Tag: Deus

  • Quais As Lições de Jesus em João 12?

    Quais As Lições de Jesus em João 12?

    Nos seus últimos dias, Jesus caminha para a vitória da morte e do pecado, ceia com discípulos em Betânia e grandes lições. Esboço.

    Caminho para a vitória da morte em João 12.1-50

    Imagem de Roger Casco por Pixabay

    1-2 – O que estivera Morto agora está Ceando com o Mestre, a Igreja de Laodiceia (Ap 3.20) era rica, morna e sem Cristo. Jesus estava à porta pedindo entrada: “Eis que estou à porta...”.

    Quais As Lições de Jesus em Mateus 26.6-13

    E, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso,

    7 Aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.

    8 E os seus discípulos, vendo isto, indignaram-se, dizendo: Por que é este desperdício?

    9 Pois este ungüento podia vender-se por grande preço, e dar-se o dinheiro aos pobres.

    10 Jesus, porém, conhecendo isto, disse-lhes: Por que afligis esta mulher? pois praticou uma boa ação para comigo.

    11 Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre.

    Quais As Lições de Jesus – Marcos 14.3-9

    E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça.

    4 E alguns houve que em si mesmos se indignaram, e disseram: Para que se fez este desperdício de unguento?

    5 Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros, e dá-lo aos pobres. E bramavam contra ela.

    Jesus, porém, disse: Deixai-a, por que a molestais? Ela fez-me boa obra.

    7 Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes.

    8 Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura.

    9 Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória.

    10 E Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais dos sacerdotes para lho entregar.

    Nardo Puro (Nardostachys jatamansi, Família das Valerianas), planta que produz Perfume e remédio.

    1 = 1 dia do trabalhador braçal. 300 denários = 300 dias de trabalho.

    9-11 – Manchete do Jornal do dia: O Defunto ressuscitou e corre risco de morte.

    12-19 – Entrada triunfal antes da morte

    Jesus não rejeitou a aclamação de Rei – Ele é Rei mesmo.

    Não rejeitou adoração a Deus. Ele é Deus mesmo.

     20-26 – O gregos querem ver Jesus

    Judeus que foram dispersos que vinham para as festas. Helenistas. At 2.

    Glorificado. Antes foi humilhado e morto. A obediência na cruz resultou em glorificação como Salvador.

    24 – O grão ao nascer e dá origem a nova planta que produz mais frutos.

    Morte, ressurreição e criação da igreja (expansão do Evangelho).

    26 – Quem o serve será honrado pelo Pai.

    37-42 – Rejeitados por Deus.

    Por que motivo? V.43.

    44-50 – Ouvir e seguir a Jesus é ouvir e seguir a Deus.

    Não ouvir a Jesus é ser julgado pela palavra dele.

    Quem rejeita a Jesus rejeita a Deus.

  • O DESAFIO DA TRADUÇÃO BÍBLICA

    O DESAFIO DA TRADUÇÃO BÍBLICA

    O DESAFIO DA TRADUÇÃO BÍBLICA POR © Tapajós – inverno 2024 com respeita à tradução da pergunta de Jesus a Maria na festa de casamente de Caná da Galileia.

    Que pergunta foi aquela que Jesus fez à sua mãe numa festa de casamento?

    O texto é bem curto:

    Τί ἐμοὶ καὶ σοί γύναι; (Evangelho de São João 2,4)

    Como traduzir essa expressão sem verbo? Cada tradutor ou equipe de tradução precisa decidir o sentido dessa expressão idiomática semítica, pois a tradução literal não faz sentido. Na ordem das palavras:

    O que a mim/em mim/comigo/por mim e a ti/em ti/contigo/por ti, mulher?

    Ou seja, a tradução literal deixaria o texto confuso, sem entendimento, qualquer que fosse/seja a opção do tradutor.

    Comentando algumas traduções:

    Traduções Católicas:

     “Mulher, que é isso, para mim e para ti?” (CNBB). Os tradutores entenderam os dativos como sendo de vantagem (para mim, para ti). Não explicam o motivo!

     “Que queres de mim, mulher” (TEB; BdP). Os tradutores eliminaram o segundo dativo, e transformaram o primeiro dativo em um genitivo. Criatividade!

     “Mulher, que nos importa a mim e a ti isso?” (VULGATA). Jerônimo manteve os dativos de vantagem, mas introduziu o verbo “importar-se”, reforçando-os com o oblíquo “nos”. Por quê?

     “Mulher, que existe entre nós?” (BEP). Unificou os dois dativos em um só (“entre nós”) e deu sentido à frase com o verbo “existir”. É permitido isso, Arnaldo?

    Traduções Protestantes:

     “Por que a senhora está me dizendo isso?” (NAA). Não traduziu, apenas interpretou de forma livre!

     “Mulher, em que essa tua preocupação tem a ver comigo?” (KJA). Entendeu o pronome interrogativo nominativo como sendo dativo; incluiu o aspecto da “preocupação”; transformou o segundo dativo em genitivo; entendeu o primeiro dativo como sendo de interesse/acompanhamento. Pode fazer isso, Arnaldo?

     “Mulher, que tenho contigo?” (ARA; ARC; ACF). O primeiro dativo é entendido no nominativo e o segundo de interesse/acompanhamento – e a sentença não ficou clara!

     “Que temos nós em comum, mulher?” (NVI). Transformou os dois dativos em uma proposição nominativa. E não ficou claro o motivo de Jesus fazer tal pergunta à sua mãe!

     “O que isso tem a ver contigo, mulher?” (LUTERO). O primeiro dativo foi eliminado, ficando apenas o segundo. Por qual motivo?

     “Não é preciso que a senhora diga o que eu devo fazer” (NTLH). Eliminou a pergunta e abusou da criatividade: não traduziu – parafraseou!

    O DESAFIO DA TRADUÇÃO BÍBLICA NA PREFERÊNCIA DO AUTOR

    Sigo a Bíblia de Jerusalém no entendimento do texto: “Que temos nós com isso, mulher?”, bem como Raymond Brown, um dos maiores eruditos do Ev. de João: “Mulher, o que essa sua preocupação tem a ver comigo?”

    Além disso, falta-nos a entonação com que tal frase foi pronunciada. Se Jesus falou isso sorrindo, por exemplo, o quadro todo muda de sentido!

    Leia também: O milagre que revela o poder de Jesus

  • Deus Governa O Mundo e Revela O Destino da Igreja

    Deus Governa O Mundo e Revela O Destino da Igreja

    Deus Governa O Mundo e Revela O Destino da Igreja. A mensagem para a igreja perseguida na terra pelos governos humanos. Esta é a mensagem do Apocalipse.

    Deus Governa O Mundo e Revela O Destino da Igreja. A mensagem para a igreja perseguida na terra pelos governos humanos: Deus está no controle

    A segunda série das visões de João iniciada no capítulo 1.9 continua. Passou a série das sete igrejas, as coisas no tempo presente de João. Agora, um olhar para o futuro do tempo de João mostrando uma porta aberta no céu (4.1) e um chamado para subir e ver as coisas que aconteceriam após aquelas já vistas.

    João imediatamente foi arrebatado em espírito e a visão prosseguiu mostrando o desencadear da história.

    A primeira mensagem de conforto que vemos aqui é que Deus abre a porta do céu para os seus como quem abre a porta de sua casa para receber amigos. A igreja tem porta aberta no céu, pois é povo de Deus.

    A igreja é daquele que é Santo e Verdadeiro e Tem A Chave de Davi, que abre ninguém fecha e fecha e ninguém abre (Ap 3.7,8).

    Ele mesmo é a porta para o aprisco celestial (João 10.7,9). Ele mesmo é o caminho, e a verdade, e a vida (Jo 14.6a).

    Ele é, também, a porta estreita que leva à vida, e em Mateus 7.13,14 ele nos chama a entrar:

    Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.

    Mas, além disso, à igreja é revelado o governo do mundo, e o direcionamento da história. Por mais que possa parecer, o mundo não está desgovernado. Não era César quem dominava, mas Deus. Deus tem um plano eterno e o executará.

    O curso dos acontecimentos e o fim da história no mundo, bem como o novo começo são revelados à igreja. Ela é participante da história e agente de Deus no mundo em caos. Ela caminha na terra com os olhos no céu. Ela é peregrina na terra, mas tem o céu aberto como sua casa definitiva.

    O Exilado na Terra Vê Deus no Céu (4.1-3).

    João estava exilado na ilha de Patmos, afastado e banido pelo trono dos homens na terra. Mas Jesus o convidou a entrar no céu e a estar diante do trono de Deus. Enquanto o mundo segue na escuridão, João tem a visão panorâmica do alto.

    No céu, João viu Deus sendo adorado constantemente, tal como o profeta Isaías viu (Is 6.1-3). Ele viu Deus sentado no trono. Isto significa que Deus continua reinando. A história está debaixo do controle de Deus. Veja Também Ezequiel 1 e 10.

    O Que Mais João Vê? Deus é reverenciado no céu (3-6)

    Deus é muito formidável na assembleia dos santos, e para ser reverenciado por todos os que o cercam” (Salmos 89:7).

    Várias traduções mencionam o “arco ires” semelhante à esmeralda (4). Ele aparece circulando o trono onde está Deus cuja majestade é figurada por coisas esplendorosas: pedra de jaspe e de sardônico. Deus é majestoso.

    Prefiro chamar a este de arco, de arco Deus ou como a versão Almeida Revista e Corrigida: “arco celeste”. Arco ires significa: arco de deusa Ires. Mas a Bíblia não tem nada sobre deusa alguma, mas sobre o Deus único.

    O arco celeste lembra o pacto de Deus com Noé e com toda a criação (Gn 9.16).

    João Vê 24 Anciãos

    João vê, também, vinte e quatro anciãos. Estes representam todo o povo de Deus somados os da Antiga Aliança com os da Nova Aliança. Aqueles representados pelas doze tribos de Israel, este representado pelos doze apóstolos de Cristo. É a totalidade do povo de Deus.

    Doze simboliza religião perfeita. Os deuses do olimpo grego eram doze. O panteão romano também tinha doze. A igreja tem duas vezes doze.

    A igreja não somente está representada no céu, mas ela tem tronos junto ao trono de Deus. Vinte e quatro tronos para os vinte e quatro anciãos. Estes também têm suas coroas. Eles estão reinando, pois Jesus os fez reis e sacerdotes para Deus (4.4 com 1.5-6).

    Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões (5-6). Uma teofania (aparecimento de Deus). O Espírito Santo é figurado entre a glória celestial pelas sete tochas acesas diante do trono (v 5). Tudo isso representa a majestade de Deus. Para muitos, assustador, mas os salvos não têm o que temer. Eles são íntimos de Deus.

    Mas, tinha o “mar de vidro”. Ele representa certo afastamento, separação. Entretanto, ele deixará de existir (21.1)

    Os 24 Anciãos: Quem São?

    Os vinte e quatro seres viventes (4,10). Estes representam toda a criação. “O leão representa os animais selvagens; o touro representa os animais domésticos; o homem, a coroa da criação; e a águia representa toda sorte de animais que voam. Assim toda criação louvará ao Senhor (Sl 148). (Revista Compromisso 4º Trimestre de 2020).

    Outra figura que cabe muito bem aqui é que estes seres representam os Querubins e Serafins vistos pelos profetas Isaías e Ezequiel (Is 6.1-3; Ez 10.14).

    Estes têm olhos por todos os lados. Isto representa vigilância e louvor, pois louvam constantemente ao Senhor:

    “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir” (Apocalipse 4:8).

    Juntamente com eles, os representantes dos salvos, que simbolizam toda igreja, cantam em louvor a Deus:

    “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” (Apocalipse 4:11).

    Todos no céu: a criação e os salvos reconhecem a majestade de Deus. E você?

    Leia também: Amor Cristão em Ação

  • Revelação de Jesus Cristo Apocalipse

    Revelação de Jesus Cristo Apocalipse

    Revelação de Jesus Cristo Apocalipse. Estilo da Literatura Apocalíptica. Qual o significado dos símbolos? “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.”
    (Apocalipse 1:8)

    Apocalipse é um substantivo que vem do verbo grego apokaluptein, que significa “desvendar”, “revelar” (Broadus Hale).

    Muitos escritos apocalípticos foram produzidos entre o século III a.C. e IX d.C. Darlyson Tapajós (@tapajós) cita 19 deles.

    Apocalipse de João contém estilos cartas, profecias, mas predomina o apocalíptico. Este estilo foi bastante conhecido por judeus e cristãos.

    O gênero surgiu no período Inter Bíblico com escritos que procuravam resposta para o sofrimento do povo de Deus, já que não havia voz profética na época.

    Revelação de Jesus Cristo Apocalipse: A Mensagem

    O gênero previa a intervenção de Deus na História para livrar o seu povo do sofrimento.

    Era, portanto, uma projeção para o futuro, visões que aconteceriam como intervenções de Deus na História.

    A ênfase da apocalíptica é a vitória contra a injustiça culminando no juízo final. Isto é feito em forma de visões e sonhos em linguagem enigmáticas.  

    Neste ponto, muitos acham que o gênero apocalipse se afastava da profecia, pois esta tinha exortações espirituais e morais aplicáveis para o contexto em que o povo vivia. Ela se baseava na Lei de Moisés, apontava a transgressão do povo e suas consequências (2 Cron. 36.16; Os 6.7; Jr 34.18).

    Porém, embora o gênero apocalíptico se encarregue de vidências do futuro, o Apocalipse de João inclui também aplicações do gênero profético em geral.

    Isto é, ele tinha tanto uma mensagem de esperança para o futuro da igreja como também correções de heresias, desleixo espiritual e repreensões das mazelas toleradas pelas igrejas, e por seus pastores, o momentos em que receberam as cartas de Jesus.

    O gênero apocalíptico é em forma de simbolismo, mitologia, numerologia, êxtases, visões, drama, alegorias e prosa.

    O objetivo era consolar o povo sofrido com promessas de intervenção de Deus para livramento e exaltação.

    As mensagens eram de cunho escatológico, determinista e transcendental.

    Neste gênero predomina o simbolismo.

    Revelação de Jesus Cristo Apocalipse: Símbolos

    Vejamos alguns símbolos usados em Apocalipse de João.

    Números:

    A) “Um” = Unidade indivisível, potência, força. Atribui-se geralmente a Deus;

    B) “Dois” = Testemunho, companheirismo;

    C) “Três” = Deus na sua Triunidade indivisível, sua personalidade e obra;

    D) “Quatro” = Perfeição celestial;

    E) “Seis” = Número de imperfeição;

    F) “Sete” = Completação ou perfeição;

    G) “Dez” e seus múltiplos = Tempo divino;

    H) “Doze” = Religião perfeita; A igreja de Cristo;

    Cores:

    A) Branco: Conquista, pureza, paz;

    B) “Vermelho” = Guerra;

    C) “Preto” = Fome;

    D) “Amarelo” = Doença, peste e morte consequente.

    Membros de Homens ou animais:

    A) “Olhos” = Conhecimento pleno;

    B) “Cabelos brancos” = Sabedoria, paz;

    C) “Pés” = Firmeza.

    Fonte: Compromisso, Revista do Adulto Cristão – 4º Trimestre de 2000.

    Figuras interpretadas:

    Aquele semelhante ao filho do homem”: Jesus (1.17-18);

    Os candeeiros de ouro: As sete igrejas (1.20);

    As sete estrelas: São os sete anjos (1.20);

    O grande dragão: Satanás (12.9);

    As sete cabeças: Os sete montes em que a mulher está assentada; Sete reis (17.9);

    A meretriz: A grande cidade, provavelmente Roma (17.18).

    Fonte: Livro: Entendes o que lês – pg 223.

    Leia também: Estudo do Apocalipse

  • Estudo Apocalipse de João Introdução

    Estudo Apocalipse de João Introdução

    Estudo Apocalipse de João Introdução A mensagem de esperança endereçada por Jesus para sua igreja neste mundo de tribulação.

    A mensagem foi testificada por João e enviada às sete igrejas da Ásia, mas se aplica a todas as igrejas de todos os lugares e em todos os tempos.

    Estudo Apocalipse de João: O Autor

    Embora haja discussões a respeito da autoria do livro, atribui-se a João, o discípulo amado e autor do quarto Evangelho.

    Ele se apresenta como João, mas omite a palavra apóstolo. A linguagem é diferente do Evangelho de João. Por isso, algumas dúvidas surgiram quanto à autoria.

    Mas, tais diferenças podem ser explicadas pelo estilo literário bem diferente, como é o estilo apocalíptico (veremos mais adiante).

    Era comum uma pessoa anônima adotar o pseudônimo de pessoas com maior credibilidade para que seus escritos ganhassem autoridade e aceitação das pessoas.

    Então, como saberemos se este tal “João” era mesmo ou não o Apóstolo? Vejamos algumas considerações:

    1 – Este João era pessoa conhecida entre as Igrejas da Ásia (1.9);

    2 – Ele era classificado como profeta (22.9);

    3 – Justino Mártir (Cidade de Éfeso, em 135 d.C.) o identificou como o Apóstolo;

    4 – Irineu (180 D.C), discípulo de Policarpo, identificou este João como sendo o Apóstolo;

    5 – O Cânon Muratoriano (cerca de 175) o identificou como sendo o Apóstolo, filho de Zebedeu;

    6 – Polícrates, Clemente de Alexandria, Tertuliano e Orígenes (cerca de 225 D.C.) testemunharam que este João é o Apóstolo e autor do Evangelho de João.

    Ou seja, estes eram estudiosos bem mais próximos dos fatos no espaço e no tempo. Então, o testemunho deles deve ser considerado como mais valiosos.

    Opiniões contrárias ficam por conta de Dionísio de Alexandria (c. 265) e Eusébio (c. 325). Mas a História da Igreja contemporânea não deu crédito a eles. Prova disso é que desde aqueles tempos o Apocalipse consta como sendo de autoria joanina.

    Destinatários

    Os destinatários estão bem identificados no Livro: “…O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sarde, a Filadélfia e a Laodiceia” (Ap 1.11).

    A Ásia, aqui mencionada, foi identificada como sendo a região da Ásia Menor ou Anatólia (Turquia).

    Estudo Apocalipse de João: Época da Escrita

    A época mais aceita é o reinado do Imperador César Domiciano. Ele queria ser adorado como deus. Por isso construiu templos à sua divindade por todo império. Voltarei a mencioná-lo.

    Assim sendo, a data mais aceita pelos estudiosos é 95 d.C.

    O Local da Escrita

    O local da escrita também é identificado no Livro. O autor “estava na ilha de Patmos” (1.9), localizada na “rota marítima de Éfeso a Roma” (Introdução ao Estudo do Novo Testamento – Broadus David Hale).

    Ele estava exilado ali “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (1.9). Segundo Hale, Domiciano o teria exilado em Patmos para trabalhar nas minas de sal. A fonte destas informações é Irineu e Eusébio.

    Eusébio registra ainda que depois da morte de Domiciono, o imperador César Nerva soltou João.

    Estudo Apocalipse de João: A Data da Escrita

    Assim sendo, a data mais aceita para a escrita do Livro de Apocalipse de João é final do I século, entre 81 e 96 D.C. Adotamos 95 como a data mais provável.

    Contexto da Escrita

    O imperador César Domiciano exigia ser chamado de deus e senhor. Com isso, desejava unir todo Império sob sua adoração. Quem não declarasse em público o imperador como senhor e deus, seria condenado como ateu e traidor do Império. Além disso, teriam suas propriedades confiscadas e muitas outras opressões, até a morte.

    Mas para os cristãos só Jesus Cristo é o Senhor. Então, desenvolveu-se perseguição a esses que se recusaram a confessar o imperador.

    E mais, diante das autoridades, os cristãos declararam a Jesus como Senhor.

    Esta era a principal provação para a igreja, mas não a única. No decorrer das meditações abordarei tais perseguições com mais detalhes.

    Leia mais sobre o Apocalipse: Jesus Cristo Domina A História

  • Tempo de Duração do Dilúvio

    Tempo de Duração do Dilúvio

    Tempo de Duração do Dilúvio, você sabe quanto durou as águas sobre a terra? O dilúvio é mito universal ou verdade? E a Arca de Noé?

    Para muitos o dilúvio bíblico foi mais um mito sobre o fim do mundo narrado de mesma forma pelas prieiras civilizações da terra.

    Porém, para os cristãos protestante, especialmente, o dilúvio é fato histórico incontestável. Um dos argumentos para crermos que o dilúvio foi real é que ele foi mencionado por Jesus como acontecimento que devemos considerar inclusive para o fim do mundo (Mt 24.39). O Apóstolo Pedro também ensinou sobre isso (2 Pe 3.6)

    Assim sendo, tomado como fato real, Quanto tempo durou o dilúvio sobre a terra conforme a narrativa bíblica?

    Traçaremos um gráfico com as referências dos fatos desde o dia de entrada na arca até o dia do fim do dilúvio.

    Imagem de Jeff Jacobs por Pixabay

    ReferênciaFatoData
    Gn 7.6,11“As águas do dilúvio inundaram a terra”.No ano 600 de Noé, no 2º mês. dia 17.
    Gn 7.12, 17“copiosa chuva”40 dias e 40 noites, 40 dias.
    Gn 7.24; Gn 8.3“As águas… predominaram sobre a terra”. As águas começaram a baixar.150 dias = 5 meses.
    Gn 8.4A Arca repousou sobre o Monte de Ararate.7º mês
    Gn 8.5“Apareceram os cimos dos montes”10º mês.
    Gn 8.6Noé abriu a janela da arca, e soltou um corvo e depois uma pomba11º mês
    Gn 8.10Soltou a pomba pela 2º vez11º mês, 7 dias depois.
    Gn 8.12Noé soltou a pomba 3ª vez.11 meses e 14 dias.
    Gn 8.13,14A terra estava seca12 meses ou ano 601 de Noé. dia 27.
    Tempo de Duração do Dilúvio

    Então, Noé, sua família e os animais passaram pouquinho mais de 1 ano na arca até as águas secarem.

    Todos os homens são esquecidos nesse texto de capítulo 6-8. Nele predominam dois personagens principais: Deus e Noé. Deus tratou apenas com um homem sobre a destruição e reconstrução do mundo. Até mesmo sua família, conforme já dissemos noutro post, foi salva por causa da aliança de Deus com Noé.

    Imaginemos: Um ano dentro de uma arca cheia de animais não deve ter sido fácil. Certamente os dias foram cercados de ansiedade por ver terra seca.

    O Dilúvio Não Afogou A Memória de Deus

    Finalmente Deus se “lembrou” de Noé. O que significa: “lembrou-se” referente a Deus? Será que Deus tem memória curta?

    Esta linguagem chama-se “antropomorfismo”, atribuição de características e sentimento humanos a Deus, por não se encontrar uma palavra adequada para explicar algum evento sobrenatural.

    O fato pode ser descrito como: Deus não se esqueceu “de Noé e de todos os animais selváticos e de todos os animais domésticos que com ele estavam na arca; Deus fez soprar um vento sobre a terra e baixaram as águas” (8.1).

    Por isso “fecharam-se as fontes do abismo” e as águas se secaram. Mas é interessante pensar que Deus não se lembrou só de Noé de sua família, mas também dos animais. Claro que o homem é especial para Deus. Mas toda criação é lembrada por Ele o tempo todo. Deus jamais se esquece do que fez e faz.

    Quando saiu da arca, Noé levantou um altar ao Senhor e sacrificou animais limpos e aves limpas. Esta foi a razão deles entrarem na arca em maior número que os animais sujos (Gn 7.2). Mais tarde,  a lei diferenciaria os animais limpos dos imundos (Lv 11.47).

    O Novo mundo começou com adoração. O escritor sabia até o que Deus estava sentindo:

    “E o Senhor sentiu o suave cheiro, e o Senhor disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz” (Gênesis 8:21).

    Porém, a nota de que o homem é mau continuamente logo estragará o clima de culto.

    Leia também: Dois Ensinos Sobre o Dilúvio

  • Trabalho É A Sorte da Vida Diligente

    Trabalho É A Sorte da Vida Diligente

    Trabalho É A Sorte da Vida Diligente. Acasos não existem, mas sim, providências divinas. Equivale a dizer: “Não foi sorte. Foi Deus”.

    Veja o que diz Rute 2.3: “Ela se foi, chegou ao campo e apanhava após os segadores; por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz, o qual era da família de Elimeleque.”

    Imagem de Sasin Tipchai por Pixabay

    Casualidade Consequente do Trabalho

    Percebemos que a sorte de Rute e Noemi começou a mudar. Elas voltaram de Moabe para Belém porque ouviram a notícia de que Deus tinha acabado com a fome ali.

    Mas, ainda assim, ao chegarem em Belém, teriam de trabalhar e buscar meios de sobrevivência. Rute não perdeu tempo, mas propôs-se logo a trabalhar apanhando espigas de trigo após os segadores no campo.

    Havia leis de Deus que os fazendeiros deixassem os pobres colherem o resto das espigas que caia e/ou que sobrava durante a colheita (Lv 19.9; 23.22; Dt 24.19).

    Havia, então, um recurso embora que mínimo, para manter a vida do pobre e das viúvas desamparadas.

    Este recurso, entretanto, não era conquistado sem trabalho. O meio estabelecido por Deus para nossa sobrevivência é o trabalho. Disse Deus:

    “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3.19).

    A Bíblia ensina que todos devemos trabalhar e fazer o que é bom. E mais, quem não trabalha, não deve ter o que comer (2 Ts 3.10).

    Então, percebemos que Rute era uma mulher diligente, trabalhadora e por isso ela se encontrou com a “casualidade” de colher restos de espigas na terra de Boaz.

    Por “acaso” ela sem saber foi colher espiga na terra de um possível remidor.

    As aspas nas palavras acima casualidade e acaso são para dizer que não existem estas não existe nas vidas guiadas por Deus.

    Deus estava guiando as vidas de Rute e Noemi. Ele via o valor daquelas mulheres e se alegrava com elas. Por isso, a história delas não teve acaso,  ao meu ver, teve providências.

    Além disso, esse drama revela pessoas de caráter, de honra e de responsabilidade, coisas que Deus busca e aprova nas pessoas.

    Não foi sorte. Foi Deus. Não foi fácil. Foi trabalho duro e horado.

    Leia Também: Amor Entre Duas Mulheres

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