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  • Revelação de Jesus Cristo Apocalipse

    Revelação de Jesus Cristo Apocalipse

    Revelação de Jesus Cristo Apocalipse. Estilo da Literatura Apocalíptica. Qual o significado dos símbolos? “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.”
    (Apocalipse 1:8)

    Apocalipse é um substantivo que vem do verbo grego apokaluptein, que significa “desvendar”, “revelar” (Broadus Hale).

    Muitos escritos apocalípticos foram produzidos entre o século III a.C. e IX d.C. Darlyson Tapajós (@tapajós) cita 19 deles.

    Apocalipse de João contém estilos cartas, profecias, mas predomina o apocalíptico. Este estilo foi bastante conhecido por judeus e cristãos.

    O gênero surgiu no período Inter Bíblico com escritos que procuravam resposta para o sofrimento do povo de Deus, já que não havia voz profética na época.

    Revelação de Jesus Cristo Apocalipse: A Mensagem

    O gênero previa a intervenção de Deus na História para livrar o seu povo do sofrimento.

    Era, portanto, uma projeção para o futuro, visões que aconteceriam como intervenções de Deus na História.

    A ênfase da apocalíptica é a vitória contra a injustiça culminando no juízo final. Isto é feito em forma de visões e sonhos em linguagem enigmáticas.  

    Neste ponto, muitos acham que o gênero apocalipse se afastava da profecia, pois esta tinha exortações espirituais e morais aplicáveis para o contexto em que o povo vivia. Ela se baseava na Lei de Moisés, apontava a transgressão do povo e suas consequências (2 Cron. 36.16; Os 6.7; Jr 34.18).

    Porém, embora o gênero apocalíptico se encarregue de vidências do futuro, o Apocalipse de João inclui também aplicações do gênero profético em geral.

    Isto é, ele tinha tanto uma mensagem de esperança para o futuro da igreja como também correções de heresias, desleixo espiritual e repreensões das mazelas toleradas pelas igrejas, e por seus pastores, o momentos em que receberam as cartas de Jesus.

    O gênero apocalíptico é em forma de simbolismo, mitologia, numerologia, êxtases, visões, drama, alegorias e prosa.

    O objetivo era consolar o povo sofrido com promessas de intervenção de Deus para livramento e exaltação.

    As mensagens eram de cunho escatológico, determinista e transcendental.

    Neste gênero predomina o simbolismo.

    Revelação de Jesus Cristo Apocalipse: Símbolos

    Vejamos alguns símbolos usados em Apocalipse de João.

    Números:

    A) “Um” = Unidade indivisível, potência, força. Atribui-se geralmente a Deus;

    B) “Dois” = Testemunho, companheirismo;

    C) “Três” = Deus na sua Triunidade indivisível, sua personalidade e obra;

    D) “Quatro” = Perfeição celestial;

    E) “Seis” = Número de imperfeição;

    F) “Sete” = Completação ou perfeição;

    G) “Dez” e seus múltiplos = Tempo divino;

    H) “Doze” = Religião perfeita; A igreja de Cristo;

    Cores:

    A) Branco: Conquista, pureza, paz;

    B) “Vermelho” = Guerra;

    C) “Preto” = Fome;

    D) “Amarelo” = Doença, peste e morte consequente.

    Membros de Homens ou animais:

    A) “Olhos” = Conhecimento pleno;

    B) “Cabelos brancos” = Sabedoria, paz;

    C) “Pés” = Firmeza.

    Fonte: Compromisso, Revista do Adulto Cristão – 4º Trimestre de 2000.

    Figuras interpretadas:

    Aquele semelhante ao filho do homem”: Jesus (1.17-18);

    Os candeeiros de ouro: As sete igrejas (1.20);

    As sete estrelas: São os sete anjos (1.20);

    O grande dragão: Satanás (12.9);

    As sete cabeças: Os sete montes em que a mulher está assentada; Sete reis (17.9);

    A meretriz: A grande cidade, provavelmente Roma (17.18).

    Fonte: Livro: Entendes o que lês – pg 223.

    Leia também: Estudo do Apocalipse

  • Estudo Apocalipse de João Introdução

    Estudo Apocalipse de João Introdução

    Estudo Apocalipse de João Introdução A mensagem de esperança endereçada por Jesus para sua igreja neste mundo de tribulação.

    A mensagem foi testificada por João e enviada às sete igrejas da Ásia, mas se aplica a todas as igrejas de todos os lugares e em todos os tempos.

    Estudo Apocalipse de João: O Autor

    Embora haja discussões a respeito da autoria do livro, atribui-se a João, o discípulo amado e autor do quarto Evangelho.

    Ele se apresenta como João, mas omite a palavra apóstolo. A linguagem é diferente do Evangelho de João. Por isso, algumas dúvidas surgiram quanto à autoria.

    Mas, tais diferenças podem ser explicadas pelo estilo literário bem diferente, como é o estilo apocalíptico (veremos mais adiante).

    Era comum uma pessoa anônima adotar o pseudônimo de pessoas com maior credibilidade para que seus escritos ganhassem autoridade e aceitação das pessoas.

    Então, como saberemos se este tal “João” era mesmo ou não o Apóstolo? Vejamos algumas considerações:

    1 – Este João era pessoa conhecida entre as Igrejas da Ásia (1.9);

    2 – Ele era classificado como profeta (22.9);

    3 – Justino Mártir (Cidade de Éfeso, em 135 d.C.) o identificou como o Apóstolo;

    4 – Irineu (180 D.C), discípulo de Policarpo, identificou este João como sendo o Apóstolo;

    5 – O Cânon Muratoriano (cerca de 175) o identificou como sendo o Apóstolo, filho de Zebedeu;

    6 – Polícrates, Clemente de Alexandria, Tertuliano e Orígenes (cerca de 225 D.C.) testemunharam que este João é o Apóstolo e autor do Evangelho de João.

    Ou seja, estes eram estudiosos bem mais próximos dos fatos no espaço e no tempo. Então, o testemunho deles deve ser considerado como mais valiosos.

    Opiniões contrárias ficam por conta de Dionísio de Alexandria (c. 265) e Eusébio (c. 325). Mas a História da Igreja contemporânea não deu crédito a eles. Prova disso é que desde aqueles tempos o Apocalipse consta como sendo de autoria joanina.

    Destinatários

    Os destinatários estão bem identificados no Livro: “…O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sarde, a Filadélfia e a Laodiceia” (Ap 1.11).

    A Ásia, aqui mencionada, foi identificada como sendo a região da Ásia Menor ou Anatólia (Turquia).

    Estudo Apocalipse de João: Época da Escrita

    A época mais aceita é o reinado do Imperador César Domiciano. Ele queria ser adorado como deus. Por isso construiu templos à sua divindade por todo império. Voltarei a mencioná-lo.

    Assim sendo, a data mais aceita pelos estudiosos é 95 d.C.

    O Local da Escrita

    O local da escrita também é identificado no Livro. O autor “estava na ilha de Patmos” (1.9), localizada na “rota marítima de Éfeso a Roma” (Introdução ao Estudo do Novo Testamento – Broadus David Hale).

    Ele estava exilado ali “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (1.9). Segundo Hale, Domiciano o teria exilado em Patmos para trabalhar nas minas de sal. A fonte destas informações é Irineu e Eusébio.

    Eusébio registra ainda que depois da morte de Domiciono, o imperador César Nerva soltou João.

    Estudo Apocalipse de João: A Data da Escrita

    Assim sendo, a data mais aceita para a escrita do Livro de Apocalipse de João é final do I século, entre 81 e 96 D.C. Adotamos 95 como a data mais provável.

    Contexto da Escrita

    O imperador César Domiciano exigia ser chamado de deus e senhor. Com isso, desejava unir todo Império sob sua adoração. Quem não declarasse em público o imperador como senhor e deus, seria condenado como ateu e traidor do Império. Além disso, teriam suas propriedades confiscadas e muitas outras opressões, até a morte.

    Mas para os cristãos só Jesus Cristo é o Senhor. Então, desenvolveu-se perseguição a esses que se recusaram a confessar o imperador.

    E mais, diante das autoridades, os cristãos declararam a Jesus como Senhor.

    Esta era a principal provação para a igreja, mas não a única. No decorrer das meditações abordarei tais perseguições com mais detalhes.

    Leia mais sobre o Apocalipse: Jesus Cristo Domina A História

  • Tempo de Duração do Dilúvio

    Tempo de Duração do Dilúvio

    Tempo de Duração do Dilúvio, você sabe quanto durou as águas sobre a terra? O dilúvio é mito universal ou verdade? E a Arca de Noé?

    Para muitos o dilúvio bíblico foi mais um mito sobre o fim do mundo narrado de mesma forma pelas prieiras civilizações da terra.

    Porém, para os cristãos protestante, especialmente, o dilúvio é fato histórico incontestável. Um dos argumentos para crermos que o dilúvio foi real é que ele foi mencionado por Jesus como acontecimento que devemos considerar inclusive para o fim do mundo (Mt 24.39). O Apóstolo Pedro também ensinou sobre isso (2 Pe 3.6)

    Assim sendo, tomado como fato real, Quanto tempo durou o dilúvio sobre a terra conforme a narrativa bíblica?

    Traçaremos um gráfico com as referências dos fatos desde o dia de entrada na arca até o dia do fim do dilúvio.

    Imagem de Jeff Jacobs por Pixabay

    ReferênciaFatoData
    Gn 7.6,11“As águas do dilúvio inundaram a terra”.No ano 600 de Noé, no 2º mês. dia 17.
    Gn 7.12, 17“copiosa chuva”40 dias e 40 noites, 40 dias.
    Gn 7.24; Gn 8.3“As águas… predominaram sobre a terra”. As águas começaram a baixar.150 dias = 5 meses.
    Gn 8.4A Arca repousou sobre o Monte de Ararate.7º mês
    Gn 8.5“Apareceram os cimos dos montes”10º mês.
    Gn 8.6Noé abriu a janela da arca, e soltou um corvo e depois uma pomba11º mês
    Gn 8.10Soltou a pomba pela 2º vez11º mês, 7 dias depois.
    Gn 8.12Noé soltou a pomba 3ª vez.11 meses e 14 dias.
    Gn 8.13,14A terra estava seca12 meses ou ano 601 de Noé. dia 27.
    Tempo de Duração do Dilúvio

    Então, Noé, sua família e os animais passaram pouquinho mais de 1 ano na arca até as águas secarem.

    Todos os homens são esquecidos nesse texto de capítulo 6-8. Nele predominam dois personagens principais: Deus e Noé. Deus tratou apenas com um homem sobre a destruição e reconstrução do mundo. Até mesmo sua família, conforme já dissemos noutro post, foi salva por causa da aliança de Deus com Noé.

    Imaginemos: Um ano dentro de uma arca cheia de animais não deve ter sido fácil. Certamente os dias foram cercados de ansiedade por ver terra seca.

    O Dilúvio Não Afogou A Memória de Deus

    Finalmente Deus se “lembrou” de Noé. O que significa: “lembrou-se” referente a Deus? Será que Deus tem memória curta?

    Esta linguagem chama-se “antropomorfismo”, atribuição de características e sentimento humanos a Deus, por não se encontrar uma palavra adequada para explicar algum evento sobrenatural.

    O fato pode ser descrito como: Deus não se esqueceu “de Noé e de todos os animais selváticos e de todos os animais domésticos que com ele estavam na arca; Deus fez soprar um vento sobre a terra e baixaram as águas” (8.1).

    Por isso “fecharam-se as fontes do abismo” e as águas se secaram. Mas é interessante pensar que Deus não se lembrou só de Noé de sua família, mas também dos animais. Claro que o homem é especial para Deus. Mas toda criação é lembrada por Ele o tempo todo. Deus jamais se esquece do que fez e faz.

    Quando saiu da arca, Noé levantou um altar ao Senhor e sacrificou animais limpos e aves limpas. Esta foi a razão deles entrarem na arca em maior número que os animais sujos (Gn 7.2). Mais tarde,  a lei diferenciaria os animais limpos dos imundos (Lv 11.47).

    O Novo mundo começou com adoração. O escritor sabia até o que Deus estava sentindo:

    “E o Senhor sentiu o suave cheiro, e o Senhor disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz” (Gênesis 8:21).

    Porém, a nota de que o homem é mau continuamente logo estragará o clima de culto.

    Leia também: Dois Ensinos Sobre o Dilúvio

  • Trabalho É A Sorte da Vida Diligente

    Trabalho É A Sorte da Vida Diligente

    Trabalho É A Sorte da Vida Diligente. Acasos não existem, mas sim, providências divinas. Equivale a dizer: “Não foi sorte. Foi Deus”.

    Veja o que diz Rute 2.3: “Ela se foi, chegou ao campo e apanhava após os segadores; por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz, o qual era da família de Elimeleque.”

    Imagem de Sasin Tipchai por Pixabay

    Casualidade Consequente do Trabalho

    Percebemos que a sorte de Rute e Noemi começou a mudar. Elas voltaram de Moabe para Belém porque ouviram a notícia de que Deus tinha acabado com a fome ali.

    Mas, ainda assim, ao chegarem em Belém, teriam de trabalhar e buscar meios de sobrevivência. Rute não perdeu tempo, mas propôs-se logo a trabalhar apanhando espigas de trigo após os segadores no campo.

    Havia leis de Deus que os fazendeiros deixassem os pobres colherem o resto das espigas que caia e/ou que sobrava durante a colheita (Lv 19.9; 23.22; Dt 24.19).

    Havia, então, um recurso embora que mínimo, para manter a vida do pobre e das viúvas desamparadas.

    Este recurso, entretanto, não era conquistado sem trabalho. O meio estabelecido por Deus para nossa sobrevivência é o trabalho. Disse Deus:

    “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3.19).

    A Bíblia ensina que todos devemos trabalhar e fazer o que é bom. E mais, quem não trabalha, não deve ter o que comer (2 Ts 3.10).

    Então, percebemos que Rute era uma mulher diligente, trabalhadora e por isso ela se encontrou com a “casualidade” de colher restos de espigas na terra de Boaz.

    Por “acaso” ela sem saber foi colher espiga na terra de um possível remidor.

    As aspas nas palavras acima casualidade e acaso são para dizer que não existem estas não existe nas vidas guiadas por Deus.

    Deus estava guiando as vidas de Rute e Noemi. Ele via o valor daquelas mulheres e se alegrava com elas. Por isso, a história delas não teve acaso,  ao meu ver, teve providências.

    Além disso, esse drama revela pessoas de caráter, de honra e de responsabilidade, coisas que Deus busca e aprova nas pessoas.

    Não foi sorte. Foi Deus. Não foi fácil. Foi trabalho duro e horado.

    Leia Também: Amor Entre Duas Mulheres

  • Como Alcançar O Perdão de Deus

    Como Alcançar O Perdão de Deus

    Como Alcançar O Perdão de Deus, conforme 1 Jo 1.5-10. Vamos as respostas.

    Então, antes de responder como você pode ter o perdão de Deus, eu quero abordar biblicamente o que é o pecado, porque você precisa buscar o perdão de Deus e, e por fim, como você pode obter o perdão.

    Imagem de RENE RAUSCHENBERGER por Pixabay

    Por que é necessário pensar sobre Como Alcançar O Perdão de Deus?

    Porque dificilmente alguém perguntaria isso hoje em dia. Mataram a consciência de pecado. Consciência cauterizada.

    Esta é uma pergunta antiga, do tempo que se tinha consciência dos efeitos do pecado. Hoje tem até “diabo crente”.

    Na Idade Média. (V a XVII). Chamada pelos humanistas de Idade das Trevas.

    Indulgências. Matinho Lutero.

    Mas, como mataram a consciência de pecado? Excluindo Deus e o sentimento de culpa.

    Você não é culpado (a). Você é vítima de uma sociedade ruim, injusta.

    Uma “boa construção social” resolve seu problema.

    Construção de uma narrativa.

    Doutrinação: Música, elevação de direitos minoritários mesmo que imorais, e até, ilegais, conscientização de “direitos de escolha”. Chegamos ao auge.

    As músicas antigas tinham Deus presente. A partir do final da década de 80 Deus começou a ser excluído. O ritmo, passou a ser por exemplo, o das Frenéticas (Anos 70 e 80), grupo de música feminino, dançante.

    Uma das músicas que caracteriza tudo o que elas e muitos outros artistas produziam, e continuam, é Dancin’Days, tema de novela da Globo.

    Abra suas asas

    Solte suas feras

    Caia na gandaia

    Entre nessa festa

    E leve com você

    Seu sonho mais louuco

    Eu quero ver esse corpo

    Lindo, leve e solto…

    Na nossa festa vale tudo

    Vale ser alguém como eu e você…

    Novelas, filmes, formadores de opinião: professores, digital influencers, etc. tudo no mesmo ritmo frenético.

    Então, pensemos sobre: O que é o pecado? Porque você precisa buscar o perdão de Deus? Como você pode obter o perdão?

    1 – O que é pecado biblicamente falando – Verso 6

    Pecado é transgredir, desobedecer a Deus.

    Não se pode ter comunhão com Deus vivendo em pecado. “Há muitos enganados” (260 CC). Mas a Bíblia adverte: “Não vos enganeis…” (Gl 6.7).

    Pecado é treva X Deus é luz.

    Andar (v6. procedimento, prática) no pecado é andar na mentira.

    Pecado é sujeira, mancha, mácula. Purificação no VT.

    Mt 23.25: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas por dentro eles estão cheios de ganâncias e cobiça”.

    Universalidade do pecado: Sl 14.1-3 e 53.1-3

    “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam iniquidade; já não há quem faça o bem. Do céu, olha Deus para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem sequer um”.

    Rm 3.23; 6.23.

    Todos pecaram. Todos estão em trevas. Todos estão separados de Deus. Todos terão de sofrer a condenação do pecado: A MORTE.

    2 – Por que preciso buscar perdão? (7,8,10).

    O perdão é o único meio de você ter relacionamento íntimo com Deus. Mas, o que é perdão? Cl 2.14:  “e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz”.

    O perdão não é de graça, mas pela graça. Não é de graça porque Jesus pagou o preço da nossa transgressão na cruz.

    Jesus foi obediente até a morte “e morte de cruz” (Fp 2.8). Ele pagou o preço e nos oferece o benefício.

    Qual o benefício? Para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).

    Então, aquele que crê em Jesus é o beneficiário de sua morte na cruz e tem herança nos céus.

    Deus não é igual a nós que dizemos que perdoamos, mas estamos sempre lembrando: “Oh, eu te perdoei e é assim que você me paga”.

    Hb 10.17: “E não me lembrarei mais de seus pecados e de suas iniquidades”.

    3 – Como você pode obter o perdão?

    O único e absoluto meio é confessar seus pecados a Cristo e pedir o perdão a Ele. V.9.

    Na oração do Pai Nosso, Jesus ensinou que devemos nos dirigir diretamente a Deus e pedir: “Perdoai os nossos pecados…”

    O perdão de Deus só é possível pela confissão de Jesus como Senhor e Salvador único e suficiente.

    É um condicional: Acompanhe:

    “Se” v.6 – Quem diz que cristão e anda pecando é mentiroso.

    “Se” v.7 – Cristão verdadeiro anda na luz e tem comunhão com Deus.

    “Se” v.8, 10 – Quem diz que não tem pecado está enganado e acusando Deus de mentiroso (blasfêmia).

    “Se” 9 – É a receita para quem quer ser perdoado por Deus e purificado de toda injustiça, lavado pelo sangue que de Jesus.

    NADA ALÉM DO SANGUE

    Ap 7. 13 E um dos anciãos me perguntou: Estes que trajam as compridas vestes brancas, quem são eles e donde vieram?

    14 Respondi-lhe: Meu Senhor, tu sabes. Disse-me ele: Estes são os que vêm da grande tribulação, e levaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.

    15 Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que está assentado sobre o trono estenderá o seu tabernáculo sobre eles.

    16 Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem cairá sobre eles o sol, nem calor algum;

    17 porque o Cordeiro que está no meio, diante do trono, os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida; e Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.

    Leia também: Jesus Cristo Domina a História

    Significado Salvador da História de Israel

  • A Doutrina de Jesus Devocional

    A Doutrina de Jesus Devocional

    A Doutrina de Jesus Devocional é o tema de hoje. Leiamos Marcos 1.21-28 com intuito meditarmos nos ensinos do Senhor.

    Texto Bíblico: Marcos 1:21-28

    “Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.

    E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.

    E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou,

    Dizendo: Ah! Que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus.

    E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele.

    Então o espírito imundo, convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele.

    E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!

    E logo correu a sua fama por toda a província da Galileia.”

    A Doutrina de Jesus Devocional: Melhor Ensino

    As pessoas que, ao longo dos séculos seguem a Cristo comprovam que ele tem a melhor doutrina do mundo. Esta conclusão é a mesma a que chegaram os que ouviram o ensino do excelentíssimo Mestre na sinagoga de Cafarnaum, conforme está escrito no texto bíblico acima. Eles, na ocasião, ficaram admirados da didaskalia de Jesus.

    Este episódio foi o primeiro ensino público de Jesus numa sinagoga, conforme o Evangelho de Marcos.

    A sinagoga era a assembleia dos judeus, isto é, a reunião deles. Consequentemente, o espaço dedicado às reuniões, também passaram a se chamar sinagoga.

    O mesmo acontece conosco hoje. Por exemplo, igreja é a assembleia, ajuntamento de pessoas com propósito. Mas nós chamamos de igreja o prédio usado para tais reuniões.

    Nas sinagogas fazia-se a leitura das Escrituras (Velho Testamento) e faziam orações. Em Lucas 4.33-37 Jesus foi o expositor no texto bíblico.

    O povo logo notou a diferença entre o ensino de Jesus e o ensino dos escribas e fariseus, pois Jesus personificou os princípios que ensinava através da obediência às Escrituras com todo coração, alma e entendimento.

    A doutrina que saía dos lábios de Jesus também saia do coração e da alma. Eram verdades de Deus, enquanto que a doutrina dos fariseus eram falsas, cheias de hipocrisia (Mt 23) e preceito de homens (Mc 7.7;  Mt 15.9).

    O discípulo de Jesus precisa deixar ser apropriado pela doutrina de Cristo de tal forma que ela se torne parte dele, arraigada em sua alma (Mc 4.1-8; Ef 3.17-19).

    Somente desta forma expressaremos a vida do Mestre em nossas vidas, o Deus conosco, pois Jesus é o Emanuel (Jo.10,30; Cl 1.15-20).

    A palavra didache, “ensino”, descrevia o ato de ensinar tanto de Jesus quanto dos fariseus. Mas a distinção estava no espírito com que ensinavam e praticavam tais ensinos. Enquanto os fariseus ensinavam o que não praticavam, Jesus dava expressão aos ensinos, deixando-os fluir em seu convívio com o povo.

    Uma prova disso é que na sinagoga estava um homem possesso de “espírito imundo”. Provavelmente tal homem estivera ali desde sempre, pois era comum todos os sábados se reunirem. Porém ninguém podia curá-lo. Quando Jesus foi ali ensinar, logo libertou o homem. O ensino de Cristo liberta.

    Por isso, o ensino de Cristo passou a se chamar “Doutrina do Senhor” (At 2.42; 13.12; Jo 7.16,17).

    Tal doutrina era do Mestre dos mestres e Senhor dos senhores. Por isso, não só o ensino, mas também o conteúdo e os métodos de ensino.

    A Doutrina de Jesus Devocional: Método de Ensino (Mt 4.23; 11.28-30).

    Jesus ensinou com palavras e ações que expressavam o espírito da Lei de Moisés. Isto é, a doutrina de Jesus não eram palavras vazias carregadas de hipocrisia, mas sim, a personificação da piedade, do amor e da justiça de Deus. Este é o significado de caridade, amor aplicado na prática.

    O Ensino de Jesus ensina-nos a vivermos debaixo da autoridade de Deus. Jesus vivia de forma que Deus era com Ele para curar as pessoas do físico e da alma (Is 53, Mt 8.16,17).

    O Dicionario Internacional de Teologia do Novo Testamento descreve assim o ato de curar pela fé:

    “A cura é a recompensa da fé, porque a fé tem confiança de que mesmo depois dos homens terem feito o máximo possível e fracassado, o poder de Deus em Cristo é inesgotável. A cura não dá origem à fé, mas sim, a pressupõe (Mc 6.5,6). Não é que a fé é o poder que opera o milagre; pelo contrário, é o estado de preparação para o milagre”.

    A igreja, corpo de discípulos de Cristo, deve viver de forma a incorporar e personificar a Doutrina de Jesus e de seu Reino. Assim também, igual a Jesus, deve curar os enfermos do corpo de alma.

    • O discípulo cristão precisa encarnar os ensinos de Cristo.
    • Jesus nos ensina com sua doutrina a vivermos o sobrenatural de Deus no mundo físico.
    • Jesus é o companheiro de jugo fiel, manso e humilde que dá alívio às nossas almas.

    Leia também: Jesus Cristo Domina A História

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

  • Significado Salvador da História de Israel

    Significado Salvador da História de Israel

    O Significado Salvador da História de Israel sempre esteve presa por um fio de esperança. Quando tudo parece perdido, Deus vem com a salvação.

    Significado Salvador da História de Israel na História da Família de Noemi e Rute

    Vimos que Rute votou de Moabe arrasada, sem marido, sem filhos e sem condições de sustento.

    Mas, ela voltou com Rute, que quis acompanhá-la.

    Rute ao chegar foi procurar trabalho, a sorte dos diligentes. Encontrou na propriedade de Boaz oportunidade de respigar. Não perdeu tempo.

    Ela não sabia quem era Boaz. Ela foi trabalhar ali por “casualidade” (2.3).

    Mas eis que Boaz era um dos dois remidores possíveis. Ou seja, ela era um dos que recaia a responsabilidade da lei de amparar a viúva e suscitar descendência ao marido morto, para que seu nome não fosse apagado de Israel (Rt 2.20).

    Para os hebreus, os mortos continuam a existir em sua descendência, e usufruem das bênçãos prometidas por Deus.

    Então, Rute, a estrangeira moabita foi um fio de esperança para manutenção da história da família de Elimeleque e Noemi.

    Além da família, ela, como veremos, foi instrumento que Deus usou para trazer o Salvador ao mundo, pois Jesus foi ancestral de Rute com Boaz. Dela nasceu Obede, de Obede Jessé e de Jessé, Davi. E na família de Davi veio Jesus.

    Foi assim que Deus cumpriu a promessa de nunca faltar descendente de Davi sob o trono de Israel. Veja o texto:

    “Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, o qual sairá das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino.

    Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre.

    Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; e, se vier a transgredir, castigá-lo-ei com vara de homens, e com açoites de filhos de homens.

    Mas a minha benignidade não se apartará dele; como a tirei de Saul, a quem tirei de diante de ti.

    Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre”(2 Sm 2.12-16).

    Onde Está O Salvador

    Então você pergunta, mas onde está o rei sobre o trono de Davi agora? O rei está no céu, mas um dia voltara e se assentará como dominador não somente sobre Israel, mas sobre toda a terra (Mt 19.20).

    Mas quando Rute e Noemi voltaram, ao entrarem na cidade as mulheres da cidade chamaram-na Noemi (Doçura). Ela replicou: Não me chamem Noemi. Chamai-me Mara (amargura – 1.20).

    Agora, porém, ela com o neto no colo, as mulheres cantaram:

    Seja o Senhor bendito, que não deixou, hoje, de te dar um neto que será teu resgatador, e seja afamado em Israel o nome deste. Ele será resgatador da tua vida e consolador da tua velhice, pois tua nora, que te ama, o deu à luz, e ela te é melhor do que sete filhos” (Rute 4.14,15).

    O consolador e resgatador é um antítipo de Messias. Assim como um resgatador tirava alguém do abandono e do fracasso nesta vida, o Messias (Cristo) viria para tirar o pecado do mundo e ser o nosso Salvador.

    Boaz foi o resgatador da família falida de Elimeleque e Noemi. Obede (servo) foi o consolo e a restauração de significado para Noemi. Dessa família nasceria o Cristo Salvador para consolar nossas almas.

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