Tag: igreja

  • Trabalho É A Sorte da Vida Diligente

    Trabalho É A Sorte da Vida Diligente

    Trabalho É A Sorte da Vida Diligente. Acasos não existem, mas sim, providências divinas. Equivale a dizer: “Não foi sorte. Foi Deus”.

    Veja o que diz Rute 2.3: “Ela se foi, chegou ao campo e apanhava após os segadores; por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz, o qual era da família de Elimeleque.”

    Imagem de Sasin Tipchai por Pixabay

    Casualidade Consequente do Trabalho

    Percebemos que a sorte de Rute e Noemi começou a mudar. Elas voltaram de Moabe para Belém porque ouviram a notícia de que Deus tinha acabado com a fome ali.

    Mas, ainda assim, ao chegarem em Belém, teriam de trabalhar e buscar meios de sobrevivência. Rute não perdeu tempo, mas propôs-se logo a trabalhar apanhando espigas de trigo após os segadores no campo.

    Havia leis de Deus que os fazendeiros deixassem os pobres colherem o resto das espigas que caia e/ou que sobrava durante a colheita (Lv 19.9; 23.22; Dt 24.19).

    Havia, então, um recurso embora que mínimo, para manter a vida do pobre e das viúvas desamparadas.

    Este recurso, entretanto, não era conquistado sem trabalho. O meio estabelecido por Deus para nossa sobrevivência é o trabalho. Disse Deus:

    “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3.19).

    A Bíblia ensina que todos devemos trabalhar e fazer o que é bom. E mais, quem não trabalha, não deve ter o que comer (2 Ts 3.10).

    Então, percebemos que Rute era uma mulher diligente, trabalhadora e por isso ela se encontrou com a “casualidade” de colher restos de espigas na terra de Boaz.

    Por “acaso” ela sem saber foi colher espiga na terra de um possível remidor.

    As aspas nas palavras acima casualidade e acaso são para dizer que não existem estas não existe nas vidas guiadas por Deus.

    Deus estava guiando as vidas de Rute e Noemi. Ele via o valor daquelas mulheres e se alegrava com elas. Por isso, a história delas não teve acaso,  ao meu ver, teve providências.

    Além disso, esse drama revela pessoas de caráter, de honra e de responsabilidade, coisas que Deus busca e aprova nas pessoas.

    Não foi sorte. Foi Deus. Não foi fácil. Foi trabalho duro e horado.

    Leia Também: Amor Entre Duas Mulheres

  • Jesus Cristo Domina A História

    Jesus Cristo Domina A História

    Jesus Cristo Domina A História. O seu controle sobre sua igreja, seus pastores e o mundo. Apocalipse 1.9-20.

    Jesus Cristo Domina A História, A Igreja e Seus Ministros Ap. 1.9-20.

    A primeira série de visões apocalípticas se iniciam com Cristo glorificado dominando a História, com atenção especial às suas Igrejas, as quais destina cartas. 

    Seguem-se depois disso, várias visões em série com a expressão “depois destas coisas” (4.1; 7.1,9;18.119.1 e/ou “e vi…” (5.1; 6.1,12). 

    A primeira série de visões (1.9-20) é de Cristo glorificado, revelando fatos, direcionando eventos em relação ao mundo e, principalmente, sua igreja. 

    Imagem de Steen Møller Laursen por Pixabay

    1.9-20 – Jesus Cristo Domina A História – A Visão de Jesus Cristo Glorificado e Seu Domínio 

    Já mencionei acima sobre Autor e Credenciais de Remetente sobre João, mas vale a pena recordar. Ele se apresenta no verso 9 como irmão e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança em Jesus. Portanto, ele era alguém conhecido, que vivia as mesmas lutas e vitórias dos demais cristãos. Por isso ele estava exilado na Ilha de Patmos. 

    Patmos é uma ilha grega de formação vulcânica situada, segundo o Wikpédia “no Egeu Meridional, situada a 55 km da costa SO da Turquia, no Mar Egeu. Tem uma área total de 45 km² e uma população de 3.047 habitantes (2011)”.  o Dicionário J. D. Davis diz que a ilha nada produz.  

    Entretanto, segundo Hale, a ilha tinha como indústria principal a mineração de sal e era uma colônia penal para prisioneiros políticos de Roma. 

    Segundo o mesmo autor, João fora preso ali por Cesar Domiciano (96 d.C) e solto pelo sucessor, Cesar Nerva.  

    O motivo de sua prisão ali foi “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus”. Isto foi interpretado desde os primeiros leitores como sendo por causa da pregação do Evangelho, por se declarar e pregar Cristo como Senhor, o que o imperador proibia.

    Aprendemos com isso, que este João se identificava com a igreja perseguida. Ele não era alguém estranho aos sofrimentos dos demais irmãos. Pelo contrário, neste particular ele era “companheiro”. 

    O melhor testemunho do Evangelho é aquele que é escrito com sofrimento e com perseverança na fé, servido de testemunho para edificar a outros.

    O Texto Revela Um Servo Exemplar

    Mas é dito também que ele era participante no reino, pois Cristo nos tornou “reis” (1.6). Para muitos hoje ser reis é ser isentos de sofrimentos, mas aqui reis e sofrimentos estão juntos. Isto demonstra o quanto nossas crenças podem navegar para longe da verdade bíblica. É fato que reinaremos com Cristo (Ap 5.10; 21.4; 2Tm 2.12), mas ainda não é chegado o tempo.

    Além disso, ele era coparticipante no sacerdócio e na paciência ou perseverança. O sacerdócio significa que o cristão tem acesso diante de Deus para O servir. Mas faz do cristão também intercessor, em Cristo, por aqueles que precisam conhecer a Deus (1 Tm 2.1-6).  

    João Vê Jesus Cristo Glorificado no Dia do Senhor

    João revela que ele foi “movido pelo Espírito” (BJ), “achei-me em espírito” (ARA), “dominado pelo Espírito de Deus” (NTLH). Isto aconteceu “no dia do Senhor”.  

    O dia do Senhor é o primeiro dia da semana, o domingo, dia da ressurreição de Jesus Cristo. Já no primeiro século (96 d. C.), como vemos aqui, o domingo foi consagrado como dia especial de culto a Deus.  

    É notório, e deve ser considerado isto: que o Senhor priorizou eventos nesse dia, a começar com sua própria ressurreição e aparições, assim como a igreja que passou a se reunir nesse dia (Mc 16.2, 9; Lc 24.1; Mt 28.1; 1 Co 16.2; Jo 20.1, 19; At 20.7).

    Isto começou depois de consumada a Nova Aliança pelo sangue de Cristo na cruz (Mc 14.22; Mt 26.26; Hb 8.8,13;12.2; 13.20). 

    Jesus Cristo Domina A História – O Agente da Revelação

    O Agente das revelações aqui como em toda a Bíblia é o Espírito Santo. O Espírito do Senhor tomou a João e mostrou a ele as visões. Mas veja que João não perdeu os sentidos. Ele estava cônscio para se comunicar, para entender e para escrever as visões. Não foi uma possessão física e psicológica, mas uma apropriação, uma instrumentação do Espirito Santo na vida de seu servo. 

    Símbolos que Revelam A Glória de Jesus Cristo (10-20) 

    “Voz forte, como de trombeta” (Ap 1.10; 4.1). 

    É difícil para nós comparar uma voz semelhante ao som de trombeta. Creio que João tentou descrever o indescritível. Ele não achou palavras humanas ideais para o que ouviu e viu. Expressou-se por antropomorfia.

    Mas certamente o que ele ouviu era muito parecido ou lhe lembrava o som de trombeta. E qual é o significado da trombeta nesse contexto? 

    Partindo do princípio que o autor era um israelita e grande parte de seus ouvintes estavam permeados da cultura judaica, devemos levar em consideração o significado da trombeta nessa cultura. 

    Então, temos de levar em conta tal significado no Velho e no Novo Testamentos.

    Uso de Trombetas no Velho Testamento

    O som da trombeta podia ser ouvido a grande distância. No Velho Testamento, ela era usada militarmente para chamar os soldados à formação (Jz 3.37, 6.34; 1 Sm 13.3). Ela dava sinal para o combate ou para a retirada (Jó 39.24; 2 Sm 2.1,22,28).  

    O atalaia deveria tocar a trombeta em caso de perigo (Jr 6.1; Ez 33.6; Am 3.6).  

     Trombeta anunciava a coroação de reis (2 Sm 15.10; 1 Rs 1.34; 2 Rs 9.13).  

    Enfim, para festas, para guerra, para culto, para coroação, para marcar um tempo especial e para marcar a presença do Senhor (Lv 23.24,25; Nm 29.1-6; Ex 29.12,29; 30.16). 

    Uso de Trombeta no Novo Testamento

    No Novo Testamento, além do uso na guerra, a trombeta anuncia a segunda vinda de Cristo (Mt 1 Co 14.8; Mt 24.31) a ressurreição dos mortos (1 Co 15.52). As sete trombetas do Apocalipse anunciaram visões de acontecimentos na história (Ap 8 e 9).  

    Assim podemos dizer que a voz como de trombeta é a voz de Jesus Cristo chamando seus servos ao culto, a adoração e à reverência a Ele. A Igreja deve ouvir atentamente, pois Ele tem muitas e importantes coisas a anunciar. 

    Além disso, anuncia um novo tempo de espera final, que inaugurará o novo céu e a nova terra (Ap 21 e 22). 

    Assim, devemos permanecer e exortar à permanência na vigilância, como atalaias de Cristo no mundo, guardando e aguardando o cumprimento da palavra do Senhor. 

    Jesus Cristo Domina A História – “Sete candeeiro de ouro” e “Sete estrelas” (v.12 e 15). 

    João disse que ouviu a voz como de trombeta atrás dele. Quando ele se virou viu sete candeeiro de ouro e no meio dos candeeiros um semelhante a “Filho de Homem” (12). 

    O que João vê aqui é o Senhor Jesus em sua glória, difícil de descrever em palavras humanas. São coisas que nunca vimos e nunca imaginamos; coisas grandiosas que ele tenta descrever (1 Co 2.9; 2 Co 12.4), e lhe é dada ordem para escrever (v.11). São mistérios, diz o verso 20, mas que estão sendo revelados. 

    Então, João escreve e descreve da melhor forma possível o que vê. E o que ele vê? Ele vê “Sete candeeiro de ouro” (12). Como já dissemos, Apocalipse é uma linguagem simbólica. Então, o que significa os “Sete candeeiro de ouro”? (12). 

    Jesus mesmo revela estes símbolos que Ele chama de “mistério” (v.20). Ele diz que os “Sete candeeiro de ouro” são as sete igrejas da Ásia.  

    Já as “Sete estrelas” são os anjos das igrejas. Anjo significa “mensageiro” e “enviado” de Deus (J. D. Davis). A palavra vem de anunciar, contar uma mensagem. Às vezes se refere a anjos como seres espirituais e guardiões da parte de Deus (Mt 1.20; Ap 7.1; At 12.15). Mas outras vezes, aos homens como mensageiros de Deus (Lc 7.24, 27; Mc 1.2; Jo 20.18; 21; 1 Jo 1.5). Mas ainda às vezes se refere a anjos de Satanás ou demônios (Mt 25.41).  

    A interpretação mais aceita, e que eu creio é que esses anjos eram os pastores das referidas igrejas. Eles tinham a incumbência de mensageiros das palavras de Deus. Eles eram responsáveis e, nas cartas, veremos como Jesus admoesta-os à responsabilidade que tinham. 

    É dito que o Senhor Jesus tem as sete estrelas em sua mão direita (16,20). Isto quer dizer que Jesus tem poder, domínio e autoridade sobre os mensageiros. E aqui não importa qual seja o sentido de mensageiros. Jesus tem domínio sobre eles. Eles estão na mão direita do Senhor. 

    “Filho de Homem” (12). 

    João prossegue em sua descrição do Cristo glorificado. Este é semelhante a “Filho de Homem”. Esta expressão tem sentido escatológico não porque aparece aqui, mas porque foi anunciado pelo profeta Daniel (Dn 7.13m14; 10.5,6). E principalmente porque Jesus se identificou com O Filho do Homem e, ensinou isto (Mt 16.27,28). 

    A descrição de Daniel do Cristo glorificado é bem semelhante à de João. 

    Eu faço uma relação dessa expressão “Filho do Homem” com o filho prometido desde o Éden, em Gn 3.15. Este viria, por sua obediência total ao Pai, para desfazer a maldição causada pelo primeiro homem, Adão (Gn 3.17).

    Porém, esse prometido seria o Filho nascido de mulher, que satisfaria totalmente a Deus; seria o filho ideal de Deus. 

    Esse Filho do Homem foi anunciado e esperado durante todo o Velho Testamento, até chegar à plenitude dos tempos, quando Deus enviou seu Filho nascido de mulher (Gl 4.4). Ele é o novo homem, da nova geração, do novo céu e da nova terra e líder da nova humanidade. 

    A Túnica longa, branca cingido a altura do peito com cinto de ouro (13).  

    A cor branca, como já foi dito na Introdução, simboliza pureza, santidade. No capítulo 7, verso 13 e 14 vemos claramente que o conceito de santidade é caracterizado por vestes brancas. O sangue de Cristo é o único que pode branquear nossas vestes, isto é, nos santificar. Os homens só podem ser santos se forem santificados por aquele que é naturalmente Santo. 

    O ouro indica preciosidades e realeza (veja Ex 28.4; 29.5; Zc3.4). 

    Pés como latão reluzente indicam provavelmente sua firmeza (Dn 2.31-45). 

    Os olhos como chama de fogo indicam conhecimento completo e perfeito. 

    Pés como latão ou bronze incandescente ou reluzente (14). 

    Jesus Cristo Domina A História – A Voz de Jesus Glorificado

    Voz como de muitas águas (estrondo de águas corretes BJ – 15), lembra o Salmo 29 onde a voz do Senhor é majestosa e mais potente que trovões e relâmpagos, que uma tempestade. João viu o poder Cristo exercendo autoridade sobre a tempestade (Mc 4.39). Agora Jesus Cristo revela poder sobre todas as tempestades do mundo.

    Sete estrelas na mão direita (16).

    Significa que Jesus Cristo tem o domínio, autoridade e poder sobre suas igrejas. Mas também, porque elas estão em suas mãos, Ele tem cuidado delas pessoalmente. Por isso Ele continua zelando delas, ordenando a instrução delas na sua Palavra, para a santificar (Jo. 17.17).

    Espada afiada de dois gumes saia de sua boca (16).

    Hebreus 4.12 fala dessa espada. É a palavra de Deus que nunca volta vazia, mas sempre faz o que lhe apraz (Is 55.11). 

    É confortador saber que Jesus Cristo está agindo no mundo e na história, especialmente na igreja, e que faço parte desta.

    Leia também: Carta A Igreja de Éfeso Estudo

    Carta À Igreja Morta: Sardes Ap. 3.1-6

    QUEM CONTROLA SUA HISTÓRIA?

    Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

  • A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira. A Quarta Carta do Apocalipse de João. Quais as lições para para nós? (Ap 2.18-29).

    Como nas cartas anteriores, o conteúdo segue de declaração que caracteriza a Pessoa de Cristo, e do conhecimento do estado da igreja, o chamado ao arrependimento e promessas.

    Antes, porém, como fiz nas outras meditações, apresentarei algumas informações da cidade.

    A Cidade de Tiatira

    Segundo o Dicionário John D. Davis, Tiatira era uma cidade da Ásia Menor, na Lídia, nos limites da Mísia, na estrada que vai de Pérgamo a Sardes.

    Anteriormente era conhecida como Péropia e Euipia no ano 280 a.C.

    Não era um centro comercial muito importante, mas tornou-se comércio de púrpura.

    Lídia, a comerciante de púrpura de At. 15.14 era natural de Tiatira.

    Atualmente a localização de Tiatira seria Ak Hissar, onde há traços da cidade antiga.

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira e O Remetente

    Como nas cartas anteriores, o conteúdo se inicia por uma declaração da Pessoa de Cristo vista por João no início da visão no capítulo 1.9-20.

    Nesta carta, Jesus se apresenta como “Filho de Deus que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes a bronze polido” (2.18 com 1.14,15).

    Tanto nesta quanto nas outras cartas não há dúvidas quanto ao autor de seus conteúdos. A autoria é de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele morreu, ressuscitou, foi para o céu, mas continua pastoreando a igreja dele.

    Ele faz isso porque tem poder para tanto. Aqui, o poder é descrito na expressão: “olhos como chama de fogo”. Isto significa o poder de Jesus conhecer todas as coisas.

    Com seus olhos ele perscruta as coisas mais profundas em tudo, principalmente e de modo especial na igreja dele.

    Assim, essa figura significa o poder de conhecimento pleno, completo de Jesus.

    Fazendo um contraste entre Apocalipse 2.18 com Daniel, capítulo 2, vimos que a profecia era sobre Jesus e se cumpre nele.

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira Revela A Onisciência de Jesus

    Porque Ele tem os olhos como chamas de fogo, que perscruta a tudo, Ele conhece as boas e as más obras de cada um dentro da igreja dele.

    Por isso, a declaração no verso 19: “Conheço as tuas obras”. Como diz o provérbio: “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios 15:3).

    Então, Jesus é Deus Onisciente. Com seu conhecimento profundamente penetrante, Jesus viu boas obras na Igreja de Tiatira.

    Ela era uma igreja que amava o Senhor, tinha fé genuína, serviços, perseverança.

    Ao contrário da Igreja de Éfeso que perdeu seu primeiro amor, Tiatira o conservava revelado em obras até o fim (2.4,19).

    O conhecimento do Senhor é revelado em forma de elogios. Que bom é sermos conhecidos do Senhor e sabermos que Ele encontra coisas agradáveis em nós!

    Entretanto, o Senhor que conhece as coisas boas em nós, também vê coisas ruins. Ele tem uma nota de contrariedade sobre a Igreja de Tiatira.

    A Igreja tolerava uma falsa profetisa que ensina a perversão dos crentes (20).

    Jesus disse que deu tempo para ela se arrepender, mas ela não quis (21).

    Quatro ensinos

    1 – Tolerância.

    Nós devemos ser tolerantes com os pecadores, buscando o arrependimento deles. Não devemos ser vingativos ou ter pressa de sermos punitivos.

    O próprio Jesus diz que chamou ao arrependimento e que deu tempo para que tal mulher se arrependesse.

    Assim, devemos chamar as pessoas na igreja à correção de seus procedimentos pecaminosos e dar-lhes tempo para se consertarem.

    Mas, qual foi o pecado da igreja? Tolerava Jezabel. Quem era ela? Veja mais adiante.

    2 – Disciplina.

    Tolerância tem limites. Após chamar e dar tempo para arrependimento, Jesus parte para punição: Ela e os seguidores dela seriam acometidos de uma enfermidade, e receberiam o castigo por suas más obras (22).

    Mas não era vingança, era correção amorosa (Ap 3.19).

    Notem que Jesus censura a igreja por ser negligente na disciplina. Por vezes, pessoas influentes na igreja andam em pecados e nunca são chamados ao arrependimento, como havia na Igreja de Corinto (capítulo 5).

    Tal displicência na correção dos erros vem em nome de um falso amor aos perdidos, pois amor verdadeiro busca a disciplina amorosa.

    Qual pai que não disciplina seus filhos (Hb 12.8). Disciplinar é desagradável, mas necessário.

    3 – Perda da Salvação.

    A heresia leva a perda da salvação pela rejeição ao chamado de Cristo. Isto quer dizer que a pessoa conheceu a graça do Senhor, mas a heresia levou à apostasia: Rejeição da fé salvadora (Hb 6.4-6).

    4 – Enfermidade.

    Crentes podem sofrer enfermidades como castigo de Deus para promover o arrependimento (2 Co 7.10).

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira: Adultério Espiritual

    O adultério mencionado nos versos 21 e 22 se refere à sedução pelo ensino da tal Jezabel.

    Jezabel foi mulher do rei Acabe (1 Rs 16.31 – 21.54). Ela fortaleceu o baalismo em Israel levando o povo de Deus à derrota espiritual, ou seja, à rejeição por parte de Deus.

    Por isso, Jezabel passou a ser símbolo de idolatria, que, neste caso significa adultério e prostituição espiritual; traição à aliança com Deus.

    Tal ensino levava os servos do Senhor a comerem das coisas sacrificadas aos ídolos (Ap 2.20).

    Então, tal adultério não era a traição da aliança de casamento entre um homem e uma mulher. Era antes, adultério espiritual. Traição da aliança do Senhor (Jr 16.11).

    Porém, a Bíblia ensina que adultério conjugal também é pecado (Mt 19.18).

    Em consequência da traição espiritual promovido pela falsa profetisa, seus filhos, ou seja, seus seguidores seriam mortos (23).

    Isto serviria de exemplo para todas as igrejas e não somente para de Tiatira. Jesus zela pela pureza da igreja dele.

    O pastor, a quem foi endereçada a carta é responsável direto na questão da pureza da Igreja do Senhor. Mas todos são advertidos (24,25).

    O grupo herege na igreja buscava acrescentar supostos conhecimentos sobre “as profundezas de Satanás” (24).

    Entram nesse rol os ensinos exotéricos e revelações suplementares como se o Evangelho fosse insuficiente.

    A igreja precisa conhecer em todos os sentidos a Jesus. “Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo (2 Pe 3.18).

    O evangelho de Cristo, puro e cristalino é suficiente para o verdadeiro cristão.

    A Promessa

    A promessa de bênção é feita aos vencedores. Subentende-se que os infiéis serão os perdedores; não terão premiação.

    A promessa de bênçãos, portanto, é para quem for fiel até o fim. Isto quer dizer: Até o último suspiro. É aí que tudo termina nesta vida. Também é aí que começa a vida além.

    A promessa diz respeito a receber autoridade. Jesus recebeu toda autoridade no céu e na terra (Mt 28.18). Ele tem poder para dar e para tirar autoridade de quem quer que seja.

    A autoridade oferecida por Ele aqui é sobre as nações. Tudo indica que será no milênio, quando a igreja reinará com Cristo (Ap 20.4).

    Será dada também ao vencedor a “estrela da manhã” que é o próprio Senhor Jesus ou sua glória (Ap 2.28 com 22.16).

    Ele é a estrela prometida a Jacó (Nm 24.17)

    Finalidade

    Finalmente, as Cartas do Apocalipse têm aplicação para todas as igrejas de todos os lugares e de todos os tempos, inclusive as de hoje.

    As advertências, os chamados e promessas valem para nós. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2.22).

    Leia também: Carta A Igreja de Éfeso Estudo

  • Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia, A Sétima do Apocalipse, uma igreja sem Cristo. Você gostaria de ser membro dela? Veja as lições. Ap. 3.14-22. 

    O Esquema da Carta À Igreja de Laodiceia

    A carta segue o mesmo esboço das anteriores: Endereçamento, uma declaração sobre a Pessoa do Autor – Jesus, declaração sobre o estado da igreja aos olhos do Senhor, advertências, exortações e chamado ao arrependimento. Antes destes pontos, uma breve nota sobre a cidade de Laodiceia.

    Imagem de Benoît DE HAAS por Pixabay

    A Cidade de Laodiceia

    O nome da cidade de Laodiceia significa “que pertence a Laodice”, segundo o Dicionário John D. Davis. O nome foi dado por Antíoco II em homenagem à sua mulher.

    A cidade estava localizada a cerca de 60 quilômetros a sudoeste de Filadélfia, junto ao rio Licos a 10 quilômetros de Hierápolis, e 16, de Colossos.

    Laodiceia era famosa, também, por suas águas termais, como Caldas Novas. Mas há relatos de que essas águas tinham suas nascentes na cidade vizinha de Hierápolis, e foram canalizadas para Laodiceia. Então, a água saia quente  de Hierápolis e chegava morna em Laodiceia.

    Hoje só existe as ruínas da cidade que é conhecida como “Eski-hissar” (Castelo Velho).

    Laodiceia era uma cidade industrial com fábrica de tecido, roupas de lã, escola de medicina com concentração em oftalmologia e importante centro bancário com forte investimento em ouro. Nela se fabricava um pó para tratar de doenças nos olhos.

    Ela foi destruída por um terremoto, segundo Davis, no ano 65 D.C. Reconstruiu-se sozinha, sem precisar do Império Romano.

    A Igreja de Laodiceia

    A Igreja de Laodiceia era operante no evangelho. O Apóstolo Paulo enviou saudações e uma carta a ela (Cl 2.1; 4.15,15).

    Entretanto, ela deve ter perdido o seu primeiro amor, como aconteceu com a igreja de Éfeso (2.4).

    A esta igreja, Jesus não teve nenhum elogio, mas só severas repreensões.  Antes, porém, das repreensões, vejamos a identidade de Jesus na carta aos Laodicenses.

    Identificação de Jesus à Igreja de Laodiceia

    Jesus se identifica como sendo o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.

    A palavra “Amém”, aqui, é um substantivo próprio; é um nome que Jesus tomou para si. Ao dizer-se “O Amém”, notem o artigo definido, Jesus estava dizendo que Ele é o que firma e estabelece a tudo. Não expressa um desejo: “Assim seja”, mas um fato: “Assim É”.

    O sentido dessa identificação é mais bem entendido quando Ele se identifica também como “fiel e verdadeiro”. Tudo se firma nele desde o princípio até o fim. Ele é o fundamento (Jo 14.6; 1 Co 3.13). Ele estava no princípio como coautor da criação (Jo 1.1-3).

    Mas Ele não foi o primeiro a ser criado como muitos pensam. Ele é o princípio gerador de tudo, tudo veio a existir por meio dele (Jo 1.1-3; Cl 1.15-18).

    Amém também é interjeição que quer dizer: “Assim seja”. Se repetida, é enfática. Na expressão de Jesus traduzida como: “Na verdade, na verdade” a palavra na língua original é amém (Jo 6.47; 8.51, 58).

    Jesus é a verdade, a testemunha fiel, o princípio, o fim (Ap 22.13).

    Repreensão de Jesus à igreja de Laodiceia.

    O conhecimento de Jesus já foi mencionado nas cartas anteriores. Ele é onisciente. Nada passa despercebido aos olhos dele e ao conhecimento dele.

    Muitas igrejas se dizem cristãs, mas Jesus conhece a igreja dele. Jesus acusa a igreja de Laodiceia de ser medíocre. Ela não era nem fria e nem quente. Era morna. Jesus condena à mediocridade.

    Além disso, a igreja tinha uma falsa imagem de si mesma. Ao contrário de seu Senhor, que se conhecia muito bem como fiel e verdadeiro, a igreja pensava ser rica, mas era pobre, miserável, infeliz.

    Ela que tinha uma escola de medicina voltada à oftalmologia, precisava do verdadeiro Médico para lhe restaurar a visão. Ele que era próspera economicamente, era pobre espiritualmente. Ela era o oposto de Esmirna (2.9).

    Jesus chama Laodiceia ao arrependimento e à conversão com o convite para comprar dele ouro refinado pelo fogo e vestiduras brancas (18). Estes símbolos se referem à verdadeira riqueza, a celestial, e à santidade e pureza que só se encontram num relacionamento íntimo com Cristo.

    Porém, Cristo estava do lado de fora da Igreja de Laodiceia (v. 20). Que trágico! Uma igreja cristã sem Cristo.

    Muitas seguem assim: tem nome de igreja, mas não são; são pessoas jurídicas neste mundo, mas não tem parte no reino dos céus. Perderam o valor de ser sal da terra e luz do mundo. Não têm mais graça.

    Entretanto o amor do Senhor continua em movimento de suas ovelhas perdidas. Ele não deixou de ser o Sumo Pastor das ovelhas (19,20; Hb13.20) e, como tal, busca por elas. Ele continua chamando à intimidade com ele, como aquela comunhão do partir do pão, e do companheiro (cum+panis = compartilhar o pão- Lc 24.35; At 2.42).

    A igreja de Laodiceia era rica financeiramente, mas espiritualmente era mendiga, miserável (v.17).

    O orgulho da riqueza e do status dominou a igreja. Ela era tinha ouro, mas precisava comprar de Jesus o verdadeiro ouro espiritual; tinha águas mortas tal como ela era espiritualmente, imbebível; eram peritos em curar os olhos físicos, mas era cega espiritualmente e precisava do colírio do Senhor para ver claramente; ela era produtora das mais ricas vestes para vestir o povo, mas espiritualmente esta nua, e precisava das vestes brancas que branqueadas no sangue do Cordeiro (7.14).

    Exortações e Promessas (19-22)

    Mesmo com todas as falhas, uma declaração de amor do Senhor: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo”. O amor não encoberta o pecado, mas repreende e corrige para restaurar verdadeiramente.

    V.20 – Jesus criou a igreja e estava fora dela. Tal como Ele veio para o que era seu e os seus não o receberam (Jo 1.11). Tal como Israel, a igreja também deixou Jesus do lado de fora.

    Jesus está dentro ou fora de nossas vidas e igrejas?

    O vencedor se sentará no trono com Cristo, assim como Ele venceu e se sentou no trono juntamente com seu Pai. Significa posição de autoridade, honra e poder. Os que se sentarem no trono com Cristo julgarão o mundo (Ap 20.4).

    Mesmo uma igreja sem Cristo poderá ser salva e reinar com Ele. O Sumo Pastor restaura-a. O ministério dele continua ativo. Ele continua chamando a todas as igrejas errantes ao arrependimento.

    Advertência

    Não poderia faltar o “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (22). Este é um conselho, uma advertência, e um chamado ao arrependimento e fé; um chamado universal. Isto é, para todas as igrejas em todos os lugares e em todas as épocas.

    Ouçamos o Espírito de Deus.

    Material Consultado:

    Dicionário John D. Davis

    Apostila Pr. Isaltino G..C. Filho

    Bíblia Shedd

    Bíblia de Jerusalém

    Bíblia Thompson

  • Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi

    Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi

    Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi. É assim que Jesus se apresenta em Apocalipse 3.7-13, na sexta carta à Igreja de Filadélfia. Mas, qual o significado dessa declaração?

    “Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi” Três Mensagens

    Imagem de Peggy und Marco Lachmann-Anke por Pixabay

    Jesus É Essencialmente Santo

    Em primeiro lugar, a palavra “Santo” aqui deve ser tomado no seu sentido real absoluto. Isto é, Jesus não é Santo porque foi santificado e nem beatificado por religião ou personalidades humanas quaisquer. Ele é Santo porque este é seu atributo moral. A santidade é intrínseca de Jesus, porque Ele é Deus.

    Então, Santo aqui tem o sentido próprio absoluto. A santidade é da natureza de Deus. É integrante de seu caráter. E Jesus é Santo.

    Jesus É Essencialmente Verdadeiro

    Além de Santo, Jesus é, também, Verdadeiro. De fato, Ele já havia declaro ser a verdade (Jo 14.6). E aqui mais uma vez quando o sentido é também absoluto. Jesus é a verdade no sentido mais iluminado, mais elevado, algo que foge ao entendimento da mente mais brilhante do mundo.

    Notamos, também, que o fato de Jesus ser verdadeiro, Ele está em contraste com os mentirosos e com o anticristo ou falso cristo. Por isso, Jesus diz que fará os falsos e mentirosos prostrarem-se diante da igreja e reconhecer que “Eu te amei” – Diz Ele (9).

    Daí, quem anda na fé em Jesus Cristo, anda na verdade. Quem não anda na fé em Jesus, anda na mentira. Simples assim.

    Pelo menos três vezes no livro Jesus é o Verdadeiro (3.7; 6.10; 19.11). Lembrando que Apocalipse usa linguagem simbólica e três significa PERFEIÇÃO DIVINA.

    Jesus É Rei Legítimo

    Aqui, então, esta legitimidade está na chave de Davi. Vejamos o significado da chave de Davi. O que é isto?

    Em Isaías 22.21 e 22 está escrito uma profecia sobre o Messias:

    E vesti-lo-ei da tua túnica, e cingi-lo-ei com o teu cinto, e entregarei nas suas mãos o teu domínio, e será como pai para os moradores de Jerusalém, e para a casa de Judá.

    E porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro, e abrirá, e ninguém fechará; e fechará, e ninguém abrirá.”

    Esta promessa foi feita para Eliaquim que substituiu Sebna, o administrador presunçoso que quis ter um túmulo de rei. Por isso, Deus o destituiu e elevou Eliaquim a administrador, e lhe prometeu autoridade real.

    Jesus tomou estas palavras para Si, pois lhe são próprias. Ele é o rei descendente de Davi, por isso, com a chave de Davi.

    Esta promessa de Deus a Eliaquim está relacionada com o que prometeu, também, a Davi em 2 Sm 7.12-16, de nunca lhe faltar sucessor no trono de Israel.

    Assim sendo, “a chave de Davi” significa autoridade real, identidade real, poder real, e, legitimidade para reinar. O poder está nas mãos de Cristo (Is 9.6).

    Isto quer dizer que Jesus, e tão somente Jesus, tem o poder e autoridade legítimo para abrir a porta do céu ou fechá-la para quem Ele quiser. Não é Pedro. Não é igreja nenhuma. Nenhuma doutrina ou ciência. Não é judaísmo. “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra”, disse Jesus (Mt 28.18). Daí, quem quiser entrar no céu tem de crer somente, e tão somente, em Jesus.

    Por isso, Jesus diz à igreja que pôs diante dela uma porta aberta que ninguém pode fechar. Ele disse que a igreja tinha pouca força, mas guardou a palavra dele (8).

    Pode ser um pequenino grupo de pessoas, mas se reunido em Cristo, está sendo assistido por Ele e recebe as garantias de salvação oferecidas por Ele.

    Então, estes que creem terão o nome de Deus, que significa possessão, propriedade particular de Deus, e estarão no santuário de Deus no céu (12).

    Os crentes também terão sobre eles “o nome da cidade do meu Deus”, disse Jesus (12). Isto significa cidadania celestial, da “nova Jerusalém que desce do céu vinda de Deus” .

    Quando isto se cumprir, então se cumprirá também a oração ensinada por Jesus; “Venha o teu reino e seja feita tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10).

    E assim os crentes no novo reino terão o novo nome de Jesus Cristo de Jesus. O novo nome indica selo de propriedade exclusiva de Jesus, como também, a nova identidade dos salvos na glória eterna.

    Leia também: Israel Corrupção Moral e Espiritual

  • Carta A Igreja de Éfeso Estudo

    Carta A Igreja de Éfeso Estudo

    Carta A Igreja de Éfeso Estudo em Apocalipse: Advertências, elogios e exortações do Senhor Jesus.

    Estudaremos as sete cartas às igrejas da Ásia. A primeira igreja é a de Éfeso. Nós veremos os elogios, as advertências e a exortação do Senhor a essas igrejas, e as lições aplicáveis a nós (Ap 2.1-8).

    Abra sua Bíblia em Apocalipse, e leia o capítulo 2.1-8. Quais são as lições desse texto? Eu começo apresentando a igreja de Éfeso, isto é, quem eram os destinatários desta carta? Veja um resumo.

    Imagem de Zigor Agirrezabala Vitoria por Pixabay

    Carta A Igreja de Éfeso Estudo em Apocalipse – A Cidade de Éfeso.

    Primeiramente precisamos conhecer a cidade de Éfeso e algumas informações dessa cidade, para entendermos os desafios que a igreja enfrentava ali.

    Serei breve porque os desafios, que é o ponto ao qual quero chegar, já são mencionados pelo Senhor na Carta.

    A cidade de Éfeso ficava situada na “costa ocidental da Ásia Menor, na embocadura do rio Caister, entre Mileto ao sul e Esmirna ao norte” (J. D. Davis).

    A cidade tinha um templo enorme que era uma das sete maravilhas do mundo antigo, dedicado ao culto à deusa Diana ou Artêmis.

    Havia nesta cidade pessoas como Demétrios, que viviam da fabricação de nichos de culto à deusa.

    Tal trabalho ficou prejudicado pela pregação de Paulo, o apóstolo (At 19.1-14).

    Prosperidade de Éfeso.

    Efeso era uma cidade próspera por causa do templo a Diana ao qual concorriam muitos adoradores, e por ser rota comercial marítima.

    O Apóstolo João teria passado seus últimos dias em Éfeso, segundo uma tradição, apontada por Davis.

    Ali, aconteceu o terceiro concílio geral da igreja (431 d.C.) que afirmou o dogma na Pessoa Divina de Cristo Jesus: duas naturezas em uma Pessoa.

    Paulo teve duro combate nessa cidade em defesa do Evangelho de Cristo (1 Co 15.32).

    Agora já temos noção do que ameaçava a saúde espiritual dos cristãos daquela cidade.

    Tudo piorou agora com a imposição do culto ao Imperador, que queria ser adorado como Deus. Ele não aceitava que qualquer cidadão do Império tivesse outro Senhor. Mas para os cristãos, só Jesus Cristo é o Senhor.

    Com essas breves informações em mente, podemos caminhar no nosso estudo da Carta à Igreja de Éfeso.

    Carta A Igreja de Éfeso Estudo em Apocalipse: Advertências, elogios e exortações do Senhor Jesus.

    No verso 1, João recebe ordem para escrever ao anjo da Igreja. O anjo, como já mencionado em estudos anteriores, refere-se ao pastor da Igreja, responsável por entregar a mensagem e os ensinos do Senhor.

    João recebeu ordem para escrever tão somente a palavra do Senhor: “Estas coisas, diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros” (Ap 2.1).

    Voltando 1.20, vimos que Jesus deu a interpretação dessas figuras. As sete estrelas são os pastores ou anjos das sete igrejas.

    Os sete candeeiros são as sete Igrejas. Jesus tem em sua mão direita, isto é, em sua mão principal, os pastores.

    Ele tem controle sobre eles para fazer o que quiser. Ele é Senhor; é dono deles.

    O Senhor anda no meio das sete Igrejas. Isto indica sua presença em seu corpo (Ef 5.23). Sua onisciência, seu cuidado pastoral e seu zelo para com suas Igrejas não faltam.

    Por isso o verso 2 diz: “Conheço as tuas obras…”. Jesus reconhece as boas obras da Igreja: sua perseverança, seu zelo doutrinário. Os versos 2,3 e 6 são para elogiar.

    Disciplina.

    Jesus ordena e aprova a disciplina corretiva na igreja, e a ordena. Ele elogia a igreja por ter colocado à prova os falsos apóstolos (v. 6).

    Há pontos semelhantes entre a Igreja e seu Senhor: ambos odeiam as obras dos nicolaítas.

    Os nicolaítas são mencionados somente no Apocalipse. A ação deles atingia as igrejas de Éfeso e a de Pérgamo (2.6, 15).

    Suas ações são apontadas em 2.14. Eles ensinavam ao povo comer coisas sacrificadas aos ídolos e a praticar imoralidades.

    Notem que estes tinham lugar e cadeira de ensino na igreja. Tinham confiança da igreja e estavam usando desta para perverter os irmãos. O nome disso é traição.

    Carta À Igreja de Éfeso: Advertências.

    Mas há também as advertências, introduzidas por “Porém…” (v. 4,5). Aqui está o zelo do Senhor chamando a igreja ao primeiro amor.

    Alguém poderia questionar: Mas essa Igreja demonstrava muito amor com seu zelo doutrinário e suas boas obras. Que amor é esse que Jesus disse que estava esquecido?

    O verbo conhecer aqui, segundo estudiosos da língua grega, significa mais do que conhecimento superficial. Indica conhecimento das intenções mais profundas.

    Veja que Jesus é Deus. Ele é onisciente. Somos totalmente conhecidos por Ele.

    O primeiro amor pode ser entendido como o fervor inicial de um coração cheio de gratidão pela libertação e pelo perdão dos pecados.

    No início nós temos uma sintonia mais sentimental com o Senhor, e à medida que vamos entendendo o que Ele fez por nós esse sentimento tende a aumentar.

    Porém, em contexto de combate a heresias e zelo disciplinar, a tendência é ficarmos mais racionais e pouco emocionais. Transformamo-nos em políticos para afirmarmos nossas convicções engessadas.

    Rompe-se, então, o elo saudável entre razão e emoção. Aquele fervor cheio de gratidão vai desaparecendo, e começamos a agir sem refletir nos porquês. Nossas ações vão ficando mais mecânicas.

    Precisamos apresentar a Deus um culto racional (Rm 12.1). Também não podemos nos conformar com este mundo.

    Isto, nos coloca numa situação de guerra contra o pecado. Mas não podemos perder o contato amoroso e grato para com nosso Deus.

    Jesus lutou o bom combate, mas sempre teve o seu momento especial com Deus em oração (Lc 6.12).

    A melhor parte é contemplarmos ao nosso Senhor mais do que tentar servi-lo.

    Marta sempre servia (Lc 10.41; Jo 12.2). Maria sempre adorava (Lc 10.41,42). Jesus elogiou esta, e criticou aquela.

    A igreja de Éfeso parece que partiu para guerra sem a arma mais necessária: o amor. Sem amor é tudo em vão (1 Cor 13).

    Chamado ao Arrependimento

    Prosseguindo na advertência ao pastor, Jesus chama ao arrependimento (v.5). Veja as ações ordenadas:

    • Lembra-te de onde caíste.
    • Arrepende-te e:
    • Volta à prática das primeiras obras. Este é o chamado à conversão.

    Ele não é único e estacionário. Muitos pensam que um dia tomaram a decisão de declarar a Jesus como Senhor, e tudo se resume nisso.

    Mas aqui está o chamado de Cristo para a conversão constante. Precisamos voltar a Deus todos os dias.

    Por fim, vem a advertência coletiva para a Igreja. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas” (v. 7).

    Destaco duas coisas aqui: Dois Ensinos 1 – A carta é endereçada por Cristo, mas quem está falando neste verso é o Espírito Santo.

    É Ele que tem a dizer algo para a Igreja. Ele é o Consolador e Ensinador (Jo 14.26; 16.8-15; Lc 12.12).

    O Espírito Santo é Pessoa Divina. Ele fala, ensina e consola. A advertência dele se une à de Cristo. Não há conflito entre suas ações e Pessoas, mas união perfeita e indivisível, diferentemente do homem (Gn 2.24 com Cap. 3).

    Vemos aqui a ação do Espírito quando o Evangelho é pregado: chama o homem à conversão e exorta-o ao amor. Sua ação consoladora não falta na igreja.

    Devemos glorificar a Deus por Cristo, sua obra, e pelo Espírito Consolador. Estes estão trabalhando para nossa conversão, nossa volta constante a Deus.

    Chamado Universal na Carta A Igreja de Éfeso Estudo em Apocalipse

    2 – Observe o plural “igrejas”. As ordens, elogios, exortações e promessas não eram apenas para a Igreja de Éfeso, mas para todas que pudessem existir naquela cidade, e para todas as outras seis da Ásia, e em todos os lugares, e em todos os tempos.

    Isto nos inclui dentro destes ensinos e promessas. Aqui há uma promessa: comer da árvore da vida.

    A árvore da vida foi proibida a Adão depois do pecado para que ele e sua descendência não se perpetuassem no pecado.

    Agora, O Senhor promete dar de comer dela no paraíso de Deus àquele que vencer em perseverança e amor.

    Leia também: QUEM CONTROLA SUA HISTÓRIA?

  • IGREJA PERSEGUIDA ONTEM E HOJE

    IGREJA PERSEGUIDA ONTEM E HOJE

    IGREJA PERSEGUIDA ONTEM E HOJE, realidade perto do fim. A perseguição aos cristãos continua. Porém, Jesus por Carta à Igreja de Esmirna exorta à firmeza

    IGREJA PERSEGUIDA ONTEM E HOJE CONSIDERAÇÕES

    Conforme o estilo de carta, o remetente comunica algo ao destinatário ou destinatários, que eram as igrejas cristãs da época, as sete igrejas da Ásia.

    Neste caso, é uma comunicação unilateral. Isto é, o remetente comunica sua vontade, suas leis, mandamentos, observações, etc. Então, os destinatários só tem de acatar o conteúdo. Não cabe recusa.

    Assim, Jesus enviou instruções específicas e personalizadas por meio de cartas. Cada igreja recebeu as orientações conforme suas necessidades.

    Não adiantaria a igreja contra argumentar com o céu, quer fosse por correspondências escritas ou por oração, pois o Remetente é o glorioso Senhor, o qual João, ao vê-lo, caiu por terra (1.17). O Senhor manda; o servo obedece. É Ele que sabe o que convém a sua igreja.

    Também não caberia argumento porque esse Senhor se apresenta declarando que é “o primeiro e o último” (2,8). Ele se identifica com o Personagem de 1.8, que é Deus Pai, “O Alfa e o Ômega”. Certamente nossa vida está em boas mãos.

    Carta à igreja de Esmirna: Um Exemplo a Seguir.

    Imagem de Nino Souza Nino por Pixabay

    Quanto surgimento da Igreja, não se sabe como ela se formou, mas o que temos dela aqui é suficiente para conhecermos seu valor no evangelho.

    Os opositores da igreja até hoje ainda não se deram conta de que nada pode parar a igreja do Senhor Jesus. A igreja nasceu, cresceu, debaixo de perseguições, e continua avançando a pesar das perseguições. Ela parece caminhar melhor e ser mais através das perseguições.

    Lendo os Evangelhos e o Livro de Atos dos Apóstolos, eu penso que as perseguições funcionam como fortificantes para fazer a igreja avançar com mais força.

    Ainda hoje, há muitas igrejas perseguidas por todo mundo. Mas estas continuam avançando. Por que isto? De onde vem o poder para tal proeza?

    Uma das fontes de respostas a estas perguntas são as Cartas de Jesus Às Sete Igrejas do Apocalipse ou às sete igrejas da Ásia.

    Hoje, porém, destaca as respostas contidas na Carta À Igreja de Esmirna.

    Quais as limitações da igreja de Esmirna?

    Pobreza e Tribulação

    Como resposta, olhando o verso 9, Jesus declara que conhece a “tribulação e pobreza” da igreja. Mas declara: Tu és rico. Então, pobreza e tribulação não podem parar a igreja.

    Esmirna era como as igrejas da Macedônia mencionadas em 2 Coríntios 8, de cuja “profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza”.

    Segundo o Pr. Isaltino, a palavra grega usada aqui significa pobreza extrema, mendicância. A Bíblia de Jerusalém traz “indigência”. Bem diferente da igreja de Laodiceia que era rica, mas morna, prestes a ser vomitada (3.17).

    Entretanto, a Igreja de Esmirna tinha ajuntado um tesouro no céu quando serviram aos outros na terra em louvor e glória a Deus. Há poucos hinos de louvor como este neste mundo, expressos em vida pratica.

    Falsos Mestres

    Esmirna era atribulada por judaizantes, talvez como na Igreja dos Gálatas (Gl 1.6sgs). Isto está no versículo 9: “a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás”.

    Ainda hoje, muitos crentes evangélicos consideram os judeus povo de Deus. Pensamento contrário às Escrituras. Povo de Deus é a Igreja de Cristo (Rm 2.28; Gl 6.16).

    Quais são as orientações de Jesus para a sua Igreja Perseguida de Esmirna Ontem e Hoje?

    Todas as 7 cartas são endereçadas ao Anjo da igreja como responsável mensageiro. Se de fato, “anjo” são os pastores daquelas igrejas, e se, “sete” aqui tem sentido simbólico, como característica da literatura apocalíptica, então, que representam os sete anjos aqui? São todos os pastores, de todas as igrejas do Senhor, como também, todas as igrejas de todos os tempos e lugares, enquanto houver história.

    Jesus glorificado se apresenta em todas as cartas com um aspecto de seu estado de glória mencionado em 1.9-20. Aqui, Ele é “O primeiro e o último, que foi morto, e reviveu” (2.8 com 1.17,18). Fácil identificar esse personagem único na história. Nenhum outro ressuscitou.

    A todas as cartas, Jesus declara conhecer o estado das suas igrejas. Ele diz: “Conheço as tuas obras”, expressão que está presente em todas as cartas. Ele conhece a todas as suas igrejas no espaço e no tempo, e na eternnadade.

    Jesus conhece as obras de Éfeso, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia (2.2,19; 3.1, 8,15). Já a Esmirna, “Conheço a tua tribulação” (2.9).

    E ainda, a Pérgamo, “Conheço o lugar onde habitas” (2.13). Podemos ver que o Sumo Pastor não abandona, não esquece seu rebanho. Jesus continua pastoreando sua igreja.

    Adverte-a do sofrimento certo e inevitável que virá. Não diz para ela: “Pare de sofrer” ou coisa semelhante. Mas diz: Você vai sofrer e, até pode vir a morrer. Veja adiante.

    Adverte-a de que o diabo lançara alguns deles na prisão com fim de serem provados. Isto que dizer que Deus permitiu, tal como no caso de Jó (Jo 1.6-13) que a fé deles fosse provada. Satanás nada pode fazer contra a igreja sem a permissão de Deus.

    Em todo caso, não tem problema, o Campeão, que triunfou sobre o reino das trevas (Gl 2.15) é o preparador, o técnico e capacitador da igreja. Ele já é mais que vencedora (Rm 8.37)..

    Jesus, o Sumo Pastor, já sabe como vai ser a história. A igreja perseguida é consolada. Ele diz: “Tereis uma tribulação de dez dias”.

    O que significa isso? 10 dias significa que vai passar breve. Jesus ensinou que será abreviado por causa dos escolhidos (Mc 13,20).

    Isaltino lembra que a expressão: “Até a morte” não é tempo, mas intensidade, significando: “mesmo que te leve à morte”.

    Jesus, a exorta a ser fiel até a morte. Entendeu? A igreja não vai escapar do sofrimento. Que seja fiel mesmo que morra. Ele mesmo nos deixou o exemplo para seguirmos as pisadas dele (1 Pe 2.21).

    Tudo bem. Quem disse isso foi Aquele que morreu e ressuscitou, “esteve morto e tornou a viver” e não morre nunca mais.

    Exortação Igreja Perseguida de Esmirna Ontem e Hoje

    São duas exortações:

    Admoestação universal: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” Ou seja, essas advertências, exortações, ensinos e promessas são do Consolador e servem para todas as igrejas, em todos os tempos e lugares.

    Promessa universal. Isto é, “O Espírito diz às igrejas”; Note o plural. A promessa não é exclusiva a Esmirna, mas para todas. Note, também, a ênfase na responsabilidade e individualmente de cada igreja local.

    Então, qual a promessa?

    A resposta é “o que vencer não receberá o dano da segunda morte”.

    E qual é a segunda morte? É a morte espiritual É a condenação no tribunal de Deus no Grande Trono Branco (Ap 20.6,11,14; 21.8). Esses não têm os nomes escritos no livro da vida.

    Jesus advertiu:E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mateus 10:28).

    Veja também: João 3:18,19:

    Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.”

    E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más”

    Jo 3.36:

    Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”.

    Hebreus 9:27:

    E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”

    Leia também: Passos Necessários Para Entrar no Céu

    @linkbiblia

    #linkbilbia

    @pastorodivanvealasco

erro: Deseja uma cópia. Solicite-a por e-mail em nosso formulário de contato