio de cartas. Cada igreja recebeu as orientações conforme suas necessidades.

    Não adiantaria a igreja contra argumentar com o céu, quer fosse por correspondências escritas ou por oração, pois o Remetente é o glorioso Senhor, o qual João, ao vê-lo, caiu por terra (1.17). O Senhor manda; o servo obedece. É Ele que sabe o que convém a sua igreja.

    Também não caberia argumento porque esse Senhor se apresenta declarando que é “o primeiro e o último” (2,8). Ele se identifica com o Personagem de 1.8, que é Deus Pai, “O Alfa e o Ômega”. Certamente nossa vida está em boas mãos.

    Carta à igreja de Esmirna: Um Exemplo a Seguir.

    Imagem de Nino Souza Nino por Pixabay

    Quanto surgimento da Igreja, não se sabe como ela se formou, mas o que temos dela aqui é suficiente para conhecermos seu valor no evangelho.

    Os opositores da igreja até hoje ainda não se deram conta de que nada pode parar a igreja do Senhor Jesus. A igreja nasceu, cresceu, debaixo de perseguições, e continua avançando a pesar das perseguições. Ela parece caminhar melhor e ser mais através das perseguições.

    Lendo os Evangelhos e o Livro de Atos dos Apóstolos, eu penso que as perseguições funcionam como fortificantes para fazer a igreja avançar com mais força.

    Ainda hoje, há muitas igrejas perseguidas por todo mundo. Mas estas continuam avançando. Por que isto? De onde vem o poder para tal proeza?

    Uma das fontes de respostas a estas perguntas são as Cartas de Jesus Às Sete Igrejas do Apocalipse ou às sete igrejas da Ásia.

    Hoje, porém, destaca as respostas contidas na Carta À Igreja de Esmirna.

    Quais as limitações da igreja de Esmirna?

    Pobreza e Tribulação

    Como resposta, olhando o verso 9, Jesus declara que conhece a “tribulação e pobreza” da igreja. Mas declara: Tu és rico. Então, pobreza e tribulação não podem parar a igreja.

    Esmirna era como as igrejas da Macedônia mencionadas em 2 Coríntios 8, de cuja “profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza”.

    Segundo o Pr. Isaltino, a palavra grega usada aqui significa pobreza extrema, mendicância. A Bíblia de Jerusalém traz “indigência”. Bem diferente da igreja de Laodiceia que era rica, mas morna, prestes a ser vomitada (3.17).

    Entretanto, a Igreja de Esmirna tinha ajuntado um tesouro no céu quando serviram aos outros na terra em louvor e glória a Deus. Há poucos hinos de louvor como este neste mundo, expressos em vida pratica.

    Falsos Mestres

    Esmirna era atribulada por judaizantes, talvez como na Igreja dos Gálatas (Gl 1.6sgs). Isto está no versículo 9: “a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás”.

    Ainda hoje, muitos crentes evangélicos consideram os judeus povo de Deus. Pensamento contrário às Escrituras. Povo de Deus é a Igreja de Cristo (Rm 2.28; Gl 6.16).

    Quais são as orientações de Jesus para a sua Igreja Perseguida de Esmirna Ontem e Hoje?

    Todas as 7 cartas são endereçadas ao Anjo da igreja como responsável mensageiro. Se de fato, “anjo” são os pastores daquelas igrejas, e se, “sete” aqui tem sentido simbólico, como característica da literatura apocalíptica, então, que representam os sete anjos aqui? São todos os pastores, de todas as igrejas do Senhor, como também, todas as igrejas de todos os tempos e lugares, enquanto houver história.

    Jesus glorificado se apresenta em todas as cartas com um aspecto de seu estado de glória mencionado em 1.9-20. Aqui, Ele é “O primeiro e o último, que foi morto, e reviveu” (2.8 com 1.17,18). Fácil identificar esse personagem único na história. Nenhum outro ressuscitou.

    A todas as cartas, Jesus declara conhecer o estado das suas igrejas. Ele diz: “Conheço as tuas obras”, expressão que está presente em todas as cartas. Ele conhece a todas as suas igrejas no espaço e no tempo, e na eternnadade.

    Jesus conhece as obras de Éfeso, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia (2.2,19; 3.1, 8,15). Já a Esmirna, “Conheço a tua tribulação” (2.9).

    E ainda, a Pérgamo, “Conheço o lugar onde habitas” (2.13). Podemos ver que o Sumo Pastor não abandona, não esquece seu rebanho. Jesus continua pastoreando sua igreja.

    Adverte-a do sofrimento certo e inevitável que virá. Não diz para ela: “Pare de sofrer” ou coisa semelhante. Mas diz: Você vai sofrer e, até pode vir a morrer. Veja adiante.

    Adverte-a de que o diabo lançara alguns deles na prisão com fim de serem provados. Isto que dizer que Deus permitiu, tal como no caso de Jó (Jo 1.6-13) que a fé deles fosse provada. Satanás nada pode fazer contra a igreja sem a permissão de Deus.

    Em todo caso, não tem problema, o Campeão, que triunfou sobre o reino das trevas (Gl 2.15) é o preparador, o técnico e capacitador da igreja. Ele já é mais que vencedora (Rm 8.37)..

    Jesus, o Sumo Pastor, já sabe como vai ser a história. A igreja perseguida é consolada. Ele diz: “Tereis uma tribulação de dez dias”.

    O que significa isso? 10 dias significa que vai passar breve. Jesus ensinou que será abreviado por causa dos escolhidos (Mc 13,20).

    Isaltino lembra que a expressão: “Até a morte” não é tempo, mas intensidade, significando: “mesmo que te leve à morte”.

    Jesus, a exorta a ser fiel até a morte. Entendeu? A igreja não vai escapar do sofrimento. Que seja fiel mesmo que morra. Ele mesmo nos deixou o exemplo para seguirmos as pisadas dele (1 Pe 2.21).

    Tudo bem. Quem disse isso foi Aquele que morreu e ressuscitou, “esteve morto e tornou a viver” e não morre nunca mais.

    Exortação Igreja Perseguida de Esmirna Ontem e Hoje

    São duas exortações:

    Admoestação universal: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” Ou seja, essas advertências, exortações, ensinos e promessas são do Consolador e servem para todas as igrejas, em todos os tempos e lugares.

    Promessa universal. Isto é, “O Espírito diz às igrejas”; Note o plural. A promessa não é exclusiva a Esmirna, mas para todas. Note, também, a ênfase na responsabilidade e individualmente de cada igreja local.

    Então, qual a promessa?

    A resposta é “o que vencer não receberá o dano da segunda morte”.

    E qual é a segunda morte? É a morte espiritual É a condenação no tribunal de Deus no Grande Trono Branco (Ap 20.6,11,14; 21.8). Esses não têm os nomes escritos no livro da vida.

    Jesus advertiu:E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mateus 10:28).

    Veja também: João 3:18,19:

    Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.”

    E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más”

    Jo 3.36:

    Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”.

    Hebreus 9:27:

    E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”

    Leia também: Passos Necessários Para Entrar no Céu

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