Tag: Jesus

  • Jesus: O exemplo de submissão a Deus

    Jesus: O exemplo de submissão a Deus

    Jesus: O exemplo de submissão a Deus que precisamos seguir. Sem isso, ninguém entra no céu, na presença de Deus.

    O Que Jesus viveu nos últimos dias?

    Noite intensa aquela vivida por Jesus. Ele sofria os acontecimentos por antecipação, porque ele podia prever e sentir o que estava por vir nas próximas horas e dia seguinte: O auge de seu sofrimento em seu ministério.

    Ele podia prever e sentir porque é Deus, onisciente. João 18.4 diz: “Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se, e disse-lhes: A quem buscais”.

    Naqueles últimos momento, Ele ficaria completamente só: Um discípulo se revelaria traidor; outro, covarde, o negaria três vezes; e os demais, fugiriam. Além disso, no momento crucial, o próprio Pai O abandonaria.

    Jesus já sabia de tudo isso, mas não recuou em sua missão.

    O tempo todo, Jesus dizia EU SOU. EU SOU á agua da vida; EU SOU a verdade; EU SOU o caminha; EU SOU a vida; EU SOU a porta; EU SOU a luz do mundo; EU SOU a ressurreição e a vida; EU SOU. Mas, Ele foi também a pedra que os edificadores rejeitaram.

    Ele era também o Cordeiro de Deus oferecido pelos pecados dos homens (João 1.29). Eles o rejeitaram como Deus e como cordeiro. Mas Deus O estava naqueles momentos oferecendo-O por nós. Sobre Ele, e somente sobre Ele, recairia os pecados do mundo.

    Se por um lado, Ele dizia “Eu sou”, Pedro, o mais impulsivo dos discípulos dizia: “Não sou”. Não amigo, não sou discípulo, não ando junto com esse homem.

    Anteriormente, Pedro até dizia estar do lado do Mestre para o que desse ou viesse. No diálogo em 13.36-38: Por ti darei a minha vida.

    Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Jesus lhe respondeu: Para onde eu vou não podes agora seguir-me, mas depois me seguirás.

    Disse-lhe Pedro: Por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida. Respondeu-lhe Jesus: Tu darás a tua vida por mim? Na verdade, na verdade te digo que não cantará o galo enquanto não me tiveres negado três vezes“.

    Baseados nisso, o que Jesus estava sendo ou demonstrando em relação à missão que o Pai lhe entregou? Com uma palavra só. SUBMISSÃO.

    Submissão:

    1. Ação ou efeito de submeter, de acatar ordens sem se opor nem reclamar; obediência, subordinação.
    • Tendência para obedecer ou para aceitar uma situação que lhe é imposta.
    • Obediência irrestrita; circunstância em que se precisa obedecer.
    • Condição de quem teve sua liberdade retirada; dependência.

    Jesus é o exemplo de submissão a Deus, sem o qual ninguém entra no céu. Ele nos deu o exemplo para que sigamos as suas pisadas, concluiu Pedro tempos depois, e registrou em 1 Pedro 2.21.

    Quer entrar no céu? Quer o perdão de Deus? Tiago 4.7 lhe diz o que fazer. Ele diz: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós“.

    Veja mais sobre submissão no meu canal no Youtube.

  • Quais As Lições de Jesus em João 12?

    Quais As Lições de Jesus em João 12?

    Nos seus últimos dias, Jesus caminha para a vitória da morte e do pecado, ceia com discípulos em Betânia e grandes lições. Esboço.

    Caminho para a vitória da morte em João 12.1-50

    Imagem de Roger Casco por Pixabay

    1-2 – O que estivera Morto agora está Ceando com o Mestre, a Igreja de Laodiceia (Ap 3.20) era rica, morna e sem Cristo. Jesus estava à porta pedindo entrada: “Eis que estou à porta...”.

    Quais As Lições de Jesus em Mateus 26.6-13

    E, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso,

    7 Aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.

    8 E os seus discípulos, vendo isto, indignaram-se, dizendo: Por que é este desperdício?

    9 Pois este ungüento podia vender-se por grande preço, e dar-se o dinheiro aos pobres.

    10 Jesus, porém, conhecendo isto, disse-lhes: Por que afligis esta mulher? pois praticou uma boa ação para comigo.

    11 Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre.

    Quais As Lições de Jesus – Marcos 14.3-9

    E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça.

    4 E alguns houve que em si mesmos se indignaram, e disseram: Para que se fez este desperdício de unguento?

    5 Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros, e dá-lo aos pobres. E bramavam contra ela.

    Jesus, porém, disse: Deixai-a, por que a molestais? Ela fez-me boa obra.

    7 Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes.

    8 Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura.

    9 Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória.

    10 E Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais dos sacerdotes para lho entregar.

    Nardo Puro (Nardostachys jatamansi, Família das Valerianas), planta que produz Perfume e remédio.

    1 = 1 dia do trabalhador braçal. 300 denários = 300 dias de trabalho.

    9-11 – Manchete do Jornal do dia: O Defunto ressuscitou e corre risco de morte.

    12-19 – Entrada triunfal antes da morte

    Jesus não rejeitou a aclamação de Rei – Ele é Rei mesmo.

    Não rejeitou adoração a Deus. Ele é Deus mesmo.

     20-26 – O gregos querem ver Jesus

    Judeus que foram dispersos que vinham para as festas. Helenistas. At 2.

    Glorificado. Antes foi humilhado e morto. A obediência na cruz resultou em glorificação como Salvador.

    24 – O grão ao nascer e dá origem a nova planta que produz mais frutos.

    Morte, ressurreição e criação da igreja (expansão do Evangelho).

    26 – Quem o serve será honrado pelo Pai.

    37-42 – Rejeitados por Deus.

    Por que motivo? V.43.

    44-50 – Ouvir e seguir a Jesus é ouvir e seguir a Deus.

    Não ouvir a Jesus é ser julgado pela palavra dele.

    Quem rejeita a Jesus rejeita a Deus.

  • O DESAFIO DA TRADUÇÃO BÍBLICA

    O DESAFIO DA TRADUÇÃO BÍBLICA

    O DESAFIO DA TRADUÇÃO BÍBLICA POR © Tapajós – inverno 2024 com respeita à tradução da pergunta de Jesus a Maria na festa de casamente de Caná da Galileia.

    Que pergunta foi aquela que Jesus fez à sua mãe numa festa de casamento?

    O texto é bem curto:

    Τί ἐμοὶ καὶ σοί γύναι; (Evangelho de São João 2,4)

    Como traduzir essa expressão sem verbo? Cada tradutor ou equipe de tradução precisa decidir o sentido dessa expressão idiomática semítica, pois a tradução literal não faz sentido. Na ordem das palavras:

    O que a mim/em mim/comigo/por mim e a ti/em ti/contigo/por ti, mulher?

    Ou seja, a tradução literal deixaria o texto confuso, sem entendimento, qualquer que fosse/seja a opção do tradutor.

    Comentando algumas traduções:

    Traduções Católicas:

     “Mulher, que é isso, para mim e para ti?” (CNBB). Os tradutores entenderam os dativos como sendo de vantagem (para mim, para ti). Não explicam o motivo!

     “Que queres de mim, mulher” (TEB; BdP). Os tradutores eliminaram o segundo dativo, e transformaram o primeiro dativo em um genitivo. Criatividade!

     “Mulher, que nos importa a mim e a ti isso?” (VULGATA). Jerônimo manteve os dativos de vantagem, mas introduziu o verbo “importar-se”, reforçando-os com o oblíquo “nos”. Por quê?

     “Mulher, que existe entre nós?” (BEP). Unificou os dois dativos em um só (“entre nós”) e deu sentido à frase com o verbo “existir”. É permitido isso, Arnaldo?

    Traduções Protestantes:

     “Por que a senhora está me dizendo isso?” (NAA). Não traduziu, apenas interpretou de forma livre!

     “Mulher, em que essa tua preocupação tem a ver comigo?” (KJA). Entendeu o pronome interrogativo nominativo como sendo dativo; incluiu o aspecto da “preocupação”; transformou o segundo dativo em genitivo; entendeu o primeiro dativo como sendo de interesse/acompanhamento. Pode fazer isso, Arnaldo?

     “Mulher, que tenho contigo?” (ARA; ARC; ACF). O primeiro dativo é entendido no nominativo e o segundo de interesse/acompanhamento – e a sentença não ficou clara!

     “Que temos nós em comum, mulher?” (NVI). Transformou os dois dativos em uma proposição nominativa. E não ficou claro o motivo de Jesus fazer tal pergunta à sua mãe!

     “O que isso tem a ver contigo, mulher?” (LUTERO). O primeiro dativo foi eliminado, ficando apenas o segundo. Por qual motivo?

     “Não é preciso que a senhora diga o que eu devo fazer” (NTLH). Eliminou a pergunta e abusou da criatividade: não traduziu – parafraseou!

    O DESAFIO DA TRADUÇÃO BÍBLICA NA PREFERÊNCIA DO AUTOR

    Sigo a Bíblia de Jerusalém no entendimento do texto: “Que temos nós com isso, mulher?”, bem como Raymond Brown, um dos maiores eruditos do Ev. de João: “Mulher, o que essa sua preocupação tem a ver comigo?”

    Além disso, falta-nos a entonação com que tal frase foi pronunciada. Se Jesus falou isso sorrindo, por exemplo, o quadro todo muda de sentido!

    Leia também: O milagre que revela o poder de Jesus

  • O Milagre que Revela O Poder de Jesus em João 11

    O Milagre que Revela O Poder de Jesus em João 11

    O Milagre que Revela o Poder de Jesus em João 11, o oitavo sinal para a fé dos discípulos. Servem, também para todas as pessoas e famílias da terra.

    O Milagre que Revela o Poder de Jesus em João 11 A Uma Família Amada (Jo 11.1-7).

    Defina a família de Lázaro com uma palavra, podemos dizer que era Hospitaleira (Lc 10.38). Quanto ao convívio entre eles podemos dizer que era harmoniosa. A pesar que havia alguns atritos entre Marta e Maria, porque aquela gostava de servir, esta de ouvir. Essas duas coisas não se combinam.

    Jesus amava a todos (v.19). Mas, a família de Lázaro tinha algo especial. Jesus conhecia o coração das pessoas (2,24). Certamente encontrou naquela família sinceridade e verdade (4.24).

    Marta era a ativista. Ela gostava de servir. Essas pessoas são importantes, pois preparam banquetes saborosos. Mas, para Jesus nem só de pão vive o homem, mas sim de toda palavra de Deus (Mt 4.4). Então, para ele era bem-aventurado aquele ou aquela que quisesse mais pão do céu.

    A notável Maria que:

    1 – Ungiu com balsamo o Senhor (Cap. 12).

    2 – Enxugou os pés dele com seu cabelo;

    3 – Que escolhera a melhor parte: Ficar aos pés do Mestre ouvindo seus ensinos (Lc 10.38-42)

    Vejamos os Sinais. Quais os sinais até aqui?

    O Evangelho de João aborda os sinais oferecidos por Jesus para a fé dos discípulos dele, como está registrado no capítulo 20.30,31:

    Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

    O Milagre que Revela o Poder de Jesus em João 11 Entre Outros.

    Veja um resumo dos sinais de Jesus operados até aqui.

    1º Transformação da Água em Vinho (2.1-1);

    2º Conhecimento do Interior das pessoas (1.48; 2.24).

    3º A purificação do templo (2.13-25);

    4º A cura do filho do oficial do rei (4.46-54);

    5º Multiplicação dos pães para 5 mil (6.1-13);

    6º Jesus anda sobre as águas (6.16-21);

    7º A cura de um cego de nascença (9.1-11);

    8º A ressurreição de Lázaro (11.1-46).

    O Oitavo Sinal: A ressurreição de Lázaro.

    Lázaro morava em Betânia, que ficava a cerca de 3 km de Jerusalém. Ficava fácil para os moradores de Jerusalém visitarem a família. Mais tarde veremos como isso serviu para Jesus demonstrar para muitos quem Ele era..

    Versos 3-6: Quando sabemos que uma pessoa amada está doente, o que queremos fazer?

    Jesus demorou 2 dias para decidir ir ver seu amigo amado e atender a família amada.

    V.21 Senhor, se estives aqui, não teria morrido meu irmão.

    Sentimentos que vêm da falta de resposta imediata ou silêncio de Deus. Quando Deus não responde como você espera, como você se sente? O que pensa sobre Deus? Sentimento de abandono pela Amado? dúvidas? insegurança na fé?

    Por que Jesus não atendeu logo? Jesus já sabia o que ia acontecer e o que Ele ia fazer para a ajudar a família amada e manifestar sua glória. Era algo extraordinário, inesperado e surpreendente.

    Versos 7-10. O medo dos discípulo e a orientação do Mestre: Andar de dia e de noite; andar na luz e nas trevas;: andar seguindo a Jesus e andar possuído de medo. Estes são mais alguns dos contrastes característicos do Evangelho de João.

    João 13.7: Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois.

    Veros 11-15: Nosso amigo Lázaro adormeceu.

    -Se dorme está bem.

    -Lázaro morreu. Fico feliz que isso tenha acontecido e não estivesse lá. Vamos ver o amigo morto.

    Versos 17-27 – Se tu estivesses aqui meu irmão não teria morrido. Jesus ausente.

    Marta era parecida com Pedro. Maria era mais parecida com João.

    O cenário estava montado de forma perfeita:

    • Um amigo amado morto a 4 dias;
    • Muitos judeus presentes chorando ao som de flautistas e cantoras de lamentos para assistir o sinal.

    28-36 – Maria vai ao encontro de Jesus.

    Maria não sabia dos detalhes da conversa de Marta e Jesus, mas a conversa entre ela e Jesus caminha no mesmo sentido.

    Nesse trecho, o que podemos ver sobre Jesus? A humanidade. A empatia. Amor. Era era realmente Homem.

    Porém todos os sinais até aqui comprovaram que Ele é, também, Deus, pois nenhum outro homem os poderia operar.

    37-45 – Então, vem a pergunta: Será que Ele não podia ter impedido que seu amigo morresse?

    Jesus chegou tarde: “Já cheira mal” (Está em estado de putrefação. Está mortinho do Silva). Disse Marta.

    Tirai a pedra, Disse Jesus. Essa pedra tem ganhado vários nomes pelos pregadores: Incredulidade, cegueira espiritual, tarefa humana, religiosidade, pedra da morte: barreira que sela os destinos. Tirai a pedra para ver o poder de Deus.

    O que significa a ressurreição de Lázaro?

    1 – Jesus tem controle sobre a vida e a morte;

    2 –Confirmação do que Ele havia ensinado, quem nele crer tem a vida eterna (3.15,16; 6.47; 10.28; 1 Jo 2.25; 5.11).

    O Milagre que Revela o Poder de Jesus em João 11 – A palavra da vida soou no túmulo:

    Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão.

    João 5:25

    Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz.

    João 5:28

    O defunto saiu (45).

    46-53 – Por que os sacerdotes e fariseus queriam matar Jesus?

    Dureza de coração: Is 6.9-19; Mc 4.12; João 12.37-43.

    Motivos: Jesus traria instabilidade Política.

    54-57 – Estava próxima a festa da Páscoa, época propícia para apresentar o Cordeiro de Deus (1.29).

    Imanência X transcendência.

    O totalmente outro (Karl Barth): Diferente de todas as outas crenças dos povos a respeito de um deus. O Deus da fé cristã é o Deus da Bíblia.

    Deus, em Jesus Cristo se fez tanto transcendente quanto imanente. João parte do transcendente, o Verbo (1.1) para apresentar o Deus-Homem. Ele disse: Nós vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai (1.14), vimos com nossos próprios olhos, nossas mãos tocaram no Verbo da vida (1 João 1.1sgs).

    Leia Também: Deus Governa O Mundo

  • Revelação de Jesus Cristo Apocalipse

    Revelação de Jesus Cristo Apocalipse

    Revelação de Jesus Cristo Apocalipse. Estilo da Literatura Apocalíptica. Qual o significado dos símbolos? “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.”
    (Apocalipse 1:8)

    Apocalipse é um substantivo que vem do verbo grego apokaluptein, que significa “desvendar”, “revelar” (Broadus Hale).

    Muitos escritos apocalípticos foram produzidos entre o século III a.C. e IX d.C. Darlyson Tapajós (@tapajós) cita 19 deles.

    Apocalipse de João contém estilos cartas, profecias, mas predomina o apocalíptico. Este estilo foi bastante conhecido por judeus e cristãos.

    O gênero surgiu no período Inter Bíblico com escritos que procuravam resposta para o sofrimento do povo de Deus, já que não havia voz profética na época.

    Revelação de Jesus Cristo Apocalipse: A Mensagem

    O gênero previa a intervenção de Deus na História para livrar o seu povo do sofrimento.

    Era, portanto, uma projeção para o futuro, visões que aconteceriam como intervenções de Deus na História.

    A ênfase da apocalíptica é a vitória contra a injustiça culminando no juízo final. Isto é feito em forma de visões e sonhos em linguagem enigmáticas.  

    Neste ponto, muitos acham que o gênero apocalipse se afastava da profecia, pois esta tinha exortações espirituais e morais aplicáveis para o contexto em que o povo vivia. Ela se baseava na Lei de Moisés, apontava a transgressão do povo e suas consequências (2 Cron. 36.16; Os 6.7; Jr 34.18).

    Porém, embora o gênero apocalíptico se encarregue de vidências do futuro, o Apocalipse de João inclui também aplicações do gênero profético em geral.

    Isto é, ele tinha tanto uma mensagem de esperança para o futuro da igreja como também correções de heresias, desleixo espiritual e repreensões das mazelas toleradas pelas igrejas, e por seus pastores, o momentos em que receberam as cartas de Jesus.

    O gênero apocalíptico é em forma de simbolismo, mitologia, numerologia, êxtases, visões, drama, alegorias e prosa.

    O objetivo era consolar o povo sofrido com promessas de intervenção de Deus para livramento e exaltação.

    As mensagens eram de cunho escatológico, determinista e transcendental.

    Neste gênero predomina o simbolismo.

    Revelação de Jesus Cristo Apocalipse: Símbolos

    Vejamos alguns símbolos usados em Apocalipse de João.

    Números:

    A) “Um” = Unidade indivisível, potência, força. Atribui-se geralmente a Deus;

    B) “Dois” = Testemunho, companheirismo;

    C) “Três” = Deus na sua Triunidade indivisível, sua personalidade e obra;

    D) “Quatro” = Perfeição celestial;

    E) “Seis” = Número de imperfeição;

    F) “Sete” = Completação ou perfeição;

    G) “Dez” e seus múltiplos = Tempo divino;

    H) “Doze” = Religião perfeita; A igreja de Cristo;

    Cores:

    A) Branco: Conquista, pureza, paz;

    B) “Vermelho” = Guerra;

    C) “Preto” = Fome;

    D) “Amarelo” = Doença, peste e morte consequente.

    Membros de Homens ou animais:

    A) “Olhos” = Conhecimento pleno;

    B) “Cabelos brancos” = Sabedoria, paz;

    C) “Pés” = Firmeza.

    Fonte: Compromisso, Revista do Adulto Cristão – 4º Trimestre de 2000.

    Figuras interpretadas:

    Aquele semelhante ao filho do homem”: Jesus (1.17-18);

    Os candeeiros de ouro: As sete igrejas (1.20);

    As sete estrelas: São os sete anjos (1.20);

    O grande dragão: Satanás (12.9);

    As sete cabeças: Os sete montes em que a mulher está assentada; Sete reis (17.9);

    A meretriz: A grande cidade, provavelmente Roma (17.18).

    Fonte: Livro: Entendes o que lês – pg 223.

    Leia também: Estudo do Apocalipse

  • Estudo Apocalipse de João Introdução

    Estudo Apocalipse de João Introdução

    Estudo Apocalipse de João Introdução A mensagem de esperança endereçada por Jesus para sua igreja neste mundo de tribulação.

    A mensagem foi testificada por João e enviada às sete igrejas da Ásia, mas se aplica a todas as igrejas de todos os lugares e em todos os tempos.

    Estudo Apocalipse de João: O Autor

    Embora haja discussões a respeito da autoria do livro, atribui-se a João, o discípulo amado e autor do quarto Evangelho.

    Ele se apresenta como João, mas omite a palavra apóstolo. A linguagem é diferente do Evangelho de João. Por isso, algumas dúvidas surgiram quanto à autoria.

    Mas, tais diferenças podem ser explicadas pelo estilo literário bem diferente, como é o estilo apocalíptico (veremos mais adiante).

    Era comum uma pessoa anônima adotar o pseudônimo de pessoas com maior credibilidade para que seus escritos ganhassem autoridade e aceitação das pessoas.

    Então, como saberemos se este tal “João” era mesmo ou não o Apóstolo? Vejamos algumas considerações:

    1 – Este João era pessoa conhecida entre as Igrejas da Ásia (1.9);

    2 – Ele era classificado como profeta (22.9);

    3 – Justino Mártir (Cidade de Éfeso, em 135 d.C.) o identificou como o Apóstolo;

    4 – Irineu (180 D.C), discípulo de Policarpo, identificou este João como sendo o Apóstolo;

    5 – O Cânon Muratoriano (cerca de 175) o identificou como sendo o Apóstolo, filho de Zebedeu;

    6 – Polícrates, Clemente de Alexandria, Tertuliano e Orígenes (cerca de 225 D.C.) testemunharam que este João é o Apóstolo e autor do Evangelho de João.

    Ou seja, estes eram estudiosos bem mais próximos dos fatos no espaço e no tempo. Então, o testemunho deles deve ser considerado como mais valiosos.

    Opiniões contrárias ficam por conta de Dionísio de Alexandria (c. 265) e Eusébio (c. 325). Mas a História da Igreja contemporânea não deu crédito a eles. Prova disso é que desde aqueles tempos o Apocalipse consta como sendo de autoria joanina.

    Destinatários

    Os destinatários estão bem identificados no Livro: “…O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sarde, a Filadélfia e a Laodiceia” (Ap 1.11).

    A Ásia, aqui mencionada, foi identificada como sendo a região da Ásia Menor ou Anatólia (Turquia).

    Estudo Apocalipse de João: Época da Escrita

    A época mais aceita é o reinado do Imperador César Domiciano. Ele queria ser adorado como deus. Por isso construiu templos à sua divindade por todo império. Voltarei a mencioná-lo.

    Assim sendo, a data mais aceita pelos estudiosos é 95 d.C.

    O Local da Escrita

    O local da escrita também é identificado no Livro. O autor “estava na ilha de Patmos” (1.9), localizada na “rota marítima de Éfeso a Roma” (Introdução ao Estudo do Novo Testamento – Broadus David Hale).

    Ele estava exilado ali “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (1.9). Segundo Hale, Domiciano o teria exilado em Patmos para trabalhar nas minas de sal. A fonte destas informações é Irineu e Eusébio.

    Eusébio registra ainda que depois da morte de Domiciono, o imperador César Nerva soltou João.

    Estudo Apocalipse de João: A Data da Escrita

    Assim sendo, a data mais aceita para a escrita do Livro de Apocalipse de João é final do I século, entre 81 e 96 D.C. Adotamos 95 como a data mais provável.

    Contexto da Escrita

    O imperador César Domiciano exigia ser chamado de deus e senhor. Com isso, desejava unir todo Império sob sua adoração. Quem não declarasse em público o imperador como senhor e deus, seria condenado como ateu e traidor do Império. Além disso, teriam suas propriedades confiscadas e muitas outras opressões, até a morte.

    Mas para os cristãos só Jesus Cristo é o Senhor. Então, desenvolveu-se perseguição a esses que se recusaram a confessar o imperador.

    E mais, diante das autoridades, os cristãos declararam a Jesus como Senhor.

    Esta era a principal provação para a igreja, mas não a única. No decorrer das meditações abordarei tais perseguições com mais detalhes.

    Leia mais sobre o Apocalipse: Jesus Cristo Domina A História

  • Tempo de Duração do Dilúvio

    Tempo de Duração do Dilúvio

    Tempo de Duração do Dilúvio, você sabe quanto durou as águas sobre a terra? O dilúvio é mito universal ou verdade? E a Arca de Noé?

    Para muitos o dilúvio bíblico foi mais um mito sobre o fim do mundo narrado de mesma forma pelas prieiras civilizações da terra.

    Porém, para os cristãos protestante, especialmente, o dilúvio é fato histórico incontestável. Um dos argumentos para crermos que o dilúvio foi real é que ele foi mencionado por Jesus como acontecimento que devemos considerar inclusive para o fim do mundo (Mt 24.39). O Apóstolo Pedro também ensinou sobre isso (2 Pe 3.6)

    Assim sendo, tomado como fato real, Quanto tempo durou o dilúvio sobre a terra conforme a narrativa bíblica?

    Traçaremos um gráfico com as referências dos fatos desde o dia de entrada na arca até o dia do fim do dilúvio.

    Imagem de Jeff Jacobs por Pixabay

    ReferênciaFatoData
    Gn 7.6,11“As águas do dilúvio inundaram a terra”.No ano 600 de Noé, no 2º mês. dia 17.
    Gn 7.12, 17“copiosa chuva”40 dias e 40 noites, 40 dias.
    Gn 7.24; Gn 8.3“As águas… predominaram sobre a terra”. As águas começaram a baixar.150 dias = 5 meses.
    Gn 8.4A Arca repousou sobre o Monte de Ararate.7º mês
    Gn 8.5“Apareceram os cimos dos montes”10º mês.
    Gn 8.6Noé abriu a janela da arca, e soltou um corvo e depois uma pomba11º mês
    Gn 8.10Soltou a pomba pela 2º vez11º mês, 7 dias depois.
    Gn 8.12Noé soltou a pomba 3ª vez.11 meses e 14 dias.
    Gn 8.13,14A terra estava seca12 meses ou ano 601 de Noé. dia 27.
    Tempo de Duração do Dilúvio

    Então, Noé, sua família e os animais passaram pouquinho mais de 1 ano na arca até as águas secarem.

    Todos os homens são esquecidos nesse texto de capítulo 6-8. Nele predominam dois personagens principais: Deus e Noé. Deus tratou apenas com um homem sobre a destruição e reconstrução do mundo. Até mesmo sua família, conforme já dissemos noutro post, foi salva por causa da aliança de Deus com Noé.

    Imaginemos: Um ano dentro de uma arca cheia de animais não deve ter sido fácil. Certamente os dias foram cercados de ansiedade por ver terra seca.

    O Dilúvio Não Afogou A Memória de Deus

    Finalmente Deus se “lembrou” de Noé. O que significa: “lembrou-se” referente a Deus? Será que Deus tem memória curta?

    Esta linguagem chama-se “antropomorfismo”, atribuição de características e sentimento humanos a Deus, por não se encontrar uma palavra adequada para explicar algum evento sobrenatural.

    O fato pode ser descrito como: Deus não se esqueceu “de Noé e de todos os animais selváticos e de todos os animais domésticos que com ele estavam na arca; Deus fez soprar um vento sobre a terra e baixaram as águas” (8.1).

    Por isso “fecharam-se as fontes do abismo” e as águas se secaram. Mas é interessante pensar que Deus não se lembrou só de Noé de sua família, mas também dos animais. Claro que o homem é especial para Deus. Mas toda criação é lembrada por Ele o tempo todo. Deus jamais se esquece do que fez e faz.

    Quando saiu da arca, Noé levantou um altar ao Senhor e sacrificou animais limpos e aves limpas. Esta foi a razão deles entrarem na arca em maior número que os animais sujos (Gn 7.2). Mais tarde,  a lei diferenciaria os animais limpos dos imundos (Lv 11.47).

    O Novo mundo começou com adoração. O escritor sabia até o que Deus estava sentindo:

    “E o Senhor sentiu o suave cheiro, e o Senhor disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz” (Gênesis 8:21).

    Porém, a nota de que o homem é mau continuamente logo estragará o clima de culto.

    Leia também: Dois Ensinos Sobre o Dilúvio

erro: Deseja uma cópia. Solicite-a por e-mail em nosso formulário de contato