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  • O Maior Pecador da História de Israel

    O Maior Pecador da História de Israel

    O Maior Pecador da História de Israel marcou a história e levou toda sua descendência à ruína (Estudo em 1 Reis 21.25-29).

    A história bíblica está repleta de reis e rainhas, mas poucos deixaram um legado tão sombrio quanto Acabe, rei de Israel. Sua vida, marcada pela influência maligna de Jezabel, nos oferece um poderoso estudo sobre as consequências do pecado e a misericórdia divina. Em 1 Reis 21, mergulhamos em um episódio que selou o destino de sua linhagem e nos leva a refletir sobre a herança que deixamos.

    No começo do capítulo, vemos como Jezabel instigou a Acabe para cometer pecados tomando a vinha de Nabote. Ela até tomou a decisão dela mesma, dar a vinha de presente para o rei. Claro, usando de mentiras, falso testemunho, suborno e assassinato, ferindo todos os mandamentos de Deus.

    A Sentença Profética (17-24)

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    Deus mandou o profeta Elias se encontrasse com o rei Acabe na vinha de Nabote. Acabe estava tomando a vinha para si (c. 17,18). Deus mandou Elias dizer a Acabe: “Mataste para tomar a herança? Serás morto e no lugar que os cães lamberam o sangue de Nabote lamberão o seu também” ( v. 19).

    Acabe chamou Elias de inimigo. Elias não negou. Perseguiu-o e alcançou-o porque ele se deixou subornar, se vender para fazer o que é mau aos olhos do Senhor (v 20).

    Em decorrência disso, Deus faria cair desgraça sobre ele: varreria a família dele em Israel (v 21). Deixariam de existir (v. 22). Também os cães devorariam Jezabel (v. 23). Os descendentes de Acabe que morressem na cidade seriam devorados pelos cães e os que morressem no campo, pelas aves (v. 24).

    Deus mandou o profeta falar com Acabe. Deus já sabia inclusive onde Acabe estava naquele momento e onde o profeta o encontraria. Este estava tomando posse da vinha alheia.

    Deus sabe onde nos encontramos e o que estamos fazendo. Deus conhece os atos de injustiça que são cometidos, e os pune (Salmos 139).

    A palavra profética é uma sentença: Mataste para tomar a herança? Serás morto e no lugar que os cães lamberam o sangue de Nabote lamberão o seu também. (v. 19).

    Uma sentença que veio de Iavé através de seu porta-voz, o profeta. A profecia contém consolo, mas também castigo. O profeta tinha uma mensagem de Deus para o rei. A palavra de Deus incomodou Acabe e tem incomodado muitas pessoas que querem viver pecando. Essas pessoas têm pavor da luz porque elas amam as trevas (Jo 3.19).

    Por causa de Acabe, seu filhos, sua linhagem seria exterminada de Israel. Que herança maldita esse pai deixou para seu filhos! O tom da sentença já era conhecido (Veja 1 Reis 14.10,11).

    Hoje, entretanto, nossos pecados não influenciam na salvação de nossos filhos. Nossos pecados não mais punidos neles. Isso foi mudado no cativeiro babilônico com Ezequiel (Ez 18). e alcançou seu auge em Jesus, em que, todo o que nele crer será salvo (Jo 3.16). Agora, cada um responde pelos seus próprios pecados (Rm 14.10,13; 2 Co 5.10).

    Porém, as histórias dos pais sempre deixarão algum tipo de herança para os filhos. Herança de vergonha, de dor, de indignidade, de opressão, etc.

    Que herança nós estamos deixando para nossos filhos Se você tem deixado uma história triste, é tempo de mudá-la. Se você recebeu uma herança maldita, há cura em Jesus para você e para seus filhos. Jesus levou sobre si as nossas maldições (Is 53; Gl 3.14).

    O Maior dos Pecadores (25,26).

    O rei Acabe superou todos os pecadores dentre seu povo e sua geração (v. 25). Ele se deixou contaminar e adotou a idolatria dos cananeus, os quais Deus mandou Moisés e Josué exterminar conforme disse a Abraão (Gn 15.16).

    Acabe aborreceu ao Senhor mais que todos os outros homens, porque sua mulher o instigava para fazer o mal. Esposa foi feita para ser companheira, amiga, ajudadora no bem (Gn 2.18). Jezabel, entretanto, só sabia praticar o mal. Não se encontrava nenhum bom conselho nela. Acabe, por sua vez, era um home sem criatividade até mesmo para pecar. Mas o que faltava nele, sobrava em Jezabel. Ela conseguiu que ele conquistasse o diploma do homem mais pecador do mundo. Conseguiu fazê-lo extremamente desagradável a Deus.

    Entretanto, das esposas cristãs, Deus espera que sejam amigas, amáveis, boas donas de casa, mestras no bem (1 Tm 2.9-15; Tt 2.3-5; 1 Pe 3.1-6), de forma que ganhem seus maridos para Cristo, até mesmo sem palavras.

    Arrependimento para o Maior Pecador (27-29).

    Até que enfim Elias conseguiu uma conversão ao Senhor. Mas será que era arrependimento mesmo ou mais um ato de medo? Parece que Acabe não fazia o que fazia por maldade, mas por fraqueza. Conversão sincera traz consigo mudança de vida, o que parece não ter acontecido com Acabe, como veremos na capítulo 22.

    A sentença permaneceria e se cumpriria (v. 19; 22.38). Apenas foi retardada pela misericórdia de Deus (v. 29), devido a um ato de respeito medroso por parte do rei. Deus é louvado pelo Apóstolo Paulo como o “Pai das misericórdia” (2 Co 1.3). Onde o pecado de Acabe foi grande, a graça foi abundantemente maior (Rm 5.20). Mas mesmo a graça não pode ser tratada como graça barata. Podemos usar da graça, mas não, abusar dela (Rm 6.12).

    Conclusão

    Devemos crer que Deus sabe tudo o que fazemos e onde estamos. Ele é justo Juiz e fará vingança contra o pecado. Não queiramos bater o recorde do rei Acabe de maior pecador. Ao invés disso, usemos do arrependimento e da graça que Deus nos oferece. Além disso, tomemos cuidados com conselhos malignos mesmo dos mais próximos. Estes podem ser nossa ruína, e deles.

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    Por que pregamos o Evangelho de Cristo?

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  • Por que pregamos o Evangelho de Cristo?

    Por que pregamos o Evangelho de Cristo?

    Por que pregamos o Evangelho de Cristo? Respondendo à pergunta: “Por que esses crentes vivem pregando querendo converter todo mundo?”

    Outro dia alguém perguntou: “Por que esses crentes vivem pregando querendo converter todo mundo?”

    Aí eu respondi apontando os motivos pelo qual pregamos o evangelho de Cristo. Não sei dos motivos de outros pregadores, e de outras igrejas, mas, os meus motivos encontram-se nas Escrituras Sagradas. Vou tomar em minha defesa o texto de Marcos 16.15,16:

    E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

    Vejam bem: Eu poderia nesta manhã linda de outono, pegar minha cadelinha, ir para o cerradinho lá perto de casa, e ficar contemplando a natureza, ouvindo o canto dos pássaros, orando e depois ir para casa almoçar, depois tirar aquela soneca, enfim, levar a vida assim, numa boa.

    Por que, então, interrompo esse programa super agradável para ir pregar ou ensinar o evangelho?

    Por que os crentes fazem isso? Vamos aos motivos expressos neste texto das Escrituras.

    Imagem de travel2h por Pixabay

    1º Motivo: Estamos Cumprindo a Missão: Obedecendo a ordem de Jesus.

    Jesus mandou aos primeiros discípulos. Eles obedeceram. Por isso o evangelho chegou até nós hoje e nós continuamos a fazer a mesma coisa e continuaremos até que Jesus volte.

    É uma ordem soberana. Jesus disse: “Todo poder me foi dado no céu e na terra, por tanto ide…” (Mt 28.18-20).

    Então, manda quem pode. Obedece quem tem juízo. Procuro ser ajuizado, porque sei quem é o Senhor.

    2º Motivo: O evangelho é a melhor notícia de todos os tempos? 

    Qual ordem é ir e pregar o evangelho para todos. Mas o que é evangelho? O evangelho é a mensagem de salvação, as boas novas ou boas notícias de salvação. 

    Mas vai além de boas notícias, pois há muitas boas notícias neste mundo, porém nenhuma melhor do que o evangelho. Veja! Uma pessoa ser curada de câncer é uma boa notícia, não é verdade? Ser curado de Covid19 é uma excelente notícia; ganhar muito dinheiro é ótima notícia. 

    Mas ainda não são as melhores notícias, pois uma pessoa pode ser curada dessas doenças e de outras enfermidades, ganhar muito dinheiro, e ainda assim perder a salvação, e padecer no inferno eternamente.

    Mas o evangelho é a notícia mais importante porque só por ele você pode evitar a perdição eterna. 

    Mateus 16:26: Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma? 

    Nada. Absolutamente, nada. Não há nada que alguém possa oferecer a Deus pela sua salvação, porque tudo que pudermos fazer será apenas obras de pecadores, e obras de pecadores não salvam. Só a oferta de uma vida pura e santa é capaz de salvar. Essa oferta só Jesus pode oferecer; mas ninguém.

    Por isso, nunca houve, não há, e jamais haverá outra notícia mais importante do que a pregação do evangelho.

    Para tudo e ouça o evangelho. Para tudo, igreja, e pregue o evangelho

    Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. 

    Romanos 1:16

    A grande notícia é: Deus quer salvar a todos. E só há salvação em Jesus Cristo

    3º Motivo: O Evangelho é a salvação?

    O evangelho é o meio pelo qual Deus desvia de nós o julgamento. Obedecendo ao evangelho seremos absolvidos no juízo de Deus porque Jesus, na cruz, padeceu em nosso lugar.

    2 Co 5.10: Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.

    2 Tessalonicenses 1:5-10: Prova clara do justo juízo de Deus, para que sejais havidos por dignos do reino de Deus, pelo qual também padeceis; Se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam, E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, Com labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder, Quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em todos os que creem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós). 

    Mc 16.16: Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

    Ninguém pode comparecer num tribunal sem um advogado. Então, precisamos de um Advogado. Deus só aceita a advocacia de Jesus em nossa defesa. Se alguém comparecer no tribunal de Deus sem a fé em Jesus, será condenado (2 Tm. 2.5,6; At 4.12). 

    Como podemos obter a advocacia de Jesus em nosso favor? Como ele pode nos defender? Arrependei-vos e crede no evangelho, disse Jesus em Mc 1.15. A fé em Cristo e a confissão de pecados a Ele são o único meio de contratarmos os serviços de Jesus na cruz em nosso favor.

    Pela graça sois salvos por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus (Ef 2.8).

    Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

    Deus quer que todos os homens sejam salvos, e venham ao conhecimento da verdade. 

    1 Timóteo 2:4

    Nós anunciamos e pregamos que Deus quer salvar você, quer salvar a todos. Deus não quer que ninguém se perca.

    Nós também não queremos que ninguém seja condenado. Por isso, pregamos o evangelho. 

    Jesus não quer que ninguém seja condenado, por isso pregamos. 

    E você? Você quer ser condenado(a)? Alguém aqui quer ser condenado?

    Então, o que tem de fazer?

    Creia em Jesus.

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  • A Geografia da Soberania Divina: Desmistificando a Batalha Espiritual Regionalizada

    A Geografia da Soberania Divina: Desmistificando a Batalha Espiritual Regionalizada

    A Geografia da Soberania Divina: Onde Deus governa? Onde Ele exerce todo seu poder? Descubra neste post.

    A passagem bíblica que narra o confronto entre Israel e a Síria, em 1 Reis 20, nos oferece uma rica ilustração sobre a natureza onipresente e absoluta do poder de Deus. A narrativa não apenas descreve um evento histórico, mas também lança luz sobre concepções equivocadas acerca da atuação divina, tanto naquela época quanto, por analogia, em algumas correntes da teologia contemporânea.

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    O profeta, agindo como porta-voz de Deus, adverte o rei Acabe sobre a iminente investida síria, concedendo-lhe um ano para se preparar (v. 22). Contudo, a estratégia dos sírios revela uma crença limitada e territorial sobre a divindade. Seus servos atribuem a derrota na batalha anterior ao fato de os “deuses de Israel” serem divindades das montanhas, inferindo que, em um terreno diferente, no vale, a vitória seria alcançada (v. 23).

    Seguindo essa lógica falha, o rei da Síria implementou uma reestruturação militar, substituindo reis por capitães e planejando um novo ataque em um vale (v. 24-26). A disparidade entre os exércitos é gritante: Israel surge como “dois pequenos rebanhos de cabras“, enquanto os sírios cobriam a terra com sua multidão (v. 27).

    É nesse cenário de desvantagem numérica que a voz de um homem de Deus ecoa com uma verdade fundamental: “Porquanto os sírios disseram: O Senhor é deus dos montes, e não dos vales, toda esta grande multidão entregarei nas tuas mãos, e assim sabereis que eu sou o Senhor” (v. 28).

    Desmistificando a Batalha Espiritual Regionalizada

    Essa declaração profética desmistifica a crença pagã de que cada região era dominada por uma divindade específica. Em Israel, Javé poderia ter sido, erroneamente, equiparado ao limitado Baal, tido como deus dos montes e bosques. A iminente vitória demonstraria, de forma inequívoca, que Javé é Deus, independentemente da geografia. Sua soberania transcende qualquer fronteira física ou celestial. Não há recanto no universo onde Jeová não reine de forma absoluta.

    Essa antiga crença encontra um eco contemporâneo na teologia da chamada “Batalha Espiritual“, que postula a existência de castas e potestades malignas com domínio sobre regiões específicas. Embora reconheçamos que o mal pode se concentrar em determinados lugares, a lição da narrativa bíblica permanece inabalável: em qualquer lugar, Javé é o Deus absoluto.

    A declaração do profeta anônimo serve como um lembrete poderoso dessa verdade. Assim como os sírios tiveram sua visão limitada da divindade confrontada pela realidade do poder de Deus, também nós devemos firmar nossa convicção na onipresença e onipotência do Senhor.

    As palavras de Jesus ressoam com a mesma autoridade: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28:18). Como agentes de Cristo, munidos dessa certeza, avancemos contra as próprias portas do inferno (Mateus 16:18), sabendo que não há território onde o poder do nosso Senhor não alcance a vitória. A batalha não é definida pela geografia, mas pela inabalável soberania de Deus em todos os lugares.

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  • A Derrota de Um Rei Ébrio: Uma Lição Atemporal

    A Derrota de Um Rei Ébrio: Uma Lição Atemporal

    A Derrota de Um Rei Ébrio deve servir de lição para todos os que gostam de embriagar

    O relato bíblico de 1 Reis 20:16-21 nos apresenta uma cena surpreendente: um rei, Ben-Hadade da Síria, imerso na embriaguez em meio a seus aliados, trinta e dois outros reis. Em vez de estar vigilante e estrategicamente posicionado, o líder se entrega aos prazeres da bebida, confiante em sua aparente superioridade numérica e armamentista. Essa imagem vívida nos oferece uma poderosa lição sobre a fragilidade do poder quando aliado à imprudência e à falta de autodomínio.

    Lembre-se, mesmo os que não têm grandes responsabilidades como um rei, têm, entretanto, a coisa mais valiosa a guardar: suas vidas, que exige sobriedade e responsabilidade.

    Os espiões de Ben-Hadade cumprem seu papel, informando sobre a saída de um grupo de homens de Samaria. Eram os líderes da província acompanhados de seus jovens. A reação do rei sírio, embriagado pela bebida e pela arrogância, é ordenar a captura de todos com vida. Essa decisão, tomada sob a influência do álcool, demonstra uma subestimação perigosa do inimigo e uma completa desconexão com a realidade da situação.

    A Derrota de Um Rei Ébrio Surpreendido

    O que se segue é um revés inesperado para Ben-Hadade. Atrás dos jovens surge um exército de sete mil homens, que persegue os sírios e os inflige uma grande derrota. O próprio rei sírio mal consegue escapar. O versículo 21 resume a humilhação: “O rei de Israel destruiu os cavalos e os carros, e feriu os sírios com grande estrago”.

    Agora, presta atenção! É impressionante notar de quem Acabe, rei de Israel, tinha medo: um homem entregue à embriaguez em pleno dia. A embriaguez cega para o julgamento, enfraquece a vigilância e mina a capacidade de liderança. Como bem nos adverte o livro de Provérbios (31:4), “Não é para reis, ó Lemuel, não é para reis beber vinho, nem para príncipes desejar bebida forte”. Claramente, o rei da Síria não teve a sabedoria de uma mãe como a do rei Lemuel para guiá-lo, ou se tinha, como muitos, a desprezou.

    Apesar da eficiência de seus espiões em coletar informações, a embriaguez de Ben-Hadade o impediu de utilizar esses dados de forma eficaz. Essa situação ecoa em nossos dias. Muitos ouvem os alertas sobre a necessidade de preparação espiritual e de prestar contas a Deus, mas preferem viver embriagados pelas ilusões do mundo, negligenciando o chamado à sobriedade e à vigilância.

    Sob Os Efeitos da Obediência A Deus

    A narrativa bíblica também destaca a importância da obediência. Conforme a palavra do homem de Deus, a vitória se concretizou (v. 13). Acabe experimentou o sabor de um triunfo genuíno porque, naquela ocasião específica, escolheu seguir as instruções divinas.

    No cotidiano, observamos as consequências trágicas da embriaguez e do uso de outras drogas. Notícias de violência, crimes e acidentes de trânsito frequentemente revelam a influência dessas substâncias. O Apóstolo Paulo nos exorta a fugir das “bebedices, glutonarias e coisas semelhantes” (Gálatas 5:19-21).

    A sabedoria reside em dar ouvidos a essa Palavra, reconhecendo que a sobriedade e o autodomínio são caminhos para a verdadeira vitória, tanto em batalhas literais quanto nos desafios da vida, nas lutas interiores e pessoais.

    A Derrota de Um Rei Ébrio É Um Alerta

    A história do rei ébrio Ben-Hadade serve como um alerta perene. A embriaguez, em suas diversas formas, obscurece o discernimento e nos torna vulneráveis à derrota. Que possamos aprender com esse relato e buscar a sobriedade em todas as áreas de nossa vida, para que, ao contrário do rei sírio, possamos aproveitar as informações que recebemos e trilhar o caminho da verdadeira vitória, guiados pela sabedoria e pela obediência a Deus, o Guia perfeito.

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  • Quem São As Pessoas Mais Felizes do Mundo?

    Quem São As Pessoas Mais Felizes do Mundo?

    Quem São As Pessoas Mais Felizes do Mundo? Jesus disse: “Bem-aventurados os que não viram e creram”

    E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos?

    Não está aqui, mas ressuscitou

    Lucas 24:5,6a

    “Bem-aventurados os que não viram e creram” em Jesus Cristo ressuscitado. Esses têm a fé e a  felicidade que transforma tristeza em alegria. 

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    Jesus Cristo Vive e Continua Operando Maravilhas

    Estamos há quase dois mil da morte de Cristo. Segundo o calendário cristão, estamos a 2025 anos do nascimento de Cristo. Isso significa que em 2033, estaremos a exatos 2 mil anos de sua morte, pois Cristo teria morrido aos 33 anos.

    Mas, apesar do tempo decorrido, a crença de que Jesus Cristo morreu e ressuscitou permanece viva em muitos cristãos em todo o mundo. Os séculos e as muitas dúvidas levantadas ao longo da história não foram capazes de apagar a fé cristã, pelo contrário, parece que as perseguições abrasam mais o fervor dos discípulos de Cristo.

    Fato inegável: Jesus continua operando maravilhas e transformando vidas. A cada dia muitas pessoas encontram no Senhor motivos para viver, para mudar de vida e para pregar em testemunho de sua fé.

    Entretanto, há muitos que ainda precisam da salvação do Senhor, porém continuam buscando o Salvador entre mortos. Por isso, estes vivem uma falsa alegria e com falta de significado para suas vidas. Outros vivem em tormentos causados pelo medo da morte.

    O que aconteceu no primeiro dia da semana após a morte de Cristo mudou a vida dos discípulos. Eles estavam tristes e escondidos com medo dos judeus (Jo 20.19), que foram os causadores da morte de Jesus. Os discípulos temiam porque o próximo alvo agora seriam eles.

    “A vossa tristeza se transformará em alegria” (Jo 16.20)

    Mas, além do medo, um vazio invadiu a alma dos discípulos, pois eles deixaram tudo e seguiram a Jesus, acreditando que este restauraria o reino a Israel e reinaria sobre o mundo. Eles, os discípulos, seriam seus ministros dominando sobre o Império Romano, e reinando sobre todas as nações (Mc 9.33-37; 10.35-41; At 1.6).

    Mas agora, o Mestre e Senhor deles estava morto e eles seriam os próximos a morrer. A frustração e o vazio tomaram conta deles.

    Como eles saíram do medo para a coragem? Como a tristeza deles se converteu em alegria? Foi a notícia da ressurreição: O Senhor ressuscitou!

    A partir de então o clima mudou no interior deles. Pedro correu ao sepulcro e constatou que algo teria acontecido, porém ainda não tinha certeza. Tudo pareceu aos discípulos como um “delírio” (Lc 24.11) e ficaram “maravilhados” (Lc 24.12). Entretanto ainda a alegria deles não era completa, porque duvidavam.

    Bem-aventurados, mas creram no Cristo VIvo

    Como acreditar numa notícia tão extraordinária entregue por três mulheres? Mulheres nem eram contadas na época. Mulheres eram facilmente levadas por fantasias. Mulheres não tinham credibilidade naquela sociedade. Fato é que, entre os principais discípulos de Jesus só haviam homens; eram 12.

    Entretanto, as mulheres são mais crentes. Mulheres são mais zelosas. Por isso, elas foram ao sepulcro para cuidar do corpo de Jesus como era costume delas para com os mortos (Mc 16.1). Mesmo atemorizadas, elas foram ao sepulcro. O medo não as impediu de servir ao Senhor.

    Então, elas foram as primeiras a terem notícias da ressurreição. Que honra! Cumpriu-se um princípio bíblico: Deus honra aqueles que O honram (1 Sm 2.30; Jo 12.26). Nesse caso as mulheres honram mais ao Senhor, procurando-o, sem temor, após a morte dele. Mesmo morto, o Senhor continuava sendo o Senhor delas. O medo não as impediu de procurá-lo e servi-lo.

    Elas foram as primeiras a receberem a notícia de que o Senhor não se encontra entre os mortos, pois Ele vive.. 

    Desde então, acabou a busca pelo Salvador no sepulcro. A alegria voltou. A paz invadiu suas almas. A alegria delas foi completa.

    Mas aqui está uma prova de que as Escrituras são autênticas e verdadeiras, e não um livro escrito para enganar. Ela narra os fatos de modo simples, tal como aconteceu. Caso quisesse enganar, nenhum escritor daria às mulheres voz nessa história milagrosa. Mulheres jamais seriam testemunhas da ressurreição do Senhor. Esta honra seria dada a um profeta, a um sumo sacerdote ou a um homem reconhecidamente piedoso, com credibilidade.

    Mas inacreditável ainda é que a incumbida de anunciar os onze principais discípulos a ressurreição do Senhor foi justamente Maria Madalena, que anteriormente fora prostituta, de quem Jesus havia expulsado sete demônios (Mc 16.9-11). Lógico! Eles não acreditaram nela.

    E foi assim que a grande notícia abalou Jerusalém e abalaria todo o mundo a partir de então: Jesus ressuscitou! Ele deu provas disso. Apareceu aos dois discípulos no caminho de Emaús (Lc 24.13sgs). Aos discípulos atemorizados e escondidos numa casa (Lc 24.36-49) quando até, comeu com eles. Apareceu a Tomé uma semana depois (Jo 20.25-29). Eles tocaram em Jesus, conversaram e receberam instruções do Senhor por 40 dias e muitos o viram (At 1.3). Ele apareceu a mais de quinhentos irmãos (1 Co 15.6).

    Cristo é anunciado como Salvador desde então, e o será até o fim do mundo. E é “bem-aventurado os que não viram e creram” (Jo 20.29). 

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  • Elias e Eliseu: Transferência de Ministério

    Elias e Eliseu: Transferência de Ministério

    Elias e Eliseu: Transferência de Ministério. Deus anunciou a aposentadoria de Elias (1 Reis 19-21).

    Elias partiu e encontrou Eliseu lavrando com doze juntas de bois. Lançou-lhe a capa (v. 19). Eliseu deixou os bois, correu atrás de Elias e pediu para deixar ir “beijar” o pai e a mãe. 

    Imagem de Djane Daviss por Pixabay

    Elias lhe diz: “Vai, volta; o que te fiz eu?” (v. 21). 

    Eliseu deixou Elias, voltou, matou sua junta de bois e o cozeu com a madeira dos aparelhos do arado e a deu ao povo. Então seguiu a Elias.

    Os nomes de Elias, “Jeová é Deus”, e Eliseu, “Deus é Salvação”, formam uma mensagem doutrinária e evangelística. O primeiro ensina que Jeová é o único Deus. Não existe outro. Nem Baal, nem Aserá nem qualquer outro pode valer. 

    O segundo informa que esse Deus Jeová é salvação. Isaías enfatizaria isto mais tarde..

    Eliseu era um homem ocupado. Ele estava arando a terra quando Elias o chamou. A Bíblia Vida Nova diz que “se as doze juntas de bois pertenciam a seu pai e povo mencionado em 21 eram servos domésticos e agrícolas, e sua família deveria ser próspera”. 

    Bem, para ter matado os bois, assado a carne com a madeira do arado e dado tudo ao povo (v. 21), só podia ser o dono, pois um empregado dificilmente faria isso. 

    O chamado de Elias foi mais importante do que o seu trabalho, porque era o chamado de Deus. E com que maestria ele exerceria seu ministério! Que dedicação exemplar! Também, trata-se do chamado do homem considerado o pai dos profetas, Elias. 

    Este aparece na transfiguração de Jesus representando todos os profetas (Lc 9.30). Sua autoridade é indiscutível. Eliseu sabia muito bem a quem estava seguindo. Ele não é seguidor de profetas loucos. Mas seguir o homem de Deus.

    O Chamado de Deus

    Deus tem chamado muitas pessoas durante muitos anos, mas elas continuam apegadas aos seus bois. Consideram-no mais importante do que o serviço de Deus. 

    Muitas coisas têm efêmeras têm mantido as pessoas longe de Deus e de seu propósito. Até quando permanecerão cativas?

    Jesus foi mais exigente que Elias. Este permitiu a Eliseu despedir-se de seus pais. Jesus exigiu obediência imediata (Lc 9.57-62). 

    O chamado de Jesus não é o chamado de um profeta, mas do Filho de Deus. Manda quem pode; obedece quem tem juízo.

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    Leia também: A mulher que amas

  • Elias no Divã de Deus

    Elias no Divã de Deus

    Elias no Divã de Deus: “Que Fazes Aqui?” e a Cura para o Desânimo (1 Reis 19. 9-18)

    Elias entrou numa caverna onde passou a noite e lhe veio a palavra do Senhor dizendo: “Que fazes aqui, Elias?” (v. 9). 

    Elias falou de seu zelo pelo Senhor Deus, enquanto “os filhos de Israel deixaram a aliança, derrubaram os altares de Deus, e mataram os profetas do Senhor.

    Só eu fiquei e tentam matar-me também, disse ele (v.10). Deus o chama para fora da caverna, a se pôr em sua presença, pois Deus vai passar. Passa um vento forte que despedaçava as penhas, mas o Senhor não está no vento. 

    Depois veio um terremoto, mas o Senhor não está no terremoto (v. 11). 

    Depois um fogo, porém o Senhor não estava no fogo.

    Depois uma voz calma e suave (v. 12). Só então Elias saiu à entrada da caverna. “Ouvindo-a, Elias envolveu o rosto na capa e, saindo, pôs-se à entrada da caverna”.

    Elias no Divã de Deus Desabafa Sua Angústia e Solidão

    Uma voz lhe dizia: “Que fazes aqui, Elias?” (v. 13). Elias torna a falar do seu zelo, enquanto os filhos de Israel deixaram a aliança, derrubaram os altares, e mataram os profetas de Deus. Resta só ele e querem matá-lo também (v. 14). 

    Deus lhe diz: “Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco. Quando lá chegares, unge a Hazael rei sobre a Síria” (v.15) e a Jeú, rei de Israel, e a Eliseu ungirás profeta em teu lugar (v. 16). “Quem escapar da espada de Hazael, Jeú matará, e quem escapar da espada de Jeú, Eliseu o matará” (v. 17). “Também conservei em Israel sete mil – todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou” (v. 18).

    Elias chegou ao Horebe ou Sinai, entrou numa caverna onde passou a noite e o Senhor falou com Ele: “Que fazes aqui Elias?”. Foi ali que um dia Deus falou com Moisés e lhe deu Sua palavra (Ex 20). Agora Deus fala com o seu profeta. Era um lugar considerado sagrado. O lugar da presença de Deus. Por isso era chamado “o monte de Deus” (8). Quando estamos abatidos, tristes, desanimados devemos buscar perseverantemente a presença de Deus. 

    Algumas Considerações

    Muitos quando estão desanimados nem se quer vão às reuniões da igreja, que muitas vezes fica ao lado de sua casa, no seu bairro ou cidade.

    Elias investiu numa caminhada de “quarenta dias e quarenta noites” (v.8) para buscar essa presença bendita. A voz de Deus lhe dera forças e direção para prosseguir no seu ministério. 

    Elias respondeu a Deus falando de seu zelo e de como os filhos de Israel estavam pecando. Aqui temos a tônica de todos os profetas, o objetivo principal da profecia: o povo deixou a aliança, derrubou os altares, e mataram os profetas (veja Mt 23.37). 

    A partir disso o profeta chamava o povo ao arrependimento e à conversão a Deus. Isto quer dizer que o profeta olhava para trás (o pacto no Sinai, Ex 20), para a situação em que se encontravam, e proferia uma sentença futura. O profeta não é um vidente, embora haja evidência na profecia.

    A queixa de Elias, como já vimos, tem fundamento. Ele está abatido com razão. Ele está sofrendo de depressão por motivos reais e em decorrência de seu ministério estressante. 

    De fato, muitos constatam que “lidar com gente é pior do que lidar com animais”. Mas Deus está interessado em gente, e não há como o profeta se esquivar. Ele terá que sair da caverna e cumprir a vontade de Deus. 

    Mas primeiro, Deus, o Psicólogo, vai curar-lhe a depressão. Elias está no Divã de Deus. A forma de tratamento é singular: Só Deus conhece essa terapia. 

    Elias, devido aos milagres realizados, talvez pensasse que não adiantava mais lutar, não tinha mais o que fazer. Já havia anunciado falta de chuva, faltou. Anuncia chuva, choveu. Onde havia a última porção de comida disse que não faltaria, não faltou. Pediu para Deus msndar fogo do céu, desceu e consumiu completamente não só o holocausto, mas tudo que sobre onde estava preparado. Correu mais veloz do que os cavalos do rei.Bem, o que mais poderia fazer para o rei, a rainha e o povo se converterem e acabar a perseguição? 

    Agora a rainha jurou-lhe de morte e ele não está vendo jeito de escapar, senão, fugir. Talvez Elias estivesse esperando Deus fazer algo ainda mais extraordinário. Então Deus mostrou algumas coisas como veremos a seguir sobre Sua maneira de agir.

    Como Deus Age

    1 – Deus não age apenas de forma sobrenatural. Nem sempre teremos um vento destruir, ou fogo descendo do céu, terremoto (At 4.24-31). Às vezes ele age de forma mansa e tranquila. Nem sempre sua voz estremece como aconteceu quando Deus falou com Moisés ali mesmo no Horebe (Êx 19.16-19). Ele também fala mansamente. 

    2 – Elias foi parar ali por causa do medo e do desânimo. Mas Deus o chamou para fora, para ele ouvir Sua voz, e para cumprir a missão profética. Mais tarde o Apóstolo Paulo diria ao um jovem pastor: “Sofre as aflições como bom soldado de Jesus Cristo” (2 Tm 2.3).

    Muitas vezes estamos escondidos na caverna do desânimo e do medo, mas Deus nos chama para fora. Precisamos ouvir a voz de Deus e sairmos da nossa caverna. Precisamos enfrentar a vida com fé em Deus e sua palavra. Elias estava no “monte de Deus“, muitos estão também na igreja de Deus, mas como se estivessem na caverna.

    3 – Elias apresentou suas justificações (ou seriam desculpas?). Ele se sentia só, como Moisés, cujo povo nem esperou ele descer do monte com a palavra de Deus (Ex 32.8). De fato eram problemas sérios. Mas, pessoas estressadas têm a tendência de aumentar, supervalorizar os problemas. 

    Devido a isso, o Pr Jilton Moraes disse que “quase que teríamos um livro chamado Lamentação de Elias”. Entretanto, Deus está acima das circunstâncias difíceis que envolvem nossa vida e ministério. 

    Paremos de lamentar nossa debilidade, nossa dificuldade, os problemas da vida. Deus é maior que tudo isso. Deus chamou Elias para fora e fez-lhe ver coisas ocultas que ele não sabia (Jr 33.3). 

    Ele pensava estar só. Deus lhe mostrou que havia sete mil que não dobraram os joelhos a Baal. Estes lhe serviriam de apoio. 

    Deus mostrou-lhe o que fazer: ungir Hazael, rei da Síria, Jeú, rei de Israel. Estes executariam justiça em Israel. 

    Mandou também ungir a Eliseu, como profeta em seu lugar. Mediante isso, a rainha perversa seria punida e morta (2 Rs 9;), Acabe também (1 Rs 22.29ss) e ele, Elias, iria se aposentar em grande estilo, e iria curtir a aposentadoria no céu, sem precisar passar pelo estresse da morte (2 Rs 2.11). Deus reconheceu que o ministério de seu servo é estressante.

    Lição de Elias no Divã de Deus

    Devemos ouvir a pergunta de Deus: O que você está fazendo aqui, meu filho, minha filha? O que você está fazendo desanimado(a), com medo, estressado? Sai para fora desta caverna. Sai dessa situação. Venha! Ouça-me! Tenho vitória para você. Tenho direção para sua vida. Tenho para você, apoio e uma missão a cumprir. 

    Há sete mil que não dobraram os joelhos perante Baal, o que demonstra que sua pregação tem resultado, embora você não o saiba (18).

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