Tag: Jesus Cristo

  • Jesus: O exemplo de submissão a Deus

    Jesus: O exemplo de submissão a Deus

    Jesus: O exemplo de submissão a Deus que precisamos seguir. Sem isso, ninguém entra no céu, na presença de Deus.

    O Que Jesus viveu nos últimos dias?

    Noite intensa aquela vivida por Jesus. Ele sofria os acontecimentos por antecipação, porque ele podia prever e sentir o que estava por vir nas próximas horas e dia seguinte: O auge de seu sofrimento em seu ministério.

    Ele podia prever e sentir porque é Deus, onisciente. João 18.4 diz: “Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se, e disse-lhes: A quem buscais”.

    Naqueles últimos momento, Ele ficaria completamente só: Um discípulo se revelaria traidor; outro, covarde, o negaria três vezes; e os demais, fugiriam. Além disso, no momento crucial, o próprio Pai O abandonaria.

    Jesus já sabia de tudo isso, mas não recuou em sua missão.

    O tempo todo, Jesus dizia EU SOU. EU SOU á agua da vida; EU SOU a verdade; EU SOU o caminha; EU SOU a vida; EU SOU a porta; EU SOU a luz do mundo; EU SOU a ressurreição e a vida; EU SOU. Mas, Ele foi também a pedra que os edificadores rejeitaram.

    Ele era também o Cordeiro de Deus oferecido pelos pecados dos homens (João 1.29). Eles o rejeitaram como Deus e como cordeiro. Mas Deus O estava naqueles momentos oferecendo-O por nós. Sobre Ele, e somente sobre Ele, recairia os pecados do mundo.

    Se por um lado, Ele dizia “Eu sou”, Pedro, o mais impulsivo dos discípulos dizia: “Não sou”. Não amigo, não sou discípulo, não ando junto com esse homem.

    Anteriormente, Pedro até dizia estar do lado do Mestre para o que desse ou viesse. No diálogo em 13.36-38: Por ti darei a minha vida.

    Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Jesus lhe respondeu: Para onde eu vou não podes agora seguir-me, mas depois me seguirás.

    Disse-lhe Pedro: Por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida. Respondeu-lhe Jesus: Tu darás a tua vida por mim? Na verdade, na verdade te digo que não cantará o galo enquanto não me tiveres negado três vezes“.

    Baseados nisso, o que Jesus estava sendo ou demonstrando em relação à missão que o Pai lhe entregou? Com uma palavra só. SUBMISSÃO.

    Submissão:

    1. Ação ou efeito de submeter, de acatar ordens sem se opor nem reclamar; obediência, subordinação.
    • Tendência para obedecer ou para aceitar uma situação que lhe é imposta.
    • Obediência irrestrita; circunstância em que se precisa obedecer.
    • Condição de quem teve sua liberdade retirada; dependência.

    Jesus é o exemplo de submissão a Deus, sem o qual ninguém entra no céu. Ele nos deu o exemplo para que sigamos as suas pisadas, concluiu Pedro tempos depois, e registrou em 1 Pedro 2.21.

    Quer entrar no céu? Quer o perdão de Deus? Tiago 4.7 lhe diz o que fazer. Ele diz: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós“.

    Veja mais sobre submissão no meu canal no Youtube.

  • Trabalho É A Sorte da Vida Diligente

    Trabalho É A Sorte da Vida Diligente

    Trabalho É A Sorte da Vida Diligente. Acasos não existem, mas sim, providências divinas. Equivale a dizer: “Não foi sorte. Foi Deus”.

    Veja o que diz Rute 2.3: “Ela se foi, chegou ao campo e apanhava após os segadores; por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz, o qual era da família de Elimeleque.”

    Imagem de Sasin Tipchai por Pixabay

    Casualidade Consequente do Trabalho

    Percebemos que a sorte de Rute e Noemi começou a mudar. Elas voltaram de Moabe para Belém porque ouviram a notícia de que Deus tinha acabado com a fome ali.

    Mas, ainda assim, ao chegarem em Belém, teriam de trabalhar e buscar meios de sobrevivência. Rute não perdeu tempo, mas propôs-se logo a trabalhar apanhando espigas de trigo após os segadores no campo.

    Havia leis de Deus que os fazendeiros deixassem os pobres colherem o resto das espigas que caia e/ou que sobrava durante a colheita (Lv 19.9; 23.22; Dt 24.19).

    Havia, então, um recurso embora que mínimo, para manter a vida do pobre e das viúvas desamparadas.

    Este recurso, entretanto, não era conquistado sem trabalho. O meio estabelecido por Deus para nossa sobrevivência é o trabalho. Disse Deus:

    “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3.19).

    A Bíblia ensina que todos devemos trabalhar e fazer o que é bom. E mais, quem não trabalha, não deve ter o que comer (2 Ts 3.10).

    Então, percebemos que Rute era uma mulher diligente, trabalhadora e por isso ela se encontrou com a “casualidade” de colher restos de espigas na terra de Boaz.

    Por “acaso” ela sem saber foi colher espiga na terra de um possível remidor.

    As aspas nas palavras acima casualidade e acaso são para dizer que não existem estas não existe nas vidas guiadas por Deus.

    Deus estava guiando as vidas de Rute e Noemi. Ele via o valor daquelas mulheres e se alegrava com elas. Por isso, a história delas não teve acaso,  ao meu ver, teve providências.

    Além disso, esse drama revela pessoas de caráter, de honra e de responsabilidade, coisas que Deus busca e aprova nas pessoas.

    Não foi sorte. Foi Deus. Não foi fácil. Foi trabalho duro e horado.

    Leia Também: Amor Entre Duas Mulheres

  • Jesus Cristo Domina A História

    Jesus Cristo Domina A História

    Jesus Cristo Domina A História. O seu controle sobre sua igreja, seus pastores e o mundo. Apocalipse 1.9-20.

    Jesus Cristo Domina A História, A Igreja e Seus Ministros Ap. 1.9-20.

    A primeira série de visões apocalípticas se iniciam com Cristo glorificado dominando a História, com atenção especial às suas Igrejas, as quais destina cartas. 

    Seguem-se depois disso, várias visões em série com a expressão “depois destas coisas” (4.1; 7.1,9;18.119.1 e/ou “e vi…” (5.1; 6.1,12). 

    A primeira série de visões (1.9-20) é de Cristo glorificado, revelando fatos, direcionando eventos em relação ao mundo e, principalmente, sua igreja. 

    Imagem de Steen Møller Laursen por Pixabay

    1.9-20 – Jesus Cristo Domina A História – A Visão de Jesus Cristo Glorificado e Seu Domínio 

    Já mencionei acima sobre Autor e Credenciais de Remetente sobre João, mas vale a pena recordar. Ele se apresenta no verso 9 como irmão e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança em Jesus. Portanto, ele era alguém conhecido, que vivia as mesmas lutas e vitórias dos demais cristãos. Por isso ele estava exilado na Ilha de Patmos. 

    Patmos é uma ilha grega de formação vulcânica situada, segundo o Wikpédia “no Egeu Meridional, situada a 55 km da costa SO da Turquia, no Mar Egeu. Tem uma área total de 45 km² e uma população de 3.047 habitantes (2011)”.  o Dicionário J. D. Davis diz que a ilha nada produz.  

    Entretanto, segundo Hale, a ilha tinha como indústria principal a mineração de sal e era uma colônia penal para prisioneiros políticos de Roma. 

    Segundo o mesmo autor, João fora preso ali por Cesar Domiciano (96 d.C) e solto pelo sucessor, Cesar Nerva.  

    O motivo de sua prisão ali foi “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus”. Isto foi interpretado desde os primeiros leitores como sendo por causa da pregação do Evangelho, por se declarar e pregar Cristo como Senhor, o que o imperador proibia.

    Aprendemos com isso, que este João se identificava com a igreja perseguida. Ele não era alguém estranho aos sofrimentos dos demais irmãos. Pelo contrário, neste particular ele era “companheiro”. 

    O melhor testemunho do Evangelho é aquele que é escrito com sofrimento e com perseverança na fé, servido de testemunho para edificar a outros.

    O Texto Revela Um Servo Exemplar

    Mas é dito também que ele era participante no reino, pois Cristo nos tornou “reis” (1.6). Para muitos hoje ser reis é ser isentos de sofrimentos, mas aqui reis e sofrimentos estão juntos. Isto demonstra o quanto nossas crenças podem navegar para longe da verdade bíblica. É fato que reinaremos com Cristo (Ap 5.10; 21.4; 2Tm 2.12), mas ainda não é chegado o tempo.

    Além disso, ele era coparticipante no sacerdócio e na paciência ou perseverança. O sacerdócio significa que o cristão tem acesso diante de Deus para O servir. Mas faz do cristão também intercessor, em Cristo, por aqueles que precisam conhecer a Deus (1 Tm 2.1-6).  

    João Vê Jesus Cristo Glorificado no Dia do Senhor

    João revela que ele foi “movido pelo Espírito” (BJ), “achei-me em espírito” (ARA), “dominado pelo Espírito de Deus” (NTLH). Isto aconteceu “no dia do Senhor”.  

    O dia do Senhor é o primeiro dia da semana, o domingo, dia da ressurreição de Jesus Cristo. Já no primeiro século (96 d. C.), como vemos aqui, o domingo foi consagrado como dia especial de culto a Deus.  

    É notório, e deve ser considerado isto: que o Senhor priorizou eventos nesse dia, a começar com sua própria ressurreição e aparições, assim como a igreja que passou a se reunir nesse dia (Mc 16.2, 9; Lc 24.1; Mt 28.1; 1 Co 16.2; Jo 20.1, 19; At 20.7).

    Isto começou depois de consumada a Nova Aliança pelo sangue de Cristo na cruz (Mc 14.22; Mt 26.26; Hb 8.8,13;12.2; 13.20). 

    Jesus Cristo Domina A História – O Agente da Revelação

    O Agente das revelações aqui como em toda a Bíblia é o Espírito Santo. O Espírito do Senhor tomou a João e mostrou a ele as visões. Mas veja que João não perdeu os sentidos. Ele estava cônscio para se comunicar, para entender e para escrever as visões. Não foi uma possessão física e psicológica, mas uma apropriação, uma instrumentação do Espirito Santo na vida de seu servo. 

    Símbolos que Revelam A Glória de Jesus Cristo (10-20) 

    “Voz forte, como de trombeta” (Ap 1.10; 4.1). 

    É difícil para nós comparar uma voz semelhante ao som de trombeta. Creio que João tentou descrever o indescritível. Ele não achou palavras humanas ideais para o que ouviu e viu. Expressou-se por antropomorfia.

    Mas certamente o que ele ouviu era muito parecido ou lhe lembrava o som de trombeta. E qual é o significado da trombeta nesse contexto? 

    Partindo do princípio que o autor era um israelita e grande parte de seus ouvintes estavam permeados da cultura judaica, devemos levar em consideração o significado da trombeta nessa cultura. 

    Então, temos de levar em conta tal significado no Velho e no Novo Testamentos.

    Uso de Trombetas no Velho Testamento

    O som da trombeta podia ser ouvido a grande distância. No Velho Testamento, ela era usada militarmente para chamar os soldados à formação (Jz 3.37, 6.34; 1 Sm 13.3). Ela dava sinal para o combate ou para a retirada (Jó 39.24; 2 Sm 2.1,22,28).  

    O atalaia deveria tocar a trombeta em caso de perigo (Jr 6.1; Ez 33.6; Am 3.6).  

     Trombeta anunciava a coroação de reis (2 Sm 15.10; 1 Rs 1.34; 2 Rs 9.13).  

    Enfim, para festas, para guerra, para culto, para coroação, para marcar um tempo especial e para marcar a presença do Senhor (Lv 23.24,25; Nm 29.1-6; Ex 29.12,29; 30.16). 

    Uso de Trombeta no Novo Testamento

    No Novo Testamento, além do uso na guerra, a trombeta anuncia a segunda vinda de Cristo (Mt 1 Co 14.8; Mt 24.31) a ressurreição dos mortos (1 Co 15.52). As sete trombetas do Apocalipse anunciaram visões de acontecimentos na história (Ap 8 e 9).  

    Assim podemos dizer que a voz como de trombeta é a voz de Jesus Cristo chamando seus servos ao culto, a adoração e à reverência a Ele. A Igreja deve ouvir atentamente, pois Ele tem muitas e importantes coisas a anunciar. 

    Além disso, anuncia um novo tempo de espera final, que inaugurará o novo céu e a nova terra (Ap 21 e 22). 

    Assim, devemos permanecer e exortar à permanência na vigilância, como atalaias de Cristo no mundo, guardando e aguardando o cumprimento da palavra do Senhor. 

    Jesus Cristo Domina A História – “Sete candeeiro de ouro” e “Sete estrelas” (v.12 e 15). 

    João disse que ouviu a voz como de trombeta atrás dele. Quando ele se virou viu sete candeeiro de ouro e no meio dos candeeiros um semelhante a “Filho de Homem” (12). 

    O que João vê aqui é o Senhor Jesus em sua glória, difícil de descrever em palavras humanas. São coisas que nunca vimos e nunca imaginamos; coisas grandiosas que ele tenta descrever (1 Co 2.9; 2 Co 12.4), e lhe é dada ordem para escrever (v.11). São mistérios, diz o verso 20, mas que estão sendo revelados. 

    Então, João escreve e descreve da melhor forma possível o que vê. E o que ele vê? Ele vê “Sete candeeiro de ouro” (12). Como já dissemos, Apocalipse é uma linguagem simbólica. Então, o que significa os “Sete candeeiro de ouro”? (12). 

    Jesus mesmo revela estes símbolos que Ele chama de “mistério” (v.20). Ele diz que os “Sete candeeiro de ouro” são as sete igrejas da Ásia.  

    Já as “Sete estrelas” são os anjos das igrejas. Anjo significa “mensageiro” e “enviado” de Deus (J. D. Davis). A palavra vem de anunciar, contar uma mensagem. Às vezes se refere a anjos como seres espirituais e guardiões da parte de Deus (Mt 1.20; Ap 7.1; At 12.15). Mas outras vezes, aos homens como mensageiros de Deus (Lc 7.24, 27; Mc 1.2; Jo 20.18; 21; 1 Jo 1.5). Mas ainda às vezes se refere a anjos de Satanás ou demônios (Mt 25.41).  

    A interpretação mais aceita, e que eu creio é que esses anjos eram os pastores das referidas igrejas. Eles tinham a incumbência de mensageiros das palavras de Deus. Eles eram responsáveis e, nas cartas, veremos como Jesus admoesta-os à responsabilidade que tinham. 

    É dito que o Senhor Jesus tem as sete estrelas em sua mão direita (16,20). Isto quer dizer que Jesus tem poder, domínio e autoridade sobre os mensageiros. E aqui não importa qual seja o sentido de mensageiros. Jesus tem domínio sobre eles. Eles estão na mão direita do Senhor. 

    “Filho de Homem” (12). 

    João prossegue em sua descrição do Cristo glorificado. Este é semelhante a “Filho de Homem”. Esta expressão tem sentido escatológico não porque aparece aqui, mas porque foi anunciado pelo profeta Daniel (Dn 7.13m14; 10.5,6). E principalmente porque Jesus se identificou com O Filho do Homem e, ensinou isto (Mt 16.27,28). 

    A descrição de Daniel do Cristo glorificado é bem semelhante à de João. 

    Eu faço uma relação dessa expressão “Filho do Homem” com o filho prometido desde o Éden, em Gn 3.15. Este viria, por sua obediência total ao Pai, para desfazer a maldição causada pelo primeiro homem, Adão (Gn 3.17).

    Porém, esse prometido seria o Filho nascido de mulher, que satisfaria totalmente a Deus; seria o filho ideal de Deus. 

    Esse Filho do Homem foi anunciado e esperado durante todo o Velho Testamento, até chegar à plenitude dos tempos, quando Deus enviou seu Filho nascido de mulher (Gl 4.4). Ele é o novo homem, da nova geração, do novo céu e da nova terra e líder da nova humanidade. 

    A Túnica longa, branca cingido a altura do peito com cinto de ouro (13).  

    A cor branca, como já foi dito na Introdução, simboliza pureza, santidade. No capítulo 7, verso 13 e 14 vemos claramente que o conceito de santidade é caracterizado por vestes brancas. O sangue de Cristo é o único que pode branquear nossas vestes, isto é, nos santificar. Os homens só podem ser santos se forem santificados por aquele que é naturalmente Santo. 

    O ouro indica preciosidades e realeza (veja Ex 28.4; 29.5; Zc3.4). 

    Pés como latão reluzente indicam provavelmente sua firmeza (Dn 2.31-45). 

    Os olhos como chama de fogo indicam conhecimento completo e perfeito. 

    Pés como latão ou bronze incandescente ou reluzente (14). 

    Jesus Cristo Domina A História – A Voz de Jesus Glorificado

    Voz como de muitas águas (estrondo de águas corretes BJ – 15), lembra o Salmo 29 onde a voz do Senhor é majestosa e mais potente que trovões e relâmpagos, que uma tempestade. João viu o poder Cristo exercendo autoridade sobre a tempestade (Mc 4.39). Agora Jesus Cristo revela poder sobre todas as tempestades do mundo.

    Sete estrelas na mão direita (16).

    Significa que Jesus Cristo tem o domínio, autoridade e poder sobre suas igrejas. Mas também, porque elas estão em suas mãos, Ele tem cuidado delas pessoalmente. Por isso Ele continua zelando delas, ordenando a instrução delas na sua Palavra, para a santificar (Jo. 17.17).

    Espada afiada de dois gumes saia de sua boca (16).

    Hebreus 4.12 fala dessa espada. É a palavra de Deus que nunca volta vazia, mas sempre faz o que lhe apraz (Is 55.11). 

    É confortador saber que Jesus Cristo está agindo no mundo e na história, especialmente na igreja, e que faço parte desta.

    Leia também: Carta A Igreja de Éfeso Estudo

    Carta À Igreja Morta: Sardes Ap. 3.1-6

    QUEM CONTROLA SUA HISTÓRIA?

    Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

  • A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira. A Quarta Carta do Apocalipse de João. Quais as lições para para nós? (Ap 2.18-29).

    Como nas cartas anteriores, o conteúdo segue de declaração que caracteriza a Pessoa de Cristo, e do conhecimento do estado da igreja, o chamado ao arrependimento e promessas.

    Antes, porém, como fiz nas outras meditações, apresentarei algumas informações da cidade.

    A Cidade de Tiatira

    Segundo o Dicionário John D. Davis, Tiatira era uma cidade da Ásia Menor, na Lídia, nos limites da Mísia, na estrada que vai de Pérgamo a Sardes.

    Anteriormente era conhecida como Péropia e Euipia no ano 280 a.C.

    Não era um centro comercial muito importante, mas tornou-se comércio de púrpura.

    Lídia, a comerciante de púrpura de At. 15.14 era natural de Tiatira.

    Atualmente a localização de Tiatira seria Ak Hissar, onde há traços da cidade antiga.

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira e O Remetente

    Como nas cartas anteriores, o conteúdo se inicia por uma declaração da Pessoa de Cristo vista por João no início da visão no capítulo 1.9-20.

    Nesta carta, Jesus se apresenta como “Filho de Deus que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes a bronze polido” (2.18 com 1.14,15).

    Tanto nesta quanto nas outras cartas não há dúvidas quanto ao autor de seus conteúdos. A autoria é de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele morreu, ressuscitou, foi para o céu, mas continua pastoreando a igreja dele.

    Ele faz isso porque tem poder para tanto. Aqui, o poder é descrito na expressão: “olhos como chama de fogo”. Isto significa o poder de Jesus conhecer todas as coisas.

    Com seus olhos ele perscruta as coisas mais profundas em tudo, principalmente e de modo especial na igreja dele.

    Assim, essa figura significa o poder de conhecimento pleno, completo de Jesus.

    Fazendo um contraste entre Apocalipse 2.18 com Daniel, capítulo 2, vimos que a profecia era sobre Jesus e se cumpre nele.

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira Revela A Onisciência de Jesus

    Porque Ele tem os olhos como chamas de fogo, que perscruta a tudo, Ele conhece as boas e as más obras de cada um dentro da igreja dele.

    Por isso, a declaração no verso 19: “Conheço as tuas obras”. Como diz o provérbio: “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios 15:3).

    Então, Jesus é Deus Onisciente. Com seu conhecimento profundamente penetrante, Jesus viu boas obras na Igreja de Tiatira.

    Ela era uma igreja que amava o Senhor, tinha fé genuína, serviços, perseverança.

    Ao contrário da Igreja de Éfeso que perdeu seu primeiro amor, Tiatira o conservava revelado em obras até o fim (2.4,19).

    O conhecimento do Senhor é revelado em forma de elogios. Que bom é sermos conhecidos do Senhor e sabermos que Ele encontra coisas agradáveis em nós!

    Entretanto, o Senhor que conhece as coisas boas em nós, também vê coisas ruins. Ele tem uma nota de contrariedade sobre a Igreja de Tiatira.

    A Igreja tolerava uma falsa profetisa que ensina a perversão dos crentes (20).

    Jesus disse que deu tempo para ela se arrepender, mas ela não quis (21).

    Quatro ensinos

    1 – Tolerância.

    Nós devemos ser tolerantes com os pecadores, buscando o arrependimento deles. Não devemos ser vingativos ou ter pressa de sermos punitivos.

    O próprio Jesus diz que chamou ao arrependimento e que deu tempo para que tal mulher se arrependesse.

    Assim, devemos chamar as pessoas na igreja à correção de seus procedimentos pecaminosos e dar-lhes tempo para se consertarem.

    Mas, qual foi o pecado da igreja? Tolerava Jezabel. Quem era ela? Veja mais adiante.

    2 – Disciplina.

    Tolerância tem limites. Após chamar e dar tempo para arrependimento, Jesus parte para punição: Ela e os seguidores dela seriam acometidos de uma enfermidade, e receberiam o castigo por suas más obras (22).

    Mas não era vingança, era correção amorosa (Ap 3.19).

    Notem que Jesus censura a igreja por ser negligente na disciplina. Por vezes, pessoas influentes na igreja andam em pecados e nunca são chamados ao arrependimento, como havia na Igreja de Corinto (capítulo 5).

    Tal displicência na correção dos erros vem em nome de um falso amor aos perdidos, pois amor verdadeiro busca a disciplina amorosa.

    Qual pai que não disciplina seus filhos (Hb 12.8). Disciplinar é desagradável, mas necessário.

    3 – Perda da Salvação.

    A heresia leva a perda da salvação pela rejeição ao chamado de Cristo. Isto quer dizer que a pessoa conheceu a graça do Senhor, mas a heresia levou à apostasia: Rejeição da fé salvadora (Hb 6.4-6).

    4 – Enfermidade.

    Crentes podem sofrer enfermidades como castigo de Deus para promover o arrependimento (2 Co 7.10).

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira: Adultério Espiritual

    O adultério mencionado nos versos 21 e 22 se refere à sedução pelo ensino da tal Jezabel.

    Jezabel foi mulher do rei Acabe (1 Rs 16.31 – 21.54). Ela fortaleceu o baalismo em Israel levando o povo de Deus à derrota espiritual, ou seja, à rejeição por parte de Deus.

    Por isso, Jezabel passou a ser símbolo de idolatria, que, neste caso significa adultério e prostituição espiritual; traição à aliança com Deus.

    Tal ensino levava os servos do Senhor a comerem das coisas sacrificadas aos ídolos (Ap 2.20).

    Então, tal adultério não era a traição da aliança de casamento entre um homem e uma mulher. Era antes, adultério espiritual. Traição da aliança do Senhor (Jr 16.11).

    Porém, a Bíblia ensina que adultério conjugal também é pecado (Mt 19.18).

    Em consequência da traição espiritual promovido pela falsa profetisa, seus filhos, ou seja, seus seguidores seriam mortos (23).

    Isto serviria de exemplo para todas as igrejas e não somente para de Tiatira. Jesus zela pela pureza da igreja dele.

    O pastor, a quem foi endereçada a carta é responsável direto na questão da pureza da Igreja do Senhor. Mas todos são advertidos (24,25).

    O grupo herege na igreja buscava acrescentar supostos conhecimentos sobre “as profundezas de Satanás” (24).

    Entram nesse rol os ensinos exotéricos e revelações suplementares como se o Evangelho fosse insuficiente.

    A igreja precisa conhecer em todos os sentidos a Jesus. “Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo (2 Pe 3.18).

    O evangelho de Cristo, puro e cristalino é suficiente para o verdadeiro cristão.

    A Promessa

    A promessa de bênção é feita aos vencedores. Subentende-se que os infiéis serão os perdedores; não terão premiação.

    A promessa de bênçãos, portanto, é para quem for fiel até o fim. Isto quer dizer: Até o último suspiro. É aí que tudo termina nesta vida. Também é aí que começa a vida além.

    A promessa diz respeito a receber autoridade. Jesus recebeu toda autoridade no céu e na terra (Mt 28.18). Ele tem poder para dar e para tirar autoridade de quem quer que seja.

    A autoridade oferecida por Ele aqui é sobre as nações. Tudo indica que será no milênio, quando a igreja reinará com Cristo (Ap 20.4).

    Será dada também ao vencedor a “estrela da manhã” que é o próprio Senhor Jesus ou sua glória (Ap 2.28 com 22.16).

    Ele é a estrela prometida a Jacó (Nm 24.17)

    Finalidade

    Finalmente, as Cartas do Apocalipse têm aplicação para todas as igrejas de todos os lugares e de todos os tempos, inclusive as de hoje.

    As advertências, os chamados e promessas valem para nós. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2.22).

    Leia também: Carta A Igreja de Éfeso Estudo

  • A Carta À Igreja de Filadélfia

    A Carta À Igreja de Filadélfia

    A Carta À Igreja de Filadélfia, tal como, a de Esmirna, Jesus não aponta nenhuma contrariedade, mas, elogios e exortações (Ap 3.7-13).

    O esquema da carta segue o mesmo das anteriores: endereçamento ao pastor da igreja, declaração de alguns atributos do remetente, declaração de conhecimento do estado da igreja, exortações e promessas.

    Antes, porém, apresento um breve relato sobre a cidade de Filadélfia.

    A Cidade de Filadélfia

    Imagem de OpenClipart-Vectors por Pixabay

    A palavra “Filadélfia” significa “Amor fraternal” ou “amor aos irmãos” Foi construída por Átalo Filadelfo. A cidade se localizava na Lídia, na Ásia Menor, 27 milhas a sudoeste de Sárdis na planície de Hermos (J. D. Davis).

    A cidade de Filadélfia é atualmente chamada pelos turcos de Allah Sher, a cidade de Deus.

    Filadélfia era uma cidade próspera, com vários templos, e festividades religiosas, inclusive, culto a Dionísio, o deus grego do vinho. A região era grande produtora de uvas.

    A cidade era pequena tal qual a igreja. Porém, ninguém passa despercebido aos olhos daquele que tudo vê. Isto nos leva aos atributos de Jesus.

    Os Atributos de Jesus Cristo.

    Jesus é Santo.

    Jesus se apresenta como Santo. Acontece que santidade é atributo de Deus. Logo, na concepção de Jesus, Ele é Santo Deus.

    Deus-Pai concorda com isso, pois lhe deu toda autoridade no céu e na terra (Mt 28.18), e demonstrou aprovação de Jesus quando declarou prazer nele (Mt 3.17; Lc 9.35).

    Jesus é Verdadeiro.

    Em um contexto plural de falsos deuses, Jesus se declarou verdadeiro. O imperador romano, que se apresentava como deus e exigia adoração de seus súditos não gostaria nada dessa afirmação de Jesus. Mas não importa. Jesus é único verdadeiro. O resto é falso (Jo 14.6).

    Jesus tem a chave de Davi.

    Esta expressão vem de Isaías 22.22, onde era uma profecia em que Deus daria autoridade para Eliaquim, mordomo do rei Ezequias, descendente de Davi.

    Chave de Davi significa autoridade e poder. Jesus é Senhor da história. Ele tem toda autoridade e poder.

    O termo está relacionado com a pessoa do rei Davi e as promessas feitas por Deus a ele (Is 55.3).

    Aqui, Cristo, descendente de Davi, com sua autoridade e poder abriria portas para sua igreja sair vencedora. Ele pôs uma porta aberta diante de sua igreja, e ninguém a pode fechar.

    Como vemos, não é São Pedro o dono das chaves, mas sim, Cristo. Se Pedro teve alguma autoridade, teve-a por doação de Cristo e, temporariamente. Jesus a tem para todo sempre.

    Jesus tem conhecimento divino.

    Em todas as cartas às igrejas Jesus declara: “Conheço as tuas obras”. Sobre isso já falei nas cartas anteriores: Jesus é Deus onisciente.

    Declaração sobre a igreja.

    Jesus diz que conhece as obras da igreja. Estas são aprovadas. Apesar da pouca força da igreja de Filadélfia, ela foi fiel e não negou o nome do Senhor (8).

    Que declaração linda! Será que Jesus pode dizer o mesmo das igrejas de hoje?

    Com seu poder e autoridade, Jesus declara que fará os falos judeus prostrarem-se aos pés da igreja. Além disso, os falsos saberiam que Jesus ama sua igreja. Que cena fantástica! Que declaração de amor!

    As promessas de Jesus para Igreja de Filadélfia.

    Filadélfia foi fiel e guardou perseverantemente a palavra e o nome de Jesus. Por isso, Jesus prometeu que a guardaria da hora da tribulação que viria para provar os que habitam sobre a terra (8,10).

    Sobre isso, Jesus já tinha ensinado aos discípulos que os dias de tribulação serão “abreviados por causa dos escolhidos” (Mt 24.22). Notem que a igreja está na terra e sofre a grande tribulação, entretanto, abreviada.

    Exortações de Jesus à igreja de Filadélfia.

    A exortação começa com advertência: “Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (11). Duas figuras se aplicam à coroa: 1 – Coroa está relacionado com reino ou reis. Já fora dito que Deus nos fez reino e sacerdotes para Deus (Ap 1.6); 2 – Coroa de louros era o prêmio aos atletas vencedores.

    Na carreira cristã precisamos de perseverança até conquistar nossa coroa prometida. No caso, a igreja de Filadélfia deveria guardar bem sua coroa.

    Promessas de Jesus à igreja de Filadélfia.

    Segundo estudiosos, a cidade de Filadélfia sofreu terremoto. Os prédios e os monumentos foram derrubados. Mas Jesus promete fazer do vencedor coluna no templo de Deus para sempre (e daí jamais sairá). A coluna edificada por Jesus nada pode abalar.

    O vencedor também terá o nome de Deus e da cidade de Deus gravado sobre si (12). Isto significa que o vencedor será propriedade de Deus, terá o selo de Deus. Ninguém poderá tocar ou violar tal propriedade.

    Por último, a advertência final: “Quem tem ouvidos. Ouça o que o Espírito diz às igrejas” (13).

    Leia também: A IGREJA APROVADA: PÉRGAMO 2

  • DOENÇAS ESPIRITUAIS E CURA DIVINA

    DOENÇAS ESPIRITUAIS E CURA DIVINA

    DOENÇAS ESPIRITUAIS PRECISAM DE CURA DIVINA. Quais os profissionais dessa área? Na compreensão bíblica seriam os cristãos. Eles estão cumprindo sua missão?

    DOENÇAS ESPIRITUAIS: Um Exemplo em Lucas 13.10-17

    Imagem de beasternchen por Pixabay

    Em Lucas 13 de 10 a 17, o evangelista narra o episódio da cura de uma mulher que andava encurvada há dezoito anos. Então, vamos partir desse episódio para abordar a obra espiritual da igreja em alguns aspectos.

    O que devemos notar sobre a narração de Lucas? Veja, o verso 10 menciona o dia em que isso aconteceu. Foi num sábado.

    PODEMOS CURAR NO SÁBADO OU O HOSPITAL ESTARÁ FECHADO?

    Mas, o que tinha o dia a ver com a cura? É porque na Lei de Moisés o sábado era dia santo em que não era permitido trabalhar (Ex 31.13-18). Quem fosse pego fazendo alguma obra nesse dia era morto.

    Por isso, havia regras explicitas do que se podia ou não fazer no sábado. Porém, essa lei passou a ser mais severa quando em algum momento entre o ano 500 a.C. e o primeiro século antes de Cristo surgiu o judaísmo.

    Por quê? Porque o judaísmo tinha como líderes os sacerdotes, o sumo-sacerdote ou rabinos. Os rabinos produziram a Mishná, integrada ao Talmud (Um volume com vários livros com leis e regulamentos rabínicos, tradições e costumes).

    As intenções dessa obra literária eram boas, mas se perderam no tempo e no espaço, porque elas eram interpretações da Lei escrita, tanto quanto, da lei oral, e continham acréscimos ou modificações que acabavam por anular a Lei e o espírito da mesma.

    Por exemplo, Jesus disse aos escribas e fariseus: “E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus (Mt 15.6).

    Então, a lei do sábado no tempo de Jesus era muito mais rígida por que continham acréscimos das interpretações rabínicas que distorciam a Palavra de Deus.

    Ao mesmo tempo, o poder sacerdotal ganhou dimensões políticas partidárias, ou seja, jogo de poder e autoridade, tornando-os hipócritas. Eles exigiam do povo o que eles mesmos não praticavam. Veja, como exemplo Mateus, capítulo 23.

    DIA DE CURAR DOENÇAS ESPIRITUAIS

    Então, no dia de sábado, dia de reunião na sinagoga, estava uma mulher que a há dezoito anos sofria possessa de um espírito de enfermidade, sem de modo algum se endireitar (v. 11).

    Pergunta: Quem deveria tratar de doenças espirituais? Pessoas espirituais, claro. O sumo-sacerdote, os sacerdotes, os rabinos, ou seja, os que eram líderes espirituais do povo. Eles eram os médicos.

    Porém, as pessoas continuavam doentes e sem tratamento nem no sábado e nem em dia nenhum.

    Creio que a mulher possessa de enfermidade que a deixava encurvada não foi na sinagoga pela primeira vez. Ela devia ir todos os sábados, pelo menos. Era costume das pessoas frequentarem as reuniões. Também era comum encontrar possessas na sinagoga (Mc 1.21-27, 39).

    Entretanto, a mulher sofria há dezoito anos sem encontrar cura, e no dia que encontrou a cura em Jesus, os que deveriam tê-la curado, repreenderam a ela e as demais pessoas dizendo que não era dia de trabalhar (curar) no sábado (14).

    Porém, o sofrimento de dezoito anos daquela mulher terminou quando Jesus a viu, e chamou-a, e disse: Estás livre da tua enfermidade. Ele imediatamente se endireitou. Jesus impôs as mãos sobre ela, ela deu glória a Deus.

    Como que pessoas espirituais podem achar ruim a operação de cura espiritual? É que a fama e a autoridade, como escreveu alguém, envilece o homem. O poder político e religioso corrompe a muitos.

    Esta é uma das razões, também, porque muitos religiosos e religiões estão perdendo autoridade perante o povo. Porque diante de Deus já se perderam há muito tempo.

    Jesus expôs a hipocrisia deles (v15). Eles trabalhavam no sábado para salvar suas ovelhas, seu jumento ou seu boi, para levar-lhes a beber água. Por que não livrar uma filha de Abraão cativa de Satanás há dezoito anos?

    Os opositores se calaram, e saíram envergonhados (v 17).

    OS TRANSMISSORES DA CURA DIVINA HOJE

    Quem deve curar as doenças espirituais hoje? A resposta é a mesma: os espirituais, lógico. Mas, quem são os espirituais?

    A resposta é: pessoas que já foram tratadas por Jesus Cristo; pessoas que têm relacionamento com Deus através de Jesus Cristo; Pessoas que formam a igreja de Cristo, seu corpo sacerdotal aqui na terra. Eu não acredito em nenhuns outros médicos espirituais.

    Caso me digam que há outros, eu os considerarei falsos, pois só as pessoas tratadas pelo Médico dos médicos podem tratar outros doentes.

    Vejo por aí, muitos tratamentos espirituais baseados em acordo com demônios e crenças supersticiosas que podem até dar uma sensação de problema resolvido, mas mantém as pessoas cativas do medo, sob as ameaças do mal. Por exemplo, ameaçam de que o rompimento com as forças do mal trará morte. Coisas assim, que só levam à opressão e à desgraça final.

    Uma Missão Contínua

    A missão de curar doenças físicas e espirituais é sem fim; durará enquanto o mundo existir. Neste contexto esta a igreja de Jesus Cristo, que é formada por aqueles que ele escolheu, e que ouvem a voz dele (Jo 10.14).

    Embora a missão da igreja não seja propriamente curar enfermidades físicas, e sim, pregar o evangelho do Reino, ajudar os que sofrem em todos os sentidos faz parte de sua obra no mundo (Mt 10.8).

    Já as enfermidades espirituais só uma igreja autêntica do Senhor pode curar verdadeira. A autoridade do Senhor está sobre a igreja através do Espírito Santo para desfazer as obras do diabo (1 Jo 3.8).

    O preocupante é que aumentou o número de igrejas dizendo-se do Senhor, mas que não demonstra autenticidade para tratar doenças espirituais. Ou seja, igrejas no nome, mas não na realidade. Por outro lado aparecerem outras oferecendo curas por dinheiro, ou seja, falsas igrejas.

    Assim sendo, continuamos tendo muitos doentes não só frequentando os cultos, mas sim, sendo membros atuantes na igreja. Por quê? Porque não estão considerando o Corpo do Senhor (Igreja) com dignidade. Paulo acusou: “Por causa disso há entre voz muitos fracos e doentes” (1 Co 11.30). E também, não estão exercitando o que Tiago mandou? (Tg 5.16).

    Assim como no caso da mulher encurvada que frequentava a sinagoga semanalmente e não encontrava cura, muitos estão frequentando e trabalhando nas igrejas todos os dias doentes. Pastores estão se suicidando, pessoas vivem oprimidas anos e mais anos sem encontrar remédio. Sentam-se ruins nos bancos para os cultos e saem pior. Por quê?

    Com certeza que há muitas respostas, mas quero abordar apenas uma: A presença de Deus. Se a presença de Deus não for junto não adianta ir a lugar nenhum, não há nada a fazer neste mundo (Jo 15.15; Êx 33.15).

    Há muita confusão na igreja pós-moderna. Muitas, nas melhores das intenções, se lançam a realizar as obras para Deus, e acham que Deus está junto, como Marta, irmã de Lázaro e Maria, amigos de Jesus (Mt 10.40,41). Fazer boas obras para Deus nem sempre significa aprovação de Deus. Deus tem de vir antes sempre. Não se pode trocar a obra pelo Senhor da obra. Também não importa o que você faz, mas sim o que você é.

    Desta forma, a principal obra da igreja e manter-se unida ao Senhor. Haverá sempre muitos desafios a isso. Satanás sempre buscará cisão entre a igreja e o Senhor. Ele sabe que nisto esta a derrota da igreja.

    Para vencer está batalha, a igreja precisa de duas coisas básicas antes de quaisquer obras. Nestas duas coisas há cura para igreja e para o mundo: Oração e Palavra de Deus, Bíblia. Observe que as reuniões de oração são sempre pouco frequentadas, as orações são sempre curtas e vazias, sem coração, sem intenção e sem propósito.

    Observe, também, que as pregações são igualmente vazias de palavras de Deus, mas com muitas mensagens motivacionais e de crescimento material e de sucesso. Já não se fala mais de pecados, e este é o que traz dor física, emocional e espiritual.

    Além disso, as pregações são curtas e servem apenas como uma etiqueta do culto. Ninguém mais chora seus pecados, mas, choram de dor no pecado, cultivando pecados e achando que por estar na igreja, são a igreja. Até pode ser, mas não estão agindo como igreja.

    Ou seja, há muitas igrejas doentes. Por isso não podem curar. Lamentavelmente.

    Leita também: Jesus Tem O Ensino Superior

  • Jesus Tem O Ensino Superior

    Jesus Tem O Ensino Superior

    Jesus Tem O Ensino Superior. A Doutrina de Cristo é notável. Leia Marcos 1.21-28 e confira a didática de Jesus Cristo, o Mestre dos mestres.

    Texto Bíblico: Marcos 1:21-28

    “Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.

    E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.

    E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou,

    Dizendo: Ah! que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus.

    E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele.

    Então o espírito imundo, convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele.

    E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!

    E logo correu a sua fama por toda a província da Galileia.”

    Jesus Tem O Ensino Superior Melhor do Mundo

    Imagem de Erich Steinwendner por Pixabay

    As pessoas que, ao longo dos séculos seguem a Cristo comprovam que ele tem a melhor ensino mundo. Esta conclusão é a mesma a que chegaram os que ouviram a doutrina do excelentíssimo Mestre na sinagoga de Cafarnaum, conforme está escrito no texto bíblico acima. Eles, na ocasião, ficaram admirados com a didaskalia de Jesus.

    Didaskalia é palavra grega derivada de didaskalos que significa professor, mestre. Didaskalia é o ensino, instrução. Dessas palavras vem a didache, forma de ensino, método de ensino.

    O episódio do texto bíblico acima foi o primeiro ensino público de Jesus numa sinagoga, conforme o Evangelho de Marcos.

    A sinagoga era a assembleia dos judeus, isto é, a reunião deles. Consequentemente, o espaço dedicado às reuniões, também passaram a se chamar sinagoga.

    O mesmo acontece com a igreja. Por exemplo, igreja é a assembleia, ajuntamento de pessoas com um propósito. Mas nós chamamos de igreja o prédio usado para tais reuniões.

    Nas sinagogas, fazia-se a leitura das Escrituras (Velho Testamento) e orações. Em Lucas 4.33-37 Jesus foi o expositor no texto bíblico.

    O povo logo notou a diferença entre o ensino de Jesus e dos escribas e fariseus, pois Jesus personificou os princípios que ensinava através da obediência às Escrituras com todo coração, alma e entendimento.

    A doutrina que saía dos lábios de Jesus também saia do coração e da alma. Eram verdades de Deus, enquanto que a doutrina dos fariseus eram falsas, cheias de hipocrisia (Mt 23) e preceito de homens (Mc 7.7;  Mt 15.9).

    O discípulo de Jesus precisa deixar ser apropriado pelo Jesus Tem O Ensino Superior de tal forma que este torne parte dele, arraigada em sua alma (Mc 4.1-8; Ef 3.17-19).

    Somente desta forma expressaremos a vida do Mestre em nossas vidas, o Deus conosco, o Emanuel (Jo.10,30; Cl 1.15-20).

    A palavra didache, “ensino”, descrevia o ato de ensinar tanto de Jesus quanto dos fariseus. Mas a distinção estava no espírito com que ensinavam e praticavam tais ensinos. Enquanto os fariseus ensinavam o que não praticavam, Jesus dava expressão aos ensinos, deixando-os fruir no seu convívio com o povo.

    Uma prova disso é que na sinagoga estava um homem possesso de “espírito imundo”. Provavelmente tal homem estivera ali desde sempre, pois era comum todos os sábados se reunirem. Porém ninguém podia curá-lo. Quando Jesus foi ali ensinar, logo libertou o homem. O ensino de Cristo liberta.

    Por isso, o ensino de Jesus Cristo passou a se chamar “Doutrina do Senhor” (At 2.42; 13.12; Jo 7.16,17).

    Tal doutrina era do Mestre dos mestres e Senhor dos senhores. Por isso, não só o ensino, mas também o Senhor penetrou a vida do povo.

    O Melhor Método de Ensino (Mt 4.23; 11.28-30).

    Jesus ensinou com palavras e ações que expressavam o espírito da Lei de Moisés. Isto é, a doutrina de Jesus não eram palavras vazias carregadas de hipocrisia, mas sim, a personificação da piedade, do amor e da justiça de Deus. Este é o significado de caridade, amor aplicado na prática.

    O Ensino de Jesus nos forma para vivermos debaixo da autoridade de Deus. Jesus vivia de forma que Deus era com Ele para curar as pessoas do físico e da alma (Is 53, Mt 8.16,17).

    Jesus Tem O Ensino Superior capaz de curar corpo e alma.

    O Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento descreve assim o ato de curar pela fé:

    “A cura é a recompensa da fé, porque a fé tem confiança de que mesmo depois dos homens terem feito o máximo possível e fracassado, o poder de Deus em Cristo é inesgotável. A cura não dá origem à fé, mas sim, a pressupõe (Mc 6.5,6). Não é que a fé é o poder que opera o milagre; pelo contrário, é o estado de preparação para o milagre”.

    A igreja, corpo de discípulos de Cristo, deve viver de forma a incorporar e personificar a Doutrina de Jesus e de seu Reino. Assim também, igual a Jesus, deve curar os enfermos do corpo de alma.

    • O discípulo cristão precisa encarnar os ensinos de Cristo.
    • Jesus nos ensina com sua doutrina a vivermos o sobrenatural de Deus no mundo físico.
    • Jesus é o companheiro de jugo fiel, manso e humilde que dá alívio às nossas almas

    Leia também: Passos Necessários Para Entrar no Céu

    IGREJA PERSEGUIDA ONTEM E HOJE

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