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  • A Base de Sustentação do Cristão

    A Base de Sustentação do Cristão

    A Base de Sustentação do Cristão: Onde está o seu ponto de equilíbrio?

    A jornada da fé é frequentemente comparada a uma travessia. No Salmo 20:7, o salmista nos lembra que as bases humanas são frágeis: “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus”. Enquanto o mundo busca segurança em bens materiais ou na própria força, o cristão é chamado a caminhar sobre uma plataforma invisível, porém inabalável: A Fé Palavra de Cristo.

    1. O Equilíbrio na Corda Bamba da Vida

    Imagine a vida cristã como um equilibrista atravessando uma corda bamba. De um lado, o abismo das preocupações; do outro, as distrações do mundo.

    • Qual tipo de equilibrista você tem sido? * Qual é o seu ponto de apoio?

    Muitas vezes, tentamos nos equilibrar usando nossas próprias habilidades, mas a “vara de equilíbrio” do cristão não é sua autoconfiança, mas sim Jesus Cristo. Sem Ele, qualquer vento de doutrina ou tempestade emocional nos faz vacilar.

    2. A Ousadia de Sair do Barco

    O texto de Mateus 14:25-31 nos apresenta Pedro em um momento de coragem extraordinária. Enquanto os outros discípulos permaneciam detidos no barco pela desconfiança ou pelo medo do “fantasma”, Pedro desafiou a lógica: “Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas.”

    Sair do barco significa abandonar nossa zona de conforto e nossos pontos de apoio humanos para depender exclusivamente da ordem de Jesus: “Vem”. Pedro andou sobre o impossível enquanto seus olhos estavam fixos no Mestre. Sua coragem nos ensina que o poder para vencer as crises não está em nós, mas na autoridade de quem nos chama.

    3. O Vento das Provações e a Luta Mental

    O mar desta vida não é calmo. O inimigo sopra ventos de provação, engano e desânimo. O Salmo 94:19 descreve perfeitamente o campo de batalha do cristão: “Na multidão dos meus pensamentos dentro de mim, as tuas consolações recrearam a minha alma”.

    Pedro quando sentiu a força do vento, deixou de olhar para Jesus, e olhou para o poder da tempestade, por isso começou a afundar. É exatamente isso que as hostes da maldade esperam no “vale da sombra da morte”. O mundo e as trevas torcem pela nossa queda, sussurrando: “Ele não vai aguentar”. No entanto, a nossa queda não é o fim quando sabemos para quem clamar.

    4. O Socorro que Sustenta o Pé que Vacila

    A experiência de Pedro termina com uma lição de graça. Ao começar a afundar, ele não recorreu a técnicas de natação, mas gritou: “Senhor, salva-me!”.

    “Quando eu disse: O meu pé vacila; a tua benignidade, Senhor, me susteve.” (Salmos 94:18)

    Jesus não deixou Pedro submergir. Ele estendeu a mão. Embora tenha havido uma exortação sobre a “pequena fé”, houve, acima de tudo, o amparo. Jesus é o nosso socorro presente. Se as ondas da vida estão altas e você sente que vai afundar no abismo das provações, não olhe para o tamanho das ondas; olhe para a mão estendida de Cristo.


    Conclusão

    Não somos equilibristas solitários. Nossa base de sustentação não é o barco (nossas posses e segurança terrena), nem o mar (nossas circunstâncias), mas a mão Daquele que caminha sobre as águas. Mantenha seus olhos fixos no Senhor e, mesmo que o seu pé vacile, a benignidade d’Ele o sustentará

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  • As Lições do Chamado de Mateus

    As Lições do Chamado de Mateus

    A urgência e a alegria do chamado de Jesus: Lições do chamado de Mateus

    A história de Levi, o cobrador de impostos, que mais tarde se tornou o apóstolo Mateus, é um poderoso lembrete sobre a natureza do chamado de Jesus. Em Lucas 5, a partir do versículo 27, vemos a radicalidade e a beleza dessa convocação. Jesus se aproxima de Levi, um homem desprezado por seu próprio povo por trabalhar para o Império Romano, e simplesmente diz: “Segue-me”. A resposta de Levi, imediata e sem hesitação, nos oferece três lições fundamentais sobre a vida cristã: a urgência, a alegria e a necessidade de tratamento.

    Imagem de Airgil Daviss por Pixabay

    1. O Chamado que exige urgência
      “Ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu.”

    Mateus não hesitou. Ele era um homem de posses, com um cargo de prestígio e muito bem remunerado. Deixar a coletoria de impostos significava abrir mão de uma vida confortável e segura. Para muitos, sua atitude poderia parecer insensata. Como alguém pode largar tudo para seguir uma pessoa que acabou de conhecer?

    No entanto, Mateus não era um estranho para a fama de Jesus. Ele já tinha ouvido falar do Messias por meio de João Batista, que preparou o caminho do Senhor, e as notícias sobre os milagres e ensinamentos de Jesus já se espalhavam por toda a região. Quando Jesus o chamou, Mateus sabia exatamente o que estava fazendo. Ele não estava seguindo um louco, mas sim o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

    A urgência do chamado de Jesus é um convite para priorizar o que realmente importa. Assim como Mateus, muitas vezes o Senhor nos chama para propósitos especiais ou para a salvação, mas a demora na resposta pode nos fazer perder grandes bênçãos. O mais importante na vida é atender ao chamado de Deus, porque isso é uma demonstração de amor e obediência. Em Mateus 22:37, Jesus nos lembra de amar o Senhor nosso Deus “de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento”. Quando amamos a Deus, queremos obedecer e estar perto dele.

    A negligência, por outro lado, traz consequências desagradáveis. O melhor caminho é atender ao Senhor com prontidão, dedicando nossos trabalhos e nossa vida a Ele. O trabalho para o Senhor pode ter suas dificuldades, mas as recompensas são eternas.

    1. O Chamado que traz alegria e convívio
      Após atender ao chamado de Jesus, a primeira coisa que Levi fez foi preparar um grande banquete em sua casa. A alegria de seu novo encontro com Jesus era tão grande que ele quis compartilhar com as pessoas de seu convívio: seus colegas cobradores de impostos e outros que eram considerados pecadores pelas autoridades judaicas.

    Esse gesto de Mateus nos ensina que a alegria de seguir a Jesus não pode ser guardada apenas para nós mesmos. A alegria do Evangelho nos motiva a compartilhar o que temos recebido. Mateus não se isolou em sua nova fé; pelo contrário, ele usou a sua influência para que seus amigos e colegas pudessem também ter a oportunidade de conhecer Jesus.

    O nosso relacionamento com a nossa comunidade e com o próximo é crucial para o nosso testemunho. A melhor estratégia de evangelismo é o nosso relacionamento genuíno com as pessoas. Como disse John Wesley: “Ninguém vai ao céu só. Deve encontrar amigos para ir com ele.” Não podemos comunicar o amor de Deus se não nos relacionamos com as pessoas. Compartilhar a nossa alegria, os nossos dons, e a nossa vida com os outros é a maior demonstração de amor que podemos dar.

    1. O Chamado para o tratamento de Deus
      A atitude de Jesus em comer com cobradores de impostos e “pecadores” gerou críticas dos fariseus e escribas. Eles se consideravam justos e separados dos pecadores. Jesus, no entanto, respondeu com uma verdade profunda: “Não necessitam de médico os sãos, mas os enfermos. Eu não vim chamar justos, e sim os pecadores, ao arrependimento.”

    Jesus veio para curar os doentes e salvar os perdidos. A história de Mateus nos lembra que todos nós precisamos de tratamento. Os fariseus, em sua autossuficiência, não puderam receber a cura e a alegria que Jesus oferecia. Eles se isolaram em sua própria justiça, enquanto aqueles que reconheceram sua necessidade, como Mateus, foram ao banquete, se aproximaram de Jesus e foram transformados.

    O convite de Jesus é para todos, especialmente para os que se sentem perdidos, doentes e pecadores. Se você reconhece que precisa de tratamento, não hesite em procurar o Médico dos médicos. O chamado de Jesus é um convite para a cura de todas as áreas de nossa vida: física, emocional, espiritual e financeira. Atender ao seu chamado é o primeiro passo para uma vida de cura, transformação e bênçãos eternas.

    Você se considera um dos que precisam de tratamento? A vida com Jesus é um convite a ser curado e transformado. Não demore, pois a alegria e a paz de Deus estão disponíveis para todos que atendem ao seu chamado com urgência e alegria.

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  • O CHAMADO DE ROMANOS 12 NA ERA DIGITAL

    O CHAMADO DE ROMANOS 12 NA ERA DIGITAL

    Como viver os princípios bíblicos num mundo que deseja possuir nossa vida, nossa atenção, nossos bens e talentos? A criação de muitas tecnologias supostamente para nos equipar com qualidade de vida, está, na verdade, roubando-nos, possuindo-nos, colocando-nos de joelhos em sua adoração. Isso tem um nome na Bíblia: idolatria. 

    Então, quero apresentar um guia para vivermos os princípios bíblicos e usarei como reflexão Romanos 12. Vamos explorar problemas e soluções para que este capítulo bíblico nos chama à resposta prática.

    Imagem de Emmerich Jörg Herrich por Pixabay

    O primeiro chamado é o da Renovação Mental: Livrando-se das Amarras Cotidianas.

    Umas das amarras cotidianas que temos de enfrentar em nossos dias é tempo gasto com mídias sociais. Por toda parte as pessoas estão olhando constantemente suas mídias. Estão ocupados 100% com elas. Descuidam dos filhos, dos cônjuges, nos afazeres domésticos, do trabalho, de tudo. E onde fica Deus em nossa agenda diária? E o zelo espiritual, onde vai parar?

    Verdade que há muito aprendizado bíblico online, cultos, grupos de compartilhamentos e notícias rápidas. Ótimo! Excelente! Mas há também muita perversão. Além disso, deparamo-nos com outro problema: muitos conteúdos elaborados por inteligência artificial para atender a uma demanda de produção cada vez mais crescente e que foge à capacidade de resposta humana. Então tudo é IA: a pregação, a voz da pregação, o louvor e todo o culto.

    Entretanto o chamado de Romanos 12 é para apresentarmos a Deus os nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional. Isto envolve nossa presença física tanto quanto emocional, espiritual e intelectual. Envolvimento e interação pessoal com nossa comunidade.

    Então precisamos criar limites e hábitos intencionais para cultivar uma mentalidade voltada para o propósito divino, e não para a rolagem interminável de telas.

    O chamado do versículo 2 de Romanos 12 é diretamente desafiador. Ele nos desafia a não nos deixarmos tomar a forma do mundo, mas sim, nos permitir sermos transformados pela renovação de nosso entendimento para experimentarmos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus

    Amor Autêntico: Navegando num mundo polarizado com empatia. 

    Mencionei acima a interação pessoal com a comunidade. Pois bem, os versículos seguintes nos desafiam exatamente a isso. Notem que o versículo 3 nos chama a uma visão humilde e verdadeira de nós mesmos; nos versículos 4-5 o chamado bíblico nos conscientiza de que somos parte do corpo de Cristo que é composto por vários membros diferentes, mas cada um tendo sua justa operação, interligados uns dos outros.

    Então, embora haja diferentes dons: profecia, ensino, ministério, exortação, misericórdia… tudo deve ser feito com a medida da fé que cada um recebeu e com alegria.

    O resultado disso é o amor prático. E esta é a ênfase nos versos seguintes: O amor. Amor que nutre os relacionamentos internos e externos da comunidade de fé. Veja os conselhos: 

    ⁹ – O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem.

    1 0 – Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.

    ¹¹ – Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;

    ¹² – Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;

    ¹³ – Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade;

    ¹⁴ – Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis.

    ¹⁵ – Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram;

    ¹⁶ – Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos;

    ¹⁷ – A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens.

    ¹⁸ – Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.

    ¹⁹ – Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.

    ²⁰ – Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.

    2 1 – Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. 

    Assim, o culto diferentemente do antigo testamento que se baseava em sacrifício de animais mortos para expiar pecados, agora, o sacrifício é através de vidas dedicadas a Deus, baseados no único e eterno sacrifício de Cristo, exercendo dons para a Glória de Deus: Cada Um Com Sua Contribuição Única e pessoal.

    Você é chamado(a) para prestar culto assim a Deus e, só assim, experimentará “a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. Romanos 12:2.

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  • A Soberania Divina Revelada na Babilônia: Propósitos e Instrumentos

    A Soberania Divina Revelada na Babilônia: Propósitos e Instrumentos

    A narrativa bíblica dos sinais de Deus na Babilônia, presentes no Livro de Daniel, oferece uma profunda reflexão sobre a soberania divina e sua atuação na história humana. Longe de serem eventos isolados, esses sinais possuem um propósito claro e são orquestrados por Deus para revelar sua autoridade suprema sobre todos os reinos e governantes da Terra.

    Os Propósitos dos Sinais Divinos

    O principal objetivo de Deus ao manifestar sua presença na Babilônia era fazer com que os reis do mundo reconhecessem que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens. Essa revelação da soberania divina é um tema recorrente no Livro de Daniel (Dn 2.27, 28, 37, 44, 47; 4.2, 17, 25, 32, 34; 5.18, 21).

    Essa compreensão transcende o tempo e o espaço. Enquanto a humanidade vive na dimensão do efêmero, Deus opera na dimensão do eterno. A passagem de João 13:7, “O que eu faço, tu não o sabes agora; mas depois o entenderás”, ecoa essa verdade, indicando que a compreensão total dos planos divinos pode não ser imediata, mas se revelará no devido tempo. A manifestação da soberania de Deus na Babilônia demonstra que tudo o que acontece está sob sua direção e controle.

    Os Instrumentos Humanos da Revelação Divina

    Deus não opera esses sinais de forma abstrata, mas usa indivíduos que se colocam à sua disposição. Os crentes que servem como instrumentos da soberania de Deus na Babilônia possuem características marcantes:

    • Crentes que vivem em santidade: Daniel é descrito como um “homem santo” (Dn 1.8, 9), que se recusa a se contaminar com as iguarias do rei. Sua integridade e pureza de vida são a base para que Deus o utilize como canal de sua vontade.
    • Crentes cheios de sabedoria divina: Sadraque, Mesaque e Abednego, junto com Daniel, demonstram uma sabedoria superior à dos sábios e astrólogos da Babilônia (Dn 1.17, 20). Essa sabedoria não é humana, mas um dom concedido por Deus.
    • Crentes de oração: A comunhão com Deus através da oração é fundamental. Daniel e seus amigos oram fervorosamente para que Deus revele o sonho do rei Nabucodonosor (Dn 2.17, 18), demonstrando que a adoração e a dependência de Deus precedem sua intervenção.
    • Crentes ousados na fé: A ousadia santa de Sadraque, Mesaque e Abednego, que se recusam a se prostrar diante da imagem do rei (Dn 3.15-18), é um dos exemplos mais claros de fé inabalável. Essa ousadia leva ao milagre da preservação na fornalha e à exaltação do Deus de Israel (Dn 3.24-28).

    Em última análise, a fidelidade desses homens reflete a promessa de que, aos que perseveram na fé e na santidade, será dado o Reino Eterno (Dn 7.27). A história de Daniel e seus amigos na Babilônia, portanto, não é apenas um relato de eventos passados, mas um lembrete atemporal de que a soberania de Deus se manifesta através da vida daqueles que confiam n’Ele plenamente.

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  • Como Podemos Ter Os Pecados Perdoados por Deus

    Como Podemos Ter Os Pecados Perdoados por Deus

    Atos 3.19: Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e para que venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor.

    Pecado: amartia: pecar, pecado ou adikia: praticar o mal, cometer injustiça. Pecado é errar o alvo proposto por Deus. Qualquer pecado ofende antes de tudo a Deus, e coloca o pecador em condição de condenação no julgamento de Deus. 

    O conceito bíblico é que todos pecaram (Rm 3.16) e carecem de Deus. Ou seja, o pecado é universal. 

    O salário ou recompensa pelo pecado é a morte (Rm 6.23). Então, o único remédio para o pecado é o perdão. Caso contrário a condenação.

    Você e eu, todos nós precisamos de perdão, duas atitudes fundamentais para sermos eternamente perdoados por Deus. 

    A primeira atitude é ARREPENDIMENTO. 

    “Arrependei-vos” diz a palavra. Foi a primeira mensagem pregada por Jesus (Mc 1.15). 

    O que é arrependimento? 

    É metanoia: mudança de mente, de sentimento, de pensamento em relação a uma crença errada. Nesse caso, mudar para a crença certa, orientada por Deus. Mudar da descrença para a crença em Deus. Sair da desobediência para a obediência.

    O que você tem pensado? Qual sua disposição em obedecer à orientação de Deus? 

    A Segunda atitude é converter-se a Deus. 

    Diz a palavra “convertei-vos” para serem cancelados os vossos pecados.

    Veja! O que pode cancelar seus pecados diante de Deus é a conversão. Não são obras nem religiosidade. Não. Se fosse assim, os ouvintes dessa pregação de Pedro estariam todos salvos, pois eram religiosos.

    Mas o que significa converter-se? 

    A palavra grega na Bíblia é Epistrepho: Voltar-se, voltar atrás. Fomos longe demais no pecado, no erro, na rebeldia contra Deus (Sl 53.3; Rm 3.10-23. Então percebemos que é hora de voltar para Deus.

    Em resumo: É perceber-se pecador, longe de Deus e confessar a Jesus como o único caminho de volta.

    Uma ilustração oferecida por Jesus é a Parábola do Filho Pródigo.

    Quando nos arrependemos de nossos pecados e confessamos a Deus recebemos duas grandes bênçãos.

    1ª Grande Bênção: Pecados cancelados

    Tanto a amartia , transgressão contra Deus; quanto adikia, ou seja: a injustiça, a impiedade são cancelados diante de Deus, apagados.

    “De seus pecados não me lembrarei jamais” (Hb 8.12;10.17).

    Então deixa de haver separação entre nós e Deus (Is 59.1,2) e podemos ser abençoados.

    2ª Refrigério pela presença de Senhor

    Eirene: Paz, Shalom de Deus. Isto significa que a guerra contra Deus acabou e a mais perfeita paz é a nova realidade eterna.

    E ainda a cháris; A graça e a paz juntas. Então, “sendo pois justificados pela fé temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1).

    Além e acima de tudo, temos o consolo do Consolador, o Paracleto (João 14.16)

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    Duas Melhores Atitudes Em Tempos de Difíceis

  • Duas Melhores Atitudes Em Tempos de Difíceis

    Duas Melhores Atitudes Em Tempos de Difíceis

    Muitas vezes, ao enfrentarmos dificuldades na vida, trabalhamos demais, acordamos cedo, vamos dormir tarde, noites mal dormidas. Em alguns casos nos sentimos impotentes. Não há nada que se possa fazer. Todas as possibilidades se esgotaram. Estamos de pés e mãos atados. O que fazer? Veja o Ensino e exemplo de Jesus em Mateus 26:37-45.

    Quero abordar: Duas Melhores Atitudes Em Tempos de Crise, baseado no ensino e exemplo de Cristo.

    A 1ª Melhor Atitude É Tempo de Orar.

    Quando estamos de pés e mãos amarrados, num beco sem saída, numa sinuca de bico, aí dizemos: Só um milagre! Só Deus. Só nos resta orar.

    Mas, a fé em Deus deve ser constante para tudo na vida cristã, até mesmo para dormir e acordar, à água que lava nosso rosto… A oração deve ser constante. Não apenas em horas desesperadas, de tristezas, de problemas. 

    O exemplo maior vem do Senhor Jesus que orava constantemente. A oração para Ele não era o último recurso, mas sim o primeiro. Ele sempre buscava estar em comunhão com o Pai.

    Em tempos de crises, em meio a guerras não podemos dormir eternamente em berço esplêndido. É tempo de vigiar, estar em alerta, vestir-se de força para enfrentar o inimigo, vestir a armadura (Ef 6.10s).

    Não dá certo você estar na guerra, lá na trincheira, dizer para seu inimigo: Vamos dar uma trégua que eu preciso dormir. O seu inimigo vai dizer: Dorme, neném!

    O nosso país, nossos familiares e irmãos, nós estamos em crise neste mundo. Tudo que acontece no mundo é problema nosso. É tempo de vigiar e orar como fez Jesus no momento crucial de sua vida.

    Ele buscou parceiros de oração, mas estes preferiram dormir mesmo diante do momento crucial para seu Mestre. Precisamos de parceiros de oração que vigiam conosco. Por isso Deus criou a Igreja, para ser este corpo de comunhão para todas as horas da vida.

    Mas tudo bem. Jesus não podia receber nenhuma ajuda. Ele era o campeão nomeado por Deus. O super heroi para expiar o pecado, por que só Ele, dentre toda a humanidade, desde Adão até o último homem, é a oferta propícia, aceita por Deus. Ele não deveria receber nenhuma ajuda pra ninguém requerer direitos diante de Deus. Obra exclusiva dele.

    O conselho do nosso campeão é: Vigiai e Orai. E esta ordem é constante. Vigiai e orai em todo tempo. 1 Ts 5.17: “Orai sem cessar.

    A 2ª Melhor Atitude é Confiar na Vontade de Deus.

    Muitas pessoas dizem que tem fé, mas quando as coisas caminham contra elas acabam se afastando de Deus, e agindo com incredulidade. Jesus se manteve fiel mesmo diante do silêncio de Deus, mesmo com resposta desfavorável, diante do não. 

    Mas nos dias de hoje as pessoas não aguentam ouvir o não, e ainda dizem: Eu não aceito! Pessoas mimadas que se acham no direito de exigir a benção de Deus, que Deus tem o dever de abençoá-las. 

    Entretanto, nem sempre Deus nos diz sim. Às vezes Ele nos diz espera, outras Ele nos diz não, porque Ele conhece toda nossa vida do princípio ao fim. Ele sabe o que é melhor para nós (Mt 7.7-11; Rm 8.26).

    Daí, precisamos entender que nem sempre a oração nos livra do problema, da crise, mas sempre nos dá forças para vencermos ou para enfrentarmos com dignidade e fé, fazendo com que o resultado seja o objetivo de nossa vida: Qual é esse objetivo? Vivermos para a glória de Deus (1 Co 10.31; Ef 1.12,14).

    Exemplos: Jesus – “seja feita a tua vontade” (v.39).

    Jó 1.26.

    Isto é o que significa não entrar em tentação: não cair da fé e do objetivo proposto por Deus para nós. Ef 6.13.

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  • SALMO 2: A Rebelião Contra Deus e Seu Ungido

    SALMO 2: A Rebelião Contra Deus e Seu Ungido

    Salmos 2:1-12: O Fracasso da Insurreição dos Povos Contra Deus e Seu Ungido

    ¹ Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs?

    ² Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo:

    ³ Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas.

    ⁴ Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles.

    ⁵ Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os turbará.

    ⁶ Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião.

    ⁷ Proclamarei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei.

    ⁸ Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão.

    ⁹ Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro.

    ¹⁰ Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra.

    ¹¹ Servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos com tremor.

    ¹² Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam. 

    Veja outra versão na Bíblia Online

    Imagem de Mirosław i Joanna Bucholc por Pixabay

    Salmo 2 Revela A Rebelião dos Povos Contra Deus e Seu Ungido

    O texto começa com uma pergunta: Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? (1).

    A resposta na mente do salmista é clara: É uma rebelião sem sentido, inútil, fadada ao fracasso.

    Os reis da terra se levantam contra o Senhor e contra seu Ungido (2). Ungido aqui no contexto se refere ao rei Davi. Podemos tomar como contexto 2 Sm 7, em que Davi se propõe a construir uma casa para Deus: Mas, Deus lhe diz que nunca precisou de casa. Ele livrou Davi de seus inimigos e lhe deu descanso e ainda fez promessas de estabelecer o seu reino para sempre. 

    Então, o Ungido neste primeiro momento é o rei Davi, mas em todos os momentos históricos se referem aos descendentes dele, até chegar o Rei Eterno de sua descendência – Jesus, o Cristo (Ungido). Por isso, este é um Salmo messiânico, e tem uma perspectiva escatológica.

    Todos do povo de Israel e de todos os povos deveriam respeitar o Ungido do Senhor. Davi nunca matou Saul ou lhe fez qualquer mal porque o tinha como ungido do Senhor. Naquele tempo só alguns tinham a unção para o ministério designado por Deus: Reis, sacerdotes, por exemplo. E só estes escolhidos tinham o Espírito Santo. Esta era a Unção. Quando Deus rejeitou Saul, o Espírito do Senhor saiu dele (1 Samuel 16.14-23).

    Entretanto, lembremo-nos de que hoje não há na igreja do Senhor um ungido especial (Ef 1.13), mas todos os crentes são ungidos do Senhor com o mesmo Espírito Santo. Ninguém deve se levantar contra ninguém porque todos somos a comunidade do Espírito de Deus. Somos todos iguais.

    O Ungido  prometido a Davi para reinar para sempre é Jesus de Nazaré. Por isso, que os apóstolos aplicaram o salmo 2 à rebelião das autoridades judaicas e romanas contra Cristo em Atos 4:24-27:

    ²⁴ E, ouvindo eles isto, unânimes levantaram a voz a Deus, e disseram: Senhor, tu és o Deus que fizeste o céu, e a terra, e o mar e tudo o que neles há;

    ²⁵ Que disseste pela boca de Davi, teu servo: Por que bramaram os gentios, e os povos pensaram coisas vãs?

    ²⁶ Levantaram-se os reis da terra, e os príncipes se ajuntaram à uma, contra o Senhor e contra o seu Ungido.

    ²⁷ Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel.

    Deus ri dos opositores: Eles são como criancinhas se rebelando contra os pais. Não têm nenhuma chance de vencer. A justiça de Deus os punirá.

    O seu Rei Ungido continuará firme. Ele não é apenas Rei. É Filho (6,7).

    Os povos estão todos debaixo do governo de Cristo (8-9).

    Os versos 10-12 : Um chamado ao arrependimento e reconhecimento do Filho de Deus para que não pereçam. 

    E termina com uma bem-aventurança:

    Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.

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