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  • Jesus Cristo Domina A História

    Jesus Cristo Domina A História

    Jesus Cristo Domina A História. O seu controle sobre sua igreja, seus pastores e o mundo. Apocalipse 1.9-20.

    Jesus Cristo Domina A História, A Igreja e Seus Ministros Ap. 1.9-20.

    A primeira série de visões apocalípticas se iniciam com Cristo glorificado dominando a História, com atenção especial às suas Igrejas, as quais destina cartas. 

    Seguem-se depois disso, várias visões em série com a expressão “depois destas coisas” (4.1; 7.1,9;18.119.1 e/ou “e vi…” (5.1; 6.1,12). 

    A primeira série de visões (1.9-20) é de Cristo glorificado, revelando fatos, direcionando eventos em relação ao mundo e, principalmente, sua igreja. 

    Imagem de Steen Møller Laursen por Pixabay

    1.9-20 – Jesus Cristo Domina A História – A Visão de Jesus Cristo Glorificado e Seu Domínio 

    Já mencionei acima sobre Autor e Credenciais de Remetente sobre João, mas vale a pena recordar. Ele se apresenta no verso 9 como irmão e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança em Jesus. Portanto, ele era alguém conhecido, que vivia as mesmas lutas e vitórias dos demais cristãos. Por isso ele estava exilado na Ilha de Patmos. 

    Patmos é uma ilha grega de formação vulcânica situada, segundo o Wikpédia “no Egeu Meridional, situada a 55 km da costa SO da Turquia, no Mar Egeu. Tem uma área total de 45 km² e uma população de 3.047 habitantes (2011)”.  o Dicionário J. D. Davis diz que a ilha nada produz.  

    Entretanto, segundo Hale, a ilha tinha como indústria principal a mineração de sal e era uma colônia penal para prisioneiros políticos de Roma. 

    Segundo o mesmo autor, João fora preso ali por Cesar Domiciano (96 d.C) e solto pelo sucessor, Cesar Nerva.  

    O motivo de sua prisão ali foi “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus”. Isto foi interpretado desde os primeiros leitores como sendo por causa da pregação do Evangelho, por se declarar e pregar Cristo como Senhor, o que o imperador proibia.

    Aprendemos com isso, que este João se identificava com a igreja perseguida. Ele não era alguém estranho aos sofrimentos dos demais irmãos. Pelo contrário, neste particular ele era “companheiro”. 

    O melhor testemunho do Evangelho é aquele que é escrito com sofrimento e com perseverança na fé, servido de testemunho para edificar a outros.

    O Texto Revela Um Servo Exemplar

    Mas é dito também que ele era participante no reino, pois Cristo nos tornou “reis” (1.6). Para muitos hoje ser reis é ser isentos de sofrimentos, mas aqui reis e sofrimentos estão juntos. Isto demonstra o quanto nossas crenças podem navegar para longe da verdade bíblica. É fato que reinaremos com Cristo (Ap 5.10; 21.4; 2Tm 2.12), mas ainda não é chegado o tempo.

    Além disso, ele era coparticipante no sacerdócio e na paciência ou perseverança. O sacerdócio significa que o cristão tem acesso diante de Deus para O servir. Mas faz do cristão também intercessor, em Cristo, por aqueles que precisam conhecer a Deus (1 Tm 2.1-6).  

    João Vê Jesus Cristo Glorificado no Dia do Senhor

    João revela que ele foi “movido pelo Espírito” (BJ), “achei-me em espírito” (ARA), “dominado pelo Espírito de Deus” (NTLH). Isto aconteceu “no dia do Senhor”.  

    O dia do Senhor é o primeiro dia da semana, o domingo, dia da ressurreição de Jesus Cristo. Já no primeiro século (96 d. C.), como vemos aqui, o domingo foi consagrado como dia especial de culto a Deus.  

    É notório, e deve ser considerado isto: que o Senhor priorizou eventos nesse dia, a começar com sua própria ressurreição e aparições, assim como a igreja que passou a se reunir nesse dia (Mc 16.2, 9; Lc 24.1; Mt 28.1; 1 Co 16.2; Jo 20.1, 19; At 20.7).

    Isto começou depois de consumada a Nova Aliança pelo sangue de Cristo na cruz (Mc 14.22; Mt 26.26; Hb 8.8,13;12.2; 13.20). 

    Jesus Cristo Domina A História – O Agente da Revelação

    O Agente das revelações aqui como em toda a Bíblia é o Espírito Santo. O Espírito do Senhor tomou a João e mostrou a ele as visões. Mas veja que João não perdeu os sentidos. Ele estava cônscio para se comunicar, para entender e para escrever as visões. Não foi uma possessão física e psicológica, mas uma apropriação, uma instrumentação do Espirito Santo na vida de seu servo. 

    Símbolos que Revelam A Glória de Jesus Cristo (10-20) 

    “Voz forte, como de trombeta” (Ap 1.10; 4.1). 

    É difícil para nós comparar uma voz semelhante ao som de trombeta. Creio que João tentou descrever o indescritível. Ele não achou palavras humanas ideais para o que ouviu e viu. Expressou-se por antropomorfia.

    Mas certamente o que ele ouviu era muito parecido ou lhe lembrava o som de trombeta. E qual é o significado da trombeta nesse contexto? 

    Partindo do princípio que o autor era um israelita e grande parte de seus ouvintes estavam permeados da cultura judaica, devemos levar em consideração o significado da trombeta nessa cultura. 

    Então, temos de levar em conta tal significado no Velho e no Novo Testamentos.

    Uso de Trombetas no Velho Testamento

    O som da trombeta podia ser ouvido a grande distância. No Velho Testamento, ela era usada militarmente para chamar os soldados à formação (Jz 3.37, 6.34; 1 Sm 13.3). Ela dava sinal para o combate ou para a retirada (Jó 39.24; 2 Sm 2.1,22,28).  

    O atalaia deveria tocar a trombeta em caso de perigo (Jr 6.1; Ez 33.6; Am 3.6).  

     Trombeta anunciava a coroação de reis (2 Sm 15.10; 1 Rs 1.34; 2 Rs 9.13).  

    Enfim, para festas, para guerra, para culto, para coroação, para marcar um tempo especial e para marcar a presença do Senhor (Lv 23.24,25; Nm 29.1-6; Ex 29.12,29; 30.16). 

    Uso de Trombeta no Novo Testamento

    No Novo Testamento, além do uso na guerra, a trombeta anuncia a segunda vinda de Cristo (Mt 1 Co 14.8; Mt 24.31) a ressurreição dos mortos (1 Co 15.52). As sete trombetas do Apocalipse anunciaram visões de acontecimentos na história (Ap 8 e 9).  

    Assim podemos dizer que a voz como de trombeta é a voz de Jesus Cristo chamando seus servos ao culto, a adoração e à reverência a Ele. A Igreja deve ouvir atentamente, pois Ele tem muitas e importantes coisas a anunciar. 

    Além disso, anuncia um novo tempo de espera final, que inaugurará o novo céu e a nova terra (Ap 21 e 22). 

    Assim, devemos permanecer e exortar à permanência na vigilância, como atalaias de Cristo no mundo, guardando e aguardando o cumprimento da palavra do Senhor. 

    Jesus Cristo Domina A História – “Sete candeeiro de ouro” e “Sete estrelas” (v.12 e 15). 

    João disse que ouviu a voz como de trombeta atrás dele. Quando ele se virou viu sete candeeiro de ouro e no meio dos candeeiros um semelhante a “Filho de Homem” (12). 

    O que João vê aqui é o Senhor Jesus em sua glória, difícil de descrever em palavras humanas. São coisas que nunca vimos e nunca imaginamos; coisas grandiosas que ele tenta descrever (1 Co 2.9; 2 Co 12.4), e lhe é dada ordem para escrever (v.11). São mistérios, diz o verso 20, mas que estão sendo revelados. 

    Então, João escreve e descreve da melhor forma possível o que vê. E o que ele vê? Ele vê “Sete candeeiro de ouro” (12). Como já dissemos, Apocalipse é uma linguagem simbólica. Então, o que significa os “Sete candeeiro de ouro”? (12). 

    Jesus mesmo revela estes símbolos que Ele chama de “mistério” (v.20). Ele diz que os “Sete candeeiro de ouro” são as sete igrejas da Ásia.  

    Já as “Sete estrelas” são os anjos das igrejas. Anjo significa “mensageiro” e “enviado” de Deus (J. D. Davis). A palavra vem de anunciar, contar uma mensagem. Às vezes se refere a anjos como seres espirituais e guardiões da parte de Deus (Mt 1.20; Ap 7.1; At 12.15). Mas outras vezes, aos homens como mensageiros de Deus (Lc 7.24, 27; Mc 1.2; Jo 20.18; 21; 1 Jo 1.5). Mas ainda às vezes se refere a anjos de Satanás ou demônios (Mt 25.41).  

    A interpretação mais aceita, e que eu creio é que esses anjos eram os pastores das referidas igrejas. Eles tinham a incumbência de mensageiros das palavras de Deus. Eles eram responsáveis e, nas cartas, veremos como Jesus admoesta-os à responsabilidade que tinham. 

    É dito que o Senhor Jesus tem as sete estrelas em sua mão direita (16,20). Isto quer dizer que Jesus tem poder, domínio e autoridade sobre os mensageiros. E aqui não importa qual seja o sentido de mensageiros. Jesus tem domínio sobre eles. Eles estão na mão direita do Senhor. 

    “Filho de Homem” (12). 

    João prossegue em sua descrição do Cristo glorificado. Este é semelhante a “Filho de Homem”. Esta expressão tem sentido escatológico não porque aparece aqui, mas porque foi anunciado pelo profeta Daniel (Dn 7.13m14; 10.5,6). E principalmente porque Jesus se identificou com O Filho do Homem e, ensinou isto (Mt 16.27,28). 

    A descrição de Daniel do Cristo glorificado é bem semelhante à de João. 

    Eu faço uma relação dessa expressão “Filho do Homem” com o filho prometido desde o Éden, em Gn 3.15. Este viria, por sua obediência total ao Pai, para desfazer a maldição causada pelo primeiro homem, Adão (Gn 3.17).

    Porém, esse prometido seria o Filho nascido de mulher, que satisfaria totalmente a Deus; seria o filho ideal de Deus. 

    Esse Filho do Homem foi anunciado e esperado durante todo o Velho Testamento, até chegar à plenitude dos tempos, quando Deus enviou seu Filho nascido de mulher (Gl 4.4). Ele é o novo homem, da nova geração, do novo céu e da nova terra e líder da nova humanidade. 

    A Túnica longa, branca cingido a altura do peito com cinto de ouro (13).  

    A cor branca, como já foi dito na Introdução, simboliza pureza, santidade. No capítulo 7, verso 13 e 14 vemos claramente que o conceito de santidade é caracterizado por vestes brancas. O sangue de Cristo é o único que pode branquear nossas vestes, isto é, nos santificar. Os homens só podem ser santos se forem santificados por aquele que é naturalmente Santo. 

    O ouro indica preciosidades e realeza (veja Ex 28.4; 29.5; Zc3.4). 

    Pés como latão reluzente indicam provavelmente sua firmeza (Dn 2.31-45). 

    Os olhos como chama de fogo indicam conhecimento completo e perfeito. 

    Pés como latão ou bronze incandescente ou reluzente (14). 

    Jesus Cristo Domina A História – A Voz de Jesus Glorificado

    Voz como de muitas águas (estrondo de águas corretes BJ – 15), lembra o Salmo 29 onde a voz do Senhor é majestosa e mais potente que trovões e relâmpagos, que uma tempestade. João viu o poder Cristo exercendo autoridade sobre a tempestade (Mc 4.39). Agora Jesus Cristo revela poder sobre todas as tempestades do mundo.

    Sete estrelas na mão direita (16).

    Significa que Jesus Cristo tem o domínio, autoridade e poder sobre suas igrejas. Mas também, porque elas estão em suas mãos, Ele tem cuidado delas pessoalmente. Por isso Ele continua zelando delas, ordenando a instrução delas na sua Palavra, para a santificar (Jo. 17.17).

    Espada afiada de dois gumes saia de sua boca (16).

    Hebreus 4.12 fala dessa espada. É a palavra de Deus que nunca volta vazia, mas sempre faz o que lhe apraz (Is 55.11). 

    É confortador saber que Jesus Cristo está agindo no mundo e na história, especialmente na igreja, e que faço parte desta.

    Leia também: Carta A Igreja de Éfeso Estudo

    Carta À Igreja Morta: Sardes Ap. 3.1-6

    QUEM CONTROLA SUA HISTÓRIA?

    Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

  • A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira. A Quarta Carta do Apocalipse de João. Quais as lições para para nós? (Ap 2.18-29).

    Como nas cartas anteriores, o conteúdo segue de declaração que caracteriza a Pessoa de Cristo, e do conhecimento do estado da igreja, o chamado ao arrependimento e promessas.

    Antes, porém, como fiz nas outras meditações, apresentarei algumas informações da cidade.

    A Cidade de Tiatira

    Segundo o Dicionário John D. Davis, Tiatira era uma cidade da Ásia Menor, na Lídia, nos limites da Mísia, na estrada que vai de Pérgamo a Sardes.

    Anteriormente era conhecida como Péropia e Euipia no ano 280 a.C.

    Não era um centro comercial muito importante, mas tornou-se comércio de púrpura.

    Lídia, a comerciante de púrpura de At. 15.14 era natural de Tiatira.

    Atualmente a localização de Tiatira seria Ak Hissar, onde há traços da cidade antiga.

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira e O Remetente

    Como nas cartas anteriores, o conteúdo se inicia por uma declaração da Pessoa de Cristo vista por João no início da visão no capítulo 1.9-20.

    Nesta carta, Jesus se apresenta como “Filho de Deus que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes a bronze polido” (2.18 com 1.14,15).

    Tanto nesta quanto nas outras cartas não há dúvidas quanto ao autor de seus conteúdos. A autoria é de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele morreu, ressuscitou, foi para o céu, mas continua pastoreando a igreja dele.

    Ele faz isso porque tem poder para tanto. Aqui, o poder é descrito na expressão: “olhos como chama de fogo”. Isto significa o poder de Jesus conhecer todas as coisas.

    Com seus olhos ele perscruta as coisas mais profundas em tudo, principalmente e de modo especial na igreja dele.

    Assim, essa figura significa o poder de conhecimento pleno, completo de Jesus.

    Fazendo um contraste entre Apocalipse 2.18 com Daniel, capítulo 2, vimos que a profecia era sobre Jesus e se cumpre nele.

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira Revela A Onisciência de Jesus

    Porque Ele tem os olhos como chamas de fogo, que perscruta a tudo, Ele conhece as boas e as más obras de cada um dentro da igreja dele.

    Por isso, a declaração no verso 19: “Conheço as tuas obras”. Como diz o provérbio: “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios 15:3).

    Então, Jesus é Deus Onisciente. Com seu conhecimento profundamente penetrante, Jesus viu boas obras na Igreja de Tiatira.

    Ela era uma igreja que amava o Senhor, tinha fé genuína, serviços, perseverança.

    Ao contrário da Igreja de Éfeso que perdeu seu primeiro amor, Tiatira o conservava revelado em obras até o fim (2.4,19).

    O conhecimento do Senhor é revelado em forma de elogios. Que bom é sermos conhecidos do Senhor e sabermos que Ele encontra coisas agradáveis em nós!

    Entretanto, o Senhor que conhece as coisas boas em nós, também vê coisas ruins. Ele tem uma nota de contrariedade sobre a Igreja de Tiatira.

    A Igreja tolerava uma falsa profetisa que ensina a perversão dos crentes (20).

    Jesus disse que deu tempo para ela se arrepender, mas ela não quis (21).

    Quatro ensinos

    1 – Tolerância.

    Nós devemos ser tolerantes com os pecadores, buscando o arrependimento deles. Não devemos ser vingativos ou ter pressa de sermos punitivos.

    O próprio Jesus diz que chamou ao arrependimento e que deu tempo para que tal mulher se arrependesse.

    Assim, devemos chamar as pessoas na igreja à correção de seus procedimentos pecaminosos e dar-lhes tempo para se consertarem.

    Mas, qual foi o pecado da igreja? Tolerava Jezabel. Quem era ela? Veja mais adiante.

    2 – Disciplina.

    Tolerância tem limites. Após chamar e dar tempo para arrependimento, Jesus parte para punição: Ela e os seguidores dela seriam acometidos de uma enfermidade, e receberiam o castigo por suas más obras (22).

    Mas não era vingança, era correção amorosa (Ap 3.19).

    Notem que Jesus censura a igreja por ser negligente na disciplina. Por vezes, pessoas influentes na igreja andam em pecados e nunca são chamados ao arrependimento, como havia na Igreja de Corinto (capítulo 5).

    Tal displicência na correção dos erros vem em nome de um falso amor aos perdidos, pois amor verdadeiro busca a disciplina amorosa.

    Qual pai que não disciplina seus filhos (Hb 12.8). Disciplinar é desagradável, mas necessário.

    3 – Perda da Salvação.

    A heresia leva a perda da salvação pela rejeição ao chamado de Cristo. Isto quer dizer que a pessoa conheceu a graça do Senhor, mas a heresia levou à apostasia: Rejeição da fé salvadora (Hb 6.4-6).

    4 – Enfermidade.

    Crentes podem sofrer enfermidades como castigo de Deus para promover o arrependimento (2 Co 7.10).

    A Carta À Igreja Tolerante de Tiatira: Adultério Espiritual

    O adultério mencionado nos versos 21 e 22 se refere à sedução pelo ensino da tal Jezabel.

    Jezabel foi mulher do rei Acabe (1 Rs 16.31 – 21.54). Ela fortaleceu o baalismo em Israel levando o povo de Deus à derrota espiritual, ou seja, à rejeição por parte de Deus.

    Por isso, Jezabel passou a ser símbolo de idolatria, que, neste caso significa adultério e prostituição espiritual; traição à aliança com Deus.

    Tal ensino levava os servos do Senhor a comerem das coisas sacrificadas aos ídolos (Ap 2.20).

    Então, tal adultério não era a traição da aliança de casamento entre um homem e uma mulher. Era antes, adultério espiritual. Traição da aliança do Senhor (Jr 16.11).

    Porém, a Bíblia ensina que adultério conjugal também é pecado (Mt 19.18).

    Em consequência da traição espiritual promovido pela falsa profetisa, seus filhos, ou seja, seus seguidores seriam mortos (23).

    Isto serviria de exemplo para todas as igrejas e não somente para de Tiatira. Jesus zela pela pureza da igreja dele.

    O pastor, a quem foi endereçada a carta é responsável direto na questão da pureza da Igreja do Senhor. Mas todos são advertidos (24,25).

    O grupo herege na igreja buscava acrescentar supostos conhecimentos sobre “as profundezas de Satanás” (24).

    Entram nesse rol os ensinos exotéricos e revelações suplementares como se o Evangelho fosse insuficiente.

    A igreja precisa conhecer em todos os sentidos a Jesus. “Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo (2 Pe 3.18).

    O evangelho de Cristo, puro e cristalino é suficiente para o verdadeiro cristão.

    A Promessa

    A promessa de bênção é feita aos vencedores. Subentende-se que os infiéis serão os perdedores; não terão premiação.

    A promessa de bênçãos, portanto, é para quem for fiel até o fim. Isto quer dizer: Até o último suspiro. É aí que tudo termina nesta vida. Também é aí que começa a vida além.

    A promessa diz respeito a receber autoridade. Jesus recebeu toda autoridade no céu e na terra (Mt 28.18). Ele tem poder para dar e para tirar autoridade de quem quer que seja.

    A autoridade oferecida por Ele aqui é sobre as nações. Tudo indica que será no milênio, quando a igreja reinará com Cristo (Ap 20.4).

    Será dada também ao vencedor a “estrela da manhã” que é o próprio Senhor Jesus ou sua glória (Ap 2.28 com 22.16).

    Ele é a estrela prometida a Jacó (Nm 24.17)

    Finalidade

    Finalmente, as Cartas do Apocalipse têm aplicação para todas as igrejas de todos os lugares e de todos os tempos, inclusive as de hoje.

    As advertências, os chamados e promessas valem para nós. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2.22).

    Leia também: Carta A Igreja de Éfeso Estudo

  • Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia

    Carta de Jesus À Igreja de Laodiceia, A Sétima do Apocalipse, uma igreja sem Cristo. Você gostaria de ser membro dela? Veja as lições. Ap. 3.14-22. 

    O Esquema da Carta À Igreja de Laodiceia

    A carta segue o mesmo esboço das anteriores: Endereçamento, uma declaração sobre a Pessoa do Autor – Jesus, declaração sobre o estado da igreja aos olhos do Senhor, advertências, exortações e chamado ao arrependimento. Antes destes pontos, uma breve nota sobre a cidade de Laodiceia.

    Imagem de Benoît DE HAAS por Pixabay

    A Cidade de Laodiceia

    O nome da cidade de Laodiceia significa “que pertence a Laodice”, segundo o Dicionário John D. Davis. O nome foi dado por Antíoco II em homenagem à sua mulher.

    A cidade estava localizada a cerca de 60 quilômetros a sudoeste de Filadélfia, junto ao rio Licos a 10 quilômetros de Hierápolis, e 16, de Colossos.

    Laodiceia era famosa, também, por suas águas termais, como Caldas Novas. Mas há relatos de que essas águas tinham suas nascentes na cidade vizinha de Hierápolis, e foram canalizadas para Laodiceia. Então, a água saia quente  de Hierápolis e chegava morna em Laodiceia.

    Hoje só existe as ruínas da cidade que é conhecida como “Eski-hissar” (Castelo Velho).

    Laodiceia era uma cidade industrial com fábrica de tecido, roupas de lã, escola de medicina com concentração em oftalmologia e importante centro bancário com forte investimento em ouro. Nela se fabricava um pó para tratar de doenças nos olhos.

    Ela foi destruída por um terremoto, segundo Davis, no ano 65 D.C. Reconstruiu-se sozinha, sem precisar do Império Romano.

    A Igreja de Laodiceia

    A Igreja de Laodiceia era operante no evangelho. O Apóstolo Paulo enviou saudações e uma carta a ela (Cl 2.1; 4.15,15).

    Entretanto, ela deve ter perdido o seu primeiro amor, como aconteceu com a igreja de Éfeso (2.4).

    A esta igreja, Jesus não teve nenhum elogio, mas só severas repreensões.  Antes, porém, das repreensões, vejamos a identidade de Jesus na carta aos Laodicenses.

    Identificação de Jesus à Igreja de Laodiceia

    Jesus se identifica como sendo o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.

    A palavra “Amém”, aqui, é um substantivo próprio; é um nome que Jesus tomou para si. Ao dizer-se “O Amém”, notem o artigo definido, Jesus estava dizendo que Ele é o que firma e estabelece a tudo. Não expressa um desejo: “Assim seja”, mas um fato: “Assim É”.

    O sentido dessa identificação é mais bem entendido quando Ele se identifica também como “fiel e verdadeiro”. Tudo se firma nele desde o princípio até o fim. Ele é o fundamento (Jo 14.6; 1 Co 3.13). Ele estava no princípio como coautor da criação (Jo 1.1-3).

    Mas Ele não foi o primeiro a ser criado como muitos pensam. Ele é o princípio gerador de tudo, tudo veio a existir por meio dele (Jo 1.1-3; Cl 1.15-18).

    Amém também é interjeição que quer dizer: “Assim seja”. Se repetida, é enfática. Na expressão de Jesus traduzida como: “Na verdade, na verdade” a palavra na língua original é amém (Jo 6.47; 8.51, 58).

    Jesus é a verdade, a testemunha fiel, o princípio, o fim (Ap 22.13).

    Repreensão de Jesus à igreja de Laodiceia.

    O conhecimento de Jesus já foi mencionado nas cartas anteriores. Ele é onisciente. Nada passa despercebido aos olhos dele e ao conhecimento dele.

    Muitas igrejas se dizem cristãs, mas Jesus conhece a igreja dele. Jesus acusa a igreja de Laodiceia de ser medíocre. Ela não era nem fria e nem quente. Era morna. Jesus condena à mediocridade.

    Além disso, a igreja tinha uma falsa imagem de si mesma. Ao contrário de seu Senhor, que se conhecia muito bem como fiel e verdadeiro, a igreja pensava ser rica, mas era pobre, miserável, infeliz.

    Ela que tinha uma escola de medicina voltada à oftalmologia, precisava do verdadeiro Médico para lhe restaurar a visão. Ele que era próspera economicamente, era pobre espiritualmente. Ela era o oposto de Esmirna (2.9).

    Jesus chama Laodiceia ao arrependimento e à conversão com o convite para comprar dele ouro refinado pelo fogo e vestiduras brancas (18). Estes símbolos se referem à verdadeira riqueza, a celestial, e à santidade e pureza que só se encontram num relacionamento íntimo com Cristo.

    Porém, Cristo estava do lado de fora da Igreja de Laodiceia (v. 20). Que trágico! Uma igreja cristã sem Cristo.

    Muitas seguem assim: tem nome de igreja, mas não são; são pessoas jurídicas neste mundo, mas não tem parte no reino dos céus. Perderam o valor de ser sal da terra e luz do mundo. Não têm mais graça.

    Entretanto o amor do Senhor continua em movimento de suas ovelhas perdidas. Ele não deixou de ser o Sumo Pastor das ovelhas (19,20; Hb13.20) e, como tal, busca por elas. Ele continua chamando à intimidade com ele, como aquela comunhão do partir do pão, e do companheiro (cum+panis = compartilhar o pão- Lc 24.35; At 2.42).

    A igreja de Laodiceia era rica financeiramente, mas espiritualmente era mendiga, miserável (v.17).

    O orgulho da riqueza e do status dominou a igreja. Ela era tinha ouro, mas precisava comprar de Jesus o verdadeiro ouro espiritual; tinha águas mortas tal como ela era espiritualmente, imbebível; eram peritos em curar os olhos físicos, mas era cega espiritualmente e precisava do colírio do Senhor para ver claramente; ela era produtora das mais ricas vestes para vestir o povo, mas espiritualmente esta nua, e precisava das vestes brancas que branqueadas no sangue do Cordeiro (7.14).

    Exortações e Promessas (19-22)

    Mesmo com todas as falhas, uma declaração de amor do Senhor: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo”. O amor não encoberta o pecado, mas repreende e corrige para restaurar verdadeiramente.

    V.20 – Jesus criou a igreja e estava fora dela. Tal como Ele veio para o que era seu e os seus não o receberam (Jo 1.11). Tal como Israel, a igreja também deixou Jesus do lado de fora.

    Jesus está dentro ou fora de nossas vidas e igrejas?

    O vencedor se sentará no trono com Cristo, assim como Ele venceu e se sentou no trono juntamente com seu Pai. Significa posição de autoridade, honra e poder. Os que se sentarem no trono com Cristo julgarão o mundo (Ap 20.4).

    Mesmo uma igreja sem Cristo poderá ser salva e reinar com Ele. O Sumo Pastor restaura-a. O ministério dele continua ativo. Ele continua chamando a todas as igrejas errantes ao arrependimento.

    Advertência

    Não poderia faltar o “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (22). Este é um conselho, uma advertência, e um chamado ao arrependimento e fé; um chamado universal. Isto é, para todas as igrejas em todos os lugares e em todas as épocas.

    Ouçamos o Espírito de Deus.

    Material Consultado:

    Dicionário John D. Davis

    Apostila Pr. Isaltino G..C. Filho

    Bíblia Shedd

    Bíblia de Jerusalém

    Bíblia Thompson

  • Significado Salvador da História de Israel

    Significado Salvador da História de Israel

    O Significado Salvador da História de Israel sempre esteve presa por um fio de esperança. Quando tudo parece perdido, Deus vem com a salvação.

    Significado Salvador da História de Israel na História da Família de Noemi e Rute

    Vimos que Rute votou de Moabe arrasada, sem marido, sem filhos e sem condições de sustento.

    Mas, ela voltou com Rute, que quis acompanhá-la.

    Rute ao chegar foi procurar trabalho, a sorte dos diligentes. Encontrou na propriedade de Boaz oportunidade de respigar. Não perdeu tempo.

    Ela não sabia quem era Boaz. Ela foi trabalhar ali por “casualidade” (2.3).

    Mas eis que Boaz era um dos dois remidores possíveis. Ou seja, ela era um dos que recaia a responsabilidade da lei de amparar a viúva e suscitar descendência ao marido morto, para que seu nome não fosse apagado de Israel (Rt 2.20).

    Para os hebreus, os mortos continuam a existir em sua descendência, e usufruem das bênçãos prometidas por Deus.

    Então, Rute, a estrangeira moabita foi um fio de esperança para manutenção da história da família de Elimeleque e Noemi.

    Além da família, ela, como veremos, foi instrumento que Deus usou para trazer o Salvador ao mundo, pois Jesus foi ancestral de Rute com Boaz. Dela nasceu Obede, de Obede Jessé e de Jessé, Davi. E na família de Davi veio Jesus.

    Foi assim que Deus cumpriu a promessa de nunca faltar descendente de Davi sob o trono de Israel. Veja o texto:

    “Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, o qual sairá das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino.

    Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre.

    Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; e, se vier a transgredir, castigá-lo-ei com vara de homens, e com açoites de filhos de homens.

    Mas a minha benignidade não se apartará dele; como a tirei de Saul, a quem tirei de diante de ti.

    Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre”(2 Sm 2.12-16).

    Onde Está O Salvador

    Então você pergunta, mas onde está o rei sobre o trono de Davi agora? O rei está no céu, mas um dia voltara e se assentará como dominador não somente sobre Israel, mas sobre toda a terra (Mt 19.20).

    Mas quando Rute e Noemi voltaram, ao entrarem na cidade as mulheres da cidade chamaram-na Noemi (Doçura). Ela replicou: Não me chamem Noemi. Chamai-me Mara (amargura – 1.20).

    Agora, porém, ela com o neto no colo, as mulheres cantaram:

    Seja o Senhor bendito, que não deixou, hoje, de te dar um neto que será teu resgatador, e seja afamado em Israel o nome deste. Ele será resgatador da tua vida e consolador da tua velhice, pois tua nora, que te ama, o deu à luz, e ela te é melhor do que sete filhos” (Rute 4.14,15).

    O consolador e resgatador é um antítipo de Messias. Assim como um resgatador tirava alguém do abandono e do fracasso nesta vida, o Messias (Cristo) viria para tirar o pecado do mundo e ser o nosso Salvador.

    Boaz foi o resgatador da família falida de Elimeleque e Noemi. Obede (servo) foi o consolo e a restauração de significado para Noemi. Dessa família nasceria o Cristo Salvador para consolar nossas almas.

    Leia também: Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi

  • Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi

    Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi

    Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi. É assim que Jesus se apresenta em Apocalipse 3.7-13, na sexta carta à Igreja de Filadélfia. Mas, qual o significado dessa declaração?

    “Santo Verdadeiro Tem Chave de Davi” Três Mensagens

    Imagem de Peggy und Marco Lachmann-Anke por Pixabay

    Jesus É Essencialmente Santo

    Em primeiro lugar, a palavra “Santo” aqui deve ser tomado no seu sentido real absoluto. Isto é, Jesus não é Santo porque foi santificado e nem beatificado por religião ou personalidades humanas quaisquer. Ele é Santo porque este é seu atributo moral. A santidade é intrínseca de Jesus, porque Ele é Deus.

    Então, Santo aqui tem o sentido próprio absoluto. A santidade é da natureza de Deus. É integrante de seu caráter. E Jesus é Santo.

    Jesus É Essencialmente Verdadeiro

    Além de Santo, Jesus é, também, Verdadeiro. De fato, Ele já havia declaro ser a verdade (Jo 14.6). E aqui mais uma vez quando o sentido é também absoluto. Jesus é a verdade no sentido mais iluminado, mais elevado, algo que foge ao entendimento da mente mais brilhante do mundo.

    Notamos, também, que o fato de Jesus ser verdadeiro, Ele está em contraste com os mentirosos e com o anticristo ou falso cristo. Por isso, Jesus diz que fará os falsos e mentirosos prostrarem-se diante da igreja e reconhecer que “Eu te amei” – Diz Ele (9).

    Daí, quem anda na fé em Jesus Cristo, anda na verdade. Quem não anda na fé em Jesus, anda na mentira. Simples assim.

    Pelo menos três vezes no livro Jesus é o Verdadeiro (3.7; 6.10; 19.11). Lembrando que Apocalipse usa linguagem simbólica e três significa PERFEIÇÃO DIVINA.

    Jesus É Rei Legítimo

    Aqui, então, esta legitimidade está na chave de Davi. Vejamos o significado da chave de Davi. O que é isto?

    Em Isaías 22.21 e 22 está escrito uma profecia sobre o Messias:

    E vesti-lo-ei da tua túnica, e cingi-lo-ei com o teu cinto, e entregarei nas suas mãos o teu domínio, e será como pai para os moradores de Jerusalém, e para a casa de Judá.

    E porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro, e abrirá, e ninguém fechará; e fechará, e ninguém abrirá.”

    Esta promessa foi feita para Eliaquim que substituiu Sebna, o administrador presunçoso que quis ter um túmulo de rei. Por isso, Deus o destituiu e elevou Eliaquim a administrador, e lhe prometeu autoridade real.

    Jesus tomou estas palavras para Si, pois lhe são próprias. Ele é o rei descendente de Davi, por isso, com a chave de Davi.

    Esta promessa de Deus a Eliaquim está relacionada com o que prometeu, também, a Davi em 2 Sm 7.12-16, de nunca lhe faltar sucessor no trono de Israel.

    Assim sendo, “a chave de Davi” significa autoridade real, identidade real, poder real, e, legitimidade para reinar. O poder está nas mãos de Cristo (Is 9.6).

    Isto quer dizer que Jesus, e tão somente Jesus, tem o poder e autoridade legítimo para abrir a porta do céu ou fechá-la para quem Ele quiser. Não é Pedro. Não é igreja nenhuma. Nenhuma doutrina ou ciência. Não é judaísmo. “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra”, disse Jesus (Mt 28.18). Daí, quem quiser entrar no céu tem de crer somente, e tão somente, em Jesus.

    Por isso, Jesus diz à igreja que pôs diante dela uma porta aberta que ninguém pode fechar. Ele disse que a igreja tinha pouca força, mas guardou a palavra dele (8).

    Pode ser um pequenino grupo de pessoas, mas se reunido em Cristo, está sendo assistido por Ele e recebe as garantias de salvação oferecidas por Ele.

    Então, estes que creem terão o nome de Deus, que significa possessão, propriedade particular de Deus, e estarão no santuário de Deus no céu (12).

    Os crentes também terão sobre eles “o nome da cidade do meu Deus”, disse Jesus (12). Isto significa cidadania celestial, da “nova Jerusalém que desce do céu vinda de Deus” .

    Quando isto se cumprir, então se cumprirá também a oração ensinada por Jesus; “Venha o teu reino e seja feita tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10).

    E assim os crentes no novo reino terão o novo nome de Jesus Cristo de Jesus. O novo nome indica selo de propriedade exclusiva de Jesus, como também, a nova identidade dos salvos na glória eterna.

    Leia também: Israel Corrupção Moral e Espiritual

  • Israel Corrupção Moral e Espiritual

    Israel Corrupção Moral e Espiritual

    Israel Corrupção Moral e Espiritual, Livro de Juízes, cap. 19, um dos textos mais macabros da Bíblia. Marcas de pecados e consequências.

    Morte em Israel Corrupção Moral e Espiritual

    O capítulo 19 do Livro dos Juízes no Bíblia revela um estado de podridão moral e espiritual estarrecedor. Tal estado foi marcado por morte, um banho de sangue numa guerra civil na família de Jacó.

    Por que isto aconteceu? O povo santo se apartou de Deus e adorou ídolos. Esqueceu as conquistas dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó e não seguiu o legado de fé que eles deixaram. Além disso, esqueceram-se das instruções de Moisés e da Lei que ele deixou.

    O povo se prostituiu espiritualmente e moralmente, abandonou os ensinos de vida da Lei de Deus, e seguiu ídolos, e os costumes dos povos de Canaã.

    Vamos aos fatos registados no capítulo 19 de Juízes. A narração é assustadora. Então, vamos por partes.

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    1ª Parte: A concubina de um levita o abandona e volta para casa do pai (1-3a).

    Um levita tinha uma concubina. Concubina era uma espécie de esposa de segunda categoria. Naquele tempo, a poligamia era aceita lealmente. Então, um homem podia ter várias esposas e/ou esposas e concubinas.

    Estas podiam ser abandonadas mais facilmente do que as esposas oficiais (Gn 21.10-15 Agar). Porém, havia leis que reconheciam os direitos delas (Ex 21.7-11; Dt 21.10-17).

    Algumas traduções dizem que a concubina “adulterou” e foi embora para casa do pai. Outras trazem “aborreceu”; “se irritou”; “foi infiel”…

    Mas, o contexto parece indicar que a mulher se aborreceu com o levita e, por isso, voltou para casa do pai. O motivo de escolher esta interpretação é que ele foi procurá-la para se reconciliar, como diz no texto, “para falar-lhe ao coração” (3).

    Isto era uma frase idiomática que significava falar com carinho, amor e generosidade (Shedd). O objetivo era reconquistar e restaurar o relacionamento entre eles.

    Então parece que a concubina que era de segunda categoria ganhou o primeiro lugar no coração do levita.

    Além disso, o pai da moça a recebeu de volta sem recriminação. Isto seria muito difícil num contexto em que o adultério era punido com a morte (Lv 20.10).

    2ª Parte: O levita chegou na casa do pai da concubina e procura mantê-lo ali (3b-9).

    Quando o levita chegou, o pai da moça o recebeu com alegria (3c). Então, ele o deteve por três dias em sua companhia num clima de festa (4).

    Ao quarto dia o levita se levantou cedo para partir, mas o sogro insistiu que ele ficasse. Então ele ficou.

    Mas, no quinto dia, embora o sogro ainda insistisse para ele ficar, resolveu partir, mesmo já sendo tarde para a viagem.

    Vemos nesse quadro a importância da hospitalidade naquela cultura e naquele tempo. A hospitalidade era algo sagrado, e por isso, deveria ser praticado e respeitado.

    Na terceira parte, veremos mais sobre isso.

    3ª Parte: O Levita procura chegar a uma cidade israelita para passar a noite com sua concubina e seu servo (10-21).

    O homem chegou e ficou na praça da cidade, pois ninguém lhe ofereceu hospitalidade.

    Mas, vindo um homem velho do campo, viu o levita na praça. Este homem, porém, não era um benjamita, mas era efraimita. Ou seja, era conterrâneo do levita que também era de Efraim.

    O velho conversa com o levita investigando de onde ele era e para onde viajava. O levita explica que estava de volta de Belém para a montanha de Efraim, e que ninguém naquela cidade lhe ofereceu hospitalidade, mesmo ele tendo todo sustento necessário para ele e seus acompanhantes.

    Então, o velho ofereceu hospitalidade, alimentou os jumentos, os viajantes lavaram os pés, comeram e beberam.

    Um estrangeiro residente ofereceu hospitalidade digna a um estrangeiro viajante.

    4ª Parte: Malfeitores atacam a casa do anfitrião em busca do levita (22-25).

    Enquanto o anfitrião e seus hóspedes se confraternizavam, malfeitores (malandros, homens filhos de Belial, ímpios) atacaram a casa do velho fazendo tumultos e batendo na porta. Eles queriam que o velho entregasse o levita, pois queriam “conhecê-lo” (22).

    Mas entenda, que “conhecer” era esse que eles queriam tanto? Não era, dizer, olá. Nós somos benjamitas. Qual seu nome? De onde vens? Muito prazer. Não!

    Então, que conhecer era esse que o velho hospedeiro, para acalmar os vagabundos lhes ofereceu sua filha virgem para eles abusarem dela? E eles recuram. Queriam o levita. (23-25a). Conferir com Gn 19.9sgs).

    Mal tratar um hóspede era mais grave do que crime de estupro.

    Loucura é no hebraico nebalah: “devassidão”, “impiedade” (Shedd). Nabal (1 Sm 25.25).

    5ª Parte: O Levita entrega sua concubina aos malandros (25b-30).

    Para tentar acalmar os bandidos e evitar mais danos a si, ao seu hospede e família, o levita entrega sua concubina aos bandidos. Então eles a conheceram (25c).

    Mas que conhecer é este, já que abusaram dela toda a noite até de manhã? Era esse “conhecer” com que queriam conhecer o levita. Cometeram estupro coletivo.

    Então a concubina não resistiu à violência dos bandidos estupradores, e morreu.

    O marido saiu pela manhã e a viu caída à porta. Chamou-a para partir. Mas ela não respondeu. Estava morta.

    O levita, então, colocou-a sobre seu jumento e partiu para casa.

    Ao chegar a casa, tomou um cutelo e partir sua concubina em 12 pedaços e enviou para todo Israel com uma mensagem: Desde o dia em que subiram do Egito, viram algo semelhante? Reflitam nisso. Consultem-se e pronunciem uma sentença.

    Decisão da Assembleia de Israel em Mispa (capítulo 20).

    Todos os filhos de Israel, exceto, claro os benjamitas se reuniram em Mispa, perante o Senhor (1). Eram 400 mil homens de guerra.

    A congregação pediu ao levita para explicar o que aconteceu, como foi cometido tal crime (3-7).

    O levita buscava uma decisão de justiça contra aquele crime ignominioso, infame ou horrível, vergonha e loucura (6).

    A decisão da assembleia foi: Sairemos contra os benjamitas por sortes (8-11).

    A assembleia pede aos efraimitas que entreguem os homens que cometeram crime (12-18)

    Mensagem: Que maldade é esse que cometeram? Entreguem os homens filhos de Belial para que os matemos e tiremos de Israel o mal (12b-13a).

    Benjamim não quis entregar os homens malignos. Pelo contrário, ajuntou-se para a guerra (13b-18).

    Benjamim: 26000 peritos na guerra (15).

    Israel: 400mil.

    Israel consultou a Deus em Betel para ver quem sairia primeira à batalha. Foi Judá (18).

    Benjamim venceu o primeiro. Matou 22 mil homens de Israel (21).

    Israel tornou a consultar a Deus. Iremos contra nosso irmão? (23). Resposta: Subi contra Benjamim (23).

    Benjamim venceu a segunda batalha: 18 mil mortos de Israel (24,25).

    Israel chorou perante o Senhor, jejuou, ofereceu holocausto e oferta pacífica. Depois perguntou: Tornaremos contra Benjamim, nosso irmão, ou desistiremos?

    Resposta: Subi que amanhã eu os entregarei nas vossas mãos (28).

    Israel armou emboscado. Uma parte fugiu dos benjamitas que ainda mataram 30 israelitas (31).

    Dessa vez Israel matou 25100 benjamita. Saíram 26700 e sobrou 1600 (35).

    Israel ainda atacou a cidade de Gibeá

    Na emboscada, Israel matou quase todos os benjamitas: 25 mil, afora os que mataram da cidade e dos lugarejos em volta (44-48). Sobrou apenas 600 homens.

    Cap. 21 – Como restaurar a tribo de Benjamim

    Sobrou da guerra 600 homens. Sem esposas.

    Israel havia prometido que ninguém daria suas filhas aos benjamitas (21.1)

    O povo chorou diante de Deus em Betel lamentando a falta da tribo de Benjamim (2-3).

    Ofereceram culto: edificaram altar, apresentaram holocausto e ofertas pacíficas (4).

    Haviam dito que quem não comparecesse à assembleia em Mispa seria morto (5)

    Tiveram compaixão de Benjamim (6)

    Como conseguir esposas para os 600 restantes e manter a tribo de Benjamim? (7).

    Como o povo de Jabes-Gileade não atendeu a convocação da assembleia, os homens foram mortos e conservaram 400 moças para os benjamitas (8-15).

    Mas ainda restaram 200 benjamitas solteiros. E agora? (16-25).

    Agora se tornaram ladrões de mulheres. Se seus pais as dessem em casamento feririam o acordo de não lhes dar suas filhas. Mas se fossem roubadas, não teriam culta.

    Lições

    O levita não deveria ter uma concubina. Só fez arruinar a vida da moça. Pelo menos deveria tê-la deixado ir embora.

    Dramatizou o caso no pior cenário possível em busca de justiça: Esquartejar a pobre concubina.

    Os benjamitas foram coniventes com os pecadores e corresponsáveis pelos crimes cometidos

    Os israelitas acertaram em pedir os culpados a serem castigados.

    A assembleia do povo tomou várias decisões ainda mais agravantes: Medidas desesperadas.

    Leia também: O Amor Entre Duas Mulheres

  • PAPAI NOEL REJEIÇÃO A JESUS

    PAPAI NOEL REJEIÇÃO A JESUS

    PAPAI NOEL: REJEIÇÃO A JESUS. O verdadeiro sentido do natal foi substituído por presentes e pelo “bom velhinho” decadente.

    Papai Noel é símbolo de rejeição a Jesus, pois o verdadeiro sentido do natal foi substituído por presentes e por um “bom velhinho” decadente, em ato de camuflada rebelião contra Deus.

    Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

    PAPAI NOEL: REJEIÇÃO A JESUS E REBELIÃO CONTRA DEUS

    Por quê? Veja o que diz a Bíblia sobre o Natal de Jesus:

    Mateus 1:21: “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.”

    Neste versículo, o anjo, em sonho, orienta a José a receber Maria, pois o que dela era gerado era do Espírito Santo, e não de homem.

    O nome de Jesus foi escolhido por Deus porque quem nomeia é quem tem autoridade para isso. Nós não escolhemos nossos nomes, mas sim, nossos pais o escolhem. Então, José não escolheu o nome de Jesus, porque não era ele o pai.

    Então, ele deveria dar ao menino o nome de Jesus. Jesus significa: Jeová é salvação. Nos versos 22 e 23 o anjo explica que isso deveria ser assim para cumprir as profecias.

    A profecia a que se referiu o anjo é Isaías 7.14 que diz assim: “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.”

    Mateus explica que a tradução de EMANUEL é Deus conosco (Mt 1.23).

    Então, o sentido do Natal é comemoração do dia em que Jesus nasceu para ser Deus conosco, o Emanuel, e para ser nossa salvação, conforme o significado de seu nome: Jeová é salvação.

    Más Preferências

    Porém, a humanidade desde o Éden continua trocando Deus pelo maligno, a fonte de águas vivas por cisternas rotas (Jr 2.13), Jesus por Barrabás (Mt 27.17-23) e agora, por Papai Noel.

    Um nome que em minha mente parece uma negação de Deus: Papai não El, em que El é abreviação do nome de Deus em Hebraico. Claro, isso é só coisa da minha cabeça.

    Fato mesmo, é que Jesus ensinou no sentido espiritual assim: “E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus” (Mateus 23:9).

    Então, no sentido espiritual, um só deve ser o nosso pai, o Pai celestial, que é verdadeiramente bom. É a este que Jesus ensinou a orar o Pai Nosso (Mt 6.9). Ele é quem nos dá o verdadeiro presente, o presente mais importante: o perdão dos pecados e a salvação.

    PAPAI NOEL: REJEIÇÃO A JESUS NAS CANÇÕES

    Entretanto, a ideia do Natal como presentes e festas é muito agradável ao mundo e ao comércio. Daí, muitas ornamentações, muitos eventos natalinos e celebrações.

    Mas estas celebrações não são sobre Jesus, mas somente sobre o Natal, em que “Natal” é o nome das celebrações com muitas festas, bebidas, comidas tudo embalado por lindas canções.

    Por falar em canções, estas são feitas por pessoas que declaradamente não gostam de Jesus. Amam o Natal, mas não amam a Jesus. Pelo contrário, zombam dele.

    Não vou citar exemplo, mas procure ver o no que acreditam os cantores das canções populares de Natal.

    Natal é Jesus, o Salvador, e não há presente melhor. Este é o presente de Deus para nós. Aceite o presente de Deus e FELIZ NATAL.

    Leia também: O Amor Entre Duas Mulheres

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Pr Odivan Velasco

Bíblia Sagrada: Estudos, meditações e reflexões das Escrituras Sagradaseus

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