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  • JESUS: A Oferta Perfeita e Completa para Expiar Os Pecados

    JESUS: A Oferta Perfeita e Completa para Expiar Os Pecados

    JESUS: A Oferta Perfeita e Completa para Expiar Os Pecados, Hebreus 10.1-17 – Rascunho.

    Cristo, o Advogado (intercessor) único diante de Deus (1 Jo 2.1,2).

    Propiciação: A única oferta aceitável que pode aplacar a ira de Deus.

    Oferta vicária: A oferta de Cristo em nosso lugar. Substitutiva.

    Faça a Leitura de Hebreus 10

    A Oferta: Imagem de Chil Vera por Pixabay

    Hebreus Capítulo 10 – Resumo

    O escritor procura convencer seus leitores de que os preceitos da Lei e do culto judaico são insuficientes para expiar pecados. Para isso ele cita o Salmo Messiânico:

    Salmos 40.5-7:

    • A entrada de Cristo no mundo( v. 5): Encarnação;
    • Sacrifício e oferta não quisestes (5,6; 1 Sm 15.22,23)
    • Um corpo me formaste, diz respeito ao nascimento de Cristo.

    As prescrições da Lei não eram aceitas por Deus para remir os pecados. Essas coisas deveriam ensinar a eles a obediência, que era o que, de fato, Deus quer.

    VERSO 10 É O VERSO CHAVE

    Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas.”

    Os sacrifícios no culto da VA eram repetitivos porque não tinham poder de purificar os pecadores definitivamente. 

    O sacrifício de Cristo sim, pois conforme as profecias de Jr 31.33-34 a lei perfeita de Deus seria escrita na mente e no coração e o pecado destes seriam esquecidos de uma vez para sempre, então, não seria mais necessário oferta pelo pecado.

    Testemunho do Espírito Santo (v.15):

     2 Tm 3.16,17:

    Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça,

    para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.

    O Espírito Santo é inspirador de todas as Escrituras, desde o Gênesis até o Apocalipse. Por isso dizemos que a Bíblia é infalível. Porque ela é escrita por homens, mas sua origem e autor é Deus.

    A obra de Cristo garante a realidade do nosso perdão de forma definitiva e eterna.

    Diz o Espírito Santo 8.12; 10.17: NÃO LEMBRAREI MAIS, e eu enfatizo, NÃO LEMBRAREI MAIS DOS SEUS PECADOS. 

    Portanto, pensar em substituir isso por rituais e ofertas absurdas como animais, culto baseado em outros mediadores, mandingas e superstições é loucura, insensatez. No mínimo: Falta de bom senso. 

    O Espírito Santo é PESSOA DIVINA. Ele dá testemunho. Se fosse uma energia não daria testemunho, não falaria nada. 

    Não há mais nenhuma outra oferta pelos pecados. A de Cristo é total, final e cabal.

    Foi o que Jesus disse depois de provar o cálice da ira de Deus: 

    Tendo-o provado, Jesus disse: “Está consumado! ” Com isso, curvou a cabeça e entregou o espírito.”

    João 19:30

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  • A Utilidade da Palavra Inspirada de Deus

    A Utilidade da Palavra Inspirada de Deus

    A Utilidade da Palavra Inspirada de Deus para produzir em uma pessoa a aptidão completa para todas esferas da vida.

    Qual a Utilidade da Palavra Inspirada de Deus? Ela produz em uma pessoa a aptidão completa para toda boa obra. Isto é o que diz 2 Timóteo 3.16,17: Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para repreensão, para correção e para instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.”

    Por que a Escritura tem esse poder? Porque ele é inspirada por Deus. Ou seja, Deus é a origem, a fonte, como também, Ele mesmo é a Palavra, na Pessoa do Filho (Jo 1.1).

    E há uma virtude declarada sobre a Palavra de Deus em Isaías 55:10 e 11 que diz que como a chuva cai do céu e faz a terra produzir, da mesma forma, diz Deus, “a minha palavra não voltará para mim vazia, ela fará o que deseja e atingirá o propósito para o qual a enviei“.

    Foi pela sua Palavra que Deus criou o mundo e tudo que nele há. Hebreus 11.6 diz: “Pela fé entendemos que os mundos, pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente“. Por ser tão virtuosa não há nada, nenhuma outra força, nenhuma outra palavra, nem todos os bens materiais e riquezas, nem a escola, nem as melhores faculdades ou universidades do mundo podem ser mais úteis do que a Palavra de Deus para todas as coisas, e em especial, para formação do caráter do homem.

    Digo em especial para formação do homem porque o objetivo de Deus nos enviar sua Palavra seja escrita, proferida ou na Pessoa de Cristo é a nossa salvação total, isto é, no plano horizontal e espiritual.

    Com respeito ao plano horizontal, diz respeito aos nossos relacionamentos uns com os outros: família, igreja e sociedade. Deus tem projetos para nós aqui, como peregrinos na terra, mas com uma missão: fazer discípulos, ensinar a Palavra, viver em oração, em retidão e santidade, apresentando os nossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12.1,2).

    Nesse plano horizontal, dos nossos relacionamentos interpessoais, o Espírito Santo nos forma o caráter, o temperamento e as faculdades mentais para sermos a imagem de Cristo através da Palavra. “Santifica-os na verdade, a tua Palavra é a verdade” (Jo 17.17).

    Com respeito ao plano vertical, o nosso relacionamento com Deus começa aqui no plano horizontal, mas vai para o além, para toda eternidade. Nossa mente não consegue alcançar a compreensão do que isso significa.

    Por exemplo, sobre Jesus Cristo, João 1.1 diz que Ele é o Logos, a Palavra de Deus e, ao mesmo tempo, Deus. Então, o ensino verdadeiramente superior é o que vem do alto, de Deus, do transcendente para o imanente.

    Veja o que nos diz 2 Timóteo 3.16,17:

    “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”

    Quatro verbos expressam o valor da Bíblia: Ensinar, redarguir(repreender), corrigir e instruir (educar). O ensino é a didaskalia, de onde vem a didática, que é a “Arte de ensinar, de transmitir conhecimentos por meio do ensino.” (Dicio).

    Então, a palavra inspirada por Deus tem a melhor didática, é a melhor capacitada para nos ensinar.

    Destaco ainda, o verbo instruir, que é o ato pedagógico. Pedagogia vem do grego paideia que visava a formação do cidadão ético e moral.

    A palavra pedagogia vem de paideia, é a ciência da educação e do ensino. Forma-se de paidós, (criança) + agogos (condutor). Daí, o pedagogo era o condutor de crianças na aprendizagem.

    Da mesma forma, a Palavra de Deus é a Pedagoga para nos ensinar. O problema é que cada vez mais vemos pessoas descrentes na Bíblia como Palavra de Deus. Mesmo autoridades tem rejeitado o valor da Bíblia para o ensino e formação do cidadão.

    Então, isso explica o ruma desgraçado que a sociedade vem tomando, infelizmente.

  • Ter a vida nas mãos de Deus

    Ter a vida nas mãos de Deus

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas temporais. Pelo contrário, podemos até padecer muito mais por isso. Veja esse exemplo.

    2 Timóteo 1.12: Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia.

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas temporais. Pelo contrário, podemos até padecer muito mais por isso. Porém, teremos nosso descanso eterno.

    Isto é o que vemos no verso acima. No contexto, o apóstolo Paulo diz que a vinda de Jesus Cristo, ou seja, o Natal, e consequente sua missão aboliu a morte e trouxe à luz a vida pelo evangelho.

    Então, ele, Paulo foi escolhido por Jesus pregador, apóstolo e doutor dos gentios. Mas por isso, ele padecia na prisão em Roma.

    Paulo deixa claro que sua missão aos gentios era clara e muito bem focada. Não havia nenhuma dúvida do que ele deveria fazer, sofrer, viver, em fim, enfrentar quaisquer coisas para cumprir sua missão: Levar o evangelho a todos os não judeus, ou seja, gentios.

    Não obstante sua prisão, ele estava firme em sua missão, bem como em sua confissão de fé em Cristo. Veja que ele diz enfaticamente: “Eu sei em quem tenho crido”, e “estou bem certo de que é poderoso”.

    Assim, ele estava afirmando que, apesar das adversidades e da prisão por causa do evangelho, ele não estava desanimado e nem desesperançoso. Pelo contrário, ele estava bem seguro no poder de Cristo para guardar o seu “depósito”.

    Qual era o depósito de Paulo?

    Mas que depósito é este? Certamente não era dinheiro em algum banco qualquer, muito menos em algum paraíso fiscal. O depósito de Paulo era a doutrina de Cristo que ele ensinava aos gentios em cumprimento de sua missão, e da qual ele teria de prestar contas Àquele que o chamou para o ministério, no dia do juízo, o qual ele chama de “aquele dia”.

    Ter a vida nas mãos de Deus é a certeza de sermos absolvidos

    Desta forma, todos os que vivem sob obediência a Cristo padecerão de alguma forma neste mundo, mas podem ter a certeza, igual ao apóstolo Paulo, de viver seguro de que serão livres da condenação no juízo final.

    Este dia do juízo, que em algumas traduções está com D maiúsculo é o dia mais crucial em toda a nossa existência terrena e pós terrena. Nele será decretado a nossa sentença eterna, o nosso destino eterno. Por isso, este “Dia” deve ser a nossa principal preocupação.

    E o que podemos fazer para nos sairmos bem naquele Dia? A única coisa que podemos fazer é estarmos certos, convictos e seguros no poder de Cristo para nos guardar.

    Como diz o hino do Cantor Cristão 377 “Pois eu sei em quem crido, e estou bem certo que é poderoso, pra guardar o meu tesouro, até o dia final”.

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    Leia também:

    Jesus Cristo: A âncora do Cristão

  • Parábola do Publicano e do Fariseu

    Parábola do Publicano e do Fariseu

    Leitura Diária: Parábola do Publicano e do Fariseu, em Lucas 18.9-14 tem dois ensinos: a oração e a salvação. Vejamos como orar e como ser salvo.

    O que são parábolas?

    Jesus utilizava as parábolas em seus ensinos. As parábolas eram histórias reais ou fictícias que visam transmitir princípios morais, éticos e espirituais.

    Vejamos, então, quais os ensinos na parábola do publicano e do fariseu.

    Leitura Diária: Parábola do Publicano e do Fariseu – A Oração do Fariseu.

    Primeiramente, precisamos saber quem eram os fariseus. Em síntese, os fariseus eram um partido religioso que defendia a observância da Lei de Moisés. Mas os status político dominava a classe farisaica e eles passaram a abandonar a Lei para observar suas próprias tradições.

    Por isso, eles se opuseram a Jesus Cristo, pois viram nele uma ameaça ao seu status político dentro do judaísmo.

    Na Parábola do Publica e do Fariseu, fica claro como eles se sentiam superiores às demais pessoas. Então Jesus contou esta parábola para ensinar contra a falsa confiança em si mesmo. Vejamos o texto bíblico.

    E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:
    10 Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.
    11 O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
    12 Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
    13 O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!
    14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.”

    O verso 9 diz qual o objetivo do ensino de Jesus neste parábola e quis eram seu público alvo: “Uns que confiavam em si mesmo, crendo que eram justos, e desprezavam os outros.”.

    Fica claro, também, que estes que “confiavam em si mesmo, crendo que eram justos, e desprezavam os outros”, eram os fariseus, representados por um fariseus que orava.

    A Oração do Fariseu – Oração inútil

    Este fariseu, em sua oração se gabava de sua religiosidade, da justiça que achava que tinha diante de Deus, e desprezava as outras pessoas, veja o verso 11 e 12.

    O outro personagem da parábola era um publicano. Quem era os publicanos? Os publicanos era da nação de Israel que cobram impostos para o Império Romano.

    Eles cobram além da taxa exigida pelo Império, para tirarem um lucro a mais para eles. As palavras de Zaqueu, que era chefe de publicanos demonstra isso (Lc 19.1-10).

    Por isso, eles eram odiados e considerados pelos seus patrícios como pecadores dignos do inferno, principalmente pelos líderes religiosos: Sumo-sacerdotes, sacerdotes, escribas, fariseus…

    Como foi a oração do publicano? Veja o verso 13.

    Um único verso descreve a oração do publicano. Ele não se achava digno diante de Deus, batia no peito sentindo sua miséria, pedindo misericórdia.

    Então, Jesus disse: “Este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.”

    Esta parábola tem vários dois ensinos principais sobre a oração e salvação. Mas tem, também, outros ensinos correlacionados: a justificação, o que é a humildade, por exemplo.

    Sobre a oração, Deus responde favoravelmente não pelos méritos religiosos ou legais de alguém, mas pela sinceridade, verdade e humildade de alguém, quem quer que seja.

    O motivo disto está em outro ensino: A universalidade do pecado, pois diz a Escritura que todos pecaram (Rm 3.16).

    Logo, não há nenhum justo, nem um se quer, todos pecaram. Então, não temos nenhuma justiça a reivindicar diante de Deus.

    Por outro lado, se a pessoa confessa seu estado miserável e carente da graça e misericórdia de Deus, ela então, recebe o favor divino, pois está a favor da declaração de Deus: Todos pecaram.

    E para todos só um remédio: Arrependimento e confissão dos pecados a Jesus Cristo (1 Jo 1.9).

    Neste caso, a oração do publicano fui útil diante de Deus.

    O que é a humildade?

    Mas, então, o que é a humildade? A humildade, segundo podemos inferir desta parábola é: Reconhecermos nossas fraquezas, nossos pecados e indignidade diante de Deus, e suplicar por misericórdia.

    E isso é muito sério e importante, porque Deus não deixará nenhum soberbo (contrario de humilde) entrar no céu, pois diz a Escritura:

    Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tg 4.6) e,

    Bem-aventurados os pobres de espírito (humildes), porque deles é o reino dos céus (Mt 5.3)

    Quer ser abençoado por Deus Deus? Siga a instrução abaico:

    Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte (1 Pe 5.6)

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  • Moments

    Moments

    Moments – 13 de outubro 2024. Uma reflexão baseado numa experiência real, como um diário.

    Estou aqui, curtindo meu momento em boa companhia, especialmente, a companhia de Jesus Cristo, meu Salvador, junto ao meu habitat, a natureza.

    Ah! Sou grato a Deus por esses momentos. Eles são tão valiosos nesse mundo de guerras!

    Sou grato porque nenhuma bomba cai sobre nosso país, embora eu saiba que muitas guerras estão sendo travadas no campo moral, ideológico e espiritual.

    Entretanto, aqui estou, em paz com a natureza, comigo mesmo, e mais importante, com Deus, pela fé que tenho no Senhor Jesus, sentindo o vendo fresco, contemplando a luz…

    Sou grato pela chuva que demorou, mas veio revelando a fidelidade e bondade de Deus. Posso respirar melhor, sentindo a brisa fresca do amanhecer.

    Sei que esses momentos não são permanentes, não são eternos. Muitos momentos ruins já vieram e se foram. Outros certamente virão e passarão. Então, graças a Deus, os momentos ruins vêm e vão. Nada é para sempre neste mundo. Vivemos a tensão entre o bem e mal desde o início, e será assim até o fim. Até o último momento final.

    Meu Senhor, também viveu estes momentos desde antes de nascer, até o fim. Mas, o seu último momento marcou o início do momento eterno. Ele vive para sempre e jamais voltará a morrer.

    Eu O sigo, caminhando entre bons e maus momentos até o meu momento final quanto será, com Ele, meu momento eterno. Ele está me guiando para lá. Tenho certeza que chegarei seguro.

    Essa paz de hoje, talvez eu não a tenha amanhã. Por isso, deixe eu curtir esse meu momento de agora, como se fosse o meu momento eterno.

  • Tudo por amor 1 Co 16.14.

    Tudo por amor 1 Co 16.14.

    “Tudo por Amor” ou “Todas as vossas obras sejam feitas em amor” de 1 Co 16.14: Um mandamento simples, mas de muito valor para a vida cristã.

    Acordei domingo, 20 de outubro, fiz minha oração e como de costume fui preparar o café. Enquanto preparava, o verso acima me veio à mente, sem mais nem menos. Eu não estava procurando refletir sobre nada. Estava apenas preparando o café. E de repente: Façam tudo por amor.

    Assista Tudo por Amor no Youtube Clicando Aqui.

    Acontece que o referido verso não me saiu da mente o dia todo e alcançou a segunda-feira (hoje), e acho que não vai embora. Então, sinto que Deus quer me falar algo especial que eu devo aplicar às minhas ações.

    Refletindo sobre o texto bíblico, entendo que o sentido é que nossas ações, todas elas, devem ser feitas em, por e/ou com amor.

    Assim, todas as nossas obras só terão sentido ou valor se nós as fizermos com amor. Neste caso, o amor é como o tempero da comida. Uma comida sem sal ou sem o tempero adequado não tem gosto; não tem graça. Assim são todos os nossos trabalhos feitos no automático, mecanicamente, são sem gosto.

    Então, refleti: Como estou preparando este café da manhã: Com amor, por obrigação ou necessidade? Porque vou à igreja hoje? Com que motivação faço o que tenho feito todos os dias?

    Veja que o mandamento apostólico não exclui nada, ele diz: Tudo por amor. Isto quer dizer que não há uma só coisa que podemos fazer relaxadamente, sem amor. Ou seja, isto inclui todas as nossas expressões de vida, de serviço cristão, seja a Deus ou ao próximo. Como por exemplo, preparar o café da manhã.

    Tudo por amor combina com outros ensinos de Paulo ao Coríntios. Como exemplo, temos o tão lembrado, cantado e recitado capítulo 13. Só não sei este é tão obedecido e seguido o quanto é cantado. O Apóstolo conclui o capítulo treze no verso um do quatorze dizendo: “Segui o amor…”.

    Jesus também nos deu o mesmo mandamento e com o modelo a ser seguido: “Um novo mandamento dou a vocês: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros” (João 13.34).

    O amor ordenado aqui é ágape, que, como vemos, não é usado exclusivamente para o amor de Deus, embora seja usado preferencialmente neste sentido.

    É mais interessante notarmos o porquê da enfática exortação ao amor à igreja de Corinto. Trata-se de uma igreja marcada pelo partidarismo (Cap. 1) e por desarmonia no exercício dos dons espirituais (Cap. 12-14). Certamente isso provocava desigualdades (Cap. 11) e rixas na igreja, abalando a comunhão. Então, a exortação foi bastante pertinente.

    Neste caso, nada melhor do que tomar como modelo o maior exemplo de amor que rega e vincula a comunhão, dando unidade ao Corpo, que é o amor de Deus. Então, Paulo falou do amor como “o caminho mais excelente” (12.31).

    A versão ARC traduz amor por caridade. Talvez o tradutor quisesse expressar o serviço cristão. Mas, caridade nos lembra de fazer algo a quem tem alguma necessidade especifica: suprir alimento, saúde, dinheiro, etc.

    Entretanto, a palavra “tudo” nos faz ir além: fazer não só por quem precisa necessariamente, mas, tudo por todos.

    Assim sendo, a missão suprema que temos de nos dedicar com todo amor é fazer tudo em amor.

  • O DESAFIO DA TRADUÇÃO BÍBLICA

    O DESAFIO DA TRADUÇÃO BÍBLICA

    O DESAFIO DA TRADUÇÃO BÍBLICA POR © Tapajós – inverno 2024 com respeita à tradução da pergunta de Jesus a Maria na festa de casamente de Caná da Galileia.

    Que pergunta foi aquela que Jesus fez à sua mãe numa festa de casamento?

    O texto é bem curto:

    Τί ἐμοὶ καὶ σοί γύναι; (Evangelho de São João 2,4)

    Como traduzir essa expressão sem verbo? Cada tradutor ou equipe de tradução precisa decidir o sentido dessa expressão idiomática semítica, pois a tradução literal não faz sentido. Na ordem das palavras:

    O que a mim/em mim/comigo/por mim e a ti/em ti/contigo/por ti, mulher?

    Ou seja, a tradução literal deixaria o texto confuso, sem entendimento, qualquer que fosse/seja a opção do tradutor.

    Comentando algumas traduções:

    Traduções Católicas:

     “Mulher, que é isso, para mim e para ti?” (CNBB). Os tradutores entenderam os dativos como sendo de vantagem (para mim, para ti). Não explicam o motivo!

     “Que queres de mim, mulher” (TEB; BdP). Os tradutores eliminaram o segundo dativo, e transformaram o primeiro dativo em um genitivo. Criatividade!

     “Mulher, que nos importa a mim e a ti isso?” (VULGATA). Jerônimo manteve os dativos de vantagem, mas introduziu o verbo “importar-se”, reforçando-os com o oblíquo “nos”. Por quê?

     “Mulher, que existe entre nós?” (BEP). Unificou os dois dativos em um só (“entre nós”) e deu sentido à frase com o verbo “existir”. É permitido isso, Arnaldo?

    Traduções Protestantes:

     “Por que a senhora está me dizendo isso?” (NAA). Não traduziu, apenas interpretou de forma livre!

     “Mulher, em que essa tua preocupação tem a ver comigo?” (KJA). Entendeu o pronome interrogativo nominativo como sendo dativo; incluiu o aspecto da “preocupação”; transformou o segundo dativo em genitivo; entendeu o primeiro dativo como sendo de interesse/acompanhamento. Pode fazer isso, Arnaldo?

     “Mulher, que tenho contigo?” (ARA; ARC; ACF). O primeiro dativo é entendido no nominativo e o segundo de interesse/acompanhamento – e a sentença não ficou clara!

     “Que temos nós em comum, mulher?” (NVI). Transformou os dois dativos em uma proposição nominativa. E não ficou claro o motivo de Jesus fazer tal pergunta à sua mãe!

     “O que isso tem a ver contigo, mulher?” (LUTERO). O primeiro dativo foi eliminado, ficando apenas o segundo. Por qual motivo?

     “Não é preciso que a senhora diga o que eu devo fazer” (NTLH). Eliminou a pergunta e abusou da criatividade: não traduziu – parafraseou!

    O DESAFIO DA TRADUÇÃO BÍBLICA NA PREFERÊNCIA DO AUTOR

    Sigo a Bíblia de Jerusalém no entendimento do texto: “Que temos nós com isso, mulher?”, bem como Raymond Brown, um dos maiores eruditos do Ev. de João: “Mulher, o que essa sua preocupação tem a ver comigo?”

    Além disso, falta-nos a entonação com que tal frase foi pronunciada. Se Jesus falou isso sorrindo, por exemplo, o quadro todo muda de sentido!

    Leia também: O milagre que revela o poder de Jesus

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