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  • El e Elohim: A Unicidade do Deus Criador e a Divindade de Jesus

    El e Elohim: A Unicidade do Deus Criador e a Divindade de Jesus


    A compreensão da identidade divina nas Escrituras Sagradas passa, inevitavelmente, pelo entendimento dos termos originais. Nas línguas semíticas antigas (como o árabe, o hebraico e o aramaico), as referências a “Deus” ou “deuses” eram muito comuns e compartilhavam bases linguísticas semelhantes:

    • אֵל (El): Forte, Deus, deus.
    • אלהים (Elohym): Deus; Deuses (forma plural). Conforme “O Pentateuco e sua contemporaneidade” (Isaltino G. C. Filho), o verbo barah (criar) é usado somente para os atos de Deus (Elohym). Embora o substantivo Elohym esteja no plural, o verbo aparece sempre no singular, ou seja, “no princípio criou Deus” (Elohym) e não, deuses.

    Deus (Elohym) aparece logo no primeiro capítulo e no primeiro versículo do Livro que se apresenta como a Sua Palavra. Mas o que esse plural (Elohim) e a própria história bíblica nos revelam sobre Ele?


    Jesus e a Criação: O Verbo Estava com Deus

    Onde Jesus estava no princípio? Quem era Ele?

    O Evangelho de João (Capítulo 1, versículos 1 a 3) nos responde com clareza que Jesus era o Verbo. O texto afirma que o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Diz ainda que todas as coisas foram feitas por Ele e, sem Ele, nada do que foi feito se fez.

    Em suma, João apresenta Jesus em sintonia perfeita e participativa com Deus, identificando-O também como El ou Elohim.


    O Significado de Elohim para os Hebreus

    Embora Elohim fosse originalmente um nome genérico para divindades e seres espirituais no mundo semítico, para os hebreus ele ganhou um sentido inteiramente novo. O termo passou a designar o Deus de Israel, que reivindica a unicidade — uma Personalidade suprema que reúne em si todo o significado da divindade:

    Poder, glória, honra, conhecimento, presença, eternidade, justiça e amor.

    Nesse sentido, o plural de El, Elohim (אלהים), representou para os hebreus o único Deus verdadeiro, Criador dos céus e da terra (cf. Dt 6.4,5; Is 44.6; 1 Co 8.6).


    Ensinamentos Práticos e Teológicos

    A revelação de Deus como Elohim nos traz duas grandes lições:

    1. O Criador Criativo

    A beleza, o desenho, as formas e a simetria de todas as coisas criadas nos informam que Deus não é apenas o Criador, mas também um ser inteligente e harmonioso. Há uma intencionalidade em toda a criação, e ela reflete os aspectos do seu Artífice.

    Como bem diz o Salmo 19:1:

    “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.”

    • A Lição: Desprezar a Deus é desprezar a nossa própria origem e o nosso Criador.

    2. Superioridade e Exclusividade

    Deus se apresenta de forma exclusiva. Ele exclui tudo mais que a humanidade chamava de “deus” e se coloca como Único, Dono, Soberano e Senhor de tudo, justamente por ser o Criador de tudo. Elohim é o Deus Criador com a plenitude dos atributos divinos. Por isso, colocar outros supostos deuses no lugar Dele é idolatria e pecado.

    Veja o que diz o livro do Profeta Isaías (45:5-6):

    “Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças; para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro.”


    Conclusão

    Creia em Elohim como o único Deus verdadeiro e em Jesus, a quem Ele enviou para nos salvar. A essência da nossa fé e o caminho para a eternidade estão resumidos nas palavras do próprio Cristo em João 17:3:

    “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

  • A Base de Sustentação do Cristão

    A Base de Sustentação do Cristão

    A Base de Sustentação do Cristão: Onde está o seu ponto de equilíbrio?

    A jornada da fé é frequentemente comparada a uma travessia. No Salmo 20:7, o salmista nos lembra que as bases humanas são frágeis: “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus”. Enquanto o mundo busca segurança em bens materiais ou na própria força, o cristão é chamado a caminhar sobre uma plataforma invisível, porém inabalável: A Fé Palavra de Cristo.

    1. O Equilíbrio na Corda Bamba da Vida

    Imagine a vida cristã como um equilibrista atravessando uma corda bamba. De um lado, o abismo das preocupações; do outro, as distrações do mundo.

    • Qual tipo de equilibrista você tem sido? * Qual é o seu ponto de apoio?

    Muitas vezes, tentamos nos equilibrar usando nossas próprias habilidades, mas a “vara de equilíbrio” do cristão não é sua autoconfiança, mas sim Jesus Cristo. Sem Ele, qualquer vento de doutrina ou tempestade emocional nos faz vacilar.

    2. A Ousadia de Sair do Barco

    O texto de Mateus 14:25-31 nos apresenta Pedro em um momento de coragem extraordinária. Enquanto os outros discípulos permaneciam detidos no barco pela desconfiança ou pelo medo do “fantasma”, Pedro desafiou a lógica: “Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas.”

    Sair do barco significa abandonar nossa zona de conforto e nossos pontos de apoio humanos para depender exclusivamente da ordem de Jesus: “Vem”. Pedro andou sobre o impossível enquanto seus olhos estavam fixos no Mestre. Sua coragem nos ensina que o poder para vencer as crises não está em nós, mas na autoridade de quem nos chama.

    3. O Vento das Provações e a Luta Mental

    O mar desta vida não é calmo. O inimigo sopra ventos de provação, engano e desânimo. O Salmo 94:19 descreve perfeitamente o campo de batalha do cristão: “Na multidão dos meus pensamentos dentro de mim, as tuas consolações recrearam a minha alma”.

    Pedro quando sentiu a força do vento, deixou de olhar para Jesus, e olhou para o poder da tempestade, por isso começou a afundar. É exatamente isso que as hostes da maldade esperam no “vale da sombra da morte”. O mundo e as trevas torcem pela nossa queda, sussurrando: “Ele não vai aguentar”. No entanto, a nossa queda não é o fim quando sabemos para quem clamar.

    4. O Socorro que Sustenta o Pé que Vacila

    A experiência de Pedro termina com uma lição de graça. Ao começar a afundar, ele não recorreu a técnicas de natação, mas gritou: “Senhor, salva-me!”.

    “Quando eu disse: O meu pé vacila; a tua benignidade, Senhor, me susteve.” (Salmos 94:18)

    Jesus não deixou Pedro submergir. Ele estendeu a mão. Embora tenha havido uma exortação sobre a “pequena fé”, houve, acima de tudo, o amparo. Jesus é o nosso socorro presente. Se as ondas da vida estão altas e você sente que vai afundar no abismo das provações, não olhe para o tamanho das ondas; olhe para a mão estendida de Cristo.


    Conclusão

    Não somos equilibristas solitários. Nossa base de sustentação não é o barco (nossas posses e segurança terrena), nem o mar (nossas circunstâncias), mas a mão Daquele que caminha sobre as águas. Mantenha seus olhos fixos no Senhor e, mesmo que o seu pé vacile, a benignidade d’Ele o sustentará

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  • As Bases para A Firmeza da Fé Cristã Lucas 1.1-4

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã Lucas 1.1-4

    Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, Segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram ministros da palavra, Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio; Para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado.

    O Evangelho de Lucas e o Livro de Atos foram endereçados à mesma pessoa (Lc 1.3 com At 1.1). Atos 1.1 se refere ao Evangelho de Lucas chamando-o de “primeiro tratado”. Atos 1 parece continuar onde Lucas 24.44-53 termina:

    • Promessa do Consolador (49)
    • Ascensão (50-53)

    Lucas foi companheiro de viagem de Paulo (2 Timóteo 4.11). Era mencionado como “médico amado” (Cl 4.14).

    Imagem de Pexels por Pixabay

    Lucas fez um levantamento histórico até Atos 15, mas também testemunhou os fatos como vemos em Atos 16.10-17; 20.5-15; 21.1-18; 27.1-28.16.

    Dos amigos de viagem de Paulo, Lucas é o único com habilidades para escrever na linguagem e estilo apresentados nesses escritos, conforme os estudiosos.

    Teófilo: “Amigo de Deus” é o destinatário.

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã 

    1 – Precisa de Ser Sólida (2,3).

    Por isso Lucas buscou informações dessas bases com os:

    1. “Que os presenciaram desde o princípio” – Esses eram os transmissores originais.

    Buscar a originalidade dos fatos para entregar com fidelidade a mensagem original.

    1. Que foram “ministros da palavra”, os nomeados pessoalmente por Cristo. 

    A Igreja cristã verdadeira, apoia-se sobre o testemunho apóstolico que forma o Novo Testamento.

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã 

    2 – Precisa Ser Transmitida Didaticamente Disposta (3).

    Isso contribui para:

    1. Respeito à inteligência dos discípulos. O  ensino desorganizado menospreza a inteligência dos discípulos.
    2. Previne contra heresias. Exemplo: A Demora da vinda do Senhor como em 2 Pedro 3:3-7: ³ Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências,⁴ E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. ⁵ Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. ⁶ Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio, ⁷ Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios. 
    1. Evita Dúvidas e promove a “plena certeza” (4). Se há alguma coisa na vida que a gente precisa ter inteira certeza é com respeito aos ensinos de Cristo. Por isso, Lucas fez uma:

    Descrição ordenada dos fatos.

    Hoje: Máximo com mínimo de tempo. 

    As Bases para A Firmeza da Fé Cristã 

    3 – Precisa de ministros dedicados.

    Lucas se empenhou em:

    1. Informar-se minuciosamente –  “havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio
    2. Transmitir ordenadamente – “Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem”.

    O Ensino Cristão Exige Trabalho e Dedicação

    O objetivo do ensino da fé cristã:

    Lucas escreveu para que Teófilo, um crente novo, tivesse plena certeza de sua fé cristã. informações erradas (que são muitas) levam a dúvidas. 

    Hoje somos bombardeados de informações errôneas sobre Jesus, Deus, Espírito Santo e Igreja. Precisamos de um ensino de base cristã sólida, disposta didaticamente, por pregadores e professores dedicados.

    Romanos 12:7:

    Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino.

    Leia também:

    HOMEM: UM SER ESPECIAL (ESBOÇO).

    A IGREJA APROVADA: PÉRGAMO 2

    @prodivanvelasco

  • Como Podemos Ter Os Pecados Perdoados por Deus

    Como Podemos Ter Os Pecados Perdoados por Deus

    Atos 3.19: Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e para que venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor.

    Pecado: amartia: pecar, pecado ou adikia: praticar o mal, cometer injustiça. Pecado é errar o alvo proposto por Deus. Qualquer pecado ofende antes de tudo a Deus, e coloca o pecador em condição de condenação no julgamento de Deus. 

    O conceito bíblico é que todos pecaram (Rm 3.16) e carecem de Deus. Ou seja, o pecado é universal. 

    O salário ou recompensa pelo pecado é a morte (Rm 6.23). Então, o único remédio para o pecado é o perdão. Caso contrário a condenação.

    Você e eu, todos nós precisamos de perdão, duas atitudes fundamentais para sermos eternamente perdoados por Deus. 

    A primeira atitude é ARREPENDIMENTO. 

    “Arrependei-vos” diz a palavra. Foi a primeira mensagem pregada por Jesus (Mc 1.15). 

    O que é arrependimento? 

    É metanoia: mudança de mente, de sentimento, de pensamento em relação a uma crença errada. Nesse caso, mudar para a crença certa, orientada por Deus. Mudar da descrença para a crença em Deus. Sair da desobediência para a obediência.

    O que você tem pensado? Qual sua disposição em obedecer à orientação de Deus? 

    A Segunda atitude é converter-se a Deus. 

    Diz a palavra “convertei-vos” para serem cancelados os vossos pecados.

    Veja! O que pode cancelar seus pecados diante de Deus é a conversão. Não são obras nem religiosidade. Não. Se fosse assim, os ouvintes dessa pregação de Pedro estariam todos salvos, pois eram religiosos.

    Mas o que significa converter-se? 

    A palavra grega na Bíblia é Epistrepho: Voltar-se, voltar atrás. Fomos longe demais no pecado, no erro, na rebeldia contra Deus (Sl 53.3; Rm 3.10-23. Então percebemos que é hora de voltar para Deus.

    Em resumo: É perceber-se pecador, longe de Deus e confessar a Jesus como o único caminho de volta.

    Uma ilustração oferecida por Jesus é a Parábola do Filho Pródigo.

    Quando nos arrependemos de nossos pecados e confessamos a Deus recebemos duas grandes bênçãos.

    1ª Grande Bênção: Pecados cancelados

    Tanto a amartia , transgressão contra Deus; quanto adikia, ou seja: a injustiça, a impiedade são cancelados diante de Deus, apagados.

    “De seus pecados não me lembrarei jamais” (Hb 8.12;10.17).

    Então deixa de haver separação entre nós e Deus (Is 59.1,2) e podemos ser abençoados.

    2ª Refrigério pela presença de Senhor

    Eirene: Paz, Shalom de Deus. Isto significa que a guerra contra Deus acabou e a mais perfeita paz é a nova realidade eterna.

    E ainda a cháris; A graça e a paz juntas. Então, “sendo pois justificados pela fé temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1).

    Além e acima de tudo, temos o consolo do Consolador, o Paracleto (João 14.16)

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    Leia também:

    Duas Melhores Atitudes Em Tempos de Difíceis

  • O Que É A Fé?

    O Que É A Fé?

    O Que É A Fé? É a virtude que não é nossa, mas nos foi doado por amor, para conhecermos a Deus e nos relacionarmos com Ele.

    Hebreus 11.1-3 Define o que é fé.

    Imagem de Arnie Bragg por Pixabay

    A fé é a certeza, (hupostasis): Confiança, essência, realidade; segurança, é uma substância (ou realidade) doadora, ou uma garantia. 

    No Novo Testamento, “hupostasis” é usado para transmitir a ideia de uma realidade ou essência fundamental.

    A fé é a essência invisível das coisas visíveis (3). Mas a própria fé é uma dádiva que vem da essência invisível: Deus. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” (Ef 2.8). 

    Nós não temos capacidade para ter fé em Deus. Toda capacidade que temos é para pecar. Disso sabemos muito bem. Então, a graça e a fé são dádivas de Deus para nós. Isso prova que Deus nos ama e quer nos salvar.

    A fé é a essência da vida cristã. O que não é produto da fé, é pecado: Rm 14.23:

    Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado”. 

    A fé é um dos três pilares permanentes e fundamentais que dão sentido a tudo na vida cristã. 1 Co 13.13:  “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.”

    A fé é o meio de vivermos a vida cristã agradando a Deus (11.6). E sem fé é impossível agradar-lhe.

    Pela fé, desde o terceiro homem, Abel, e muitos outros, há milhares de anos atrás, deixaram testemunho que fala até hoje. 

    Muitos têm lido, escutado e se inspirado nos testemunhos deles, e alcançado a salvação.

    Fico pensando até onde vai meu testemunho, e o de minha geração e dos contemporâneos. Que legado estamos deixando?

    A fé de trata Hebreus é a fé em Jesus Cristo como único e absoluto meio de se achegar a Deus. Ele é o Sumo Sacerdote que entrou no tabernáculo celestial, na presença de Deus (Hb 3.1; 4.14,15; 5.20; 7.26-28; 8.1,2; 9.11).

    Jesus é o caminho novo e vivo no qual devemos andar “verdadeiro coração, em inteira certeza de fé” (Hb 10.22).

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  • A Suficiência Absoluta do Sacrifício de Cristo

    A Suficiência Absoluta do Sacrifício de Cristo

    A Suficiência Absoluta do Sacrifício de Cristo deveria ser algo a que se confessam cristãos deveriam depositar total confiança. Entretanto, não é o que constatamos nas confissões e práticas de muitas religiões que se dizem cristãs. Há os que declaram não ser Cristo suficiente, e por isso, procuram estabelecer outros meios necessários para salvação tais como: obras de caridade, preceitos da Velha Aliança, uma multidão de mediadores, etc.

    Essas coisas, entretanto, não são de hoje, pois já no primeiro século do cristianismo havia igrejas tentando implementar outros meios para se achegar a Deus. Menciono dois exemplos disso: A Carta de Paulo aos Gálatas, que é uma repreensão à igreja por achar necessário incluir as práticas judaicas da Velha Aliança. Assim fazendo estavam passando para outro evangelho, no caso, um falso evangelho (Gl 1.6-8).

    Outro exemplo é a Carta aos Hebreus, onde o autor procura convencer seus leitores, que também, estavam voltando às práticas da Velha Aliança, de que o sacrifício de Cristo é eficiente, absoluto, único e suficiente para purificar-nos dos pecados. Não há outro.

    O que Cristo fez na cruz pelos que crêem nele é o único meio tanto para bênçãos terrenas e, muito mais ainda, para redenção espiritual. Quaisquer outros meios são inúteis. 

    O mesmo podemos dizer do serviço e prestação de culto. Qualquer culto em que Cristo não seja o centro e único meio de se aproximar de Deus é inútil. 

    Por que o sangue de Cristo é assim eficiente? 

    Hebreus 9 contrasta a transitoriedade e imperfeição da Velha Aliança baseada nos sacrifícios de animais com o sacrifício de Cristo na cruz. No santuário havia o santo lugar e o santo dos santos. No santo dos santos só o sumo-sacerdote entrava uma vez por ano para apresentar o  sacrifício de um animal puro e sem mácula por si mesmo e pelo povo. 

    Mas na Nova Aliança, os versos 11 e 12, do capítulo 9, diz: “Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.”

    Então, vimos que o sacrifício de Cristo é superior a quaisquer outros e nem devemos associá-los a outros, pois não é desta criação, não é transitório, não é temporal; mas é atemporal, eterno e celestial.

    • Cristo não ofereceu sangue de animais, mas ofereceu seu próprio sangue, a si mesmo.
    • Jesus Cristo é o Filho por quem Deus declarou total aceitação (Mt 3.17; Mc 9.7).
    • Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29). 
    • Jesus Cristo foi impecável diante de Deus e dos homens (Jo 8.46).

    A prova de tudo isso é que Jesus ressuscitou dentre os mortos, caso não fosse aceitável por Deus, tal não aconteceria (At 13.34-39).

    Só Jesus Cristo salva (At 4.12). 

    Jesus não precisa de advogados associados para defender ao que nele crê. Ele é suficiente.

    Concluindo, o culto verdadeiro é aquele em que a fé em Cristo é o único, absoluto e suficiente Mediador para nos aproximarmos e nos relacionarmos com Deus.

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  • OS TRÊS ESTÁGIOS DA SALVAÇÃO

    OS TRÊS ESTÁGIOS DA SALVAÇÃO

    OS TRÊS ESTÁGIOS DA SALVAÇÃO: Regeneração e justificação, santificação e glorificação.

    Versículo do Dia

    Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. Jo 5.24

    Vamos destacar deste versículo as palavras:

    • Ouvir: Obedecer
    • Crer: Confiar
    • Morte: Estado pecaminoso (Ef 2.1,2,5)

    OS TRÊS ESTÁGIOS DA SALVAÇÃO É UM PROCESSO

    A Salvação Acontece com Um Processo de Três Estágios.

    Estágios da salvação: Inicia com a fé em Jesus (Hb 11.6 Ora, sem a fé é impossível ser-lhe agradável, Pois aquele que se aproxima de Deus deve crer que ele existe e que recompensa os que o procuram). A fé vem pelo ouvir (obedecer) a palavra de Deus (Rm 10.17 A fé vem…)

    1º ESTÁGIO: Regeneração e Justificação

    Jesus ensinou que quem que não nascer de novo não pode entrar no Reino de Deus (Jo 3.3, 5,6).

    Pedro ensinou que:

    Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre” (1 Pe 1.23). Crer na palavra. Arrepende-se de seus pecados (Mc 1.15).

    Quando entramos nesse processo nos tornamos novas criaturas em Cristo (2 Co 5.17): “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

    Quando a pessoa é regenerada ela também recebe a Justificação Rm 5.1. Funciona como uma declaração de Deus de que você não está mais em ofensa das leis dele.

    É isso que Jesus disse com a expressão: “Não entra em condenação, mas passou da morte para a vida”, o “escrito de dívida perante a justiça de Deus foi riscado pelo perdão de Cristo e você é justificado (Cl 2.13-15).

    Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, pois a lei do Espírito da vida em Cristo te libertou da lei do pecado e da morte (Rm 8.1,2).

    2º ESTÁGIO: Santificação

    O processo deve continuar transformando a vida do cristão de um home natural na imagem de Cristo, porque Deus nos chama para a santidade. “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1.16).

    Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Entretanto esses agora devem andar no Espírito, isto é, em comunhão com o Espírito de Deus constantemente, pois os que andam na natureza humana não podem agradar a Deus. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo (Rm 8.9).

    Segui a paz com todos e a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).

    3º ESTÁGIO: Glorificação

    É o último estágio da salvação. Ocorre quando o cristão entra no estágio espiritual, ao terminar sua carreira terrena, seja pelo arrebatamento que ocorrerá quando Cristo voltar, ou ainda, pela ressurreição.

    Veja o que diz Rm 8.30

    “E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.”

    Vejas os seguintes textos bíblicos:

    1 Jo 3.2

    “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.”

    1 Co 15.42-44

    “Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.”

    Fl 3.20,21

    “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.

    1 Ts 4.17,18:

    Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.

    Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.

    Leia também: Como Encontrar a Verdadeira Paz

    Como Tratar da Ansiedade

    Saiba mais sobre o Evangelho de João

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