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  • A Mulher Que Amas: Bênção de Deus

    A Mulher Que Amas: Bênção de Deus

    A Mulher Que Amas: Bênção de Deus, Eclesiastes 9.9: Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol.

    A Mulher Que Amas, ou seja, sua esposa, com quem você se casou, homem, é bênção de Deus para sua vida. O amor dessa mulher deve ser o prêmio para a vida do marido todos os dias.

    A Mulher Que Amas, Quem É Ela?

    Imagem de Sonam Prajapati por Pixabay

    A gente sabe que não é bem assim, mas este é o ideal, e é o que pode fazer um casamento pleno de bênçãos e alegrias. Provérbios 18.22 diz: “Aquele que encontra uma esposa, acha o bem, e alcança a benevolência do Senhor.

    É claro que uma coisa leva à outra, pois a mulher boa esposa que o escritor bíblico tem em mente é aquela de Provérbios 31.10-31, a mulher  virtuosa.

    Então, bendita hora em que Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora que lhe corresponda.”

    Vejam que Deus criou um homem para uma mulher e uma mulher para um homem, e casou-os. Foi o primeiro casamento da história da humanidade (Gn 2.2).

    Jesus lembrou aos fariseus que este é o princípio estabelecido por Deus (Mt 19,8,9). Essa é a vontade de Deus. Divórcio  é uma concessão “por causa da dureza de coração” de homens e mulheres, consequências do pecado. Jesus ensina que o casamento deve ser perpétuo (Mt 196b).

    Mulher: Bênção de Deus

    Assim, o casamento entre um homem e uma mulher é bênção de Deus. Foi isso que Adão expressou em Gênesis 2.23: “Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.” Este cântico ou poesia foi para dizer: “Essa é que é mulher!”.

    Então note, homem, Adão foi o único da história que podemos dizer que dormiu solteiro, e acordou casado. Mas você que é solteiro, não pense que vai acontecer o mesmo com você. Sai à conquista de sua esposa com joelho no chão em oração ao Senhor, para que a sua mulher seja bênção na sua vida. Muitos acham que a mulher é maldição, mas é porque não a buscou como bênção de Deus.

    O autor de Eclesiastes é pessimista quanto à supervalorização das coisas desta vida. O autor procura filtrar desta vida as coisas mais importantes, e as aconselha, como algo que podemos aproveitar ao máximo, curtir. Dentre essas coisas, está o casamento. Veja a ênfase: “Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã”. Este pensamento está permeando todo o Livro, como por exemplo, 5.18 (Confira).

    A mulher que amas”, é aquela que o laçou com laço de amor e mesmo que ela lhe dê cordas, você não sai de perto. Você diz assim: “Para quem irei eu, se só você tem o que preciso?” Mais ou menos como Pedro disse a Jesus: Para quem iremos nós? (Jo 6.68).

    Paulo orientou aos bispos a que fossem maridos de uma só mulher. Mas certamente que o que se tem em mente é a mulher ideal, mulher com M maiúsculo, cuja performance está muito bem descrita em Provérbios 31.10-31. Quais são os adjetivos dessa mulher: Ela é virtuosa, valorosa, confiável, cheia de boas obras, que cuida com excelência da casa, cujo os filhos se levantam e a elogia dizendo: “Essa é que é mãe. E o seu marido diz: “Essa é que é mulher!

    Mas certamente, essa mulher espera ter maridos e filhos honrados, que a respeitem. Penso que a ideia é que cada lar seja representado por uma família real em que o marido é o rei, a mulher a rainha e os filhos são  príncipes e princesas. Esse é o desafio para a família em Cristo ou seja, família cristã.

    Com certeza não será uma família perfeita em si mesma, mas o será em Cristo, a família que Deus espera que sejamos.

    Na presença do Senhor flui o amor e o  perdão que o lar precisa para cobrir as imperfeições. Há orientações seguras para o sucesso da família em Efésios 5.21-6.4.

    Veja as bênçãos do casamento:

    1- Afetividade. “A mulher que amas”. Reconhece que o homem é um ser carente de amor: a) Primeiramente de Deus; b) Mas também do próximo: Parentes e amigos; c) Conjugal: Romântico e sexual. 

    2 – Alegria.  O Verso básico diz: “Goza”, isto é, “alegre-se”. O prazer que os cônjuges têm no casamento abençoado. 

    Certo jovem estava namorando uma moça já fazia muitos anos e não a pediu em casamento. Quando ela insistiu em querer saber porque, ele disse que queria gozar a vida primeiro antes de casar. Então ela disse, tá certo. Você está livre para gozar a vida, mas eu quero me casar e vou procurar alguém que o queira.

    Não há nada mais agradável para o homem do que casar conforme a Bíblia orienta.

    3 – Perpetuidade ou seja, descobrir as bênçãos da permanência na união. É como descobrir a cada dia o sabor do vinho que quanto mais velho, melhor.

    4 – Alimento para a alma em que há segurança emocional. Esta é a porção desta vida que logo terminará. No além não há casamento (Ec 9.10).

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    Leia também: Lições de Vida: História de José do Egito

    Utilidade da Palavra Inspirada por Deus

  • Lições de Vida: José do Egito Filho de Israel

    Lições de Vida: José do Egito Filho de Israel

    Lições de Vida uteis todas as pessoas, de todas as idades, seja no contexto da família ou profissional, moral ou espiritual.

    O Ódio Entre Irmãos Impede Ouvir A Voz de Deus Gn 37.1-11

    Jacó, pai de José, vivia em Canaã (1). Ele tinha 12 filhos: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom, Dã, José, Benjamim, Naftali, Gade e Aser (1Cro 2.1,2). José, aos 17 anos (2), apascentava o rebanho com os filhos de Bila e de Zilpa, mulheres de seu pai. Bila (Bilha ou Bala) serva de Raquel, dada a Jacó, (Gn 30.1-8).

    Zilpa (ou Zelfa) era escrava de Lia, que ela deu a Jacó, para que tivesse mais filhos e conquistasse seu marido, (Gn 29.24; 30.9-13).

    Ruben praticou incesto com Bila. Jacó soube disso e não fez nada de imediato para punir o filho. Deixa claro que o filho é mais importante que a escrava. Além do mais, a punição poderia causar mais desavenças na família. Embora Jacó tivesse se deitado com ela, esta não passava de uma escrava para ele.

    Porém, na sua bênção aos filhos, condena o ato louco de Ruben, (Gn 35.22; 49.3-4).

    José levava más notícias de seus irmãos a seu pai (2).

    Israel (Jacó) amava mais a José por ser o filho da sua velhice e, de sua mulher amada, Raquel, por quem trabalhara 7 anos. Por isso fez para José uma túnica de várias cores. Seus irmãos o odiavam e o injuriavam por isso (4-11).

    José (que quer dizer: possa o Senhor acrescentar) teve dois sonhos que significava que ele reinaria sobre sua família (5-11).

    Seu pai o repreendeu por isso.

    Sentimentos diversos de ódios, invejas, enganos e privilégios que fizeram dessa família um excelente estudo de casos para servir de modelos a todas as famílias com seus dramas.

    Veremos a seguir como o ódio entre irmãos impede ouvir a voz de Deus.

    O Filho Amado Odiado

    Os sonhos de José tinham uma mensagem de Deus. Deus iria realizar algo para preservar-lhes a vida. Assim, Deus cumpriria a promessa feita a Abraão, de lhe dar descendência numerosa e abençoada (Gn 12.1-4). José seria um instrumento nesse plano divino.

    Deus conduziria os descendentes de Abrão ao Egito onde ficariam por quatrocentos anos até que “a medida da iniquidade dos amorreus”, isto é, Canaã estivesse no ponto de sofrer o juízo divino (15.13-16).

    José seria eleito por Deus para salvar Israel da morte pela fome que viria, e para preservar a descendência de Abraão, de quem nasceria o Messias.

    Jacó fez uma túnica “cerimonial com ornamentos, ostentosa e provocante” para José. Por ser o preferido do papai, José conquistou a rejeição de seus irmãos, e seus sonhos foram vistos como vaidade e prepotência.

    Talvez fosse mesmo anunciado assim, já que se tratava de um rapaz de 17 anos, inexperiente.

    Os sonhos de José não foram aceitos como recado de Deus, por causa do ódio e dos ciúmes de seus 12 irmãos.

    O ódio deles tinha como raiz também o fato de José levar más notícias deles a Jacó. Mas isso que José fazia não era fofoca. Lembremo-nos de que o sistema era patriarcal. Jacó era o juiz, o líder. Se inquirido pelo pai, José teria que dizer a verdade (Lv 5.1). E a verdade é que seus irmãos não produziram nenhuma boa notícia.

    Os sonhos de José também não foram aceitos por Jacó. Mas este, mais experiente, pensava consigo mesmo se Deus não teria um propósito para a vida do rapaz.

    Bila e Zilpa certamente se sentiam como objetos de Jacó e de suas esposas, Lia e Raquel. Como eram tratadas: escravas ou esposas? Havia igualdade entre elas fora da cama? Ou eram apenas escravas reprodutoras?

    Mulheres idólatras, tratadas dessa forma, o que ensinavam a seus filhos? Talvez isso explique o mau comportamento de Dã, Naftali, Gade e Aser, filhos dessas mulheres (2).

    Ensinos para Igreja A igreja é como uma grande família, comunidade de irmãos, e precisa ser justa na trato com as pessoas (1 Tm 5.1-25) a fim de evitar ciúmes e contendas por privilégios. Precisamos evitar o ódio entre irmãos para que possamos ouvir a voz de Deus. Entretanto, espera-se que os cristãos sejam maduros espiritualmente e venham vencer tais desajustes.

    O papel do desequilíbrio é produzir o equilíbrio. Vemos na história de Jacó e sua família muitos dramas que podem nos trazer lições para nossos relacionamentos familiares hoje.

    Para os hebreus, Deus não ficava de fora de nenhum aspecto de suas vidas. “Era participante do drama da vida do homem”.

    Deus não nos abandona só porque as coisas vão mal. Ele está conosco para nos dar a vitória. Aliás, Deus, e somente Deus, pode nos dar vitórias reais.

    Quando as coisas vão mal, nós devemos clamar, e devemos manter o culto e a adoração a Deus, pois Ele nunca perde a dignidade. Ele é sempre digno de adoração.

    Sonhos, Onar (grego clássico) e enypnion (Septuaginta) v6 .

    No Antigo Testamento, no judaísmo, no mundo grego e no Oriente Próximo antigos, entendia-se, geralmente, que os sonhos continham recados de Deus, especialmente os recebidos por reis e sacerdotes. Assim entenderam Jacó em Betel (Gn 28.12ss), Eli em (1Sm 3) e Salomão em Gibeão (1Rs 3.4-15). Eram tidos como um tipo de revelação divina.

    Às vezes correspondia a uma aparição de Deus (Gn 20.3; 28.12; 31.11; 1Sm 28.6; Jó 33.14-18).

    Sonhos também podiam ser mentirosos (Jr 23.32; 27.9).

    Veja também a crítica de Zacarias (10.2), e a Lei (Dt 13.2-6), que recomendava a pena de morte para o sonhador que ensinava mentiras.

    Onar, “sonhos”, ocorre no Novo Testamento, 6 vezes em Mateus (1.20; 2.12, 13,19, 22; 27.19). Em Atos (16.9; 18.9; 23.11; 27.23-24 – Fonte: DITNT).

    Já em Atos 2.17 a palavra é anypnion.

    Os sonhos podem ser:

    1- sonhos vãos (Jó 20.8; Sl 73.20; 90.5; Is 29.8);

    2- sonhos usados por Deus para fins especiais. Estes têm finalidade de interessar à vida espiritual dos indivíduos (Jz 7.13; Mt 27.19), e de servir de meio de comunicação (proféticos) instrutivo de Deus, numa época em que a revelação era incompleta (1 Rs 3.5; Dn 2.1,4, 36).

    Devem ser submetidos à prova (Dt 13.1-5; Jr 23.25-32; 29.8; Zc 10.2).

    Eram premonições e não teofanias (aparições divinas), como seria a Moisés mais tarde (Ex 3). As teofanias eram meio de revelação mais desenvolvido do que os sonhos, pois nelas aparecia um agente divino (anjo), ouvia-se a voz de Deus em estado de consciência normal, ou alguma manifestação visível (Ex 3).

    Revelação, Conceito

    Cabe aqui um conceito de revelação, “a palavra revelar significa tirar o véu ou remover a coberta que esconde um objeto para expô-lo à vista. No Antigo Testamento o conceito limita-se exclusivamente à revelação do próprio Deus e dos mistérios divinos que o homem é incapaz de descobrir .

    Parece que José e seus contemporâneos viviam na era dos sonhos. São tantos sonhadores: José, Faraó, padeiro e copeiro-chefe.

    Hoje Deus nos fala pela Palavra, Jesus (Hb 1.1). Qualquer sonho ou outra suposta manifestação ou revelação de Deus deve ser avaliada pelo crivo aferidor das Escrituras, especialmente do Novo Testamento.

    Podem ocorrer em situações específicas, extraordinárias, e não, comum. Muitos, ao invés de ler as Escrituras vivem sonhando. Ao invés de pregar a Palavra, pregam sonhos, e até, delírios, devaneios.

    Não devemos pensar que Deus inspirou os sentimentos, pensamentos e atitudes de Jacó e seus filhos para agirem como agiram. Deus não leva ninguém a pecar. Deus não foi determinista. Não os predestinou para serem o que foram. Mas Deus se serviu das motivações naturais deles para operar na história, apesar dos pecados deles. E a ação de Deus é para salvá-los dos seus pecados.

    Da mesma forma, Deus estava esperando que a iniquidade dos cananeus chegasse a ponto de julgamento para destruí-los.

    Aplicações

    1 – É preciso conquistar a credibilidade para ter voz junto às pessoas. Precisamos construir uma autoimagem como mensageiros de Deus. A autoimagem de José estava desgastada pela preferência de seu pai, e talvez pela sua inexperiência de vida (1Tm 3.6,7). Porém, como Jesus disse, “Não há profeta sem honra a não ser na sua terra e na sua casa” (Mt 13.57).

    2 – Quando os pais têm preferências por algum dos filhos, discriminam os outros. Coloca os seus preferidos como vilões e destroem a autoimagem deles perante os outros. Cria um ambiente de ódio, invejas e intrigas que os impede de ouvir a voz de Deus.

    3 – Devemos anunciar os planos e as mensagens de Deus com humildade e no momento oportuno. Porém, às vezes não há forma delicada e simpática de dizer a verdade nua e crua (Mt 23).

    4 – Deus usa os nossos dramas naturais da vida para manifestar seus planos e seu poder, e para preservar, disciplinar e santificar seu povo.

    5 – Os sonhos que Deus nos dá se cumprem. Não devemos desprezar os sonhos, mas avaliá-los a luz da Bíblia.

    6 “Deus era com ele”. Potifar entregou nas mãos de José tudo quanto tinha. Deus abençoou a casa e o campo do egípcio por causa de José. José teve sucesso não por posição política ou de autoridade humana. O sucesso dele era por estar no centro da vontade de Deus. Ele era agradável a Deus. Deus operava em seu favor. Sua vitória era acima de tudo, moral e espiritual, mais do que política e financeira.

    Todo drama vivido por José teria o objetivo de impedir o plano de Deus, de salvar sua posteridade. Mas Deus estava com ele para reverter toda contrariedade em bênçãos. Duas coisas contribuíram para a vitória na vida de José:

    1 – Ele era fiel a Deus e aos seus contratos com os homens (v 9);

    2 – Deus se agrada e abençoa a vida dos fiéis, fazendo-os prosperar em quaisquer circunstâncias (v 2). Em José nós temos um retrato do tipo de pessoas que agradam a Deus. E vale lembrar que estamos falando de um jovem de 17 anos.

    Sim. José era um Jovem bonito de corpo e de boa aparência. A mulher de Potifar “pôs os olhos em José” e começou a assediá-lo. José se recusava a ceder ao assédio dela, porque ele era fiel e tinha a confiança de Potifar. Porém, mais importante ainda, ele era fiel a Deus (v. 9).

    Antes de atingir aos homens, os nossos pecados atingem a Deus. Um dia a mulher de Potifar agarrou José. Ele correu deixando sua capa. Ela chamou os guardas e acusou-o de tentar estuprá-la. Ao saber disso, Potifar o mandou prender.

    Pense! Qualquer jovem que estivesse na situação de José naquele tempo seria morto. Por que será que Potifar não mandou matar José? José tinha toda autoridade dada por Potifar, mas não era uma oportunista. Não usou da autoridade para tirar proveito da situação. Outros o teriam feito. Mas lealdade era uma das marcas de José, e isso é o que falta a muitas pessoas nos dias de hoje. Se Deus se agrada dos fiéis, desagrada dos infiéis, pois Deus é Fiel. A fidelidade é virtude divina.

    Quando somos fiéis nos identificamos com Deus. Deus abençoa homens de honra. Honra também é virtude divina. O procedimento de José viria a combinar com o 10º mandamento (Dt 5.21): “Não cobiçarás“.

    O Apóstolo Paulo disse: “Pois eu não teria conhecido a concupiscência se a lei não dissesse: Não cobiçarás” (Rm 7.7b).

    Mas José tinha consciência de pecado antes da Lei existir. O Espírito da Lei de Deus já estava no seu coração. Isso demonstra que uma pessoa pode obedecer aos preceitos da Lei de Deus mesmo sem um mandamento específico, pois ela é a imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26,27).

    Mas José deve ter aprendido tais preceitos não só por ser intuição, mas pela tradição oral que era transmitida de pais para filhos, sobre os feitos de Deus aos seus ancestrais.

    Com certeza, ele ouviu falar do pecado de Adão e de Eva, de Caim e da geração má dos tempos de Noé (Gn 4.7,8;6.5ss), e disso deve ter tirado princípios para sua vida. Por que seus irmãos não fizeram o mesmo?

    Responsabilidade, respeito, honra, caráter, dignidade, fidelidade, honestidade, bondade e veracidade são características que Deus encontrou e aprovou na vida de José, e aprova na vida de qualquer pessoa, de qualquer lugar e de qualquer época. Estes são princípios eternos. São doutrinas para a vida cristã e para todas as pessoas.

    Um jovem aos 17 anos resistir aos assédios de uma mulher que, com certeza era extremamente bonita (Potifar não teria mulher feia), tinha que ter muito caráter. De fato, foi por isso que ele fugiu e veio a cumprir também o mandamento apostólico (1 Co 6.18; 2 Tm 2.22).

    Há muita falta de preocupação com caráter, com honra e com moral nos dias de hoje. Os devassos acusam aos cristãos de um discurso moralista. Abaixo o moralismo! Mas ainda assim é melhor um discurso moralista do que um discurso imoral, libertino, devasso.

    A mulher de Potifar foi caluniadora. Assim como a honra, a verdade e a fidelidade identificam a pessoa com Deus, a calúnia identifica-a com o Diabo (diábolos, grego, “caluniador”).

    A ação da calúnia provocou a injustiça e a opressão a José. Mas Deus estava com ele e lhe deu vitória. A fidelidade a Deus tem um preço a pagar. José foi acusado e preso injustamente. Mas mesmo assim, como é bom ter a consciência tranquila perante Deus e os homens!

    Para um jovem nos dias de hoje, José seria um “babaca”. Esta é uma crença diabólica. A crença do “levar vantagem em tudo” e tirar o máximo proveito da situação é semelhante à ação do Diabo que anda ao derredor, como caçador buscando a quem possa tragar (1 Pe 5.8).

    Certamente José não era perfeito, sem pecado, mas um homem de princípios e íntegro, por que Deus era com ele. Uma pessoa pode prosperar em quaisquer circunstâncias. Se um homem ou mulher honrar a Deus, Deus não os abandonará, mas os abençoará. Mesmo na prisão (20b-23), o Senhor era com José, e “estendeu sobre ele a sua benignidade, e lhe concedeu graça aos olhos do carcereiro.” (21).

    O carcereiro entregou todos os presos e toda prisão sob administração de José. Quando Deus está conosco, nós prosperamos em todas as circunstâncias, mesmo as mais difíceis. Deus abençoa as pessoas fiéis.

    Fugir do assédio sexual não é caretice, nem burrice, mas esperteza (Pv 5;7). Fugindo do mal, nós temos a amizade de Deus; de outra forma, a inimizade (2 Jo 2.15-17).

    Por causa de crenças mundanas de infidelidade é que crescem os assassinatos, brigas, filhos sem pais criados por avós ou abandonados, num crescimento da injustiça, da miséria e da dor. Princípios estes que Satanás usa para oprimir psicológica, moral, física e espiritualmente. “Um abismo chama outro abismo” (Sl 42.7).

    Que o injusto continue na injustiça e o sujo na sujeira (Ap 22.11), porém quem quer ter a amizade de Deus, que fuja dessas coisas.

    O ódio tenta destruir os sonhos de Deus em nossa vida e família (Gn 33.1,2; 37.12-36).

    As preferências paternas.

    Israel chamou José e o mandou espionar seus irmãos. José foi a Siquém onde seus irmãos pastoreavam e onde deveriam estar, mas eles tinham ido para Dotã, onde os encontrou.

    Seus irmãos o viram de longe e tramaram matá-lo e jogá-lo em um poço, pensando assim em destruir os seus sonhos (v 20).

    Mas Rúben, querendo livrá-lo e devolvê-lo a Jacó convenceu seus irmãos a não matá-lo, mas apenas jogá-lo no poço.

    Vindo uma caravana de Ismaelitas que levava especiarias para comercializar no Egito, venderam José a eles por 20 siclos de prata.

    Ruben o procurou mais tarde e não o encontrou no poço. Ficou desesperado. Seus irmãos mataram um cabrito e com o sangue deste tingiram a túnica de José e enviaram-na a seu pai dizendo que um animal selvagem o havia devorado.

    Jacó chorou pela morte de José por muitos dias (v 33). Seus filhos e filhas tentaram consolá-lo, mas ele estava inconsolável (v 35).

    José foi vendido para Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda egípcia (v 36).

    É assim que o ódio tenta destruir os sonhos de Deus. Pai Insensato Mandar um adolescente espiar dez homens, em clima de ódio formado por preferência paterna e pelos sonhos de grandeza do jovem, sabendo que seus filhos eram de má fama; foi um ato incoerente de Jacó.

    Entretanto suas suspeitas se confirmaram, pois seus outros filhos não estavam em Siquém, onde deveriam estar, mas em Dotã.

    “A mentira tem pernas curtas”. “Coitado do mentiroso. Mente uma vez, mente sempre. Mesmo que diga a verdade. Todos lhe dizem que mente” (Estes versos constavam da cartilha que estudei na infância).

    Entretanto, o fato de estarem em Dotã quase um dia de viagem de Siquém, mais longe de casa, deve ter sido parte de um plano já premeditado para pôr fim a vida de José. Até o estranho que andava por ali sabia exatamente onde José os encontraria.

    O Ódio e os sonhos de Deus Para Nós

    Movidos pelo ódio, os irmãos de José tentaram matá-lo e destruir seus sonhos. Mas tais sonhos eram de Deus e, o objetivo como veremos mais adiante, era salvar suas próprias vidas e posteridade, bem como, cumprir a promessa feita a Abraão (Gn 12.1-3).

    Destruindo os sonhos de José, eles destruiriam suas próprias vidas e história.

    A vingança traz destruição, desgraça. O ódio tenta destruir os sonhos de Deus para nossa vida e família.

    As Hipocrisias na Família

    Ver seu pai chora por muitos dias de tristeza e ainda chorar com ele demonstra a hipocrisia, a covardia e a impiedade de seus filhos, que sabiam o que de fato tinha acontecido (v 35). Se pessoas tão íntimas podem ser tão ímpias, imagine pessoas estranhas.

    Kinder lembra a ironia que Jacó estava sofrendo. Ele usou um cabrito para enganar seu pai (Gn 27) agora recebe a traição e impiedade de seus filhos com o sangue de um cabrito.

    Ruben demonstrou boa intenção, mas não tinha personalidade forte o bastante para fazer o que era certo. Não basta querer fazer o bem. Temos que fazê-lo mesmo que nos custe alto preço. Não é por acaso que se diz que “de boas intenções o inferno está cheio”.

    Também não sabemos se ele queria mesmo fazer o bem a seu irmão ou se estava com medo de que, se algo desse errado, tivesse de enfrentar seu pai, uma vez que era o mais velho e já estava em falta (35.22).

    Irmão Mercadoria

    Judá parecia importar-se mais com o lucro, ou seja, “que proveito” (lucro) teria se matassem a José. Vendendo-o se livrariam do incômodo irmão e lucrariam algo.

    Um Pecado Sobre Outro

    Do Hebrom a Siquém a distância era pouco mais de 100 km. E Dotã estava a cerca de 30 km, nas colinas da Serra de Carmelo, em Sumária. Jacó estava preocupado com o que Simeão e Levi haviam feito antes quando da violência contra sua irmã, Diná (Gn 34) e com as notícias que recebera de José (37.2).

    A mentira dos irmãos de José (v 12) evoluiu para premeditação de homicídio, tentativa de homicídio ( v 20), transformou-os em mercadores de escravo ( 24-28). Um pecado atrai ou leva a outros pecados.

    Lições:

    1 – Os filhos de Israel (Jacó) não eram confiáveis. Por isso, Jacó mandou espioná-los. Filhos mentirosos perdem a confiança dos pais e das pessoas em geral. É fácil perder a confiança dos outros. Mas é muito difícil conquistá-la. Filhos que dizem que vão a um lugar e vão a outro, cedo ou tarde serão descobertos e colherão o fruto da mentira: desgraça.

    2 – Ato de insensatez de Jacó mandar seu filho querido espionar as víboras de seus irmãos. Já devia conhecê-los o suficiente. Um empregado poderia ser o espião.

    3 – Os sonhos de José eram planos de Deus. Por isso Deus usou Ruben para poupar a José da morte. Deus tem planos para nossa vida e Ele o cumprirá, apesar de nós. Eles quase destruíram aquele que mais tarde viria a servir de instrumento de Deus para salvá-los. Igual ao que fizeram com Jesus. Às vezes nossos planos são de morte para nós mesmos. O ódio cega, mata e tenta destruir os sonhos de Deus para nossa vida.

    4 – Pessoas dominadas pelo ódio e pela inveja podem fazer as piores atrocidades, até mesmo aos seus. Elas podem matar, roubar, escravizar, portar-se com hipocrisia.

    5 – José foi lançado em um poço e vendido como escravo, mas tudo isso seria usado por Deus para salvar vidas e disciplinar seu povo. Deus pode permitir-nos experiências amargas, visando um plano maior. Pode até tirar nossa vida, para salvar outras, como fez com Jesus. Nossa salvação é garantida, mas não somos poupados de sofrer para cumprir a vontade de Deus. Não é Deus que nos faz sofrer. Somos nós mesmos. Deus usa nossa realidade para disciplinar-nos.

    6 – Um jovem foi vendido como escravo por 20 siclos de prata. Este era o preço de um escravo (Lv 27.5). Quanto ele valeria um pouco mais de 20 anos depois?

    O Intérprete De Sonhos, Consolador dos Aflitos, Gn 40.1-23,

    Por causa de mentiras, José foi preso no Egito. Mas mesmo assim ele passou de simples prisioneiro, pois era o intérprete de sonhos, consolador dos aflitos; Deus estava com ele.

    O copeiro-chefe e o padeiro chefe do rei do Egito ofenderam-lhe e foram presos onde estava José. Numa noite ambos sonharam. Eles ficaram perturbados por não saberem que significavam os sonhos.

    Pela manhã José viu que eles estavam perturbados (6) e perguntou-lhes o que estava acontecendo.

    Contaram-lhe os sonhos. O copeiro-chefe contou-lhe o seu sonho. José o interpretou: em três dias Faraó o restauraria à sua função no palácio. José pediu-lhe que se lembrasse dele quando o sonho se realizasse (14).

    O padeiro-chefe também contou seu sonho. José o interpretou. Em três dias o padeiro seria enforcado e as aves do céu lhe comeriam a carne.

    O que José disse, aconteceu. Mas o copeiro-chefe não intercedeu por José.

    Aqui vemos a injustiça que José sofreu. Aqueles dois homens mereciam estar na prisão porque “ofenderam” ao rei. Kinder diz que o hebraico indica ofensa grave.

    Mas como eles eram egípcios e de cargos importantes no palácio real, José que estava ali injustamente teve de servir os injustos (4).

    A história do padeiro e do copeiro pode trazer-nos muitas lições. Mas o foco principal aqui é José, o abençoado por Deus. Ele se interessava pelos problemas dos outros e usava seu dom de intérprete de sonhos para ajudar as pessoas (6). Ajudando aos outros ele também buscava solução para seus problemas.

    Pessoas testemunham de que quando ajudam aos outros também são ajudadas, de alguma forma. Sim, o intérprete dos sonhos, sofrendo injustiças na prisão, consolou os aflitos na prisão. Ele também consola aqueles que sofrem com os enigmas dos sonhos não compreendidos.

    Quão horrível é ter a sensação de que algo está para acontecer, ter um recado de Deus e não saber exatamente o que é.

    Os sonhos para os egípcios eram recados da divindade. Tinham sentido profético.

    A interpretação do sonho do padeiro não era nada boa, mas era a realidade. Nem sempre Deus tem bons sonhos para nós. Mas pelo menos era a realidade e ele podia ter uma perspectiva real para qual podia se preparar.

    O copeiro não intercedeu por José. Nem sempre as pessoas correspondem ou demonstram gratidão pelo bem que lhes fazemos. Não importa. O nosso socorro vem de Deus (Sl 46.1).

    Lições:

    1 – Quando os sonhos nos perturbam devemos buscar a paz de Deus, o Senhor dos sonhos.

    2 – Mesmo em situação difícil o cristão precisa ser bússola para orientar os perdidos (6).

    3 – Não devemos esperar misericórdia dos homens, mas de Deus, que é o nosso socorro bem presente na angústia (Sl 46.1). O copeiro não se lembrou de José, mas Deus nunca o esqueceu. Que importa o copeiro?

    4 – Tentar ajudar aos outros pode ser útil na resolução de nossos próprios problemas. Mas esta não é a motivação correta.

    5 – Os sonhos daqueles homens diziam respeito aos seus destinos e eles nem sabiam. Devemos advertir aos homens de seus destinos quanto à resposta que eles devem dar ao Evangelho. O começo, o fim da vida e o destino depois disso pertencem a Deus, e Ele os revela pelo Evangelho.

    Intérprete dos Sonhos 2, Consolador dos Aflitos Gn 41: Rei Angustiado (1-8).

    Além do padeiro e do copeiro, Faraó, rei do Egito, também teve dois sonhos: 7 vacas magras devoravam 7 vacas gordas e 7 espigas miúdas devoravam 7 espigas cheias.

    O natural é o forte devorar o fraco, mas aqui é diferente.

    Faraó ficou perturbado e não houve adivinhadores ou sábios no Egito que conseguisse decifrar os sonhos.

    As pessoas tinham os sonhos como meio de receber mensagem divina, sobrenatural. Angustiava-se quando não conseguiam saber o significado.

    José, O Intérprete dos Sonhos Se Apresenta a Faraó

    Finalmente o copeiro-chefe falou a Faraó a respeito de José. Faraó mandou trazer José à sua presença.

    José não se apresentou diante de Faraó de qualquer jeito. Por quê? Parece que era costume (Jr 41.5).

    Seja como for, o fato é que José se apresentou como um vitorioso. Fosse ele alguém vingativo, deixaria seu opressor em angústias. Mas José se apresentou perante Faraó pronto para aproveitar a oportunidade que Deus estava lhe dando.

    Por causa do espírito de vingança muitas pessoas se fecham para as oportunidades.

    Arrependimento Oportuno (9-13). O copeiro-chefe falou como José interpretou o sonho dele e como ele o ajudará em situação semelhante. Reconhece sua falta em não ter falado de José antes (9).

    Conta a Faraó como José interpretou o sonho dele e do padeiro-chefe, e que tudo havia acontecido como lhes dissera. O copeiro-chefe finalmente reconheceu seu erro. “Antes tarde do que nunca”. O arrependimento sincero é virtude salvadora (9).

    Dando Glória a Deus (14-24)

    Faraó manda chamar José, ele se arruma, e se apresenta ao rei. Ao falar sobre a habilidade de José, este diz que “Deus é que dará uma resposta de paz a Faraó” (16).

    Então, José fala a respeito do Intérprete dos Sonhos, Deus. Deus é quem cria a oportunidade de testemunho. Deus pode mostrar algum plano aos incrédulos como Faraó, mas é preciso um crente fiel para ajudá-lo a entender completamente. E esta é a oportunidade de testemunho do crente.

    Lições de Vida: Determinado por Deus (25-36)

    José, O Intérprete dos Sonhos explicou os sonhos de Faraó. Ambos os sonhos têm uma só mensagem. É Deus quem revela a Faraó o que vai acontecer (25.28,32).

    Claro, o Deus verdadeiro conhece o futuro. Haveria sete anos de fartura que seria devorado por sucessivos sete anos de fome (29-31).

    O sonho duplo era porque o fato estava determinado por Deus (32).

    José aconselhou a Faraó que armazenasse a quinta parte dos sete anos de fartura para suprir os 7 anos de fome, e que ele colocasse um homem sábio, e administradores sobre este negócio.

    O Intérprete dos Sonhos: Da Prisão Ao Palácio (41-37)

    Faraó gostou da interpretação dos sonhos e do conselho, e reconheceu em José a presença de Deus (38-39).

    Sua palavra parece ter sido resultado do testemunho de José em glorificar a Deus (38,39) e parece com Jo 11.49,52, quando Caifás deu testemunho da obra de Cristo.

    José, O Governador do Egito

    Faraó constituiu a José governador do Egito, autoridade máxima depois dele. Deu-lhe Asenate por esposa, e José viajou pelo Egito orientando a produção e armazenamento de alimentos em todas as cidades.

    José e Asenate tiveram dois filhos. Manassés e Efraim e, então, a fome veio a todas as terras (54), mas no Egito havia fartura.

    Todos foram comprar alimento de José no Egito (57).

    Os tempos das vacas magras vieram, mas para José já eram passados. Agora começaria o tempo das vacas gordas.

    José passou a ser o segundo homem mais importante de todo o mundo. Ele se tornou o vizir do Egito e recebeu o anel de sinete, que representava autoridade real. Todos os outros países precisaram comprar alimento de José.

    José teria a conservação da vida em suas mãos. Ele foi administrador de uma causa existencial.

    A partir de então, teria família e vida emocional quase completa. Só faltaria a reconciliação com seus irmãos. Mas isto logo se resolverá.

    Aplicações e Lições de Vida:

    Quando estamos no centro da vontade de Deus é assim: do cárcere para a glória; da prisão ao palácio; do condenado, a liberto. É isto também o que Cristo faz a todos que nele crê (Ap 1.5-6).

    Muitas pessoas estão angustiadas com problemas e perturbadas por sonhos incompreendidos. Os cristãos são os que devem orientar-lhes com o evangelho de Cristo.

    Quando estamos desorientados na vida, precisamos de voz profética. A voz profética não vê só o futuro, mas também o que devemos fazer no presente para evitar a calamidade futura: plantar e armazenar hoje, para não sofrer amanhã.

    O copeiro, que também fora preso, agora tinha a oportunidade de ser instrumento de Deus. “Ele tinha a faca e o queijo na mão”.Isto é, podia ficar em silêncio para se vingar de Faraó. Mas ele falou a Faraó a respeito de José, e demonstrou arrependimento por não tê-lo feito antes. Ele era o único que sabia quem poderia ajudar e o indicou. Mesmo sem intenção, agindo bem salvou sua própria vida da fome.

    Devemos indicar o caminho, e a verdade, e a vida àqueles que estão perdidos. Deus planejou e executou tais planos para que os descendentes de Abraão fossem para o Egito. Três motivos:

    1º que eles fossem mensageiros de Deus aos egípcios e demais povos, demonstrando Sua soberania e providência na história;

    2º Através dos dramas e alegrias vividos, disciplinar e preparar os descendentes de Abraão para receber Seu Pacto e ser Seu povo;

    3º Relembrar, manter e cumprir sua promessa de enviar o Messias (descendente de Abraão – Gn 17 com Gl 3.29; 4.4-7).

    Não devemos lamentar os tempos difíceis, de vacas magras. Se Deus está conosco, virão os tempos de vacas gordas. As provações não podem roubar a nossa esperança em Deus.

    José glorificou a Deus diante de Faraó dizendo que Deus é quem dá entendimento e resposta de paz (16.28,32). A sabedoria vem de Deus. A glória e a honra devem ser dadas a Deus. Não perca a oportunidade de glorificar a Deus.

    Os Sonhos Que se Cumprem São Providências de Deus (Gn 42.6)

    Jacó mandou seus filhos ao Egito para comprar alimento. Os 10 foram. Benjamim, o caçula irmão de José, ficou. Jacó teve medo de perdê-lo como perdera José. Os dois, José e Benjamim, eram filhos de Jacó com Raquel, sua mulher amada.

    Os filhos de Jacó foram comprar alimento de José no Egito e se inclinaram “diante dele com o rosto em terra” (6), sem reconhecê-lo. José os reconheceu, mas se fingiu de estranho e falou-lhes através de intérprete (13 anos havia se passado. ver cap 37.2; 41.46).

    José se lembrou do sonho que tivera (v. 9 com 37.5-11).

    José os acusou de espiões e insistiu, embora eles apresentassem argumentos de defesa: “Sois espiões e querem descobrir os pontos fracos do povo” (12, 14, 16).

    Diante disso, um deles deveria ficar. Os outros deveriam ir embora levando alimento e voltar trazendo o irmão mais novo para confirmar o que estavam dizendo. Colocados na prisão por três dias (18), refletiram que tudo lhes acontecia porque eram culpados das angústias que causaram a José.

    Rúben os lembrou de como os advertira. José entendendo o que se passava, comoveu-se e retirou-se para o seu quarto, para chorar escondido (24).

    Em seguida, prende Simeão. Manda dar-lhes cereal e restituir-lhes o dinheiro, escondido.

    No caminho, ao abrir os sacos de alimento para dar comida aos animais, descobriram o dinheiro e temeram dizendo: “O que é isto que Deus nos fez?”

    Ao chegar a casa explicaram tudo a Jacó, dizendo que o senhor da terra lhes tratara asperamente e que exigiu que lhe levasse o irmão mais novo.

    Jacó os acusou de tirar-lhe os filhos e se recusou a deixar Benjamim ir com eles.

    Rubem tentou convencê-lo. Disse que seu pai poderia matar os filhos dele se não trouxesse Benjamim de volta (37).

    Jacó amava mais José e Benjamim porque eram filhos de Raquel, a esposa amada, por quem trabalhou sete anos para o sogro (Gn 29.15- 30).

    O caçula era o único que lhe restava de lembrança dela, já que ele não sabia que José estava vivo.

    Os filhos de Israel inclinaram-se diante de José no Egito.

    Os sonhos dele (cap 37) começaram a se cumprir (6). Os sonhos que Deus nos dá, não se perdem com o tempo e nem com as adversidades da vida, pois Deus é poderoso para cumprir seus projetos.

    Para Nosso Arrependimento José quis aplicar-lhes uma lição, para ver se haviam se arrependido. “O gato escaldado tem medo de água fria”. Trazendo o irmão mais novo comprovariam que diziam a verdade, que tinham palavra, boa índole e caráter.

    Além disso, José mataria logo a saudade de seu irmão. Ele não foi vingativo, mas bondoso e amável (16-19; 24).

    Rubem firmou um compromisso louco, garantindo a vida de seu irmão com a vida de seus filhos. Por que não garantiu com sua própria vida? É fácil entregar os outros como nossos fiadores; fazer negócios com a vida alheia.

    José se apresentou como temente a Deus (18-20). E os desafiou: “Se sois homens de retidão…”. Teriam de pensar sobre essas palavras e lembrar dos fatos antigos. “O que é isto que Deus nos fez“, demonstra que eles estavam refletindo sobre o que fizeram de errado. Foram contristados por Deus para chegar ao arrependimento. Eles se viram nas mãos de Deus. Pensaram em julgamento (25).

    Algumas Lições:

    1 – Os irmãos de José se apresentaram no Egito com a missão de levar alimento para casa e preservar a vida de sua família. Para isso, prostraram-se com rosto em terra. Demonstraram humildade e reconhecimento das dignidades. Devemos trabalhar com diligência e humildade para sermos bem-sucedidos. Além do mais, mesmo sem saber, estavam cumprindo os sonhos de Deus em José.

    2 – Os sonhos de José eram planos de Deus. Ninguém pode destruir os sonhos e planos de Deus em nós (15.13-16; 37.5-11; 42.9).

    3 – José conhecia bem a índole de seus irmãos. Quis ver se continuavam os mesmos ou se tinham mudado. Constatou neles arrependimento (21-24). O pecado traz consequências. Devemos pesar bem as consequências de nossos erros e assumirmos nossa culpa, arrependidos (1 Jo 1.9).

    4 – José chorou a agonia deles. Devemos chorar com os que choram por causa do pecado. Mesmo com aqueles que nos causam males (Mt 5.44).

    5 – A ação de Rubem chegou ao extremo do desespero, colocando a vida de seus filhos em perigo. “Medidas Desesperadas” (Filme) leva-nos a cometer injustiças e desgraças. Devemos agir com fé em Deus. O verdadeiro arrependimento o levaria a comprometer a sua própria vida e não a dos filhos. Mesmo que tal ato fosse um jeito de seu pai se sentir seguro quanto ao cumprimento da promessa, foi um ato louco

  • A Utilidade da Palavra Inspirada de Deus

    A Utilidade da Palavra Inspirada de Deus

    A Utilidade da Palavra Inspirada de Deus para produzir em uma pessoa a aptidão completa para todas esferas da vida.

    Qual a Utilidade da Palavra Inspirada de Deus? Ela produz em uma pessoa a aptidão completa para toda boa obra. Isto é o que diz 2 Timóteo 3.16,17: Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para repreensão, para correção e para instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.”

    Por que a Escritura tem esse poder? Porque ele é inspirada por Deus. Ou seja, Deus é a origem, a fonte, como também, Ele mesmo é a Palavra, na Pessoa do Filho (Jo 1.1).

    E há uma virtude declarada sobre a Palavra de Deus em Isaías 55:10 e 11 que diz que como a chuva cai do céu e faz a terra produzir, da mesma forma, diz Deus, “a minha palavra não voltará para mim vazia, ela fará o que deseja e atingirá o propósito para o qual a enviei“.

    Foi pela sua Palavra que Deus criou o mundo e tudo que nele há. Hebreus 11.6 diz: “Pela fé entendemos que os mundos, pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente“. Por ser tão virtuosa não há nada, nenhuma outra força, nenhuma outra palavra, nem todos os bens materiais e riquezas, nem a escola, nem as melhores faculdades ou universidades do mundo podem ser mais úteis do que a Palavra de Deus para todas as coisas, e em especial, para formação do caráter do homem.

    Digo em especial para formação do homem porque o objetivo de Deus nos enviar sua Palavra seja escrita, proferida ou na Pessoa de Cristo é a nossa salvação total, isto é, no plano horizontal e espiritual.

    Com respeito ao plano horizontal, diz respeito aos nossos relacionamentos uns com os outros: família, igreja e sociedade. Deus tem projetos para nós aqui, como peregrinos na terra, mas com uma missão: fazer discípulos, ensinar a Palavra, viver em oração, em retidão e santidade, apresentando os nossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12.1,2).

    Nesse plano horizontal, dos nossos relacionamentos interpessoais, o Espírito Santo nos forma o caráter, o temperamento e as faculdades mentais para sermos a imagem de Cristo através da Palavra. “Santifica-os na verdade, a tua Palavra é a verdade” (Jo 17.17).

    Com respeito ao plano vertical, o nosso relacionamento com Deus começa aqui no plano horizontal, mas vai para o além, para toda eternidade. Nossa mente não consegue alcançar a compreensão do que isso significa.

    Por exemplo, sobre Jesus Cristo, João 1.1 diz que Ele é o Logos, a Palavra de Deus e, ao mesmo tempo, Deus. Então, o ensino verdadeiramente superior é o que vem do alto, de Deus, do transcendente para o imanente.

    Veja o que nos diz 2 Timóteo 3.16,17:

    “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”

    Quatro verbos expressam o valor da Bíblia: Ensinar, redarguir(repreender), corrigir e instruir (educar). O ensino é a didaskalia, de onde vem a didática, que é a “Arte de ensinar, de transmitir conhecimentos por meio do ensino.” (Dicio).

    Então, a palavra inspirada por Deus tem a melhor didática, é a melhor capacitada para nos ensinar.

    Destaco ainda, o verbo instruir, que é o ato pedagógico. Pedagogia vem do grego paideia que visava a formação do cidadão ético e moral.

    A palavra pedagogia vem de paideia, é a ciência da educação e do ensino. Forma-se de paidós, (criança) + agogos (condutor). Daí, o pedagogo era o condutor de crianças na aprendizagem.

    Da mesma forma, a Palavra de Deus é a Pedagoga para nos ensinar. O problema é que cada vez mais vemos pessoas descrentes na Bíblia como Palavra de Deus. Mesmo autoridades tem rejeitado o valor da Bíblia para o ensino e formação do cidadão.

    Então, isso explica o ruma desgraçado que a sociedade vem tomando, infelizmente.

  • Apocalipse 19 .1-10 Culto no Céu

    Apocalipse 19 .1-10 Culto no Céu

    Apocalipse 19.1-10 Culto no Céu. O Clima de adoração a Deus é enfático: os anjos, a multidão remida e toda a corte celestial O louva.

    Apocalipse 19.1-10 Culto no Céu: Deus recebe louvor da multidão dos anjos (1-3;7,11,12).

    A adoração e o louvor é carregado de Aleluias (Deus seja Louvado!).

    Quais os motivos? Por sua salvação é uma das respostas. Então temos aqui outra expressão de culto, que é a gratidão pelo que Cristo fez por nós.

    Mas também, se reconhece a gloria de Deus. Este reconhecimento marca a reverência à dignidade de Deus.

    Também é reconhecida a sua honra. Não há outro digno de honra universal senão Deus. Ele é único Deus.

    Ainda há menção do seu poder. Há então, o reconhecimento do domínio, do controle de tudo. Deus é o pantókrator, o que controla todas as coisas ou que tem tudo em suas mãos.

    Imagem de Sabine Zierer por Pixabay

    Apocalipse 19.1-10: Deus Recebe Louvor da Multidão dos Remidos (4-5).

    Os doze patriarcas de Israel e os doze apóstolos de Jesus formam a totalidade da Igreja ou Povo de Deus.

    As quatro criaturas, possivelmente Querubins e representam toda a natureza (Sl 14, Rm 8.19).

    Os profetas e os mártires junto com todos os fiéis louvam a Deus (6.10;7.3;10.7;11.18; 12.6; 17.14;19.2). O clima é de alegria porque chegou a justiça. Aleluia!

    Apocalipse 19.1-10 Culto no Céu: Deus Recebe Louvor de Toda A Corte Celestial (6-9)

    Os anjos de todas as ordens angelicais, junto com todos os remidos provocam um estrondoso louvor no céu: músicas, águas, forte trovões…

    O motivo é o Reino estabelecido do Messias, o Cordeiro de Deu (6).

    Pelas bodas do Cordeiro com sua noite, a Igreja redimida, vestida de linho fino resplandecente, que são as obras de justiça, vida consagrada e pureza (santidade).

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    Nem Toda Vitória Exige Que Demos Cambalhota de Alegria

    Revelação de Jesus Cristo

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    Fé é a CHAVE para Vencer o Medo e Alcançar a Vitória

  • A Verdadeira História do Natal de Jesus

    A Verdadeira História do Natal de Jesus

    A Verdadeira História do Natal de Jesus está a ligada à expressão: “Plenitude dos Tempos” de Gálatas 4.4,5: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei; Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.

    Imagem de G.C. por Pixabay

    O Que A Verdadeira História do Natal de Jesus tem a Ver com A Plenitude dos Tempos?

    Qual a relação entre a Verdadeira História do Natal de Jesus com a “A Plenitude dos Tempos” no Relógio de Deus?

    O Livro de Eclesiastes inicia o capítulo 3 dizendo que “ Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. 

    Então, Deus determinou o tempo em que enviaria seu Filho ao mundo. Esse tempo determinado é a “plenitude dos tempos”. Não é um tempo acidental ou entregue ao acaso, mas um tempo proposital, marcado no calendário e no relógio de Deus.

    Por isso, não é apenas um tempo qualquer, mas o tempo pleno, que marcou o centro da história, e a dividiu em antes e depois de Cristo. 

    A expressão: “Deus enviou seu Filho” atesta a identidade de Jesus como Deus-Filho com Deus-Pai.

    Além disso, atesta também, sua preexistência. Jesus não começou a viver no dia em que nasceu de Maria, mas já existia antes. Ele é o Verbo de Deus, o criador de todas as coisas (Jo 1.1-3).

    A expressão “nascido de mulher”. comprova a narrativa do nascimento de Jesus da virgem Maria, mas também que Ele, e somente Ele, “se fez carne” e habitou entre nós, conforme o Evangelho de João 1.14. Ou seja, Ele não foi feito. Ele se fez. Ainda, Jesus não reencarnou, mas se fez carne. 

    Diz também que Ele nasceu sob a lei para remir os que estavam debaixo da lei. Isto significa que Jesus nasceu debaixo da lei de Moisés e a cumpriu ao ponto de se tornar duas vezes Senhor da Lei.

    Então, Ele é duas vezes Senhor da lei. Uma como Deus, o autor dela e outra, como o único homem, cumpridor dela.

    Portanto, Jesus é o Senhor da lei. Onde a lei nos condena, Ele, pelo seu senhoria e graça, nos perdoa, mediante nosso arrependimento a confissão de pecados.

    Assim, podemos ser filhos adotivos de Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.

    Em resumo, esta é a verdadeira história do Natal.

    A Plenitude dos Tempos

    Mas ainda, há um tempo determinado para a volta de Jesus para buscar sua igreja e julgar o mundo. Isto também está no calendário de Deus como um tempo especial.

    Isto foi ensinado por Jesus em Atos 1.7: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.

    Deus tem o seu cronos e seu kairos, ou seja, tempos e épocas oportunos para cada coisa. Deus é organizado. Jesus está voltando! Prepare-se!

    Feliz Natal!

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    Ter a vida nas mãos de Deus

    o presente de deus para os homens

  • Ter a vida nas mãos de Deus

    Ter a vida nas mãos de Deus

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas temporais. Pelo contrário, podemos até padecer muito mais por isso. Veja esse exemplo.

    2 Timóteo 1.12: Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia.

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas temporais. Pelo contrário, podemos até padecer muito mais por isso. Porém, teremos nosso descanso eterno.

    Isto é o que vemos no verso acima. No contexto, o apóstolo Paulo diz que a vinda de Jesus Cristo, ou seja, o Natal, e consequente sua missão aboliu a morte e trouxe à luz a vida pelo evangelho.

    Então, ele, Paulo foi escolhido por Jesus pregador, apóstolo e doutor dos gentios. Mas por isso, ele padecia na prisão em Roma.

    Paulo deixa claro que sua missão aos gentios era clara e muito bem focada. Não havia nenhuma dúvida do que ele deveria fazer, sofrer, viver, em fim, enfrentar quaisquer coisas para cumprir sua missão: Levar o evangelho a todos os não judeus, ou seja, gentios.

    Não obstante sua prisão, ele estava firme em sua missão, bem como em sua confissão de fé em Cristo. Veja que ele diz enfaticamente: “Eu sei em quem tenho crido”, e “estou bem certo de que é poderoso”.

    Assim, ele estava afirmando que, apesar das adversidades e da prisão por causa do evangelho, ele não estava desanimado e nem desesperançoso. Pelo contrário, ele estava bem seguro no poder de Cristo para guardar o seu “depósito”.

    Qual era o depósito de Paulo?

    Mas que depósito é este? Certamente não era dinheiro em algum banco qualquer, muito menos em algum paraíso fiscal. O depósito de Paulo era a doutrina de Cristo que ele ensinava aos gentios em cumprimento de sua missão, e da qual ele teria de prestar contas Àquele que o chamou para o ministério, no dia do juízo, o qual ele chama de “aquele dia”.

    Ter a vida nas mãos de Deus é a certeza de sermos absolvidos

    Desta forma, todos os que vivem sob obediência a Cristo padecerão de alguma forma neste mundo, mas podem ter a certeza, igual ao apóstolo Paulo, de viver seguro de que serão livres da condenação no juízo final.

    Este dia do juízo, que em algumas traduções está com D maiúsculo é o dia mais crucial em toda a nossa existência terrena e pós terrena. Nele será decretado a nossa sentença eterna, o nosso destino eterno. Por isso, este “Dia” deve ser a nossa principal preocupação.

    E o que podemos fazer para nos sairmos bem naquele Dia? A única coisa que podemos fazer é estarmos certos, convictos e seguros no poder de Cristo para nos guardar.

    Como diz o hino do Cantor Cristão 377 “Pois eu sei em quem crido, e estou bem certo que é poderoso, pra guardar o meu tesouro, até o dia final”.

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    Jesus Cristo: A âncora do Cristão

  • Jesus Cristo: A Âncora do Cristão

    Jesus Cristo: A Âncora do Cristão

    Jesus Cristo: A Âncora do Cristão. A alma do crente em Cristo está ancorada na esperança que vem do Senhor. Não há necessidade de mais nada e nem de ninguém.

    Jesus Cristo: A Âncora da Nossa Alma

    Para que serve uma âncora? A âncora é um objeto pesado que permite imobilizar um outro objeto flutuante. 

    Devido ao seu desenho com um circo no topo, um formato de cruz logo abaixo e, igualmente, duas pontas na parte final, dizem ter sido usado como símbolo da Santíssima Trindade. O circo no topo representa Deus-Pai, a cruz representa Deus-Filhos e as duas pontas abaixo, representa o Espírito Santo.

    O escritor aos Hebreus, na Bíblia, usa a âncora como símbolo de firmeza e segurança da esperança cristã (Hb 6.19).

    Talvez por isso a âncora tenha sido usada como símbolo por cristãos perseguidos, segundo narram alguns.

    No sentido figurado, a palavra pode ser aplicada para várias coisas, como, abrigo, proteção, apoio, etc. Nesse sentido, o casamento deve ter o sentido de uma âncora, isto é, apoio e segurança familiar. 

    Especialmente os cônjuges devem ser âncoras um para o outro, formando um lar que seja âncora para toda a família.

    Um Caso Específico

    Voltando ao escritor aos Hebreus, o escritor ensina que a igreja tem em Cristo a âncora segura e firme da alma. Não necessita de mais nada e nem de ninguém. Cristo é suficiente, pois é maior do que tudo que se possa apresentar em termos de religião ou solução para se chegar a Deus. Jesus entrou no santo lugar no céu.

    Isso foi escrito a uma igreja que sofria forte influência dos judaizantes, que exigiam obediência à Lei de Moisés e a todos  os demais ritos judaicos.

    Assim, os cristãos estavam correndo o risco de trocarem Cristo por Moisés, ou seja, o Senhor pelo servo; O sacerdócio eterno de Cristo pelo efêmero da Velha Aliança; O caminho novo e vivo pelo sacrifício de Cristo pelo velho caminho de sacrifício de animais; O sangue de Cristo pelo sangue de bodes. Que esperança haveria para eles? Qual seria o destino deles? 

    Assim, pela negligência, corriam o risco de deixar escapar por entre os dedos a salvação por causa da apostasia que ameaçava se tornar realidade.

    O escritor escreveu para persuadi-los a manterem posição diligente e perseverante em Cristo. 

    Ainda  hoje, vemos que as ações judaizantes ainda tem muita força. Muitos cultos cristãos estão contaminados de judaísmo com ritos, petrechos e mandingas judaicas. Isso revela um cristianismo sem identidade autêntica, sem firmeza. 

    Ao cobiçarem a prosperidade judaica, muitos herdaram também o destino deles. Segundo Jesus, em Mateus 8.11 e 21.31, por exemplo, publicanos, meretrizes e gentios entram na frente deles no Reino dos céus, enquanto eles seriam lançados nas trevas.

    Quem é verdadeiramente cristão, não precisa de mais nada e nem de ninguém. Já tem a âncora de sua alma.

    Leia o texto de Hebreus 6

    Presente de Deus para os homens

    Os Três Estágios da Salvação

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