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  • O Milagre que Revela O Poder de Jesus em João 11

    O Milagre que Revela O Poder de Jesus em João 11

    O Milagre que Revela o Poder de Jesus em João 11, o oitavo sinal para a fé dos discípulos. Servem, também para todas as pessoas e famílias da terra.

    O Milagre que Revela o Poder de Jesus em João 11 A Uma Família Amada (Jo 11.1-7).

    Defina a família de Lázaro com uma palavra, podemos dizer que era Hospitaleira (Lc 10.38). Quanto ao convívio entre eles podemos dizer que era harmoniosa. A pesar que havia alguns atritos entre Marta e Maria, porque aquela gostava de servir, esta de ouvir. Essas duas coisas não se combinam.

    Jesus amava a todos (v.19). Mas, a família de Lázaro tinha algo especial. Jesus conhecia o coração das pessoas (2,24). Certamente encontrou naquela família sinceridade e verdade (4.24).

    Marta era a ativista. Ela gostava de servir. Essas pessoas são importantes, pois preparam banquetes saborosos. Mas, para Jesus nem só de pão vive o homem, mas sim de toda palavra de Deus (Mt 4.4). Então, para ele era bem-aventurado aquele ou aquela que quisesse mais pão do céu.

    A notável Maria que:

    1 – Ungiu com balsamo o Senhor (Cap. 12).

    2 – Enxugou os pés dele com seu cabelo;

    3 – Que escolhera a melhor parte: Ficar aos pés do Mestre ouvindo seus ensinos (Lc 10.38-42)

    Vejamos os Sinais. Quais os sinais até aqui?

    O Evangelho de João aborda os sinais oferecidos por Jesus para a fé dos discípulos dele, como está registrado no capítulo 20.30,31:

    Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

    O Milagre que Revela o Poder de Jesus em João 11 Entre Outros.

    Veja um resumo dos sinais de Jesus operados até aqui.

    1º Transformação da Água em Vinho (2.1-1);

    2º Conhecimento do Interior das pessoas (1.48; 2.24).

    3º A purificação do templo (2.13-25);

    4º A cura do filho do oficial do rei (4.46-54);

    5º Multiplicação dos pães para 5 mil (6.1-13);

    6º Jesus anda sobre as águas (6.16-21);

    7º A cura de um cego de nascença (9.1-11);

    8º A ressurreição de Lázaro (11.1-46).

    O Oitavo Sinal: A ressurreição de Lázaro.

    Lázaro morava em Betânia, que ficava a cerca de 3 km de Jerusalém. Ficava fácil para os moradores de Jerusalém visitarem a família. Mais tarde veremos como isso serviu para Jesus demonstrar para muitos quem Ele era..

    Versos 3-6: Quando sabemos que uma pessoa amada está doente, o que queremos fazer?

    Jesus demorou 2 dias para decidir ir ver seu amigo amado e atender a família amada.

    V.21 Senhor, se estives aqui, não teria morrido meu irmão.

    Sentimentos que vêm da falta de resposta imediata ou silêncio de Deus. Quando Deus não responde como você espera, como você se sente? O que pensa sobre Deus? Sentimento de abandono pela Amado? dúvidas? insegurança na fé?

    Por que Jesus não atendeu logo? Jesus já sabia o que ia acontecer e o que Ele ia fazer para a ajudar a família amada e manifestar sua glória. Era algo extraordinário, inesperado e surpreendente.

    Versos 7-10. O medo dos discípulo e a orientação do Mestre: Andar de dia e de noite; andar na luz e nas trevas;: andar seguindo a Jesus e andar possuído de medo. Estes são mais alguns dos contrastes característicos do Evangelho de João.

    João 13.7: Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois.

    Veros 11-15: Nosso amigo Lázaro adormeceu.

    -Se dorme está bem.

    -Lázaro morreu. Fico feliz que isso tenha acontecido e não estivesse lá. Vamos ver o amigo morto.

    Versos 17-27 – Se tu estivesses aqui meu irmão não teria morrido. Jesus ausente.

    Marta era parecida com Pedro. Maria era mais parecida com João.

    O cenário estava montado de forma perfeita:

    • Um amigo amado morto a 4 dias;
    • Muitos judeus presentes chorando ao som de flautistas e cantoras de lamentos para assistir o sinal.

    28-36 – Maria vai ao encontro de Jesus.

    Maria não sabia dos detalhes da conversa de Marta e Jesus, mas a conversa entre ela e Jesus caminha no mesmo sentido.

    Nesse trecho, o que podemos ver sobre Jesus? A humanidade. A empatia. Amor. Era era realmente Homem.

    Porém todos os sinais até aqui comprovaram que Ele é, também, Deus, pois nenhum outro homem os poderia operar.

    37-45 – Então, vem a pergunta: Será que Ele não podia ter impedido que seu amigo morresse?

    Jesus chegou tarde: “Já cheira mal” (Está em estado de putrefação. Está mortinho do Silva). Disse Marta.

    Tirai a pedra, Disse Jesus. Essa pedra tem ganhado vários nomes pelos pregadores: Incredulidade, cegueira espiritual, tarefa humana, religiosidade, pedra da morte: barreira que sela os destinos. Tirai a pedra para ver o poder de Deus.

    O que significa a ressurreição de Lázaro?

    1 – Jesus tem controle sobre a vida e a morte;

    2 –Confirmação do que Ele havia ensinado, quem nele crer tem a vida eterna (3.15,16; 6.47; 10.28; 1 Jo 2.25; 5.11).

    O Milagre que Revela o Poder de Jesus em João 11 – A palavra da vida soou no túmulo:

    Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão.

    João 5:25

    Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz.

    João 5:28

    O defunto saiu (45).

    46-53 – Por que os sacerdotes e fariseus queriam matar Jesus?

    Dureza de coração: Is 6.9-19; Mc 4.12; João 12.37-43.

    Motivos: Jesus traria instabilidade Política.

    54-57 – Estava próxima a festa da Páscoa, época propícia para apresentar o Cordeiro de Deus (1.29).

    Imanência X transcendência.

    O totalmente outro (Karl Barth): Diferente de todas as outas crenças dos povos a respeito de um deus. O Deus da fé cristã é o Deus da Bíblia.

    Deus, em Jesus Cristo se fez tanto transcendente quanto imanente. João parte do transcendente, o Verbo (1.1) para apresentar o Deus-Homem. Ele disse: Nós vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai (1.14), vimos com nossos próprios olhos, nossas mãos tocaram no Verbo da vida (1 João 1.1sgs).

    Leia Também: Deus Governa O Mundo

  • Deus Governa O Mundo e Revela O Destino da Igreja

    Deus Governa O Mundo e Revela O Destino da Igreja

    Deus Governa O Mundo e Revela O Destino da Igreja. A mensagem para a igreja perseguida na terra pelos governos humanos. Esta é a mensagem do Apocalipse.

    Deus Governa O Mundo e Revela O Destino da Igreja. A mensagem para a igreja perseguida na terra pelos governos humanos: Deus está no controle

    A segunda série das visões de João iniciada no capítulo 1.9 continua. Passou a série das sete igrejas, as coisas no tempo presente de João. Agora, um olhar para o futuro do tempo de João mostrando uma porta aberta no céu (4.1) e um chamado para subir e ver as coisas que aconteceriam após aquelas já vistas.

    João imediatamente foi arrebatado em espírito e a visão prosseguiu mostrando o desencadear da história.

    A primeira mensagem de conforto que vemos aqui é que Deus abre a porta do céu para os seus como quem abre a porta de sua casa para receber amigos. A igreja tem porta aberta no céu, pois é povo de Deus.

    A igreja é daquele que é Santo e Verdadeiro e Tem A Chave de Davi, que abre ninguém fecha e fecha e ninguém abre (Ap 3.7,8).

    Ele mesmo é a porta para o aprisco celestial (João 10.7,9). Ele mesmo é o caminho, e a verdade, e a vida (Jo 14.6a).

    Ele é, também, a porta estreita que leva à vida, e em Mateus 7.13,14 ele nos chama a entrar:

    Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.

    Mas, além disso, à igreja é revelado o governo do mundo, e o direcionamento da história. Por mais que possa parecer, o mundo não está desgovernado. Não era César quem dominava, mas Deus. Deus tem um plano eterno e o executará.

    O curso dos acontecimentos e o fim da história no mundo, bem como o novo começo são revelados à igreja. Ela é participante da história e agente de Deus no mundo em caos. Ela caminha na terra com os olhos no céu. Ela é peregrina na terra, mas tem o céu aberto como sua casa definitiva.

    O Exilado na Terra Vê Deus no Céu (4.1-3).

    João estava exilado na ilha de Patmos, afastado e banido pelo trono dos homens na terra. Mas Jesus o convidou a entrar no céu e a estar diante do trono de Deus. Enquanto o mundo segue na escuridão, João tem a visão panorâmica do alto.

    No céu, João viu Deus sendo adorado constantemente, tal como o profeta Isaías viu (Is 6.1-3). Ele viu Deus sentado no trono. Isto significa que Deus continua reinando. A história está debaixo do controle de Deus. Veja Também Ezequiel 1 e 10.

    O Que Mais João Vê? Deus é reverenciado no céu (3-6)

    Deus é muito formidável na assembleia dos santos, e para ser reverenciado por todos os que o cercam” (Salmos 89:7).

    Várias traduções mencionam o “arco ires” semelhante à esmeralda (4). Ele aparece circulando o trono onde está Deus cuja majestade é figurada por coisas esplendorosas: pedra de jaspe e de sardônico. Deus é majestoso.

    Prefiro chamar a este de arco, de arco Deus ou como a versão Almeida Revista e Corrigida: “arco celeste”. Arco ires significa: arco de deusa Ires. Mas a Bíblia não tem nada sobre deusa alguma, mas sobre o Deus único.

    O arco celeste lembra o pacto de Deus com Noé e com toda a criação (Gn 9.16).

    João Vê 24 Anciãos

    João vê, também, vinte e quatro anciãos. Estes representam todo o povo de Deus somados os da Antiga Aliança com os da Nova Aliança. Aqueles representados pelas doze tribos de Israel, este representado pelos doze apóstolos de Cristo. É a totalidade do povo de Deus.

    Doze simboliza religião perfeita. Os deuses do olimpo grego eram doze. O panteão romano também tinha doze. A igreja tem duas vezes doze.

    A igreja não somente está representada no céu, mas ela tem tronos junto ao trono de Deus. Vinte e quatro tronos para os vinte e quatro anciãos. Estes também têm suas coroas. Eles estão reinando, pois Jesus os fez reis e sacerdotes para Deus (4.4 com 1.5-6).

    Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões (5-6). Uma teofania (aparecimento de Deus). O Espírito Santo é figurado entre a glória celestial pelas sete tochas acesas diante do trono (v 5). Tudo isso representa a majestade de Deus. Para muitos, assustador, mas os salvos não têm o que temer. Eles são íntimos de Deus.

    Mas, tinha o “mar de vidro”. Ele representa certo afastamento, separação. Entretanto, ele deixará de existir (21.1)

    Os 24 Anciãos: Quem São?

    Os vinte e quatro seres viventes (4,10). Estes representam toda a criação. “O leão representa os animais selvagens; o touro representa os animais domésticos; o homem, a coroa da criação; e a águia representa toda sorte de animais que voam. Assim toda criação louvará ao Senhor (Sl 148). (Revista Compromisso 4º Trimestre de 2020).

    Outra figura que cabe muito bem aqui é que estes seres representam os Querubins e Serafins vistos pelos profetas Isaías e Ezequiel (Is 6.1-3; Ez 10.14).

    Estes têm olhos por todos os lados. Isto representa vigilância e louvor, pois louvam constantemente ao Senhor:

    “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir” (Apocalipse 4:8).

    Juntamente com eles, os representantes dos salvos, que simbolizam toda igreja, cantam em louvor a Deus:

    “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” (Apocalipse 4:11).

    Todos no céu: a criação e os salvos reconhecem a majestade de Deus. E você?

    Leia também: Amor Cristão em Ação

  • Estudo do Livro de Revelações

    Estudo do Livro de Revelações

    Estudo do Livro de Revelações, credenciais, remetente, destinatários, escritor e o Cristo Glorificado.

    Estudo do Livro de Revelações. Credenciais 1.1-3

    As credencias.  A revelação é dada por Deus-Pai a Deus-Filho (1). Assim, Apocalipse não é de João, mas de Jesus Cristo. É dele toda revelação neste livro, assim como em toda a Bíblia.

    Revelação em grego é apokalupsis quer dizer “tirar o véu”, “descortinar”. Neste caso, revelar a mensagem de Deus dada a Jesus Cristo, e confiada a João como portador encarregado de transmitir às igrejas.

    A forma é, segundo a Bíblia Shedd, semainõ, que em grego significa, “indicar”, “ensinar por símbolos”. Indicando assim, a forma de comunicação simbólica.

    A finalidade de Deus com esta mensagem é “mostrar a seus servos as coisas que brevemente devem acontecer” (1). Então, este é o objetivo do Livro.

    Este Livro revela muito mais do que uma mensagem, mas, o próprio Deus. Deus é o doador da revelação. Jesus é o receptor da dádiva. Toda revelação de Deus pertence a Jesus, “revelação de Jesus Cristo” (1). Tudo foi dado a Ele (Mt 28.18). Ele é o Dono da revelação.

    Isto revela a Pessoa de Cristo como Senhor da Igreja e do Mundo. Mais adiante veremos sua dignidade em desvendar a história, e dar-lhe o fim desejado.

    Deus é o doador, a fonte de tais revelações, o “pai das luzes” de quem “vem todo dom perfeito” (Tg 1.17). Isto demonstra que não há dois deuses, mas um só, Pai e Filho em sintonia e unidade perfeita e indivisível, agindo em cuidado para com seus servos.

    O conteúdo da mensagem: “as coisas que em breve devem acontecer” (1). Isto é, um olhar para o futuro da Igreja e do mundo.

    Mas isto não quer dizer que o Livro revele só coisas futuras. O passado e o presente serão sempre lembrados. Só como exemplo introdutório, no verso 19 diz: “Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.

    João, conforme já vimos, é o discípulo e apóstolo, filho de Zebedeu. Ele testificou, isto é, assegurou, testemunhou, garantiu convictamente a veracidade da revelação da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, assim como tudo que viu (2).

    Por essa declaração do autor, deduzimos que ele era bem conhecido e que gozava de credibilidade dos destinatários (veja mais sobre o autor na Introdução e no próximo tópico: “Credenciais”).

    No fechamento das credenciais no verso 3, a bem-aventurança do que lê, dos que ouvem, e dos que guardam as coisas escritas nesta Revelação de Jesus Cristo.

    Esta termina com uma expressão que lembra os primeiros ensinos de Cristo, uma advertência: “porque o tempo está próximo” (Mc 1.15).

    Poderíamos entender assim: O fim das oportunidades está chegando, felizes são os que estão tomando conhecimento disto antes que aconteça.

    Cumpre-se assim a palavra profética:

    Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3:7).

    João, aqui, além de Apóstolo, teve também, a função de Profeta. E o destino da profecia é a edificação da Igreja do Senhor (1 Co 14.3).

    Por isso, a Igreja é alvo final da revelação e da profecia, para que ela possa cumprir sua missão no mundo, mas também para receber atenção, cuidado do Senhor.

    Estudo do Livro de Revelações Remetente 1.1,4,9

    O remetente e escritor das cartas e de toda Revelação neste livro se identifica como João, servo de Cristo (1), irmão e companheiro da Igreja “na tribulação, e na perseverança em Jesus” (9).

    Suas credenciais o identificam com a igreja perseguida. Ele era reconhecidamente um “irmão” em Cristo, e um coparticipante, “companheiro” não nas festas, mas na tribulação e perseverança em Jesus.

    Isto é, ele era companheiro de jugo com eles. Carregava com orgulho as mesmas marcas de Cristo. Este é o real sentido da comunhão, da koinonia cristã.

    Já vimos acima sobre autoria e argumentos favoráveis a João, o Apóstolo, filho de Zebedeu, e autor do quarto Evangelho.

    Estudo do Livro de Revelações – Destinatários 1.4,11.

    Os destinatários são as sete Igrejas da Ásia nomeadas aqui: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.

    Abordarei algumas particularidades sobre elas nos estudos de cada uma das cartas.

    Ensinos da Dedicatória (1.4-8).

    A saudação é costumeira de outras cartas, com algumas particularidades e semelhanças.

    Quanto às semelhanças, as expressões “graça” e “paz”. Estas expressões aparecem em todas as cartas de Paulo, de Pedro e em Segunda de João.

    Já as particularidades, a saudação em nome de Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo típicas da linguagem apocalíptica.

    A graça, e a paz vêm “daquele que é, que era, e que há de vir” (1.4). Aquele cuja linguagem humana não pode descrever nem mesmo os seus atributos, pois são eternos.

    Eterno é um termo vago, por isso os teólogos tentaram criar outro termo: sempiterno, “Característica do que persiste, do que se mantém ou se conserva, para sempre – que é eterno: Deus é sempiterno” (Dicio); O que não tem começo nem fim.

    Deus é o grande EU SOU (Êx 3.14), o refúgio de geração em geração (Sl 90.1). Antes de tudo Ele já existia, durante tudo Ele é, depois de tudo Ele continuará sendo Deus.

    Nossas expressões do verbo ser: “é, era, virá” são defeituosas, pois apontam para passado, presente e futuro. Porém, o que é o eterno? É o que começou e não tem fim ou o que é sem começo e sem fim? Está dentro do tempo ou fora do tempo?

    Não há palavras humanas para descrever corretamente Deus e sua forma de existência. Então, nós lançamos mão de antropomorfismos.

    Gosto de pensar que a questão da eternidade e o tempo são como um relógio de parede e seus ponteiros que marcam minutos e segundos.

    O objeto que contém os ponteiros está imóvel, enquanto os ponteiros se movimentam.

    O objeto relógio de parede seria a eternidade, os ponteiros seriam o tempo. A eternidade seria assim, uma realidade que contém o tempo, mas não sofre qualquer alteração com ele.

    Seria ainda, como um conjunto infinito universo que contém todos os outros conjuntos, inclusive as esferas do passado, do presente e do futuro.

    Tudo que já aconteceu, que acontece é que acontecerá, está diante de Deus neste, e em qualquer exato momento.

    Segundo as próprias palavras do Senhor, Ele diz: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apocalipse 1:8,11, 17).

    Todas as realidades estão convergidas para Cristo (Ef 1.10). E este é o Senhor da Igreja. Que consolo!

    Eu me consolo em pensar que este SER se apresenta para mim nas Escrituras, que Ele tem uma mensagem para mim, que para me salvar seu Filho veio e padeceu neste mundo. Que privilégio!

    E este foi o objetivo para a Igreja no fim do primeiro século que sofria com a perseguição. Deus, o sempiterno enviou a ela uma mensagem de consolo dizendo que Ele está no controle e que a Igreja deveria permanecer firme na fé, pois seu fim seria glorioso.

    E este consolo vem não somente na saudação do Pai nosso, mas também do Santo Espírito, aqui mencionado como os “sete espíritos que estão diante do seu trono”. Já mencionei que o número sete significa completação, perfeição. Assim, os sete espíritos aqui simbolizam o Espírito Santo.

    E assim como é a existência de Deus-Pai é igualmente a existência do Espírito Santo com todos os atributos. A particularidade do Espírito Santo é que Ele é aquele que inspirou todas as Escrituras, Velho e Novo Testamentos, e que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8; 2 Pe 1.20,21).

    A saudação também vem da “parte de Jesus Cristo que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra” (1.5).

    Igual ao Pai e ao Espírito Santo, o Filho é também de natureza divina com todos os atributos. Mas aqui há algumas particularidades que Deus-Pai e Deus-Espírito Santo experimentam na Pessoa do Filho, que é a sua missão de salvar a humanidade. Ele é uma fiel testemunha.

    Grande parte das vezes que busco o texto em grego para verificar a palavra usada para “testemunha” é usado termo martyria. Nos dicionários grego e nos léxicos esta palavra é sempre traduzida como testemunha ou testemunho e testificar.

    Foi o que Jesus disse aos Apóstolos em Atos 1.8Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”.

    A palavra testemunha é martyria. Desta palavra vem a palavra mártires. Tenho observado que eles entenderam que a ordem era para testemunhar com a própria vida, mesmo diante da morte pelo Império.

    Com esse pensamento, eles morreram testemunhando de Cristo, seguindo o exemplo de seu Senhor (At 9.16;20.4; Fp 1.29; 1 Pd 2.21). Sendo o primeiro mártir dos Apóstolos, Tiago (At 12.2).

    Jesus foi a primeira grande testemunha que, para nos fazer seus amigos deu sua vida (Jo 15.13).  E seus discípulos seguiram o exemplo.

    Mas esse testemunho de Cristo não tem só a perspectiva da salvação do homem, mas da firmeza inseparável com a natureza e propósitos de Deus.

    O Filho teve de se tornar homem, e padecer como homem. Para isso teve de se humilhar (Fp 2.5sgs). Ele sofreu afrontas, foi espancado, provado de todas as formas, mas permaneceu firme à sua missão encarregado pelo Pai.

    Assim, Ele é a fiel testemunha. Fiel é aquele que tem a capacidade de permanecer, resistir diante da prova, sem perder seu caráter, sua dignidade; sem romper com princípios morais e espirituais.

    É como um equipamento sendo testado pelo INMETRO ou outro medidor, que depois de sofrer choques, atritos e toda prova, permanece comprovando sua capacidade, natureza, eficiência e eficácia.

    Jesus provou na cruz que Ele é a fiel testemunha com fidelidade indivisível, inseparável com Deus. Podemos confiar nele. Não há nenhuma força capaz de O fazer mudar em seu caráter; sua fidelidade foi atestada no INMETRO celestial e foi aprovada. Ele é Deus. E melhor, é Deus conosco, o Emanuel (Mt 1.23).

    E isto tudo tem a ver diretamente com a Igreja. Ela pode contar com o que é a fiel testemunha agindo em seu favor.

    É dito também, que Ele é o “príncipe dos reis da terra” (v.5). Isto quer dizer que ele tem a autoridade sobre os reinos e que todos os governantes terão de prestar contas a Ele por tudo que têm feito. Pode parecer que a história nas mãos dos homens, mas ela está nas de Deus.

    Além disso, é dito sobre Jesus que Ele é “o primogênito dentre os mortos”. Esta expressão quer dizer que Ele foi o primeiro a ressuscitar para nunca mais morrer. E isto vai acontecer com todo aquele que nele crer (Jo 6.54;1 Co 6.14). Ressuscitaremos para a vida eterna.

    Todas as provas que atestam a fidelidade de Cristo comprovam a realização da missão mais importante para mim e para você que crer, pois sua missão está diretamente direcionada para nós. Isto é, nós somos alvos de sua missão.

    Apocalipse – A Obra de Cristo

    1 – Ele provou que nos ama. O verso 5b diz: “Àquele que nos ama”. Esta foi e é a declaração de Deus por sua Igreja neste mundo de perseguições e dor. Uma declaração escrita com o sangue precioso de seu Filho na cruz. Como é confortador saber que o SER Glorioso me ama e declara seu amor por mim de tal maneira (Jo 3.16).

    2 – É dito também que Ele com “seu sangue nos lavou dos nossos pecados” (v.5). Algumas traduções trazem que Ele nos “libertou” e outras, que Ele nos “lavou” dos nossos pecados. Eu prefiro essa.

    O sangue de Jesus é o único que pode me limpar-me de todo pecado e me purificar de toda injustiça (1 Jo 1.9); me lavar completamente.

    Não há pecado que o sangue de Jesus não possa purificar mediante nossa confissão diante do Senhor.

    Não há alvejante mais poderoso do que o sangue de Jesus que possa limpar pecados. Veja o efeito purificador do sangue de Cristo em 7.13,14.

    3 – Ainda é declarado que Ele nos “fez reinos e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém” (1.6).

    Isto quer dizer que Ele e não nós ou nossas obras, nem nenhuma criatura; mas Ele, tão somente Ele, nos fez reinos e sacerdotes para Deus.

    Isto tem muitas implicações, mas eu quero destacar que: 1- com isso, nós fomos feitos propriedade particular de Deus. Pertencemos a Ele e o maligno não pode nos tocar;

    2 – Somos representantes de Deus no mundo (1 Jo 5.18; 1 Pe 2.9).

     Antes de terminar, há muito venho refletindo sobre a grandeza deste verso 7 que tem paralelo com o profeta Zacarias.

    Ap 1.7: “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém”.

     Zacarias 12.10:

    E derramarei sobre a família de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de ação de graças e de súplicas. Olharão para mim, aquele a quem traspassaram, e chorarão por ele como quem chora a perda de um filho único, e lamentarão amargamente por ele como quem lamenta a perda do filho mais velho” (Zacarias 12:10).

    Veja que Deus diz claramente: “olharão para mim, aquele a quem traspassaram”. Isto significa a conversão de Israel, como nação, a Jesus de Nazaré, que foi morto em Jerusalém mediante condenação do Conselho deles. Ele foi transpassado por eles.

    Acontecerá como ensinado por Paulo em Romanos, cap. 11. E será um tempo de glória como nunca houve na terra.

    Sobre o verso 8 já mencionei acima.

    Se você já faz parte do povo alcançado e lavado pelo sangue de Jesus, glorifique ao Senhor. Se não, é simples entrar para esta graça. Basta ter fé em Cristo e a Ele confessar seus pecados.

    Revelações – As Visões 1.9-22.21.

    Esta seção inicia as visões de João na Ilha de Patmos, e vai até o fim do Livro. O livro é todo escrito de visões em séries.

     1.9-3.22: Jesus Cristo glorificado domina a história, a igreja e seus anjos (ministros);

     A primeira série de visões se inicia com Cristo glorificado dominando a História, com atenção especial à sua Igreja, as quais destina cartas.

    Seguem-se depois disso, várias visões em série com a expressão “depois destas coisas” (4.1; 7.1,9; 18.119.1 e/ou “e vi...” (5.1; 6.1,12).

    A primeira visão é de Cristo glorificado, revelando fatos, direcionando eventos em relação ao mundo e, principalmente, sua igreja.

    1.9-20 – A Visão de Cristo Glorificado e Seu Domínio;

    Já mencionei acima sobre Autor e credenciais do Remetente, e sobre João, mas vale a pena recordar.

    João se apresenta no verso 9 como irmão e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança em Jesus. Portanto, ele era alguém conhecido, que vivia as mesmas lutas e vitórias dos demais cristãos. Por isso ele estava exilado na Ilha de Patmos.

    Patmos é uma ilha grega de formação vulcânica situada, segundo o Wikipédia no Egeu Meridional, situada a 55 km da costa Sul da Turquia, no Mar Egeu. Tem uma área total de 45 km² e uma população de 3.047 habitantes (2011). O Dicionário J. D. Davis diz que a ilha nada produz.

    Entretanto, segundo Hale, a ilha tinha como indústria principal a mineração de sal e era uma colônia penal para prisioneiros políticos de Roma.

    Segundo o mesmo autor, João fora preso ali por Cesar Domiciano (96 d.C) e solto pelo sucessor, Cesar Nerva.

    O motivo de sua prisão ali foi “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus”. Isto foi interpretado desde os primeiros leitores como sendo por causa da pregação do Evangelho, por se declarar e pregar Cristo como Senhor.

    Podemos aprender sobre isso, que este João se identificava com a igreja perseguida. Ele não era alguém estranho aos sofrimentos dos demais irmãos. Pelo contrário, neste particular ele era “companheiro”.

    O melhor testemunho do Evangelho é aquele que é escrito com sofrimento e perseverança por causa da fé.

    Mas é dito também que ele era participante no reino, pois Cristo nos tornou “reis” (1.6). Para muitos hoje, ser reis é serem isentos de sofrimentos, mas aqui, ambos estão juntos.

    Isto demonstra o quanto nossas crenças podem navegar para longe da verdade bíblica. Entretanto é fato que reinaremos com Cristo (Ap 5.10; 21.4; 2Tm 2.12).

    Além disso, ele era coparticipante no sacerdócio e na paciência ou perseverança. O sacerdócio significa que o cristão tem acesso diante de Deus, para O servir. Mas isso faz do cristão também intercessor, em Cristo, por aqueles que precisam conhecer a Deus (1 Tm 2.1-6).

    João revela que ele foi “movido pelo Espírito” (BJ), “achei-me em espírito” (ARA), “dominado pelo Espírito de Deus” (NTLH). Isto aconteceu “no dia do Senhor”.

    O dia do Senhor é o primeiro dia da semana, o domingo, dia da ressurreição de Jesus Cristo.

    Já no primeiro século (96 D.C.), como vemos aqui, o domingo foi consagrado como dia especial de culto a Deus.

    É notório e deve ser considerado isto: que o Senhor priorizou eventos nesse dia, a começar com sua própria ressurreição e aparições, assim como a igreja que passou a se reunir neste dia (Mc 16.2, 9; Lc 24.1; Mt 28.1; 1 Co 16.2; Jo 20.1, 19; At 20.7).

    Isto começou depois de consumada a Nova Aliança pelo sangue de Cristo na cruz (Mc 14.22; Mt 26.26; Hb 8.8,13; 12.2; 13.20).

    O Agente das revelações aqui como em toda a Bíblia é o Espírito Santo. O Espírito do Senhor tomou a João e mostrou a ele as visões.

    Mas veja que João não perdeu os sentidos. Ele estava cônscio para se comunicar, para entender e para escrever as visões. Não foi uma possessão física e psicológica, mas uma apropriação, uma instrumentação do Espírito Santo na vida de seu servo.

    Leia também: Carta À Igreja de Laodiceia

  • Como Alcançar O Perdão de Deus

    Como Alcançar O Perdão de Deus

    Como Alcançar O Perdão de Deus, conforme 1 Jo 1.5-10. Vamos as respostas.

    Então, antes de responder como você pode ter o perdão de Deus, eu quero abordar biblicamente o que é o pecado, porque você precisa buscar o perdão de Deus e, e por fim, como você pode obter o perdão.

    Imagem de RENE RAUSCHENBERGER por Pixabay

    Por que é necessário pensar sobre Como Alcançar O Perdão de Deus?

    Porque dificilmente alguém perguntaria isso hoje em dia. Mataram a consciência de pecado. Consciência cauterizada.

    Esta é uma pergunta antiga, do tempo que se tinha consciência dos efeitos do pecado. Hoje tem até “diabo crente”.

    Na Idade Média. (V a XVII). Chamada pelos humanistas de Idade das Trevas.

    Indulgências. Matinho Lutero.

    Mas, como mataram a consciência de pecado? Excluindo Deus e o sentimento de culpa.

    Você não é culpado (a). Você é vítima de uma sociedade ruim, injusta.

    Uma “boa construção social” resolve seu problema.

    Construção de uma narrativa.

    Doutrinação: Música, elevação de direitos minoritários mesmo que imorais, e até, ilegais, conscientização de “direitos de escolha”. Chegamos ao auge.

    As músicas antigas tinham Deus presente. A partir do final da década de 80 Deus começou a ser excluído. O ritmo, passou a ser por exemplo, o das Frenéticas (Anos 70 e 80), grupo de música feminino, dançante.

    Uma das músicas que caracteriza tudo o que elas e muitos outros artistas produziam, e continuam, é Dancin’Days, tema de novela da Globo.

    Abra suas asas

    Solte suas feras

    Caia na gandaia

    Entre nessa festa

    E leve com você

    Seu sonho mais louuco

    Eu quero ver esse corpo

    Lindo, leve e solto…

    Na nossa festa vale tudo

    Vale ser alguém como eu e você…

    Novelas, filmes, formadores de opinião: professores, digital influencers, etc. tudo no mesmo ritmo frenético.

    Então, pensemos sobre: O que é o pecado? Porque você precisa buscar o perdão de Deus? Como você pode obter o perdão?

    1 – O que é pecado biblicamente falando – Verso 6

    Pecado é transgredir, desobedecer a Deus.

    Não se pode ter comunhão com Deus vivendo em pecado. “Há muitos enganados” (260 CC). Mas a Bíblia adverte: “Não vos enganeis…” (Gl 6.7).

    Pecado é treva X Deus é luz.

    Andar (v6. procedimento, prática) no pecado é andar na mentira.

    Pecado é sujeira, mancha, mácula. Purificação no VT.

    Mt 23.25: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas por dentro eles estão cheios de ganâncias e cobiça”.

    Universalidade do pecado: Sl 14.1-3 e 53.1-3

    “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam iniquidade; já não há quem faça o bem. Do céu, olha Deus para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem sequer um”.

    Rm 3.23; 6.23.

    Todos pecaram. Todos estão em trevas. Todos estão separados de Deus. Todos terão de sofrer a condenação do pecado: A MORTE.

    2 – Por que preciso buscar perdão? (7,8,10).

    O perdão é o único meio de você ter relacionamento íntimo com Deus. Mas, o que é perdão? Cl 2.14:  “e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz”.

    O perdão não é de graça, mas pela graça. Não é de graça porque Jesus pagou o preço da nossa transgressão na cruz.

    Jesus foi obediente até a morte “e morte de cruz” (Fp 2.8). Ele pagou o preço e nos oferece o benefício.

    Qual o benefício? Para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).

    Então, aquele que crê em Jesus é o beneficiário de sua morte na cruz e tem herança nos céus.

    Deus não é igual a nós que dizemos que perdoamos, mas estamos sempre lembrando: “Oh, eu te perdoei e é assim que você me paga”.

    Hb 10.17: “E não me lembrarei mais de seus pecados e de suas iniquidades”.

    3 – Como você pode obter o perdão?

    O único e absoluto meio é confessar seus pecados a Cristo e pedir o perdão a Ele. V.9.

    Na oração do Pai Nosso, Jesus ensinou que devemos nos dirigir diretamente a Deus e pedir: “Perdoai os nossos pecados…”

    O perdão de Deus só é possível pela confissão de Jesus como Senhor e Salvador único e suficiente.

    É um condicional: Acompanhe:

    “Se” v.6 – Quem diz que cristão e anda pecando é mentiroso.

    “Se” v.7 – Cristão verdadeiro anda na luz e tem comunhão com Deus.

    “Se” v.8, 10 – Quem diz que não tem pecado está enganado e acusando Deus de mentiroso (blasfêmia).

    “Se” 9 – É a receita para quem quer ser perdoado por Deus e purificado de toda injustiça, lavado pelo sangue que de Jesus.

    NADA ALÉM DO SANGUE

    Ap 7. 13 E um dos anciãos me perguntou: Estes que trajam as compridas vestes brancas, quem são eles e donde vieram?

    14 Respondi-lhe: Meu Senhor, tu sabes. Disse-me ele: Estes são os que vêm da grande tribulação, e levaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.

    15 Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que está assentado sobre o trono estenderá o seu tabernáculo sobre eles.

    16 Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem cairá sobre eles o sol, nem calor algum;

    17 porque o Cordeiro que está no meio, diante do trono, os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida; e Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.

    Leia também: Jesus Cristo Domina a História

    Significado Salvador da História de Israel

  • A Doutrina de Jesus Devocional

    A Doutrina de Jesus Devocional

    A Doutrina de Jesus Devocional é o tema de hoje. Leiamos Marcos 1.21-28 com intuito meditarmos nos ensinos do Senhor.

    Texto Bíblico: Marcos 1:21-28

    “Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.

    E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.

    E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou,

    Dizendo: Ah! Que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus.

    E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele.

    Então o espírito imundo, convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele.

    E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!

    E logo correu a sua fama por toda a província da Galileia.”

    A Doutrina de Jesus Devocional: Melhor Ensino

    As pessoas que, ao longo dos séculos seguem a Cristo comprovam que ele tem a melhor doutrina do mundo. Esta conclusão é a mesma a que chegaram os que ouviram o ensino do excelentíssimo Mestre na sinagoga de Cafarnaum, conforme está escrito no texto bíblico acima. Eles, na ocasião, ficaram admirados da didaskalia de Jesus.

    Este episódio foi o primeiro ensino público de Jesus numa sinagoga, conforme o Evangelho de Marcos.

    A sinagoga era a assembleia dos judeus, isto é, a reunião deles. Consequentemente, o espaço dedicado às reuniões, também passaram a se chamar sinagoga.

    O mesmo acontece conosco hoje. Por exemplo, igreja é a assembleia, ajuntamento de pessoas com propósito. Mas nós chamamos de igreja o prédio usado para tais reuniões.

    Nas sinagogas fazia-se a leitura das Escrituras (Velho Testamento) e faziam orações. Em Lucas 4.33-37 Jesus foi o expositor no texto bíblico.

    O povo logo notou a diferença entre o ensino de Jesus e o ensino dos escribas e fariseus, pois Jesus personificou os princípios que ensinava através da obediência às Escrituras com todo coração, alma e entendimento.

    A doutrina que saía dos lábios de Jesus também saia do coração e da alma. Eram verdades de Deus, enquanto que a doutrina dos fariseus eram falsas, cheias de hipocrisia (Mt 23) e preceito de homens (Mc 7.7;  Mt 15.9).

    O discípulo de Jesus precisa deixar ser apropriado pela doutrina de Cristo de tal forma que ela se torne parte dele, arraigada em sua alma (Mc 4.1-8; Ef 3.17-19).

    Somente desta forma expressaremos a vida do Mestre em nossas vidas, o Deus conosco, pois Jesus é o Emanuel (Jo.10,30; Cl 1.15-20).

    A palavra didache, “ensino”, descrevia o ato de ensinar tanto de Jesus quanto dos fariseus. Mas a distinção estava no espírito com que ensinavam e praticavam tais ensinos. Enquanto os fariseus ensinavam o que não praticavam, Jesus dava expressão aos ensinos, deixando-os fluir em seu convívio com o povo.

    Uma prova disso é que na sinagoga estava um homem possesso de “espírito imundo”. Provavelmente tal homem estivera ali desde sempre, pois era comum todos os sábados se reunirem. Porém ninguém podia curá-lo. Quando Jesus foi ali ensinar, logo libertou o homem. O ensino de Cristo liberta.

    Por isso, o ensino de Cristo passou a se chamar “Doutrina do Senhor” (At 2.42; 13.12; Jo 7.16,17).

    Tal doutrina era do Mestre dos mestres e Senhor dos senhores. Por isso, não só o ensino, mas também o conteúdo e os métodos de ensino.

    A Doutrina de Jesus Devocional: Método de Ensino (Mt 4.23; 11.28-30).

    Jesus ensinou com palavras e ações que expressavam o espírito da Lei de Moisés. Isto é, a doutrina de Jesus não eram palavras vazias carregadas de hipocrisia, mas sim, a personificação da piedade, do amor e da justiça de Deus. Este é o significado de caridade, amor aplicado na prática.

    O Ensino de Jesus ensina-nos a vivermos debaixo da autoridade de Deus. Jesus vivia de forma que Deus era com Ele para curar as pessoas do físico e da alma (Is 53, Mt 8.16,17).

    O Dicionario Internacional de Teologia do Novo Testamento descreve assim o ato de curar pela fé:

    “A cura é a recompensa da fé, porque a fé tem confiança de que mesmo depois dos homens terem feito o máximo possível e fracassado, o poder de Deus em Cristo é inesgotável. A cura não dá origem à fé, mas sim, a pressupõe (Mc 6.5,6). Não é que a fé é o poder que opera o milagre; pelo contrário, é o estado de preparação para o milagre”.

    A igreja, corpo de discípulos de Cristo, deve viver de forma a incorporar e personificar a Doutrina de Jesus e de seu Reino. Assim também, igual a Jesus, deve curar os enfermos do corpo de alma.

    • O discípulo cristão precisa encarnar os ensinos de Cristo.
    • Jesus nos ensina com sua doutrina a vivermos o sobrenatural de Deus no mundo físico.
    • Jesus é o companheiro de jugo fiel, manso e humilde que dá alívio às nossas almas.

    Leia também: Jesus Cristo Domina A História

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

  • Jesus Cristo Domina A História

    Jesus Cristo Domina A História

    Jesus Cristo Domina A História. O seu controle sobre sua igreja, seus pastores e o mundo. Apocalipse 1.9-20.

    Jesus Cristo Domina A História, A Igreja e Seus Ministros Ap. 1.9-20.

    A primeira série de visões apocalípticas se iniciam com Cristo glorificado dominando a História, com atenção especial às suas Igrejas, as quais destina cartas. 

    Seguem-se depois disso, várias visões em série com a expressão “depois destas coisas” (4.1; 7.1,9;18.119.1 e/ou “e vi…” (5.1; 6.1,12). 

    A primeira série de visões (1.9-20) é de Cristo glorificado, revelando fatos, direcionando eventos em relação ao mundo e, principalmente, sua igreja. 

    Imagem de Steen Møller Laursen por Pixabay

    1.9-20 – Jesus Cristo Domina A História – A Visão de Jesus Cristo Glorificado e Seu Domínio 

    Já mencionei acima sobre Autor e Credenciais de Remetente sobre João, mas vale a pena recordar. Ele se apresenta no verso 9 como irmão e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança em Jesus. Portanto, ele era alguém conhecido, que vivia as mesmas lutas e vitórias dos demais cristãos. Por isso ele estava exilado na Ilha de Patmos. 

    Patmos é uma ilha grega de formação vulcânica situada, segundo o Wikpédia “no Egeu Meridional, situada a 55 km da costa SO da Turquia, no Mar Egeu. Tem uma área total de 45 km² e uma população de 3.047 habitantes (2011)”.  o Dicionário J. D. Davis diz que a ilha nada produz.  

    Entretanto, segundo Hale, a ilha tinha como indústria principal a mineração de sal e era uma colônia penal para prisioneiros políticos de Roma. 

    Segundo o mesmo autor, João fora preso ali por Cesar Domiciano (96 d.C) e solto pelo sucessor, Cesar Nerva.  

    O motivo de sua prisão ali foi “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus”. Isto foi interpretado desde os primeiros leitores como sendo por causa da pregação do Evangelho, por se declarar e pregar Cristo como Senhor, o que o imperador proibia.

    Aprendemos com isso, que este João se identificava com a igreja perseguida. Ele não era alguém estranho aos sofrimentos dos demais irmãos. Pelo contrário, neste particular ele era “companheiro”. 

    O melhor testemunho do Evangelho é aquele que é escrito com sofrimento e com perseverança na fé, servido de testemunho para edificar a outros.

    O Texto Revela Um Servo Exemplar

    Mas é dito também que ele era participante no reino, pois Cristo nos tornou “reis” (1.6). Para muitos hoje ser reis é ser isentos de sofrimentos, mas aqui reis e sofrimentos estão juntos. Isto demonstra o quanto nossas crenças podem navegar para longe da verdade bíblica. É fato que reinaremos com Cristo (Ap 5.10; 21.4; 2Tm 2.12), mas ainda não é chegado o tempo.

    Além disso, ele era coparticipante no sacerdócio e na paciência ou perseverança. O sacerdócio significa que o cristão tem acesso diante de Deus para O servir. Mas faz do cristão também intercessor, em Cristo, por aqueles que precisam conhecer a Deus (1 Tm 2.1-6).  

    João Vê Jesus Cristo Glorificado no Dia do Senhor

    João revela que ele foi “movido pelo Espírito” (BJ), “achei-me em espírito” (ARA), “dominado pelo Espírito de Deus” (NTLH). Isto aconteceu “no dia do Senhor”.  

    O dia do Senhor é o primeiro dia da semana, o domingo, dia da ressurreição de Jesus Cristo. Já no primeiro século (96 d. C.), como vemos aqui, o domingo foi consagrado como dia especial de culto a Deus.  

    É notório, e deve ser considerado isto: que o Senhor priorizou eventos nesse dia, a começar com sua própria ressurreição e aparições, assim como a igreja que passou a se reunir nesse dia (Mc 16.2, 9; Lc 24.1; Mt 28.1; 1 Co 16.2; Jo 20.1, 19; At 20.7).

    Isto começou depois de consumada a Nova Aliança pelo sangue de Cristo na cruz (Mc 14.22; Mt 26.26; Hb 8.8,13;12.2; 13.20). 

    Jesus Cristo Domina A História – O Agente da Revelação

    O Agente das revelações aqui como em toda a Bíblia é o Espírito Santo. O Espírito do Senhor tomou a João e mostrou a ele as visões. Mas veja que João não perdeu os sentidos. Ele estava cônscio para se comunicar, para entender e para escrever as visões. Não foi uma possessão física e psicológica, mas uma apropriação, uma instrumentação do Espirito Santo na vida de seu servo. 

    Símbolos que Revelam A Glória de Jesus Cristo (10-20) 

    “Voz forte, como de trombeta” (Ap 1.10; 4.1). 

    É difícil para nós comparar uma voz semelhante ao som de trombeta. Creio que João tentou descrever o indescritível. Ele não achou palavras humanas ideais para o que ouviu e viu. Expressou-se por antropomorfia.

    Mas certamente o que ele ouviu era muito parecido ou lhe lembrava o som de trombeta. E qual é o significado da trombeta nesse contexto? 

    Partindo do princípio que o autor era um israelita e grande parte de seus ouvintes estavam permeados da cultura judaica, devemos levar em consideração o significado da trombeta nessa cultura. 

    Então, temos de levar em conta tal significado no Velho e no Novo Testamentos.

    Uso de Trombetas no Velho Testamento

    O som da trombeta podia ser ouvido a grande distância. No Velho Testamento, ela era usada militarmente para chamar os soldados à formação (Jz 3.37, 6.34; 1 Sm 13.3). Ela dava sinal para o combate ou para a retirada (Jó 39.24; 2 Sm 2.1,22,28).  

    O atalaia deveria tocar a trombeta em caso de perigo (Jr 6.1; Ez 33.6; Am 3.6).  

     Trombeta anunciava a coroação de reis (2 Sm 15.10; 1 Rs 1.34; 2 Rs 9.13).  

    Enfim, para festas, para guerra, para culto, para coroação, para marcar um tempo especial e para marcar a presença do Senhor (Lv 23.24,25; Nm 29.1-6; Ex 29.12,29; 30.16). 

    Uso de Trombeta no Novo Testamento

    No Novo Testamento, além do uso na guerra, a trombeta anuncia a segunda vinda de Cristo (Mt 1 Co 14.8; Mt 24.31) a ressurreição dos mortos (1 Co 15.52). As sete trombetas do Apocalipse anunciaram visões de acontecimentos na história (Ap 8 e 9).  

    Assim podemos dizer que a voz como de trombeta é a voz de Jesus Cristo chamando seus servos ao culto, a adoração e à reverência a Ele. A Igreja deve ouvir atentamente, pois Ele tem muitas e importantes coisas a anunciar. 

    Além disso, anuncia um novo tempo de espera final, que inaugurará o novo céu e a nova terra (Ap 21 e 22). 

    Assim, devemos permanecer e exortar à permanência na vigilância, como atalaias de Cristo no mundo, guardando e aguardando o cumprimento da palavra do Senhor. 

    Jesus Cristo Domina A História – “Sete candeeiro de ouro” e “Sete estrelas” (v.12 e 15). 

    João disse que ouviu a voz como de trombeta atrás dele. Quando ele se virou viu sete candeeiro de ouro e no meio dos candeeiros um semelhante a “Filho de Homem” (12). 

    O que João vê aqui é o Senhor Jesus em sua glória, difícil de descrever em palavras humanas. São coisas que nunca vimos e nunca imaginamos; coisas grandiosas que ele tenta descrever (1 Co 2.9; 2 Co 12.4), e lhe é dada ordem para escrever (v.11). São mistérios, diz o verso 20, mas que estão sendo revelados. 

    Então, João escreve e descreve da melhor forma possível o que vê. E o que ele vê? Ele vê “Sete candeeiro de ouro” (12). Como já dissemos, Apocalipse é uma linguagem simbólica. Então, o que significa os “Sete candeeiro de ouro”? (12). 

    Jesus mesmo revela estes símbolos que Ele chama de “mistério” (v.20). Ele diz que os “Sete candeeiro de ouro” são as sete igrejas da Ásia.  

    Já as “Sete estrelas” são os anjos das igrejas. Anjo significa “mensageiro” e “enviado” de Deus (J. D. Davis). A palavra vem de anunciar, contar uma mensagem. Às vezes se refere a anjos como seres espirituais e guardiões da parte de Deus (Mt 1.20; Ap 7.1; At 12.15). Mas outras vezes, aos homens como mensageiros de Deus (Lc 7.24, 27; Mc 1.2; Jo 20.18; 21; 1 Jo 1.5). Mas ainda às vezes se refere a anjos de Satanás ou demônios (Mt 25.41).  

    A interpretação mais aceita, e que eu creio é que esses anjos eram os pastores das referidas igrejas. Eles tinham a incumbência de mensageiros das palavras de Deus. Eles eram responsáveis e, nas cartas, veremos como Jesus admoesta-os à responsabilidade que tinham. 

    É dito que o Senhor Jesus tem as sete estrelas em sua mão direita (16,20). Isto quer dizer que Jesus tem poder, domínio e autoridade sobre os mensageiros. E aqui não importa qual seja o sentido de mensageiros. Jesus tem domínio sobre eles. Eles estão na mão direita do Senhor. 

    “Filho de Homem” (12). 

    João prossegue em sua descrição do Cristo glorificado. Este é semelhante a “Filho de Homem”. Esta expressão tem sentido escatológico não porque aparece aqui, mas porque foi anunciado pelo profeta Daniel (Dn 7.13m14; 10.5,6). E principalmente porque Jesus se identificou com O Filho do Homem e, ensinou isto (Mt 16.27,28). 

    A descrição de Daniel do Cristo glorificado é bem semelhante à de João. 

    Eu faço uma relação dessa expressão “Filho do Homem” com o filho prometido desde o Éden, em Gn 3.15. Este viria, por sua obediência total ao Pai, para desfazer a maldição causada pelo primeiro homem, Adão (Gn 3.17).

    Porém, esse prometido seria o Filho nascido de mulher, que satisfaria totalmente a Deus; seria o filho ideal de Deus. 

    Esse Filho do Homem foi anunciado e esperado durante todo o Velho Testamento, até chegar à plenitude dos tempos, quando Deus enviou seu Filho nascido de mulher (Gl 4.4). Ele é o novo homem, da nova geração, do novo céu e da nova terra e líder da nova humanidade. 

    A Túnica longa, branca cingido a altura do peito com cinto de ouro (13).  

    A cor branca, como já foi dito na Introdução, simboliza pureza, santidade. No capítulo 7, verso 13 e 14 vemos claramente que o conceito de santidade é caracterizado por vestes brancas. O sangue de Cristo é o único que pode branquear nossas vestes, isto é, nos santificar. Os homens só podem ser santos se forem santificados por aquele que é naturalmente Santo. 

    O ouro indica preciosidades e realeza (veja Ex 28.4; 29.5; Zc3.4). 

    Pés como latão reluzente indicam provavelmente sua firmeza (Dn 2.31-45). 

    Os olhos como chama de fogo indicam conhecimento completo e perfeito. 

    Pés como latão ou bronze incandescente ou reluzente (14). 

    Jesus Cristo Domina A História – A Voz de Jesus Glorificado

    Voz como de muitas águas (estrondo de águas corretes BJ – 15), lembra o Salmo 29 onde a voz do Senhor é majestosa e mais potente que trovões e relâmpagos, que uma tempestade. João viu o poder Cristo exercendo autoridade sobre a tempestade (Mc 4.39). Agora Jesus Cristo revela poder sobre todas as tempestades do mundo.

    Sete estrelas na mão direita (16).

    Significa que Jesus Cristo tem o domínio, autoridade e poder sobre suas igrejas. Mas também, porque elas estão em suas mãos, Ele tem cuidado delas pessoalmente. Por isso Ele continua zelando delas, ordenando a instrução delas na sua Palavra, para a santificar (Jo. 17.17).

    Espada afiada de dois gumes saia de sua boca (16).

    Hebreus 4.12 fala dessa espada. É a palavra de Deus que nunca volta vazia, mas sempre faz o que lhe apraz (Is 55.11). 

    É confortador saber que Jesus Cristo está agindo no mundo e na história, especialmente na igreja, e que faço parte desta.

    Leia também: Carta A Igreja de Éfeso Estudo

    Carta À Igreja Morta: Sardes Ap. 3.1-6

    QUEM CONTROLA SUA HISTÓRIA?

    Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

  • A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira. A Quarta Carta do Apocalipse de João. Quais as lições para para nós? (Ap 2.18-29).

    Como nas cartas anteriores, o conteúdo segue de declaração que caracteriza a Pessoa de Cristo, e do conhecimento do estado da igreja, o chamado ao arrependimento e promessas.

    Antes, porém, como fiz nas outras meditações, apresentarei algumas informações da cidade.

    A Cidade de Tiatira

    Segundo o Dicionário John D. Davis, Tiatira era uma cidade da Ásia Menor, na Lídia, nos limites da Mísia, na estrada que vai de Pérgamo a Sardes.

    Anteriormente era conhecida como Péropia e Euipia no ano 280 a.C.

    Não era um centro comercial muito importante, mas tornou-se comércio de púrpura.

    Lídia, a comerciante de púrpura de At. 15.14 era natural de Tiatira.

    Atualmente a localização de Tiatira seria Ak Hissar, onde há traços da cidade antiga.

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira e O Remetente

    Como nas cartas anteriores, o conteúdo se inicia por uma declaração da Pessoa de Cristo vista por João no início da visão no capítulo 1.9-20.

    Nesta carta, Jesus se apresenta como “Filho de Deus que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes a bronze polido” (2.18 com 1.14,15).

    Tanto nesta quanto nas outras cartas não há dúvidas quanto ao autor de seus conteúdos. A autoria é de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele morreu, ressuscitou, foi para o céu, mas continua pastoreando a igreja dele.

    Ele faz isso porque tem poder para tanto. Aqui, o poder é descrito na expressão: “olhos como chama de fogo”. Isto significa o poder de Jesus conhecer todas as coisas.

    Com seus olhos ele perscruta as coisas mais profundas em tudo, principalmente e de modo especial na igreja dele.

    Assim, essa figura significa o poder de conhecimento pleno, completo de Jesus.

    Fazendo um contraste entre Apocalipse 2.18 com Daniel, capítulo 2, vimos que a profecia era sobre Jesus e se cumpre nele.

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira Revela A Onisciência de Jesus

    Porque Ele tem os olhos como chamas de fogo, que perscruta a tudo, Ele conhece as boas e as más obras de cada um dentro da igreja dele.

    Por isso, a declaração no verso 19: “Conheço as tuas obras”. Como diz o provérbio: “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios 15:3).

    Então, Jesus é Deus Onisciente. Com seu conhecimento profundamente penetrante, Jesus viu boas obras na Igreja de Tiatira.

    Ela era uma igreja que amava o Senhor, tinha fé genuína, serviços, perseverança.

    Ao contrário da Igreja de Éfeso que perdeu seu primeiro amor, Tiatira o conservava revelado em obras até o fim (2.4,19).

    O conhecimento do Senhor é revelado em forma de elogios. Que bom é sermos conhecidos do Senhor e sabermos que Ele encontra coisas agradáveis em nós!

    Entretanto, o Senhor que conhece as coisas boas em nós, também vê coisas ruins. Ele tem uma nota de contrariedade sobre a Igreja de Tiatira.

    A Igreja tolerava uma falsa profetisa que ensina a perversão dos crentes (20).

    Jesus disse que deu tempo para ela se arrepender, mas ela não quis (21).

    Quatro ensinos

    1 – Tolerância.

    Nós devemos ser tolerantes com os pecadores, buscando o arrependimento deles. Não devemos ser vingativos ou ter pressa de sermos punitivos.

    O próprio Jesus diz que chamou ao arrependimento e que deu tempo para que tal mulher se arrependesse.

    Assim, devemos chamar as pessoas na igreja à correção de seus procedimentos pecaminosos e dar-lhes tempo para se consertarem.

    Mas, qual foi o pecado da igreja? Tolerava Jezabel. Quem era ela? Veja mais adiante.

    2 – Disciplina.

    Tolerância tem limites. Após chamar e dar tempo para arrependimento, Jesus parte para punição: Ela e os seguidores dela seriam acometidos de uma enfermidade, e receberiam o castigo por suas más obras (22).

    Mas não era vingança, era correção amorosa (Ap 3.19).

    Notem que Jesus censura a igreja por ser negligente na disciplina. Por vezes, pessoas influentes na igreja andam em pecados e nunca são chamados ao arrependimento, como havia na Igreja de Corinto (capítulo 5).

    Tal displicência na correção dos erros vem em nome de um falso amor aos perdidos, pois amor verdadeiro busca a disciplina amorosa.

    Qual pai que não disciplina seus filhos (Hb 12.8). Disciplinar é desagradável, mas necessário.

    3 – Perda da Salvação.

    A heresia leva a perda da salvação pela rejeição ao chamado de Cristo. Isto quer dizer que a pessoa conheceu a graça do Senhor, mas a heresia levou à apostasia: Rejeição da fé salvadora (Hb 6.4-6).

    4 – Enfermidade.

    Crentes podem sofrer enfermidades como castigo de Deus para promover o arrependimento (2 Co 7.10).

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira: Adultério Espiritual

    O adultério mencionado nos versos 21 e 22 se refere à sedução pelo ensino da tal Jezabel.

    Jezabel foi mulher do rei Acabe (1 Rs 16.31 – 21.54). Ela fortaleceu o baalismo em Israel levando o povo de Deus à derrota espiritual, ou seja, à rejeição por parte de Deus.

    Por isso, Jezabel passou a ser símbolo de idolatria, que, neste caso significa adultério e prostituição espiritual; traição à aliança com Deus.

    Tal ensino levava os servos do Senhor a comerem das coisas sacrificadas aos ídolos (Ap 2.20).

    Então, tal adultério não era a traição da aliança de casamento entre um homem e uma mulher. Era antes, adultério espiritual. Traição da aliança do Senhor (Jr 16.11).

    Porém, a Bíblia ensina que adultério conjugal também é pecado (Mt 19.18).

    Em consequência da traição espiritual promovido pela falsa profetisa, seus filhos, ou seja, seus seguidores seriam mortos (23).

    Isto serviria de exemplo para todas as igrejas e não somente para de Tiatira. Jesus zela pela pureza da igreja dele.

    O pastor, a quem foi endereçada a carta é responsável direto na questão da pureza da Igreja do Senhor. Mas todos são advertidos (24,25).

    O grupo herege na igreja buscava acrescentar supostos conhecimentos sobre “as profundezas de Satanás” (24).

    Entram nesse rol os ensinos exotéricos e revelações suplementares como se o Evangelho fosse insuficiente.

    A igreja precisa conhecer em todos os sentidos a Jesus. “Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo (2 Pe 3.18).

    O evangelho de Cristo, puro e cristalino é suficiente para o verdadeiro cristão.

    A Promessa

    A promessa de bênção é feita aos vencedores. Subentende-se que os infiéis serão os perdedores; não terão premiação.

    A promessa de bênçãos, portanto, é para quem for fiel até o fim. Isto quer dizer: Até o último suspiro. É aí que tudo termina nesta vida. Também é aí que começa a vida além.

    A promessa diz respeito a receber autoridade. Jesus recebeu toda autoridade no céu e na terra (Mt 28.18). Ele tem poder para dar e para tirar autoridade de quem quer que seja.

    A autoridade oferecida por Ele aqui é sobre as nações. Tudo indica que será no milênio, quando a igreja reinará com Cristo (Ap 20.4).

    Será dada também ao vencedor a “estrela da manhã” que é o próprio Senhor Jesus ou sua glória (Ap 2.28 com 22.16).

    Ele é a estrela prometida a Jacó (Nm 24.17)

    Finalidade

    Finalmente, as Cartas do Apocalipse têm aplicação para todas as igrejas de todos os lugares e de todos os tempos, inclusive as de hoje.

    As advertências, os chamados e promessas valem para nós. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2.22).

    Leia também: Carta A Igreja de Éfeso Estudo

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