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  • A Geografia da Soberania Divina: Desmistificando a Batalha Espiritual Regionalizada

    A Geografia da Soberania Divina: Desmistificando a Batalha Espiritual Regionalizada

    A Geografia da Soberania Divina: Onde Deus governa? Onde Ele exerce todo seu poder? Descubra neste post.

    A passagem bíblica que narra o confronto entre Israel e a Síria, em 1 Reis 20, nos oferece uma rica ilustração sobre a natureza onipresente e absoluta do poder de Deus. A narrativa não apenas descreve um evento histórico, mas também lança luz sobre concepções equivocadas acerca da atuação divina, tanto naquela época quanto, por analogia, em algumas correntes da teologia contemporânea.

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    O profeta, agindo como porta-voz de Deus, adverte o rei Acabe sobre a iminente investida síria, concedendo-lhe um ano para se preparar (v. 22). Contudo, a estratégia dos sírios revela uma crença limitada e territorial sobre a divindade. Seus servos atribuem a derrota na batalha anterior ao fato de os “deuses de Israel” serem divindades das montanhas, inferindo que, em um terreno diferente, no vale, a vitória seria alcançada (v. 23).

    Seguindo essa lógica falha, o rei da Síria implementou uma reestruturação militar, substituindo reis por capitães e planejando um novo ataque em um vale (v. 24-26). A disparidade entre os exércitos é gritante: Israel surge como “dois pequenos rebanhos de cabras“, enquanto os sírios cobriam a terra com sua multidão (v. 27).

    É nesse cenário de desvantagem numérica que a voz de um homem de Deus ecoa com uma verdade fundamental: “Porquanto os sírios disseram: O Senhor é deus dos montes, e não dos vales, toda esta grande multidão entregarei nas tuas mãos, e assim sabereis que eu sou o Senhor” (v. 28).

    Desmistificando a Batalha Espiritual Regionalizada

    Essa declaração profética desmistifica a crença pagã de que cada região era dominada por uma divindade específica. Em Israel, Javé poderia ter sido, erroneamente, equiparado ao limitado Baal, tido como deus dos montes e bosques. A iminente vitória demonstraria, de forma inequívoca, que Javé é Deus, independentemente da geografia. Sua soberania transcende qualquer fronteira física ou celestial. Não há recanto no universo onde Jeová não reine de forma absoluta.

    Essa antiga crença encontra um eco contemporâneo na teologia da chamada “Batalha Espiritual“, que postula a existência de castas e potestades malignas com domínio sobre regiões específicas. Embora reconheçamos que o mal pode se concentrar em determinados lugares, a lição da narrativa bíblica permanece inabalável: em qualquer lugar, Javé é o Deus absoluto.

    A declaração do profeta anônimo serve como um lembrete poderoso dessa verdade. Assim como os sírios tiveram sua visão limitada da divindade confrontada pela realidade do poder de Deus, também nós devemos firmar nossa convicção na onipresença e onipotência do Senhor.

    As palavras de Jesus ressoam com a mesma autoridade: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28:18). Como agentes de Cristo, munidos dessa certeza, avancemos contra as próprias portas do inferno (Mateus 16:18), sabendo que não há território onde o poder do nosso Senhor não alcance a vitória. A batalha não é definida pela geografia, mas pela inabalável soberania de Deus em todos os lugares.

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    A Derrota de Um Rei Ébrio: Uma Lição Atemporal

    Israel Sob O Rei Acabe: Navegando Entre Honra e Um Fio 

  • A Derrota de Um Rei Ébrio: Uma Lição Atemporal

    A Derrota de Um Rei Ébrio: Uma Lição Atemporal

    A Derrota de Um Rei Ébrio deve servir de lição para todos os que gostam de embriagar

    O relato bíblico de 1 Reis 20:16-21 nos apresenta uma cena surpreendente: um rei, Ben-Hadade da Síria, imerso na embriaguez em meio a seus aliados, trinta e dois outros reis. Em vez de estar vigilante e estrategicamente posicionado, o líder se entrega aos prazeres da bebida, confiante em sua aparente superioridade numérica e armamentista. Essa imagem vívida nos oferece uma poderosa lição sobre a fragilidade do poder quando aliado à imprudência e à falta de autodomínio.

    Lembre-se, mesmo os que não têm grandes responsabilidades como um rei, têm, entretanto, a coisa mais valiosa a guardar: suas vidas, que exige sobriedade e responsabilidade.

    Os espiões de Ben-Hadade cumprem seu papel, informando sobre a saída de um grupo de homens de Samaria. Eram os líderes da província acompanhados de seus jovens. A reação do rei sírio, embriagado pela bebida e pela arrogância, é ordenar a captura de todos com vida. Essa decisão, tomada sob a influência do álcool, demonstra uma subestimação perigosa do inimigo e uma completa desconexão com a realidade da situação.

    A Derrota de Um Rei Ébrio Surpreendido

    O que se segue é um revés inesperado para Ben-Hadade. Atrás dos jovens surge um exército de sete mil homens, que persegue os sírios e os inflige uma grande derrota. O próprio rei sírio mal consegue escapar. O versículo 21 resume a humilhação: “O rei de Israel destruiu os cavalos e os carros, e feriu os sírios com grande estrago”.

    Agora, presta atenção! É impressionante notar de quem Acabe, rei de Israel, tinha medo: um homem entregue à embriaguez em pleno dia. A embriaguez cega para o julgamento, enfraquece a vigilância e mina a capacidade de liderança. Como bem nos adverte o livro de Provérbios (31:4), “Não é para reis, ó Lemuel, não é para reis beber vinho, nem para príncipes desejar bebida forte”. Claramente, o rei da Síria não teve a sabedoria de uma mãe como a do rei Lemuel para guiá-lo, ou se tinha, como muitos, a desprezou.

    Apesar da eficiência de seus espiões em coletar informações, a embriaguez de Ben-Hadade o impediu de utilizar esses dados de forma eficaz. Essa situação ecoa em nossos dias. Muitos ouvem os alertas sobre a necessidade de preparação espiritual e de prestar contas a Deus, mas preferem viver embriagados pelas ilusões do mundo, negligenciando o chamado à sobriedade e à vigilância.

    Sob Os Efeitos da Obediência A Deus

    A narrativa bíblica também destaca a importância da obediência. Conforme a palavra do homem de Deus, a vitória se concretizou (v. 13). Acabe experimentou o sabor de um triunfo genuíno porque, naquela ocasião específica, escolheu seguir as instruções divinas.

    No cotidiano, observamos as consequências trágicas da embriaguez e do uso de outras drogas. Notícias de violência, crimes e acidentes de trânsito frequentemente revelam a influência dessas substâncias. O Apóstolo Paulo nos exorta a fugir das “bebedices, glutonarias e coisas semelhantes” (Gálatas 5:19-21).

    A sabedoria reside em dar ouvidos a essa Palavra, reconhecendo que a sobriedade e o autodomínio são caminhos para a verdadeira vitória, tanto em batalhas literais quanto nos desafios da vida, nas lutas interiores e pessoais.

    A Derrota de Um Rei Ébrio É Um Alerta

    A história do rei ébrio Ben-Hadade serve como um alerta perene. A embriaguez, em suas diversas formas, obscurece o discernimento e nos torna vulneráveis à derrota. Que possamos aprender com esse relato e buscar a sobriedade em todas as áreas de nossa vida, para que, ao contrário do rei sírio, possamos aproveitar as informações que recebemos e trilhar o caminho da verdadeira vitória, guiados pela sabedoria e pela obediência a Deus, o Guia perfeito.

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    OS TRÊS ESTÁGIOS DA SALVAÇÃO

    A Carta À Igreja de Filadélfia

  • Quem São As Pessoas Mais Felizes do Mundo?

    Quem São As Pessoas Mais Felizes do Mundo?

    Quem São As Pessoas Mais Felizes do Mundo? Jesus disse: “Bem-aventurados os que não viram e creram”

    E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos?

    Não está aqui, mas ressuscitou

    Lucas 24:5,6a

    “Bem-aventurados os que não viram e creram” em Jesus Cristo ressuscitado. Esses têm a fé e a  felicidade que transforma tristeza em alegria. 

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    Jesus Cristo Vive e Continua Operando Maravilhas

    Estamos há quase dois mil da morte de Cristo. Segundo o calendário cristão, estamos a 2025 anos do nascimento de Cristo. Isso significa que em 2033, estaremos a exatos 2 mil anos de sua morte, pois Cristo teria morrido aos 33 anos.

    Mas, apesar do tempo decorrido, a crença de que Jesus Cristo morreu e ressuscitou permanece viva em muitos cristãos em todo o mundo. Os séculos e as muitas dúvidas levantadas ao longo da história não foram capazes de apagar a fé cristã, pelo contrário, parece que as perseguições abrasam mais o fervor dos discípulos de Cristo.

    Fato inegável: Jesus continua operando maravilhas e transformando vidas. A cada dia muitas pessoas encontram no Senhor motivos para viver, para mudar de vida e para pregar em testemunho de sua fé.

    Entretanto, há muitos que ainda precisam da salvação do Senhor, porém continuam buscando o Salvador entre mortos. Por isso, estes vivem uma falsa alegria e com falta de significado para suas vidas. Outros vivem em tormentos causados pelo medo da morte.

    O que aconteceu no primeiro dia da semana após a morte de Cristo mudou a vida dos discípulos. Eles estavam tristes e escondidos com medo dos judeus (Jo 20.19), que foram os causadores da morte de Jesus. Os discípulos temiam porque o próximo alvo agora seriam eles.

    “A vossa tristeza se transformará em alegria” (Jo 16.20)

    Mas, além do medo, um vazio invadiu a alma dos discípulos, pois eles deixaram tudo e seguiram a Jesus, acreditando que este restauraria o reino a Israel e reinaria sobre o mundo. Eles, os discípulos, seriam seus ministros dominando sobre o Império Romano, e reinando sobre todas as nações (Mc 9.33-37; 10.35-41; At 1.6).

    Mas agora, o Mestre e Senhor deles estava morto e eles seriam os próximos a morrer. A frustração e o vazio tomaram conta deles.

    Como eles saíram do medo para a coragem? Como a tristeza deles se converteu em alegria? Foi a notícia da ressurreição: O Senhor ressuscitou!

    A partir de então o clima mudou no interior deles. Pedro correu ao sepulcro e constatou que algo teria acontecido, porém ainda não tinha certeza. Tudo pareceu aos discípulos como um “delírio” (Lc 24.11) e ficaram “maravilhados” (Lc 24.12). Entretanto ainda a alegria deles não era completa, porque duvidavam.

    Bem-aventurados, mas creram no Cristo VIvo

    Como acreditar numa notícia tão extraordinária entregue por três mulheres? Mulheres nem eram contadas na época. Mulheres eram facilmente levadas por fantasias. Mulheres não tinham credibilidade naquela sociedade. Fato é que, entre os principais discípulos de Jesus só haviam homens; eram 12.

    Entretanto, as mulheres são mais crentes. Mulheres são mais zelosas. Por isso, elas foram ao sepulcro para cuidar do corpo de Jesus como era costume delas para com os mortos (Mc 16.1). Mesmo atemorizadas, elas foram ao sepulcro. O medo não as impediu de servir ao Senhor.

    Então, elas foram as primeiras a terem notícias da ressurreição. Que honra! Cumpriu-se um princípio bíblico: Deus honra aqueles que O honram (1 Sm 2.30; Jo 12.26). Nesse caso as mulheres honram mais ao Senhor, procurando-o, sem temor, após a morte dele. Mesmo morto, o Senhor continuava sendo o Senhor delas. O medo não as impediu de procurá-lo e servi-lo.

    Elas foram as primeiras a receberem a notícia de que o Senhor não se encontra entre os mortos, pois Ele vive.. 

    Desde então, acabou a busca pelo Salvador no sepulcro. A alegria voltou. A paz invadiu suas almas. A alegria delas foi completa.

    Mas aqui está uma prova de que as Escrituras são autênticas e verdadeiras, e não um livro escrito para enganar. Ela narra os fatos de modo simples, tal como aconteceu. Caso quisesse enganar, nenhum escritor daria às mulheres voz nessa história milagrosa. Mulheres jamais seriam testemunhas da ressurreição do Senhor. Esta honra seria dada a um profeta, a um sumo sacerdote ou a um homem reconhecidamente piedoso, com credibilidade.

    Mas inacreditável ainda é que a incumbida de anunciar os onze principais discípulos a ressurreição do Senhor foi justamente Maria Madalena, que anteriormente fora prostituta, de quem Jesus havia expulsado sete demônios (Mc 16.9-11). Lógico! Eles não acreditaram nela.

    E foi assim que a grande notícia abalou Jerusalém e abalaria todo o mundo a partir de então: Jesus ressuscitou! Ele deu provas disso. Apareceu aos dois discípulos no caminho de Emaús (Lc 24.13sgs). Aos discípulos atemorizados e escondidos numa casa (Lc 24.36-49) quando até, comeu com eles. Apareceu a Tomé uma semana depois (Jo 20.25-29). Eles tocaram em Jesus, conversaram e receberam instruções do Senhor por 40 dias e muitos o viram (At 1.3). Ele apareceu a mais de quinhentos irmãos (1 Co 15.6).

    Cristo é anunciado como Salvador desde então, e o será até o fim do mundo. E é “bem-aventurado os que não viram e creram” (Jo 20.29). 

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  • JESUS: A Oferta Perfeita e Completa para Expiar Os Pecados

    JESUS: A Oferta Perfeita e Completa para Expiar Os Pecados

    JESUS: A Oferta Perfeita e Completa para Expiar Os Pecados, Hebreus 10.1-17 – Rascunho.

    Cristo, o Advogado (intercessor) único diante de Deus (1 Jo 2.1,2).

    Propiciação: A única oferta aceitável que pode aplacar a ira de Deus.

    Oferta vicária: A oferta de Cristo em nosso lugar. Substitutiva.

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    A Oferta: Imagem de Chil Vera por Pixabay

    Hebreus Capítulo 10 – Resumo

    O escritor procura convencer seus leitores de que os preceitos da Lei e do culto judaico são insuficientes para expiar pecados. Para isso ele cita o Salmo Messiânico:

    Salmos 40.5-7:

    • A entrada de Cristo no mundo( v. 5): Encarnação;
    • Sacrifício e oferta não quisestes (5,6; 1 Sm 15.22,23)
    • Um corpo me formaste, diz respeito ao nascimento de Cristo.

    As prescrições da Lei não eram aceitas por Deus para remir os pecados. Essas coisas deveriam ensinar a eles a obediência, que era o que, de fato, Deus quer.

    VERSO 10 É O VERSO CHAVE

    Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas.”

    Os sacrifícios no culto da VA eram repetitivos porque não tinham poder de purificar os pecadores definitivamente. 

    O sacrifício de Cristo sim, pois conforme as profecias de Jr 31.33-34 a lei perfeita de Deus seria escrita na mente e no coração e o pecado destes seriam esquecidos de uma vez para sempre, então, não seria mais necessário oferta pelo pecado.

    Testemunho do Espírito Santo (v.15):

     2 Tm 3.16,17:

    Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça,

    para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.

    O Espírito Santo é inspirador de todas as Escrituras, desde o Gênesis até o Apocalipse. Por isso dizemos que a Bíblia é infalível. Porque ela é escrita por homens, mas sua origem e autor é Deus.

    A obra de Cristo garante a realidade do nosso perdão de forma definitiva e eterna.

    Diz o Espírito Santo 8.12; 10.17: NÃO LEMBRAREI MAIS, e eu enfatizo, NÃO LEMBRAREI MAIS DOS SEUS PECADOS. 

    Portanto, pensar em substituir isso por rituais e ofertas absurdas como animais, culto baseado em outros mediadores, mandingas e superstições é loucura, insensatez. No mínimo: Falta de bom senso. 

    O Espírito Santo é PESSOA DIVINA. Ele dá testemunho. Se fosse uma energia não daria testemunho, não falaria nada. 

    Não há mais nenhuma outra oferta pelos pecados. A de Cristo é total, final e cabal.

    Foi o que Jesus disse depois de provar o cálice da ira de Deus: 

    Tendo-o provado, Jesus disse: “Está consumado! ” Com isso, curvou a cabeça e entregou o espírito.”

    João 19:30

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  • O Que É A Fé?

    O Que É A Fé?

    O Que É A Fé? É a virtude que não é nossa, mas nos foi doado por amor, para conhecermos a Deus e nos relacionarmos com Ele.

    Hebreus 11.1-3 Define o que é fé.

    Imagem de Arnie Bragg por Pixabay

    A fé é a certeza, (hupostasis): Confiança, essência, realidade; segurança, é uma substância (ou realidade) doadora, ou uma garantia. 

    No Novo Testamento, “hupostasis” é usado para transmitir a ideia de uma realidade ou essência fundamental.

    A fé é a essência invisível das coisas visíveis (3). Mas a própria fé é uma dádiva que vem da essência invisível: Deus. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” (Ef 2.8). 

    Nós não temos capacidade para ter fé em Deus. Toda capacidade que temos é para pecar. Disso sabemos muito bem. Então, a graça e a fé são dádivas de Deus para nós. Isso prova que Deus nos ama e quer nos salvar.

    A fé é a essência da vida cristã. O que não é produto da fé, é pecado: Rm 14.23:

    Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado”. 

    A fé é um dos três pilares permanentes e fundamentais que dão sentido a tudo na vida cristã. 1 Co 13.13:  “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.”

    A fé é o meio de vivermos a vida cristã agradando a Deus (11.6). E sem fé é impossível agradar-lhe.

    Pela fé, desde o terceiro homem, Abel, e muitos outros, há milhares de anos atrás, deixaram testemunho que fala até hoje. 

    Muitos têm lido, escutado e se inspirado nos testemunhos deles, e alcançado a salvação.

    Fico pensando até onde vai meu testemunho, e o de minha geração e dos contemporâneos. Que legado estamos deixando?

    A fé de trata Hebreus é a fé em Jesus Cristo como único e absoluto meio de se achegar a Deus. Ele é o Sumo Sacerdote que entrou no tabernáculo celestial, na presença de Deus (Hb 3.1; 4.14,15; 5.20; 7.26-28; 8.1,2; 9.11).

    Jesus é o caminho novo e vivo no qual devemos andar “verdadeiro coração, em inteira certeza de fé” (Hb 10.22).

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  • Deus em Nossa Agenda Diária É Canal de Bênção

    Deus em Nossa Agenda Diária É Canal de Bênção

    Deus em Nossa Agenda Diária É Canal de Bênção para muitos mutilados pelo pecado no coração e na alma, físico e espiritual.

    Leitura Bíblica: Atos 3.1-10: 

    1 E Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona.

    3 O qual, vendo a Pedro e a João que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola.

    2 E era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam.

    4 E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós.

    5 E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa.

    6 E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.

    7 E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram.

    8 E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.

    9 E todo o povo o viu andar e louvar a Deus;

    10 E conheciam-no, pois era ele o que se assentava a pedir esmola à porta Formosa do templo; e ficaram cheios de pasmo e assombro, pelo que lhe acontecera.

    Uma das perguntas que me faço e que sempre ouço outros fazerem é: Por que Deus não opera milagres como nos tempo bíblicos? Não encontrando respostas a isso, muitos até dizem e ensinam que os milagres cessaram. No entanto, há sempre relatos de que milagres ainda acontecem por aí.

    Porém, é inegável que se vê menos operação milagrosa de Deus nos dias de hoje. Então, eis alguns motivos que considero que sejam as causas disso.

    1 Deus em Nossa Agenda Diária

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    Talvez, ao invés de perguntarmos porque os milagres já não acontecem como antes, deveríamos perguntar: Onde está Deus em nossa agenda diária? 

    O  texto de Atos 3.1 diz que Pedro e João subiam juntos ao templo à hora de oração, a nona. Era a hora do sacrifício vespertino. Havia também, o sacrifício matutino (Êx 29.36-42).

    Isto quer dizer que Pedro e João tinham o costume de reservar esses horários para orar todos os dias. Isto é, Deus estava totalmente incluído na agenda deles.

    Na verdade, eles não tinham outras preocupações senão pregar a salvação em Jesus (evangelizar) e orar. Essa era a agenda ministerial deles. Esta era a missão deles.

    Uma prova disso é que quando o trabalho secundário, porém, importante, começou a aumentar, decidiram eleger homens cheios do Espírito Santo para ajudar, para que eles, apóstolos, continuassem a missão principal: Orar e evangelizar (Atos 6).

    Mas hoje, nós estamos (quando digo nós, estou incluído) correndo de um lado para o outro ocupados com nossas coisas, ganhar dinheiro, resolver problemas que sempre aumentam, lazer, futebol… Mesmo Ministros de tempo integral passam maior parte do tempo administrando bens próprios, da igreja, dos membros problemáticos, etc. Os ministros de hoje funcionam como bombeiros sempre tentando apagar incêndios causados por muito fogo carnal, quando lhes falta fogo espiritual. Orar? Oram sim, mas, as prioridades estão invertidas.

    Então, se Deus não estiver em nossa agenda, como Ele agirá em nossas vidas? Paulo sempre ensinava, orava e buscava lugar de oração (At 16.13). Jesus às vezes passava a noite em oração, mesmo depois de um dia intenso (Mt 14.23).

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    1 Deus em Nossa Agenda Diária É Canal de Bênção

    Só podemos realizar as obras de Deus com Deus. Jesus disse: Sem mim nada podeis fazer (Mt 15.5). Acredito que se dermos lugar a Deus para governar nossas vidas e, se dermos lugar a Ele em nossa agenda, veremos muitos milagres e o sobrenatural do Espírito Santo em nosso agir.

    O que resulta disso é a solução de problemas intransponíveis, mais alegria e libertação para nós e para todos ao nosso redor.

    Mas, quando se fala nos problemas de enfermidades e outras carências, ouço muitos dizerem: Ah se eu tivesse dinheiro! 

    Porém, o que vemos em Pedro e João? Eles disseram ao paralítico de nascença: Não temos ouro e nem prata. Isto é, não temos dinheiro, mas o temos te damos. 

    Imagino o paralítico que nunca tinha andado em toda sua vida. Todos os dias as pessoas colocavam-no à entrada da porta Formosa do Templo. Ali ele esmolava todos os dias.

    Mas um dia, Pedro e João iam passando para oração e o mendigo pediu a eles uma esmola. Quando Pedro disse: Olha para nós! Imagino o mendigo crédulo de que receberia uma boa esmola, se é que isso existe.

    Porém, quando Pedro disse que não tinha ouro e nem prata, imagino o homem murchando de tristeza. Mas logo sua alegria deve ter voltado quando ele ouviu: Mas o que tenho… – Opa! Vai sair uma esmola aí!

    Mas Pedro e João disseram ao mendigo: “Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.” Nem todo dinheiro do mundo poderia fazer o mendigo andar. Só Jesus Cristo.

    Em nome de Jesus um homem que desde do berço não andava, andou, saltou e correu. E o que ele quis fazer agora que andava era seguir Pedro e João no caminho de Cristo, glorificar a Deus e testemunhar a benção de Deus em sua vida.

    Hoje há poucos milagres porque julgamos que se tivermos recursos científicos e dinheiro podemos resolver tudo, apesar da Pandemia de Covid 19 ter nos mostrado diferente.

    O fato é: Deus já não faz mais parte de nossa agenda como na igreja primitiva.

    Leia também: Abençoai! Abençoai!

  • Lições de Vida: O Poder do Perdão

    Banquete Para Reconciliação Familiar Gn 43.30.

    Súplica por Misericórdias (1-14).

    O mundo passava por uma grande fome. Mas no Egito havia abundância, porque José fora usado por Deus para armazenar alimento e preservar a vida do povo, inclusive sua família. Seus irmãos já haviam buscado uma primeira remessa de alimentos numa situação dramática (veja aqui). Mas agora o alimento acabou e precisavam voltar para comprar mais.

    Judá lembrou que se voltassem, deveriam levar Benjamim, ou morreriam (3,5). Uma sutileza de José para rever o irmão caçula.

    Israel (Jacó) perguntou porque havia revelado que tinham outro irmão. Judá disse que o governador do Egito os havia perguntado e não podiam saber a intenção dele. Propôs ficar como fiador de Benjamin.

    Jacó finalmente consente em deixar Benjamim ir com eles. Mas usa das suas velhas táticas: levar um presente, restituir o dinheiro em dobro, e que “Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdia diante do homem, para que deixe vir convosco vosso irmão” (13).

    Lições de Vida: Saudação de Paz (15-25)

    Eles chegaram de volta ao Egito. Ao ver Benjamim, José mandou preparar um banquete para comer com eles.

    Temerosos e pensando o que lhes aconteceria, falaram ao despenseiro de José como encontraram o dinheiro nos seus sacos de mantimentos da primeira vez, e que o trouxeram de volta, em dobro.

    O despenseiro consola-lhes: “Paz seja convosco, não temais. O vosso Deus, o Deus de vosso pai, vos deu tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro me chegou a mim” (23).

    Então lhes trouxeram fora Simeão e os levou à casa de José.

    Lições de Vida: Recebidos com Honras (26-34).

    Os irmãos de José deram-lhe o presente de seu pai e se inclinaram perante ele (26). José perguntou pelo pai deles. Eles responderam que ele estava bem. José se comoveu ao ver Benjamim e o abençoou (29). José ficou “profundamente comovido por causa de seu irmão… filho de sua mãe” (29,30). Correu para o seu quarto e chorou.

    Depois que se conteve, voltou e mandou servir à mesa (30,31). As mesas postas, os egípcios à parte, pois estes não comiam com hebreus (32).

    Na mesa dos hebreus, uma identidade cultural de família: diante do governador, o primogênito e o menor. Isto lhes deixa maravilhados. Benjamim ganha porção cinco vezes maior do que os demais. “Eles beberam e se regalaram“. O clima era de festa.

    Israel e seus filhos não sabiam quanto tempo duraria a fome. Pensaram, talvez, que até consumirem o que tinham levado, já teriam outra solução para sobreviverem. Se assim fosse, Simeão ficaria preso no Egito, pois Jacó não estava disposto a deixar Benjamim ir com eles. E não poderiam chegar lá sem Benjamim. Israel gastou até o último recurso para não deixá-lo ir, com medo de perdê-lo, sem saber que assim, estaria matando-o de fome. Kinder diz: “Tive de perdê-lo para ganhá-lo”.

    Judá foi mais nobre do que Rubem neste caso. Colocou sua própria vida como garantia.

    Israel demonstra que de alguma forma ainda era o Jacó (Suplantador), pois continua com as velhas táticas de enviar presentes, pagar em dobro, e isso, acompanhados de oração. Talvez este último ingrediente fosse o que fizesse toda a diferença na vida de Jacó: confiar, e adorar a Deus (Ver Gn 28.20-22; 35.7; 48.3).

    O presente era uma cortesia quase que indispensável (1Sm 16.20; 17.18).

    Restauração Completa.

    José que tinha ficado completamente só, agora estava prestes a se reunir, além de sua esposa e filhos, pai e irmãos. Seus filhos teriam muitos tios e tias, primos e primas.

    Seus irmãos ficaram preocupados. Não sabiam o que estava acontecendo. Estavam vivendo uma trama desconhecido. Não sabiam o que esperar.

    O despenseiro de José os consolou. Certamente o despenseiro ouvira a respeito de Deus através de José, e agora transmite àqueles homens angustiados (23). Aprendeu a ser consolador dos tristes. Simeão lhes foi restituído. O clima muda da tristeza para a alegria.

    Entregaram os presentes de seu pai, inclinaram-se de novo diante de José (26). Mais uma vez, os sonhos de José se cumpriram, pois vinham de Deus. José abençoou seu irmão Benjamim. Seu amor por ele era maior porque ambos eram filhos da mesma mãe, Raquel, a esposa amada de Jacó.

    José correu para chorar escondido de tanta emoção (29,30).

    Os costumes tradicionais de uma família trazem consigo uma marca, uma identidade. O lugar de cada membro, seus talheres e pratos, a comida preferida… Tem um sabor de comunhão.

    José, carente dessa comunhão, não aguentou e desabou a chorar (30). Para os irmãos de José que, até então, não sabiam estar ali seu irmão, a alegria é descrita em termos de satisfação (34). Por um momento, todo o drama parecia ter terminado.

    Comer separado dos egípcios, segundo Kidner, não é preconceito, mas prática cultural (46.34).

    5 Lições de Vida:

    1 – Sobre os planos de Rubem e de Judá, a proposta deste era mais coerente que a daquele. Ele mesmo ficaria como fiador e seria culpado se algo acontecesse com seu irmão mais novo. Não devemos colocar a vida de ninguém em risco. Precisamos assumir responsabilidades para não cometermos injustiças

    2 – Israel e suas táticas de Jacó. Nós também muitas vezes as usamos com o nosso “jeitinho brasileiro”. Esquecemos que nosso caráter deixou de ser do homem natural, para sermos novas criaturas em Cristo. Creio que o mesmo que salvou Israel é o que nos salva: confiar e pedir misericórdias a Deus (14). Deus é o Pai das misericórdias (2 Co 1.3).

    3 – Diante das dificuldades, os irmãos de José aprenderam a honestidade (15-25). Apertos às vezes trazem ajustes.

    4 – O despenseiro de José consolou os irmãos deste. Eles que tinham uma cultura cheia de Deus e que deveriam consolar os outros, foram consolados por um homem cuja cultura era uma das mais politeístas. Devemos consolar os aflitos, com a Palavra de Deus.

    5 – A restauração da família de Israel estava acontecendo. A forma dramática deixaria lições profundas e duradouras. Deus ensinaria a eles a terem caráter, a terem honra, fidelidade, verdade, honestidade, respeito, bondade, amor e fé. Deus quer a restauração da família. Deus é família: Deus-Pai, Deus Filho e Deus-Espírito Santo.

    Sinais de Piedade Gn 44

    Consolo e Aflição (1-13)

    José busca Sinais de Piedade: Arrependimento Sincero em seus irmãos. Para isso ele criou uma prova para eles. Mandou seu despenseiro encher-lhes os sacos de mantimento e recolocar dentro o dinheiro com que tinham comprado mantimentos.

    No saco de mantimento de Benjamim, colocassem além do dinheiro, a taça de prata. O despenseiro os seguiria, os alcançaria e os acusaria de roubo e encontraria a taça com Benjamin. Assim aconteceu.

    Confiantes de que nada tinham feito de errado, defenderam-se dizendo que com quem fosse achado algum roubo, este morreria e todos ficariam como escravos (9). Procurando desde o mais velho, achou-a com o mais moço (12). Ficaram apavorados. Recarregaram os animais e voltaram à cidade (13).

    A taça de prata parecia ter sido cobiçada durante o banquete ou, pelo menos elogiada ou José sabia do que eles gostavam, do que mais lhes chamaria atenção. Não importa. O fato é que saíram de um banquete de alegria para outro, de agonia, acusados de roubo e traição. E logo com quem fora achado a taça: o filho querido do papai, pelo qual tinham empenhado vidas.

    Arrependimento Sincero (14-34)

    Na casa de José, “prostraram-se diante dele em terra” (14) mais uma vez os sonhos de José se cumpriram. J

    osé os acusou de traição. Judá tentou defender a si mesmo, e a seus irmãos, com humildade (16). Mas, José disse que aquele com quem fosse encontrada a taça é que ficaria como escravo. Os outros poderiam voltar.

    Judá explicou que aconteceria com seu pai se perdesse o segundo, morreria de tristeza (v 28,29).

    Morte é a palavra Xeol: Heb. “Sepultura”, “Mundo dos mortos”, “Além”; Hades, no Gr. Traz também a ideia de sofrimento, opressão.

    No Novo Testamento, lugar de tormento eterno, Mt 25.41; 23.15,33; Ap 19.20; 20.10, 14-15 – (Dicionário de Teologia do Novo Testamento, Edições Vida Nova).

    Judá disse que havia assumido compromisso de ser fiador de seu irmão mais moço, e que não queria ver a infelicidade de seu pai (34). Que deixasse este ir. Ele, Judá, ficaria em seu lugar.

    Judá foi representante do grupo. Explicou toda história para dizer que ficaria em lugar de Benjamim, pois não queria ver a infelicidade de seu pai. Judá demonstrou piedade. Foi ele quem sugeriu a seus irmãos não matarem José, mas vendê-lo aos midianitas (37.26). Consciente ou não, poupou a vida de seu irmão.

    Dessa vez ele tentava honrar o compromisso feito a seu pai. Aprovado, pois José buscava evidência de piedade em seus irmãos. Ele encontrou em Judá, cujo nome significa: “louvor”.

    Novamente eles se prostram diante de José (14). Mas agora o fariam dramática e solenemente. Corriam o risco de não levar seu irmão mais moço de volta, como também, de não voltar nenhum deles. Por isso expressaram humildade (16).

    Lições de Vida:

    1 – De um banquete de alegria e ternura à provação. José, que também já havia sido acusado de algo que não fizera, sabia o que eles estavam passando. Mas a intenção era buscar sinais de piedade e de arrependimento neles. Quando somos provados, devemos ser aprovados pelo arrependimento sincero.

    2 – Judá demonstrou honra, honestidade, caráter, fidelidade, responsabilidade. Demonstrou boa índole. Ele, que havia sugerido vender José aos midianitas (37.26,27), agora estava se redimindo junto deste sem saber. Foi provado e aprovado. Foi humilde e reconheceu seu pecado (16). A humildade precede a honra (Pv 15.33; 18.12).

    3 – A vida é feita de dramas. Devemos refletir em cada situação e procurar entender a vontade de Deus. Certamente tenhamos de nos arrepender e confessar pecados (16).

    4 – Os irmãos de José demonstraram boa índole. Estavam quebrantados, humildes e piedosos.

    A Restauração da Comunhão na Família Gn 45

    Se Faz com Perdão (1-15).

    A Restauração da Comunhão na Família se Faz Com Perdão.

    José não se conteve diante da demonstração de arrependimento de Judá. Mandou todos saírem e chorou tão alto que os egípcios e a casa de Faraó ouviram.

    Então José se revelou a seus irmãos (3). Pasmaram-se. José os consolou e os isentou de culpa. Perdoou-lhes. Disse a eles que Deus o havia enviado ao Egito para “conservação da vida” e “conservar vossa sucessão na terra, e guardar-vos em vida por um grande livramento” (5,7).

    Mandou-os voltar e buscar a seu pai, e falar-lhe de sua glória no Egito. José chorou com eles e beijou-os (14,15).

    Um drama comovente: Da tristeza à alegria; da alegria à tristeza e novamente à alegria. A vida é assim. Os irmãos de José plantaram ódio, colheram tristezas e amarguras. Mas pela graça de Deus receberam perdão, mediante arrependimento.

    Quem quer perdão precisa também se arrepender. José foi surpreendentemente perdoador. Alguém poderia dizer que ele era um protótipo de Cristo. Embora Cristo esteja muito acima de todos os homens, não há dúvidas de que José foi uma espécie de Messias para a família de Israel naquele contexto.

    José foi um homem comum, fiel a Deus no seu tempo, na sua história. Nós também podemos ser iguais a ele nos nossos dias. Deus pode nos permitir passar por tribulações visando algo melhor para nós.

    José foi vendido, escravizado, acusado injustamente, preso, mas tudo isto para preservar a vida de muitos, inclusive sua família e descendência, a descendência de Abraão. A promessa foi feita por Aquele que é poderoso para cumprir.

    Vimos aqui, que os dramas da vida eram encarados como ação de Deus. Os dramas não levantaram dúvidas sobre a existência e cuidado de Deus. “O israelita reconheceu a si mesmo criatura de Deus. Como não levantou dúvidas sobre a sua própria existência, assim também não podia duvidar da existência e da realidade de Deus” (A.R. Cabtree, Pg 42).

    Além disso, eles acreditavam na bondade de Deus (43.14).

    Desfaz O Poder Mal.

    Não se trata aqui da crença de que tudo é operado por Deus. Se Deus é bom, Ele não pode operar o mal. Mas Deus intervém na história atendendo orações (doutra forma, para que orar?) e usa os dramas causados pela maldição do pecado (escolha do homem: o fruto do bem e do mal, Gn 3), e os transforma em bênçãos.

    Eles tinham consciência de que o que recebiam de mal era punição ou repreensão divina de seus próprios pecados (Gn 44.16; Nm 32.23).

    José tinha consciência de que se cedesse ao assédio da mulher de Potifar e o desrespeitasse estaria pecando contra Deus (Gn 39.9).

    Pecado no Velho Testamento é a palavra “Avon”, “iniquidade” (Sl 90.8), ou “culpa” (Gn 15.16); e “hata” e “pesha” são usados nos dois sentidos, de “culpa” e “castigo” (Mq 6.7; Jr 17.1; Am 1.3; Jó 34.6). Estão relacionados: pecado, culpa e punição (Cabtree, pg 172).

    Assim o mal era consequência do pecado. Mas tinham um Deus misericordioso, disposto a perdoar (Ng 43.14; Êx 20.6; Dt 5.10; 7.9).

    Com Presentes e honras (16-28).

    Faraó consente e dá todos os recursos, e oferece o melhor da terra para Israel e seus descendentes. José deu-lhes carros, comida e roupas para irem e voltarem à sua terra. A Benjamim deu trezentas peças de prata, e cinco mudas de roupas (22). “A seu pai enviou dez jumentos carregados do melhor do Egito, e dez jumentas carregadas de trigo, e pão e outras provisões para a sua viagem ao Egito (23).

    Quando os filhos de Jacó chegaram e lhe contaram que José estava vivo e que era o Governador do Egito, seu coração desmaiou (26). Mas eles falaram de todas as palavras de José e vendo ele, os carros, reanimou-se e disse: “Basta! Ainda vive meu filho José. Eu irei e o verei antes que morra”.

    Assim, Israel foi para o Egito.

    É Completa em Deus

    O melhor da terra lhes foi dado por Faraó por causa de José. Eles podiam dizer que eram os donos do mundo da época. Mas agora, com piedade e misericórdia provadas. Quão bom seria se fosse sempre assim! Ah se nossos governantes fossem piedosos, tementes a Deus!

    Toda a família de Israel agora estaria reunida. Todos teriam terra, casa, família, e riquezas. A restauração foi completa: material, emocional e espiritual.

    José encheu seu irmão de presentes e também honrou seu pai. Ele viria para o Egito, mas viajaria e lá chegaria como um marajá, com toda sua descendência. Foi assim que Israel foi parar no Egito: em glória, e da mesma forma sairá.

    Lições de Vida:

    1 – Na vida há choro de tristezas, mas também de alegrias. “O choro pode durar uma noite, mas pela manhã vem a alegria”(Sl 30.5). Não se desespere.

    2 – Devemos aceitar o arrependimento sincero sem reservas. Não podemos reter o perdão porque ele é de Deus. O perdão cura nossas almas.

    3 – Os caminhos de Deus não são o mesmo dos nossos caminhos, nem os pensamentos dEle os nossos pensamentos (Is 55.8). Ninguém poderia dizer que ser vendido como escravo poderia um dia salvar nossa própria vida e descendência. Saibamos descobrir Deus nas adversidades.

    4 – Realmente o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. A noite de agonia passou e veio a manhã gloriosa para Israel.

    5 – Um velho homem que estava triste pela perda de seu filho e preocupado pela ameaça de destruição de sua descendência agora viaja como um marajá para o Egito. Num tempo de escassez, gozava de fartura e glórias. Foi assim que aprenderam que a Deus pertence o abater e o exaltar. Deus sustenta o faminto na fome (1 Cro 29.11,12). O povo de Deus tem tempos difíceis, mas também tem tempos de glória neste mundo e, terá melhor ainda, no final da história: a glória eterna (Lc 12.32; Ap 12.10). Alguém poderia dizer que é assim com todo mundo, crente ou não. Mas quem é crente sabe que a vitória do crente tem um sabor diferente. Ela vem de Deus como bênção, e isso não tem preço.

    Referências

    1 – Bíblia Sagrada

    2 – Dicionário da Bíblia John D Davis

    3 – Teologia do Velho Testamento, A.R Cabtree

    4 – Comentário Bíblico Moody

    5 – Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento

    6 – Imagens do Desenho Bíblico “José do Egito”.

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