Salmos: De Cânticos Antigos à Vida Atual

Tempo de leitura: 5 minutos

Os salmos tratam da religião vivencial, cotidiana do povo de Israel. Mas agora é herança também da Igreja de Jesus Cristo, o herdeiro de todos as coisas.

O livro tem 150 Salmos 2461 versículos. A forma de nos referirmos às leituras é Salmo 5, Salmo 6 e não capítulo 5, capítulo 6, como num hinário, em que dizemos hino 5, hino 6. É o maior livro da Bíblia em capítulos e palavras.

A palavra Salmos é psalmós do grego. Indica um cântico para acompanhamento de instrumentos de cordas. O título veio da Septuaginta: Psalmoi. No hebraico:.”Tehillah” (תהילה) significa “louvor” ou “glória“. 

Salmos tratam dos mais complexos problemas da vida tais como: depressão, ansiedade, incertezas, esperança e desesperanças, paz, guerra, questionamentos, frustrações, decepções… Mas também de louvor, adoração e de esperança com declarações messiânicas escatológicas.

O Livro de Salmos é composto por cinco livros, cada um terminando com uma doxologia, do tipo: “Bendito seja o Senhor”. 

Primeiro livro: 1-41 Quase todos de Davi;

Segundo livro: 42-72 Sofrimento da alma, alegria do justo e glória de Deus;

Terceiro livro: 73-89 Provavelmente do tempo de Josias (Provérbios 25.1);

Quarto livro: 90-106 Alegria pela atuação de Deus na história de seu povo; Retorno do cativeiro babilônico;

Quinto livro: 107-150 Período de Esdras e Neemias – Reconstrução do culto e da vida nacional.

Salmo 1

Os Bem-Aventurados e Os Amaldiçoados:

Um paralelo com Os Dois Caminhos (Mt 7.13,14).

Este Salmo traça um contraste entre o homem que segue a Lei do Senhor e o que a desobedece. Isso traz resposta para a pergunta: Quem são os Bem-aventurados? Quem são os verdadeiramente felizes da terra? Estes são os que andam na Lei do Senhor. Como eles se comportam? O verso 1 começa pelo que os bem-aventurados não são e não fazem.

O versículo 1 destaca que os bem-aventurados não andam no caminho dos amaldiçoados ou ímpios.

O homem bem-aventurado foge de forma gradual do conselho dos ímpios:

Ele não anda no conselho dos ímpios, em q ue “andar”, significa as más influências que levam a comportamentos reprovados por Deus. O homem piedoso anda com Deus e por Ele tão somente é influenciado.

Ele não se detém no conselho dos ímpios, em que deter-se significa parar se conformando com os malignos conselhos.  

Ele não se assenta no conselho dos ímpios, em que assentar significa tomar parte.

O conselho dos ímpios tenta a todo tempo seduzir o homem justo para a desgraça: convite para andar, convite para se deter e convite para se assentar. Mas o que for bem-aventurado, o justo, resiste à sedução do mal, e pratica somente o bem.

Então, vem a ênfase de como seu caminho segue vitorioso e os motivos da vitória. Quais são esses motivos?

Prazer na Lei do Senhor (2). Para o salmista, o maior padrão de conduta ordenado por Deus era a Lei. Para nós cristão é o ensino de Cristo que é superior ao da Lei, pois Jesus é maior do que Moisés (Hb 3.3).

Meditar constantemente na Lei do Senhor (2). Ruminar, repetir em murmúrio para si mesmo. Pode ser repetir para memorizar.

A Figura da Árvore Perene

Consequentemente ele é:

Como a árvore plantada junto a correntes de água (3). Uma planta em lugar propício e plantada com propósito no lugar certo, para que seja perenifólia. Mantém-se vívido (3)

Dá fruto no tempo certo (3). É necessário dar fruto (Mt 21.19).

Assim é o homem que anda na Lei do Senhor: Bem sucedido em tudo (3).

A figura da árvore junto a fontes de águas era bem conhecida do povo de Israel que naquele tempo vivia do campo, em que a agricultura era fonte de sustento. Sabiam que as árvores precisam de água para se fortalecer. Para o cristão, a água é a Palavra de Deus, e de modo particular, os ensinos de Cristo. A água viva que Jesus ofereceu à mulher samaritana (Jo 4.1-30). A água que sustenta a vida dos que são eternamente felizes e prósperos.

A Moinha que O Vento Espalha

Ao contrário, os ímpios não são assim, mas são como a moinha que o vento espalha. A moinha era vegetação comum do deserto onde havia falta de água, terra seca, em que o vento as arrancava e levava facilmente. Assim são os ímpios, facilmente levados pelo caminho mal até a ruína eterna.

Entre os discípulos de Cristo, um buscou o conselho dos ímpios. Judas Iscariotes tomou conselho com os sacerdotes e anciãos do povo para matar Jesus (Mt 27.1-10; At 1.16). Acabou tragicamente. E ainda tem de enfrentar o juízo de Deus (Sl 1.5; Mt 26.23,25; Ap 20.11-15). E “o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo” (Tiago 2:13).

Há apenas dois caminhos: O do justo e o do ímpio (perverso); o do bem-aventurado e do amaldiçoado; o caminho dos que agradam a Deus e o dos que desagradam. Qual deles você quer seguir? 

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