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  • SALMO 2: A Rebelião Contra Deus e Seu Ungido

    SALMO 2: A Rebelião Contra Deus e Seu Ungido

    Salmos 2:1-12: O Fracasso da Insurreição dos Povos Contra Deus e Seu Ungido

    ¹ Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs?

    ² Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo:

    ³ Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas.

    ⁴ Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles.

    ⁵ Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os turbará.

    ⁶ Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião.

    ⁷ Proclamarei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei.

    ⁸ Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão.

    ⁹ Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro.

    ¹⁰ Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra.

    ¹¹ Servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos com tremor.

    ¹² Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam. 

    Veja outra versão na Bíblia Online

    Imagem de Mirosław i Joanna Bucholc por Pixabay

    Salmo 2 Revela A Rebelião dos Povos Contra Deus e Seu Ungido

    O texto começa com uma pergunta: Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? (1).

    A resposta na mente do salmista é clara: É uma rebelião sem sentido, inútil, fadada ao fracasso.

    Os reis da terra se levantam contra o Senhor e contra seu Ungido (2). Ungido aqui no contexto se refere ao rei Davi. Podemos tomar como contexto 2 Sm 7, em que Davi se propõe a construir uma casa para Deus: Mas, Deus lhe diz que nunca precisou de casa. Ele livrou Davi de seus inimigos e lhe deu descanso e ainda fez promessas de estabelecer o seu reino para sempre. 

    Então, o Ungido neste primeiro momento é o rei Davi, mas em todos os momentos históricos se referem aos descendentes dele, até chegar o Rei Eterno de sua descendência – Jesus, o Cristo (Ungido). Por isso, este é um Salmo messiânico, e tem uma perspectiva escatológica.

    Todos do povo de Israel e de todos os povos deveriam respeitar o Ungido do Senhor. Davi nunca matou Saul ou lhe fez qualquer mal porque o tinha como ungido do Senhor. Naquele tempo só alguns tinham a unção para o ministério designado por Deus: Reis, sacerdotes, por exemplo. E só estes escolhidos tinham o Espírito Santo. Esta era a Unção. Quando Deus rejeitou Saul, o Espírito do Senhor saiu dele (1 Samuel 16.14-23).

    Entretanto, lembremo-nos de que hoje não há na igreja do Senhor um ungido especial (Ef 1.13), mas todos os crentes são ungidos do Senhor com o mesmo Espírito Santo. Ninguém deve se levantar contra ninguém porque todos somos a comunidade do Espírito de Deus. Somos todos iguais.

    O Ungido  prometido a Davi para reinar para sempre é Jesus de Nazaré. Por isso, que os apóstolos aplicaram o salmo 2 à rebelião das autoridades judaicas e romanas contra Cristo em Atos 4:24-27:

    ²⁴ E, ouvindo eles isto, unânimes levantaram a voz a Deus, e disseram: Senhor, tu és o Deus que fizeste o céu, e a terra, e o mar e tudo o que neles há;

    ²⁵ Que disseste pela boca de Davi, teu servo: Por que bramaram os gentios, e os povos pensaram coisas vãs?

    ²⁶ Levantaram-se os reis da terra, e os príncipes se ajuntaram à uma, contra o Senhor e contra o seu Ungido.

    ²⁷ Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel.

    Deus ri dos opositores: Eles são como criancinhas se rebelando contra os pais. Não têm nenhuma chance de vencer. A justiça de Deus os punirá.

    O seu Rei Ungido continuará firme. Ele não é apenas Rei. É Filho (6,7).

    Os povos estão todos debaixo do governo de Cristo (8-9).

    Os versos 10-12 : Um chamado ao arrependimento e reconhecimento do Filho de Deus para que não pereçam. 

    E termina com uma bem-aventurança:

    Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.

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    Leia também:

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  • EVENTOS MARCANTES DO INÍCIO DA IGREJA DE CRISTO

    EVENTOS MARCANTES DO INÍCIO DA IGREJA DE CRISTO

    EVENTOS MARCANTES DO INÍCIO DA IGREJA DE CRISTO é um esboço que fiz com adaptação, da Lição 3 da Revista Realização Nº 106 da EBD, Estudo do Livro Atos dos Apóstolos, nos textos: At 2.1-13; 3.1-10; 5.1-16; 9.32-43.

    Objetivo do Estudo

    Imagem de Jose Weslley por Pixabay

    Nos estudos de hoje vamos compreender o significado dos eventos que marcaram o início da igreja de Cristo e o que significa o derramamento do Espírito Santo.

    Compreendendo isso, iremos vivenciar a prática da fé cristã e a crença no poder sobrenatural de Deus que continua atuando na história para a expansão do evangelho.

    Quais foram os eventos destacados na revista em nossa  lição de hoje?

    • O pentecostes (At 2.1-13)
    • A cura de um deficiente físico (At 3.1-10)
    • Como Deus matou Ananias e Safira por causa do pecado da mentira (At 5.1-16)
    • A cura de Enéias (At 9.32-35)
    • A ressurreição de Tabita (At 9.36-43)

    Sobre qual desses fatos você tem dúvidas? Quais são suas dúvidas? Vamos resumir os ensinos de cada um desses eventos.

    O pentecostes (At 2.1-13)

    Qual o significado da palavra Pentecostes? 

    pentēkostḗ = Quinquagésimo dia.

    Festa das Semanas ou Primícias celebrada sete semanas após a Páscoa (Lv 23.15-21; Dt 16.9-11). Estavam todos reunidos? Quantos? 120 (1.15). Onde? Não sabemos, provavelmente em algum lugar público no templo (ou casa do templo) porque havia muita gente reunida.

    Quem mais estava ali? Em que língua falavam?

    Ali estavam falando os Galileus, naturais da Galiléia, Mc 14.70; Lc 13.1, onde Jesus começou seu ministério e chamou seus primeiros discípulos. Agora eles estavam em Jerusalém, na Judeia. 

    Estavam ali também homens de todas as nações: Judeus helenistas, por causa das dispersões. 

    Como aconteceu o derramamento do Espírito Santo? Um som como de um vento impetuoso, e línguas como que de fogo.

    Qual o significado?

    Cumprimento das promessas. Onde estão as promessas? Jo 14.16,17, 23,26; 16.1-10, 13,14; Até 1.8 Mas só nesses? Não. Também Joel 2.28-32. E poderíamos mencionar também muitos outros textos de Isaías, Jeremias, Ezequiel etc. Significado: Deus habitando em seu povo (Jo 14. 23).

    Qual foi o pastor que batizou-os com o Espírito Santo? Veja Lc 3.16;

    Dom (At 2.28). O que é o derramamento do Espírito Santo? É a dádiva por Deus do seu Espírito para morar nos que lhe obedecem. Qual a diferença entre dom do Espírito e dons espirituais? O dom é a dádiva. Os dons são as capacitações que o Espírito Santo (O Dom) gera nos crentes para o exercício do ministério e edificação da igreja.

    Dom de Línguas (At 2.8-11). Quais línguas? O que significa? 

    As línguas aqui não eram estranhas, mas estrangeiras. Ação contrária a Babel ( Gn 16.6,7).

    Significado: Deus abençoando todos os povos da terra, sem barreiras de línguas, culturais e étnicas, através da salvação em Jesus, o descendente de Abraão, por meio do povo de Israel que creu em Jesus de Nazaré como o Cristo (Messias).

    A cura de um deficiente físico (At 3.1-10)

    Três fatores marcantes: 

    • O Espírito Santo Agindo nos Crentes
    • O testemunho dos apóstolos
    • A operação de sinais de poder pelo nome de Jesus 

    Os Atos dos Apóstolos eram Atos do Espírito Santo,  principalmente nos Apóstolos nomeados por Jesus para esse fim, mas também em toda a comunidade dos discípulos. Começa assim, o sacerdócio universal dos crentes em Jesus Cristo.

    O que percebemos a respeito disso? 

    1. Os apóstolos estavam engajados 100% com a missão. Qual era a missão? (At 6.4,7).
    2. A oração da hora nona. 3 h da tarde. 
    3. Testemunho: Não temos ouro e nem prata, mas o que temos te damos. O que tinham?  O Nome de Jesus é tudo que precisamos. Jesus é cura, salvação, restauração. 
    4. O Nome de Jesus é o caráter, a índole de Jesus  e não um nome mágico do tipo “abracadabra” de Aladim.
    5. Para quem tem o Espírito Santo, não é preciso dinheiro para realizar a missão? É preciso fé e obediência a Jesus.
    6. Jesus morreu, ressuscitou, está à direita de Deus,  operando em sua igreja através do Espírito Santo para salvar os que creem e Voltará para julgar o mundo (2.31-36; 4.12; 17.31).

    Os apóstolos não tinham uma agenda e nem uma vida particular. A agenda deles era a que Cristo estabeleceu: Ser-me-eis testemunhas (At 1.8).

    Por que Deus matou Ananias e Safira? (At 5.1-16)

    Qual o significado?

    Deus não aceita falsa adoração.

    A cura de Enéias (At 9.32-35)

    Onde? Lida, perto de Jope, talvez Lode (50 km a noroeste de Jerusalém). 

    Desceu Pedro a toda parte (Viagem em cumprimento da missão. Viagem missionária. Não era turismo nem negócios particulares. Eles não tinham particulares).

    Parece que Pedro foi aí só confirmar a evangelização já feita por Felipe.

    Significado: Cumprimento de Promessa de Jesus: Marcos 16:15-20. 

    O Exercício da Missão:

    ¹⁵ E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

    ¹⁶ Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

    ¹⁷ E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;

    ¹⁸ Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e sararão.

    ¹⁹ Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus.

    ²⁰ E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiam. Amém. 

    Significado para Hoje?

    Devemos orar sempre sem jamais desfalecer (Lc 8.1). 

    Devemos contar com a operação milagrosa do Espírito Santo.

    O Nome de Jesus é o caráter, a índole de Jesus  e não um nome mágico do tipo “abracadabra” de Aladim.

    A ressurreição de Tabita (At 9.36-43).

    Receberam dons (capacitação para a missão) doados pelo DOM. Quem era o DOM? O Espírito Santo.

    Significado: Não significa que vamos ressuscitar toda gente boa que morrer, caso contrário a história nunca termina para recomeçar. 

    Significada: No nome de Jesus está o poder da vida física e espiritual. Não só o espírito do homem será salvo, mas também a alma vivente (vida animal) e o corpo. Promessa 1 Co 15.

    A Derrota de Um Rei Ébrio: Uma Lição Atemporal

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  • Quem São As Pessoas Mais Felizes do Mundo?

    Quem São As Pessoas Mais Felizes do Mundo?

    Quem São As Pessoas Mais Felizes do Mundo? Jesus disse: “Bem-aventurados os que não viram e creram”

    E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos?

    Não está aqui, mas ressuscitou

    Lucas 24:5,6a

    “Bem-aventurados os que não viram e creram” em Jesus Cristo ressuscitado. Esses têm a fé e a  felicidade que transforma tristeza em alegria. 

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    Jesus Cristo Vive e Continua Operando Maravilhas

    Estamos há quase dois mil da morte de Cristo. Segundo o calendário cristão, estamos a 2025 anos do nascimento de Cristo. Isso significa que em 2033, estaremos a exatos 2 mil anos de sua morte, pois Cristo teria morrido aos 33 anos.

    Mas, apesar do tempo decorrido, a crença de que Jesus Cristo morreu e ressuscitou permanece viva em muitos cristãos em todo o mundo. Os séculos e as muitas dúvidas levantadas ao longo da história não foram capazes de apagar a fé cristã, pelo contrário, parece que as perseguições abrasam mais o fervor dos discípulos de Cristo.

    Fato inegável: Jesus continua operando maravilhas e transformando vidas. A cada dia muitas pessoas encontram no Senhor motivos para viver, para mudar de vida e para pregar em testemunho de sua fé.

    Entretanto, há muitos que ainda precisam da salvação do Senhor, porém continuam buscando o Salvador entre mortos. Por isso, estes vivem uma falsa alegria e com falta de significado para suas vidas. Outros vivem em tormentos causados pelo medo da morte.

    O que aconteceu no primeiro dia da semana após a morte de Cristo mudou a vida dos discípulos. Eles estavam tristes e escondidos com medo dos judeus (Jo 20.19), que foram os causadores da morte de Jesus. Os discípulos temiam porque o próximo alvo agora seriam eles.

    “A vossa tristeza se transformará em alegria” (Jo 16.20)

    Mas, além do medo, um vazio invadiu a alma dos discípulos, pois eles deixaram tudo e seguiram a Jesus, acreditando que este restauraria o reino a Israel e reinaria sobre o mundo. Eles, os discípulos, seriam seus ministros dominando sobre o Império Romano, e reinando sobre todas as nações (Mc 9.33-37; 10.35-41; At 1.6).

    Mas agora, o Mestre e Senhor deles estava morto e eles seriam os próximos a morrer. A frustração e o vazio tomaram conta deles.

    Como eles saíram do medo para a coragem? Como a tristeza deles se converteu em alegria? Foi a notícia da ressurreição: O Senhor ressuscitou!

    A partir de então o clima mudou no interior deles. Pedro correu ao sepulcro e constatou que algo teria acontecido, porém ainda não tinha certeza. Tudo pareceu aos discípulos como um “delírio” (Lc 24.11) e ficaram “maravilhados” (Lc 24.12). Entretanto ainda a alegria deles não era completa, porque duvidavam.

    Bem-aventurados, mas creram no Cristo VIvo

    Como acreditar numa notícia tão extraordinária entregue por três mulheres? Mulheres nem eram contadas na época. Mulheres eram facilmente levadas por fantasias. Mulheres não tinham credibilidade naquela sociedade. Fato é que, entre os principais discípulos de Jesus só haviam homens; eram 12.

    Entretanto, as mulheres são mais crentes. Mulheres são mais zelosas. Por isso, elas foram ao sepulcro para cuidar do corpo de Jesus como era costume delas para com os mortos (Mc 16.1). Mesmo atemorizadas, elas foram ao sepulcro. O medo não as impediu de servir ao Senhor.

    Então, elas foram as primeiras a terem notícias da ressurreição. Que honra! Cumpriu-se um princípio bíblico: Deus honra aqueles que O honram (1 Sm 2.30; Jo 12.26). Nesse caso as mulheres honram mais ao Senhor, procurando-o, sem temor, após a morte dele. Mesmo morto, o Senhor continuava sendo o Senhor delas. O medo não as impediu de procurá-lo e servi-lo.

    Elas foram as primeiras a receberem a notícia de que o Senhor não se encontra entre os mortos, pois Ele vive.. 

    Desde então, acabou a busca pelo Salvador no sepulcro. A alegria voltou. A paz invadiu suas almas. A alegria delas foi completa.

    Mas aqui está uma prova de que as Escrituras são autênticas e verdadeiras, e não um livro escrito para enganar. Ela narra os fatos de modo simples, tal como aconteceu. Caso quisesse enganar, nenhum escritor daria às mulheres voz nessa história milagrosa. Mulheres jamais seriam testemunhas da ressurreição do Senhor. Esta honra seria dada a um profeta, a um sumo sacerdote ou a um homem reconhecidamente piedoso, com credibilidade.

    Mas inacreditável ainda é que a incumbida de anunciar os onze principais discípulos a ressurreição do Senhor foi justamente Maria Madalena, que anteriormente fora prostituta, de quem Jesus havia expulsado sete demônios (Mc 16.9-11). Lógico! Eles não acreditaram nela.

    E foi assim que a grande notícia abalou Jerusalém e abalaria todo o mundo a partir de então: Jesus ressuscitou! Ele deu provas disso. Apareceu aos dois discípulos no caminho de Emaús (Lc 24.13sgs). Aos discípulos atemorizados e escondidos numa casa (Lc 24.36-49) quando até, comeu com eles. Apareceu a Tomé uma semana depois (Jo 20.25-29). Eles tocaram em Jesus, conversaram e receberam instruções do Senhor por 40 dias e muitos o viram (At 1.3). Ele apareceu a mais de quinhentos irmãos (1 Co 15.6).

    Cristo é anunciado como Salvador desde então, e o será até o fim do mundo. E é “bem-aventurado os que não viram e creram” (Jo 20.29). 

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  • A Suficiência Absoluta do Sacrifício de Cristo

    A Suficiência Absoluta do Sacrifício de Cristo

    A Suficiência Absoluta do Sacrifício de Cristo deveria ser algo a que se confessam cristãos deveriam depositar total confiança. Entretanto, não é o que constatamos nas confissões e práticas de muitas religiões que se dizem cristãs. Há os que declaram não ser Cristo suficiente, e por isso, procuram estabelecer outros meios necessários para salvação tais como: obras de caridade, preceitos da Velha Aliança, uma multidão de mediadores, etc.

    Essas coisas, entretanto, não são de hoje, pois já no primeiro século do cristianismo havia igrejas tentando implementar outros meios para se achegar a Deus. Menciono dois exemplos disso: A Carta de Paulo aos Gálatas, que é uma repreensão à igreja por achar necessário incluir as práticas judaicas da Velha Aliança. Assim fazendo estavam passando para outro evangelho, no caso, um falso evangelho (Gl 1.6-8).

    Outro exemplo é a Carta aos Hebreus, onde o autor procura convencer seus leitores, que também, estavam voltando às práticas da Velha Aliança, de que o sacrifício de Cristo é eficiente, absoluto, único e suficiente para purificar-nos dos pecados. Não há outro.

    O que Cristo fez na cruz pelos que crêem nele é o único meio tanto para bênçãos terrenas e, muito mais ainda, para redenção espiritual. Quaisquer outros meios são inúteis. 

    O mesmo podemos dizer do serviço e prestação de culto. Qualquer culto em que Cristo não seja o centro e único meio de se aproximar de Deus é inútil. 

    Por que o sangue de Cristo é assim eficiente? 

    Hebreus 9 contrasta a transitoriedade e imperfeição da Velha Aliança baseada nos sacrifícios de animais com o sacrifício de Cristo na cruz. No santuário havia o santo lugar e o santo dos santos. No santo dos santos só o sumo-sacerdote entrava uma vez por ano para apresentar o  sacrifício de um animal puro e sem mácula por si mesmo e pelo povo. 

    Mas na Nova Aliança, os versos 11 e 12, do capítulo 9, diz: “Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.”

    Então, vimos que o sacrifício de Cristo é superior a quaisquer outros e nem devemos associá-los a outros, pois não é desta criação, não é transitório, não é temporal; mas é atemporal, eterno e celestial.

    • Cristo não ofereceu sangue de animais, mas ofereceu seu próprio sangue, a si mesmo.
    • Jesus Cristo é o Filho por quem Deus declarou total aceitação (Mt 3.17; Mc 9.7).
    • Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29). 
    • Jesus Cristo foi impecável diante de Deus e dos homens (Jo 8.46).

    A prova de tudo isso é que Jesus ressuscitou dentre os mortos, caso não fosse aceitável por Deus, tal não aconteceria (At 13.34-39).

    Só Jesus Cristo salva (At 4.12). 

    Jesus não precisa de advogados associados para defender ao que nele crê. Ele é suficiente.

    Concluindo, o culto verdadeiro é aquele em que a fé em Cristo é o único, absoluto e suficiente Mediador para nos aproximarmos e nos relacionarmos com Deus.

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  • A Verdadeira História do Natal de Jesus

    A Verdadeira História do Natal de Jesus

    A Verdadeira História do Natal de Jesus está a ligada à expressão: “Plenitude dos Tempos” de Gálatas 4.4,5: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei; Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.

    Imagem de G.C. por Pixabay

    O Que A Verdadeira História do Natal de Jesus tem a Ver com A Plenitude dos Tempos?

    Qual a relação entre a Verdadeira História do Natal de Jesus com a “A Plenitude dos Tempos” no Relógio de Deus?

    O Livro de Eclesiastes inicia o capítulo 3 dizendo que “ Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. 

    Então, Deus determinou o tempo em que enviaria seu Filho ao mundo. Esse tempo determinado é a “plenitude dos tempos”. Não é um tempo acidental ou entregue ao acaso, mas um tempo proposital, marcado no calendário e no relógio de Deus.

    Por isso, não é apenas um tempo qualquer, mas o tempo pleno, que marcou o centro da história, e a dividiu em antes e depois de Cristo. 

    A expressão: “Deus enviou seu Filho” atesta a identidade de Jesus como Deus-Filho com Deus-Pai.

    Além disso, atesta também, sua preexistência. Jesus não começou a viver no dia em que nasceu de Maria, mas já existia antes. Ele é o Verbo de Deus, o criador de todas as coisas (Jo 1.1-3).

    A expressão “nascido de mulher”. comprova a narrativa do nascimento de Jesus da virgem Maria, mas também que Ele, e somente Ele, “se fez carne” e habitou entre nós, conforme o Evangelho de João 1.14. Ou seja, Ele não foi feito. Ele se fez. Ainda, Jesus não reencarnou, mas se fez carne. 

    Diz também que Ele nasceu sob a lei para remir os que estavam debaixo da lei. Isto significa que Jesus nasceu debaixo da lei de Moisés e a cumpriu ao ponto de se tornar duas vezes Senhor da Lei.

    Então, Ele é duas vezes Senhor da lei. Uma como Deus, o autor dela e outra, como o único homem, cumpridor dela.

    Portanto, Jesus é o Senhor da lei. Onde a lei nos condena, Ele, pelo seu senhoria e graça, nos perdoa, mediante nosso arrependimento a confissão de pecados.

    Assim, podemos ser filhos adotivos de Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.

    Em resumo, esta é a verdadeira história do Natal.

    A Plenitude dos Tempos

    Mas ainda, há um tempo determinado para a volta de Jesus para buscar sua igreja e julgar o mundo. Isto também está no calendário de Deus como um tempo especial.

    Isto foi ensinado por Jesus em Atos 1.7: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.

    Deus tem o seu cronos e seu kairos, ou seja, tempos e épocas oportunos para cada coisa. Deus é organizado. Jesus está voltando! Prepare-se!

    Feliz Natal!

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    Ter a vida nas mãos de Deus

    o presente de deus para os homens

  • Ter a vida nas mãos de Deus

    Ter a vida nas mãos de Deus

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas temporais. Pelo contrário, podemos até padecer muito mais por isso. Veja esse exemplo.

    2 Timóteo 1.12: Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia.

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas

    Ter a vida nas mãos de Deus não nos isenta de problemas temporais. Pelo contrário, podemos até padecer muito mais por isso. Porém, teremos nosso descanso eterno.

    Isto é o que vemos no verso acima. No contexto, o apóstolo Paulo diz que a vinda de Jesus Cristo, ou seja, o Natal, e consequente sua missão aboliu a morte e trouxe à luz a vida pelo evangelho.

    Então, ele, Paulo foi escolhido por Jesus pregador, apóstolo e doutor dos gentios. Mas por isso, ele padecia na prisão em Roma.

    Paulo deixa claro que sua missão aos gentios era clara e muito bem focada. Não havia nenhuma dúvida do que ele deveria fazer, sofrer, viver, em fim, enfrentar quaisquer coisas para cumprir sua missão: Levar o evangelho a todos os não judeus, ou seja, gentios.

    Não obstante sua prisão, ele estava firme em sua missão, bem como em sua confissão de fé em Cristo. Veja que ele diz enfaticamente: “Eu sei em quem tenho crido”, e “estou bem certo de que é poderoso”.

    Assim, ele estava afirmando que, apesar das adversidades e da prisão por causa do evangelho, ele não estava desanimado e nem desesperançoso. Pelo contrário, ele estava bem seguro no poder de Cristo para guardar o seu “depósito”.

    Qual era o depósito de Paulo?

    Mas que depósito é este? Certamente não era dinheiro em algum banco qualquer, muito menos em algum paraíso fiscal. O depósito de Paulo era a doutrina de Cristo que ele ensinava aos gentios em cumprimento de sua missão, e da qual ele teria de prestar contas Àquele que o chamou para o ministério, no dia do juízo, o qual ele chama de “aquele dia”.

    Ter a vida nas mãos de Deus é a certeza de sermos absolvidos

    Desta forma, todos os que vivem sob obediência a Cristo padecerão de alguma forma neste mundo, mas podem ter a certeza, igual ao apóstolo Paulo, de viver seguro de que serão livres da condenação no juízo final.

    Este dia do juízo, que em algumas traduções está com D maiúsculo é o dia mais crucial em toda a nossa existência terrena e pós terrena. Nele será decretado a nossa sentença eterna, o nosso destino eterno. Por isso, este “Dia” deve ser a nossa principal preocupação.

    E o que podemos fazer para nos sairmos bem naquele Dia? A única coisa que podemos fazer é estarmos certos, convictos e seguros no poder de Cristo para nos guardar.

    Como diz o hino do Cantor Cristão 377 “Pois eu sei em quem crido, e estou bem certo que é poderoso, pra guardar o meu tesouro, até o dia final”.

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    Jesus Cristo: A âncora do Cristão

  • Jesus Cristo: A Âncora do Cristão

    Jesus Cristo: A Âncora do Cristão

    Jesus Cristo: A Âncora do Cristão. A alma do crente em Cristo está ancorada na esperança que vem do Senhor. Não há necessidade de mais nada e nem de ninguém.

    Jesus Cristo: A Âncora da Nossa Alma

    Para que serve uma âncora? A âncora é um objeto pesado que permite imobilizar um outro objeto flutuante. 

    Devido ao seu desenho com um circo no topo, um formato de cruz logo abaixo e, igualmente, duas pontas na parte final, dizem ter sido usado como símbolo da Santíssima Trindade. O circo no topo representa Deus-Pai, a cruz representa Deus-Filhos e as duas pontas abaixo, representa o Espírito Santo.

    O escritor aos Hebreus, na Bíblia, usa a âncora como símbolo de firmeza e segurança da esperança cristã (Hb 6.19).

    Talvez por isso a âncora tenha sido usada como símbolo por cristãos perseguidos, segundo narram alguns.

    No sentido figurado, a palavra pode ser aplicada para várias coisas, como, abrigo, proteção, apoio, etc. Nesse sentido, o casamento deve ter o sentido de uma âncora, isto é, apoio e segurança familiar. 

    Especialmente os cônjuges devem ser âncoras um para o outro, formando um lar que seja âncora para toda a família.

    Um Caso Específico

    Voltando ao escritor aos Hebreus, o escritor ensina que a igreja tem em Cristo a âncora segura e firme da alma. Não necessita de mais nada e nem de ninguém. Cristo é suficiente, pois é maior do que tudo que se possa apresentar em termos de religião ou solução para se chegar a Deus. Jesus entrou no santo lugar no céu.

    Isso foi escrito a uma igreja que sofria forte influência dos judaizantes, que exigiam obediência à Lei de Moisés e a todos  os demais ritos judaicos.

    Assim, os cristãos estavam correndo o risco de trocarem Cristo por Moisés, ou seja, o Senhor pelo servo; O sacerdócio eterno de Cristo pelo efêmero da Velha Aliança; O caminho novo e vivo pelo sacrifício de Cristo pelo velho caminho de sacrifício de animais; O sangue de Cristo pelo sangue de bodes. Que esperança haveria para eles? Qual seria o destino deles? 

    Assim, pela negligência, corriam o risco de deixar escapar por entre os dedos a salvação por causa da apostasia que ameaçava se tornar realidade.

    O escritor escreveu para persuadi-los a manterem posição diligente e perseverante em Cristo. 

    Ainda  hoje, vemos que as ações judaizantes ainda tem muita força. Muitos cultos cristãos estão contaminados de judaísmo com ritos, petrechos e mandingas judaicas. Isso revela um cristianismo sem identidade autêntica, sem firmeza. 

    Ao cobiçarem a prosperidade judaica, muitos herdaram também o destino deles. Segundo Jesus, em Mateus 8.11 e 21.31, por exemplo, publicanos, meretrizes e gentios entram na frente deles no Reino dos céus, enquanto eles seriam lançados nas trevas.

    Quem é verdadeiramente cristão, não precisa de mais nada e nem de ninguém. Já tem a âncora de sua alma.

    Leia o texto de Hebreus 6

    Presente de Deus para os homens

    Os Três Estágios da Salvação

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